Senado aprova MP que amplia tolerância para pesagem de caminhões

Em sessão semipresencial, nesta quarta-feira (22), o Plenário do Senado aprovou a Medida Provisória (MP)  1050/2021, que aumenta de 10% para 12,5% a tolerância para o excesso de peso por eixo de ônibus de passageiros e de caminhões de carga sem aplicação de penalidades. A MP constava da pauta de terça-feira (21), mas teve sua votação adiada. Relatada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), a matéria foi aprovada na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 20/2021 e segue agora para a sanção da Presidência da República. De acordo com o texto aprovado, os veículos ou combinações de veículos (carretas com reboques, por exemplo) de peso bruto total regulamentar igual ou inferior a 50 toneladas deverão ser fiscalizados apenas quanto aos limites de peso bruto total ou de peso bruto total combinado (caminhão mais o reboque), cuja tolerância fixada pela lei é de 5%. A MP modifica a Lei 7.408, de 1985. No caso de o veículo fiscalizado de até 50 toneladas ultrapassar a tolerância máxima do peso, o texto determina que esse veículo também seja fiscalizado quanto ao excesso de peso por eixo, aplicando-se as penalidades de forma cumulativa, respeitada a nova tolerância máxima por eixo. Em relação aos veículos não adaptados ao transporte de biodiesel, mas que realizam o transporte desse produto, o texto aumenta de 5% para 7,5% a tolerância no peso bruto total ou no peso bruto total combinado. A regra vale até o sucateamento desses caminhões. Carlos Viana se disse feliz em relatar a matéria, já que seu pai trabalhou 35 anos como caminhoneiro e outros 15 como empreendedor na área do transporte. O relator argumentou que, a despeito de o transportador distribuir a carga de maneira uniforme no veículo para evitar o carregamento excessivo de qualquer dos eixos do veículo, não é incomum que essa carga sofra pequenos deslocamentos durante o transporte. Muitas vezes, acrescentou o relator, esse deslocamento é responsável pelos pequenos excessos de peso aferidos pela fiscalização. — Considero que se trata de medida louvável, que evitará onerar injustamente o transportador com mais um custo que sobrecarrega as operações de transportes – afirmou Carlos Viana, que fez apenas uma emenda de redação no texto enviado pela Câmara dos Deputados.  Divergência  O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) pediu uma reflexão sobre a MP. Ele cobrou mais empatia no trânsito, pois o aumento do sobrepeso nos ônibus e nos caminhões pode trazer mais insegurança e provocar mais acidentes. Além disso, ressaltou o senador, o assunto não tem relevância nem urgência, requisitos para a edição de uma MP. Contarato lembrou que as regras de trânsito têm sofrido muitas alterações nos últimos tempos, sempre no sentido de relaxar as exigências. Segundo o senador, com mais peso, os caminhoneiros serão prejudicados, já que a medida vai trazer mais gastos com a manutenção dos caminhões. — A minha preocupação é com a vida, com os caminhoneiros e com quem passa pelas vias – declarou o senador, ao anunciar seu voto contrário à MP. Em resposta, Carlos Viana afirmou que também se preocupa com a segurança no trânsito. Ele disse que, hoje em dia, os caminhões têm muita tecnologia para transportar cargas com segurança. Segundo Carlos Viana, as mudanças promovidas pela MP não trarão riscos maiores ao caminhoneiro ou a outros motoristas e pedestres. Apesar dos argumentos do relator, a MP foi aprovada com os votos contrários dos senadores Fabiano Contarato, Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Jorge Kajuru (Podemos-GO) e Mara Gabrilli (PSDB-SP). Regulamentação posterior  Enquanto o texto original da MP permitia ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentar o tema desde a edição da MP, o PLV aprovado no Congresso prevê que o excesso de peso dos veículos será regulado somente a partir do encerramento do prazo de vigência da lei, limitado a 30 de setembro de 2022. A MP fixava a data em 30 de abril de 2022. A regulamentação do Contran deverá considerar a diversidade da frota do transporte rodoviário de cargas em operação, contemplando os casos de dimensão de tolerância e de isenção na pesagem por eixo. Segundo o governo, a mudança nos limites é uma reivindicação do setor de transporte rodoviário, porque cerca de 43% das multas ocorrem nesse intervalo de tolerância entre 10% e 12,5%.  Transição  Como o texto determina que o Contran regulamente o tema somente depois de setembro de 2022, quando acaba a vigência da Lei 7.408, de 1985, foi criada uma regra de transição, especificando que a fiscalização de trânsito deverá observar, para fins de autuação, os mesmos limites aumentados pela MP até o regulamento. Caminhões de até 50 toneladas deverão ser fiscalizados por excesso de peso somente se excedido o limite de peso bruto total. Também foi incluído no Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503, de 1997) dispositivo para restringir a autuação, por ocasião da pesagem do veículo, aos casos em que o veículo ou combinação de veículos ultrapassar os limites de peso fixados, acrescidos da tolerância. Quanto às vias rurais não pavimentadas, geralmente de circunscrição municipal de trânsito, o texto prevê que o Contran estabelecerá os requisitos mínimos e específicos a serem observados pela autoridade de trânsito ao conceder autorização para o tráfego de caminhões fora dos limites de peso e dimensões, como aqueles que carregam cana-de-açúcar, por exemplo.  Recall  Outra mudança feita durante a tramitação no Legislativo fixa uma data, 1º de outubro de 2019, a partir da qual deverá ser incluída no certificado de licenciamento anual uma informação sobre campanhas de recall não atendidas pelo proprietário do veículo. A novidade tinha sido introduzida no Código de Trânsito Brasileiro pela Lei 14.071, de 2020, mas não impunha um limite temporal para as campanhas passadas. Caberá ao Contran regulamentar a inserção dos dados das campanhas antes dessa data. Se o consumidor não atender ao recall para a correção do problema, o veículo não poderá ser licenciado.  Remoção do veículo  Outro ponto tratado pela MP é a remoção de veículos com irregularidades. O texto insere no CTB uma exceção para permitir que o condutor parado pela fiscalização siga viagem

ANTT abre Tomada de Subsídios para revisão ordinária da Agenda Regulatória 2021-2022

Sociedade pode participar até 6/10 A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu, nesta quarta-feira (22/9), a Tomada de Subsídios nº 5/2021, com o objetivo de obter contribuições e informações para a Revisão Ordinária da Agenda Regulatória da ANTT para o biênio 2021/2022. A participação de todos é fundamental para construção coletiva dos temas prioritários para atuação da Agência. O período para envio das contribuições vai até as 18 horas (horário de Brasília) do dia 6 de outubro de 2021, por meio do Sistema ParticipANTT. Informações e esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo e-mail ts005_2021@antt.gov.br. Para entender mais sobre o procedimento de tomada de subsídios, assista a este vídeo. Para saber como enviar sua contribuição, acesse o tutorial do Sistema ParticipANTT. O que é Agenda Regulatória – A Agenda Regulatória da ANTT é um instrumento de gestão estratégica e regulatória, com vigência de dois anos, que indica as matérias de cunho regulatório que serão estudadas e que possivelmente resultarão em regulamentação ou revisão de regulamentação existente.  A AR/ANTT é bienal, organizada em cinco Eixos Temáticos que contemplam os principais projetos de cunho regulatório que a Agência considera como prioritários para esse período. São os seguintes: Eixo 1: Temas Gerais; Eixo 2: Exploração da Infraestrutura Rodoviária; Eixo 3: Transporte Rodoviário de Passageiros;  Eixo 4: Transporte Ferroviário de Cargas e Passageiros; Eixo 5: Transporte Rodoviário e Multimodal. Por ser um instrumento de planejamento da atividade regulatória, a Agenda Regulatória deve refletir as constantes mudanças de cenário, por meio da possibilidade de ser alterada durante sua vigência, de dois anos. Sendo assim, faz-se necessária a realização de revisão ordinária, prevista nos termos do Manual de Procedimentos da Agenda Regulatória da ANTT, aprovado pela Deliberação nº 735, de 09 de julho de 2021 no final do primeiro ano do biênio. Neste momento, serão revisados os projetos do portfólio, relativos a lacunas regulatórias ou problemas percebidos em regulação existente. Dessa forma, o processo inicia-se com a utilização dos seguintes instrumentos de Processo de Participação e Controle Social (PPCS): Tomada de Subsídios (TS) e Consulta Interna (CI), voltada ao público externo e interno, para colher informações e contribuições para Revisão Ordinária da Agenda Regulatória da 2021-2022, composta atualmente por 29 projetos regulatórios, e com quatro propostas de novos projetos. Para saber tudo sobre a Agenda Regulatória, clique aqui. Fonte: ANTT

Especialista estima redução de 53% das emissões de carbono até 2050

Seminário foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional Com algumas medidas já consensuais no meio científico, é possível reduzir, até 2050, mais da metade das emissões de carbono no Brasil. A estimativa é do presidente do Instituto Brasileiro de Transporte Sustentável, Márcio de Almeida D’Agosto, que citou como “chave para a redução das emissões” um pacote de medidas de mitigação que incluem a qualificação do transporte público. Integrante do Programa de Engenharia de Transporte da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele avalia que esse tipo de transporte deve ser repensado para a adoção de “ônibus confortáveis, integrados, com dimensões adequadas e ar-condicionado”. Além disso, ele aponta a eletrificação desse modal como “atividade chave para se atingir o objetivo de emissões zero”. D’Agosto lembra que os ônibus representam apenas 0,6% da frota circulante do modo rodoviário, porém são responsáveis por 50% da atividade de passageiros e 11% da demanda de energia. Já os caminhões utilizados no transporte urbano de carga representam 1,3% da frota circulante e são responsáveis por cerca de 10% da atividade de carga e da demanda de energia. O especialista inclui, entre as medidas de mitigação que favorecem a redução das emissões de carbono na atmosfera, o aumento do uso de biocombustíveis; a expansão de ferrovias para transporte de cargas, nas proporções já projetadas; e a eletrificação e otimização, também, da logística, bem como dos veículos leves. “Como resultado para isso, vimos que seria possível chegar, em 2050, reduzindo em 53% as emissões, e abatendo [da atmosfera] 268 megatoneladas de gás carbônico”, complementa o especialista, que participou do seminário Mobilidade Baixo Carbono, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Cada megatonelada (Mt) corresponde a um milhão de toneladas. Segundo D’Angelo, já em 2030 seria possível reduzir em um terço a quantidade de carbono emitida por atividade de transporte de cargas e de passageiros. Durante o evento, foi lançado o caderno Transição para uma Mobilidade Zero Emissões, publicação que, segundo a diretora do Departamento de Planejamento Integrado e Ações Estratégicas do MDR, Sandra Maria Santos Holanda, reúne estudos e informações voltados a cidadãos e comunidades que fazem uso do transporte. Fonte: Agência Brasil

Duplicação da BR-386 entre Marques de Souza e Lajeado será finalizada no primeiro semestre de 2023

Total do trecho a ser trabalhado entre os dois municípios compreende 20,3 quilômetros Dividida em cinco lotes, a duplicação da BR-386 entre Lajeado e Carazinho, que envolverá 165,9 quilômetros e será concluída até 2030, já teve as obras no primeiro trecho a ser feito iniciadas: entre Marques de Souza e Lajeado. O coordenador de engenharia da CCR ViaSul, Fábio Hirsch, adianta que os 20,3 quilômetros desse segmento deverão ser finalizados até o primeiro semestre de 2023. Posteriormente, em ordem cronológica, serão desenvolvidos os segmentos de Fontoura Xavier até Soledade (25,6 km), de Soledade até Tio Hugo (30,5 km), de Marques de Souza até Fontoura Xavier (54,9 km), e, por fim, de Tio Hugo até Carazinho (34,6 km). A iniciativa é uma contrapartida da CCR ViaSul, que detém a concessão de 473,4 quilômetros distribuídos por quatro rodovias no Rio Grande do Sul (BRs 386, 448, 290 e 101). Apenas na duplicação entre Marques de Souza e Lajeado a companhia investirá aproximadamente R$ 300 milhões. Hirsch informa que ainda não se tem um número definitivo quanto ao montante total para concluir os 165,9 quilômetros até Carazinho. O coordenador de engenharia da CCR ViaSul explica que a complexidade da etapa inicial faz com que o aporte necessário seja elevado. “Esse primeiro trecho tem uma grande quantidade de obras de arte, como pontes. Em 20 quilômetros temos seis pontes novas a serem feitas e mais seis que serão alargadas”, frisa Hirsch. Na área de Lajeado, também serão implantados mais quadro viadutos. Somam-se a essas ações as detonações de rochas com explosivos que totalizarão cerca de 200 mil metros cúbicos de material rochoso a serem removidos. Conforme o integrante da CCR ViaSul, até dezembro a estimativa é de que sejam feitas, em média, três detonações por semana. Hirsch salienta ainda que atualmente as obras de duplicação estão gerando em torno de 400 empregos diretos e mais cerca de 200 indiretos. Essa movimentação de pessoas também fortalece a economia da região. O prefeito de Marques de Souza, Fábio Mertz, confirma que o empreendimento já reflete no aquecimento no setor imobiliário do município. Ele acrescenta que muitos dos funcionários do Grupo Eurovias, que está prestando serviço para a CCR ViaSul, acabam aproveitando o comércio, propiciando renda para a população local. Os trabalhos de duplicação da estrada desenvolvidos dentro da área do município também geram ISS para a cidade. Outra vantagem apontada é a perspectiva de que a melhoria da rodovia facilite a atração de empresas e indústrias. “A gente vê uma grande expansão do município daqui para frente”, projeta o prefeito. O dirigente ressalta que a duplicação significará mais segurança e rapidez para os motoristas que trafegam na região e acrescenta que a via é uma das principais rotas para o deslocamento de grãos do Rio Grande do Sul. Por sua vez, o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, concorda que a iniciativa ampliará a segurança no trânsito da estrada, que terá acessos e retornos mais adequados. Ele cita ainda a possibilidade da diminuição de custos para quem traz produtos para o Vale do Taquari vindo do Norte do Estado ou para quem escoa produtos da região, em razão da redução da manutenção de veículos e tráfego mais regular. “E amplia o potencial de atratividade de investimentos para as áreas junto à BR, que serão de interesse ainda maior para investidores que desejem aproveitar o movimento que uma rodovia duplicada atrai para uma cidade”, comenta Caumo. Fonte: JC – Foto: CCR VIASUL/divulgação/JC

Entidade do transporte de cargas do Centro-Oeste se preocupa com adição do biodiesel ao diesel

Falta de testes gera incertezas quanto aos possíveis impactos nos motores dos automóveis Desde o mês passado, o diesel rodoviário (termo designado ao combustívelutilizado pelos veículos utilitários ônibus e caminhões) passou a ter,obrigatoriamente, o teor de adição de biodiesel elevado. Agora são 2% a mais do que o antigo valor da mistura, contabilizando, 12% (B12). Conforme previsto pela Lei nº 13.263/2016, a mistura entre o combustível fóssil e o renovável deve chegar,até 2023 a 15% (B15), feito que preocupa montadoras e entidades de transporte de todo o País. Após a autorização fornecida ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), foi realizado um manifesto que reuniu assinaturas de cerca de 200 nomes do setor, como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a NTC&Logística, a Fenabrave, a Fecombustíveis e a Anfavea. O documento coloca-se contra o B12, alegando a falta de testes e de averiguações e que tal mistura poderia danificar os automóveis. Segundo o presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas (FENATAC), Paulo Afonso Lustosa, os caminhões produzidos hoje no Brasil não foram feitos para receber tal mistura e que a danificação dos motores é, sim, um problema real e preocupante. “Mesmo que as montadoras modificassem ou adaptassem os motores de seus caminhões para que esse combustível não se tornasse um problema, temos de pensar nos milhares de caminhões que neste momento estão rodando por nossas rodovias”, afirma Paulo. Dentre os problemas causados pela alta taxa de adição de biodiesel em seuequivalente fóssil, o congelamento do produto, a formação de borras nos motores, paradas repentinas dos caminhões e o entupimento dos filtros são os que mais se destacam, salientando a necessidade do setor de fazer os devidos ensaios. De acordo com Lustosa, “é preciso mais estudos, é preciso reavaliar esse aumento do teor e, sobretudo, ouvir quem sofre na pele, ou melhor, no motor, as consequências perigosas do uso dessa mistura”. Ainda conforme mencionado pelo presidente, a FENATAC tem trabalhado em conjunto com as demais entidades que compõem a federação, respaldando os representantes transportadores pertencentes a ela para que a pauta referente ao B12 seja levada às autoridades competentes.Apesar das ponderações, Paulo comenta não ser contra o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), programa lançado no final do ano de 2004 com o objetivo de introduzir o combustível renovável na matriz energética do País. “É preciso que nossa frota esteja preparada para receber um combustível com um percentual tão alto de biodiesel”, afirma.Consoante a isso, segundo dados expostos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), cerca de 3,35 milhões de metros cúbicos de biodiesel foram fabricados pelas usinas do País no primeiro semestre de 2021. Segundo projeções feitas pela Associação Brasileira das Indústrias de ÓleosVegetais (Abiove), o Brasil encerrou 2020 com 6,4 bilhões de litros de biodiesel produzidos, a terceira posição no ranking de maiores produtores do óleo vegetal do ano. De acordo com a Anfavea, a estimativa é que cerca de 90% dos veículos pesados serão a diesel. O combustível verde, entretanto, é capaz de reduzir em até 80% a emissão de gases que são responsáveis pelo efeito estufa quando comparado ao diesel convencional. A mistura dos combustíveis, contudo, corre risco. Um estudo emitido pela CNT alega que a redução de metade da mistura de biodiesel ao óleo de origem fóssil comercializado no País causaria impacto imediato nos valores finais do diesel. Isso acontece porque a adição do óleo renovável contribui de forma significativa para o valor final cobrado pelo combustível. Isso afeta de forma direta o setor do transporte rodoviário de cargas e propicia um aumento no combustível encontrado nas bombas dos postos. Além disso, por consequência, eleva os preços do frete de cargas, que, no último mês de agosto, registrou um déficit de 18,7% em todo o Brasil. Fonte: Grupo Mostra de Ideias / Rodrigo Bernardino

Confira a programação do Congresso NTC 2021 – décimo quarto encontro nacional da Comjovem

Nos seus 14 anos de existência, o Encontro Nacional da COMJOVEM vem contribuindo com o desenvolvimento profissional dos empresários do transporte rodoviário de cargas. Com o avanço do setor no Sul do país e no estado de Santa Catarina (SC), o evento organizado pela NTC&Logística em parceria com a COMJOVEM retornará ao local da sua primeira edição, no Costão do Santinho, para apresentar e debater temas que contribuam para o desenvolvimento do TRC na região e em todo o País. A ocasião marca o retorno das atividades presenciais, que permaneciam no formato digital desde o início da pandemia da covid-19. Com data para os dias 4 a 7 de novembro deste ano, o Congresso NTC 2021 – Encontro Nacional é uma das formas que os membros da COMJOVEM têm para confraternizar e criar novos contatos, além de se atualizarem sobre os temas mais comentados pelo setor no ano. Confira a programação preliminar do evento 1º DIA (QUINTA – 4 NOVEMBRO) 14h – Check-in 18h – Solenidade de Abertura 20h – Coquetel no espaço de exposições 21h – Jantar 2º DIA (SEXTA – 5 NOVEMBRO) 09h00 – Palestra com Sidney Magal (Muito Mais Que Um Amante Latino) 10h00 – Bate Papo com Guilherme Theo, diretor da ANTT 11h00 – Coffee break no espaço de exposição 11h30 – Reunião Mulheres do TRC 12h30 – Almoço no restaurante do hotel 14h30 – Gincana COMJOVEM (Possível de Patrocínio) 18h00 – Festa Sunset Mercedes-Benz 3º DIA (SÁBADO – 6 NOVEMBRO) 09h00 – Palestra com David Cesar 10h00 – Coffee break no espaço de exposição 10h30 – Shark Tank COMJOVEM 12h00 – Almoço no restaurante do hotel 14h00 – Atividade externa 16h00 – Futebol COMJOVEM 20h00 – Evento de encerramento 4º DIA (DOMINGO – 7 NOVEMBRO) 12h – Check-out As inscrições já estão disponíveis clicando aqui O Congresso NTC 2021 – XIV Encontro Nacional da COMJOVEM é uma realização da NTC&Logística e COMJOVEM. Conta como entidade anfitriã, a FETRANCESC, e núcleos anfitriões de Chapecó, Joinville, Sul de Santa Catarina e Videira. Recebe o apoio institucional da CNT, SEST SENAT, ITL e FuMTran, e conta com o patrocínio da Iveco, Mercedes-Benz e TGID. Fonte: NTC&Logística

Argentina comunica flexibilizações nas medidas sanitárias

O governo argentino comunicou hoje, uma série de flexibilizações nas medidas sanitárias em relação à Covid-19. As disposições foram comunicadas em uma coletiva de imprensa pela Ministra da Saúde, Carla Vizzotti, juntamente com o Chefe da Casa Civil, Juan Manzur. Entre as medidas estão a não obrigatoriedade do uso de máscara ao ar livre e a autorização de entrada de estrangeiros no país. Segundo a Ministra, as flexibilizações das medidas sanitárias têm como base a melhoria da situação epidemiológica na Argentina. A abertura das fronteiras acontecerá de forma gradual:• 1º de outubro: autorizada a entrada de estrangeiros de países limítrofes com cota definida pela capacidade de cada jurisdição.• Entre 1º de outubro e 1º de novembro, haverá um aumento da cota de entrada em todos os pontos de fronteira, aeroportos e portos marítimos.• 1º de novembro: será autorizada a entrada de todos os estrangeiros. Para ingressar no país será solicitado:• Calendário de vacinação completo, com data da última aplicação de pelo menos 14 dias antes da chegada ao país.• Teste PCR negativo nas 72 horas anteriores ao ingresso, ou antígeno no ponto de entrada (a ser definido pela autoridade sanitária).• Teste PCR do 5º ao 7º dia de chegada (definido pela autoridade sanitária). Da mesma forma, o governo alertou que aquelas pessoas que não apresentarem esquema vacinal completo, inclusive menores de idade, deverão realizar quarentena, teste de antígeno no ingresso e teste de PCR no 7º dia. Ainda, foi informado que quando o país atingir 50% da população totalmente vacinada, o teste de antígeno não será mais exigido para ingresso (exceto para aqueles não vacinados), assim como o PCR no dia 5-7 e poderá ser suspensa a cota. Confira as demais medidas flexibilizadas pelo governo argentino:• Não será mais obrigatório o uso de máscaras faciais ao ar livre, tanto em circulação individual quanto coletiva, desde que não haja multidão de pessoas. O uso da máscara continua sendo obrigatório em locais fechados (sala de aula, cinema, teatro, ambientes de trabalho, transporte público, shows e eventos de massa) e ao ar livre quando há aglomeração de pessoas.• Reuniões sociais sem limites de pessoas com o cumprimento de medidas de prevenção: máscara, distanciamento social e ventilação.• Atividades econômicas, industriais, comerciais, de serviços, religiosas, culturais, esportivas, recreativas e sociais poderão ser realizadas com 100% de capacidade em locais fechados, mantendo as medidas preventivas (máscaras, distanciamento social e ventilação).• Autorização de discotecas com lotação de 50%, com esquema de vacinação completo (14 dias antes do evento).• Salões de festas, bailes ou atividades similares: habilitado para pessoas que comprovarem esquema vacinal completo (14 dias antes do evento) ou dose mais teste diagnóstico negativo (PCR ou Antígeno) nas 48 horas anteriores ao evento. Protocolo especial para festas de 15 ou menores de 17 anos durante a vacinação de adolescentes.• Eventos massivos de mais de mil (1000) pessoas: A partir de 1º de outubro, será habilitada a capacidade de 50% e o protocolo específico em relação aos requisitos será discutido diretamente com a organização. Ainda não há informações específicas sobre o transporte rodoviário internacional de cargas, pois, até o momento, não houve publicação de uma nova normativa. Desta forma, assim que o documento for divulgado, e em caso de alteração nas medidas atuais, ou que afetem diretamente o TRIC, será feita a devida comunicação. Fonte: La Nación

Sistema CNT convida para o webinar “Boas Práticas de LGPD no Transporte”

Evento marca o lançamento de guia com referências de práticas em proteção de dados voltadas para o setor O Sistema CNT promove, em 30 de setembro, a partir das 14h30, um webinar para marcar o lançamento da publicação “Guia de Boas Práticas de Proteção de Dados no Setor de Transporte”. Trata-se de um volume concebido para auxiliar os transportadores no processo de adequação à Lei n º 13.709/2018. O seminário contará com a presença de autoridades, representantes do setor, especialistas em proteção de dados pessoais e do presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa. Ao final da jornada, os inscritos receberão um certificado de participação. O encontro virtual será gratuito e transmitido ao vivo pelo canal da CNT no YouTube.  Para receber o link, clique aqui e faça sua inscrição. Os inscritos também receberão o guia em primeira mão.  Fonte: Agência CNT Transporte Atual

NTC&Logística completa 58 anos

Nos seus mais de cinquenta anos de história, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) participou das principais mudanças na economia brasileira durante o século XIX. Fundada em 17 de setembro de 1963 por Orlando Monteiro, destinada a representar a categoria das empresas transportadoras de carga e de logística. A Associação atua, desde então, em parceria com o Governo Federal, para aprovar as melhores condições de trabalho para o setor. Com a sua sede localizada em Brasília, e a subsede em São Paulo, a organização, que inicialmente cuidava apenas do modal rodoviário, absorveu, a partir da década de noventa, outros meios de transporte. Hoje, ela considera a intermodalidade como um dos seus principais objetivos e metas a serem alcançadas. A instituição dispõe de um corpo técnico e de gestão responsável por serviços na área do Direito, da Comunicação, de Tecnologia da Informação (TI), de Marketing, de Engenharia, entre outros. Por meio dessas segmentações, a NTC&Logística realiza diversos eventos pelas regiões do país, como a Conferência Nacional dos Estudos em Transporte, Tarifas e Mercado (CONET&Intersindical), que fornece anualmente o Índice Nacional dos Custos do Transporte (INCT) e discute os rumos do setor. Uma das atribuições da NTC&Logística é a participação política nas assembleias e nas comissões para a aprovação ou a deliberação a respeito de temas importantes ao transporte de cargas. Neste ano, ela vem representando o setor em pautas como a aprovação do Documento Eletrônico do Transporte (DT-e), a manutenção da desoneração da folha de pagamentos, a diminuição no preço dos combustíveis, a redução do percentual de biodiesel no óleo diesel, a atualização do regimento de multas aplicadas pela Agência Nacional do Transporte Terrestre (ANTT), medidas para o desenvolvimento do transporte internacional de cargas, entre outros assuntos de grande impacto no segmento. Da mesma forma, a Associação também conta com grupos internos que representam e expandem a atuação da instituição pelo restante do Brasil. Entre essas equipes, destaca-se a Comissão de Jovens Empresários e Executivos (COMJOVEM), que organiza e movimenta o setor por meio de ações diversas com núcleos espalhados em diferentes estados. Segundo o presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio, “é sempre emocionante comemorar mais um aniversário da NTC. Sabemos o quanto chegar até aqui, com uma entidade forte e a frente do seu tempo, teve a participação de muitas pessoas, e principalmente o trabalho dos ex-presidentes que me antecederam. Agradecemos o trabalho incansável de todos, para fortalecer ainda mais o setor”. As metas da entidade para os próximos anos são de se aproximar ainda mais com as suas entidades de classe, de realizar mais encontros com o Governo Federal e de ser presença ainda mais frequente nos debates que impactam direta ou indiretamente o transporte de cargas, a fim de promover ainda mais o segmento, contribuindo para o desenvolvimento e a evolução. O maior objetivo da NTC&Logística ao longo dos anos, é se manter firme em seus propósitos, bandeiras e principalmente continuar preparada para os desafios futuros. Pelucio finaliza dizendo que, “conseguimos muitas coisas nestes 58 anos e com certeza faremos ainda mais nos próximos. Agradecemos a todos aqueles que contribuem para que tenhamos bons resultados em nossas ações”. Fonte: NTC&Logística

Para empresas familiares, a sucessão é uma arte

O SEST SENAT realiza workshop com o consultor John Davis, pioneiro na abordagem de Family Business. Evento é gratuito e oferecido com exclusividade a empresários do transporte Entre os dias 14 e 15 de outubro, os empresários do setor transportador têm um encontro marcado com um dos maiores especialistas em Family Business da atualidade: John A. Davis. Fundador e presidente do Cambridge Family Enterprise Group, Davis é um dos palestrantes do Workshop Family Business, que ocorrerá na sede do Sistema CNT, em Brasília. O evento é gratuito e oferecido com exclusividade a empresários do transporte contribuintes do SEST SENAT. John Davis é responsável pelos programas de Empresas Familiares no MIT Sloan School of Management e um dos autores do Modelo dos Três Círculos, desenvolvido com o professor Renato Tagiuri na Havard Business of School. Baseado nas interações entre os domínios da Família, do Negócio e da Propriedade, esse modelo vem ajudando as famílias empresárias a administrar conflitos há mais de quatro décadas. No Workshop Family Business, Davis apresentará esses e outros conceitos, com ênfase nos desafios envolvidos na sucessão do negócio, com a saída de cena de um líder bem-sucedido e carismático. Em algum momento, o patriarca ou a matriarca precisará “passar o bastão” para os mais jovens. “Essa é uma ótima metáfora para a sucessão familiar”, enfatiza o pesquisador. “A passagem de uma mão à outra precisa ser firme. Lembrem-se: é uma passagem de propriedade e de responsabilidade. Para dar certo, ambas as gerações precisam estar no mesmo passo. Os novos não podem esperar os antigos ficarem cansados. Existe um momento certo. É uma arte”, continua o consultor. Mas como saber qual é esse momento? A resposta não é simples, reconhece Davis. O ideal é que o líder esteja no auge, ao passo que o sucessor esteja em ascensão. Como essa avaliação envolve fatores subjetivos, o especialista sugere uma saída acordada, que é a elaboração de um detalhado Plano de Sucessão. Se bem estruturado, esse plano revela oportunidades de crescimento e premia os envolvidos, colocando em primeiro lugar o legado da família. Davis afirma que as transições mais bem-sucedidas costumam ser aquelas guiadas pelo dono do negócio. O especialista considera ainda que a longevidade do negócio depende da disposição em aproveitar os talentos da família e driblar os fatores de estresse. O sucessor precisa ser identificado o quanto antes para que possa ser treinado. Afinal, ele personificará a cultura da empresa. Nem sempre esse nome surgirá do “núcleo duro” do clã, mas da “família ampliada”. Será um genro, um cunhado ou um parente distante. Na ausência dessa figura, deve-se pensar seriamente em buscar, no mercado, um gestor profissional. Ficou curioso para aprender mais sobre sucessão familiar?  Inscreva-se no Workshop Family Business. Fonte: CNT / Por Gustavo T. Falleiros