Boletim de Recuperação de Rodovias Federais – 03/07/2024

Atualização de status dos trabalhos no Rio Grande do Sul Confira os demais dados de monitoramento desta quarta-feira (03/07) das rodovias federais consolidados entre Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário (SNTR) e concessionária com rodovias federais sob responsabilidade da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). INTERDIÇÃO TOTAL: Um trecho em uma rodovia federal BR-116, no trecho• km 174. INTERDIÇÃO PARCIAL: 17 trechos em 5 rodovias federais BR-116, nos trechos• km 134; km 160; km 170; km 175; km 181; km 190; km 232BR-287, no trecho• km 312;BR-290, nos trechos• km 96; km 102; km 104BR-386, nos trechos• km 297; km 322BR-470, nos trechos• km 186; km 191; km 192; km 194 ao km 201 Já foram liberados 124 trechos em 11 rodovias federais que cortam o Rio Grande do Sul. Neste momento, 13 trechos estão em obras ou com serviços para liberação das pistas e não há segmentos liberados somente para veículos de emergência. Assessoria Especial de ComunicaçãoMinistério dos Transportes

RS: até 92% dos empregos foram afetados nos municípios mais atingidos pelas enchentes, diz Ipea

Na capital Porto Alegre, pelo menos 27% dos estabelecimentos foram diretamente impactados Nos municípios do Rio Grande do Sul (RS) mais prejudicados pela tragédia climática ocorrida no final de abril, até 92% dos postos de trabalho foram afetados, segundo estimativa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta quarta-feira (3). A estimativa considerou Eldorado do Sul, Roca Sales e Muçum. Também foi destacado o impacto nos estabelecimentos privados destes municípios. Até 82% deles foram prejudicados. No caso da capital do estado, Porto Alegre, pelo menos 27% dos estabelecimentos e 38% dos postos de trabalho foram diretamente atingidos. Nos 418 municípios em estado de calamidade ou emergência, pelo menos 334,6 mil postos de trabalho foram atingidos. O valor corresponde a 13,7% dos empregos registrados nessas cidades. Sob o mesmo recorte de cidades em situação de emergência e calamidade, o número de estabelecimentos atingidos chegou a 23,2 mil. Ou seja, 9,5% do total. O comunicado de divulgação da estimativa destacou que “o impacto de eventos climáticos extremos como o ocorrido no RS é mais amplo do que o reportado neste estudo. Isso porque mesmo estabelecimentos indiretamente atingidos também devem ter sofrido consequências — já que seus fornecedores, consumidores, ou infraestrutura de escoamento podem ter sido afetados.” Fonte CNN Brasil / Foto: Patrícia Porciúncula/CNN

Prefeitura publica chamamento público para recolhimento de resíduos do Porto Seco

A prefeitura publicou, no Diário Oficial do Município de Porto Alegre (Dopa) desta quarta-feira, 3, o edital de chamamento público para a contratação de empresas para transporte de Resíduos Sólidos do Desastre Natural (RSDN) alocados no terreno de bota-espera do Porto Seco (av. Élvio Antônio Filipetto – Rubem Berta) ao aterro de inertes localizado em Gravataí. Bota-espera são áreas próximas das regiões inundadas, onde o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) descarrega os materiais recolhidos. O peso estimado dos resíduos depositados no local é de 10.957 toneladas, com investimento previsto de cerca de R$ 945 mil. As propostas devem ser encaminhadas ao endereço parcerias@portoalegre.rs.gov.br, até as 12h de sexta-feira, 5. Pedidos de informações e esclarecimentos podem ser obtidos até esta quinta-feira, 4, às 16h, pelo mesmo e-mail. O critério de escolha da proposta será o de menor preço. O serviço terá prazo de execução de 30 dias, conforme o Termo de Referência, a contar da ordem de início. A contratação emergencial engloba a carga e transporte de resíduos gerados pelo desastre climático, com fornecimento de equipamentos, caminhões, respectivos operadores e motoristas e mão de obra. Equipes e equipamentos – O edital prevê a remoção de todo o volume de resíduos existentes, com total esvaziamento dos locais, conforme os quantitativos estimados. Os equipamentos e caminhões trabalharão na remoção completa e transporte de todos os tipos de resíduos, inservíveis, entulhos, lixo, incluindo mobiliário, utensílios, eletrodomésticos, eletrônicos, entre outros, atualmente depositados nos bota-espera. Para a execução dos serviços estima-se ser necessário os seguintes equipamentos, caminhões e mão de obra: um encarregado geral com veículo, um veículo leve, dois auxiliares gerais, uma escavadeira hidráulica, uma pá carregadeira, um trator de esteira, caminhões com caçambas basculantes trucados ou com cavalo mecânico (carretas). A contratada também deverá prover vigilância noturna e implantar um container e sanitário químico no bota-espera. A fiscalização estará a cargo da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Smsurb) e do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Fonte: Prefeitura poA / Texto: Isabel Lermen / Edição: Gilmar Martins / Foto: Fabiano do Amaral

Indústria tem queda intensa em maio no Rio Grande do Sul

IDI-RS divulgado pela FIERGS mostra retração de 11,8% em relação a abril A calamidade climática que atingiu o Estado provocou forte impacto no setor industrial gaúcho em maio. É o que revela a pesquisa do Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), nesta quarta-feira (3): caiu 11,8% em relação a abril, na segunda maior baixa mensal da série iniciada em 2003, muito próximo do recorde de -12% obtido em abril de 2020. “A dimensão histórica dos resultados negativos dos Indicadores Industriais deve-se à severidade das enchentes em diversas regiões do Estado, que atingiram, total ou parcialmente, direta ou indiretamente, as operações das empresas com perdas de estoques, danos em máquinas, equipamentos e instalações, além dos impactos na logística, fornecedores e funcionários”, afirma o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. Parte do resultado negativo se explica também pela base alta de abril, que havia crescido 3,5% ante março. O desempenho negativo de maio, porém, é compatível com outros grandes choques do passado: março de 2020 (-10,8%, com a pandemia de Covid-19), maio de 2018 (-7,3%, com a greve dos caminhoneiros) e novembro de 2008 (-11,5%, com a crise financeira global). Com isso, a atividade industrial em maio de 2024, medida pelo IDI-RS, atingiu o menor patamar desde agosto de 2020. O presidente Gilberto Petry lembra, porém, que a incerteza cada vez maior nos rumos da política econômica já vinha dificultando as atividades no setor, pela falta de ações mais concretas do governo com relação aos problemas fiscais, o que interrompeu o ciclo de redução dos juros e pode desestimular os investimentos. “Nesse contexto, as perspectivas para os próximos meses, acompanhando os esforços de reconstrução, são de recuperação lenta, sujeita a oscilações, assim como em outros choques do passado”, diz. A expressiva contração da atividade industrial do RS entre abril e maio refletiu os desempenhos das compras industriais e do faturamento real, que recuaram, respectivamente, 30,2%, queda recorde, e 19,3%. As horas trabalhadas na produção caíram 2,1% e a utilização da capacidade instalada (UCI) baixou 5,2 pontos percentuais, para 76,2%, enquanto o emprego ficou estável (-0,1%) e a massa salaria real cresceu (0,5%). Em relação a maio de 2023, os resultados também foram bastante negativos. A contração do IDI-RS foi de 11,8%, a maior baixa desde maio de 2020, impactado pelas compras industriais, que reduziram 33,8%, e pelo faturamento real (-16%). Entre os segmentos, as maiores influências vieram de Máquinas e equipamentos, retração de 28,8%, Couros e calçados (-14%) e Químicos, derivados petróleo e biocombustíveis (-18,9%). ACUMULADOA queda acumulada do IDI-RS em 2024 acelerou de -1,5%, até abril, para -3,7%, até maio, respectivamente, ante os primeiros quatro e cinco meses de 2023. As compras industriais (-10,5%) e o faturamento real (-5,8%) seguem como os componentes de pior desempenho no acumulado, seguidos pelas horas trabalhadas na produção (-3,7%) e pelo emprego (-1,6%). Já a massa salarial real (3,8%) e a UCI (0,3 ponto percentual) mantiveram as taxas positivas. O segmento de Máquinas e equipamentos, que caiu 14,5%, forneceu, de longe, o maior impacto negativo para o resultado global entre os nove segmentos, dos 16 analisados, que registraram menor atividade industrial no acumulado de janeiro a maio de 2024 ante igual período de 2023. Mas perdas relevantes também ocorreram nas indústrias de Couros e calçados (-4,8%), de Alimentos (-2,3%) e de Equipamentos de informática e produtos eletrônicos (-11,7%). Do outro lado, a principal contribuição positiva partiu de Veículos automotores, que ficou 8,1% maior, seguido por Móveis (4,7%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,6%), Tabaco (4,4%) e Bebidas (4,8%). RESULTADOS COMPLETOS DA PESQUISA Fonte: FIERGS

Cinco ex-governadores no Tá na Mesa para falar sobre o RS

Eles foram unânimes em considerar insuficiente a ajuda do governo federal diante da calamidade climática que arrasou o Estado A FEDERASUL reuniu no Tá na Mesa, desta quarta (03), cinco ex-governadores do Estado para apresentar suas visões sobre os acontecimentos na “Convergência social e política pelo Rio Grande do Sul”. Os ex-governadores Jair Soares (1983-1987), Pedro Simon (1987-1990), Germano Rigotto (2003-2007), Yeda Crusius (2007-2011) e José Ivo Sartori (2015-2019). concordaram que para o sucesso da reconstrução do Estado, após a catástrofe de maio, é preciso deixar de lado ideologias e unir todas as forças com a sociedade civil organizada para exigir do Governo Federal o respeito e as respostas financeiras que o Rio Grande do Sul merece. Ao destacar a riqueza das experiências dos ex-governadores, o presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, disse que a sintonia entre eles proporcionou um momento histórico de desprendimento. Ele acrescentou que o evento é mais uma iniciativa da entidade na luta pelo resgate do Estado e pelo bem de todos os gaúchos. “O futuro dos gaúchos está acima de tudo e a convergência é fundamental”, afirmou.   Na avaliação dos ex-governadores, uma das questões fundamental a ser enfrentada com urgência é a dívida do Estado com a União. Eles entendem que a simples suspensão dos pagamentos não resolve, e que é preciso que haja um encontro de contas que mostre que o Estado já pagou o que devia. Além disso, defendem que chegou a hora do Governo Federal dar prioridade ao Rio Grande do Sul que, cumprindo determinação do Pacto Federativo, repassa para a União R$ 108 bilhões em impostos a cada ano e recebe de volta cerca de R$ 45 bilhões. “Não estamos pedindo esmolas, temos uma história de respeito”, disse Simon.   Faltam ações efetivas Germano Rigotto defendeu a necessidade de ações efetivas por parte do Governo Federal, destacando a reabertura do aeroporto Salgado Filho, que ao não operar traz prejuízos imensos ao Estado. Defendeu a construção de moradias para as famílias que estão em abrigos como outra prioridade. Rigotto falou também sobre a unidade de posicionamento em uma pauta única e clara apontando as prioridades para o Estado como a recuperação da infraestrutura, a reconstrução de hospitais, escolas e moradias e mais recursos a fundo perdido para empresas. Yeda Crusius lamentou a lentidão, as amarras e os interesses que dificultam a liberação de recursos da União para socorrer o Estado.  Lembrou que o RS é um Estado produtivo e que tem capital humano único. “Nos deixem trabalhar”, afirmou. Segundo Yeda Crusius a dívida do Estado com a União não é moralmente aceitável. “O momento é de criar convergência e não conflito”. Jair Soares agradeceu a iniciativa da FEDERASUL de ouvir os ex-governadores. “Estamos dispostos a ajudar, é um desperdício não usar a experiência dos ex-governadores”. Disse que a realidade é triste, mas que precisa ser enfrentada: “precisamos resolver os problemas, especialmente a volta das operações no aeroporto Salgado Filho. Só vamos conseguir se estivermos unidos”, finalizou. José Ivo Sartori elogiou a mobilização e a humanidade dos gaúchos que foram solidários aos que foram atingidos pelas cheias e lembrou que a Constituição Federal atribui à União a responsabilidade de liberar recurso para socorrer Estados e municípios atingidos por calamidades.  Ele enfatizou sua preocupação com o grau de divergência e partidarização que tomou conta da reconstrução do Estado. Pedro Simon disse que a decisão do Governo Federal de nomear um ministro para cuidar dos assuntos do Rio Grande após a tragédia está “muito aquém das necessidades do Estado que vive um drama real e crucial com novas enchentes dentro de uma enchente”. Lembrou ainda que muitos gaúchos são responsáveis pelo desenvolvimento de outras regiões do país. “É impressionante o número de gaúchos que levaram o progresso para outras partes do país, afirmou ao acrescentar que chegou a hora de nos reerguermos, precisamos nos unir e exigir investimentos federais”, declarou o ex-governador.   Soluções rápidas O atual vice-governador também se manifestou. Gabriel de Souza concordou com a convergência dos ex-governadores e destacou que o Estado precisa de soluções rápidas lembrando que é da União a competência de mobilização de recursos rapidamente para socorrer a população, portanto “precisamos do apoio do Governo Federal”. Acrescentou que o governador Eduardo Leite está em Brasília para tratar das questões da dívida com a União. O senador Luis Carlos Heinze também participou da reunião-almoço. Ele apresentou ofício encaminhado ao presidente da Comissão Temporária Externa – Calamidade RS, senador Paulo Paim, solicitando apoio para implementação de projetos de contenção e mitigação de enchentes no RS. Fonte: Federasul

Confira a programação preliminar da segunda edição do Conet&Intersindical de 2024

A NTC&Logística realizará a segunda edição de 2024 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transportes, Custos, Tarifas e Mercado), em Itapema, litoral de Santa Catarina. A organização do CONET&Intersindical conta com a parceria da FETRANCESC – Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina e o apoio dos sindicatos filiados à entidade. Em seu formato tradicional, dividido em duas etapas – a do CONET, voltado à discussão empresarial de custos, em que o DECOPE da NTC&Logística apresenta as pesquisas de mercado e aponta os direcionamentos relacionados ao frete, e a da Intersindical, cuja pauta para análise e debate é composta de temas relacionados ao desenvolvimento das atividades do setor –, o evento acontecerá nos dias 1 e 2 de agosto, no Itapema Beach Hotéis & Resorts (BR-101, Km 144, nº 3146 – Ilhota – Itapema – SC). O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, enfatiza o valor do CONET&Intersindical como um espaço necessário e apropriado para debates e troca de conhecimentos entre os protagonistas do Transporte RODOVIáRIO de Cargas (TRC). “A retomada da Intersindical no CONET é um momento significativo para o TRC no Brasil. É a ocasião em que os líderes se reúnem para compartilhar experiências, discutir questões essenciais e ouvir as opiniões das entidades sobre os desafios enfrentados. Esse encontro é fundamental para que, juntos, possamos encontrar soluções que possibilitem avanços e, também, contribuições para a sociedade. Estamos felizes em promover esse evento, especialmente em um ano em que várias questões têm gerado preocupações para as empresas”, acrescenta Rebuzzi. O evento é reconhecido como referência no mercado, um ambiente propício para a construção de parcerias estratégicas, o compartilhamento de boas práticas e a busca por soluções inovadoras. Com discussões abrangentes e pesquisas atualizadas, o CONET&Intersindical contribui para o aprimoramento do setor de Transporte Rodoviário de Cargas, impulsionando seu desenvolvimento e fortalecendo sua posição na economia nacional. Confira a programação preliminar CONET – PRIMEIRO DIA – 01/08/2024 12h30            Credenciamento 13h                Abertura do CONET – Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado 13h45            Plano Setorial de Transporte Rodoviário – PSTR do Ministério dos Transportes Palestrante: Representante da INFRA S/A 14h45            Instituto Mercadológico da COMJOVEM NACIONAL Palestrante: Geovani Serafim – Coordenador do Instituto Tecnológico COMJOVEM 15h30            Índice de Variação do INCT – Índice Nacional de Custos do Transporte e Pesquisa DECOPE de Mercado no Transporte de Cargas 2024 Palestrante: Lauro Valdívia – Assessor Técnico da NTC&Logística 16h20            O Futuro do Transporte de Cargas: Tendências 2025                       Palestrante: a confirmar 17h20            Reforma Tributária – Atualização Palestrante: Dr. Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC Discussões / Sugestões / Encaminhamentos 18h                Encerramento 18h/20h         Coquetel na Área de Exposições INTERSINDICAL – SEGUNDO DIA – 02/08/2024 08h30            Abertura da Reunião Intersindical                       NTC&Logística – Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)                       Palestrante: Eduardo Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística 9h30              Painel Mercado Securitário e o TRC                       Palestrante: Representante da FenSeg Palestrante: Representante da SUSEP 10h30            Coffee break 11h                Painel Trabalhista – Pesquisa Negociações Coletivas 2024 – Assuntos Trabalhistas e Sindicais: atualizações Palestrante: Dr. Narciso Figueirôa Junior – Assessor Jurídico da NTC&Logística 12h                Ações da COMJOVEM NACIONAL – NTC&Logística Palestrante: André de Simone – Coordenador Nacional da COMJOVEM 12h30            Discussões / Sugestões / Encaminhamentos 13h                Encerramento Almoço e Tarde Livres 20h                Jantar Festivo de Encerramento Faça já sua inscrição aqui. Realização: NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), em parceria com a FETRANCESC (Federação das Empresas de Transporte de Carga no Estado de Santa Catarina) e apoio dos sindicatos filiados à entidade. Patrocínio: Mercedes-Benz e Transpocred. Apoios institucionais: Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, e ITL – Instituto de Transporte e Logística); FuMTran (Fundação Memória do Transporte); Anfir (Associação Nacional Fabricantes de Implementos Rodoviários). Apoio logístico: Braspress. Faça já sua inscrição aqui. FONTE: NTC&LOGÍSTICA

FETRANSUL participa de Câmara Técnica de Infraestrutura do RS

Por convite do Governo do Estado do RS, a FETRANSUL participou nesta quarta, dia 03, da primeira reunião da Câmara Temática de Infraestrutura, no âmbito do Conselho de Plano Rio Grande. A iniciativa visa articular a sociedade gaúcha em torno das ações emergenciais, de reconstrução e de planejamento para o futuro, diante da catástrofe climática que assolou o estado no mês de maio. O encontro foi realizado no Centro Administrativo de Contingência. O secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, abriu o encontro apresentando a extensão dos danos na malha viária: foram 403 pontos afetados, sendo 175 em rodovias federais e 222 em estradas estaduais. Costella informou que serão necessários R$ 3 bilhões para recuperar a malha estadual, sendo que a maior prioridade está sendo a reconstrução de oito pontes. Segundo ele, o prazo médio de conclusão destas travessias é de 12 meses. Coube ao vice-governador Gabriel Souza, que lidera o Conselho em todas as suas frentes, destacar que o Executivo Estadual deseja conhecer as demandas de todos os setores. Foi criado um grupo de whatsapp exclusivo para o governo se comunicar com as entidades da Câmara de Infraestrutura. A Federação esteve representada na reunião por Paulo Ziegler, da Comissão de Infraestrutura da FETRANSUL. Ziegler agradeceu o convite para a participação do setor, e fez um relato da grande mobilização voluntária das empresas de transporte e logística que realizaram mais de 3.000 carregamentos de doações, tendo como origem muitas unidades da Federação. Ele ressaltou que a mobilidade e as características porta-a-porta do modal rodoviário permitiram manter o RS abastecido durante o período mais crucial das inundações. “Não houve desabastecimento” ressaltou. A Federação comprometeu-se em enviar um documento com sugestões de iniciativas relacionadas ao propósito da Câmara. Ziegler reafirmou a confiança do setor no conhecimento técnico e científico das áreas de engenharia e arquitetura urbana, que poderão prover indicadores técnicos, condizentes com as novas referências apontadas pelas inundações. No fechamento da reunião ficou estabelecido pelo governo que novos encontros serão convocados por oportunidade.     

Aumento do biodiesel no diesel sem testes de viabilidade gera prejuízos para o Brasil

A ampliação da quantidade de biodiesel misturada ao diesel consumido pelos brasileiros vem causando cada vez mais problemas ao sistema de transporte do país. Com percentuais além dos 10% de mistura, as transportadoras relatam menor potência nos motores, maior necessidade de manutenção de peças e de limpeza, além de aumento do consumo de combustível em seus veículos de transporte de cargas e de passageiros. Desde março deste ano, a quantidade de biocombustível misturada ao produto fóssil alcançou o percentual de 14%, muito superior ao de outros países do mundo. Se esse percentual chegar a 20%, o país pode ter um custo de R$ 20 bilhões a mais ao setor de transporte. “Do ponto de vista de representatividade, temos um posicionamento relevante. Conhecemos o insumo que consumimos. Por isso, a nossa reivindicação considera pleitos que garantam equidade nas mudanças da mistura e façam valer o investimento para todos os setores que fazem uso do combustível e não apenas para os produtores de biodiesel”, enfatiza o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. Para a CNT (Confederação Nacional do Transporte), é essencial condicionar o acréscimo de biodiesel no diesel a testes e ensaios representativos, como forma de aprimorar o percentual da mistura. Dos cerca de sete bilhões de litros que são produzidos ao ano no país, 82% são consumidos pelos transportadores rodoviários. Em 2008, o percentual de mistura começou em 2% e evoluiu a 7% até 2018. A partir de então, esse percentual foi subindo até chegar aos 14% este ano, mas sem que fossem feitos os testes adequados. Em 2021, com os 10% de mistura, a Sondagem CNT sobre o Biodiesel Brasileiro apontou que 60,3% dos transportadores perceberam problemas relacionados à mistura, com impactos na operação que levam a consequências socioambientais. Houve, por exemplo, relatos de falhas de sistemas eletrônicos de injeção (77,1%) e aumento da frequência de trocas de filtros (82,7%) e peças automotivas. Outro efeito colateral apontado por 48,4% das empresas entrevistadas foi o aumento do consumo de combustível e emissão de poluentes, devido à ineficiência energética do produto. Estudo produzido pela UnB (Universidade de Brasília) indicou que se gasta 15% a mais de combustível para percorrer a mesma rota com veículos abastecidos com a mistura, além da maior emissão de gases que provocam efeito estufa, como o CO2. A investigação do Departamento de Engenharia da UnB mediu a performance de dois caminhões, um Ford Cargo 815 (fase P5) e um Mercedes-Benz Accelo 815 (fase P7). Quando abastecidos com diesel B20 (20% de biodiesel na mistura), em comparação com o B7 (7% de biodiesel na mistura), os motores dos veículos sofreram perda de potência de até 10% sob a mesma rotação. R$ 20 bilhões em prejuízo com o B20 Na frota nacional circulante do transporte RODOVIáRIO de cargas, esse aumento percentual resultaria em três bilhões de litros de diesel por ano consumidos a mais, gerando um impacto financeiro de mais de R$ 20 bilhões e emitindo extras 8,78 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Os problemas já são sentidos no dia a dia das operações de transportes no país. A empresa paulista Sambaíba fez o teste com o B15, interessada em se alinhar com a transição energética e em busca de mitigar as emissões de CO2, e acabou chegando a conclusões preocupantes. Após seis meses de testes na empresa, que tem 17% da frota da cidade, a constatação foi de que os carros perderam força. Passageiros reclamaram das panes constantes dos veículos e atrasos no transporte urbano. A despesa com limpeza de tanques de armazenamento e abastecimento aumentou, de acordo com relato do diretor da Sambaíba, Marcos Araújo. Maior necessidade de troca de filtros Além disso, quando a mistura de biodiesel no diesel passava dos 10%, constatou-se a presença de borra em tanques, filtros e outras peças automotivas, levando ao aumento de custos. A necessidade de limpeza nos tanques da empresa passou de seis para a cada três meses. Os filtros dos veículos que eram trocados a cada 30 mil quilômetros rodados passaram a ser trocados a cada cinco mil quilômetros, devido ao acúmulo de borra, segundo o diretor. Em 2023, quando o teor de biodiesel no diesel estava em 13%, a Auto Viação Urubupungá, de São Paulo, também contabilizou prejuízos. O gerente de manutenção da empresa, Isaias Corinto, mencionou que a durabilidade dos filtros das centrais de filtragem da empresa caiu de três para um mês. Eduardo Falabella, professor da Escola de Química da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), explica que houve uma aceleração do teor do biodiesel que tem limitações técnicas inerentes às suas propriedades físico-químicas. Nos últimos cinco anos, o percentual subiu mais que nos 10 anos anteriores. Segundo ele, teores elevados de mistura podem acarretar graves problemas de eficiência energética, bem como outros contratempos de ordem mecânica, ambiental e de segurança a veículos de ciclo diesel. Congelamento em locais frios Além da mistura, o processo de produção de biodiesel brasileiro tem outro problema, que é a heterogeneidade. Há várias fontes de produção, como sebo, soja, óleos de algodão, canola, milho, palmiste, palma e resíduos de óleo (fritura e gordura animal). Essas fontes têm características químicas diferentes, e isso compromete a pureza das propriedades do produto e aumenta o risco de contaminação, o que leva a outro dos graves problemas apresentados pelos altos percentuais de biodiesel. Em temperaturas baixas, o combustível tende a cristalizar. Em 2021, durante a época de inverno e com a mistura de 13%, houve relatos de que, em Santa Catarina e Paraná, caminhões pararam repentinamente na pista. A pane se dava com a solidificação do biodiesel e a parada instantânea do caminhão na via. Problemas em outros setores Os problemas não se encerram no setor de transportes, prejudicando outras cadeias que lidam com o diesel. Proprietários de postos de abastecimento registraram entupimentos na bomba injetora que abastecem os veículos. Donos de máquinas agrícolas movidas a diesel também relatam a formação de borras por conta da qualidade do diesel que recebe o biodiesel, assim como as instituições que fazem uso de geradores movido

Turma da Especialização em Gestão de Negócios no RJ encerra inscrições no dia 28 de julho

Curso é ministrado pela FDC Rio de Janeiro (RJ) vai receber a nova turma da Especialização em Gestão de Negócios ofertada pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL). As inscrições para a pós-graduação seguem até o dia 28 de julho. As aulas estão previstas para o início de setembro.  A especialização, com aulas ministradas pela Fundação Dom Cabral, é gratuita e voltada para gestores das empresas de transporte associados ao Sistema Transporte. Serão 40 vagas para o curso que tem carga horária total de 370 horas, sendo 80% em encontros presenciais (296 horas) e 20% em atividades realizadas na plataforma da instituição. A modalidade presencial ocorrerá, bimestralmente, durante cinco dias consecutivos (segunda a sexta-feira), das 8h às 18h. A capacitação tem duração de, aproximadamente, 14 meses. O corpo docente é constituído por professores com formação acadêmica e ampla experiência prática, que estão à frente de importantes instituições e têm como foco aliar a teoria à prática. Os orientadores do projeto aplicativo têm formação acadêmica no tema a ser desenvolvido em cada projeto, além de experiência profissional em empresas como executivos ou gestores. Garanta uma das últimas vagas da Especialização: https://bit.ly/4bHlFoU Por Agência CNT Transporte Atual

Governança com foco na sucessão familiar será um dos temas do FIT deste ano.

Fórum ITL de Inovação está com inscrições abertas Na sua quarta edição, o Fórum ITL de Inovação do Transporte (FIT) promoverá no dia 9 de outubro, na sede do Sistema Transporte, em Brasília (DF), um dia voltado para o debate sobre ESG no transporte. O Fórum é uma iniciativa do Instituto de Transporte e Logística (ITL), em parceria com a CNT e o SEST SENAT, para fomentar a discussão e a troca de conhecimentos sobre ferramentas e tendências inovadoras e tecnológicas aplicáveis ao setor de transporte. Em uma sessão especial, o FIT vai abordar a governança, com foco na sucessão familiar. A transição bem-sucedida de liderança dentro de empresas familiares é fundamental para garantir a continuidade, a sustentabilidade dos negócios e as estratégias para preparar a próxima geração de líderes no setor de transporte. Por meio de cases de sucesso, o Fórum vai trazer organizações públicas e privadas que estão liderando o caminho na implementação de práticas de ESG no transporte, além de destacar seus desafios, sucessos e lições aprendidas. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas. Então, anote na sua agenda: Fórum ITL de Inovação do Transporte Data: 9 de outubro. Local: presencial (em Brasília), ou ao vivo, pelo canal da CNT no YouTube.Inscreva-se agora mesmo: https://forum.itl.org.br/ Por Agência CNT Transporte Atual