FETRANSUL manifesta posicionamento sobre o Projeto Natureza (CMPC)

O Rio Grande do Sul vive um momento decisivo de reconstrução e retomada do crescimento econômico após os severos impactos das enchentes de 2024. Esse processo exige mais do que recuperação — exige confiança, previsibilidade e a capacidade de atrair e reter investimentos estruturantes. Nesse contexto, a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) manifesta sua preocupação com a recomendação de suspensão do processo de licenciamento do Projeto Natureza, da CMPC. Trata-se de um dos maiores investimentos privados em curso no Estado, com potencial relevante de geração de empregos, dinamização das cadeias produtivas e aumento da competitividade logística do Rio Grande do Sul. Para o setor de transporte rodoviário de cargas, projetos dessa magnitude representam: • aumento da movimentação de cargas industriais e florestais; • geração de novas rotas logísticas; • fortalecimento da infraestrutura e da integração com portos e mercados internacionais; • estímulo direto à atividade econômica em diversas regiões do Estado. A FETRANSUL reconhece a importância do rigor técnico e do cumprimento integral da legislação ambiental. O respeito aos marcos legais e às instituições é condição essencial para o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo, é fundamental garantir segurança jurídica e previsibilidade aos investimentos. A postergação ou interrupção de projetos estruturantes gera impactos imediatos na economia, afeta cadeias produtivas e compromete a imagem do Estado perante investidores nacionais e internacionais. O Rio Grande do Sul precisa sinalizar com clareza que é um ambiente confiável para investir, produzir e gerar empregos. A FETRANSUL confia nas instituições e defende que o processo seja conduzido com base técnica, transparência e responsabilidade, assegurando que decisões dessa magnitude considerem não apenas os aspectos ambientais, mas também os impactos econômicos e sociais para o futuro do Estado. Desenvolvimento e sustentabilidade não são opostos — são caminhos que precisam avançar juntos. FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul Sindicatos Filiados SETAL – Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Carga e Logística da Fronteira Oeste do RS SETCERGS – Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul SETCESUL – Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas do Extremo Sul SETNOROESTE – Sindicato das Empresas de Logística e Transporte de Carga Nacional e Internacional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul SETRACAP – Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Planalto SINTRALOG – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Santa Rosa SINDIBENTO – Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Bento Gonçalves e Região SINDICAR – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Carazinho e Região SINDISAMA – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística de Santa Maria SINDITRANSPORTES – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas Nacional e Internacional de Santana do Livramento/RS SINDIVAR – Sindicato das Empresas de Logística e Transporte Rodoviário de Cargas de Vacaria SIVECARGA – Sindicato das Empresas e Veículos de Cargas de Caxias do Sul *Coluna da FETRANSUL publicada no Jornal do Comércio em 02/04/2026
Formação de condutores mobiliza Sistema Transporte em debate na Câmara

Audiência sobre mudanças no CTB destacou a importância de aprimorar o processo de formação de condutores para reduzir acidentes e promover a segurança no trânsito O Sistema Transporte apresentou uma análise detalhada sobre a escassez de motoristas profissionais no Brasil, durante audiência pública para discutir mudanças no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). O debate, que tratou das alterações propostas pelo PL nº 8.085/2014, evidenciou o déficit de condutores como um dos principais desafios do setor e destacou a importância de iniciativas estruturadas de formação e qualificação profissional de qualidade para ampliar a oferta de mão de obra e promover maior segurança no trânsito. A sessão foi realizada no dia 25 de março, na Câmara dos Deputados, em Brasília. De acordo com a gerente de Desenvolvimento Profissional do SEST SENAT, Roberta Diniz, que representou o Sistema Transporte na audiência, a falta de condutores qualificados representa um risco concreto ao crescimento econômico e à segurança viária no país. “Para enfrentar esse cenário desafiador, o SEST SENAT vem ampliando, de forma estruturada, suas iniciativas, com destaque para o Mais Motoristas, que oferece vagas gratuitas para a mudança de categoria da habilitação e está integrado à Escola de Motoristas Profissionais, voltada à qualificação de condutores já experientes. Adicionalmente, a instituição passou a contar com autorização para realizar a formação de condutores profissionais com a oferta da mudança de categoria da CNH, ampliando, de forma consistente, a capacidade de entregar mais motoristas para o setor”, explicou Roberta. Segundo a gerente, essas iniciativas atuam de forma complementar, contribuindo tanto para a formação de novos condutores, com a celeridade que o setor demanda, quanto para o aprimoramento das competências de quem já atua no transporte, promovendo maior segurança viária. Durante a audiência, o relator da proposta, o deputado federal Aureo Ribeiro (SOLIDARIEDADE/RJ), informou que deve apresentar um texto alternativo após avaliar as contribuições recebidas. O PL nº 8.085/2014 sugere tornar obrigatória a prática de direção em vias públicas durante a formação de condutores, bem como discute sobre a modernização do processo de CNH, custos de habilitação e a segurança no trânsito. A matéria é analisada por comissão especial focada na reforma do CTB. O debate ocorre em um contexto marcado tanto pelo déficit crescente de mão de obra no transporte brasileiro — especialmente entre motoristas, função estratégica para a operação logística e de mobilidade — quanto pelos avanços regulatórios recentes, como a nova resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que instituiu a CNH do Brasil. Para a CNT, a insuficiência de mão de obra já figura entre os principais entraves ao crescimento do transporte no país, com impactos diretos sobre a produtividade e a qualidade dos serviços. Nesse contexto, o Sistema Transporte reforça a importância de debates que favoreçam a adoção de políticas públicas capazes de democratizar o acesso à formação, facilitar a progressão profissional e ampliar a permanência de trabalhadores nas atividades de transporte. Por Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT amplia a formação de mulheres motoristas no país

Em parceria com a JSL, o programa Mulheres na Direção contribui para a inclusão feminina e renovação da mão de obra no transporte O SEST SENAT tem intensificado sua atuação na formação de mulheres para o setor de transporte, contribuindo para ampliar a presença feminina em uma área ainda predominantemente masculina. Por meio de parcerias com empresas do setor, a instituição oferece capacitação técnica e prática voltada à condução de veículos pesados e à operação de outros equipamentos logísticos. Um dos exemplos é o programa Mulheres na Direção, realizado em parceria com a JSL, que desde 2021 vem formando novas profissionais para a empresa e o mercado. Ao longo desse período, já foram realizadas 16 edições, sendo que uma está em andamento, e mais de 250 mulheres foram contratadas para atuar em diferentes operações da empresa em todo o país. A preocupação com a diversidade de gênero na JSL surgiu a partir da constatação de que havia um número muito reduzido de mulheres atuando como motoristas carreteiras. Diante desse cenário, foi desenvolvido um projeto-piloto para capacitar mulheres para a função. Com o sucesso da ação, a empresa ampliou o projeto e, já na segunda edição, firmou uma parceria com o SEST SENAT para conduzir a formação dessas profissionais. Atualmente, o processo começa com a seleção de mulheres em situação de vulnerabilidade social e financeira. Em seguida, elas passam pela Escola de Motoristas Profissionais, do SEST SENAT, na qual recebem capacitação técnica e preparação para o mercado. Após a formação, elas passam por um processo seletivo dentro da própria JSL. Segundo Daniella de Melo, especialista em Desenvolvimento Humano e Organização da empresa, a parceria com o SEST SENAT contribui para tornar esse processo ainda mais objetivo. “O SEST SENAT já conhece bem a realidade da empresa e o tipo de profissionais que buscamos. Isso faz com que a seleção seja mais assertiva, olhando para a formação e o potencial de cada candidata”, afirma. Durante o período de formação, a JSL oferece uma bolsa educacional às participantes, garantindo suporte para que possam se dedicar ao curso. Embora o foco inicial tenha sido a formação de motoristas carreteiras, a iniciativa já se expandiu para outras funções, como operadoras de empilhadeira, motoristas de ônibus e mecânicas. Para Daniella, investir na diversidade de gênero é também uma forma de transformar o ambiente de trabalho. “Quando você trabalha a diversidade de gênero, torna o ambiente mais humano, acolhedor e inovador. As diferenças não são ameaças, mas, sim, oportunidades, pois homens e mulheres se complementam. A mulher ocupa esse espaço por mérito, porque é capaz de entregar um bom trabalho”, destaca. Para o diretor executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, “iniciativas voltadas à qualificação profissional feminina são fundamentais não só para promover inclusão, mas também para contribuir para a renovação da mão de obra no transporte. Ao investir na formação de mulheres, o SEST SENAT reforça seu papel como agente de transformação social e de desenvolvimento do setor”. O programa Mulheres na Direção já percorreu diversas regiões do país. Em 2025, a iniciativa expandiu sua atuação ao chegar, pela primeira vez, ao Pará, ampliando o acesso à capacitação em novas localidades. Por Agência CNT Transporte Atual
Entidades avaliam como positiva a proposta de subvenção do diesel

O governo do Rio Grande do Sul confirmou na segunda-feira (30) que adotará a estratégia de subvenção do diesel, proposta pelo governo federal, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com o objetivo de conter a alta no preço do petróleo. A medida se soma a outros planos de auxílio aos estados frente ao crescente aumento no valor dos combustíveis, sobretudo do diesel. O subsídio tem caráter provisório de 2 meses, com custo estimado de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão de responsabilidade do governo federal e o restante dos estados que aderirem à proposta, conforme a proporção devida do uso dos combustíveis. O economista David Fialkow, Professor de Economia da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre e ex-diretor do Banrisul, avalia que a decisão é acertada por não impactar tanto o orçamento dos Estados, além de ser mais simples do ponto de vista legal: “A alteração nas alíquotas de ICMS envolveria questões tributárias complexas que poderiam exigir unanimidade no conselho fazendário (Confaz), o que geraria problemas legais e burocráticos“, explica o professor de Economia da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre. Outro ponto importante destacado por Fialkow é o potencial de combate à inflação em cascata que a estratégia proporciona, uma vez que “como o combustível afeta diversas cadeias produtivas (insumos e produtos finais são transportados), o subsídio ajuda a evitar uma inflação geral”. O economista ainda acrescenta que manter o preço do combustível menos elevado possibilita que os estados compensem o gasto com o subsídio arrecadando mais através do crescimento da produção e do PIB. Fialkow menciona que o Rio Grande do Sul, em especial, terá “uma grande vantagem” com a subvenção, considerando a época de colheita das safras de arroz e soja, que teriam impacto no preço de revenda com o aumento do custo dos transportes. A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul) também avaliou a medida como positiva. De acordo com nota enviada pela entidade, “a decisão reforça a relevância do tema e a necessidade de atuação coordenada entre os entes federativos diante da volatilidade dos preços dos combustíveis, que afetam diretamente a economia e os custos logísticos.” No entanto, a Federação também defende que, por tratar-se de uma medida temporária, “é fundamental avançar na construção de soluções estruturais”, como por exemplo “revisão da carga tributária sobre o diesel, especialmente no CONFAZ; mais previsibilidade no preço dos combustíveis; e condições para que o setor opere com equilíbrio econômico.” Isso, segundo a organização, permite que o transporte opere com estabilidade para continuar garantindo o abastecimento e a competitividade da economia. Já o Sulpetro ― entidade que representa os postos de combustíveis do RS ― informa que o setor aguarda uma definição de adesão, por parte das distribuidoras, à fixação do preço do diesel pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em nota, a entidade diz que “o segmento varejista de combustíveis somente poderá tomar conhecimento sobre o eventual efeito sobre o preço do produto a partir da adesão de produtores e importadores à subvenção”. Fonte: Jornal do Comércio Foto: YURI CORTEZ/AFP/JC
Transportadoras temem falta de diesel e repassam alta do preço a fretes: “Tem subido toda semana”

Fetransul também avalia o biodiesel e o biometano como alternativas aos combustíveis fósseis Preocupado com a alta no preço dos combustíveis desde a guerra no Irã, o presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), Francisco Cardoso, chega a temer até escassez de diesel e gasolina caso o conflito não arrefeça. — Se faltar combustível, vai implicar em atrasos de viagens e reprogramação de coletas — diz, sinalizando que empresas do setor já estão renegociando fretes e contratos para repassar os custos. — Tem aumentado toda semana. Em entrevista ao programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha, Cardoso destacou a importância de mais testes para certificação e redução no custo para viabilizar o biodiesel como alternativa aos combustíveis fósseis. Produtores do biocombustível trabalham para elevar a mistura de 15% para 17%. O presidente da Fetransul também lembrou do potencial do biometano como alternativa, podendo ser usado em veículos movidos a gás natural. Clique e escute abaixo a entrevista completa: Fonte: GZH – Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br) Foto: Lucas Kloss / ALRS
25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas reforça legado e projeta o futuro do setor em Brasília. Faça já sua inscrição!

Evento celebra 25 edições desde 1999 e reúne lideranças para debater os principais desafios e caminhos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil No dia 6 de maio de 2026, às 8h30, será realizada, em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. Consolidado como um dos mais importantes fóruns de discussão do setor, o Seminário chega à sua edição comemorativa de 25 realizações, marcando uma trajetória iniciada em 1999, sempre pautada pelo diálogo institucional e pela construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. A iniciativa é promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e conta com o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte). Ao longo de sua história, o evento tem desempenhado papel fundamental na aproximação entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço de pautas estratégicas e para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas como pilar do desenvolvimento econômico e social do país. Nesta edição, os debates estarão centrados em temas de alta relevância para o setor, como a aplicação prática da Lei nº 14.599/2023, no que se refere a seguro de cargas – com foco na insegurança jurídica e nos conflitos interpretativos –, e a análise da Lei nº 13.703/2018, que institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, abordando seus desafios regulatórios, entraves jurídicos e impactos no mercado. Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esta edição carrega um significado especial por simbolizar a continuidade e pertinência do Seminário ao longo de décadas. “Celebrar a 25ª edição deste Seminário é reconhecer a força de um espaço que, desde 1999, promove o diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao longo dessas edições, acompanhamos transformações importantes e contribuímos ativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao trazer, para o centro de debates, temas sensíveis como o seguro de cargas e o piso mínimo de frete, esta edição ratifica nosso compromisso com a segurança jurídica, a previsibilidade e o equilíbrio nas relações do setor, além da construção de um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e sustentável para a atividade” – enfatiza Rebuzzi. A edição de 2026 reafirma o empenho das entidades organizadoras em dar continuidade a esse legado, promovendo debates consistentes e alinhados às demandas do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Faça sua inscrição aqui. Programação Preliminar 09h00 às 10h00 | Solenidade de Abertura Composição da Mesa (convidados) l Deputado Federal Hugo Motta – Presidente da Câmara dos Deputados (a confirmar) l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes l Deputado Federal Gilberto Abramo – Autor do requerimento para realização da 25ª edição do Seminário l Renan Filho – Ministro dos Transportes (a confirmar) l Vander Costa – Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT 10h00 às 11h00 | 1º Painel Tema: Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática Abordagem Insegurança jurídica, conflitos interpretativos e seus reflexos para os transportadores Presidente da Mesa l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes Coordenação l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística Palestrantes convidados l Alessandro Serafin Octaviani Luis – Superintendente da SUSEP l Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística 11h00 às 12h00 | 2º Painel Tema: Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas Abordagem Entre a regulação e a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas: análise das distorções interpretativas, entraves jurídicos e reflexos no mercado Presidente da Mesa l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes Coordenação l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística Participação a convite l Luiz Fux – Ministro do Supremo Tribunal Federal (a confirmar) Palestrantes convidados l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT 12h00 | Encerramento Realização ● Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados Apoio ● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística Apoio Institucional ● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística) ● FuMTran – Fundação Memória do Transporte Apoio Logístico ● Brasspress Fonte: NTC&Logística
Análise realizada pela CNT mostra que veículos mais novos operam em alta intensidade

Estudo revela padrão real de uso da frota e reforça importância da gestão eficiente. Dados podem reduzir custos, melhorar segurança e orientar decisões O transporte rodoviário brasileiro ganha, pela primeira vez em mais de uma década, um retrato detalhado da circulação de caminhões e ônibus no país. Os números mostram o ritmo dessa operação: um caminhão pesado pode percorrer pouco mais de 100 mil quilômetros no primeiro ano de vida, evidenciando o papel estratégico da atividade para a economia nacional. O dado faz parte do estudo “Transporte em Foco – Quanto rodam os veículos pesados no Brasil?”, da CNT, divulgado nesta segunda-feira (30). A publicação analisa dados que abrangem mais de 1,4 milhão de avaliações veiculares ambientais realizadas entre 2022 e 2025, cobrindo 207.827 veículos pesados em todo o Brasil. A pesquisa utiliza informações reais do Despoluir, maior iniciativa ambiental privada do setor de transporte no país, para traçar curvas inéditas de utilização da frota. Essa ferramenta é essencial para entender como caminhões e ônibus performam com o passar dos anos. Os resultados confirmam que o transporte rodoviário opera em um nível elevado de atividade, especialmente nos primeiros anos dos veículos. Ao se observarem as curvas elaboradas, nota-se que caminhões pesados, por exemplo, começam sua trajetória com cerca de 106 mil quilômetros rodados por ano, enquanto ônibus urbanos chegam a ultrapassar 75 mil quilômetros anuais no início da operação. Esse volume de uso reflete a centralidade do setor na logística brasileira. Atualmente, o modal rodoviário responde por cerca de 65% das cargas e 95% dos passageiros transportados no país. Mais do que um dado operacional, o levantamento pode ser utilizado como um instrumento para a tomada de decisões, contribuindo com a avaliação econômica de ativos, a gestão da manutenção periódica e a alocação adequada dos veículos, adaptando o uso conforme a idade e o tipo de operação dos caminhões e ônibus. Um dos principais achados do estudo é o comportamento da frota ao longo da vida útil. De forma geral, os veículos mais novos concentram maior volume de uso, com uma redução gradual conforme envelhecem. No caso dos caminhões pesados, por exemplo, a quilometragem anual diminui de aproximadamente 106 mil quilômetros, no primeiro ano, para cerca de 74 mil quilômetros, no sexto ano, observando a curva de intensidade de uso, seguindo em queda mais suave nos anos seguintes. Mesmo diante desse cenário, os dados mostram que unidades mais antigas continuam ativas e produtivas, muitas vezes sendo realocadas para operações de menor distância ou funções de apoio. Esse comportamento evidencia tanto a capacidade de adaptação das empresas e o aproveitamento eficiente dos ativos ao longo do tempo quanto a necessidade brasileira de promover maiores incentivos em renovação de frota. A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, destacou que o estudo também traz impactos diretos para a gestão das empresas e para a sustentabilidade do setor. “Ao entender, com mais precisão, como os veículos são utilizados ao longo da sua vida útil, o transportador consegue planejar melhor a manutenção, evitar falhas, reduzir custos e até diminuir emissões. Esses dados permitem decisões mais eficientes no dia a dia da operação, desde a escolha do tipo de operação até o momento ideal de renovar a frota, com ganhos econômicos e ambientais para todo o setor”, afirmou. Frota pesada ultrapassa 1,8 milhão de quilômetros ao longo da vida útil Outro ponto relevante do estudo é que, com base nas curvas de uso da frota, um caminhão pesado pode acumular mais de 790 mil quilômetros rodados já no décimo ano de vida e ultrapassar 1,8 milhão de quilômetros ao longo de 30 anos de operação, evidenciando a longa vida operacional desses veículos no Brasil. Já no transporte de passageiros, um ônibus urbano pode atingir cerca de 640 mil quilômetros acumulados em dez anos, mesmo com uma redução gradual do ritmo de utilização ao longo do tempo. Atualmente, somente o transporte autônomo de cargas tem mais de 769 mil veículos, dotados de 22 anos de idade, em média. Com isso, as informações apresentadas no estudo revelam que o setor de transporte opera com ativos de altíssima longevidade e desgaste, o que torna o planejamento baseado em dados de uso real um diferencial competitivo cada vez mais relevante. Com base nos resultados, a CNT defende o planejamento da renovação de frotas, com metas tecnicamente embasadas que considerem não apenas a idade dos veículos, mas também seu nível real de utilização em diferentes categorias. Também destaca a importância de estimular a manutenção preventiva e preditiva, orientada por dados, e ampliar a transparência no mercado de veículos usados, com referências mais precisas de quilometragem por idade, contribuindo para decisões mais seguras na compra, venda e avaliação de ativos. Acesse o estudo na íntegra aqui Por Agência CNT Transporte Atual
FETRANSUL acompanha agenda de parcerias e concessões do Governo do RS no Palácio Piratini

O governador Eduardo Leite apresentou, na manhã desta segunda-feira (30/3), no Palácio Piratini, a agenda “O Rio Grande Tá Diferente: Parcerias em Ação”, destacando o balanço e as perspectivas das parcerias público-privadas (PPPs) no Rio Grande do Sul. O evento, que contou com a presença do vice-governador Gabriel Souza, anunciou novos projetos de concessões e parcerias que devem somar cerca de R$ 20,7 bilhões em investimentos nos próximos anos. A FETRANSUL esteve presente no evento, representada por seu presidente, Francisco Cardoso, acompanhando de perto as iniciativas que impactam diretamente a infraestrutura e o ambiente de negócios do Estado, especialmente no setor de transporte e logística. A carteira de projetos abrange diversas áreas estratégicas, incluindo rodovias, saneamento, saúde, educação e infraestrutura administrativa, além de iniciativas como concessões de loterias e novos equipamentos públicos. O governo também destacou que as privatizações e concessões já realizadas e em execução representam aproximadamente R$ 46,1 bilhões em investimentos, reforçando a capacidade do Estado de ampliar e qualificar serviços essenciais à população.
A Reputação

A construção de uma marca é uma atividade que se desenvolve diariamente nas organizações empresariais. Ela demanda planejamento e perseverança, e este esforço inclui as pequenas ações de rotina. O dia-a-dia da organização expressa muito da “personalidade” da empresa. Como num grande lego, as peças precisam se encaixar. No mundo corporativo a marca é uma bandeira que precisa estar sempre hasteada, num ponto em que todos os colaboradores possam enxergá-la. A pesquisa anual Marcas de quem Decide, empreendida pelo Jornal do Comércio, suscita uma importante reflexão às empresas do RS. Ser lembrado e ser preferido é o estado da graça para as organizações que figuram neste levantamento. E por certo, não deixam margem a acomodações. Antes pelo contrário, reafirmam o caminho percorrido e renovam o desafio sempre presente. Existe uma palavra que considero central, quando escrevemos sobre marcas. Refiro-me à reputação. Este é um predicado subjetivo das grandes marcas. Certos produtos ou serviços podem até não serem os seus preferidos de alguns, mas quando as marcas possuem notória reputação, o reconhecimento se coloca acima de qualquer outro questionamento. No setor de Transporte e Logística do RS existem inúmeras empresas com destaque. A maneira como esta atividade se interrelaciona com o comércio, a indústria e a agricultura fazem dele uma extensão dos mesmos. E no mundo dos negócios, todos sabemos que a Logística é um tema estratégico. Trata-se de ter o produto no local e na hora certa. Disse decorre o intrínseco envolvimento de nossa atividade com a construção das marcas, não apenas das nossas organizações. Nossa atividade, por outro lado, desenvolve-se no contexto B2B, o que leva o setor, ainda que muito conhecido, a não ocupar as primeiras colocações entre as marcas mais consumidas, pelo ponto de vista desta pesquisa do Jornal do Comércio. O nosso papel é o da integração de mercados. Trata-se de uma atribuição essencial para o sucesso da vida econômica de nosso Estado. Estamos diuturnamente presentes na construção das marcas preferidas e lembradas, fazendo desta atribuição também o desenvolvimento das nossas. Francisco Carlos Gonçalves CardosoPresidente da Fetransul – Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul Foto: TÂNIA MEINERZ/JC *Artigo publicado no Caderno Marcas de Quem Decide – Jornal do Comércio – 30/03/2026
Coluna de hoje no Jornal do Comércio – “Fiscalização do transporte estende-se ao embarcador (contratante do frete)”.

Confira