Expositores anunciam lançamentos na 22ª TranspoSul

Até o início do ano, a TruckPag era uma startup de gestão de abastecimento com produtos focados na economia real de diesel e tag de pedágio. Aprovada na bandeira Visa Internacional, a empresa se prepara agora para ampliar – e muito – sua atuação. “Seremos uma fintech (empresa que desenvolve produtos financeiros totalmente digitais, com o uso da tecnologia como principal diferencial)”, informa Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, que vai lançar um cartão de débito de conta digital onde o usuário vai poder pagar boletos, fazer pix e transferências. “Nossa ideia é ter consórcio, oferecer empréstimos e financiamentos, tudo dentro de uma plataforma unificada.”, conta Seefeld. O lançamento oficial do novo produto acontece em junho, em Porto Alegre, durante a 22ª TranspoSul. “Para fechar bons contratos, precisamos de relacionamento com os clientes. Então, faz muito sentido para nossa marca fincar a bandeira na TranspoSul”, diz. A feira de transporte e logística é a segunda maior do país e acontece no Centro de Eventos da FIERGS, na capital gaúcha. Rastreamento e comunicação Os investimentos em inovação e tecnologia são obrigatórios para quem quer se manter no competitivo mercado do transporte rodoviário de cargas. De olho nas necessidades do setor, a Trucks Control, que oferece rastreadores e assistência técnica especializada, está lançando o Smart Vision Cam. Trata-se de um sistema de até cinco câmeras com Inteligência Artificial para vigilância remota, que permite por exemplo condução assistida e monitoramento de fadiga. O Smart Vision Cam proporciona redução de perdas, capacitação dos motoristas, direção eficiente e gestão em alta performance. “Estamos em grande expansão no mercado de rastreamento e comunicação via satélite”, conta o gerente de Marketing da Trucks Control, Willian Beneventi. “E a TranspoSul é uma grande feira, muito conceituada. Por isso, traz inúmeras marcas e consequentemente muitos clientes para a empresa.” Logística em tempo real Entre os espaços de exposição na feira estão o Hub do Embarcador, projetado para que as transportadoras tenham a oportunidade de divulgar suas marcas com o melhor custo-benefício; o TranspoSul Connect, que reúne as soluções tecnológicas das startups para gerar economia e vantagens para o setor; e o TranspoSul Experience, que oferece uma oportunidade de expansão de negócios para empresas que querem expor pela primeira vez. Além disso, o Pit Stop Logístico vai reproduzir para os visitantes os processos que acontecem dentro de um armazém em tempo real, do recebimento da mercadoria até a embalagem. “Muita gente não sabe o que é a logística de verdade. O Pit Stop vai demonstrar essa rotina do dia a dia em um armazém”, diz Roberto Dexheimer, diretor do SETCERGS, Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística do Rio Grande do Sul, que promove o evento. “É mais um ponto de experiência, interação e diálogo com o público.”

BB lança crédito a caminhoneiros e títulos verdes a produtores rurais

Segundo banco, medida pode injetar até R$ 8 bilhões na economia Caminhoneiros e produtores rurais terão acesso a novas linhas de crédito do Banco do Brasil (BB) com juros reduzidos. A instituição financeira lançou hoje (7) uma linha de antecipação de frete para caminhoneiros e a emissão da primeira Cédula de Produto Rural (CPR-Preservação), que pretende remunerar produtores rurais que preservem o meio ambiente. A linha de antecipação de fretes é semelhante à lançada pela Caixa Econômica Federal há dois meses. No caso do Banco do Brasil, os juros cobrados serão a partir de 1,79% ao mês, com a taxa final sendo definida conforme o perfil do tomador. A empresa conveniada ao Banco do Brasil cadastra no sistema o pagamento dos fretes futuros. Os recursos ficarão automaticamente à disposição dos caminhoneiros, que poderão antecipar, a qualquer momento, o recebimento do frete mediante o pagamento de juros. Segundo o presidente do BB, Fausto Ribeiro, a instituição tem mais de 2,5 mil empresas de transporte que são correntistas e mais de 132 mil caminhoneiros autônomos como clientes. “Considerando a renda média desses clientes, estamos falando de um potencial de quase R$ 8 bilhões por ano em fretes antecipados. E o Banco do Brasil está de braços abertos para receber todos os caminhoneiros e empresas do segmento para abrir as contas”, declarou Ribeiro, durante o evento de lançamento. Títulos verdes Com o objetivo de apoiar produtores rurais na preservação do meio ambiente, o Banco do Brasil também lançou hoje o CPR-Preservação. Nessa modalidade de crédito, o produtor poderá monetizar a área preservada em sua propriedade, tendo como lastro para o financiamento a vegetação nativa do imóvel rural. Segundo o BB, a nova ferramenta permitirá que os produtores tenham acesso a recursos adicionais para fazer frente aos custos de produção e de conservação. Na avaliação do banco, o novo título verde agregará valor aos produtos rurais. O presidente do BB ressaltou que o novo instrumento tem um caráter inovador. “O Banco do Brasil estabelece um marco. Cria um parâmetro de repercussão mundial quando se fala em desenvolvimento do agronegócio e proteção do meio ambiente. Hoje anunciamos algo que reforça nossa parceria com os nossos clientes produtores rurais a partir de critérios que nos colocam na vanguarda mundial do crédito ambiental sustentável”, afirmou. Ribeiro afirmou que o novo instrumento só foi possível por causa da Nova Lei do Agronegócio, de 2020, e do decreto que estabeleceu normas mínimas de negociação para títulos verdes, editado no ano passado. Também presente à solenidade de lançamento, o ministro da Economia, Paulo Guedes disse que a Cédula de Produto Rural é tão inovadora que o Brasil está discutindo a inclusão da ferramenta nas diretrizes ambientais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne as economias mais industrializadas do planeta. “O certificado verde é o primeiro certificado de pagamento pela preservação de serviços ambientais. Isso é tão inovador que estamos discutindo com a OCDE, lá fora, o terceiro pilar da política de conservação de florestas. Temos dois pilares atualmente”, declarou. Agradecimento Presente à solenidade de lançamento, o presidente Jair Bolsonaro agradeceu aos caminhoneiros, que, segundo ele, estão sofrendo com o preço alto dos combustíveis.“Gostaria de agradecer, parabenizar a todos, que trabalharam nesse BB Antecipa Frete, que passa para [juros de] menos de 2% ao mês. Em qualquer posto, você paga 10% hoje em dia para antecipar frete. É uma agiotagem moderna que vai deixar de existir a partir de agora”, declarou. Bolsonaro disse que o governo está estudando benefícios fiscais a mototaxistas, como a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados sobre motocicletas para a categoria. “Conversando com o Paulo Guedes, tem a isenção de IPI para táxi, pessoas com deficiência. Perguntei por que não tem para o mototaxista também. [O ministro] ficou de estudar e viabilizar caso seja possível o mais rápido possível”, disse o presidente. Fonte: Agência Brasil – Brasília

Emplacamentos de caminhões e ônibus avançam 3,56% no trimestre

O resultado foi impulsionado pelo segmento de duas rodas e pesados Os emplacamentos de caminhões e ônibus acusaram uma variação positiva de 3,56%, no comparativo do primeiro trimestre de 2022 com igual período do ano passado, segundo a Fenabrave, que reúne os distribuidores de veículos. Os licenciamentos no ano em curso somaram 31.083 unidades, sendo 26.760 caminhões e 4.323 chassis de ônibus. Apesar do resultado positivo, a entidade decidiu manter as projeções para o ano, que estimam um total de 136 mil caminhões licenciados (7,3% a mais do que em 2021) e 19 mil ônibus (+8,0%, totalizando 155 mil unidades. “A indústria automotiva voltada para a produção comerciais continua sofrendo muito com a falta de componentes como semicondutores, o que tem levado à paralisação de fábricas, além de outras contratempos como o aumento de preços de insumos como o aço, que podem impactar nos custos finais do produto e na redução das encomendas. Diante desse quadro, optamos pela prudência e mantivemos as mesmas projeções de janeiro”, explica José Maurício Andreta Jr, presidente da Fenabrave. Durante a coletiva de Imprensa, realizada hoje (5) na sede da entidade, Andreta Jr comentou a criação do Renovar, Programa de Aumento da Produtividade da Frota Rodoviária no País, estabelecido pela Medida Provisória 1.112, de 31 de março de 2022. Na visão do dirigente, se passar pelo regime de testes, a iniciativa poderá tirar até 30% de caminhões em circulação no país com idade superior a 30 anos, em troca da substítuição por veículos menos poluentes que atendem à norma Euro V. A alta dos combustíveis também foi alvo de comentário pelo presidente da entidade. Segundo estudo realizado pela assessoria econômica da Fenabrave, o preço do petróleo subiu 34,8% no mercado internacional, enquanto o Real valorizou 16%. Isso implica em um aumento de 13% no valor repassado às distribuidoras. Somente a gasolina sofreu uma variação percentual no ano da ordem de 24,7%, relativo ao preço da Petrobras para as distribuidoras. “Esta elevação impacta na decisão de compra dos consumidores de veículos e reflete no desempenho do nosso Setor”, esclarece Andreta Jr. Fonte: FROTA&CIA

SEST SENAT realiza primeira mobilização nacional de 2022 voltada aos cuidados da saúde da família

A ação será realizada em mais de 300 pontos de todo o país, de 2 a 10 de abril Em celebração ao Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, o SEST SENAT realiza a sua primeira mobilização nacional entre os dias 2 e 10 de abril. O objetivo é chamar a atenção quanto à importância dos cuidados que devemos ter com a saúde, em especial, com a saúde da família, tema central da ação.  As unidades operacionais do SEST SENAT de todo o país irão desenvolver diversas atividades como blitze educativas, palestras de conscientização e atendimentos gratuitos de saúde.  Na mobilização, os profissionais do SEST SENAT irão ao encontro dos trabalhadores do transporte em empresas, terminais, pontos de parada e postos de combustíveis. A ação ocorrerá em mais de 300 pontos por todo o Brasil e tem como objetivo levar uma programação especial sobre a importância dos cuidados preventivos para a garantia de uma vida mais saudável, além de apresentar os serviços do SEST SENAT aos trabalhadores do transporte, aos seus familiares e à população em geral. O tema da mobilização deste ano é “Saúde em Família”, porque o SEST SENAT oferece atendimentos de saúde para todos. Nas 159 unidades operacionais e também nos atendimentos online, toda família é atendida com o cuidado e a atenção que merece. Sempre atento à qualidade de vida e ao bem-estar do trabalhador do transporte e da comunidade em geral, o SEST SENAT oferece serviços essenciais para a saúde com os atendimentos de odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia; e ainda os serviços de esporte e lazer com aulas de ginástica, treinamento funcional, escolinha de futebol, entre outras modalidades. Além disso, o cuidado com a saúde também está atrelado ao conhecimento. Durante a ação, o SEST SENAT também apresenta os cursos gratuitos que têm relação com o tema, como, por exemplo, Planejamento Familiar, Saúde do Homem, Saúde Gestacional e Higiene e Segurança Alimentar. Saiba mais sobre os cursos aqui. Veja mais sobre a campanha e os locais de ação na página especial da mobilização da Semana Mundial da Saúde. PFonte: Agência CNT Transporte Atual

Empresas podem dispensar o uso de máscaras!

Na última sexta-feira, dia 01 de abril de 2022, foi publicada a Portaria Interministerial MTP/MS Nº 17, de 22 de março de 2022, editada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, a qual alterou o Anexo I da Portaria Conjunta nº 20/2020, que estabelece as medidas de prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão do Covid-19 no ambiente de trabalho, assim como, revogou a Portaria Interministerial nº 14/2022. Recentemente, a manutenção da obrigatoriedade do uso de máscaras no ambiente de trabalho tem sido um assunto amplamente discutido, em virtude de Decretos Estaduais e Municipais que vêm flexibilizando o uso do item de segurança em ambientes abertos e/ou fechados em diversos estados e municípios do país, no entanto, no que concerne aos estabelecimentos laborais, a orientação era que se mantivesse o uso, até que sobreviessem alterações no âmbito do Governo Federal. E a Portaria nº 17/2022 foi editada para regulamentar essa situação, formalizando a dispensa do uso e fornecimento de máscaras nas unidades laborativas, desde que, no ente federativo em que estiverem situadas já tenha determinação de não obrigatoriedade do uso das mesmas em ambientes fechados. Acaso o nível de alerta de saúde na unidade da federação esteja entre 3 ou 4 na semana epidemiológica antecedente, a utilização do item de segurança será obrigatória nos ambientes de trabalho. Como exceção, para os trabalhadores com 60 (sessenta) anos ou mais, que apresentem condições clínicas de risco e que desenvolvam trabalho presencial, os itens de segurança devem continuar sendo fornecidos. Além da flexibilização do uso de máscaras nos estabelecimentos laborais, a Portaria excluiu a obrigatoriedade de afastamento ao trabalho presencial dos empregados considerados contatantes próximos de casos confirmados de Covid-19 que estejam com o quadro vacinal completo. Importante ressaltar que as novas determinações não eximem as empresas da responsabilidade pelas ocorrências anteriores à publicação desta Portaria, considerando que deveriam ter sido observadas as determinações vigentes. Por Fernanda Subtil Lucietto Caleffi e Vanin Adv. Assoc. S/S

CNT e Fórum Internacional de Transporte debatem o transporte brasileiro

Entidade intergovernamental presente em 60 países promove interseção entre o setor de transporte e o crescimento econômico Na última terça-feira (29), o presidente da CNT, Vander Costa, participou de um encontro, no Palácio Itamaraty, com o secretário-geral do ITF (Fórum Internacional de Transporte), Young Tae Kim. Na ocasião, foi debatido o papel do transporte no crescimento econômico, na sustentabilidade ambiental e na inclusão social. Após a reunião no Itamaraty, o secretário se encontrou com dirigentes da CNT na sede da entidade.  O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, destacou, durante o encontro, as características do transporte brasileiro e a missão da CNT. “A nossa missão é ser referência para as empresas de transporte em todos os seus modais. Mas o transporte nacional enfrenta muitas dificuldades. Como exemplo, podemos citar que apenas 12,4% das estradas são asfaltadas. Para melhorarmos a nossa infraestrutura, precisamos de novas formas de financiamento devido à queda do orçamento. Nosso nível de desenvolvimento acaba ficando muito baixo em termos de infraestrutura.”  O diretor ainda destacou a atuação da CNT para garantir sustentabilidade e economia de baixo carbono no transporte. “Queremos aumentar a parte na energia renovável e na economia de baixa carbono. Estamos estabelecendo objetivos para chegarmos a esse ponto. Entre as estratégias, estão iniciativas para mover as cargas para as ferrovias e o setor aquaviário. Mas não temos visto políticas púbicas efetivas, especialmente porque os aportes prometidos não estão sendo cumpridos. Entre as ações para gerar baixo carbono, estão a renovação da frota de caminhões, programas de eficiência energética e de infraestrutura automotiva e a manutenção e o melhoramento das rodovias.”  O secretário-geral da ITF, Young Tae Kim, destacou as ações do órgão e a aderência da atuação com a CNT. “A busca pela intermodalidade cria uma grande interseção com a CNT. Produzimos mais de 60 relatórios a respeito do transporte intermodal; e eles estão disponíveis para todos os estados e países-membros. Temos um grande foco na questão ambiental e queremos ter países parceiros como o Brasil.”    Tae Kim também destacou que, com as mudanças climáticas, o setor de transporte tem um papel importante nesse processo. “Realizamos reuniões com todos os ministros dos transportes em busca de soluções de baixo carbono. Estamos estabelecendo cerca de 80 medidas que os governos podem adotar para a redução de emissões do transporte”, disse ele. Em 2020, o Brasil se tornou membro observador no ITF (Fórum Internacional de Transporte). O novo status permite um intercâmbio de políticas de transporte e desafios políticos entre os países. O status é concedido por um período renovável de dois anos. O ITF é o único organismo global que abrange todos os modais de transporte e faz parte da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Ele tem como incumbência gerar uma concepção do papel do transporte no crescimento econômico, na sustentabilidade ambiental e na inclusão social, além de aumentar o perfil público da política de transporte. Além disso, o ITF promove a Cúpula Anual do Fórum, maior reunião mundial de ministros do transporte.  Fonte: Agência CNT Transporte Atual

CNT saúda novo ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) saúda o novo ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho, por sua assunção ao cargo, fruto de sua competência e capacidade técnica, demonstradas nesse último período, enquanto esteve como secretário-executivo do Ministério. Apesar dos históricos problemas de infraestrutura que ainda temos e da crise econômica que vivenciamos em todo o mundo, é preciso reconhecer, por dever de justiça, que o Ministério da Infraestrutura se esforçou nesses últimos anos para apresentar soluções viáveis para esse setor que é vital para o Brasil. Grande parte desse esforço ocorreu graças ao trabalho desenvolvido pelo Ministro Tarcísio Freitas e pelo secretário-executivo Marcelo Sampaio. Ambos sempre se mostraram abertos ao diálogo com o setor de transportes e infraestrutura, representados pela CNT, e foram atores importantes e estratégicos para os avanços que conquistamos em diversos projetos nesse período.  A CNT acredita, assim, que o nome do secretário Marcelo Sampaio é adequado e natural para o posto de Ministro, o que, esperamos, garantirá a continuidade das políticas públicas de infraestrutura desenvolvidas pelo Ministério. Seu nome é a garantia de um trabalho competente, probo e eficiente, como o Brasil anseia e necessita. É por isso que a CNT se congratula com o novo ministro, desejando sucesso na sua gestão à frente da Pasta. Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Novas regras da Letpp começam hoje em São Paulo

Hoje (01/04/2022) tem início a obrigatoriedade do Termo de Adesão – Protocolo Brasil-ID e TAG para obtenção da Licença Especial de Transporte de Produtos Perigosos – LETPP, ambos adquiridos exclusivamente por meio de contratação dos serviços da empresa Moovii. A prorrogação anteriormente existente, permitindo que até setembro deste ano as transportadoras pudessem continuar solicitando a renovação ou novas licenças pelas regras anteriores, foi revogada na última quarta-feira (30) com a publicação da Portaria SMT Nº 17. Lei a portaria aqui na íntegra.>>>https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/portaria-secretaria-municipal-de-mobilidade-e-transito-smt-17-de-29-de-marco-de-2022 O SETCESP, juntamente com a FETCESP – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e a ABTLP – Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos, vêm acompanhando o tema desde o início do convênio firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a Moovii, e está analisando como atuar para reverter o aumento dos custos relacionados a tal mudança de procedimentos.  Fonte: NTC / Foto: Banco de Imagens/Canva

Entregas mais caras: alta do diesel faz preço do frete subir ao menos 8,75% no país

Com alta do diesel, setor repassa custos que devem ser sentidos na mesa do brasileiro, já que 60% do transporte de mercadorias é feito por rodovias, de acordo com entidade O reajuste de 24,9% no diesel já está sendo incluído no custo dos fretes. A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística) informou que a subida do combustível fez com que as empresas aumentassem, no mínimo, em 8,75% o preço do serviço. Segundo a entidade, esse repasse deveria ser ainda maior, na casa dos 30%, de forma a recompor todas as altas registradas nos últimos meses. Desde o dia 11 de março, o novo reajuste da Petrobras começou a ser aplicado para as distribuidoras. O preço médio do diesel foi de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. De acordo com dados da NTC & Logística, a malha rodoviária é responsável por cerca de 60% do transporte de produtos no Brasil. Por isso, uma alta nos combustíveis tem impacto direto nas mercadorias que chegam à casa dos consumidores. O Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custo, Tarifas e Mercado (Conet) da NTC & Logística, calcula que, antes do reajuste anunciado pela Petrobras, a subida dos insumos já indicava a necessidade de uma alta de 18,58% nas cargas fracionadas (quando um veículo transporta mais de um produto) e 27,65% na carga lotação (carga única que preenche todo o veículo). Com o aumento do diesel, os índices deveriam subir para 28,96% e 38,82%, respectivamente. O vice-presidente da NTC & Logística e presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga-RJ), Eduardo Ferreira Rebuzzi, argumenta que o reajuste nos preços é inevitável. “O repasse do diesel, de 24,9%, que corresponde a 8,75%, 10% dos custos, as empresas estão conseguindo repassar porque foi um aumento muito puxado, muito impactante. Se não repassar, vai parar de trabalhar. O restante, a gente pode ir negociando como já estava negociando, mas esse aumento do diesel tem que ser de uma vez só”, apontou. Rebuzzi destaca que somente o combustível acumulou uma alta de aproximadamente 50% em 2021. Diante disso, as empresas ainda negociavam com os clientes as atualizações do ano passado quando veio o novo reajuste do diesel. “O que muitas empresas estão conseguindo fazer é colocar um gatilho. Toda vez que o percentual chega a 10%, aumenta um pouquinho para não ficar uma coisa muito defasada. E essa alta de preços depende do mercado externo, já que o petróleo é uma commodity. Primeiro, veio a pandemia, agora a guerra”, disse. “A expectativa é que continue variando. Uma coisa que vemos como positivo é reduzir a carga tributária em cima do diesel. Se você pensar que o diesel é o ‘motor’ de tudo, de levar o insumo a uma fábrica até um produto para casa do consumidor, tudo está baseado no diesel.” Para o assessor técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, Lauro Valdivia, o impacto do reajuste é tão significativo que está fazendo com que empreendedores desistam do negócio. Ele afirmou que a margem de lucro tem sido reduzida enquanto os custos sofrem sucessivos aumentos. “Só nas últimas semanas, ouvi dois empresários que iam parar, iam vender os caminhões. Em 30 anos, nunca tinha visto isso. O combustível representa 1/3 do nosso custo, a mão de obra já vai ter reajuste em maio, cerca de 10%”, pontuou Valdivia. “Nossa margem de lucro de 10% a 15%, na realidade, está sendo de 5%. Um caminhão que custava R$ 400 mil está R$ 700 mil. O conjunto todo está caro de se manter.” O relatório logístico de março da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que que as principais rotas do país, usadas para escoamento da produção, registram aumentos de até 66% neste ano. Também alerta que a guerra na Ucrânia trará efeitos para frete marítimo. “Além de provocar aumento no preço dos fertilizantes, esta conjuntura tem provocado incremento nas cotações do frete marítimo, encarecendo ainda mais o produto no mercado nacional. A exemplo: para um nutriente saindo da Europa para o Brasil já houve um aumento de US$ 4,00/tonelada de um frete marítimo, em um mês”, diz o documento. “Países como Egito e Marrocos, que também são exportadores de fertilizantes para o Brasil chegaram a ter uma alta no frete marítimo de US$ 12,00/tonelada.” Representante do setor de transporte marítimo, o diretor executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), Luís Fernando Resano, destacou que o combustível é um dos principais custos do serviço. “Cada empresa repassa no momento que avaliar oportuno dentro dos contratos. Entendemos que o governo deveria ter uma política única de preço de combustíveis para o transporte nacional. Na cabotagem, já pagamos preços internacionais e dolarizados”, explicou o diretor executivo da Abac. Para o economista e analista da corretora Warren, Fred Nobre, o aumento dos combustíveis, especialmente do diesel, produz um impacto de altas em cadeia em vários setores como turismo, indústria e, claro, o frete de produtos. “O combustível não é apenas um item da cesta do IPCA, mas impacta também uma série de outros itens da cesta. No caso do frete, impacta diretamente, ainda mais porque a gente depende muito da malha rodoviária, as ferrovias não são bem desenvolvidas. Esse custo vai chegar em vários bens e serviços, mas principalmente nos alimentos”, ressaltou. Fonte: CNN

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