Executive Program: Transformação digital: o que esperar para o transporte?
Inteligência artificial, robótica, impressão 3D, realidade virtual e metaverso. Empresas que não souberem navegar na nova onda digital ficarão para trás A IA (inteligência artificial) está revolucionando o relacionamento entre as empresas e seus diferentes públicos de interesse. Automação de processos, uso de assistentes virtuais e chatbots, desenvolvimento de robôs, facilidade de produção (e redefinição) de produtos em escalas menores, criação de experiências em realidade virtual. Essas são algumas das possibilidades já disponíveis no mercado para quem deseja investir em tecnologias exponenciais. E, ao que dizem os especialistas, é apenas mais uma onda desse mar de novidades. Para Hod Lipson, especialista em inteligência artificial, robótica e fabricação digital, a IA está em todos os lugares, mas os humanos não podem percebê-la. Isso não quer dizer que ela seja apenas mais uma funcionalidade com o objetivo de automatizar processos, longe disso. Lipson cita o caso da Amazon One, sistema em que há automação de IA na forma de cobrança de produtos em uma loja, possibilitando o pagamento pela leitura da palma da mão dos clientes, o que vai além de um recurso para facilitar a compra. Por essa tecnologia, é possível, por exemplo, coletar dados sobre hábitos de uso dos consumidores, tais como: o que quase comprou, o que não comprou, o que comprou, o que comprou e não gostou etc. Nesse caso, a tecnologia extrapola a mera contribuição para o crescimento dos negócios da Amazon — abre-se um novo mercado de coleta de dados e venda de informações segmentadas a outras empresas. É o que também faz a Tesla, ao coletar 2 bilhões de milhas em dados de navegação de seus clientes para alimentar seu sistema e facilitar a direção de milhares de outros motoristas que usam seus carros. E a transferência de informações é simples: basta um download a cada 24 horas para que todos tenham acesso às atualizações e novidades da ferramenta. “A inteligência artificial é invisível, assustadora e incrível ao mesmo tempo”, destaca Lipson, ao explicar que os verdadeiros ativos do mundo digital são os dados; e eles não estão disponíveis gratuitamente. “As empresas que coletam dados vão liderar a transformação digital. E as que não os têm precisarão comprá-los e seguir as regras das primeiras”, conclui. Robótica e impressão 3D Hod Lipson afirma que a robótica será parte crucial para a inovação e o desenvolvimento de novos produtos, serviços e modelos de negócio. O especialista estima que, nos próximos dez anos, o crescimento tecnológico acontecerá em uma escala inimaginável nos dias atuais. No entanto, entender a IA e saber tirar o melhor dela será fundamental para que as empresas possam se adequar ao momento. “Você não usa a inteligência artificial para fazer a mesma coisa que você já fazia. A IA é um novo parâmetro e deve ser usada como solução para novos problema.”. Ricardo Cavallini, especialista em fabricação digital, também reforça que a IA vai além da prototipação e da fabricação de produtos. Ao apresentar a impressão 3D, o especialista destaca que sua utilização nos negócios abre novos e gigantescos mercados: protótipos, moldes e ferramentas e produtos finais. “A impressão 3D viabiliza que qualquer pessoa possa lançar um produto e partir para um novo modelo de produção ao perceber que a escala de crescimento atingiu outro patamar”, pontua. No que tange ao setor transportador, Ricardo Cavallini exemplifica que a impressão 3D — somada a outras tecnologias exponenciais — permitirá a fabricação de uma turbina de avião com metade do peso daquela produzida atualmente pelos métodos convencionais. Não se trata apenas de facilitar a produção, mas de testar novas soluções que contribuam para a economia de combustível, a redução de gastos e o controle de sistemas focados em sustentabilidade, por exemplo. Realidade virtual e metaverso De acordo com Ricardo Justus, especialista em realidade virtual, as pessoas estão passando por uma grande mudança na forma como interagem com a tecnologia (o chamado spatial computing). Mas, apesar do que fazem pensar algumas empresas, o metaverso ainda não existe de fato. Para ele, essa nova realidade digital somente será possível quando for democratizada, ou seja, quando todos os indivíduos usarem óculos de realidade virtual. “Mas estamos caminhando para esse futuro”, reforça. Justus salienta que, ao divulgar recentemente o Apple Vision Pro (com lançamento previsto para janeiro de 2024), a empresa criada por Steve Jobs abre espaço para uma nova era, em que as tecnologias exponenciais permitem a construção de mundos e a democratização de experiências que até então estavam restritas a quem podia pagar por elas: “A realidade virtual não substitui a realidade humana, mas abre um leque de possibilidades”. Ela possibilita visitar memórias antigas, simular conversas com avatares de pessoas que não estão vivas, criar experiências síncronas e conexões que fornecem sensação de realidade. Afinal, no que as tecnologias exponenciais afetam o setor de transporte? Elas abrem a discussão sobre as mudanças necessárias e possíveis nos modelos de negócios atuais. Mas, acima disso, permitem que sejam pensados (e implantados em um futuro próximo) novos produtos e serviços. A verdade é que a forma de consumo está mudando e as empresas precisam compreender toda essa disrupção e aproveitar o momento para se perguntar: de que forma meu negócio será afetado pelas tecnologias exponenciais? O que posso adaptar no meu negócio para que toda essa transformação se reverta em algo positivo? Executive Program Hod Lipson, Ricardo Cavallini e Ricardo Justus foram palestrantes do Executive Program SEST SENAT, evento realizado em Embu das Artes (SP), entre os dias 1º e 4 de outubro, em parceria com a Singularity University Brazil — empresa estadunidense que oferece programas de educação executiva, incubadora de empresas e serviços de consultoria empresarial. Por Agência CNT Transporte Atual
Executive Program: liderança inspiradora e escuta ativa são a base para a mudança e a inovação
Carla Tieppo, neurocientista e especialista em liderança, e Thomas Brieu, pesquisador e professor de escutatória, destacam o papel da gestão para a construção de equipes criativas e de alta performance Os estudos atuais sobre o comportamento humano permitem fazer importantes descobertas sobre o processo de desenvolvimento da humanidade. Essas análises formam o aspecto central das discussões sobre as novas necessidades advindas da gestão da tecnologia e da interação entre inteligência humana e artificial. É fundamental que as lideranças da atualidade entendam os processos do cérebro humano para fomentar o pensamento crítico e desenvolver o mindset de inovação em suas equipes. Como explica Carla Tieppo, neurocientista e especialista em liderança, erroneamente as pessoas acreditam que seu poder de decisão é maior quando possuem uma grande quantidade de dados sobre determinada situação. No entanto, o grande volume de informações aumenta a análise pessoal dos seres humanos, uma vez que suas percepções também são fortemente impactadas pelos diversos vieses pessoais, pré-estabelecidos e vinculados a padrões de comportamento. “Se você é um líder, precisa entender que está sujeito a isso”, destaca a especialista. Segundo Carla, existem quatro vieses estruturantes do comportamento humano: de afinidade; de percepção; confirmatório; e efeito de grupo (ver ao final do texto). A partir deles, são formados outros 256 vieses diferentes. Essas características são usadas pelo cérebro para reduzir a quantidade de informações a partir de filtros pré-estabelecidos; atribuir significado ao correlacionar determinada situação a algo que já é conhecido ou padronizado; usar soluções já consagradas e seguras (manter o que já foi testado); e guardar o que tem relevância emocional e que ocorre com maior frequência. “A grande oportunidade de promover a disrupção no seu negócio e achar caminhos novos está em romper com esse ciclo e ouvir as pessoas que pensam diferente de você. Mas o primeiro movimento precisa ser feito pela liderança”, pondera. “A liderança humanizada não diz respeito a afeto; diz respeito a liderar seres humanos, compreender as potências humanas e trazê-las para o jogo. Ao invés de deixar as pessoas colocarem seu melhor talento na rede social, no videogame, na série de streaming e no churrasco com os amigos, porque é lá que está a energia delas, é preciso trazer a energia das pessoas de novo para o jogo através de propósito, engajamento, storytelling. É entender realmente que o processo de validação da prática, o processo cotidiano de valências a respeito do que elas estão fazendo, é crucial para que mudem o comportamento. Isso parte da liderança, não tem como vir de baixo, porque as pessoas estão fazendo exatamente o que foi pedido”, explica Carla Tieppo. Para a especialista, é preciso que as lideranças atualizem seus padrões de comportamento — para, então, os validar — e entendam que os liderados não querem mais ser colocados em caixas pré-definidas. “A diversidade não tem a ver apenas com justiça social e com a responsabilidade de ESG das empresas. A diversidade traz diversidade cognitiva, diversidade de ideias. Você precisa fomentar isso para poder “disruptar”. Você precisa de gente que pense diferente, gente que venha de cargos e indústrias diferentes, com visões diferentes. Com idade diferente, gênero diferente, origem diferente, afirmação sexual diferente. Porque essas pessoas viveram situações diferentes e, por isso, têm padrões diferentes”, pontua Carla Tieppo. A neurocientista reforça, ainda, a importância de as lideranças escutarem mais, entenderem o outro e trabalharem com a cultura do erro, com a diversidade e com questões (e pessoas) tidas como difíceis (por não estarem dentro de padrões) para o desenvolvimento da inovação e o crescimento dos negócios. “As pessoas não estão quebrando à toa; elas estão quebrando porque é muito difícil navegar nesse mar de incertezas em que estamos vivendo. E não é razão para um lado e emoção para o outro. É razão e emoção para a mesma direção”, conclui. Comunicação e escutatória Sobre o fato de utilizar a comunicação para extrair o melhor das pessoas, Thomas Brieu, pesquisador e professor de escutatória, ressalta que o primeiro passo para a escutatória ativa deve partir da liderança. Com o mundo em crescente aceleração, a tendência das pessoas é reclamar da falta de tempo para escutar o outro. No entanto, o desenvolvimento de negócios perenes não depende apenas da inclusão de novas tecnologias, é preciso que a gestão promova o trabalho e a integração entre as equipes, e isso só é possível se o ato de escutar for uma característica inerente à liderança humanizada. “Quem ouve plenamente e ainda dá a prova da sua escuta é quem será diferenciado”, destaca Thomas Brieu. Citando Yuval Noah Harari — professor israelense e autor do best-seller internacional Sapiens: Uma breve história da humanidade —, o especialista pontua que “as pessoas florescem quando recebem atenção”. Nesse sentido, a liderança que saiba fazer com que o outro se sinta escutado tem uma grande vantagem em termos de crescimento, engajamento e inovação. Em tempos de comunicação remota, é preciso que as lideranças entendam que a comunicação não verbal, parte importante do processo comunicativo, não é uma característica inerente aos diálogos virtuais. Como explica Thomas Brieu, o grande problema está em se expressar em um email ou em uma mensagem instantânea da mesma forma como se estivesse falando olho no olho. “A comunicação efetiva e afetiva vem de saber verbalizar em palavras o que o corpo deixa de expressar”, destaca. É esse diferencial que fará com que o outro deixe de interpretar a sua mensagem a partir de situações pré-estabelecidas que viveu naquele dia. Thomas Brieu ainda dá a dica: utilizar perguntas abertas — tais como “o que houve?”, “o que aconteceu?” — evita que a liderança tire qualquer conclusão precipitadamente, favorecendo o diálogo. “A pergunta aberta faz o outro subir ao palco e eu o convido a me contar uma história”, reforça. “Nós, o tempo todo, silenciamos as pessoas à nossa volta”, destaca o professor, ao afirmar que muitas vezes os indivíduos têm medo ou preguiça de falar com determinados líderes pelos padrões de comportamento, escuta e respostas que utilizam. Para Thomas Brieu, é preciso que as lideranças façam o exercício de inverter a lógica
Executive Program: o impacto da inovação no transporte mundial
Disrupção, inteligência artificial e cibersegurança ditam os rumos e a estabilidade dos negócios, novos ou perenes Para David Roberts, especialista em inovação e um dos maiores nomes mundiais em disrupção de negócios, tecnologias exponenciais e liderança, é preciso que os gestores compreendam a Teoria da Inovação Disruptiva, de Clayton Christensen, para uma melhor condução do futuro dos negócios. “Nos próximos 20 anos, uma nova teoria da disrupção vai impactar o mundo mais do que qualquer outra teoria e ideia. Se você conseguir notá-la e entendê-la, ela deixará de ser uma ameaça. Se você não consegue vê-la chegar, não tem como ganhar”, destaca. David Roberts explica que 90% das empresas que constavam na Fortune 500 em 1995 — lista anual compilada e publicada pela revista Fortune com as 500 maiores corporações dos Estados Unidos de acordo com receita total/ano fiscal — não continuam na lista atualmente, e a previsão é de que mais da metade das que ainda permanecem no ranking não estejam nele nos próximos anos. Em contrapartida, se eram raras as empresas com mais de US$ 1 bilhão de faturamento (as chamadas unicórnios), entre os anos 2011 e 2013, algo mudou drasticamente a partir de outubro desse último ano, quando esse número cresceu exponencialmente. É exatamente por isso que David Roberts sugere que os CEOs e diretores de pequenas, médias e grandes empresas precisam ter uma visão disruptiva sobre o que está acontecendo, no presente, e o que está prestes a acontecer, em um futuro a curto e médio prazos. “O setor de transporte já sofre esse nível de disrupção e está prestes a passar por uma ainda maior. O Brasil ainda não passou por essa disrupção, mas está prestes a passar. Por isso, precisamos estar preparados e entender a teoria e a tecnologia. A teoria dá poder, porque permite que se faça a previsão sobre o que e quando ocorrerá a disrupção”, aponta David Roberts. Para exemplificar a teoria da disrupção, Roberts demonstrou a evolução dos carros. Quando da sua invenção, em 1886, um carro custava mais de US$ 1 milhão. Naquela época, somente os muito mais ricos tinham condições financeiras de utilizá-lo como meio de locomoção. Alguns anos mais tarde, mais precisamente em 1913, Henry Ford implantou a linha de produção para a montagem de veículos, contribuindo para a redução do preço dos carros. No entanto, levou mais quatro anos para que os valores dos automóveis caíssem a ponto de a população conseguir comprá-los, tornando-os a primeira opção de locomoção terrestre das pessoas. David Roberts explica que a invenção do carro não representa uma disrupção, segundo a teoria de Christensen, uma vez que não foi suficiente para que a inovação fosse democratizada. Nesse caso, a disrupção acontece em meados de 1917, quando os preços dos automóveis caem ao ponto de se ver mais carros nas ruas que carruagens e cavalos. “Saber sobre disrupção e entender a teoria ajudam a perceber no que investir e a não ter medo das novidades e das mudanças”, destaca David Roberts. É exatamente isso que Elon Musk, empreendedor e empresário, entendeu e o que o fez criar a Tesla, entre outros negócios. Segundo a teoria de Christensen, a Tesla não representa um exemplo de inovação disruptiva porque os modelos vendidos ainda têm altos valores, não favorecendo a popularização da tecnologia. No entanto, a criação de um modelo de carro com apenas 150 peças (ao contrário das 300 mil peças dos modelos padrões do mercado) causa disrupções ao permitir que a linha de montagem seja mais rápida e prática, além de desvincular a venda dos automóveis das tradicionais concessionárias de veículos (que dão lugar aos shoppings e à internet nessa comercialização). Esses e outros fatores permitem que a Tesla fature mais que as montadoras tradicionais, em menor tempo (afinal, a cada 60 segundos, um novo carro é montado). Toda essa inovação torna o crescimento do negócio exponencial. Roberts explica que Elon Musk entendeu a curva de crescimento do negócio e, logicamente, da inovação disruptiva. Ele sabe que, ainda que os modelos elétricos estejam acima do preço que a população padrão pode pagar, em pouco tempo será possível fabricá-los a baixo custo, barateando a sua comercialização. Quando isso acontecer, as montadoras que tiveram visão de futuro e coragem para encarar o novo dominarão o mercado. Não apenas o setor do transporte, mas especialmente o mercado de tecnologia para veículos. “Se você pensa que está seguro, provavelmente está enganado. Todas as indústrias sofrerão disrupção. O mercado não é um bom indicador de futuro”, conclui David Roberts. Insights sobre cibersegurança e inteligência artificial Marcelo Pinheiro, especialista em cibersegurança, e Alexandre Nascimento, especialista em inteligência artificial, instigam a reflexão dos empresários do Sistema Transporte com alguns insights sobre essas temáticas. Confira a seguir: – O setor de transporte será empoderado pela inteligência artificial. Com isso, as empresas precisarão tratar a informação de forma diferente. – A cibersegurança das empresas está sendo auditada a cada segundo por atores conhecidos e desconhecidos. – O investimento em cibersegurança precisa ser proporcional à sofisticação dos ataques utilizados atualmente pelos hackers e ao valor do negócio que se quer defender. – As empresas precisam ter cuidado com ataques via phishing: crime cibernético popular no qual os criminosos tentam obter informações confidenciais, como senhas, números de cartão de crédito, informações bancárias ou outros dados pessoais, fingindo ser uma entidade confiável. Apesar de parecerem inofensivos, é importante lembrar que o primeiro passo de um ataque hacker é fazer o reconhecimento digital da estrutura de cibersegurança da empresa, e o phishing é a porta de entrada para essa avaliação. – A prevenção a ataques cibernéticos é feita a partir de treinamento, tecnologia, processos, ferramentas e governança. Por isso, invista em uma política de segurança da informação. – A inteligência artificial tem a capacidade de exponencializar os resultados dos negócios. – Organizações que investirem em inteligência artificial irão substituir aquelas que não utilizarem esse tipo de tecnologia para a condução de seus negócios. – A inteligência artificial, combinada com outras tecnologias exponenciais, irá redesenhar por completo o sistema de transporte atual. – Antes de tentar incluir inteligência
Motorista de Futuro participa da Feira de Empregabilidade SEST SENAT e atinge 2 mil jovens
Alunos de escolas públicas, foram recebidos na tarde de ontem (03), pelo Programa Motorista de Futuro durante a Feira de Empregabilidade na unidade do SEST SENAT em Porto Alegre. A ação visa a atração e sensibilização dos jovens com a profissão motorista. Realizada pelo Sistema Fetransul em parceria com o SEST SENAT, o Programa já atendeu mais 2mil alunos de escolas públicas no Rio Grande do Sul. Os jovens participaram do bate-papo com a Instrutora da unidade Leila Pinedo, que apresentou informações sobre as atividades do motorista profissional e sua importância na sociedade. Experiência com a prática: Os alunos compartilharam suas opiniões, esclareceram dúvidas e posteriormente foram conduzidos a conhecerem de perto um caminhão de alta tecnologia, disponibilizado pela empresa parceira Unidão Transportes. Simulador de direção foi atração entre os jovens: O equipamento possui tecnologia de ponta a serviço da qualificação profissional para o transporte. A prática no simulador faz parte do treinamento de motoristas de cargas e de passageiros e dá aos alunos experiência para enfrentar desafios reais da profissão. Na sequência, os jovens tiveram a oportunidade de visitar os estandes da feira e ter contato direto com as empresas do setor.
Presidente Vander Costa é homenageado na nova unidade do SEST SENAT Santo Amaro
Nova unidade foi inaugurada nesta sexta-feira. Espaço amplia a prestação de serviços de qualificação profissional e saúde oferecidos aos trabalhadores do setor de transporte e à comunidade em geral Nesta sexta-feira (29), foi inaugurada a nova unidade do SEST SENAT no bairro de Santo Amaro, na cidade de São Paulo (SP). A entrega é um marco para o setor de transporte de toda a região. A unidade recebe o nome de Vander Francisco Costa, importante empresário do setor transportador e, atualmente, exerce os cargos de presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), dos Conselhos Nacionais do SEST e do SENAT e do ITL (Instituto de Transporte e Logística). O valor do investimento na nova instalação foi de cerca de R$ 22 milhões, considerando a obra e todos os equipamentos e mobiliários. O espaço está localizado na Rua Barão do Rio Branco, nº 426 (próximo ao Largo 13), no Bairro de Santo Amaro, em São Paulo (SP). A nova estrutura, mais ampla, moderna e eficiente, vai oferecer novos serviços. Dentre eles, estão: o simulador de direção de caminhão, carreta e ônibus — tecnologia de ponta utilizada no aperfeiçoamento de motoristas profissionais, com foco na prevenção de acidentes e na condução eficiente e econômica; atendimentos de psicologia, nutrição, odontologia e fisioterapia. A capacidade é de mais de 53 mil atendimentos ao ano para os trabalhadores do transporte, os seus familiares e a comunidade em geral. Os atendimentos são gratuitos a todos os trabalhadores do setor de transporte. O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e dos Conselhos Nacionais do SEST e do SENAT, Vander Costa, afirma que, com a inauguração da nova unidade na região de Santo Amaro, em São Paulo, o SEST SENAT reforça o seu compromisso de estar onde o trabalhador do transporte mais precisa. “Estamos chegando à Zona Sul da capital paulista, a segunda região mais populosa da cidade, onde há uma grande concentração de empresas de transporte de passageiros e de cargas, além da proximidade com o Aeroporto de Congonhas. Queremos contribuir, cada vez mais, para o aprimoramento do setor e dos trabalhadores do transporte da região”, afirma. Vander Costa complementou dizendo que a escolha do nome de uma unidade operacional tem a finalidade de destacar o trabalho de pessoas que, de forma espontânea, se destacaram ao transporte de forma significativa. “Recebo essa homenagem com muita emoção e gratidão. Eu vi o SEST SENAT antes dele existir, através das ações desenvolvidas pelo meu pai e um grupo de pessoas que, juntamente com o Clésio Andrade, ajudaram a construir o SEST SENAT. Agora, ter meu nome em uma unidade é consolidar o trabalho da minha família, que é do setor de transporte desde sempre”. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, reconheceu o trabalho desenvolvido pelo SEST SENAT não apenas para os trabalhadores do transporte, mas, também, para toda a comunidade local. “O que vocês fazem (estarem sempre se aprimorando e buscando referências no exterior) é fundamental. Vocês são um exemplo para todos nós”. Para o presidente do Conselho Regional do SEST SENAT de São Paulo, Carlos Panzan, a nova unidade será um ponto de referência para os trabalhadores do transporte que residem na região sul de São Paulo. “Este é um momento de grande importância para São Paulo e para todo o segmento no Brasil”, destacou. Ao falar sobre a nova unidade de Santo Amaro, que leva o nome de Vander Costa, Carlos Panzan afirmou ser um gesto de reconhecimento por sua incansável dedicação ao transporte brasileiro. “Vander Costa tem o compromisso real com a melhoria e o desenvolvimento do transporte”, destacou Panzan. Estrutura Essa é a primeira unidade do SEST SENAT na cidade de São Paulo em formato vertical. A nova estrutura tem três andares e um total de 2.310 m2 de área construída e conta com sala de treinamento no simulador de direção, com capacidade para 15 alunos; três salas de aula, com capacidade para 25 alunos cada; e uma sala de treinamento da EaD, com capacidade para 18 alunos. Na área de saúde, está equipada para prestar atendimentos de fisioterapia, psicologia, nutrição e odontologia clínica em quatro consultórios. Homenagem O homenageado Vander Francisco Costa é graduado em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais e em direito pela Faculdade Newton Paiva, Vander Costa fundou, em 1982, a Vic Transportes – grupo empresarial do setor rodoviário de cargas. Durante, aproximadamente, 40 anos de serviços na empresa, ele se notabilizou pela sua capacidade inovadora, voltada ao aprimoramento da gestão e dos processos das empresas que compõem o grupo. O empresário também presidiu o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Minas Gerais, entre 2002 e 2008, e a Federação das Empresas de Transportes de Cargas de Minas Gerais, de 2009 a 2016. Além disso, foi supervisor do Conselho Regional do SEST SENAT de Minas Gerais entre 2012 e 2016. Desde 2019, está na presidência do Sistema Transporte. Expansão A unidade do SEST SENAT de Santo Amaro (SP) é a sexta a ser inaugurada no Brasil, em 2023. Ao todo, o país já conta com 164 unidades, sendo 32 delas no estado de São Paulo e quatro na capital paulista – as outras ficam em Vila Jaguara, no Parque Novo Mundo e em Fernão Dias. A inauguração desta sexta-feira (29) integra o plano de expansão e melhoria da rede física do SEST SENAT em todo o Brasil. A ampliação das unidades permite ao SEST SENAT oferecer mais e melhores serviços aos trabalhadores do setor e, assim, garantir mais eficiência para as empresas. Por Agência CNT Transporte Atual
Presidente do Sindicar recebe homenagem da Câmara Municipal de Vereadores de Carazinho
No dia 25 de setembro, Moisés Santos, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Carazinho e Região (SINDICAR), recebeu homenagem da Câmara Municipal de Vereadores pelos 18 anos de atuação e relevantes serviços prestados à comunidade carazinhense. Moisés reforça a importância do trabalho social junto as entidades do município. “Nosso sindicato é atuante em várias frentes. As ações sociais, fazem parte das nossas atividades em prol da comunidade de Carazinho e região”, afirma.
Participe da 3ª Rodada da Pesquisa Índice CNT Confiança do Transportador
Clique AQUI e responda! Com o apoio do Sistema Fetransul, a sondagem é voltada para os representantes do segmento rodoviário de cargas do Rio Grande do Sul. Trata-se do Índice CNT de Confiança do Transportador, um levantamento inovador cuja ideia é conhecer a visão do empresário do transporte sobre o cenário macroeconômico e, nesse aspecto, o que ele considera fundamental para a evolução da sua empresa. O questionário é curto e leva poucos minutos para ser respondido. Além disso, as informações coletadas são confidenciais e só serão publicadas de forma agrupada, sem a identificação de sua empresa. Contamos com a sua participação! SISTEMA FETRANSUL | CNT | SEST SENAT | ITLSistema Transporte
FIT compartilha boas práticas ESG no transporte e apresenta a nova plataforma ITL Integra
A 3ª edição do Fórum ITL de Inovação do Transporte reuniu, no formato híbrido, cerca de mil empresários, executivos e profissionais do setor de transporte e logística Com o tema ESG no Transporte, a terceira edição do Fórum ITL de Inovação do Transporte apresentou, nessa quinta-feira (28), seis casos de sucesso de transportadoras de diferentes modais, que, por investirem em iniciativas nas áreas ambiental, social e de governança, já colhem resultados palpáveis para seus negócios e, também, para o planeta. Realizado pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística) com patrocínio do Itaú e apoio institucional do Ibmec, o evento híbrido contou, no primeiro painel, com a mediação da diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, que destacou a importância das práticas ESG para que as empresas se mantenham relevantes e responsáveis em um mundo em constante mudança. “Espero que essas histórias de hoje sirvam de inspiração e catalisem discussões significativas sobre como podemos avançar rumo a um setor de transporte mais sustentável e inclusivo”, afirmou a diretora, que, em seguida, convidou os executivos a falarem sobre suas iniciativas. Unidas O head de ESG e Sustentabilidade da Unidas, Giuliano Marchiani, apresentou a estratégia institucional Direção ESG, cujos pilares “Equilibrar”, “Ser” e “Guiar” formam o propósito da Unidas, fazendo parte, inclusive, do seu mapa estratégico. São sete princípios estratégicos, criados por grupos de trabalho formados por colaboradores, que respondem diretamente aos diretores da empresa. Esses submetem os resultados ao CEO, que os apresenta ao Conselho de Administração do grupo. – Veja detalhes sobre o case: neste link, no minuto 1’35. Transporte Bertolini O diretor da Bertolini Transportes, Marcelo Luís Schröder, compartilhou duas iniciativas: o Projeto Tucumã, que transformou áreas da Floresta Amazônica em reservas ambientais. Como resultado, o meio ambiente está preservado, os moradores foram inseridos nas atividades sustentáveis com ganhos financeiros e a empresa ainda compensa as emissões de gases de efeito estufa provenientes da atividade transportadora. Já o Bertolini Amazon Treasure é a primeira balsa-indústria do mundo que transforma toda a cadeia do açaí na Floresta Amazônica. Trata-se de uma indústria flutuante que navega até as populações coletores, compra o fruto fresco de ribeirinhos, transforma o açaí e o comercializa. – Veja detalhes sobre o case neste link, no minuto 1’50. VLI Logística A gerente de Sustentabilidade da VLI Logística, Maria Clara Oliveira, apresentou o projeto Novo Trilho, que faz parte da estratégia social da empresa e fomenta a economia circular com geração de renda. A iniciativa transforma resíduos em valor, o que é viabilizado com a monetização da comunidade, além do ecossistema da reciclagem. O projeto dimensiona o descarte de resíduos no ambiente e na rede ferroviária e democratiza o acesso ao mercado financeiro, por meio do WasteBank. Os impactos são positivos tanto na operação quanto socialmente, com a inclusão da população no sistema bancário. – Veja detalhes sobre o case neste link, no minuto 2’02. Banco ItaúO especialista em Sustentabilidade Lucas Vasconcellos contou que o Banco Itaú se juntou à aliança de bancos pelo net zero, que é ligada às Nações Unidas. – Veja detalhes sobre o case: neste link, no minuto 2’16 Já o segundo painel foi mediado pela diretora executiva adjunta da CNT, Fernanda Rezende, que enalteceu a importância do FIT, o qual mostra que “o setor de transporte não está esperando ser impactado, uma vez que já está buscando medidas sustentáveis como uma resposta aos problemas advindos das mudanças climáticas. Em seguida, ela convidou os painelistas a apresentarem seus cases. CPTM O chefe de Assessoria de Gestão Estratégica da CPTM, Maicon Oliveira, compartilhou as iniciativas da empresa pública relacionadas à infraestrutura de gestão, à jornada do cliente, à gestão da inovação e a melhorias de serviços, que trouxeram impactos positivos em toda a sua cadeia de valor. Como resultado, os relacionamentos com os stakeholders foram fortalecidos. No caso dos consumidores, por exemplo, o número de reclamações caiu 40%. – Veja detalhes sobre o case neste link, no minuto 2’30. Fadel Transportes O head de Gente, Gestão e HSE da Fadel Transportes, Tadeu Matos, falou sobre a criação de um Comitê de Sustentabilidade, que vem desempenhando um papel essencial na integração da sustentabilidade nos negócios da empresa. Ele citou redução de riscos, oportunidades de inovação e melhoria da eficiência operacional como tópicos trabalhados pelo Comitê, que já colhe resultados, como neutralização de gases poluentes da energia elétrica consumida, economia de recursos hídricos e incentivos fiscais viabilizados por projetos sociais no estado de São Paulo. – Veja detalhes sobre o case neste link, no minuto 2’46. Azul Linhas Aéreas A responsável técnica pelas iniciativas de carbono azul da Azul Linhas Aéreas, Aletea Madacki, falou sobre a meta da empresa de ser net zero em 2045. Para isso, elencou diversas iniciativas, como o Programa de Eficiência de Combustíveis, a otimização das rotas, o uso de APU zero (equipamentos de solo para embarque e desembarque). Ela também compartilhou sobre o Movimento Arara Azul sobre sustentabilidade social, que está dentro do novo posicionamento da Azul, o ESG Transformador. – Veja detalhes sobre o case neste link, no minuto 2’54. ITL Integra, a grande novidade do FIT No encerramento da terceira edição do FIT, o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, compartilhou uma novidade importante: o lançamento da plataforma ITL Integra, comunidade online destinada à troca e ao compartilhamento de informações. “Essa nova ferramenta permitirá continuarmos os debates acerca da Agenda ESG, de outros temas relevantes para o setor, além de tudo o que foi discutido dentro de sala de aula pelos alunos e ex-alunos do ITL”, explicou. Segundo ele, além de promover a integração entre os agentes de transporte e logística, “a plataforma possibilitará o exercício de uma visão sistêmica integrada, gerando conhecimento e estimulando debates construtivos e enriquecedores”. Disponível no endereço https://itl.kune.com.br/, o ITL Integra conta com ferramentas interativas que permitem o compartilhamento de ideias e de conteúdo selecionado, além de trocas de mensagens entre os seus usuários. Outra novidade apresentada por João Victor foram três workshops a serem realizados em 2024, em parceria com o Ibmec, sobre questões ambientais, sociais e de governança. “Esse assunto culminará em um novo e grande FIT no ano que vem”,
Encontro Técnico Nacional do Programa Despoluir reúne 24 federações em Brasília
O avanço da atuação ambiental do setor de transporte, a saúde dos transportadores e o uso do diesel verde estão entre os temas do encontro, que ocorre até amanhã (29) Começou, nesta quinta-feira (28), a 14ª edição do Encontro Técnico Nacional do Programa Despoluir 2023, realizado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e pelo SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte). Considerado o maior programa ambiental do transporte da iniciativa privada do Brasil, o Despoluir é executado pelas 24 federações parceiras do Sistema Transporte e possui como diferencial atender a empresas e autônomos do setor transportador, promovendo serviços ambientais gratuitos e boas práticas. O evento reúne, em Brasília, mais de 130 profissionais entre técnicos e coordenadores que realizam atendimentos nos serviços ambientais prestados pelo Despoluir por todo o Brasil. “A gente conta com vocês para realizar o Despoluir. A qualificação que acontece aqui, hoje, é um dos momentos mais importantes, tanto a parte do aprendizado, quanto a troca de experiências”, ressaltou o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, na abertura do encontro. Sobre emissões, o presidente destacou a importância do papel de cada um para esclarecer situações como a do transporte coletivo. “Uma moto emite 20 vezes mais CO2 (dióxido carbônico) do que um ônibus que transporta 40 pessoas”, comparou. Durante dois dias, os participantes compartilharão conhecimentos sobre os atendimentos dos serviços ambientais oferecidos aos transportadores, farão balanços sobre como tem sido a execução do Despoluir neste ano e conhecerão as novidades planejadas para o ano que vem. O evento terá palestras de cunho motivacional e sobre questões práticas no âmbito administrativo-financeiro do Despoluir, com foco na busca de resultados, planejamento e trabalho em equipe, além de haver uma apresentação sobre diesel verde como solução sustentável entre os combustíveis renováveis. A palestra sobre biocombustível foi o destaque do primeiro dia. A programação desses dois dias de evento complementa os encontros regionais ao abordar, de forma mais teórica, os temas que foram tratados nas capacitações práticas. É o caso das avaliações veiculares ambientais e da qualidade do diesel. Em 16 anos de existência do Despoluir, a mobilização da CNT e do SEST SENAT, em conjunto com as federações, alcançou 55 mil transportadores atendidos e 4,1 milhões de avaliações veiculares realizadas. Por Agência CNT Transporte Atual
CNT e Neste debatem sobre diesel verde como fonte limpa para o transporte
O setor busca soluções para alcançar a neutralidade de carbono e incentivar a redução do consumo de combustível fóssil O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa, recebeu nesta quinta-feira, 28, representantes da empresa Neste, considerada uma das maiores produtoras de diesel verde do mundo. Este insumo é uma fonte renovável que pode levar à descarbonização do setor do transporte. Na oportunidade, o presidente da Confederação ressaltou o apoio do setor transportador à política pública que fomenta o diesel verde no país, como é o caso do Projeto de Lei Combustível do Futuro, proposta do governo apresentada em meados deste mês. A medida traz um conjunto de iniciativas que visam promover a mobilidade sustentável de baixo carbono e a ajudar o Brasil a atingir as metas internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). O diesel verde é quimicamente idêntico ao diesel fóssil, e pode ser usado em um motor ao 100%, aproveitando da mesma infraestrutura de diesel fóssil sem nenhuma modificação. A reunião foi importante para saber que há alternativas técnicas viáveis para descarbonizar a atividade do setor transportador. Durante a reunião na CNT, a Neste se colocou à disposição para estreitar relações e tratar sobre informações técnicas e de incentivos com o intuito de tornar o diesel verde uma realidade acessível no Brasil. Além do diesel renovável, a empresa é também uma das principais produtoras mundiais de combustível de aviação sustentável e soluções de matérias-primas renováveis para vários usos da indústria química e de polímeros. A CNT tem intensificado o apoio à criação de políticas do uso de diesel verde no Brasil porque o diesel verde é um biocombustível com muitos benefícios ao meio ambiente que ainda não foi aprovado para uso rodoviário no Brasil e não está contemplado nos diversos programas nacionais de redução de carbono. O incentivo à sua adoção no país vai ao encontro dos interesses do setor de transporte avançar com a transição energética. Por Agência CNT Transporte Atual