Pesquisa inédita da CNT retrata o transporte rodoviário de cargas no Brasil
A pesquisa traz informações sobre a realidade dos empresários e os desafios do segmento O Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) é um segmento dinâmico e de elevada capilaridade que tem sobrevivido, bravamente, às intempéries das atuais crises econômica e sanitária e contribuído para o desenvolvimento do país. O panorama está apresentado na primeira Pesquisa CNT Perfil Empresarial, lançada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) nesta quinta-feria, 07. O levantamento retrata as características da gestão, na qual a tradição e a experiência no negócio são dois dos principais destaques. Um trabalho que só foi possível devido à dedicação dos empresários para responder à Confederação. “O protagonismo desta Pesquisa é dos empresários do transporte participantes do nosso levantamento. Eles têm papel fundamental na visibilidade do setor. Com os resultados, podemos mostrar a contribuição do transporte rodoviário de cargas para o crescimento pleno e sustentável do Brasil. É nosso dever, como representantes, identificar os entraves enfrentados pelos transportadores e por seus negócios e construir soluções”, afirma o presidente da CNT, Vander Costa. Dentre as empresas que responderam à Pesquisa, predominam as com larga experiência no setor (59,3% têm mais de 20 anos) e sob gestão familiar (79,3% delas). Já o preço do diesel foi apontado por 82,3% dos entrevistados como o item de maior dificuldade para quem opera no TRC. Outros aspectos indicados como impactantes para o segmento são a elevada carga tributária – mencionada por 56,5% –, seguida da dificuldade que 40,1% dos entrevistados disseram ter para reajustar o valor do frete. Um dos destaques das empresas que responderam à Pesquisa é a atenção dedicada pelo transportador rodoviário às questões ambientais. Em seu conjunto, 59,6% dos entrevistados implementam algum tipo de ação ambiental em suas operações. Dentre as medidas de sustentabilidade adotadas destacam-se o monitoramento de uso de combustível (39,0%); de emissões de gases na atmosfera (30,6%); de geração de resíduos (30,2%); e de uso de energia elétrica (26,5%). Fazem parte das informações da Pesquisa CNT Perfil Empresarial colhidas pela CNT as características das empresas, perfil de mão de obra e quantidade e tipo de frota. Foram apurados junto aos transportadores, ainda, os aspectos de custos operacionais e de gestão empresarial, além de fatores como registro de sinistros e situação financeira. Um material inédito que faz parte de uma série que a Confederação está desenvolvendo para ouvir os transportadores dos diferentes modais e identificar o perfil das empresas do setor. Os resultados da Pesquisa CNT Perfil Empresarial apresentam à sociedade a caracterização das empresas, um panorama da situação enfrentada pelo transportador e os desafios do setor. A partir da base de dados, a Confederação pode trabalhar em indicadores para monitorar o desempenho do segmento, além de aprimorar a reivindicação do setor por infraestrutura de qualidade e na formulação de políticas governamentais mais adequadas. A amostra contou com 464 entrevistas validadas, dentre as empresas que responderam o levantamento da Confederação. Exclusivamente para os empresários que responderam à Pesquisa, a Confederação disponibilizará um painel personalizado. Na prática, cada empresa participante terá acesso aos seus próprios dados e poderá compará-los aos resultados consolidados e anonimizados no levantamento, o que permite verificar a sua posição em relação às características identificadas. As informações restritas permitirão a identificação de melhorias nas ações das empresas e a definição de estratégias para o seu negócio. Acesse aqui o Painel CNT do Perfil das Empresas do TRC Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Futuro da unidade da ANTT no RS é pauta de reunião em Brasília
Ontem, 07 de abril, Gilberto Rodrigues, diretor executivo do Sistema FETRANSUL, representando o Presidente Afrânio Kieling, participou de reunião na sede da ANTT em Brasília, com o diretor da Agência Nacional de Transporte Terrestre-ANTT, Guilherme Theo Sampaio. O motivo da reunião foi esclarecer sobre notícias divulgadas em Porto Alegre, referente a uma possível extinção da unidade da Agência no RS, fato que se confirmado traria grandes prejuízos ao setor de transporte de cargas e passageiros, que deixariam de contar com a proximidade e agilidade nas soluções de problemas do setor. Sampaio afirmou que houve distorção nas notícias divulgadas, uma vez que não existe a intenção de extinguir a unidade no RS e que pelo contrário haverá ampliação dos serviços da ANTT, com a criação de novos escritórios nas cidades de Uruguaiana, Pelotas e provavelmente em São Borja. O Diretor da ANTT, afirmou que haverá outras mudanças, sendo que a principal se refere a atuação da Agência em todos os Estados, alterando o status atual em que está presente em penas dez Unidades da Federação. Nesta reunião, houve a entrega de documentos assinados pelo Sistema FETRANSUL, FETERGS, SETCERGS e ANTTUR com os posicionamentos contrários à extinção da Unidade da Agência no Estado. Sampaio afirmou que responderá a todas as entidades e aceitou o convite para estar em Porto Alegre no próximo mês, para se reunir com lideranças do setor e apresentar o planos da Agência para este ano, que incluem além da expansão, a implantação de balanças eletrônicas de última geração que realizarão a pesagem com o veículo em movimento e sem a participação de operador, além de modernizar o formato de comunicação e aplicação de autuações que hoje devido a imprecisão e lentidão das notificações, causam transtornos e prejuízos às empresas. Afrânio Kieling, agradece o apoio e engajamento do SETCERGS, ABTI, FETERGS, ANTTUR e do Deputado Jerônimo Goergen no trato deste tema.
Emplacamentos de caminhões e ônibus avançam 3,56% no trimestre
O resultado foi impulsionado pelo segmento de duas rodas e pesados Os emplacamentos de caminhões e ônibus acusaram uma variação positiva de 3,56%, no comparativo do primeiro trimestre de 2022 com igual período do ano passado, segundo a Fenabrave, que reúne os distribuidores de veículos. Os licenciamentos no ano em curso somaram 31.083 unidades, sendo 26.760 caminhões e 4.323 chassis de ônibus. Apesar do resultado positivo, a entidade decidiu manter as projeções para o ano, que estimam um total de 136 mil caminhões licenciados (7,3% a mais do que em 2021) e 19 mil ônibus (+8,0%, totalizando 155 mil unidades. “A indústria automotiva voltada para a produção comerciais continua sofrendo muito com a falta de componentes como semicondutores, o que tem levado à paralisação de fábricas, além de outras contratempos como o aumento de preços de insumos como o aço, que podem impactar nos custos finais do produto e na redução das encomendas. Diante desse quadro, optamos pela prudência e mantivemos as mesmas projeções de janeiro”, explica José Maurício Andreta Jr, presidente da Fenabrave. Durante a coletiva de Imprensa, realizada hoje (5) na sede da entidade, Andreta Jr comentou a criação do Renovar, Programa de Aumento da Produtividade da Frota Rodoviária no País, estabelecido pela Medida Provisória 1.112, de 31 de março de 2022. Na visão do dirigente, se passar pelo regime de testes, a iniciativa poderá tirar até 30% de caminhões em circulação no país com idade superior a 30 anos, em troca da substítuição por veículos menos poluentes que atendem à norma Euro V. A alta dos combustíveis também foi alvo de comentário pelo presidente da entidade. Segundo estudo realizado pela assessoria econômica da Fenabrave, o preço do petróleo subiu 34,8% no mercado internacional, enquanto o Real valorizou 16%. Isso implica em um aumento de 13% no valor repassado às distribuidoras. Somente a gasolina sofreu uma variação percentual no ano da ordem de 24,7%, relativo ao preço da Petrobras para as distribuidoras. “Esta elevação impacta na decisão de compra dos consumidores de veículos e reflete no desempenho do nosso Setor”, esclarece Andreta Jr. Fonte: FROTA&CIA
SEST SENAT realiza primeira mobilização nacional de 2022 voltada aos cuidados da saúde da família
A ação será realizada em mais de 300 pontos de todo o país, de 2 a 10 de abril Em celebração ao Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, o SEST SENAT realiza a sua primeira mobilização nacional entre os dias 2 e 10 de abril. O objetivo é chamar a atenção quanto à importância dos cuidados que devemos ter com a saúde, em especial, com a saúde da família, tema central da ação. As unidades operacionais do SEST SENAT de todo o país irão desenvolver diversas atividades como blitze educativas, palestras de conscientização e atendimentos gratuitos de saúde. Na mobilização, os profissionais do SEST SENAT irão ao encontro dos trabalhadores do transporte em empresas, terminais, pontos de parada e postos de combustíveis. A ação ocorrerá em mais de 300 pontos por todo o Brasil e tem como objetivo levar uma programação especial sobre a importância dos cuidados preventivos para a garantia de uma vida mais saudável, além de apresentar os serviços do SEST SENAT aos trabalhadores do transporte, aos seus familiares e à população em geral. O tema da mobilização deste ano é “Saúde em Família”, porque o SEST SENAT oferece atendimentos de saúde para todos. Nas 159 unidades operacionais e também nos atendimentos online, toda família é atendida com o cuidado e a atenção que merece. Sempre atento à qualidade de vida e ao bem-estar do trabalhador do transporte e da comunidade em geral, o SEST SENAT oferece serviços essenciais para a saúde com os atendimentos de odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia; e ainda os serviços de esporte e lazer com aulas de ginástica, treinamento funcional, escolinha de futebol, entre outras modalidades. Além disso, o cuidado com a saúde também está atrelado ao conhecimento. Durante a ação, o SEST SENAT também apresenta os cursos gratuitos que têm relação com o tema, como, por exemplo, Planejamento Familiar, Saúde do Homem, Saúde Gestacional e Higiene e Segurança Alimentar. Saiba mais sobre os cursos aqui. Veja mais sobre a campanha e os locais de ação na página especial da mobilização da Semana Mundial da Saúde. PFonte: Agência CNT Transporte Atual
Empresas podem dispensar o uso de máscaras!

Na última sexta-feira, dia 01 de abril de 2022, foi publicada a Portaria Interministerial MTP/MS Nº 17, de 22 de março de 2022, editada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, a qual alterou o Anexo I da Portaria Conjunta nº 20/2020, que estabelece as medidas de prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão do Covid-19 no ambiente de trabalho, assim como, revogou a Portaria Interministerial nº 14/2022. Recentemente, a manutenção da obrigatoriedade do uso de máscaras no ambiente de trabalho tem sido um assunto amplamente discutido, em virtude de Decretos Estaduais e Municipais que vêm flexibilizando o uso do item de segurança em ambientes abertos e/ou fechados em diversos estados e municípios do país, no entanto, no que concerne aos estabelecimentos laborais, a orientação era que se mantivesse o uso, até que sobreviessem alterações no âmbito do Governo Federal. E a Portaria nº 17/2022 foi editada para regulamentar essa situação, formalizando a dispensa do uso e fornecimento de máscaras nas unidades laborativas, desde que, no ente federativo em que estiverem situadas já tenha determinação de não obrigatoriedade do uso das mesmas em ambientes fechados. Acaso o nível de alerta de saúde na unidade da federação esteja entre 3 ou 4 na semana epidemiológica antecedente, a utilização do item de segurança será obrigatória nos ambientes de trabalho. Como exceção, para os trabalhadores com 60 (sessenta) anos ou mais, que apresentem condições clínicas de risco e que desenvolvam trabalho presencial, os itens de segurança devem continuar sendo fornecidos. Além da flexibilização do uso de máscaras nos estabelecimentos laborais, a Portaria excluiu a obrigatoriedade de afastamento ao trabalho presencial dos empregados considerados contatantes próximos de casos confirmados de Covid-19 que estejam com o quadro vacinal completo. Importante ressaltar que as novas determinações não eximem as empresas da responsabilidade pelas ocorrências anteriores à publicação desta Portaria, considerando que deveriam ter sido observadas as determinações vigentes. Por Fernanda Subtil Lucietto Caleffi e Vanin Adv. Assoc. S/S
CNT e Fórum Internacional de Transporte debatem o transporte brasileiro
Entidade intergovernamental presente em 60 países promove interseção entre o setor de transporte e o crescimento econômico Na última terça-feira (29), o presidente da CNT, Vander Costa, participou de um encontro, no Palácio Itamaraty, com o secretário-geral do ITF (Fórum Internacional de Transporte), Young Tae Kim. Na ocasião, foi debatido o papel do transporte no crescimento econômico, na sustentabilidade ambiental e na inclusão social. Após a reunião no Itamaraty, o secretário se encontrou com dirigentes da CNT na sede da entidade. O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, destacou, durante o encontro, as características do transporte brasileiro e a missão da CNT. “A nossa missão é ser referência para as empresas de transporte em todos os seus modais. Mas o transporte nacional enfrenta muitas dificuldades. Como exemplo, podemos citar que apenas 12,4% das estradas são asfaltadas. Para melhorarmos a nossa infraestrutura, precisamos de novas formas de financiamento devido à queda do orçamento. Nosso nível de desenvolvimento acaba ficando muito baixo em termos de infraestrutura.” O diretor ainda destacou a atuação da CNT para garantir sustentabilidade e economia de baixo carbono no transporte. “Queremos aumentar a parte na energia renovável e na economia de baixa carbono. Estamos estabelecendo objetivos para chegarmos a esse ponto. Entre as estratégias, estão iniciativas para mover as cargas para as ferrovias e o setor aquaviário. Mas não temos visto políticas púbicas efetivas, especialmente porque os aportes prometidos não estão sendo cumpridos. Entre as ações para gerar baixo carbono, estão a renovação da frota de caminhões, programas de eficiência energética e de infraestrutura automotiva e a manutenção e o melhoramento das rodovias.” O secretário-geral da ITF, Young Tae Kim, destacou as ações do órgão e a aderência da atuação com a CNT. “A busca pela intermodalidade cria uma grande interseção com a CNT. Produzimos mais de 60 relatórios a respeito do transporte intermodal; e eles estão disponíveis para todos os estados e países-membros. Temos um grande foco na questão ambiental e queremos ter países parceiros como o Brasil.” Tae Kim também destacou que, com as mudanças climáticas, o setor de transporte tem um papel importante nesse processo. “Realizamos reuniões com todos os ministros dos transportes em busca de soluções de baixo carbono. Estamos estabelecendo cerca de 80 medidas que os governos podem adotar para a redução de emissões do transporte”, disse ele. Em 2020, o Brasil se tornou membro observador no ITF (Fórum Internacional de Transporte). O novo status permite um intercâmbio de políticas de transporte e desafios políticos entre os países. O status é concedido por um período renovável de dois anos. O ITF é o único organismo global que abrange todos os modais de transporte e faz parte da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Ele tem como incumbência gerar uma concepção do papel do transporte no crescimento econômico, na sustentabilidade ambiental e na inclusão social, além de aumentar o perfil público da política de transporte. Além disso, o ITF promove a Cúpula Anual do Fórum, maior reunião mundial de ministros do transporte. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
CNT saúda novo ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio
A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) saúda o novo ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho, por sua assunção ao cargo, fruto de sua competência e capacidade técnica, demonstradas nesse último período, enquanto esteve como secretário-executivo do Ministério. Apesar dos históricos problemas de infraestrutura que ainda temos e da crise econômica que vivenciamos em todo o mundo, é preciso reconhecer, por dever de justiça, que o Ministério da Infraestrutura se esforçou nesses últimos anos para apresentar soluções viáveis para esse setor que é vital para o Brasil. Grande parte desse esforço ocorreu graças ao trabalho desenvolvido pelo Ministro Tarcísio Freitas e pelo secretário-executivo Marcelo Sampaio. Ambos sempre se mostraram abertos ao diálogo com o setor de transportes e infraestrutura, representados pela CNT, e foram atores importantes e estratégicos para os avanços que conquistamos em diversos projetos nesse período. A CNT acredita, assim, que o nome do secretário Marcelo Sampaio é adequado e natural para o posto de Ministro, o que, esperamos, garantirá a continuidade das políticas públicas de infraestrutura desenvolvidas pelo Ministério. Seu nome é a garantia de um trabalho competente, probo e eficiente, como o Brasil anseia e necessita. É por isso que a CNT se congratula com o novo ministro, desejando sucesso na sua gestão à frente da Pasta. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Sistema Fetransul e Despoluir estarão presentes com o SEST SENAT na Semana Mundial da Saúde
De 2 a 10 de abril, o SEST SENAT irá promover ações com foco na Semana Mundial da Saúde em todo o país. No Rio Grande do Sul o Sistema Fetransul e o Programa Ambiental do Transporte – Despoluir, participarão juntamente com SEST SENAT nas cidades de Carazinho, Bento Gonçalves e Porto Alegre. Criado como uma iniciativa conjunta da Confederação Nacional do Transporte – CNT, do Serviço Social do Transporte – SEST e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SENAT, o Despoluir se consolida como grande parceiro dos transportadores por meio de diversas ações que promovem o bem-estar, mudam mentalidades e multiplicam conhecimentos. Acesse www.despoluir.org.br e saiba mais
Novas regras da Letpp começam hoje em São Paulo
Hoje (01/04/2022) tem início a obrigatoriedade do Termo de Adesão – Protocolo Brasil-ID e TAG para obtenção da Licença Especial de Transporte de Produtos Perigosos – LETPP, ambos adquiridos exclusivamente por meio de contratação dos serviços da empresa Moovii. A prorrogação anteriormente existente, permitindo que até setembro deste ano as transportadoras pudessem continuar solicitando a renovação ou novas licenças pelas regras anteriores, foi revogada na última quarta-feira (30) com a publicação da Portaria SMT Nº 17. Lei a portaria aqui na íntegra.>>>https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/portaria-secretaria-municipal-de-mobilidade-e-transito-smt-17-de-29-de-marco-de-2022 O SETCESP, juntamente com a FETCESP – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e a ABTLP – Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos, vêm acompanhando o tema desde o início do convênio firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a Moovii, e está analisando como atuar para reverter o aumento dos custos relacionados a tal mudança de procedimentos. Fonte: NTC / Foto: Banco de Imagens/Canva
Entregas mais caras: alta do diesel faz preço do frete subir ao menos 8,75% no país

Com alta do diesel, setor repassa custos que devem ser sentidos na mesa do brasileiro, já que 60% do transporte de mercadorias é feito por rodovias, de acordo com entidade O reajuste de 24,9% no diesel já está sendo incluído no custo dos fretes. A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística) informou que a subida do combustível fez com que as empresas aumentassem, no mínimo, em 8,75% o preço do serviço. Segundo a entidade, esse repasse deveria ser ainda maior, na casa dos 30%, de forma a recompor todas as altas registradas nos últimos meses. Desde o dia 11 de março, o novo reajuste da Petrobras começou a ser aplicado para as distribuidoras. O preço médio do diesel foi de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. De acordo com dados da NTC & Logística, a malha rodoviária é responsável por cerca de 60% do transporte de produtos no Brasil. Por isso, uma alta nos combustíveis tem impacto direto nas mercadorias que chegam à casa dos consumidores. O Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custo, Tarifas e Mercado (Conet) da NTC & Logística, calcula que, antes do reajuste anunciado pela Petrobras, a subida dos insumos já indicava a necessidade de uma alta de 18,58% nas cargas fracionadas (quando um veículo transporta mais de um produto) e 27,65% na carga lotação (carga única que preenche todo o veículo). Com o aumento do diesel, os índices deveriam subir para 28,96% e 38,82%, respectivamente. O vice-presidente da NTC & Logística e presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga-RJ), Eduardo Ferreira Rebuzzi, argumenta que o reajuste nos preços é inevitável. “O repasse do diesel, de 24,9%, que corresponde a 8,75%, 10% dos custos, as empresas estão conseguindo repassar porque foi um aumento muito puxado, muito impactante. Se não repassar, vai parar de trabalhar. O restante, a gente pode ir negociando como já estava negociando, mas esse aumento do diesel tem que ser de uma vez só”, apontou. Rebuzzi destaca que somente o combustível acumulou uma alta de aproximadamente 50% em 2021. Diante disso, as empresas ainda negociavam com os clientes as atualizações do ano passado quando veio o novo reajuste do diesel. “O que muitas empresas estão conseguindo fazer é colocar um gatilho. Toda vez que o percentual chega a 10%, aumenta um pouquinho para não ficar uma coisa muito defasada. E essa alta de preços depende do mercado externo, já que o petróleo é uma commodity. Primeiro, veio a pandemia, agora a guerra”, disse. “A expectativa é que continue variando. Uma coisa que vemos como positivo é reduzir a carga tributária em cima do diesel. Se você pensar que o diesel é o ‘motor’ de tudo, de levar o insumo a uma fábrica até um produto para casa do consumidor, tudo está baseado no diesel.” Para o assessor técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, Lauro Valdivia, o impacto do reajuste é tão significativo que está fazendo com que empreendedores desistam do negócio. Ele afirmou que a margem de lucro tem sido reduzida enquanto os custos sofrem sucessivos aumentos. “Só nas últimas semanas, ouvi dois empresários que iam parar, iam vender os caminhões. Em 30 anos, nunca tinha visto isso. O combustível representa 1/3 do nosso custo, a mão de obra já vai ter reajuste em maio, cerca de 10%”, pontuou Valdivia. “Nossa margem de lucro de 10% a 15%, na realidade, está sendo de 5%. Um caminhão que custava R$ 400 mil está R$ 700 mil. O conjunto todo está caro de se manter.” O relatório logístico de março da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que que as principais rotas do país, usadas para escoamento da produção, registram aumentos de até 66% neste ano. Também alerta que a guerra na Ucrânia trará efeitos para frete marítimo. “Além de provocar aumento no preço dos fertilizantes, esta conjuntura tem provocado incremento nas cotações do frete marítimo, encarecendo ainda mais o produto no mercado nacional. A exemplo: para um nutriente saindo da Europa para o Brasil já houve um aumento de US$ 4,00/tonelada de um frete marítimo, em um mês”, diz o documento. “Países como Egito e Marrocos, que também são exportadores de fertilizantes para o Brasil chegaram a ter uma alta no frete marítimo de US$ 12,00/tonelada.” Representante do setor de transporte marítimo, o diretor executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), Luís Fernando Resano, destacou que o combustível é um dos principais custos do serviço. “Cada empresa repassa no momento que avaliar oportuno dentro dos contratos. Entendemos que o governo deveria ter uma política única de preço de combustíveis para o transporte nacional. Na cabotagem, já pagamos preços internacionais e dolarizados”, explicou o diretor executivo da Abac. Para o economista e analista da corretora Warren, Fred Nobre, o aumento dos combustíveis, especialmente do diesel, produz um impacto de altas em cadeia em vários setores como turismo, indústria e, claro, o frete de produtos. “O combustível não é apenas um item da cesta do IPCA, mas impacta também uma série de outros itens da cesta. No caso do frete, impacta diretamente, ainda mais porque a gente depende muito da malha rodoviária, as ferrovias não são bem desenvolvidas. Esse custo vai chegar em vários bens e serviços, mas principalmente nos alimentos”, ressaltou. Fonte: CNN