Encontro Vez & Voz debate liderança feminina e inovação no Transporte Rodoviário de Cargas

Programação inclui painéis, palestra e workshop em um dia inteiro de muito conhecimento e conexão O Movimento Vez & Voz, realizará, no dia 26 de março, o Encontro Vez & Voz 2026 – Escolha Avançar, evento voltado para mulheres que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas. A iniciativa reunirá profissionais do setor para discutir temas como liderança feminina, inovação, equidade de gênero, papel das empresas no enfrentamento da violência contra a mulher e os desafios atuais no ambiente corporativo. A proposta do encontro é promover troca de experiências, fortalecer a presença feminina no setor e estimular a construção de ambientes de trabalho mais inclusivos. A programação contará com a participação de lideranças e executivas do transporte, além de especialistas convidados. Entre os destaques, está a apresentação do Panorama da presença feminina no transporte, que trará dados atualizados sobre a participação das mulheres no setor e os avanços nas iniciativas de equidade nas empresas. Outro tema abordado será o uso da Inteligência Artificial como ferramenta de apoio à liderança, com reflexões sobre como a tecnologia pode contribuir para ganhos de produtividade e tomada de decisão no ambiente corporativo. O evento também terá painéis sobre ambientes de trabalho seguros e trajetórias femininas no transporte, reunindo executivas para compartilhar experiências e discutir desafios e oportunidades para as mulheres no setor. Antes do encontro principal, será realizado um workshop exclusivo para lideranças femininas, voltado ao uso estratégico da Inteligência Artificial na gestão, que abordará aplicações práticas da tecnologia para análise de dados, organização de processos e aumento de produtividade nas empresas de transporte. 26/03/2026 Evento presencial – Rua Orlando Monteiro, 21 – Vila Maria – São Paulo/SP 08h30 – Workshop: E aí, como lidero com a IA? Produtividade inteligente para mulheres que decidem 13h30 – 5º Encontro Vez e Voz – Escolha Avançar Confira a programação completa e inscreva-se no vezevoz.org . O Encontro Vez & Voz 2026 conta com o incentivo da ABTLP – Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos; Ademicon Consórcio e Investimento, e Vega Seguros, além do apoio de empresas do setor Lourenço Transportes, Pelog, Transportes Borelli, Log10, Coopercarga e Setrans. Fonte: SETCESP

CNT entrega Agenda Institucional 2026 ao secretário nacional de Segurança Pública e reforça apoio ao PL Antifacção

Confederação apresentou prioridades do setor de transporte e logística e destacou a importância de medidas de combate ao crime organizado Representantes do Sistema Transporte entregaram, nessa quinta-feira (12), a Agenda Institucional Transporte e Logística 2026 ao secretário nacional de Segurança Pública. A publicação reúne o posicionamento da CNT sobre temas prioritários para o setor que estarão em discussão nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário ao longo do ano. Participaram da reunião o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza; a gerente executiva governamental da Confederação, Danielle Bernardes; e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas. Durante o encontro, os representantes do Sistema Transporte apresentaram os principais pontos da Agenda e destacaram a importância de medidas voltadas ao enfrentamento da criminalidade diante dos impactos para o transporte e a logística no país. Na ocasião, a CNT também manifestou apoio à sanção do Projeto de Lei nº 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, e apresentou uma nota técnica com argumentos favoráveis à medida. O documento aponta que o roubo de cargas passou a representar uma importante fonte de financiamento do crime organizado, gerando prejuízos bilionários e ampliando a insegurança nas operações logísticas. A análise também destaca que o projeto traz avanços ao prever instrumentos mais rigorosos para combater estruturas criminosas que utilizam a violência para interromper o fluxo de transporte e desafiar a atuação do Estado. A nota técnica ressalta ainda a importância de medidas voltadas ao enfrentamento do braço econômico das organizações criminosas, como a possibilidade de suspensão ou declaração de inaptidão do CNPJ de empresas envolvidas na receptação de mercadorias ilícitas. Para a CNT, a nova legislação representa uma ferramenta relevante para proteger a infraestrutura logística do país, ampliar a segurança dos transportadores e combater práticas que impactam diretamente a economia nacional. O PL Antifacção é um dos projetos de destaque da Agenda Institucional Transporte e Logística 2026, lançada nessa quarta-feira (11), durante a Reunião dos Conselhos da CNT. Por Agência CNT Transporte Atual

Sistema Transporte é referência em relatório nacional sobre emissões

Publicação do governo federal sustenta políticas de qualidade do ar e reconhece contribuição técnica do setor de transporte A poluição atmosférica é um dos principais desafios ambientais e de saúde pública enfrentados pelo Brasil. O setor de transporte, responsável por parte das emissões de gases de efeito estufa e poluentes, ocupa papel determinante nesse cenário. Com o objetivo de mitigar os impactos, inventários de emissões se tornaram ferramentas estratégicas, pois permitem medir impactos, orientar políticas públicas e apoiar decisões empresariais e regulatórias. Nesta semana, o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), em parceria com o Ministério dos Transportes, divulgou o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, consolidando uma série histórica de 45 anos (1980–2024). Entre os principais pontos da publicação, estão três iniciativas: a consolidação do inventário nacional rodoviário, o desenvolvimento de ferramenta para apoiar estados na elaboração de inventários próprios e a realização de treinamento técnico para gestores públicos e especialistas. O relatório é considerado essencial para a formulação de políticas de qualidade do ar e ação climática e reconhece a contribuição da CNT na construção dessa agenda. O Sistema Transporte é diretamente mencionado no item que aponta iniciativas do setor de transporte, trazendo destaque para o programa Despoluir, o Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte e a Coalizão pela Descarbonização do Transporte. Para a CNT, o reconhecimento oficial na publicação do governo representa uma conquista relevante, especialmente diante da complexidade de seu Inventário, que atualizou curvas nacionais de intensidade de uso antes defasadas há mais de uma década. “Esse reconhecimento revela uma parte importante da atuação institucional da CNT, que é estar próxima dos grandes tomadores de decisão do país. Sermos nominalmente mencionados em um relatório tão importante para a formulação de políticas públicas revela que o setor tem tido sua voz ouvida”, destacou o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza. Acesse o Inventário do Ministério. Complementaridade entre estudos O Inventário Nacional concentra-se no transporte rodoviário e se destaca por consolidar dados de mais de quatro décadas. Paralelamente, a CNT concluiu, com base em 2023, um levantamento que ampliou o escopo para incluir as infraestruturas portuária e aeroportuária, além de atualizar curvas de intensidade de uso. Técnicos da Entidade ressaltam que os dois trabalhos têm escopos distintos e metodologias próprias, não sendo comparáveis nem excludentes. O documento do MMA incorpora avanços metodológicos, como a inclusão de poluentes climáticos de vida curta, emissões por desgaste de pneus e freios, desagregação por estado e contabilização de veículos elétricos e híbridos. Já o inventário da CNT foi elaborado com coleta de dados em campo, o que reforça sua abrangência e complexidade. Inventário CNT Lançado oficialmente na COP30, em Belém (PA), o Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte apresentou o diagnóstico mais completo já produzido pela iniciativa privada. O estudo apontou que os veículos leves respondem por 48,25% das emissões totais do setor em 2023, contabilizando 189,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Produzido com metodologia internacional e dados primários do setor, o levantamento detalhou impactos por modal, categoria veicular e infraestrutura. O modo rodoviário foi identificado como responsável por 92,89% das emissões, reflexo da centralidade dessa modalidade na matriz brasileira. O estudo também reuniu 18 casos de boas práticas já implementadas por empresas, evidenciando iniciativas de transição energética, eficiência operacional e inovação. Acesse a publicação. Coalizão A Coalizão pela Descarbonização do Transporte é uma iniciativa que reúne entidades do setor produtivo, empresas, especialistas e instituições públicas com o objetivo de acelerar a transição do transporte brasileiro para uma matriz energética mais limpa. A proposta é promover o diálogo e a cooperação entre diferentes atores para desenvolver soluções que reduzam as emissões de gases de efeito estufa no transporte de cargas e de passageiros, sem comprometer a eficiência logística e a competitividade do país. Entre as prioridades da Coalizão, estão a ampliação do uso de combustíveis de baixa emissão, o estímulo à inovação tecnológica, a renovação de frotas e o incentivo a políticas públicas que favoreçam uma mobilidade mais sustentável. A iniciativa, liderada pela CNT, pela Motiva, pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e pelo Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, do Insper, busca contribuir para que o Brasil avance no cumprimento de compromissos climáticos internacionais, ao mesmo tempo em que fortalece o papel estratégico do setor transportador no desenvolvimento econômico e na integração do território nacional. Acesse o documento completo com o resultado do trabalho da Coalizão. Programa Despoluir O Despoluir – Programa Ambiental do Transporte é uma iniciativa do Sistema Transporte que tem o objetivo de promover a sustentabilidade ambiental no setor transportador brasileiro. Por meio de ações de monitoramento, orientação técnica e educação ambiental, o programa incentiva empresas e transportadores a adotarem práticas que reduzam a emissão de poluentes e aumentem a eficiência energética das operações. Entre as principais atividades do Despoluir, estão as avaliações ambientais veiculares gratuitas, que medem os níveis de emissão de poluentes da frota e orientam os transportadores sobre manutenção preventiva e condução mais eficiente. Além de contribuir para a melhoria da qualidade do ar, o programa também ajuda as empresas a reduzirem custos operacionais e a fortalecerem uma cultura de responsabilidade ambiental no transporte. Por Agência CNT Transporte Atual

Transporte e agro juntos: Fetransul participa da entrega do Troféu Brasil Expodireto

A cerimônia do Troféu Brasil Expodireto marcou a abertura oficial da programação da Expodireto Cotrijal, na noite de domingo (8), reunindo autoridades, lideranças e representantes do setor produtivo na Bier Site, em Carazinho. O evento reconhece anualmente iniciativas, empresas e personalidades que contribuem para o desenvolvimento do agronegócio e para o fortalecimento da feira. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou da cerimônia de entrega do prêmio na categoria Gestão Ambiental, concedido à Be8. A participação reforça a conexão entre o transporte de cargas e as iniciativas voltadas à sustentabilidade e à inovação no agronegócio brasileiro. A solenidade também contou com a presença de Moisés Santos, presidente do Sindicar, entidade filiada à Fetransul, acompanhando a programação e também representando o setor de transporte rodoviário de cargas no evento. Para Francisco Cardoso, momentos como este reforçam a importância da integração entre os diferentes setores que movimentam a economia. “O transporte rodoviário de cargas é um elo essencial para o agronegócio. Quando transporte e agro caminham juntos, fortalecemos toda a cadeia produtiva, impulsionando o desenvolvimento e a competitividade do país”, destacou.

Sistema Transporte apresenta diretrizes para 2026 com nova edição da Agenda Institucional Transporte e Logística

Documento reúne projetos e ações que impactam o transporte e a logística nacional O Sistema Transporte lançou, nesta quarta-feira (11), a nova edição da Agenda Institucional Transporte e Logística. A publicação organiza os principais temas de interesse do setor e apresenta o posicionamento institucional sobre projetos em tramitação no Congresso Nacional, ações do Poder Executivo e decisões do Judiciário. O documento é resultado de trabalho técnico realizado em conjunto com as entidades de base do Sistema Transporte e reúne pautas voltadas ao fortalecimento da mobilidade, da logística e da competitividade do país. “A Agenda organiza consensos e aponta caminhos para que o transporte esteja no centro dos grandes debates nacionais. Nesse cenário de avanços tecnológicos, muito se fala em inteligência artificial, mas ela não substituirá o relacionamento e a representação. A tecnologia evolui, mas o diálogo, a confiança e a presença continuam insubstituíveis”, afirma o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza. Poder Legislativo: 40 propostas prioritárias A Agenda reúne 40 projetos considerados estratégicos para o setor. Entre eles, estão propostas como a renovação automática da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e o novo marco legal da Política Nacional de Mobilidade Urbana. O documento também destaca debates sobre tributação, reforma do Código Civil e regulamentação da geração de energia eólica offshore, temas que ampliam a inserção do transporte na agenda da transição energética. Poder Executivo: entregas e desafios Em 2025, o setor registrou avanços com concessões rodoviárias, novos marcos ferroviários, leilões portuários e aeroportuários e investimentos em mobilidade urbana limpa. Para 2026, a Agenda aponta quatro prioridades: ampliação das concessões, elaboração do Plano Nacional de Logística 2050, fortalecimento da segurança pública e regulamentação tributária. A CNT também defende maior autonomia para as agências reguladoras como forma de ampliar a segurança jurídica e a confiança dos investidores. Poder Judiciário: segurança jurídica A CNT atua como amicus curiae em 27 processos no TST (Tribunal Superior do Trabalho) que devem ser julgados em 2026. As ações envolvem temas como piso mínimo do frete, pejotização e validade de normas coletivas. O documento também destaca os IRRs (Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos), mecanismos que uniformizam a jurisprudência trabalhista e contribuem para uma maior previsibilidade nas relações de trabalho. SEST SENAT: qualificação e inovação A Agenda dedica um capítulo às ações estratégicas do SEST SENAT, com foco na qualificação de trabalhadores e na preparação do setor para novas tecnologias. Entre as prioridades, estão a ampliação da base de arrecadação, o acesso a dados da Receita Federal e a criação de cursos obrigatórios voltados à amarração de cargas e à condução de veículos por motoristas de aplicativo. Baixe aqui a versão digital da Agenda Institucional Transporte & Logística 2026. Acesse também a edição de março da Revista CNT Transporte Atual e confira a reportagem especial de capa sobre os destaques da Agenda.

PIB do setor de transporte cresce 2,1% em 2025, enquanto investimentos avançam apenas 2,9%

Participação dos investimentos no PIB segue em patamar historicamente baixo no Brasil; em 2025, índice ficou em 16,8% O PIB (Produto Interno Bruto) do setor de transporte, armazenagem e correio alcançou R$ 395,67 bilhões em 2025, registrando crescimento de 2,1% em relação a 2024. No mesmo período, a economia brasileira avançou 2,3%, totalizando R$ 12,74 trilhões no ano. De acordo com análise do Radar CNT do Transporte – PIB Brasil 2025, divulgada nesta semana pela CNT, o crescimento da economia foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que avançou 11,7%, pela indústria extrativa (8,6%) e pelos serviços de informação e comunicação (6,5%). Já os investimentos na economia brasileira cresceram apenas 2,9%. Para a gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, o resultado é modesto diante dos desafios do país para ampliar a participação dos investimentos na geração de riqueza. Segundo ela, elevar o nível de investimentos é essencial para sustentar o crescimento econômico no longo prazo. A participação dos investimentos no PIB brasileiro é historicamente baixa. Entre 1996 e 2025, a média foi de 17,9%. Em 2025, porém, esse indicador ficou em apenas 16,8%, patamar próximo ao registrado em 2020, quando a economia brasileira foi fortemente impactada pelas restrições impostas pela pandemia. “Um país que investe pouco convive com infraestrutura precária e menor capacidade de inovação. Isso se reflete em baixa produtividade, agravamento de problemas sociais, comprometimento da geração futura de renda e perda de competitividade em relação aos concorrentes internacionais”, ressalta Schwantes. A CNT defende que o avanço dos investimentos privados ocorra de forma complementar à atuação do Estado. Nesse contexto, o poder público mantém papel essencial na estruturação de projetos, no planejamento estratégico e na viabilização de empreendimentos com menor atratividade econômica imediata, contribuindo para ampliar o volume total de investimentos e sustentar o desenvolvimento de longo prazo. Na “Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte: impactos dos investimentos em rodovias sobre o desempenho do setor transportador”, a CNT demonstrou que cada R$ 1 aplicado pelo setor privado em infraestrutura rodoviária pode gerar até R$ 4,77 no PIB do transporte em até nove meses, evidenciando o efeito multiplicador da infraestrutura sobre a atividade econômica. Na prática, isso significa redução do custo do frete, maior agilidade no transporte de mercadorias e diminuição do custo para levar alimentos, combustíveis e produtos industriais até consumidores e empresas. Rodovias mais eficientes permitem que caminhões transportem cargas em menos tempo e com menor consumo de combustível. Para alcançar efeito semelhante, os investimentos realizados pela União levam cerca de 18 meses. No curto prazo, os impactos também aparecem rapidamente. Segundo a análise, a cada R$ 1 investido pelo setor privado em rodovias, o PIB do transporte cresce R$ 2,58 no mesmo trimestre em que o investimento é realizado. No caso dos investimentos públicos federais, o impacto imediato é menor: R$ 0,61 para cada real investido. Apesar da relevância econômica e social do setor de transporte e logística, o investimento federal em infraestrutura de transporte ainda representa parcela reduzida da economia. Em 2025, os investimentos da União nas infraestruturas de todas as modalidades somaram R$ 16,67 bilhões — o equivalente a cerca de 0,13% do PIB —, segundo levantamento da CNT. O valor não inclui investimentos realizados por concessionárias, estados e municípios, que atualmente não dispõem de uma base nacional consolidada de dados. Confira na íntegra: Radar CNT do Transporte – PIB Brasil 2025 Fonte: CNT

Mudanças na jornada de trabalho precisam considerar realidade operacional do transporte, afirma CNT

Durante seminário em Brasília, a Confederação destacou que o setor já enfrenta escassez de profissionais em diferentes modais de transporte A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho precisa considerar os impactos reais em setores essenciais da economia e na disponibilidade de profissionais qualificados. Esse foi o principal alerta feito pela gerente executiva governamental da CNT, Danielle Bernardes, durante o seminário Modernização da Jornada de Trabalho, realizado nessa terça-feira (10), em Brasília. Ao participar do debate, ela destacou que propostas como a alteração da escala 6×1 ou a redução da jornada precisam ser analisadas com base em dados técnicos e nas especificidades de cada atividade econômica. Segundo Danielle Bernardes, o setor de transporte já enfrenta escassez significativa de trabalhadores, o que exige atenção especial na discussão sobre eventuais mudanças nas condições de trabalho. “Se alterarmos a escala atual ou reduzirmos a jornada, será necessário ampliar o número de profissionais. Em um setor que já enfrenta falta de mão de obra, isso precisa ser analisado com muito cuidado”, afirmou. A representante da CNT lembrou que o transporte é uma atividade essencial para o funcionamento da economia e da sociedade, responsável por movimentar cargas, pessoas, insumos e serviços. Durante sua participação, Danielle explicou que o transporte opera, de forma contínua, em diferentes modais, cada um com características próprias de funcionamento. “Cada modal tem realidades específicas de trabalho que precisam ser consideradas nesse debate”, afirmou ao chamar a atenção para a escassez de profissionais em funções como motoristas, mecânicos de manutenção e trabalhadores especializados nas atividades dos transportes aéreo e aquaviário. Dados de pesquisas da CNT reforçam esse cenário. No transporte rodoviário de cargas, por exemplo, 65,1% das empresas relatam dificuldade para contratar motoristas profissionais. No transporte de passageiros, 53,4% das empresas enfrentam desafios semelhantes. No setor aquaviário, projeções da Marinha indicam que o Brasil pode enfrentar a falta de mais de 2 mil profissionais até 2030. O debate integrou a programação do seminário Modernização da Jornada de Trabalho, promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo. O encontro reuniu parlamentares e representantes de entidades empresariais, que apresentaram os desafios específicos de seus setores diante das discussões sobre jornada e organização do trabalho, abordando impactos na indústria, no agronegócio e na produtividade da economia. Além da CNT, participaram do painel o consultor da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) Thiago Xavier; o vice-presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Antônio Vilela; os assessores jurídicos da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) Rodrigo Hugueney e Rodrigo Costa; e o especialista em Políticas e Indústria da CNI (Confederação Nacional da Indústria) Pablo Rolim. O debate foi mediado pelo deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), que destacou a importância do diálogo entre o Parlamento e os diversos setores produtivos para o aprimoramento das propostas em discussão. Segundo ele, iniciativas como a do seminário contribuem para ampliar a compreensão sobre os impactos das mudanças e levar as reflexões aos debates público e legislativo. CNT defende debate técnico A CNT acompanha com atenção o debate sobre a possível mudança na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. A Entidade ressalta que o setor produtivo está aberto ao diálogo, mas defende que qualquer alteração seja conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o funcionamento da economia e da sociedade. Por se tratar de uma atividade essencial e contínua, o transporte opera 24 horas por dia e garante o deslocamento de pessoas, mercadorias e serviços fundamentais, como alimentos, medicamentos, insumos industriais e bens de consumo. Nesse contexto, mudanças na jornada que não considerem as particularidades do setor podem ampliar a escassez de profissionais, elevar custos e impactar diretamente a oferta de serviços à população. A CNT avalia que a negociação coletiva é o instrumento mais adequado para tratar da jornada de trabalho, pois permite ajustar as condições às necessidades específicas de cada setor, região e empresa, garantindo equilíbrio, segurança jurídica e respeito às características das atividades econômicas. Fonte: CNT

FETRANSUL participa da instauração de Grupo de Trabalho de Combate à Informalidade e Ilegalidade na Sefaz-RS

A FETRANSUL participou, no dia 09 de março, da reunião que marcou a instauração do Grupo de Trabalho de Combate à Informalidade e Ilegalidade, promovido pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz-RS). A entidade foi representada pelo assessor tributário da Federação, Dr. Fernando Massignan. A iniciativa reúne representantes do poder público e de entidades do setor produtivo com o objetivo de discutir e propor ações voltadas ao enfrentamento de práticas irregulares que impactam a economia e a concorrência no Estado. Entre os principais objetivos do grupo de trabalho está a promoção de políticas destinadas ao combate à evasão e à sonegação de ICMS, situações que prejudicam a competitividade entre as empresas que atuam de forma regular. Também está entre as prioridades o enfrentamento de atividades ilegais, como a atuação de empresas que comercializam ou recebem bens de origem ilícita, incluindo mercadorias provenientes de roubo de cargas ou produtos falsificados. Para a Fetransul, a participação no grupo reforça o compromisso da entidade com a defesa de um ambiente de negócios mais justo, com regras claras e concorrência leal para as empresas do setor de transporte e logística.

Francisco Cardoso comenta no Bom Dia Rio Grande os reflexos da guerra no Irã para o diesel e a economia do RS

Assista à matéria completa aqui. Confira abaixo a reportagem publicada na GZH, assinada pelo jornalista Mathias Boni: Desde o último dia 28, quando ocorreram os primeiros ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, os efeitos dos confrontos na cadeia global de suprimentos têm crescido diariamente. Entre as principais consequências econômicas da guerra no Oriente Médio está o aumento do preço do barril de petróleo, que disparou nas últimas semanas e já impacta o comércio de combustíveis pelo planeta. Além de o Irã ser um dos maiores produtores da commodity no mundo, o país também detém o controle do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido mundialmente. Ainda, em razão da guerra e dos ataques militares, outros países produtores de petróleo da região, como Kuwait e Emirados Árabes Unidos, diminuíram suas produções nos últimos dias, reforçando a tendência de subida no preço do barril — após atingir pico de US$ 120, o valor tem orbitado ao redor de US$ 90 nos últimos dias. No Rio Grande do Sul, esse desequilíbrio já é sentido na prática. Diferentes setores, como o de transportes e o agronegócio, afirmam encontrar dificuldades para abastecimento, principalmente de diesel. Confira, nesta reportagem, os impactos sentidos em cada segmento e no dia a dia, além das expectativas sobre o abastecimento e pelos próximos passos da Petrobras no mercado. Impactos por setor Transporte público Na manhã desta quarta-feira (11), a Transpessoal, empresa responsável pelo transporte coletivo no município de Rio Grande, anunciou redução na tabela de horários, alegando “não ter disponibilidade imediata do combustível (diesel) e, quando há oferta, os preços repassados estão até 25% acima dos valores praticados há cerca de duas semanas”. Consultadas pela reportagem, tanto a Associação Riograndense de Transporte Intermunicipal (RTI) quanto a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATPPOA) informam que monitoram a situação da distribuição de combustíveis no Estado, mas que, por enquanto, não planejam redução dos serviços. Agronegócio Já no início desta semana, produtores rurais passaram a comunicar que estavam enfrentando desafios para o abastecimento, relatando inclusive falta de diesel. A situação é ainda mais sensível no campo em razão do período atual, que é de colheita de alguns dos grãos mais importantes para a economia do Estado. — Desde os primeiros dias da guerra, já começamos a ouvir de produtores que estavam com dificuldades para receber diesel, e que em alguns lugares o preço já estava mais caro. Encaramos esse cenário com muita preocupação, ainda mais por estarmos no período de colheita do arroz e nos aproximando do da soja. Já tivemos muitas perdas no campo nos últimos anos e não podemos ter mais essa dificuldade agora — destaca Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). O setor do transporte de cargas também tem relatado problemas com a oferta de diesel no Estado. Apesar de não relatarem casos de falta do combustível, os motoristas do segmento já encontram preços muito acima dos encontrados antes do conflito no Oriente Médio. — Apesar de já ouvir relatos de falta de diesel em alguns pontos do Brasil, mais no Nordeste, ainda não encontramos essa situação aqui no Rio Grande do Sul. O que já estamos vendo, sim, é um aumento no valor do litro vendido, de até mais de um real. O diesel representa cerca de 45% de nossos custos variáveis e, com o encarecimento do combustível, nesse nível, fica impossível não repassar pelo menos uma parte deste aumento ao consumidor — aponta Francisco Cardoso, presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul). Risco de desabastecimento descartado O Sulpetro, sindicato que representa os postos de combustíveis, afirma que o cenário no Rio Grande do Sul não é de risco de desabastecimento, mas de “restrição”. O presidente da entidade, João Carlos Dal’Aqua, reconhece que a demanda pelo combustível se aqueceu nos últimos dias, mas ressalta que os relatos sobre falta de diesel são pontuais. — O que vemos que tem acontecido é que muitas TRRs, empresas que abastecem lavouras com diesel, não tinham contrato regular de abastecimento com distribuidoras e agora, como o combustível está mais caro no mercado e a demanda aumentou, essas empresas ou não estão comprando, ou estão comprando e oferecendo muito mais caro a seus clientes. A demanda aumentou, o preço aumentou, mas falta do produto, não estamos sabendo — diz o presidente do Sulpetro. A Petrobras informou no domingo (8) que não houve alterações na venda do combustível por parte de suas refinarias nos últimos dias e que as entregas no Rio Grande do Sul estão ocorrendo “dentro do volume programado”. No aguardo da Petrobras A disparada do valor do barril de petróleo criou uma defasagem entre os preços do mercado internacional e o praticado pela Petrobras no mercado brasileiro, já que a empresa não segue mais a política de paridade internacional de preços e, desde o início da guerra, ainda não reajustou o valor de venda do seu combustível. Com a disparidade, os importadores pararam de comprar o combustível, o que pode causar ainda mais desequilíbrio no mercado brasileiro, pois cerca de 30% do diesel consumido no país é importado. Por isso, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) tem conclamado a Petrobras a anunciar um reajuste no valor de venda do diesel. A estatal, entretanto, até agora tem manifestado cautela para lidar com o cenário atual. Em nota enviada à reportagem nesta semana, a Petrobras destacou que “por questões concorrenciais, não antecipa decisões sobre manutenção ou reajustes de preços”. Em complemento, a empresa afirmou que sua estratégia visa reduzir “a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro, garantindo maior previsibilidade e segurança, protegendo nossos clientes de oscilações abruptas que se originam fora do país”. Mesmo assim, as entidades gaúchas ainda aguardam posicionamento da estatal brasileira para dar mais segurança ao setor. — O mercado inteiro está aguardando a Petrobras, para saber se a empresa vai aumentar a importação por conta própria e reforçar os estoques nacionais ou se vai anunciar um reajuste no seu valor de venda, o que voltaria a incentivar a importação de combustível — destaca João Carlos Dal’Aqua. O

Inscreva-se para a Especialização em Gestão de Negócios – Porto Alegre

Estão abertas as inscrições para a Especialização em Gestão de Negócios, que será realizada em Porto Alegre, integrando o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL) e promovido pelo SEST SENAT. A especialização é gratuita e destinada a gestores e executivos de empresas de transporte associadas ao Sistema Transporte. A iniciativa atende a uma das demandas da Fetransul junto ao Sistema Transporte, com o objetivo de fortalecer a capacitação, a profissionalização e a competitividade do setor. As inscrições estão abertas também para São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). INSCREVA-SE AQUI! Sobre o curso: A Especialização em Gestão de Negócios é uma pós-graduação lato sensu, ministrada pela Fundação Dom Cabral (FDC), referência nacional e internacional em educação executiva. O curso tem como foco capacitar gestores e executivos de empresas de transporte e logística nas mais modernas técnicas de gestão, desenvolvendo competências estratégicas para tornar o setor cada vez mais competitivo. O currículo foi desenvolvido com base em uma abordagem prática e alinhada à realidade do mundo dos negócios, avaliando práticas de gestão aplicadas ao setor de transportes. O programa equilibra teoria e prática, estimulando uma visão empreendedora, criativa e estratégica nos participantes. Objetivo: Capacitar gestores e executivos das empresas de transporte e logística nas mais modernas técnicas de gestão de negócios, desenvolvendo as competências necessárias para tornar o setor mais competitivo. O curso trabalha a visão sistêmica nas organizações, identificando aspectos fundamentais para o desenvolvimento de equipes de alta performance operacional. A ideia é desenvolver uma visão crítica e analítica, embasada em técnicas tradicionais e inovadoras que são fundamentadas e trabalhadas por professores com experiência prática em importantes instituições. Público-alvo: A especialização é destinada exclusivamente a profissionais de empresas de transporte dos modais: Os participantes devem ser filiados às federações e/ou associações que integram o Sistema Transporte. Com informações do ITL