Governo federal investe no setor de logística

Cerca de R$ 74 bilhões já foram contratados para o incremento da logística nacional com concessões no setor Com o objetivo de atrair investimentos privados para o setor de infraestrutura de transportes, o Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, apresentou o modelo brasileiro de concessões e a carteira de projetos a grupos de investidores em diversos países e potências econômicas no mundo. Desde 2019, o Governo já garantiu cerca de R$ 74 bilhões para o incremento da logística nacional com as concessões de 34 aeroportos, cinco rodovias, seis ferrovias considerando concessões, renovações e investimento cruzado, 29 arrendamentos portuários, além de autorizações para 99 Terminais de Uso Privado. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, falou sobre o assunto e abordou resultados e expectativas dos investimentos brasileiros no setor de logística no país. Nós saímos desse roadshow muito animados, porque os investidores perceberam que o nosso programa é muito consistente, na verdade o que nós apresentamos a eles foi a mesma coisa que nós apresentamos em 2019 só que 79 leilões depois. Então eles verificam que é um programa que está em andamento, que está em curso, que é consistente, aquilo que a gente programa acontece, que a gente está cumprindo os prazos, os cronogramas e a gente foi mostrar o que está por vir, quais são os próximos ativos, também tirar qualquer risco ou temor em relação ao processo eleitoral do ano que vem. Era importante deixar muito claro que a eleição não vai interferir na programação dos leilões, nos cronogramas, já foi assim em 2018, vai ser assim em 2022 e a receptividade foi a melhor possível. É possível até verificar alguns projetos que têm despertado muito interesse dos investidores, como a Sétima Rodada de aeroportos, o metrô de Belo Horizonte, as privatizações portuárias são uma grande novidade, rodovias como o bloco de rodovias do Paraná. Então é um prenúncio de que nós teremos aí leilões muito bem-sucedidos ao longo do ano que vem. A gente percebeu que havia uma demanda reprimida que o Estado não estava conseguindo capturar e não estava conseguindo dar vazão. É o caso daquela indústria de celulose que quer fazer a ligação da sua planta pra uma concessão existente, é o caso de uma mineradora que tem um ativo minerário e quer ligar esse ativo diretamente ao porto, é o caso de uma indústria que quer fazer o seu ramal com o porto ou das indústrias de proteína animal, por exemplo, que estão no Paraná e Santa Catarina e querem ligar com o Mato Grosso, que é produtor de milho e de ração, para suas indústrias, porque essa é a maior vulnerabilidade de uma indústria de proteína animal, é a falta deste insumo. Então, a gente precisava conceber uma maneira de prover, dar oportunidade de o privado fazer esse investimento de uma forma menos burocrática, mais rápida e aí mudamos o marco legal para que esse novo marco comportasse as autorizações. Na autorização o investidor toma o risco de engenharia, então ele pede para fazer determinado trecho, ele toma esse risco, constrói a sua ferrovia, ele opera a sua ferrovia num regime regulatório muito mais simples. Ele vai fazer a sua análise em termos de plano de negócios, vai ver se faz sentido, se aquilo é viável do ponto de vista econômico e financeiro. A gente, na ferrovia, tem uma facilidade maior em termos de programação e o que a gente esperava era ter, como a que existe nos Estados Unidos, era uma série de operadores de shortlines, lá são seis, sete operadores de ferroviários com mais de 600 operadores shortline. Quando nós lançamos as autorizações, nós esperávamos receber ali seis ou sete pedidos de autorização que eram coisas que estavam chamando muita atenção, estavam gritando ‘olha, isso aqui faz muito sentido’, e não acontece porque o Estado hoje tem exclusividade de empreender em ferrovia, então vamos tirar essa exclusividade do Estado. O fato é que nós já estamos indo aí para 35 pedidos de autorização e isso vai corresponder à implementação de mais 9 mil quilômetros de ferrovia e a contratação de mais de R$ 120 bilhões de investimento. Então é o impulso ferroviário sem precedentes na nossa história. Todo o nosso programa de infraestrutura tira força do Plano Nacional de Logística, que é um plano onde a gente considerou as origens, o destino, os principais fluxos de transporte, as principais cadeias produtivas e o comportamento da economia do Brasil nos próximos anos, então a gente analisou o problema na perspectiva da demanda, confrontamos isso com a oferta de transporte e verificamos quais são os principais gargalos e quais são as melhores alternativas de transporte para a gente suprir a nossa deficiência de logística. Então, concebemos um programa com ênfase no transporte ferroviário, as ferrovias, então, elas vão aparecer sob três pilares, um primeiro pilar das concessões. Nós já fizemos duas, a Ferrovia Norte-Sul e a Ferrovia de integração Oeste-Leste, estamos trabalhando para fazer a terceira, que é a Ferrogrão. Um pilar que são as renovações antecipadas dos contratos de concessão existentes, com investimentos programados nas malhas existentes e em malhas adicionais definidas pelo Estado com o que a gente chamou de investimento cruzado. E o terceiro pilar são justamente as autorizações. Com isso, a gente vai dar um salto ferroviário. Então a gente vai sair de uma participação no modo ferroviário na matriz, que hoje está na casa dos 20%, para 40% em 15 anos. Então, em 2035 a gente deve dobrar a participação no modo ferroviário na matriz e isso representa um ganho brutal em termos de oferta ferroviária, e essa oferta ferroviária vai repercutir em menores fretes, a gente deve reduzir o custo Brasil da ordem de 30%, sem falar na eficiência energética, sem falar na sustentabilidade, porque aí a gente tá falando do transporte também muito mais sustentável. Eu acho que foi uma estratégia acertada, a gente tinha vários leilões que foram liberados pelo Tribunal de Contas da União em sequência, resolvemos concentrar tudo numa semana, chamar atenção do mercado para
SETCERGS promove treinamento de Atualização da Legislação Para o Transporte, Armazenagem e Manuseio de produtos Perigosos
As inscrições acontecem até o dia 15 de dezembro A legislação brasileira é uma das mais complexas e restritivas, com penalidades que vão da multa ao processo civil criminal pelo não cumprimento das normas para a atividade. Desse modo, o Assessor Técnico de Cargas Perigosas do SETCERGS, Gilberto Cheiran irá ministrar o treinamento de Atualização da Legislação Para o Transporte, Armazenagem e Manuseio de Produtos Perigosos. O encontro, que acontece no dia 16 de dezembro, a partir das 9h, na sede da entidade (Avenida São Pedro, 1420 – Bairro São Geraldo), tem como objetivo apresentar as últimas atualizações das normas para o transporte, armazenagem e manuseio de produtos perigosos e não perigosos, orientando os gestores de SMAQ – Saúde, Meio Ambiente e Segurança na aplicação das exigências legais, que impactam diretamente em cada atividade, considerando também as exigências dos clientes, fornecedores e mercado, mitigando assim os riscos das atividades. O módulo deste treinamento abordará a nova Resolução 5.947 da ANTT, entrando em vigor em 23/12/2019 que, com a Resolução 5.232, apresenta uma série de novidades, com impacto muito forte para os envolvidos como diretores, gestores e motoristas, devido às novas restrições e penalidades. Será trabalhado também a Lei 14.071 do DETRAN, a qual atualiza a Lei 9.503 – atual Código Brasileiro de Trânsito, com mudanças substanciais para todos os condutores. “Tratamos também das novas NR’s – Normas regulamentadoras do Ministério do trabalho, que entram em vigor em 03/01/2022, com alterações significativas para a maioria das normas que regulamentam nossa atividade”, afirma Cheiran. Quem pode participar: O evento, com duração de 3h, é direcionado a Diretores, Gestores e demais envolvidos na gestão comercial, segurança, operações e demais atividades envolvendo o transporte, armazenagem e manuseio de produtos perigosos. O treinamento não possui pré-requisitos. As inscrições vão até o dia 15 de dezembro às 12h, através do sympla. Para empresas associadas ao SETCERGS o valor é de R$250,00 e público em geral R$ 350,00. Para garantir sua vaga, basta clicar aqui. Confira abaixo o cronograma completo: 1 – Introdução; 2 – Legislação aplicada ao transporte, armazenagem e manuseio de produtos perigosos: – Normas da ANTT – Decreto 96.044, atualizado pela Resolução 5.947, em vigor desde 23/12/2019 e Resolução 5.232 que revogou a Resolução 420, que entrou em vigor em 17/12/2017; – Normas do INMETRO, aplicadas aos equipamentos e embalagens; – Normas da ABNT, com a atualização das NBR’s – Normas Brasileiras Reguladoras; – Normas do SETRAN, aplicadas aos condutores profissionais; – Novas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho – Legislação ambiental, no âmbito federal, estadual e municipal; – Demais normas para as atividades de transporte, manuseio e armazenagem de produtos perigosos. 3 – Aplicação e penalidades; 4 – Eventos – acidentes rodoviários e suas consequências para as pessoas, patrimônio e meio ambiente. O evento presencial manterá todos os cuidados previstos para a prevenção da COVID-19, como distanciamento, uso de máscara e álcool em gel. Fonte: SETCERGS
Estados buscarão transição em regra que muda cobrança de ICMS de energia e telecomunicações
O Fórum Nacional de Governadores e o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda, Finanças, Receita e Tributação (Comsefaz), com as procuradorias-gerais dos Estados, buscarão no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de modulação em relação à decisão acerca do ICMS de energia e telecomunicações. O STF definiu que os Estados não podem cobrar alíquota de ICMS sobre energia elétrica e telecomunicações em percentual acima do cobrado em outros produtos. Isso significa alíquota de 17% para todos os Estados. O caso envolveu uma ação em Santa Catarina, com repercussão geral para todo o país. De acordo com cálculos do Comsefaz, a mudança significará perda de R$ 27 bilhões por ano para os Estados, impactando também os municípios. No caso do Rio Grande do Sul, a Receita Estadual calcula perdas em R$ 2 bilhões por ano em relação aos 25% (índice ao qual as alíquotas voltarão em 2022 após permanecerem majoradas em 30%). O Comsefaz afirma que a decisão impactará profundamente as finanças públicas, “pois reduzirá a possibilidade de tributação na energia elétrica e nas comunicações que representam os setores que mais trazem arrecadação aos entes, juntamente com os combustíveis”. De acordo com os gestores, a implementação precoce do limite máximo de 17% de alíquota de afetará as verbas disponíveis para investimentos públicos. Os secretários solicitam ao STF que seja prevista uma modulação dos efeitos da medida, alinhando ao prazo de vigência dos Planos Plurianuais (PPAs) de todas as unidades federativas e núcleos de gestão municipal impactados. Ou seja, que essa redução do ICMS passe a valer a partir de 2024, quando será elaborado o novo PPA, já considerando a mudança sobre as receitas. As procuradorias-gerais dos Estados também acompanham o tema, cuja votação, embora já definida, ficou suspensa até definição do início da vigência. Os secretários da Fazenda destacam que o PPA é o instrumento fundamental de planejamento de médio prazo, pensado para um período de quatro anos, em que são estimadas as metas e programas a serem cumpridos no período. “Dessa forma, caso não seja possível a modulação, todos os PPAs aprovados em 2020, com vigência a partir deste ano, e válidos até 2024, restarão inviabilizados em suas diretrizes, objetivos e metas”, relata a carta do Comsefaz. Secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Marco Aurelio Cardoso destaca que apesar das medidas de ajuste do Estado, esse é mais um risco fiscal a que as finanças estão sujeitas sem que exista qualquer decisão da gestão a esse respeito. “Estamos falando de um impacto bilionário aos Estados, pois esse grupo de contribuintes envolve parte significativa da receita”. No Rio Grande do Sul, as alíquotas de energia e telecomunicações já cairiam em janeiro de 2022. “Essas alíquotas serão reduzidas do Rio Grande do Sul de forma planejada, com outras medidas compensatórias de arrecadação para substituir essa perda. Mas essa redução drástica não está nas peças orçamentárias do Rio Grande do Sul e de nenhum outro Estado”, acrescenta. Na carta, os gestores estaduais também destacam o impacto catastrófico não só para os Estados e Distrito Federal, mas também para os municípios, que recebem 25% da arrecadação do ICMS, sendo em muitos casos a mais representativa fonte de financiamento das políticas públicas. • Clique aqui e leia a Carta do Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Estado da Fazenda) ao STF (Supremo Tribunal Federal). Fonte: Juliane Kerschner/Ascom SefazEdição: Secom
Sindicar participa de reinauguração da unidade da Transpocred em Bento Gonçalves
No dia 19 de novembro, Moisés Santos, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Carazinho e Região – SINDICAR, participou do evento de reinauguração da unidade da Cooperativa de Crédito – Transpocred de Bento Gonçalves-RS. Na foto, presidente Moisés, presidente da Transpocred, Ari Rabaioli e a Gerente da Unidade da Transpocred de Passo Fundo, Vanessa Benvegnu de Ross. Sobre a cooperativa:A unidade de Bento Gonçalves, primeira do Rio Grande do Sul, foi inaugurada em 2017 através da incorporação da Transulcred (Cooperativa de Crédito dos Transportadores Rodoviários e de Logística do Rio Grande do Sul) pela Transpocred, que faziam parte do mesmo sistema Ailos que conta com mais de 1 milhão de cooperados.
Produtores lamentam e transportadores elogiam percentual menor do biodiesel
Gilberto da Costa Rodrigues, diretor executivo do Sistema Fetransul, fala sobre o assunto na matéria do Jornal do Comércio. Confira na íntegra: Empreendedores de biodiesel e transportadores que usam o biocombustível estão posicionados atualmente em lados opostos. Enquanto os produtores alertam para os graves danos para o setor com a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de manter em 10% (B10) a mistura do biodiesel na fórmula do diesel para o próximo ano, os agentes logísticos veem a determinação como uma forma de controlar os custos do combustível. Notas assinadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) falam em “desmanche do setor” e que a “decisão do governo federal destrói o programa nacional de biodiesel”. Durante 2021, a mistura oscilou de 10% a 13% e para novembro e dezembro já havia a determinação em ficar nos 10%. No entanto, conforme a resolução 16, de 2018, do CNPE, a previsão era de B14 de março a dezembro de 2022, o que acabou sendo revisto agora pelo governo federal. O economista-chefe da Abiove, Daniel Amaral, admite que a posição pegou o setor de surpresa. “Não se esperava uma reversão tão grande das diretrizes quanto às misturas de biodiesel que vinham sendo desenvolvidas ao longo de mais de 15 anos”, afirma o dirigente. Conforme ele, a expectativa era do B13, para janeiro e fevereiro de 2022, e B14 de março até o final do próximo ano. Amaral calcula que o impacto na cadeia de biodiesel será de uma perda de cerca de US$ 2,5 bilhões. Ele comenta que, com a redução do percentual, a agroindústria brasileira de soja (principal matéria-prima do biodiesel) deixará de processar em 2022 cerca de 6 milhões de toneladas dessa oleaginosa, restando exportar o produto in natura. Por consequência, o Brasil também deixará de gerar 1,2 milhão de toneladas de óleo e 4,8 milhões de toneladas de farelo. O integrante da Abiove informa que essa quantidade de farelo, com o milho e outros nutrientes, seria suficiente para produzir 12 milhões de toneladas de carne de frango, o que ajudaria a segurar o preço do alimento. O dirigente reforça que comercializar a soja sem processamento implica perda de valor para a cadeia como um todo. Amaral acrescenta que, entre agricultores que já atuam no setor de biodiesel e que poderiam entrar na atividade se o aumento da mistura tivesse sido aprovado, serão afetadas em torno de 25 mil famílias. De acordo com o economista-chefe da Abiove, outra consequência da decisão do governo é que o Brasil terá que importar 2,4 bilhões de litros de diesel fóssil no próximo ano para suprir o volume que seria destinado ao biodiesel, algo que vai propiciar reflexo na balança comercial brasileira de US$ 1,2 bilhão. “Para quê? Para poluir o Brasil, piorar a qualidade do ar e aumentar os gases de efeito estufa”, critica. Ele receia que, se não houver uma reversão, ocorra o fechamento de usinas e de postos de trabalho, pois o setor já enfrenta uma forte ociosidade. Segundo dados da Ubrabio, atualmente, são 54 usinas de biodiesel, distribuídas em 47 municípios de todas as regiões do País e em 14 unidades da federação. Esses complexos estão autorizados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a produzir 12,3 bilhões de litros ao ano, frente a uma demanda estimada, para 2021, de cerca de 6,6 bilhões de litros. Para o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, a decisão de manter o B10 é desqualificada do ponto de vista econômico, social e ambiental, sem a menor justificativa, ainda mais diante da ociosidade atual de mais de 50% das plantas. Outro ponto destacado pela entidade é que a participação do biodiesel na formação do preço do diesel B, vendido nos postos de abastecimento, era de 13,6% em primeiro de janeiro deste ano e passou a 13,7% em primeiro de outubro, ou seja, teve uma variação pequena. “Esperamos que o governo e o CNPE retomem o cronograma de mistura de biodiesel ao diesel fóssil para que o setor de biodiesel volte a ter esperança no programa e minimize os prejuízos causados até agora com a redução da mistura obrigatória”, diz o presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés. A Ubrabio também considera a decisão do CNPE um equívoco porque vai em sentido contrário ao que foi definido pela 26ª Conferência das Nações Unidas (COP26) sobre mudanças climáticas, realizada no início de novembro em Glasgow, na Escócia. “O governo federal revela sua falta de compreensão com uma causa que deveria ser sua bandeira: a sustentabilidade”, acrescenta o presidente do Conselho de Administração da Aprobio, Francisco Turra. A medida, ressalta a associação, mantém o País distante do definido pela Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), cujo objetivo é promover a expansão dos biocombustíveis na matriz energética. Agentes logísticos consideram decisão como forma de amenizar custos do diesel Se os produtores de biodiesel criticam a manutenção dos 10% do biocombustível na fórmula do diesel em 2022, os transportadores consideram a medida como positiva. Essa posição é sustentada por entidades como Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul (Sistema Fetransul), Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) e Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas (Fenatac). O diretor executivo do Sistema Fetransul, Gilberto da Costa Rodrigues, é um dos que considera a posição do governo como correta. Ele argumenta que o incremento do biodiesel no diesel aumenta o preço do combustível, o que reflete no custo logístico do País. “E isso impacta toda a sociedade, principalmente, produtos de baixo valor agregado que compõem, por exemplo, a cesta básica”, aponta o dirigente. Ele destaca que a questão não reflete apenas no transporte rodoviário de cargas, mas também no ferroviário, pois os trens são movidos a diesel. Outro ponto ressaltado por Rodrigues é que existem várias dúvidas e restrições dos usuários quanto a percentuais
Senado aprova programa BR do Mar, de incentivo à navegação de cabotagem
O Senado aprovou nesta quinta-feira (25) o programa de incentivo à navegação por cabotagem (PL 4199/2020). A proposta ganhou o apelido de BR do Mar pela ambição que tem de elevar o transporte de cargas em barcos à mesma importância que tem hoje o escoamento da produção por rodovias. O projeto facilita a entrada de novas empresas de transporte de cargas na matriz formada pelas costas, rios e lagos. A expectativa é que a abertura do mercado derrube o preço do frete e incentive o transporte por navegação. Como a proposta foi modificada, ela retorna à Câmara dos Deputados. TranscriçãoO SENADO APROVOU O PROGRAMA “BR DO MAR” DE INCENTIVO À NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM. O OBJETIVO É FACILITAR A ENTRADA DE NOVAS EMPRESAS NO SETOR E AUMENTAR O USO DAS ÁGUAS PARA TRANSPORTE DE CARGAS. REPÓRTER ROBERTO FRAGOSO. O programa de incentivo à navegação por cabotagem ganhou o apelido de BR do Mar pela ambição que tem de elevar o transporte de cargas em barcos à mesma importância que tem o escoamento da produção por rodovias. A proposta facilita a entrada de novas empresas de transporte de cargas na matriz formada pelas costas, rios e lagos brasileiros. A expectativa é que a abertura do mercado – hoje concentrado nas mãos de sete empresas internacionais, que carregam 95% das cargas – derrube o preço do frete e incentive o uso da navegação. Carlos Viana, do PSD mineiro, destacou que o aumento do transporte pelas águas não vai prejudicar outras categorias como os caminhoneiros, pois faz parte de um esforço para melhorar toda a infraestrutura de transportes do País. Estamos juntando a modernização do sistema ferroviário por meio do Marco das Ferrovias, estamos tornando as rodovias brasileiras mais ágeis e mais seguras, por meio das concessões, das ampliações e duplicações, e estamos entregando um projeto de cabotagem que vai fazer com que os portos brasileiros se diversifiquem e o transporte rodoviário, em menor escala e dimensão, aumente, oferecendo aos caminhoneiros mais fretes, mais bem pagos e com mais segurança. O projeto também amplia o uso dos recursos do Fundo da Marinha Mercante, que poderá financiar a manutenção dos barcos, e cria a Empresa Brasileira de Investimento na Navegação, que vai constituir frota e fretar essas embarcações para que novas transportadoras operem sem ter que investir em barcos próprios. A proposta ainda prorroga até 2027 a isenção do Adicional do Frete para Renovação da Marinha Mercante e até o fim de 2023 o Reporto, um regime tributário especial para a modernização e ampliação da estrutura portuária. Como o projeto foi modificado, ele retorna à Câmara dos Deputados. Da Rádio Senado, Roberto Fragoso. Fonte: Senado
ANTT promove evento sobre “Avanços e Entraves da Multimodalidade no Brasil”
O seminário acontecerá no dia 1° de dezembro Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promoverá, no dia 1° de dezembro de 2021, seminário denominado “Avanços e Entraves da Multimodalidade no Brasil”, que será transmitido pelo CanalANTT no Youtube, das 9h30 às 12h. O evento, que será realizado virtualmente, contará com a participação de atores do setor de transportes da iniciativa pública e privada. Com a iniciativa, objetiva-se promover a discussão sobre o tema da multimodalidade e, a partir disso, identificar possíveis melhorias que venham a fomentá-la no país. PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Horário Tema Palestrante Instituição 9:30 Abertura do evento Diretoria ANTT 9:40 Transporte Multimodal na Prática Luis Fernando Resano ABAC 10:00 Resultado do Estudo sobre o Transporte Multimodal no Brasil José Gonçalves Moreira Neto ANTAQ 10:20 Planejamento Integrado do Transporte de Cargas Tito Livio Pereira Queiroz e Silva Minfra 10:40 Documento Eletrônico de Transporte (DT-e) Mariana Pescatori Cândido da Silva Minfra 11:00 Debate – – Fonte: ANTT
NTC&Logística sedia primeiro workshop de combate ao roubo de veículos e cargas da polícia rodoviária federal
Dando sequência ao encontro organizado pelo superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando de Miranda, a NTC&Logística sediou ontem (25) o primeiro Workshop de combate ao roubo de cargas na subsede da entidade, em São Paulo. O evento contou com a participação do presidente Francisco Pelucio, do diretor financeiro, Marcelo Rodrigues e de protagonistas da segurança pública na região Sudeste para debater o tema que, junto dos gastos com os combustíveis, afetam consideravelmente o orçamento das transportadoras. O evento aconteceu no auditório principal do Palácio do TRC e foi transmitido ao vivo na página do Instagram da PRF de São Paulo. Também estiveram presentes os representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e de empresas privadas, como a NovaDutra e Petrobras. Responsável direto pelo fortalecimento da relação da NTC&Logística com as autoridades policiais, o superintendente Fernando foi encarregado de iniciar as apresentações. Empossado em 24 de setembro, ele agradeceu à NTC&Logística pelo espaço proporcionado e enfatizou o trabalho dos departamentos especializados no combate ao roubo de cargas no Brasil, organizado principalmente por quadrilhas no âmbito interestadual. “Para resolvermos um problema complexo e sofisticado como esse precisamos da ajuda de todos os envolvidos, isso inclui as transportadoras e seus representantes estaduais e federais, como a NTC&Logística e a ANTT. Se não estivermos juntos, jamais conseguiremos evitar esse tipo de crime. Juntos somos mais fortes”, declarou Fernando. Logo após, o presidente Pelucio agradeceu ao superintendente e aos demais delegados, policiais e inspetores por sempre estarem disponíveis e interessados em dialogar e trocar informações e recomendações para a redução dos desvios de cargas. “Ficamos muito felizes de termos a presença de vocês nesta reunião. Para o próximo ano, esperamos aumentar o número de realizações desse encontro e fazermos mais pelo restante do País”, pontuou. Desde 1998, a NTC&logística desenvolve e publica um levantamento sobre o roubo de cargas por meio de sua área de segurança. Em 2020, a Associação identificou uma redução de 23% nessas infrações nos estados brasileiros, sendo mais de 80% dessas ocorrências são da região Sudeste. Entretanto, o resultado positivo não significa um alívio às transportadoras, porque mesmo menor, a situação ainda gera prejuízos bilionários ao segmento. Um dos pontos que os palestrantes repetiram durante todo o workshop foi a da necessidade de falarmos do termo “desvio” de mercadorias, e não “roubo”. A diferença entre ambos foi explicada na primeira apresentação, intitulada de “O Roubo de Cargas nas Rodovias Federais do Estado de São Paulo”, desenvolvida pela Analista de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal, Elisete Cardoso dos Santos. Além de Elisete, tiveram outras exposições durante o dia, como do delegado Rafael Lopes Azevedo, acompanhando de Roberto Alves e Cristiano Castro, que discutiram “A atuação integrada da PRF com a Polícia Civil de Minas”. Já na parte da tarde, houve a palestra dos delegados da Polícia Civil de Santa Catarina, Osnei Valdir e Murilo Yago sobre “A atuação de receptadores”. Como representante da Petrobras, Nilton Barroso expôs sobre “A inteligência Petrobras e a cooperação com os órgãos públicos”. Encerrando a série de palestras, bem como o evento, o delegado da Polícia Civil de São Paulo, Waldomiro Pompiani Milanesi falou sobre “O combate ao furto e roubo de veículos.” O lema que direcionou todo workshop foi “Desconstruindo conceitos. Construindo soluções”. Fonte: NTC&Logística
EaD SEST SENAT: mais de 200 cursos para a sua qualificação
Há opções de cursos pagos e gratuitos; todos são autoinstrucionais e podem ser feitos por qualquer pessoa O Dia Nacional da EaD (Educação a Distância) é celebrado em 27 de novembro e o SEST SENAT tem muitas razões para comemorar. A plataforma EaD SEST SENAT oferece mais de 200 cursos em nove áreas do conhecimento, muitos deles gratuitos. Todos os cursos são certificados para comprovar a realização e o êxito do aluno. Os cursos são categorizados por séries para facilitar a busca. São nove categorias: Carreira, Educação, Gestão de Negócios, Inclusão Digital, Inovação e Criatividade, Manutenção e Mecânica, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Saúde e Bem-Estar e Transporte. Os alunos da plataforma contam com recursos como telas interativas, vídeos, jogos e atividades de fixação. Com os cursos via internet, os alunos podem desenvolver suas competências profissionais e pessoais a qualquer tempo, em qualquer lugar, de acordo com seu próprio cronograma e hábitos de estudo. As inscrições são realizadas totalmente via web, os cursos são autoinstrucionais e as avaliações de aprendizagem ocorrem em ambiente virtual ou presencialmente – no caso dos cursos regulamentados. Os certificados dos cursos a distância do SEST SENAT são emitidos com um código de validação que garante a autenticidade e a validade do documento e podem ser aceitos por universidades e faculdades para o cumprimento de horas complementares e em órgãos públicos, por exemplo, para a progressão de carreira. Acesse ead.sestsenat.org.br e saiba mais. Veja alguns cursos de destaque da plataforma EaD SEST SENAT que podem mudar a perspectiva da sua carreira e da sua empresa: Certificação Profissional para Caminhoneiros Autônomos de Transporte de Cargas Para oferecer um serviço de excelência, fazer a manutenção do veículo e ter lucro no fim do mês, todo caminhoneiro precisa ser um bom gestor. Foi pensando no desenvolvimento desse profissional que o SEST SENAT e a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) uniram forças para criar a Certificação Profissional para Caminhoneiros Autônomos de Transporte de Cargas. A certificação é dividida em cinco módulos e cada um tem vários cursos que abordam temas como frete, gestão, comunicação, contrato de trabalho, combate a incêndio, segurança e saúde no transporte de cargas e cuidados com a saúde do motorista. Desconstruindo o Racismo no Transporte O conteúdo desse curso mostra como o racismo tem se manifestado no Brasil das mais diferentes formas e como é possível desconstrui-lo no setor transportador. Os alunos vão aprender sobre as origens e os conceitos fundamentais do racismo, as leis e as políticas antirracistas, bem como sobre as ações para o respeito à diversidade no transporte. Veículos Elétricos no Setor de Transporte de Cargas e Passageiros Durante esse curso, os alunos vão aprender sobre o que são veículos elétricos, a aplicação da tecnologia veicular elétrica no Brasil, a gestão das empresas transportadoras e boas práticas na manutenção de veículos elétricos. Segurança Sanitária no Transporte Rodoviário Essa qualificação aborda o que é segurança sanitária, a sua influência no setor de transporte de passageiros e de cargas e os cuidados necessários diante dos novos desafios causados pelo novo coronavírus. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Revista SETCERGS: 22ª TranspoSul projeta R$1 bilhão em geração de negócios
Falta de insumos e defasagem do frete também são pautas desta edição Mais de 100 expositores, 18 mil visitantes e comercialização recorde de R$ 1 bilhão. A 22ª edição da TranspoSul, marcada para junho de 2022, deve movimentar a economia gaúcha. Os detalhes sobre o lançamento de uma das maiores feiras de transporte e logística do país estão na Revista SETCERGS. A edição de Novembro/Dezembro aborda também os motivos que levam ao aumento do preço do óleo diesel que já soma 65,3% só no ano de 2021; a falta e o encarecimento de insumos para o transporte de cargas; e a consequente defasagem no valor do frete. >> Clique e leia a Revista SETCERGS Nov/Dez 2021 << A revista apresenta como os leilões podem representar uma oportunidade para empresas que querem comprar ou vender bens; e os insights sobre liderança, tecnologia e sustentabilidade nos debates do Encontro da COMJOVEM Porto Alegre, que contou com a presença de grandes nomes do empresariado gaúcho. Essas e mais notícias sobre o transporte rodoviário de cargas estão na Revista SETCERGS, que já está online. Clique aqui e acesse. Fonte: SETCERGS