Senado aprova reforma tributária com pontos favoráveis para o setor transportador

Além da inclusão do setor aéreo na alíquota diferenciada, a PEC 45/2019 também possibilita a isenção de cobrança do IVA dual para o transporte coletivo de passageiros rodoviário urbano e metroferroviário O Senado Federal concluiu, nessa quarta-feira (8), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/2019, que trata da reforma tributária. Em sessão deliberativa, os senadores puderam conhecer a versão final do parecer elaborado pelo senador Eduardo Braga (MDB/AM), relator da proposta. Ao longo da tarde, vários parlamentares pediram a palavra no Plenário, para defenderem ou criticarem o conteúdo da PEC. Houve também a apresentação de emendas de Plenário, as quais poderiam modificar o texto final da reforma, mas tudo foi rejeitado pelos senadores presentes. O texto validado pelos senadores é o mesmo aprovado na terça-feira (7), na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania). Diferentemente da comissão, a votação no Plenário foi apertada: 53 votos favoráveis — 49 eram necessários para a aprovação — e 24 contrários. Conforme a avaliação da gerente executiva do Poder Legislativo, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Andrea Cavalcanti, o setor transportador tem o que comemorar. “É fato que nenhum texto vai atender a todas as necessidades do transporte brasileiro, mas esse que foi aprovado no Senado corrige algumas distorções, como a inclusão do setor aéreo”, celebrou.  A gerente lembrou que o trabalho não se extinguirá com essa aprovação. “Mesmo após a promulgação, quando ela ocorrer, ainda será necessário trabalhar na elaboração das leis complementares, além de definir as alíquotas e outras questões. A PEC é apenas o primeiro passo, uma forma de garantir constitucionalmente as peculiaridades do setor transportador. Contudo, temos um longo trabalho para a regulamentação das previsões estabelecidas na Carta Magna”, analisa Andrea Cavalcanti.  Impactos da reforma tributária no setor transportador O texto aprovado prevê alíquota reduzida do IVA dual para os serviços de transporte coletivo de passageiros rodoviário e metroviário de caráteres urbano, semiurbano e metropolitano.  Além disso, os serviços de transporte coletivo de passageiros rodoviário intermunicipal e interestadual, ferroviário, hidroviário e aéreo — este último incluído graças ao trabalho da CNT e da Abear na CCJ do Senado — poderão ser tributados por regime específico que será definido posteriormente por lei complementar. O substitutivo aprovado pelo Plenário também oferece tratamento diferenciado para alguns tipos de produtos especiais.  Poderá haver, por exemplo, mudanças na base de cálculo dos tributos e no valor das alíquotas aplicadas sobre combustíveis e lubrificantes. Também foi incluído pelo relator um tratamento diferenciado para a produção de hidrogênio verde. Vale ressaltar que o relator manteve conquistas importantes para o transporte, como o creditamento integral do combustível como insumo, mesmo na tributação monofásica. Outro importante avanço foi a previsão de utilização da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) para o financiamento do transporte público.  O texto retorna para a Câmara dos Deputados, que deverá avaliar as alterações no texto propostas pelos senadores.  O que esperar da reforma agora? A aprovação da reforma tributária será um marco histórico para o país. Mesmo ainda sem um texto ideal, a proposta propõe simplificar o sistema tributário nacional. Há mais de 30 anos, aguardava-se a aprovação de algo similar, porém sem sucesso.                                                                     Como foi alterado no Senado, o texto agora retorna para a Câmara dos Deputados. Sem uma data marcada pelo presidente Arthur Lira (PP-AL), estima-se que a análise ocorra ainda neste ano. Só depois de ser promulgada pelo Congresso Nacional é que a reforma entra em vigor, seguindo o cronograma proposto no texto constitucional. Mesmo após a promulgação, ainda haverá um longo período de transição para que todos os impactados possam se adequar à norma. Isso significa que a implementação dos impostos, por exemplo, deve ocorrer de maneira gradual, o que levará as empresas a conviverem com dois modelos tributários por um período.  Nesta semana, a CNT participou do Fórum Futuro da Tributação, realizado em Coimbra, Portugal. Dentre os temas, estavam os debates sobre a reforma tributária e os impactos incidentes sobre o transporte coletivo de passageiros. Foram tratadas, também, questões acerca da tributação sobre os serviços digitais e do uso de combustíveis fósseis.  Por Agência CNT Transporte Atual

PGR já se manifestou a favor da prorrogação da desoneração da folha no STF

Há duas semanas, o Senado aprovou o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamento até dezembro de 2027. A medida vale para 17 setores da economia que mais empregam, entre eles o de construção civil, indústria têxtil e tecnologia da informação. O texto depende agora da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2021, quando o país estava em período da pandemia de Covid-19, a Procuradoria-Geral da República, em uma ação no Supremo Tribunal Federal, se manifestou a favor da prorrogação. Para a PGR, “a desoneração da folha de pagamentos é medida temporária e vinculada a ato normativo direcionado à manutenção do emprego e da renda”. “Invalidar a sua prorrogação, e fazer coincidir o fim do benefício com o auge da crise sanitária e econômica, iria de encontro ao propósito das diversas medidas direcionadas a minimizá-la”, disse a PGR. A ação foi apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2020, que pediu ao STF que suspendesse a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia. Na época, o relator, ministro Ricardo Lewandowski, votou a favor da desoneração da folha e disse que a reoneração poderia levar a inúmeras demissões. O julgamento foi suspenso. A desoneração da folha de pagamento terminaria em 31 de dezembro de 2020, mas o Congresso Nacional prorrogou por mais um ano. O então presidente, Jair Bolsonaro, vetou o projeto, e o Congresso derrubou o veto, fazendo com que Bolsonaro recorresse ao STF. Um ano após ir ao STF, em 31 de dezembro de 2021, o ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou a prorrogação, até o fim de 2023, da desoneração da folha de pagamento. A ação no Supremo, então, foi transitada em julgado. Como o R7 mostrou, com risco de perda de 1 milhão de vagas, empresas e trabalhadores pressionam o governo federal a sancionar o projeto de lei. Quase 30 representações patronais assinaram em conjunto um ofício para pedir audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fim de expor “com maior profundidade os elementos que fundamentam a necessária sanção da medida”. As centrais sindicais também pressionam pela sanção e calculam que, sem a continuidade da concessão, quase 1 milhão de postos de trabalho serão fechados. FONTE: R7JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL – ARQUIVOCHAPÉU: DESONERAÇÃO

Sistema Transporte defende tributação especial para o setor em debate sobre os sistemas tributários de todo o mundo

Gerente executiva da CNT, Andrea Cavalcanti representou as entidades que compõem o Sistema Transporte, no Fórum de Integração Brasil-Europa, realizado em Coimbra Inspirar o debate sobre como as transformações estruturais, tecnológicas, econômicas, laborais e sociais afetam os sistemas tributários em todo o mundo. Esse é o motivo pelo qual a edição deste ano do FIBE (Fórum de Integração Brasil-Europa) abriu espaço para que acadêmicos, especialistas, autoridades e magistrados de Portugal, do Brasil e de outros países discutissem o futuro da tributação sob a ótica das rupturas e tendências que fomentam mudanças necessárias na arrecadação de impostos e de contribuições. Isso para acompanhar os novos padrões e culturas da economia e da sociedade. Realizado nos dias 6 e 7 de novembro, na Universidade de Coimbra, localizada na região central de Portugal, o Fórum Futuro da Tributação reuniu autoridades de calibre, como o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Na abertura do evento, o magistrado destacou que, diante das “evoluções e revoluções, são imensos os desafios que se colocam para o Estado social. Muitos [desafios] estão a exigir de nós a construção de um novo modelo de trabalho e de emprego. Como vamos lidar com a seguridade social?”, indagou. “Isso são questões que estão postas”, disse.Nesse sentido, a gerente executiva do Poder Legislativo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Andrea Cavalcanti, falou sobre alguns desafios enfrentados pelo setor. No painel “Tendência: Taxação de consumo básico — alimentos, ensino e transporte”, no qual representou o Sistema Transporte, ela abordou questões relevantes para o segmento de transporte coletivo de passageiros. “O Brasil possui uma série de gratuidades importantes e necessárias, mas que oneram o valor da passagem do cidadão pagante. Não há subsídio para isso em específico, uma dotação orçamentária. É preciso repensar o financiamento do transporte público no Brasil”, explicou. “Por isso, é tão importante a previsão constitucional de redução de alíquota na reforma tributária”, disse a gerente executiva. Andrea Cavalcanti tratou, ainda, de outros dois pontos caros para o setor: as tributações relacionadas aos serviços digitais e ao uso de combustíveis fósseis. Sobre a primeira questão, ela frisou: “os serviços online atualmente disponíveis no setor de transporte não são novos e, por isso, não se pode haver regulamentações diferentes para o mesmo serviço”. Já sobre o segundo tema, ela afirmou que, de fato, o Brasil é um país muito rodoviário, que consome diesel para transportar a população e as mercadorias. “Contudo, antes de se falar em aumento de tributo, é preciso se debruçar sobre o processo de alteração da matriz energética brasileira. E isso não pode ser feito de uma hora para a outra, uma vez que uma infraestrutura adequada de transporte se faz necessária. Então, antes de se aumentar cada vez mais o tributo, é preciso discutir sobre como fazer essa transição”, explicou. Outros temas relevantes em debate Realizado pelo Fórum de Integração Brasil-Europa, em parceria com o UCoimbra (Instituto Jurídico da Universidade de Coimbra) e com o apoio do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), o Fórum Futuro da Tributação discutiu diversos temas, como tributação seletiva, corretiva e sustentável; tributação da economia e dos negócios digitais; custeio da seguridade em um futuro com menos emprego; legislação e judicialização da matéria tributária na era digital; e gestão tributária na era da inteligência artificial. Quanto a esse último tema, o secretário da Receita Federal do Brasil, Robinson Sakiyama Barreirinhas, fez questão de se manifestar. “O uso da inteligência artificial gera oportunidades e, também, riscos. A segurança da informação na Receita Federal nos preocupa bastante”. Nesse sentido, ele se mostrou atento às práticas adotadas por outros países, como os Estados Unidos. “No dia 30 de outubro, o presidente norte-americano, Joe Biden, publicou uma nota executiva determinando que as grandes empresas que desenvolvem sistemas de inteligência artificial compartilhem com o governo americano os resultados de testes de segurança. Nós, da Receita Federal, estamos indo atrás disso também”, disse o secretário. Já o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ) falou sobre as alterações relativas à volta do voto de qualidade do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), constituído por representantes dos contribuintes e do Ministério da fazenda. Em agosto deste ano, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovou projeto de lei (PL) nº 2.384/2023, que restabelece o voto de qualidade em caso de empate. Na prática, o voto de qualidade assegura ao governo a palavra final sobre os recursos.  A importância do Sistema Transporte no Fórum Para encerrar a participação do Sistema Transporte no Fórum Futuro do Transporte, a gerente executiva Andrea Cavalcanti enalteceu o fato de o setor ter muito a contribuir nas discussões em prol da geração de um ambiente tributário adequado para as empresas, sem prejudicar o Estado. “Vale lembrar que o transporte é um serviço essencial e um direito constitucional, que viabiliza o acesso a outros direitos constitucionais, como saúde, educação e trabalho”, disse. Por isso, para ela, torna-se primordial que os atores que discutem a questão tenham um olhar diferente sobre a tributação desse setor, que lida diretamente com o consumidor final, ou seja, o cidadão que, diariamente, utiliza o transporte público no Brasil. Por Agência CNT Transporte Atual

Últimos dias de inscrições para o curso de negociação sindical ofertado pelo ITL

A capacitação é exclusiva para os profissionais selecionados pelo Sistema Transporte O curso executivo de Negociação Sindical, oferecido pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL), está com inscrições abertas, até o dia 12 de novembro, para a turma presencial de São Paulo. O público-alvo da capacitação são dirigentes, advogados e negociadores da CNT (Confederação Nacional do Transporte), de federações e de sindicatos do setor, assim como os negociadores das empresas que são as maiores contribuintes do Sistema Transporte. O curso vai ajudar os sindicalistas a desenvolverem habilidades, como comunicação efetiva, gestão de conflitos, análise de dados e planejamento estratégico, entre outras competências cruciais para o sucesso das negociações coletivas. As aulas acontecerão de 27 de novembro a 1º de dezembro,no campus da Fundação Dom Cabral localizado na Avenida Dr. Cardoso de Melo, 1.184, 15º andar, Vila Olímpia, São Paulo. Acesse o link para realizar a inscrição: https://forms.gle/t4QXE5aEvJZ36PJ57. Após o preenchimento do formulário, os candidatos receberão um email solicitando a documentação necessária para participar do curso. A partir do envio dos documentos, todos passarão por um processo seletivo e, com isso, o Sistema Transporte definirá os participantes. Por Agência CNT Transporte Atual

ITL capacita mais de 90 profissionais de empresas do setor de transporte sobre a LGPD

Novas turmas dos níveis básico e avançado começaram nesta semana, em São Paulo Desde 2019, o Sistema Transporte lidera a transformação decorrente da vigência da LGPD no setor transportador brasileiro. Para isso, foram implementadas as melhores práticas para proteção de dados pessoais nas entidades integrantes do Sistema (CNT, SEST SENAT e ITL) e desenvolvidas ações para apoiarem transportadores a se adequarem à norma. Um exemplo de iniciativa do Sistema é o curso executivo ofertado pelo ITL sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Dividida nos níveis básico e avançado, a capacitação tem como objetivo oferecer subsídios para que gestores e executivos do transporte compreendam as mudanças administrativas, tecnológicas e culturais impostas pela LGPD. O curso é gratuito para os profissionais de empresas vinculadas ao Sistema Transporte. Nesta semana, o ITL capacitou 91 gestores de diversos modais nos dois níveis de conhecimento, em São Paulo. Na abertura do nível básico, que aconteceu de 6 a 8 de novembro, a gerente executiva do Poder Executivo, da CNT, Danielle Bernardes, apresentou aos alunos a estrutura do Sistema Transporte. Na turma avançada, que ocorreu nos dias 9 e 10 de novembro, o gerente executivo de Governança e Gestão Estratégica da CNT, João Guilherme Vogado, falou sobre as ações desenvolvidas pelo Sistema para alavancar o setor transportador brasileiro e sobre a importância da implementação da LGPD nas empresas. Sobre o curso Com aulas ministradas pela Martinelli Advogados, o curso básico tem duração de 24h e aborda o Guia de Boas Práticas em Proteção de Dados no Setor de Transporte, bem como amplia temáticas específicas referentes a aspectos práticos da governança de dados pessoais, como relações de trabalho, projetos de adequação, estruturação de contratos, entre outros. Já o curso avançado tem como público-alvo os alunos que já participaram dos cursos anteriores sobre LGPD oferecidos pelo ITL, bem como gestores que possuem conhecimento estruturado e trabalham com proteção de dados. Em breve, o ITL abrirá novas turmas. Saiba mais sobre o curso em https://www.itl.org.br/capacitacoes/executivas/lgpd-setor-de-transporte Por Agência CNT Transporte Atual

Jornada da Saúde SEST SENAT acontece em Porto Alegre e reúne profissionais do RS

Durante o dia de ontem (09), acontece a Jornada da Saúde do CRRS que reúne profissionais das áreas de odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia das unidades do SEST SENAT do Rio Grande do Sul. A programação do encontro, tem o objetivo proporcionar aos profissionais da área finalística do SEST, aprimoramento técnico e troca de informações entre as equipes. O Supervisor Regional do SEST SENAT, Gilberto Storgatto e o Diretor da unidade de Porto Alegre, Pedro Fabbrin deram as boas-vindas ao time e falaram sobre a importância do encontro e troca de experiências entre os profissionais.

CCJ do Senado aprova reforma tributária

Por 20 votos a 6, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), o texto da reforma tributária sobre o consumo. Após a votação do texto-base, os senadores passaram a apreciar os destaques, mas um acordo com o governo fez com que todos fossem rejeitados. A expectativa é que a proposta de emenda à Constituição vá a votação no plenário do Senado nesta quarta-feira (8). Horas antes da votação da CCJ, o relator da reforma tributária, senador Eduardo Braga (MDB-AM)  acolheu novos pedidos para incluir exceções no texto. Entre as mudanças, estão benefícios a clubes de futebol, taxistas e a ampliação de uma contribuição para a região Centro-Oeste. O relator também aceitou incluir o gás de cozinha no mecanismo de cashback (devolução de dinheiro) para a população de baixa renda. Das 777 emendas apresentadas ao relator, 247 foram acatadas. Entre as mudanças aceitas de última hora, está a emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-MA), que estende ao gás de cozinha o cashback. A versão anterior do parecer tinha incluído a energia elétrica no mecanismo de ressarcimento de tributos às pessoas mais pobres. Outra mudança está no tratamento diferenciado a clubes de futebol. Proposta pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), a emenda mantém o recolhimento unificado de tributos pelas Sociedades Anônimas do Futebol. Segundo Braga, esse mecanismo jurídico tem ajudado a recuperar a saúde financeira dos clubes. O relatório já previa que as atividades esportivas pagariam alíquota reduzida em 60% da futura Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O novo parecer incluiu benefícios para taxistas comprarem veículos. Braga acolheu emenda da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que manterá a isenção na compra de automóveis por taxistas e por pessoas com deficiência ou consideradas dentro do espectro autista. O relatório anterior extinguiria o benefício, com a unificação de tributos. Braga acatou ainda uma emenda do senador Marcelo Castro (MDB-PI) para restaurar a alíquota reduzida para atividades de restauração urbana de zonas históricas. O benefício estava no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, mas havia sido excluído na primeira versão do parecer do relator. Outros benefícios incluídos no relatório são a alíquota zero para medicamentos e dispositivos médicos comprados pelo governo e por entidades de assistência social sem fins lucrativos, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES). Braga também acolheu emendas dos senadores Espiridião Amin (Progressistas-SC) e Izalci Lucas (PSDB-DF) para zerar a alíquota de IBS, tributo administrado pelos estados e municípios, para serviços prestados por instituições científicas, tecnológicas e de inovação sem fins lucrativos. Na versão anterior, apenas a CBS, tributo federal, teria a alíquota zerada. Contribuição regional Em relação ao Centro-Oeste, Braga atendeu a uma demanda dos governadores da região para ampliar, até 2043, a contribuição sobre exportações de grãos, produtos primários e semielaborados, que financiará investimentos locais em infraestrutura. Na versão anterior do relatório, o benefício seria cobrado até 2032, quando o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deixasse de existir. Diante de novas alterações feitas no texto do relatório da reforma tributária apresentado nesta terça-feira à Comissão de Constituição e Justiça, o relator da matéria, senador Eduardo Braga (MDB-AM) informou, durante a leitura do documento, que, se aprovada pelo Senado, pedirá novo estudo do Ministério da Fazenda sobre os impactos que ela poderá ter, em especial com relação à alíquota sobre o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) – que substituirá os cinco tributos que incidem sobre o consumo. Braga chegou à sessão da CCJ otimista de que o relatório seja aprovado ainda hoje pela comissão, para que seja votada já na quarta-feira pelo plenário da casa. “Esta é a primeira reforma tributária a ser executada em regime de democracia neste país”, lembrou o senador. Trava Entre os pontos descritos no relatório, ele destacou a inclusão de uma trava para limitar a carga tributária no país e a simplificação de todo o sistema tributário. O teto para a carga tributária havia sido anunciado no fim de outubro. “Com a trava que estamos oferecendo, garantimos a neutralidade tributária. Se o PIB [Produto Interno Bruto, que é a soma de todas riquezas produzidas no país] não cresce, nós não podemos aumentar a carga tributária. É na realidade uma engenharia reversa da reforma administrativa, de corte de gasto e de despesa”, explicou o relator. Ele destacou também o possível aumento de 0,5 ponto percentual previsto por Haddad para o IVA. Segundo Braga, esse aumento teve por base a análise feita no relatório preliminar apresentado no dia 25 de outubro. “O texto apresentado representa a imensa maioria da vontade dos senadores, tanto na CCJ quanto no plenário do Senado”, disse o senador ao comentar as alterações feitas pela relatoria. Ele acrescentou que “temas e pontos levantados foram amplamente discutidos para encontrarmos um texto que fosse a média da demanda do colegiado”. Avanços Na avaliação do relator, o atual sistema tributário é um “manicômio”. Já a proposta em discussão representa grande avanço. “Se não é a ideal, é muito melhor do que o que temos hoje”, resumiu. “Esperamos que a reforma tributária seja equilibrada para todos os brasileiros e, assim, todos eles estejam engajados neste esforço de restabelecer a credibilidade, a confiança e a simplificação do sistema tributário. E assim, possamos reduzir o custo Brasil do ponto de vista tributário, para que a economia volte a crescer, que a base tributária seja ampliada e, olhando para o médio prazo, haja uma queda da carga tributária”, disse Braga no Senado. Sobre as exceções previstas no texto, para setores que teriam alíquotas privilegiadas, Braga disse que “para cada concessão feita no relatório do dia 25, houve uma redução de concessão. A questão do transporte, por exemplo, nós tiramos alguns modais da alíquota reduzida para o regime diferenciado, para podermos fazer o equilíbrio”. “Em relação a cesta básica, reduzimos a que teria alíquota zero e criamos a cesta básica estendida com alíquota reduzida e cashback. Resolvemos a equação da conta de energia, criando cash back, sem impacto de déficit fiscal, e também a equação do

Encontro virtual orienta sobre os Impactos da Reforma Tributária para o setor

O Sistema Fetransul realizou na tarde de terça-feira (7), um encontro virtual para falar sobre os Impactos da Reforma Tributária no setor de Transportes. Afrânio Kieling, presidente da federação fez a abertura da reunião e falou sobre a importância da união do setor na busca de soluções. Também reforçou que a entidade está trabalhando junto a CNT em prol das demandas do transporte. Jerônimo Goergen, ex-deputado federal e assessor parlamentar da CNT, falou sobre os bastidores da tramitação da Reforma Tributária. O Deputado afirmou que o texto final é desconhecido até hoje pelos próprios políticos e pela sociedade, o que gera insegurança. Gorgen salientou que a reforma deverá ser genérica e as especificidades dos setores e atividades, serão tratadas através de Leis Complementares. Ficou definido que o grupo fará encontros mensais com o objetivo de debater e adquirir conhecimento sobre o andamento e os impactos que a Reforma trará para o setor. O presidente Afrânio Kieling, faz parte da Seção II – do Transporte Rodoviário de Cargas, coordenada pela CNT, que trata sobre as demandas do setor. O grupo é composto pelos representantes das Federações de Cargas do Brasil e associações. Atualmente a Reforma Tributária é um dos assuntos prioritários desta Seção.

Estado de Minas conquista o Grande Prêmio CNT de Jornalismo 2023

Série de reportagens traz a radiografia dos perigos nas rodovias brasileiras, apresentando as causas e apontando os caminhos de soluções para se evitar as mortes no trânsito Os vencedores do Prêmio CNT de jornalismo 2023 foram revelados nesta terça-feira (7). O Grande Prêmio desta edição foi para a série de reportagens “Raio-X das mortes no trânsito: Onde mais acontecem, quais são as causas e como podem ser evitadas”, de autoria dos repórteres Luiz Ribeiro e Mateus Parreiras, do jornal Estado de Minas. O especial garantiu uma premiação de R$ 60 mil. As reportagens — elaboradas e publicadas ao longo de cinco meses, entre março e agosto de 2023 — mostram uma completa radiografia dos perigos nas estradas brasileiras, apresentando as causas e apontando os caminhos para evitar mortes no trânsito. Além de consultar estudos e reunir dados, os repórteres percorreram centenas de quilômetros nas rodovias para mostrar os riscos enfrentados por motoristas e pedestres.  Em trabalho inédito, foi feito um mapeamento exclusivo sobre os pontos mais mortais das rodovias do país, onde ficam curvas, trevos e outras armadilhas. A série utilizou dados da pesquisa Transporte rodoviário – Os pontos críticos nas rodovias brasileiras e do Painel CNT de Acidentes Rodoviários. Os vencedores das outras categorias recebem R$ 35 mil cada um. São eles: CATEGORIA ÁUDIO  “Custo Estrada: O impacto das rodovias na mesa do brasileiro”  Mardélio Couto, Rádio Itatiaia CATEGORIA FOTOJORNALISMO “Greve no metrô prejudica 2,8 milhões” Werther Santana, Estado de S. Paulo CATEGORIA IMPRESSO “Viagem cancelada: O preconceito que limita o ir e vir da comunidade” Pedro Grigori, Correio Braziliense CATEGORIA INTERNET “Estradas de papel” Jade Abreu, Portal Metrópoles CATEGORIA MEIO AMBIENTE E TRANSPORTE “Em busca da mobilidade sustentável” Rone Carvalho, Jornal Diário da Região CATEGORIA VÍDEO “Assédio no trem” Luciana Osório Luz Cassol, TV Globo CATEGORIA COMUNICAÇÃO SETORIAL Podcast “De Ponto a Ponto” Sindiônibus (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará) A grande novidade desta edição foi a criação da categoria Comunicação Setorial, voltada a entidades representativas do setor de transporte. Os trabalhos foram avaliados pelo corpo de jurados do Prêmio, que, neste ano, foi composto por Alex Capella, jornalista do Senado Federal; Luiz Megale, jornalista e apresentador da Band; Marina Amaral, diretora da Agência Pública; Milton Jung, âncora da CBN; e Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes. A cerimônia de premiação será realizada em Brasília (DF), no próximo dia 6 de dezembro. Por Agência CNT Transporte Atual

Afrânio Kieling é convidado a fazer parte da Comunidade de Lideranças Imagine Brasil da Fundação Dom Cabral

O presidente do Sistema Fetransul, Afrânio Kieling participou no dia 7 de novembro, do lançamento da Comunidade de Lideranças do Imagine Brasil no Campus da Fundação Dom Cabral em São Paulo-SP. Durante o encontro as lideranças participaram dos seguintes painéis: “O mercado de créditos de carbono no Brasil” e “Inclusão produtiva de jovens”. Imagine Brasil é coordenada pela FDC e busca contribuir diretamente para a prosperidade sustentável e inclusiva do país, e promover a integração das lideranças do mercado, da sociedade civil e do setor público. A iniciativa tem como objetivo:– Conectar, inspirar e mobilizar lideranças relevantes da sociedade brasileira, para conceber e influenciar a implementação de propostas para o desenvolvimento sustentável do Brasil.– Aprofundar análises, elaborando e endereçando diretrizes para política públicas em temas específicos.– Desenvolver modelos de educação gerencial com base em redes multidisciplinares de conhecimento sobre desenvolvimento sustentável, formando líderes e transformando organizações para que aliem produtividade e lucratividade com justiça ambiental e social e respeito à dignidade de todos. Para saber mais acesse: www.imaginebrasil.fdc.org.br Na foto de capa: Francisco Bezerra, Presidente da Fetranorte, Gladstone Lobato, FETCEMG e Afrânio Kieling, presidente do Sistema Fetransul