Sistema Transporte leva a visão do setor em debates sobre o Programa Cidades Verdes Resilientes e o Plano Clima

A gerente executiva de Relações com o Poder Executivo, Danielle Bernardes, e o assessor Jason Luz, da CNT, representaram os transportadores em dois eventos realizados em Brasília Nessa terça-feira (30), a agenda ambiental dominou a pauta do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), que marcou presença em importantes eventos: o Programa Cidades Verdes Resilientes e o Plano Clima. Coube à gerente executiva de Relações com o Poder Executivo, Danielle Bernardes, e ao assessor Jason Luz, ambos da CNT (Confederação Nacional do Transporte), representarem as Entidades nas duas agendas realizadas em Brasília (DF). Na Câmara dos Deputados, eles participaram da primeira oficina participativa, que marcou o início do processo participativo da construção da estratégia que implementará o PCVR (Programa Cidades Verdes Resilientes). Essa é uma das respostas brasileiras aos eventos e aos impactos que as mudanças climáticas vêm ocasionando ao país. Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com o apoio do Ministério das Cidades e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e com a implementação pela GIZ Brasil, a iniciativa busca promover políticas urbanas, ambientais e climáticas voltadas ao desenvolvimento sustentável com o objetivo de aumentar a qualidade ambiental e a resiliência das cidades brasileiras. “A CNT representa um setor vital para a economia e para a infraestrutura do país. Portanto, a participação de eventos como esse é de fundamental importância para o país, já que a Entidade reúne os requisitos necessários para contribuir, de forma significativa, para as discussões sobre governança e iniciativas necessárias para estimular a adoção de práticas sustentáveis consonantes com os compromissos da agenda climática brasileira”, afirmou Danielle. O próximo passo do PCVR é a realização de uma série de eventos para a construção participativa da estratégia de implementação do Programa. Plano Clima Danielle Bernardes e Jason Luz também participaram do lançamento das plenárias presenciais do Plano Clima Participativo nessa terça-feira (30). Trata-se da etapa de elaboração do Plano Clima, desenvolvido pelo Governo Federal com participação popular para nortear a política climática do país até 2035. O objetivo dessas reuniões é engajar a sociedade civil para o envio de propostas e o esclarecimento de dúvidas sobre o tema. A redução das emissões de gases de efeito estufa e a adaptação de cidades e ambientes naturais às mudanças do clima são os dois pilares do Plano Clima, cuja elaboração está sendo conduzida pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), integrado por representantes de 22 ministérios, pela Rede Clima e pelo Fórum Brasileiro de Mudança do Clima. Para a gerente executiva da CNT, o Plano Clima tem desafios importantes no que tange aos efeitos das mudanças do clima já repercutidos, por exemplo, na segurança energética e na infraestrutura de transporte. “Nesse contexto, a experiência e o conhecimento técnico da CNT são fundamentais para identificar soluções viáveis e sustentáveis no transporte urbano. Além disso, a participação ativa da Entidade assegura que as estratégias desenvolvidas sejam realistas e implementáveis, considerando as particularidades e necessidades do setor”, disse Danielle Bernardes. Além das plenárias presenciais, o Governo Federal conta com a participação digital popular, como a de organizações da sociedade civil, por meio da Plataforma Brasil Participativo. Até o dia 26 de agosto, poderão ser enviadas até três propostas; as dez mais votadas de cada eixo temático seguirão para análise, receberão resposta individualizada do Governo Federal e poderão ser incorporadas aos planos setoriais. “Outra iniciativa do Sistema Transporte, como entidade representativa do setor, é a participação nessa consulta pública a fim de levar a voz e a visão dos transportadores de todo o Brasil”, concluiu a gerente. Sobre o Plano O Plano Clima será usado como base para definir a nova meta de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil, conforme os compromissos assumidos no Acordo de Paris. Atualmente, o país se comprometeu a reduzir suas emissões em 48%, até 2025, e em 53%, até 2030, comparado aos níveis de referência, o que equivale a uma redução de 1,32 gigatonelada e de 1,2 gigatonelada de gás carbônico equivalente, respectivamente. Segundo o Governo Federal, uma nova meta mais ambiciosa está sendo desenvolvida para 2035 e será apresentada antes da 30ª Conferência do Clima da ONU (COP-30), em 2025, que acontecerá em Belém (PA). O objetivo dessa nova meta é atingir emissão líquida zero até 2050. Saiba mais sobre o Plano Clima aqui. Sobre o PCVR O Programa Cidades Verdes Resilientes tem objetivos específicos no âmbito do meio ambiente urbano. São eles: potencializar os serviços ecossistêmicos nas cidades, com a criação, ampliação, recuperação, conexão e melhorias das áreas verdes, da arborização e dos recursos hídricos, de forma integrada com outros sistemas de estruturação territorial; propor a normatização de parâmetros para orientar o planejamento e a gestão urbano-ambiental sustentável e resiliente; desenvolver e fortalecer a capacidade institucional dos entes federativos, visando qualificar diagnósticos, planejamentos, governança, gestão e projetos, com foco na mitigação das emissões de gases de efeito estufa e na adaptação à mudança do clima em áreas urbanas; apoiar o avanço, a disponibilização e a difusão da pesquisa científica e das soluções tecnológicas nas áreas de desenvolvimento urbano sustentável. O Programa também adotará uma abordagem integrada no território, contemplando as seguintes temáticas no contexto urbano: uso e ocupação sustentável do solo; áreas verdes e arborização urbana; soluções baseadas na natureza; tecnologias de baixo carbono; mobilidade urbana sustentável; gestão de resíduos urbanos. Saiba mais sobre o PCVR: clique aqui. Por Agência CNT Transporte Atual
Em Itapema, NTC&Logística realiza primeira edição do Encontro Nacional de Coordenadores da COMJOVEM

A NTC&Logística realizou ontem (31/07), em Itapema, Santa Catarina, o I Encontro Nacional de Coordenadores da COMJOVEM, que contou com a participação das lideranças dos Núcleos de diversas regiões do país. Na abertura, o coordenador nacional da COMJOVEM, André de Simone, junto aos vice-coordenadores Priscila Zanette e Hudson Rabelo, deu as boas-vindas aos participantes. André falou sobre o novo projeto da NTC&Logística em conjunto com a Comissão: “O objetivo deste evento é, com a maior aproximação possível dos coordenadores dos Núcleos, impulsionarmos nossos resultados e criarmos um ambiente de troca diferente dos eventos tradicionais de que participamos”. Em seguida, Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística, destacou a importância da COMJOVEM e a finalidade do I Encontro Nacional de Coordenadores. “São mais de 16 anos de existência da COMJOVEM, que é parte integrante da entidade. Nossas metas visam fortalecer o grupo, uni-lo em torno das necessidades do setor, junto à atuação da NTC, de modo que, desse esforço comum, resultem soluções em prol do TRC. Estamos muito felizes com todos que se deslocaram para estar com a gente nessa iniciativa”. No decorrer do evento, Rebuzzi e Simone apresentaram o papel institucional da NTC&Logística e do Sistema Transporte, expondo de forma didática a estrutura da Associação, a atuação da entidade, das Câmaras Técnicas e dos Núcleos da COMJOVEM. Discorreram, também, sobre o que se espera quanto ao relacionamento entre os membros dos Núcleos e as entidades, salientando a importância da parceria e do apoio dos coordenadores regionais aos projetos sugeridos pela NTC&Logística. Após as apresentações, Valéria Melnik, vice-coordenadora do Instituto COMJOVEM, conduziu uma dinâmica entre os coordenadores dos Núcleos e presidentes de federações e sindicatos, visando a interação e o alinhamento de expectativas dessas lideranças. Finalizada a dinâmica, a coordenação nacional passou a relatar o novo momento da COMJOVEM sob a gestão de Eduardo Rebuzzi. Entre os tópicos abordados, estavam o engajamento com entidades, parcerias estratégicas, tecnologia e inovação, participação ativa e relacionamento. Para os projetos dos próximos meses, Priscila Zanette apresentou os “Squads COMJOVEM”, que têm por fim estimular a atuação da Coordenação, tendo em vista questões relevantes para a NTC&Logística e suas iniciativas, para as quais cada coordenador será responsável por diferentes áreas. O assessor de comunicação e imprensa, Rodrigo Bernardino, destacou o papel de cada coordenador da COMJOVEM e o quanto a comunicação e postura adequada fazem a diferença para o crescimento sustentável das entidades e dos Núcleos. Vinícius Cipullo, da TGID, responsável pelo desenvolvimento do aplicativo da NTC&Logística, ressaltou os objetivos da entidade para seu “app”. A plataforma servirá como fórum de discussão, enquetes e pesquisas, contará com um feed de publicações e incluirá diversas soluções para facilitar o dia a dia do transportador de cargas, deixando-o mais próximo da Associação, participando ativamente das mudanças e conhecendo melhor o trabalho realizado. Hudson Rabelo apresentou o COMJOVEM + Saúde, um programa que visa incentivar a prática regular de exercícios físicos, oferecendo uma série de dicas de atividades e recursos para motivar os jovens a integrarem o esporte em suas rotinas. Na etapa final do evento, Diogo Angioleti, gerente de Gente e Gestão da Transpocred, realizou a palestra “Conexões de Valor: Impacto dos Relacionamentos nos Resultados”, abordando aspectos importantes da liderança, cultura organizacional e estrutura empresarial. “Este I Encontro Nacional de Coordenadores da COMJOVEM foi muito especial. Agradeço a toda a equipe que participou ativamente da construção deste projeto. Tivemos uma reunião muito positiva hoje, viramos uma chave para trazer novas ideias e uma inserção ainda maior da COMJOVEM na NTC&Logística. A união entre os coordenadores dos núcleos e os presidentes das entidades foi um marco muito positivo para todos nós” – enfatizou o presidente Eduardo Rebuzzi, ao encerrar o evento. Flávio Benatti, patrono da COMJOVEM, fez um breve discurso. “Cada vez que participo de um evento da COMJOVEM, recebo uma carga de ânimo para seguir construindo no setor e na vida. No Encontro de hoje, falou-se muito sobre integração, e esse é o espírito que esperamos na Comissão, pois isso transforma o nosso setor”. Ao final do I Encontro Nacional de Coordenadores da COMJOVEM, todas as entidades responsáveis por Núcleos da Comissão em suas bases e que estiveram presentes no evento receberam um troféu da NTC&Logística por sua representatividade e participação no evento. Fonte: NTC&Logística
Governo congela R$ 1,68 bilhão do orçamento para o transporte

A avaliação é da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e consta no Radar do Transporte, publicado nesta quarta-feira (31) Com a contenção de orçamento anunciada neste mês pelo Governo Federal, o transporte teve R$ 1,68 bilhão de seu orçamento congelado. O montante representa mais de 10% do total de R$ 15 bilhões retidos do orçamento. A avaliação é da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e consta no Radar do Transporte, publicado nesta quarta-feira (31). A contenção está dividida entre contingenciamento e bloqueio. O primeiro é decidido a partir de uma avaliação periódica realizada pelo governo sobre o comportamento geral das receitas e despesas, com objetivo de cumprir a meta fiscal primária do período. Já o bloqueio é usado para cumprir limites de despesas estabelecidos pelo arcabouço fiscal do governo. A medida se dá no âmbito do Ministério do Transporte, com retenção de R$ 1,51 bilhão, e também alcança o Ministério de Portos e Aeroportos, com volume congelado de R$ 168,06 milhões, e as agências nacionais de Transportes Terrestres e de Transportes Aquaviários, que tiveram, respectivamente, contenção de R$ 19,89 milhões e R$ 1,28 milhão. Cabe lembrar que o valor autorizado para investimentos em transporte provenientes de recursos da União em 2024 foi de R$ 18,35 bilhões. A contenção de despesas dos ministérios dos transportes e portos e aeroportos (R$ 1,68 bilhão) representa 9,2% desse volume autorizado. Clique aqui para acessar o Radar CNT do Transporte – Congelamento orçamentário 2024 Por Agência CNT Transporte Atual
Sugestão para compensar desoneração da folha envolve aumentar tributo da importação

Sugestão para compensar deso Uma reoneração gradual da folha de pagamento com aumento tributário sobre importações poderia ser a saída para uma disputa entre Executivo e Legislativo que vem sendo travada desde 2023. Essa proposta foi apresentada pelo senador Efraim Filho (União-PB), hoje licenciado, como uma das alternativas para solucionar o problema. “A referida transição terá duração de três anos — com início em 2025 e término em 2027. Assim, a cada ano da transição, as empresas que optarem pelo regime jurídico da contribuição substitutiva terão que arcar, também, com uma parcela das contribuições ordinárias devidas sobre a folha de pagamento”, explicou Efraim. O PL 1847/2024 estava pronto para votação no Plenário do Senado em meados de julho, mas foi retirado de pauta. O objetivo do projeto é concretizar um acordo inicial para realizar uma transição da desoneração da folha de pagamento dos 17 setores econômicos previstos na Lei 12.546, de 2011. O gradualismo da transição proposto por Efraim é uma tentativa de reduzir o impacto tanto no mercado de trabalho como na arrecadação de tributos. O projeto mantém a desoneração integral em 2024 e estabelece a retomada gradual da tributação entre 2025 (com alíquota de 5% sobre a folha de pagamento) e 2028 (20%). Em 2026 seriam cobrados 10% e, em 2027, 20%, quando ocorreria o fim da desoneração. A proposta apresentada por ele prevê a compensação da arrecadação por meio do aumento de 1% da alíquota da Cofins-Importação, o que, em tese, aumentaria o preço de produtos importados. Ainda que o governo e o Legislativo concordem com a manutenção da desoneração em 2024 e com a reoneração gradual até 2027, não há consenso sobre as fontes de compensação. O relator da proposta e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), celebrou o acordo para o adiamento e apontou que as sugestões apresentadas pelos senadores para compensar a desoneração ainda são difíceis de calcular, apostando no amadurecimento do projeto até o final de agosto. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), sugeriu o aumento de um ponto percentual na alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) exclusivamente para os bancos como uma alternativa para compensar a desoneração. O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), avalia que o aumento de tributação, mesmo para os bancos, deve ser a última alternativa. Também foram sugeridas alternativas de compensação como a atualização de valores de imóveis na declaração do Imposto de Renda; a abertura de um novo prazo de repatriação de recursos no exterior e um programa de recuperação fiscal (Refis) para empresas com multas e taxas vencidas cobradas pelas agências reguladoras. A dificuldade de calcular o impacto dessas opções contribui para a demora do acordo. A última prorrogação da desoneração aprovada pelo Congresso, em dezembro de 2023, foi vetada pelo presidente Lula, mas o veto foi derrubado. O governo editou uma medida provisória para reoneração gradual, que foi contestada pelo Congresso. O governo refez o cálculo da perda de arrecadação com a continuidade da desoneração da folha. Em 2024, o benefício custaria entre R$ 17 e R$ 18 bilhões. Diversos senadores resistem à ideia de aumentar certos tributos para fazer frente às perdas. O prazo inicial determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que as partes cheguem a um acordo foi estendido até 11 de setembro, a pedido conjunto da Advocacia-Geral do Senado (Advosf) e da Advocacia-Geral da União (AGU), por decisão do ministro Edson Fachin quando estava exercendo interinamente a presidência da corte. A missão de costurar o acordo entre a área econômica do governo e os senadores segue nas mãos de Jaques Wagner. Por sua vez, Efraim argumenta que o impacto da desoneração foi claramente estimado no projeto original e que a medida é crucial para manter o emprego e a sobrevivência de pequenos e médios municípios. Ainda que o Senado aprove o projeto, a proposta também teria que passar pela Câmara dos Deputados. Caso não se chegue a um entendimento, Randolfe cogita a possibilidade de o governo pedir um prazo maior ao STF, para tentar encontrar uma fórmula com o Congresso. Enquanto não sai o acordo, os negociadores correm contra o prazo apertado para evitar que as empresas hoje beneficiadas voltem a pagar 20% de imposto sobre os salários dos funcionários. Fonte: Agência Senado / Foto: Pedro Franca
Última semana de inscrições para o Prêmio CNT de Jornalismo 2024

Podem ser inscritos, até as 18h do próximo dia 5 de agosto, conteúdos jornalísticos com pautas relacionadas ao setor de transporte e logística que tenham sido publicados no período de 8 de agosto de 2023 a 5 de agosto de 2024 A contagem regressiva começou: entramos na última semana de inscrições para o Prêmio CNT de Jornalismo 2024! Podem ser inscritos, até as 18h do próximo dia 5 de agosto, conteúdos jornalísticos com pautas relacionadas ao setor de transporte e logística que tenham sido publicados no período de 8 de agosto de 2023 a 5 de agosto de 2024. As matérias devem se enquadrar em uma das sete categorias: Áudio (para matérias de rádio e podcasts); Fotojornalismo, Impresso, Internet, Meio Ambiente e Transporte e Vídeo (para reportagens e documentários veiculados na TV e em plataformas de streaming); e Comunicação Setorial (para trabalhos jornalísticos das entidades representativas do setor de transporte – federações, sindicatos e associações). Os melhores trabalhos concorrerão ao Grande Prêmio (R$ 60 mil) e às premiações por categoria (R$ 35 mil cada). A triagem dos trabalhos validados é realizada por um grupo de jornalistas com experiência acadêmica, que definem os finalistas da edição. Em seguida, os vencedores são selecionados por uma comissão composta por quatro jornalistas renomados da imprensa nacional e um especialista em transporte. As avaliações serão baseadas em cinco critérios: impacto no setor de transporte e para os transportadores; excelência editorial; importância social; criatividade e originalidade; e pertinência atual. Os resultados serão divulgados em novembro. Não deixe para a última hora! Por Agência CNT Transporte Atual
Exportação a EUA e Argentina ainda despenca, mas outro país comprou 573% mais do RS

Além do recuo dos principais destinos, as vendas do primeiro semestre sofreram com a enchente Após um tombo de US$ 300 milhões na enchente de maio, as exportações do Rio Grande do Sul em junho foram novamente menores do que no mês equivalente do ano passado. Os embarques somaram US$ 1,576 bilhão, ficando US$ 30 milhões abaixo do patamar de junho de 2023. Fábricas pararam e houve bloqueios de rodovias. Com isso, o primeiro semestre acumulou queda de 11,2% nas exportações gaúchas, que se reduziram a US$ 9,1 bilhões. Soja, fumo e carne de aves lideram entre os produtos vendidos ao Exterior. Quem compra O primeiro destino segue a China, que compra 21,5% do que embarcamos e aumentou a importação de itens daqui em 11,4%, após a derrubada da pandemia. Em segundo lugar, ainda estão os Estados Unidos, mas que compraram 9,3% menos. As vendas, porém, despencaram 25,8% à Argentina, ainda em crise. Além de seguir sem reservas de dólares para pagar produtos que já foram enviados, a demanda de consumo não cresceu o suficiente para estimular o comércio exterior. A expectativa do presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte do RS (Fetransul), Francisco Cardoso, é de que isso ocorra em 2025. — É um mercado importante e ninguém quer sair, mas a demanda ainda é fraca — diz. Menos convencional, o México aparece na sequência, mantendo o quarto lugar no ranking, mesmo comprando 33% menos. É um bom cliente de veículos. 573% mais O que chamou a atenção foram as Filipinas, que aumentaram em 573% as compras de produtos gaúchos, para US$ 198 milhões. O destaque foram os cereais, que responderam por 83% do faturamento. O carro-chefe foi o trigo, impulsionado, segundo o economista-chefe da Federação da Agricultura do RS (Farsul), Antônio da Luz, pela queda dos preços mundiais da commodity e da inflação do pão e de outros alimentos nas Filipinas. Fonte: GZH / Foto: José Schafer / Emater,Divulgação Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br) Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br) e Guilherme Gonçalves (guilherme.goncalves@zerohora.com.br)
Sistema Transporte defende que a saúde e a segurança no trabalho sejam encaradas como investimento, e não custo

CNT participa de palestra virtual em alusão ao Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho Às vésperas da celebração do Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho, comemorado em 27 de julho, o Sistema Transporte marcou presença em uma relevante iniciativa do Ministério do Trabalho, que trouxe à tona reflexões acerca da importância das normas de Segurança e Saúde no Trabalho para a eliminação de acidentes. Coube ao gerente executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Frederico Toledo Melo, a missão de participar de uma palestra virtual que, nesta sexta-feira (26), reuniu entidades de peso, como a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o MPT (Ministério Público do Trabalho), a Justiça do Trabalho, além de associações e federações representativas. Ao reiterar o posicionamento do Sistema Transporte, que defende e estimula as melhores práticas de prevenção contra o acidente e o adoecimento no trabalho, Toledo discorreu sobre a aderência às normas regulamentadoras de segurança e saúde do trabalho. Isso no contexto em que, embora essas normas estejam em vigência há 50 anos, muitos empregadores, especialmente os pequenos, ainda as desconhecem. Além disso, uma parcela significativa não as aplica em seus estabelecimentos, o que contribui para estatísticas preocupantes. Para se ter ideia, segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, entre 2002 e 2022, o Brasil registrou uma média anual de 602.513 acidentes do trabalho, incluindo doenças do trabalho, que resultaram na média de 2.588 acidentes de trabalho fatais por ano, além de milhares de incapacitações permanentes. Frederico Toledo Melo destaca a importância de ações que revertam essa situação, especialmente porque os números apresentados consideram apenas os registros advindos de comunicações de acidentes do trabalho (CAT) e não contabilizam casos subnotificados e que envolvam trabalhadores não segurados pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Para o gerente executivo, o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho joga luz sobre análises essenciais para que a saúde e a segurança no trabalho sejam encaradas como um investimento essencial, e não como um custo, já que o objetivo é proteger a vida dos trabalhadores e otimizar os recursos das empresas e do Estado. “A nossa participação na palestra da CANPAT é uma oportunidade de demonstrar o compromisso do setor de transporte com a causa”, disse. Para finalizar, Frederico Toledo ressaltou a fundamental importância de uma legislação sólida que atenda aos interesses dos transportadores, além das ações práticas do SEST SENAT que buscam melhorar a gestão de saúde e de segurança no ambiente de trabalho para os trabalhadores e as empresas. Por Agência CNT Transporte Atual
Diesel verde e Programa Renovar são temas de reunião do GT de transição energética, coordenado pela CNT

O grupo é formado por empresários do setor transportador comprometidos e interessados em investir em veículos menos poluentes e com novas tecnologias Diesel verde e Programa Renovar foram temas da terceira reunião do grupo de trabalho (GT) de transição energética, coordenado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). O encontro online ocorreu na última quarta-feira (24). O colóquio foi aberto pelo diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, e a diretora executiva adjunta da CNT, Fernanda Rezende. Pela CNT, também estiveram presentes as gerentes executivas Ambiental, Erica Marcos, e de Economia, Fernanda Schwantes, e o assistente técnico Jader da Silva Vaz. O representante da empresa Neste, Oscar Garcia, especializada na produção de diesel verde, explanou sobre a experiência norte-americana com este combustível, no estado da Califórnia. Também conhecido por HVO (óleo vegetal hidrotratado, na sigla em inglês), o diesel verde é quimicamente idêntico ao diesel fóssil, derivado do petróleo. Assim, como o biodiesel de base éster, é de origem vegetal ou animal, mas se diferencia em qualidade por não conter oxigênio em sua composição — ou seja, não corre risco de congelamento e de oxidação. Segundo Garcia, em 2022, o diesel verde ultrapassou o abastecimento de biodiesel nos Estados Unidos, devido ao incentivo do estado ao mercado de carbono e ao não mandato de mistura de biodiesel no diesel, como ocorre no Brasil. Por parte da CNT, Schwantes falou sobre o Programa Renovar, do governo federal. Criado por medida provisória em 2022, tem por objetivo investir em iniciativas de renovação de frota de veículos e retirada progressiva de circulação dos ônibus e caminhões em fim de vida útil. Visa também incentivar a adoção de tecnologias mais novas e menos poluentes e busca, ainda, promover a economia circular no sistema de mobilidade e logística do país, além de melhorar a qualidade de vida dos profissionais de transporte e da sociedade como um todo. O encontro reuniu empresários do setor transportador comprometidos e interessados em transição energética que participaram das missões da CNT. A próxima reunião do GT ficou marcada para o final de agosto. Por Agência CNT Transporte Atual
SETCERGS lançará livro comemorativo aos 65 anos de história da entidade

“O Legado de Todos os Transportadores Gaúchos” conta a trajetória do sindicato, suas lutas e conquistas ao longo de seis décadas e meia de existência O livro, com 144 páginas, detalha a trajetória do SETCERGS desde sua fundação, destacando as diretorias, o NAS, a Transposul, as batalhas por leis e regulamentações para o setor, e os desafios enfrentados junto aos governos. Além disso, a publicação aborda o papel crucial do sindicato em momentos de crise, como o isolamento do Rio Grande do Sul em 1965, devido à queda da ponte do Passo do Socorro, na então única rodovia (BR 116) que ligava o estado a Santa Catarina pelos municípios de Vacaria e Lages. Também estão presentes fatos mais recentes como a pandemia de COVID-19 e as enchentes de 2023 e 2024. “O livro dos 65 anos do SETCERGS registra toda a trajetória das importantes ações da entidade. Pelos feitos, é uma das mais respeitadas entidades do país. Outro fator importante é o reconhecimento das pessoas e diretorias que dedicaram seu tempo em prol da categoria”, afirma o ex-presidente João Pierotto, idealizador do projeto. Luis H. Rocha, autor da obra, é um profissional com vasta experiência na área. Ele foi organizador da trilogia “150 Anos da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul” e escreveu o livro “20 Anos da Câmara Internacional da Indústria de Transportes”, lançado na sede da ONU, em Nova Iorque. Rocha também é o criador da “Coleção Lavoro Italiano”, que resgata a importância da mão de obra dos imigrantes na construção do progresso no Brasil. “A obra é um resgate da história da entidade como órgão representativo do setor, mas também foca no trabalho de responsabilidade social que desenvolveu ao longo de sua existência. Em todos os momentos que o RS esteve em dificuldade, o transportador estava na linha de frente”, destaca Luis H. Rocha. A pesquisa para o livro foi realizada a partir da vasta documentação disponível no SETCERGS, além de publicações e outros documentos históricos. Segundo o autor, “o trabalho de pesquisa é sempre minucioso e tem um grau de dificuldade variável, mas é essencial para garantir a precisão e a riqueza dos detalhes históricos”. O lançamento do livro “SETCERGS 65 anos: o Legado de Todos os Transportadores Gaúchos” será feito em meio a comemoração de aniversário dos 65 anos do SETCERGS, em evento na sede do sindicato no dia 15 de agosto. Para mais informações sobre como ter acesso à obra, o SETCERGS disponibiliza o e-mail associados@setcergs.com.br e o telefone 3342 9299 e (51) 98473 2929 Fonte: setcergs
Pesquisa: mercado no primeiro semestre de 2024

A NTC&Logística e a ANTT estão conduzindo uma pesquisa junto às empresas transportadoras de carga para avaliar a situação econômica do Transporte RODOVIáRIO de Cargas (TRC) no primeiro semestre de 2024. Esta iniciativa visa obter um panorama detalhado das condições atuais do setor, identificando desafios, oportunidades e tendências que possam influenciar o desenvolvimento e a sustentabilidade do TRC no Brasil. O questionário de múltipla escolha pode ser respondido em poucos minutos, garantindo uma participação rápida e eficiente das empresas. Os resultados serão utilizados para desenvolver estratégias que promovam a eficiência, competitividade e sustentabilidade do TRC, e serão apresentados na segunda edição do CONET (Conselho Nacional de Estudos em Transportes, Custos, Tarifas e Mercado), que acontecerá no dia 1o de agosto de 2024, em Itapema, Santa Catarina. Agradecemos a participação! Clique aqui e participe FONTE: NTC&LOGÍSTICA