Aprovada desoneração da folha até 2027

Desde a publicação da Lei nº 12.546/11, a atividade de transporte rodoviário de cargas está enquadrada dentre aquelas atividades que podem contribuir pela desoneração da folha, nos termos do art. 8º, inciso III, que hoje assim dispõe: Art. 8º Até 31 de dezembro de 2027, poderão contribuir sobre o valor da receita bruta, excluídos as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, em substituição às contribuições previstas nos incisos I e III do caput do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991: (Redação dada pela Lei nº 14.784, de 2023) (Vide Medida Provisória nº 1.202, de 2023) Produção de efeitos (Vide Medida Provisória nº 1.208, de 2024) IX – as empresas de transporte rodoviário de cargas, enquadradas na classe 4930-2 da CNAE 2.0; (Incluído pela Lei nº 13.670, de 2018) (Vigência) Art. 8º-A A alíquota da contribuição sobre a receita bruta prevista no art. 8º desta Lei será de 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento), exceto para as empresas referidas nos incisos VI, IX, X e XI do caput do referido artigo e para as empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi nos códigos 6309.00, 64.01 a 64.06 e 87.02, exceto 8702.90.10, que contribuirão à alíquota de 1,5% (um inteiro e cinco décimos por cento), e para as empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi nos códigos 02.03, 0206.30.00, 0206.4, 02.07, 02.09, 0210.1, 0210.99.00, 1601.00.00, 1602.3, 1602.4, 03.03 e 03.04, que contribuirão à alíquota de 1% (um por cento). (Redação dada pela Lei nº 13.670, de 2018) (Vide Medida Provisória nº 1.202, de 2023) Produção de efeitos (Vide Medida Provisória nº 1.208, de 2024) Na data de ontem, foi aprovado o PL 1847/24, que ainda aguarda sanção presidencial, que altera a referida redação prevendo, de 2025 a 2027, uma redução gradual da alíquota sobre a receita bruta assim como aumento da alíquota sobre a folha. Isso significa que, de 2028 em diante, as empresas hoje desoneradas voltarão a recolher os 20% incidentes sobre a folha, ficando extinta a CPRB. Importante referir que, durante esses anos, nos termos do art. 9º-A, §1º, as alíquotas não incidirão sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas a título de 13º salário. No caso das empresas de TRC, a contribuição funcionará na seguinte proporção: Sugerimos que a empresa atente ao tema para eventuais alterações de seus preços e, igualmente, correções em sua contabilidade para 2025, no caso de aprovação presidencial do texto do projeto, na íntegra. Confira AQUI o documento na íntegra Fernando Bortolon MassignanOAB.RS 68.618
PL do Combustível do Futuro é aprovado na Câmara e seguirá para sanção presidencial sem dispositivo pleiteado pelo setor de transporte

Em relação às condições para o aumento do teor de biodiesel no diesel, foi rejeitada a emenda que previa testagem mecânica e laboratorial, pontos defendidos pela CNT junto ao Legislativo. O Plenário da Câmara aprovou, na noite dessa quarta-feira (11), o Projeto de Lei nº 528/2020, conhecido como “PL do Combustível do Futuro”. A matéria agora segue para sanção presidencial. O texto cria programas nacionais de diesel verde, combustível sustentável para aviação e biometano, além de abordar os critérios para o aumento do teor de biodiesel de base éster no diesel fóssil. Na semana passada, o PL foi aprovado no Senado com o dispositivo pleiteado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) sobre a viabilidade técnica da mistura de biodiesel no diesel. O projeto foi aprovado conforme o relatório apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). No entanto, ao analisar as emendas do Senado, a Câmara optou por retirar as previsões de testagem mecânica e laboratorial para a definição da mistura. Apesar da retirada desses dois pontos importantes para o setor transportador, foi mantida a exigência de viabilidade técnica, que precisará de regulamentação para sua definição. As diretrizes partirão do Poder Executivo, já que a regulamentação ficará a cargo da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), ambos vinculados ao Ministério de Minas e Energia. “Vamos trabalhar junto aos órgãos competentes para a regulamentação do dispositivo, a fim de garantir o máximo de segurança na qualidade do combustível utilizado pelo setor transportador”, afirmou a gerente executiva de Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti. Na semana passada, o Senado havia acatado 13 das 30 emendas apresentadas, incluindo aquelas sugeridas pelos senadores Jorge Kajuru (PSB-GO) e Laércio Oliveira (PP-SE), que incorporavam a reivindicação da CNT para que o aumento da porcentagem de biodiesel no diesel fosse comprovado tecnicamente por meio de testagens laboratoriais e mecânicas. O presidente da República terá 15 dias úteis, a partir do recebimento da redação final, para sancionar ou vetar, total ou parcialmente, a matéria. Após a sanção, os ministérios competentes tratarão da regulamentação de diversos pontos da nova política pública. Mistura de biodiesel no diesel Fundamentada em estudos técnicos, a CNT aponta que, a partir de certo teor, a presença de biodiesel na mistura pode causar falhas mecânicas, diminuindo a eficiência energética dos veículos e, consequentemente, prejudicando os transportadores e a prestação de serviços. Além disso, os benefícios ambientais esperados não seriam plenamente alcançados. Desde março, o percentual de biodiesel na mistura é de 14%. De acordo com o texto aprovado, o CNPE será responsável por definir o percentual, que poderá variar entre 13% e 25%. Fonte: CNT
Últimos dias para empresas cumprirem nova portaria de exame toxicológico para motoristas profissionais

Válida para transporte de cargas, medida torna obrigatório o exame toxicológico randômico para motoristas contratados, a ser realizado de maneira aleatória e sem aviso prévio Os exames toxicológicos identificam o consumo de substâncias psicoativas no organismo, demonstrando-se especialmente relevantes para motoristas profissionais. A obrigatoriedade dos exames para esta categoria profissional está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A partir de 1º de agosto, a Portaria MTE n. 612 introduz diversas mudanças na regulamentação, incluindo a exigência de exames toxicológicos aleatórios, atualizações relacionadas ao e-Social (sistema público que unifica informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas das empresas) e emissão de certificados, bem como a obrigatoriedade de exames toxicológicos tanto na admissão quanto na demissão dos empregados. Os motoristas profissionais contratados em regime CLT serão sorteados, de forma aleatória para garantir imparcialidade, evitando que tenham conhecimento prévio da seleção. Em caso de resultado positivo, além do encaminhamento para exame clínico e avaliação para possível dependência química, a empresa deverá seguir protocolos como, por exemplo, emitir Comunicado de Acidente de Trabalho, suspeitar de origem no trabalho, e afastar o motorista temporariamente. As alterações na portaria já estão em vigor e, em 1º de agosto de 2024, terminou o prazo para que as empresas se adequassem às novas regras, incluindo o cadastro da informação sobre o exame no e-Social. Os órgãos de fiscalização garantem o cumprimento das normas, podendo impor multas. A análise laboratorial é feita por meio de amostras de cabelo ou pelos. Nesse material coletado está armazenada a queratina, elemento essencial para demonstrar a presença ou não de drogas como maconha, cocaína, codeína, crack, ecstasy, anfetaminas, metanfetaminas, opiáceos e todos os seus derivados. Para o diagnóstico positivo, substâncias como anabolizantes, álcool e antidepressivos não são pesquisados.Os exames serão custeados pelo empregador e realizados previamente à admissão, com periodicidade a cada 2 anos e 6 meses, e por ocasião de desligamento. Os mesmos devem ser realizados em um dos 17 laboratórios acreditados e credenciados pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Transporte), como é o caso do Laboratório de Toxicologia Pardini, marca do Grupo Fleury, que realiza exames toxicológicos em todos os estados do Brasil, seja pelas unidades próprias das marcas do grupo, ou nos laboratórios parceiros, por meio do Lab-to-Lab Pardini. Do volume total de testes feitos nos últimos cinco anos e seis meses, de 2019 a 2024, com profissionais com carteira de habilitação C, D e E, que se enquadram nas leis trabalhistas (CLT), 94,30% foram negativos. Dentre os testes positivos, a cocaína está presente em 74% deles. Minas Gerais e São Paulo são os estados com o maior número de exames realizados no Laboratório de Toxicologia do Pardini, respondendo por 22,05% e 21,23% das demandas em todo o país, respectivamente. Nos últimos seis meses, cinco estados brasileiros foram responsáveis por cerca de 67,93% dos exames realizados no laboratório, com as maiores positividades sendo: Minas Gerais (24,35%), São Paulo (17,66%), Santa Catarina (12,22%), Bahia (7,82%) e Rio Grande do Sul (5,88%). Pontos importantes da legislação A critério do empregador, poderá ser incluído no sorteio o trabalhador que já tenha realizado o exame randômico dentro do período de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses, contados da realização do último exame randômico. A cada seleção randômica realizada, o motorista selecionado será notificado por seu empregador para realização do exame toxicológico em laboratório devidamente credenciado pela autoridade de trânsito competente. O exame deve ser custeado pelo empregador e não pelo empregado. Realizado o exame randômico, o laudo respectivo será encaminhado pelo laboratório ao motorista empregado. Os certificados deverão ser emitidos sem ônus para os motoristas. Os laboratórios credenciados deverão manter portal em que seja possível validar a autenticidade dos laudos, inserindo o número dos mesmos e o CPF do motorista. Fonte: Jornal do Comércio
Senado aprova projeto do Combustível do Futuro, que muda regras para mistura de etanol e gasolina

O plenário do Senado aprovou, na semana passada, o projeto de lei que estabelece o incentivo ao diesel verde, ao combustível sustentável de aviação, além do aumento da mistura de etanol à gasolina. A votação foi simbólica. Na comissão, o relator foi o vice-presidente do Senado, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que incluiu mudanças no texto. O projeto estabelece que o percentual de mistura do biodiesel ao diesel de origem fóssil será de 15% a partir de março de 2025 e chegará a 20% em março de 2030. Ao longo da tramitação do projeto, fundamentada em estudos técnicos, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) apontava que, a partir de certo teor, a presença de biodiesel na mistura do diesel pode acarretar falhas mecânicas, diminuindo a eficiência energética dos veículos e, em consequência, prejudicando tanto os transportadores quanto a prestação de serviços. Ademais, não seriam colhidos os benefícios esperados do ponto de vista ambiental. Desde março, o percentual de biodiesel na mistura é de 14%. A Confederação considerou uma conquista que das 30 emendas apresentadas defendendo interesses do setor, o relator acatou 13, confirmando aquelas sugeridas pelos senadores Jorge Kajuru (PSB/GO) e Laércio Oliveira (PP/SE), que incorporam a reivindicação da Confederação de que o aumento da porcentagem do biodiesel acrescentado ao diesel fóssil seja comprovado tecnicamente em testagens laboratorial e mecânica. O relator ainda determinou que os interessados participem do processo. De acordo com o texto aprovado, apesar das metas estabelecidas, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) será responsável por definir o percentual da mistura, que poderá variar entre 13% e 25%. Para assegurar a qualidade do óleo diesel, um regulamento definirá a metodologia para a adoção de um sistema de rastreamento dos combustíveis do ciclo diesel em todos os elos da cadeia produtiva. Com informações de CNN Imagem: Ilustração/Rawpixel
Em evento do TCU, CNT destaca a importância do investimento em infraestrutura de transporte

O 8º Fórum Nacional de Controle – Governança de Infraestrutura reuniu autoridades governamentais e representantes do setor privado para discutir o assunto O transporte é uma atividade essencial que permeia todos os setores econômicos e sociais, contribuindo para o fortalecimento do país. Essa foi a tônica da participação da CNT (Confederação Nacional do Transporte) no 8º Fórum Nacional de Controle – Governança de Infraestrutura: Planejamento, Financiamento e Impactos Climáticos. O evento, promovido pelo TCU (Tribunal de Contas da União), nos dias 5 e 6 de setembro, em Brasília (DF), reuniu especialistas, auditores, autoridades governamentais e representantes do setor privado para discutir os desafios e perspectivas do desenvolvimento da infraestrutura de transporte no Brasil e propor ações concretas para viabilizar um sistema que sustente o crescimento econômico e social do país. A cerimônia de abertura foi comandada pelo presidente do TCU, ministro Bruno Dantas, acompanhado dos ministros Jorge Oliveira e Augusto Nardes – idealizador do Fórum. Entre as autoridades presentes, estavam os ministros dos Transportes, Renan Filho; da CGU (Controladoria Geral da União), Vinícius de Carvalho; e de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, participou da abertura, representando o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. Durante a programação, o painel “Investimentos para manutenção e ampliação da malha logística em tempos de escassez de recursos” contou com a presença da gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes. “Nas recentes crises, como a pandemia de covid e as enchentes no Rio Grande do Sul, ficou claro o quanto o transporte é essencial para as cadeias de suprimentos e a movimentação de pessoas, evidenciando a importância de investir em infraestrutura”, destacou Schwantes. Ela ressaltou que, embora o setor privado tenha ampliado os investimentos, a capacidade de aporte público, especialmente em níveis estaduais e municipais, está bastante reduzida. Schwantes defendeu a complementaridade entre os investimentos públicos e privados para enfrentar desafios como a oferta insuficiente de infraestrutura em todas as modalidades de transporte, problemas na qualidade do que está disponível e a baixa integração entre os diferentes modais. Além da necessidade de mais recursos, a gerente alertou para os grandes riscos enfrentados pelo setor, como os eventos climáticos extremos. “O aeroporto de Porto Alegre (RS) permanece inoperante, e várias rodovias precisam ser recuperadas ou reconstruídas”, acrescentou. Segundo levantamento da CNT, a reconstrução da infraestrutura rodoviária no RS demandaria cerca de R$ 30 bilhões, enquanto o governo destina apenas R$ 15 bilhões por ano para todo o país. A CNT apresentou no Fórum propostas divididas em três frentes. A primeira é a necessidade urgente de recompor a capacidade de investimento do governo federal e dos estados. A segunda trata do estímulo ao aporte de capital privado, complementando os investimentos públicos, além de uma revisão dos contratos de concessão, incluindo regras claras sobre a responsabilização por danos relacionados a eventos climáticos extremos. O terceiro ponto aborda a mitigação de riscos climáticos e a adaptação do setor de transporte e logística. A discussão no painel foi mediada pelo presidente da Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil), Edilson de Sousa Silva, e contou com a participação do diretor do Departamento de Obras Públicas da Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário, Allan Magalhães Machado; do coordenador de Infraestrutura e Logística do Instituto Pensar Agro, Luiz Pagot; e do chefe do Departamento de Transporte e Logística do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Tiago Toledo. Por Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT conquista certificação inédita em saúde emocional pela Great People Mental Health

O selo reflete o compromisso contínuo da organização em criar um ambiente de trabalho cada vez melhor. O SEST SENAT recebeu um reconhecimento inédito: o selo Great People Mental Health. Essa conquista destaca o compromisso da Organização com a promoção da saúde emocional no ambiente de trabalho. A certificação foi obtida a partir da análise dos comentários da Pesquisa de Clima GPTW 2024 (Great Place to Work), na qual 86% dos empregados da Instituição compartilharam suas percepções e experiências. O selo Great People Mental Health vai além de um simples reconhecimento; ele reflete o engajamento do SEST SENAT na criação de um ambiente de trabalho cada vez mais saudável e positivo, pautado pelo respeito, acolhimento e bem-estar de todos. Os resultados fornecem uma base sólida para o desenvolvimento de novas iniciativas que fortaleçam o bem-estar emocional e incentivem um clima organizacional acolhedor e propício ao crescimento de todos. Além de se destacar em saúde mental, em 2024, o SEST SENAT foi reconhecido como um excelente lugar para se trabalhar pelo segundo ano consecutivo. O prêmio concedido pela GPTW registrou um índice de satisfação de 84% entre todos os respondentes. O reconhecimento da cultura organizacional do SEST SENAT também se estende regionalmente. Neste ano, unidades operacionais da Instituição, em três estados, foram destacadas no ranking regional do GPTW entre as melhores empresas para se trabalhar: Alagoas (3º lugar), Bahia (10º lugar) e Minas Gerais (18º lugar). Essas conquistas são baseadas na pesquisa realizada em 2023 e refletem o sucesso contínuo da Organização na promoção de um ambiente de trabalho positivo e acolhedor. Fonte: SEST SENAT
Semana Nacional do Trânsito: SEST SENAT promove Mobilização Nacional nas cinco regiões do país

Durante todo o mês de setembro, Unidades Operacionais realizarão ações de saúde, qualificação profissional e humanização do trânsito Em alusão à Semana Nacional de Trânsito de 2024, realizada de 18 a 25 de setembro, o SEST SENAT promove, durante todo o mês, uma Mobilização Nacional com ações organizadas por todas as suas 169 Unidades Operacionais localizadas nas cinco regiões do Brasil. Com o tema “Na rua ou na calçada, trânsito seguro é você quem faz”, além das atividades tradicionais relacionadas à promoção de saúde, qualificação profissional e empregabilidade, serão promovidas ações de conscientização para a segurança e humanização do trânsito. Um dos objetivos dessas iniciativas é mostrar que o respeito e a paz no trânsito são responsabilidades compartilhadas por todos os passageiros envolvidos: motoristas, pedestres, ciclistas e motociclistas. Os motoristas devem dirigir com prudência, respeitando os limites de velocidade e as regras de circulação; pedestres precisam atravessar nas faixas e prestar atenção ao movimento ao seu redor; ciclistas e motociclistas devem seguir as normas e utilizar equipamentos de segurança. “A humanização do trânsito começa com atitudes de respeito e empatia, confirmando que a vida é valiosa. Somente com a colaboração de todos é possível criar um ambiente de trânsito mais seguro, em que o respeito e a convivência coexistam”, explica a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart. Além das Unidades Operacionais do SEST SENAT, as ações de mobilização serão realizadas em locais de circulação de motoristas, passageiros, motociclistas, ciclistas e pedestres, como terminais de cargas e de passageiros, pontos de parada, postos de combustíveis, empresas de transporte, além de outros espaços. Veja abaixo os pontos onde serão realizadas ações da Mobilização Nacional da Semana Nacional do Trânsito. https://www.sestsenat.org.br/noticia/semana-nacional-do-trnsito-sest-senat-promove-mobilizao-nacional-nas-cinco-regies-do-pas Fonte: SEST SENAT
CNT ressalta a importância e os benefícios da integração de modais durante ABM Week

Desafios e oportunidades para o crescimento do setor logístico e a competitividade do Brasil no cenário global estiveram no centro dos debates em painel na ABM Week Durante a 8ª edição da ABM Week, o maior evento técnico-científico da América Latina nas áreas de metalurgia, materiais e mineração, a gerente do Poder Executivo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Danielle Bernardes, apresentou um panorama sobre a integração de modais de transporte e seu impacto no crescimento econômico do Brasil. O evento foi realizado nesta quinta-feira (5), em São Paulo. No painel “Integração dos Modais de Transporte: Oportunidades e Desafios”, Danielle Bernardes apresentou o atual estágio da infraestrutura logística do país e as estratégias de investimentos, privatizações e concessões com foco na integração multimodal e no uso de tecnologias para otimizar processos no setor. O modal rodoviário é o principal meio de transporte de cargas no Brasil, responsável por cerca de 60% do volume total movimentado. Essa predominância se deve, em grande parte, à extensão territorial do país e à flexibilidade oferecida pelas rodovias, que permitem rotas variadas e acesso a regiões remotas. No entanto, essa dependência traz desafios, como deterioração das estradas, congestionamentos e altos custos de manutenção. Por isso, a integração com outros modais, como o ferroviário e o hidroviário, é essencial para reduzir custos e aumentar a eficiência logística”, afirmou Danielle Bernardes. O painel contou também com a participação de outros especialistas do setor, como a diretora comercial da VLi (Valor da Logística Integrada), Carolina Tascon; o secretário de Assuntos Portuários e Emprego de Santos (SP), Elias Francisco da Silva Júnior; e o diretor de comunicação e relações institucionais do MoveInfra, Fernando Machado Diniz. Desafios, Oportunidades e Competitividade Danielle Bernardes ressaltou que a combinação entre rodovias, ferrovias e hidrovias é uma estratégia-chave para otimizar a logística no país, com potencial para reduzir custos, encurtar o tempo de transporte e permitir uma gestão mais eficiente dos recursos. “Para o modal rodoviário, é uma oportunidade de se integrar a uma rede mais ampla, onde as rodovias funcionam como alimentadoras para outros modais, especialmente em regiões onde os transportes ferroviário e hidroviário são mais viáveis economicamente”, explicou. Um dos principais desafios para essa integração, segundo a gerente, é a necessidade de investimentos significativos em infraestrutura para melhorar as estradas e construir interfaces eficientes entre os modais. “O governo brasileiro tem apostado em privatizações e concessões para atrair investimentos privados, melhorar a gestão e garantir a manutenção das rodovias”, afirmou. De acordo com Danielle, a implementação bem-sucedida de estratégias de investimento e integração multimodal pode reduzir os custos logísticos e tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado global. “Com planejamento estratégico e investimentos contínuos, o Brasil pode desenvolver uma infraestrutura logística robusta e integrada capaz de amparar o crescimento econômico sustentável e ampliar sua competitividade internacional”, concluiu. Sobre a ABM Week A ABM Week, que em 2024 comemora os 80 anos da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, reforçou a importância de ações coordenadas entre o governo e o setor privado para garantir o crescimento sustentável. A CNT tem atuado ao lado de parceiros do mercado para alinhar políticas públicas e promover a modernização do setor de transporte, visando destacar o Brasil no cenário global. A 8ª edição da ABM Week reuniu mais de 2.200 profissionais, entre representantes de empresas, pesquisadores e estudantes, em uma programação composta por painéis, mesas-redondas, exposições e rodadas de negócios. Por Agência CNT Transporte Atual
China será o destino da próxima Missão Internacional do Sistema Transporte

Delegação de líderes brasileiros do setor de transporte e logística participam de evento preparatório para uma imersão em inovação e sustentabilidade no país asiático A China foi escolhida como destino da próxima Missão Internacional do Sistema Transporte, uma iniciativa liderada por CNT, SEST SENAT e ITL com o objetivo de capacitar líderes brasileiros do setor de transporte e logística. A delegação, composta por executivos e empresários, viajará ao país asiático, entre os dias 10 e 20 de outubro, para participar de uma extensa programação voltada aos temas inovação e sustentabilidade, fundamentais para o futuro do transporte. Como parte da preparação, foi realizada uma masterclass na Unidade Operacional do SEST SENAT em Santo Amaro (SP). Durante o evento, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou a importância estratégica das Missões Internacionais. “Essas missões são essenciais para capacitar nossos líderes e conectá-los às melhores práticas globais, garantindo que o setor de transporte brasileiro permaneça competitivo e preparado para os desafios futuros”, afirmou. A apresentação institucional sobre a atuação do Sistema Transporte foi conduzida pelo diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira. A masterclass também contou com a presença de Valter Souza, diretor de Relações Institucionais da CNT, e João Victor Mendes, diretor executivo do ITL. O evento serviu como um primeiro contato mais próximo entre os participantes da Missão, promovendo a integração do grupo e alinhando expectativas para a jornada à China, que promete trazer valiosos aprendizados sobre soluções inovadoras que têm feito do país um dos principais líderes globais em tecnologia e sustentabilidade no transporte. A escolha da China como destino foi influenciada por seu ambicioso plano de investimentos em infraestrutura de transporte, que inclui a construção e modernização de rodovias, ferrovias de alta velocidade e aeroportos. Destaque entre as 15 economias mais inovadoras do mundo, o país se consolidou como referência global em mobilidade sustentável graças ao uso massivo de tecnologias limpas e à eficiente integração de seus diversos modais. O SEST SENAT também realizou uma pesquisa para selecionar a melhor instituição acadêmica que pudesse oferecer um programa temático alinhado aos desafios do setor. A CEIBS (China Europe International Business School) foi escolhida por seu histórico de excelência, ocupando o primeiro lugar no ranking asiático de programas globais de MBA do Financial Times há oito anos consecutivos. Outro ponto que reforçou a escolha da China foi seu papel de liderança na Nova Rota da Seda, uma iniciativa de integração logística e infraestrutura em escala global. O projeto busca ampliar os investimentos em transporte e infraestrutura para conectar a China a diversos países ao redor do mundo. “Temos muito a aprender com esse país e com essa Missão”, enfatizou Vinicius Ladeira. O Sistema Transporte já realizou missões internacionais para destinos como os Estados Unidos (Vale do Silício), em 2018; Israel, em 2019 e 2022; Dubai e Alemanha, em 2022; Suíça e Singapura, em 2023; e Suécia, em 2024. Por Agência CNT Transporte Atual
PL do “combustível do futuro” é aprovado no Senado com dispositivo pleiteado pela CNT

Texto contempla emendas que estabelecem a obrigatoriedade de testagem laboratorial e mecânica do biodiesel. Matéria retorna, agora, à Câmara dos Deputados O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o Projeto de Lei nº 528/2020, conhecido como “PL do combustível do futuro”. O texto cria programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano. A matéria foi aprovada na forma do relatório apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB) (foto) e agora retorna à Câmara dos Deputados para análise das emendas propostas pelo Senado Federal. A aprovação estabelece uma conquista importante para a CNT (Confederação Nacional do Transporte). Das 30 emendas apresentadas, o relator acatou 13, confirmando aquelas sugeridas pelos senadores Jorge Kajuru (PSB/GO) e Laércio Oliveira (PP/SE), que incorporam a reivindicação da Confederação de que o no aumento da porcentagem do biodiesel acrescentado ao diesel fóssil seja comprovada tecnicamente em testagens laboratorial e mecânica a viabilidade técnica combustível. O relator ainda determinou que os interessados participem do processo. Fundamentada em estudos técnicos, a CNT aponta que, a partir de certo teor, a presença de biodiesel na mistura do diesel pode acarretar falhas mecânicas, diminuindo a eficiência energética dos veículos e, em consequência, prejudicando tanto os transportadores quanto a prestação de serviços. Ademais, não seriam colhidos os benefícios esperados do ponto de vista ambiental. Desde março, o percentual de biodiesel na mistura é de 14%. De acordo com o texto aprovado, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) será responsável por definir o percentual da mistura, que poderá variar entre 13% e 25%. Para assegurar a qualidade do óleo diesel, um regulamento definirá a metodologia para a adoção de um sistema de rastreamento dos combustíveis do ciclo diesel em todos os elos da cadeia produtiva. Com informações da Agência Senado Crédito da foto: Geraldo Magela/Agência Senado Por Agência CNT Transporte Atual