Bolsonaro quer incluir ICMS na PEC que pode zerar tributos sobre combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro quer incluir o ICMS na proposta de emenda à Constituição (PEC) que pode zerar ou reduzir tributos cobrados sobre combustíveis para tentar evitar aumentos elevados nos preços da gasolina, diesel, gás de cozinha e energia elétrica. Seria, na prática, uma forma de pressionar os governadores a também diminuírem impostos sobre combustíveis, uma guerra particular do presidente com os estados. A PEC passou a ser discutida pelo governo depois que acendeu o sinal vermelho dentro do Palácio do Planalto diante da avaliação de que o petróleo vai superar os US$ 90 em breve e pode, inclusive, ultrapassar os US$ 100. O valor do petróleo no mercado internacional e a variação do dólar no Brasil fazem parte da regra da Petrobras para reajustar seus preços. Bolsonaro foi alertado que, se nada for feito, o preço da gasolina e do diesel vai disparar, gerando mais desgaste para o governo e elevando a inflação no país. Tudo isso em ano eleitoral. Seria um cenário, na avaliação de aliados de Bolsonaro, extremamente negativo para quem deseja se reeleger presidente da República. Por isso, o governo fecha a proposta de uma PEC que autoriza zerar ou reduzir tributos sobre combustíveis e energia elétrica sem que seja feita uma compensação do lado da receita (aumento de impostos) ou corte de gastos, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. Arrecadação A União arrecada anualmente R$ 57 bilhões com impostos sobre combustíveis, como PIS e Cofins. Já a arrecadação dos estados é maior, soma cerca de R$ 100 bilhões. Bolsonaro tem apontado os estados como os responsáveis pela disparada do preço dos combustíveis. Os governadores rebatem e culpam a política de preços da Petrobras, que segue a paridade internacional, e a instabilidade política e econômica gerada por Bolsonaro, que faz o dólar subir. Orçamento Se a PEC for aprovada, a União e também os estados, caso o ICMS também seja incluído na proposta, seriam autorizados a zerar os tributos sobre combustíveis sem necessidade de fazer uma compensação, o que sempre dificulta o corte de tributos. Aliados ainda não sabem responder como o governo iria fazer com o Orçamento da União, diante da perda de receita com a medida. Interlocutores do presidente chegam a especular que o caminho seria autorizar o governo ou os estados a se endividarem para cobrir essa renúncia fiscal, sendo que a melhor forma é a prevista na LRF, cortar gastos ou aumentar impostos. Fonte: G1

A Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society está de volta em 2022

Após uma pausa de dois anos por causa da pandemia da covid-19, a décima edição da Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society está de volta. O campeonato é um dos maiores torneios de futebol amador do Brasil e é voltado exclusivamente para trabalhadores do transporte. As inscrições estarão abertas a partir do dia 2 de março, em 88 unidades localizadas em todas as regiões do país.  Conheça o regulamento. Desde a sua primeira edição, ocorrida em 2012, foram realizados mais de 10 mil jogos com a participação de 4.500 times. O torneio vem mostrando a capacidade do SEST SENAT de democratizar o acesso ao esporte, com foco na melhoria e no bem-estar dos trabalhadores do transporte.  Podem participar da Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society empresas do setor de transporte de todos os modais e transportadores autônomos (caminhoneiros, taxistas, mototaxistas e motofretistas) registrados no órgão competente, até a data-limite de 28 de fevereiro de 2022. Cada equipe será composta por, no mínimo, dez e, no máximo, 15 atletas, além de um técnico. As equipes poderão inscrever, ainda, um auxiliar técnico, desde que este também seja comprovadamente de empresa do setor de transporte. Controle da pandemia Para a realização dos jogos, o SEST SENAT segue as medidas sanitárias sugeridas pelas autoridades de saúde, como o uso obrigatório de máscaras de proteção facial autorizadas pela Anvisa e o distanciamento social. Para as equipes participantes será exigida a comprovação de esquema vacinal completo (duas doses ou dose única) ou teste laboratorial negativo para a covid-19. Futebol 7 Society Essa é uma modalidade em que cada equipe conta com sete jogadores em campo – seis na linha e um no gol. As partidas contam com dois árbitros e têm duração de dois tempos de 25 minutos corridos cada, além de dez minutos de intervalo para descanso e orientação dos times. A modalidade surgiu, oficialmente, em 1996. As partidas da Copa SEST SENAT seguem as regras oficiais da Confederação Brasileira de Futebol 7 Society vigentes (www.cbf7.com.br).  Fonte: SEST SENAT

Conectividade nas rodovias é tema da primeira edição do Fórum ITL de Inovação do Transporte

Evento vai reunir especialistas no dia 9 de fevereiro em formato híbrido Fomentar a discussão e a troca de conhecimentos sobre ferramentas e tendências inovadoras e tecnológicas aplicáveis ao setor transportador é o principal objetivo do novo projeto do ITL (Instituto de Transporte e Logística). O FIT – Fórum ITL de Inovação do Transporte – se propõe a ser um espaço de debates e de geração de conhecimento sobre temas relevantes para a operação e a gestão do transporte em todos os seus modais. Realizado em parceria com a CNT e o SEST SENAT, o FIT é um evento em formato híbrido (com palestras presenciais e transmissão ao vivo pelo canal da CNT no YouTube) que reunirá, a cada edição, diversos atores para a construção de um novo pensamento sobre o setor de transporte. A primeira edição será realizada no próximo dia 9 de fevereiro e terá como tema “Novas tecnologias e conectividade nas rodovias brasileiras”. As inscrições são gratuitas. Faça aqui a sua. O evento irá debater sobre tecnologia e seu papel decisivo para o desenvolvimento econômico e social do país, com apresentação de questões que abrem espaço para debates que possam auxiliar empresas, governos e a sociedade na construção de caminhos para a implantação de rodovias inteligentes no Brasil. “Diversos temas abrem espaço para a realização desse debate, como o recente leilão da tecnologia 5G; a sanção da lei n.º 14.157/2021, que estabelece condições para a implementação da cobrança do pedágio proporcional ao trecho percorrido (o chamado de free flow); e as concessões rodoviárias que estão sendo realizadas pelo governo federal”, destaca João Victor Mendes, diretor executivo do ITL. O evento tem o patrocínio da Huawei. Confira os temas dos debates Painel I: Modernização das rodovias a serviço do setor de transporte – Caminhos para o transporte conectado. Painel II: Estrutura regulatória para adoção de novas tecnologias no setor de transporte – Oportunidades e desafios. Painel III: Inovações nas rodovias brasileiras – O sistema de livre passagem (free flow) e a segurança nas rodovias. Painel IV: Conectividade nas rodovias e o desenvolvimento humano e social. Inscrições:        https://forum.itl.org.br/ Fonte: Agência CNT Transporte Atual

IPVA 2022 pode ser parcelado em seis vezes

Uma das possibilidades de pagamento do IPVA 2022 (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é o parcelamento em seis vezes, uma das principais novidades de 2022, pois até 2021 era no máximo em três vezes. Além da ampliação do parcelamento, o contribuinte também tem desconto nas três primeiras parcelas. Para isso, o proprietário do veículo precisa pagar a primeira parcela até 31 de janeiro, com 10% de desconto. As próximas duas serão em fevereiro, até o dia 25, com redução de 6%, e março, até o dia 31, com desconto de 3%. Nesses casos, os valores já estarão atualizados pela variação da Unidade Padrão Fiscal (UPF). Além de pagar menos com a antecipação, os proprietários que optarem pelo parcelamento podem obter os descontos de Bom Motorista e Bom Cidadão, se tiverem direito. A soma total dos descontos máximos pode chegar a uma redução de até 28% no valor do IPVA. Para parcelar, é obrigatório o pagamento em seis vezes dentro dos prazos estipulados. Portanto, é imprescindível o pagamento da primeira parcela ainda dentro do mês de janeiro. Não há como optar pelo parcelamento em fevereiro. O pagamento parcelado pode ser realizado em qualquer agência, pontos de atendimento ou via home banking (internet) do Banrisul ou Sicredi. No caso do Bradesco e do Banco do Brasil, os pagamentos podem ser realizados de ambas as formas, porém, somente para clientes. Também é possível que os correntistas desses bancos paguem usando os aplicativos. A taxa de licenciamento e multas podem ser pagas separadamente do IPVA, sendo que o proprietário deve estar atento às datas de vencimento de cada uma das obrigações. Para quitar o IPVA, o proprietário precisa apresentar o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) ou a placa e o Renavam do veículo. Os dados relativos ao veículo como o valor do IPVA, multa e pendências podem ser acessados no site www.ipva.rs.gov.br ou por meio do aplicativo do tributo (IPVA RS) disponível gratuitamente para dispositivos móveis nas lojas App Store e Google Play. Bom Motorista Os descontos para bons motoristas estão mantidos como nos anos anteriores e variam em três faixas, conforme o período sem infrações cometidas no trânsito. Para os condutores que não tiveram registro de infrações nos sistemas de informações do Estado entre 1º de novembro de 2018 e 31 de outubro de 2021 (três anos), a redução será de 15%. Quem não teve multa depois de 1º de novembro de 2019 (dois anos) recebe desconto de 10% e, depois de 1º de novembro de 2020 (um ano), tem direito a um benefício de 5%. Bom Cidadão (NFG) Também em três faixas, a redução no valor do IPVA pelo Bom Cidadão resulta da participação do contribuinte (pessoa física) no Programa da Nota Fiscal Gaúcha (NFG) e a solicitação de notas com CPF na hora da compra. O desconto máximo de 5% será para quem possuir 150 notas ou mais, de 3% para quem tiver entre 100 e 149 notas e de 1% para o contribuinte que tiver entre 51 e 99 documentos fiscais devidamente registrados. Ao todo, 16% da frota tributável terá direito ao benefício. SAIBA MAIS Quem paga IPVA? Todos os proprietários de veículos automotores fabricados a partir de 2003, exceto os isentos em lei. Como pagar? Para quitar o imposto, o proprietário deve apresentar o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). Junto com o IPVA, é possível pagar taxa de licenciamento e multas de trânsito. Onde pagar? Presencial, aplicativos ou pelo internet banking dos bancos credenciados: Banrisul, Sicredi, Bradesco e Banco do Brasil (os dois últimos somente para clientes). Opção de PIX disponível. Alíquotas do IPVA no RS 3% – automóveis e camionetas2% – motocicletas1% – caminhões, ônibus, micro-ônibus, automóveis e camionetas para locação Frota Total do Estado 2021: 7.262.038Pagante de IPVA: 53,9%Isenta de IPVA: 46,1% Texto: Ascom SefazEdição: Secom

Concessionária amplia segurança no transporte de cargas com áreas de parada

De acordo com a Eixo SP, construção das Paradas de Cargas Especiais teve início neste mês de janeiro Os motoristas caminhoneiros que utilizam as rodovias do lote PiPa, no interior paulista, vão ter mais comodidade e segurança em sua viagens. O motivo são as Paradas de Cargas Especiais (PCEs) que estão sendo construídas de Itirapina, na região Central, até Santa Mercedes, no extremo oeste do Estado, pela concessionária Eixo SP, responsável pela concessão. De acordo com a empresa, o objetivo é ampliar a segurança e a oferta de infraestrutura ao transporte rodoviário de cargas, bem como aos caminhoneiros. No total, 11 áreas serão destinadas aos veículos pesados, de transportes de cargas excepcionais com restrição de horário de tráfego. Ainda de acordo com a Eixo SP, as baias, de cerca de 100 metros, pavimentadas, sinalizadas e separadas do eixo principal a uma distância segura, vão permitir ao motorista programar sua viagem com as paradas necessárias ao atendimento à legislação. De acordo com a programação, as obras terão início nas unidades de Santa Mercedes, no km 670 da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), pista Leste; e em Itirapina, no km 107 da Engenheiro Paulo Nilo Romano (SP-225), pista Oeste. As duas paradas já existentes na Rodovia Washington Luís (SP-310), nos km 209 e 214, serão reformadas. Confira a localização das Paradas de Cargas Excepcionais: Descanso e mobilidade De acordo com a Eixo SP serão feitos mais investimentos que irão favorecer o transporte de cargas. Entre elas, já está em curso a operação assistida do sistema de pesagem em movimento de caminhões na SP-310, no km 197, em Corumbataí (SP). O WIM (Weigh In Motion), como é chamado na livre tradução o Sistema de Pesagem em Movimento, trata-se de balanças que permitem a pesagem dos caminhões em movimento. Pela tecnologia, é possível registrar o peso, tamanho e outras medidas do veículo de carga sem que haja necessidade de entrar nas balanças ou nos Postos Gerais de Fiscalização (PGFs). O sistema também entrará em operação na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), na região de Marília. Outro salto em infraestrutura que contribuirá com a qualidade da jornada de trabalho destes profissionais será a construção, programada também para iniciar em 2022, de nove áreas de descanso para caminhoneiros. As nove unidades terão capacidade para receber 450 motoristas por dia. As áreas de descanso terão cerca de 20 mil m² de área construída, portaria para acesso de entrada e saída 24 horas, pátio de estacionamento com vagas demarcadas e espaço totalmente iluminado, além de monitoramento por câmeras.  A infraestrutura das edificações contempla refeitório com micro-ondas e mesas, lavanderia, sala de tevê com bancos e sofás, sanitários e chuveiros com boxes e vestiário, feminino e masculino, fraldário, além de armários individuais. Para a comodidade dos caminhoneiros, as áreas interna e externa terão conexão Wi-Fi. Mais informações no site da Eixo SP ou pelo telefone 0800 170 8998. Fonte: Estradas

Comunicado de Janeiro de 2022 – Carga Fracionada (CTF)

Estudos da NTC indicam que o TRC enfrenta uma forte alta do preço dos insumos com uma inflação de 18% Além dos problemas operacionais e de demanda causados pela pandemia o setor de transporte rodoviário de carga (TRC) está tendo que enfrentar uma alta generalizada dos preços dos insumos utilizados. Seguindo a sistemática de apuração de índices que indicam o impacto da variação dos preços dos insumos do serviço de transporte rodoviário de cargas, o DECOPE/NTC registrou no ano de 2021 (e nos últimos 12 meses) uma inflação média para os serviços de transporte de cargas fracionadas de 18,0%. É importante observar que este percentual se refere apenas a inflação, não reflete a defasagem do frete que ainda persiste e se agravou durante a Pandemia em 2020 (vide INCTF acumulado em 24 meses, de 16,14%), afetando duramente as margens e a capacidade de manter seus compromissos e investimentos. O desafio para o Transporte Rodoviário de Carga-TRC foi um pouco diferente dos demais, pois, assim como os setores de saúde, segurança pública e alimentício, ele também não pôde parar. E, teve que continuar trabalhando com 40% a menos de carga, tendo que enfrentar dificuldades do tipo: Pagamento dos Custos Fixos, cumprimento de prazos, o custo do retorno vazio, descompasso no fluxo de caixa, aumento da inadimplência, o esgotamento da capacidade dos terminais entre outras. O estudo da CTF indicou que mais de 90% das empresas de carga fracionada foram afetadas negativamente pela crise. E, mesmo com as dificuldades que o setor de transporte rodoviário de cargas passou, ele não deixou de abastecer os hospitais, farmácias, postos de combustíveis, indústrias (alimentícias, farmacêuticas, de higiene e limpeza, entre outras), supermercados, lojas de peças, escoando a safra recorde, além de atender todo o mercado de e-commerce. Contudo, este esforço todo deixará sequelas para o setor, uma delas é o aumento da defasagem do frete e a diminuição da capacidade de investimento das empresas do setor. Custos do TRC Os custos da atividade de TRC estão concentrados em três insumos: combustível, mão de obra e veículo (caminhões e seus implementos), eles representam 90% dos custos operacionais e algo entre 60% a 80% do faturamento de uma empresa de transporte de carga. Combustível – Diesel variou 17,3%, e permanece com viés de alta O diesel mesmo terminando o ano abaixo do valor de 2019 teve uma escalada no segundo semestre forte, com um aumento de 17,3% e encerrou o ano indicando com viés de alta para 2021. Veículos e Implementos – aumentos entre 14% e 40% Os preços dos veículos de carga e seus implementos tiveram aumentos significativos ao longo do ano. A variação média dos preços dos caminhões beira os 14%, mas alguns modelos alcançaram índices próximos a 40%. Com o agravante do prazo médio de entrega ser de 4 meses (alguns modelos é a espera chega a ser de 6 meses). Pneus e Manutenção – reajuste entre 30% e 40% Os pneus, junto com as demais peças e mão de obra de manutenção, também tiveram aumento na casa dos 30 a 40%. E, o mais grave é a falta de produto, já há veículos e implementos que não estão rodando por falta de pneus e peças. Aluguéis – base IGPM 21,97% Aluguéis representam um valor significativo dos custos de transporte, em especial nas empresas de transporte de cargas fracionadas e, o IGPM que é o principal índice de correção dos contratos encerrou o ano em 21,97% pressionando mais ainda os custos e o frete. Mão de obra – INPC acumulado em 12 meses 5,44% Como consequência da crise causada pelo Coronavírus, houve dissídio salarial apenas em algumas regiões do país em 2020. É certo que deverá haver, a partir de maio de 2021, pressão sobre a recomposição do poder de compra dos salários – o INPC dos últimos 12 meses já aponta para 5,44%, o maior dos últimos anos. Por outro lado, a súbita melhora da economia no segundo semestre trouxe de volta o problema da falta de motoristas e as empresas estão tendo que oferecer valores maiores para não ficar com veículos parados, situação que também está ocorrendo na contratação de terceiros. É cada vez mais comum ouvir relatos de transportador com dificuldade de encontrar e contratar caminhoneiros seja na condição de spot ou agregado, mesmo com a oferta de valores maiores. Situação que também pressiona o custo do serviço de transporte. A falta de mão de obra de motoristas e autônomos preocupa e dificulta muito o atendimento atual e futuro de demandas por transporte. É bom lembrar que todas as vezes que este problema tendia a se tornar crítico, houve uma crise para amenizá-lo e, agora estamos saindo de uma crise já sofrendo com a falta de mão de obra. CONCLUSÃO A inflação anual do setor de transporte de carga fracionada, em 2020, calculada pela variação do INCT-F foi de 9,43% – dada a alta dos insumos citados. Para os casos onde não houve nenhuma recomposição em 2020, por conta da pandemia, a defasagem representada pelo INCT-F acumulado em 24 meses é de 16,15%. É recomendável que o transportador e seus contratantes negociem o repasse da inflação do período e das defasagens anteriores, a fim de manter o equilíbrio de seus contratos e a manutenção da qualidade e a garantia dos serviços de transporte de forma sustentável. São Paulo, 20 de janeiro de 2022 Coordenação Câmara Técnica de Carga Fracionada – CTFNTC&Logística Fonte: NTC&Logística

Transportadores brasileiros conhecem, em Dubai, sistemas de transporte público e projetos futuristas

Com agenda intensa durante a Missão Internacional do Transporte aos Emirados Árabes, empresários têm contato com parque tecnológico e práticas adotadas no transporte público da região Na Missão Internacional do Transporte aos Emirados Árabes, a delegação de transportadores teve a oportunidade de realizar uma imersão, nesta segunda-feira (19), no emirado de Sharjah, que fica aproximadamente a 30 km de Dubai. A comitiva visitou a sede do Sharjah Research Technology and Innovation Park, onde conheceu os detalhes do ecossistema de inovação ali instalado. Segundo a executiva sênior do parque, Naziha Antar, o parque reúne 22 universidades e institutos, 47 mil estudantes em atividade, e conta 1,5 bilhão de dirhams de investimento anual em educação. Ela explica que o objetivo é desenvolver e gerenciar um ecossistema de inovação que promova a pesquisa e o desenvolvimento, além de apoiar as atividades empresariais. Para isso, o parque conta com a colaboração e o fomento do governo, da indústria e da academia. “Já abrigamos mais de 160 empresas emergentes especializadas em tecnologias inovadoras avançadas, trabalhando em vários setores. Elas escolheram o centro tecnológico para praticar suas atividades e um número substancial delas concluiu acordos de investimento com várias empresas locais sob o guarda-chuva da Sharjah Angel Investors Network (SAIN).” Durante o evento, o presidente do Sistema CNT, Vander Costa, disse que a delegação de empresários busca identificar oportunidades de negócios e aprender com boas práticas com foco na inovação em transporte e mobilidade. Ainda na região de Sharjah, a comitiva conheceu iniciativas como impressoras 3D para fabricação de materiais de construção. Além disso, os transportadores testaram uma linha experimental de um veículo voador, desenvolvido pela uSky Transport, com sede na Bielorrússia. De acordo com a empresa, uma rede dessa natureza em toda a cidade, totalmente implementada, poderia suportar 10 mil passageiros por hora, com os veículos aéreos sendo capazes atualmente de viajar em até 150 km/h – embora, por razões de segurança, não possam atingir a velocidade máxima no teste. Oleg Zaretskiy, CEO da uSky Transport, disse que busca aliviar o congestionamento nas estradas e poupar áreas de terreno para a construção de passarelas, espaços públicos de lazer ou até mesmo para a preservação da vegetação local. Tecnologia e cidades inteligentes No escritório da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira em Dubai, também na segunda-feira, os empresários brasileiros tiveram uma demonstração exclusiva do aplicativo CAFU. Trata-se de uma empresa de entrega de combustível, por delivery, tornando o abastecimento de carros mais acessível nos Emirados Árabes Unidos. Representante da empresa, Alaa El Huni, responsável pela área de expansão internacional e parcerias, declarou que, com sua tecnologia, a empresa abastece veículos em qualquer lugar. “Essa tecnologia tem potencial para transformar Dubai em uma grande smart city. O sistema enche o depósito de qualquer veículo, onde quer que esteja.” No mesmo dia, o grupo de transportadores teve um encontro com Karen Jones, chefe do Escritório da Apex para os Emirados Árabes Unidos. Na ocasião, eles tiveram uma conversa sobre as relações comerciais entre Brasil e o mundo árabe, especialmente nos últimos anos, com o impacto da pandemia da covid-19. Transporte público em Dubai  Em continuidade às agendas da missão, a RTA (Autoridade de Estradas e Transporte de Dubai) recebeu, nesta terça-feira (18), a delegação brasileira para apresentar o modelo de transporte público no emirado. A RTA é responsável pelo planejamento e execução de projetos de transporte e tráfego em Dubai, elaboração de legislação e planos estratégicos, planejamento e construção do Metrô de Dubai, desenvolvimento de outras soluções integradas de sistemas viários e redes marítimas seguras e alinhadas com os planos de desenvolvimento econômico da cidade e os mais altos padrões internacionais. “Dubai é uma cidade com mais de 3 milhões de habitantes. Recebemos aproximadamente 20 milhões de turistas todos os anos e nossa principal prioridade é garantir que as pessoas se desloquem de uma forma muito segura, mas também suave e sustentável”, disse a diretora de Estratégias de Transporte da RTA, Mona Al Osaymi. A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, reiterou que toda a delegação tem o propósito de aprender com as boas práticas áreas na área de mobilidade, transporte público e legislação com foco no transporte de passageiros e cargas. “Estamos aqui para conhecer boas práticas, ver como funciona o serviço público de transporte e aprender o máximo possível”, destacou. A delegação também conheceu o funcionamento do metrô de Dubai. Com cerca de 90 km de extensão, o totalmente automático Dubai Metrô foi o primeiro do mundo árabe e apresenta uma forma eficiente de explorar a cidade. Existem apenas duas linhas principais: a vermelha, que se ramifica em duas rotas na estação Jabal Ali, e a verde. A missão A Missão Internacional do Transporte aos Emirados Árabes é organizada, durante esta semana – até 22 de janeiro –, pelo Sistema CNT (composto pela Confederação Nacional do Transporte, pelo SEST SENAT e pelo Instituto de Transporte e Logística) e pela CCAB (Câmara de Comércio Árabe-Brasileira), e promove uma imersão em ambientes de avançada tecnologia nos Emirados Árabes Unidos, referência global em inovação em transporte e logística. Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Comunicado Oficial – CONET Brasília 2022

Em razão do agravamento da pandemia dos casos de Covid-19 e sua variante Ômicron, amplamente divulgado na mídia nacional e internacional, com particular atenção para o cenário no Distrito Federal e em respeito as restrições impostas pelas autoridades locais, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística informa que a primeira edição do CONET&Intersindical, que aconteceria presencialmente em Brasília, nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2022, será transferida para o modo virtual, nos mesmos moldes que aconteceram as últimas edições. Em razão disso, a data e programação também sofrerão alterações e serão enviadas posteriormente para conhecimento de todos. Neste momento, precisamos manter os cuidados para que possamos passar por mais essa etapa com saúde, a fim de manter nossas atividades e projetos ao longo de 2022. Certos da atenção e compreensão, agradecemos. Atenciosamente, Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) Brasília, 19 de janeiro de 2022. Fonte: NTC&Logística

ITL prepara novas turmas e novidades para 2022

O Programa Avançado de Capacitação do Transporte – coordenado pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL) e promovido pelo SEST SENAT – terá, neste ano, novas turmas de cursos já consolidados e novos projetos voltados à qualificação da alta gestão do setor transportador. Além das capacitações em estão de negócios, recursos humanos, finanças e das certificações internacionais para os segmentos aéreo e ferroviário, haverá cursos em logística 4.0 e suplly chain, marketing e comunicação digital para o setor de transporte, governança e compliance. Ao todo, serão mais 425 gestores contemplados.  Confira a lista de cursos previstos para 2022: – Especialização em Gestão de Negócios; – Especialização em Gestão de Recursos Humanos; – Especialização em Gestão de Finanças; – Pós-graduação em Logística 4.0 e Suplly Chain; – Pós-graduação em Marketing e Comunicação Digital para o Setor de Transporte; – Certificação Internacional Aviation Management; – Certificação Internacional em Gestão de Sistemas Ferroviários e Metroferroviários; – Governança e Compliance.Em breve, todos os detalhes serão disponibilizados no site do ITL: https://www.itl.org.br/home Fonte: ITL

Mercado de caminhões crescerá em meio a muitos desafios

Demandas do agronegócio, construção, mineração e e-commerce preservaram as vendas dos caminhões em alta. Foto: Getty Images O ano começou diante de um horizonte de algumas certezas, mas também de muitos desafios para a indústria do transporte de carga. Para os atores do setor, no entanto, as premissas de um lado e de outro tornam o que vem pela frente nebuloso. Uma das convicções já sobre a mesa é continuidade do crescimento do mercado de caminhões. No ano passado, apesar de toda a dificuldade com os impactos da pandemia e a falta de componentes, as demandas do agronegócio, construção, mineração e e-commerce preservaram as vendas em alta. O mercado encerrou o período com mais de 128,6 mil unidades negociadas, avanço de 43,5%. Ainda que o resultado tenha sido beneficiado por uma base baixa de comparação, de ano atípico com o desembarque da crise sanitária, foi o maior volume vendido desde 2014. Anfavea aponta vendas de caminhões 9% maiores em 2022 Em sua primeira estimativa, apresentada na primeira semana do ano, a Anfavea, associação que representa os fabricantes de veículos no País, projeta mercado por volta de 140 mil caminhões que, se realizado, anotará expansão perto de 9%. “É muito difícil fazer previsões no atual momento. Temos a certeza de uma retomada lenta em um cenário que irá se manter com uma mistura de restrições na oferta e na demanda. A falta de insumos deve perdurar, embora menos crítica e, apesar do avanço da vacinação, a pandemia ainda se mostrará relevante na economia”, resumiu Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. Para a associação, os mesmos setores que alavancaram as vendas de caminhões no ano passado seguem como protagonistas em 2022. A estimativa de mais um crescimento na produção de grãos na safra 2021/22, a continuidade na alta nos preços das commodities e na da expansão no comércio eletrônico deverão manter aquecidas as vendas. Veículos negociados em 2021 seguem com entregas nos próximos meses Depois, de acordo com balanço da Fenabrave, a federação que reúne os distribuidores de veículos, as vendas de caminhões se estabilizaram em patamar alto. “Há muitas unidades já comercializadas que serão entregues ao longo dos próximos meses”, observou José Maurício Andreta Júnior, presidente recém-eleito da entidade. No mesmo cenário que se mostra comprador, no entanto, também tem os fatores de preocupações. Não há consenso na estimativa do PIB. A Anfavea construiu sua projeção baseada em crescimento de 0,5%, mas não raro se encontra analistas que enxergam 0% ou mesmo queda. A alta na taxa de juros sinaliza aumento no custo de financiamento – o CDC já chega a 27% ao ano –, bem como a sombra da inflação e o desemprego recorde reduzem o poder de compra. Soma-se ainda o câmbio volátil, em nível não menos de R$ 5,50, encarecendo a cadeia produtiva. Esforços na redução de custos deverão ser prioritários o transporte de carga em 2022. Tanto o veículo quanto a operação ficaram mais caros no ano passado e não há, ao menos no curto prazo, sinais de mudanças. Somente para a indústria, por exemplo, o aço ficou 70% mais caro, em média. Na ponta, de acordo com levantamento mensal da NTC&Logística, associação que representa transportadores, em 12 meses a partir de novembro do ano passado, o preço do cavalo-mecânico sofreu elevação por volta de 30%. Abastecer o caminhão ficou 50% mais caro Colocar o veículo para rodar também deixou a conta mais alta. O diesel sofreu altas consecutivas desde abril do ano passado. Conforme relatório do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (Decope) da NTC, o combustível do tipo S-10 registrou aumento de 50,72% no acumulado de 12 meses até novembro de 2021. Dessa maneira, o preço médio encontrado nas bombas do País foi de R$ 5,447. Cabe ainda lembrar que o ano antecipa a mudança de fase das normas ambientais do Proconve, o programa de controle de poluição veicular. A partir de janeiro de 2023, todos os caminhões deverão sair de fábrica adequados à nova legislação do P8, equivalentes às do Euro 6. Para isso, os veículos estarão embarcados com tecnologias mais avançadas que, no fim das contas, encarece o produto. Incertezas provocadas pela falta de componentes e pelas eleições A evolução na regulamentação ambiental, como em anos anteriores, deverá gerar antecipação de compras, afinal, os caminhões da geração atual certamente têm preços menores em relação aos que virão. Mas é preciso considerar que o desabastecimento de insumos se coloca como uma condição que reduz a oferta na ponta. “A rigor teremos alguma antecipação. Mas vai depender do nível de abastecimento de insumos e componentes nas linhas de produção a partir do segundo semestre. Hoje, por enquanto, a programação consegue atender somente a demanda de agora”, avaliou Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea para o segmento de veículos pesados. Não bastasse tantos fatores que motivam hesitações, será um ano de embates políticos devido às eleições. “Nossos estudos apontam para o crescimento nos segmentos automotivos. Mas, situações conjunturais podem afetar as estimativas, considerando que a indústria ainda sofre com a falta de insumos e componentes eletrônicos, que estamos diante de uma economia turbulenta e iniciando um ano de eleições, que costumam criar um cenário de incertezas”, resumiu o presidente da Fenabrave. Fonte: Estadão Mobilidade

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