PIB do setor de transporte cresce 2,1% em 2025, enquanto investimentos avançam apenas 2,9%

Participação dos investimentos no PIB segue em patamar historicamente baixo no Brasil; em 2025, índice ficou em 16,8% O PIB (Produto Interno Bruto) do setor de transporte, armazenagem e correio alcançou R$ 395,67 bilhões em 2025, registrando crescimento de 2,1% em relação a 2024. No mesmo período, a economia brasileira avançou 2,3%, totalizando R$ 12,74 trilhões no ano. De acordo com análise do Radar CNT do Transporte – PIB Brasil 2025, divulgada nesta semana pela CNT, o crescimento da economia foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que avançou 11,7%, pela indústria extrativa (8,6%) e pelos serviços de informação e comunicação (6,5%). Já os investimentos na economia brasileira cresceram apenas 2,9%. Para a gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, o resultado é modesto diante dos desafios do país para ampliar a participação dos investimentos na geração de riqueza. Segundo ela, elevar o nível de investimentos é essencial para sustentar o crescimento econômico no longo prazo. A participação dos investimentos no PIB brasileiro é historicamente baixa. Entre 1996 e 2025, a média foi de 17,9%. Em 2025, porém, esse indicador ficou em apenas 16,8%, patamar próximo ao registrado em 2020, quando a economia brasileira foi fortemente impactada pelas restrições impostas pela pandemia. “Um país que investe pouco convive com infraestrutura precária e menor capacidade de inovação. Isso se reflete em baixa produtividade, agravamento de problemas sociais, comprometimento da geração futura de renda e perda de competitividade em relação aos concorrentes internacionais”, ressalta Schwantes. A CNT defende que o avanço dos investimentos privados ocorra de forma complementar à atuação do Estado. Nesse contexto, o poder público mantém papel essencial na estruturação de projetos, no planejamento estratégico e na viabilização de empreendimentos com menor atratividade econômica imediata, contribuindo para ampliar o volume total de investimentos e sustentar o desenvolvimento de longo prazo. Na “Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte: impactos dos investimentos em rodovias sobre o desempenho do setor transportador”, a CNT demonstrou que cada R$ 1 aplicado pelo setor privado em infraestrutura rodoviária pode gerar até R$ 4,77 no PIB do transporte em até nove meses, evidenciando o efeito multiplicador da infraestrutura sobre a atividade econômica. Na prática, isso significa redução do custo do frete, maior agilidade no transporte de mercadorias e diminuição do custo para levar alimentos, combustíveis e produtos industriais até consumidores e empresas. Rodovias mais eficientes permitem que caminhões transportem cargas em menos tempo e com menor consumo de combustível. Para alcançar efeito semelhante, os investimentos realizados pela União levam cerca de 18 meses. No curto prazo, os impactos também aparecem rapidamente. Segundo a análise, a cada R$ 1 investido pelo setor privado em rodovias, o PIB do transporte cresce R$ 2,58 no mesmo trimestre em que o investimento é realizado. No caso dos investimentos públicos federais, o impacto imediato é menor: R$ 0,61 para cada real investido. Apesar da relevância econômica e social do setor de transporte e logística, o investimento federal em infraestrutura de transporte ainda representa parcela reduzida da economia. Em 2025, os investimentos da União nas infraestruturas de todas as modalidades somaram R$ 16,67 bilhões — o equivalente a cerca de 0,13% do PIB —, segundo levantamento da CNT. O valor não inclui investimentos realizados por concessionárias, estados e municípios, que atualmente não dispõem de uma base nacional consolidada de dados. Confira na íntegra: Radar CNT do Transporte – PIB Brasil 2025 Fonte: CNT

Mudanças na jornada de trabalho precisam considerar realidade operacional do transporte, afirma CNT

Durante seminário em Brasília, a Confederação destacou que o setor já enfrenta escassez de profissionais em diferentes modais de transporte A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho precisa considerar os impactos reais em setores essenciais da economia e na disponibilidade de profissionais qualificados. Esse foi o principal alerta feito pela gerente executiva governamental da CNT, Danielle Bernardes, durante o seminário Modernização da Jornada de Trabalho, realizado nessa terça-feira (10), em Brasília. Ao participar do debate, ela destacou que propostas como a alteração da escala 6×1 ou a redução da jornada precisam ser analisadas com base em dados técnicos e nas especificidades de cada atividade econômica. Segundo Danielle Bernardes, o setor de transporte já enfrenta escassez significativa de trabalhadores, o que exige atenção especial na discussão sobre eventuais mudanças nas condições de trabalho. “Se alterarmos a escala atual ou reduzirmos a jornada, será necessário ampliar o número de profissionais. Em um setor que já enfrenta falta de mão de obra, isso precisa ser analisado com muito cuidado”, afirmou. A representante da CNT lembrou que o transporte é uma atividade essencial para o funcionamento da economia e da sociedade, responsável por movimentar cargas, pessoas, insumos e serviços. Durante sua participação, Danielle explicou que o transporte opera, de forma contínua, em diferentes modais, cada um com características próprias de funcionamento. “Cada modal tem realidades específicas de trabalho que precisam ser consideradas nesse debate”, afirmou ao chamar a atenção para a escassez de profissionais em funções como motoristas, mecânicos de manutenção e trabalhadores especializados nas atividades dos transportes aéreo e aquaviário. Dados de pesquisas da CNT reforçam esse cenário. No transporte rodoviário de cargas, por exemplo, 65,1% das empresas relatam dificuldade para contratar motoristas profissionais. No transporte de passageiros, 53,4% das empresas enfrentam desafios semelhantes. No setor aquaviário, projeções da Marinha indicam que o Brasil pode enfrentar a falta de mais de 2 mil profissionais até 2030. O debate integrou a programação do seminário Modernização da Jornada de Trabalho, promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo. O encontro reuniu parlamentares e representantes de entidades empresariais, que apresentaram os desafios específicos de seus setores diante das discussões sobre jornada e organização do trabalho, abordando impactos na indústria, no agronegócio e na produtividade da economia. Além da CNT, participaram do painel o consultor da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) Thiago Xavier; o vice-presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Antônio Vilela; os assessores jurídicos da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) Rodrigo Hugueney e Rodrigo Costa; e o especialista em Políticas e Indústria da CNI (Confederação Nacional da Indústria) Pablo Rolim. O debate foi mediado pelo deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), que destacou a importância do diálogo entre o Parlamento e os diversos setores produtivos para o aprimoramento das propostas em discussão. Segundo ele, iniciativas como a do seminário contribuem para ampliar a compreensão sobre os impactos das mudanças e levar as reflexões aos debates público e legislativo. CNT defende debate técnico A CNT acompanha com atenção o debate sobre a possível mudança na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. A Entidade ressalta que o setor produtivo está aberto ao diálogo, mas defende que qualquer alteração seja conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o funcionamento da economia e da sociedade. Por se tratar de uma atividade essencial e contínua, o transporte opera 24 horas por dia e garante o deslocamento de pessoas, mercadorias e serviços fundamentais, como alimentos, medicamentos, insumos industriais e bens de consumo. Nesse contexto, mudanças na jornada que não considerem as particularidades do setor podem ampliar a escassez de profissionais, elevar custos e impactar diretamente a oferta de serviços à população. A CNT avalia que a negociação coletiva é o instrumento mais adequado para tratar da jornada de trabalho, pois permite ajustar as condições às necessidades específicas de cada setor, região e empresa, garantindo equilíbrio, segurança jurídica e respeito às características das atividades econômicas. Fonte: CNT

FETRANSUL participa da instauração de Grupo de Trabalho de Combate à Informalidade e Ilegalidade na Sefaz-RS

A FETRANSUL participou, no dia 09 de março, da reunião que marcou a instauração do Grupo de Trabalho de Combate à Informalidade e Ilegalidade, promovido pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz-RS). A entidade foi representada pelo assessor tributário da Federação, Dr. Fernando Massignan. A iniciativa reúne representantes do poder público e de entidades do setor produtivo com o objetivo de discutir e propor ações voltadas ao enfrentamento de práticas irregulares que impactam a economia e a concorrência no Estado. Entre os principais objetivos do grupo de trabalho está a promoção de políticas destinadas ao combate à evasão e à sonegação de ICMS, situações que prejudicam a competitividade entre as empresas que atuam de forma regular. Também está entre as prioridades o enfrentamento de atividades ilegais, como a atuação de empresas que comercializam ou recebem bens de origem ilícita, incluindo mercadorias provenientes de roubo de cargas ou produtos falsificados. Para a Fetransul, a participação no grupo reforça o compromisso da entidade com a defesa de um ambiente de negócios mais justo, com regras claras e concorrência leal para as empresas do setor de transporte e logística.

Usuários apontam conservação e segurança como foco em pesquisa da Fetransul sobre pedágios nos Blocos 1 e 2

A Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul, apresentou nesta segunda-feira, 23, os resultados de uma pesquisa quantitativa com usuários das rodovias incluídas nos Blocos 1 e 2 de concessões estaduais. A divulgação ocorreu na sede da entidade, em encontro direcionado à imprensa e a representantes interessados no debate sobre infraestrutura rodoviária no Estado. O levantamento mostra que a principal preocupação dos motoristas de caminhão não está associada diretamente ao valor do pedágio, mas às condições de tráfego. No Bloco 1, 67,2% dos caminhoneiros apontaram como fatores prioritários buracos e falta de conservação, ausência de duplicação ou faixas estreitas, riscos de acidentes, falta de serviços e lentidão. No Bloco 2, esse percentual sobe para 86,6%, indicando percepção ainda mais crítica sobre a infraestrutura disponível. Em contraste, o valor do pedágio aparece com menor relevância entre as preocupações centrais. Apenas 23,7% dos caminhoneiros no Bloco 1 e 13,4% no Bloco 2 indicaram o custo da tarifa como um dos aspectos que mais preocupam no uso das rodovias, reforçando que a expectativa do usuário está concentrada na entrega de condições seguras e eficientes de circulação. Critério de Justiça Questionados sobre o que torna um pedágio justo e adequado, a ampla maioria dos entrevistados destacou a relação entre tarifa e serviço prestado. No Bloco 1, 86,6% consideram essencial oferecer valor compatível com o benefício entregue, garantir boa conservação da rodovia, aumentar a segurança viária e reduzir o tempo de deslocamento. No Bloco 2, essa percepção é compartilhada por 84,4% dos respondentes. Já a existência de rota alternativa sem pedágio ou a rejeição total ao pagamento aparece de forma minoritária. Apenas 13,5% no Bloco 1 e 15,7% no Bloco 2 indicaram que nenhuma dessas condições tornaria o pedágio justo, evidenciando que a rejeição não é absoluta, mas condicionada à qualidade do serviço ofertado. Modelos e Tarifas A pesquisa também investigou o modelo de cobrança considerado mais justo pelos usuários. No Bloco 2, 70,9% dos entrevistados concordam com a adoção de tarifa reduzida ou proporcional ao trecho percorrido, enquanto no Bloco 1 esse índice é de 57,1%. Em sentido oposto, 42,9% dos usuários do Bloco 1 afirmam não considerar justo pagar pedágio, percentual que cai para 29,1% no Bloco 2. Quando questionados sobre valores adequados para custear investimentos em infraestrutura e ampliação da malha rodoviária, 49% dos usuários do Bloco 1 e 66,3% do Bloco 2 entendem ser justo contribuir financeiramente, desde que os recursos estejam vinculados a melhorias efetivas. A análise dos projetos em curso mostra que apenas cerca de 31,5% no Bloco 1 e 24,7% no Bloco 2 defendem o cancelamento total das concessões, enquanto a maioria aponta a necessidade de revisão e correção econômica dos modelos propostos. Ao apresentar os resultados, o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, destacou que os dados expressam uma demanda objetiva dos usuários: “A pesquisa demonstra que o transportador aceita pagar quando há retorno operacional mensurável. Com mais segurança e menor tempo de viagem, é possível reduzir custos, melhorar a eficiência logística e contribuir para uma economia mais sustentável. O debate precisa sair do valor do pedágio e avançar para o resultado efetivamente entregue à sociedade”. Entenda a metodologia da pesquisa que embasa o debate sobre pedágios A pesquisa apresentada pela Fetransul foi estruturada a partir de metodologia quantitativa, com questionário elaborado pela SSPP Informações de Mercado. O instrumento utilizou perguntas fechadas, de respostas únicas ou múltiplas, com o apoio de cartões contendo todas as alternativas, que também foram lidas pelos entrevistadores. O formato buscou assegurar padronização na coleta e maior precisão na comparação das respostas entre os diferentes perfis de usuários. O levantamento foi realizado por meio de entrevistas pessoais e individuais, conduzidas por equipe de campo especialmente contratada e treinada para esse fim. Ao todo, foram aplicadas 450 entrevistas, compondo uma amostra formada por 70% de motoristas de automóveis e camionetes e 30% de motoristas de caminhões, refletindo a diversidade de usuários das rodovias analisadas. A coleta de dados ocorreu em postos de combustíveis localizados em municípios estratégicos dos dois blocos em estudo. No Bloco 2, que concentrou 56% das entrevistas, as abordagens foram feitas em Passo Fundo, Marau, Lajeado e Encantado. No Bloco 1, responsável por 44% da amostra, os entrevistados foram ouvidos em Igrejinha e Parobé. As rodovias pesquisadas foram a RS-239 e a RS-115, no Bloco 1; e a RS-129 e a RS-324, no Bloco 2. As entrevistas foram realizadas entre os dias 22 e 28 de janeiro de 2026. O contexto da pesquisa está diretamente relacionado ao processo de concessões rodoviárias em curso no Estado. O Governo do Rio Grande do Sul programou o leilão do Bloco 2 para 13 de março de 2026, na B3, com entrega das propostas até 9 de março. A concessão, com prazo de 30 anos, prevê a instalação de 24 pórticos de pedágio no sistema free flow ao longo de 409 quilômetros de rodovias estaduais (RS-128, 129, 130, 135, 324 e 453). O Bloco 1, que abrange trechos da Região Metropolitana, também segue em pauta para futura licitação. Fetransul entrega ao governo ofício com questionamentos técnicos sobre concessões A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul) entregou ao secretário de Comunicação do Estado, Caio Tomazeli, um documento técnico com questionamentos e solicitações de informações sobre os projetos de concessão dos Blocos 1 e 2 de rodovias estaduais. O ofício foi encaminhado pelo presidente da entidade, Francisco Cardoso, que recebeu do secretário o compromisso de que o conteúdo será repassado ao governador Eduardo Leite. Tomazeli participou da entrevista coletiva realizada na sede da Fetransul como representante do governo estadual. O ofício formaliza o compartilhamento dos resultados da pesquisa realizada pela Fetransul com motoristas de caminhão e de automóveis que utilizam os trechos previstos para concessão. O levantamento analisou a percepção dos usuários sobre qualidade da infraestrutura, segurança viária, modelo de cobrança e impactos logísticos e econômicos, indicando a necessidade de que os projetos apresentem, de forma clara, o retorno efetivo

CNT reforça necessidade de equilíbrio no debate sobre jornada de trabalho

Nota técnica do Ipea aponta impactos distintos entre setores e evidencia maior sensibilidade do transporte a mudanças na carga horária A Nota Técnica nº 123 do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) reúne evidências que contribuem para qualificar o debate sobre jornada e escala de trabalho no país. A CNT analisou o estudo, intitulado “Mudanças na Jornada e na Escala de Trabalho: elementos empíricos para o debate”, e identificou dados relevantes para subsidiar decisões baseadas em evidências. Na avaliação da Confederação, o documento confirma a complexidade do tema ao destacar que não há consenso sobre os impactos da redução da jornada. Para a Entidade, essa constatação fortalece o entendimento de que o debate deve ser conduzido com cautela e respaldo técnico. O transporte rodoviário, responsável pela movimentação de 65% das cargas e pelo deslocamento de 95% das pessoas no país, está entre os setores mais expostos aos efeitos da medida. Dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023 indicam predominância de jornadas de 44 horas semanais no transporte e na indústria, enquanto áreas como saúde, educação e serviços financeiros já operam com cargas horárias menores. Esse cenário confirma que soluções homogêneas não atendem às diferentes necessidades da economia. Alterar a previsão constitucional do teto da jornada demanda análise de impacto mais aprofundada. Para o gerente de Relações do Trabalho da CNT, Frederico Toledo Melo, “a prevalência da autonomia da vontade, por meio da negociação coletiva, é uma forma assertiva de regulamentar a jornada, assim como a adoção de legislações específicas para determinadas atividades, como a dos bancários”. Além disso, o estudo aponta que a redução da jornada tende a elevar o custo médio da hora trabalhada, embora os impactos não sejam homogêneos. Em alguns setores, o efeito é mais significativo; em outros, acaba diluído pela menor representatividade da mão de obra nos custos. No transporte terrestre, por exemplo, a maioria dos vínculos celetistas está registrada com jornadas acima de 40 horas semanais, o que torna o setor especialmente vulnerável. As simulações indicam aumentos médios superiores a 9% no custo da hora trabalhada no cenário de redução para 40 horas, podendo alcançar mais de 17% quando considerada a jornada de 36 horas. A logística pesada, incluindo transporte de cargas e de passageiros, figura entre os segmentos mais afetados, confirmando que o transporte é um dos setores, potencialmente, mais impactados pelas mudanças propostas. O Ipea também observa que experiências internacionais não oferecem uma conclusão única sobre os reflexos da medida. O transporte, por sua natureza contínua e essencial, exige soluções que respeitem suas especificidades e assegurem a proteção da sociedade brasileira. Análise própria do setor Para complementar os elementos apresentados pelo Ipea, o Sistema Transporte encomendou ao professor José Pastore, sociólogo e especialista em Relações do Trabalho, estudos específicos sobre os efeitos da redução da jornada na atividade transportadora. A medida demonstra a preocupação da CNT em oferecer subsídios técnicos e garantir que o debate nacional seja pautado por soluções adequadas ao setor. Leia mais: Posicionamento da CNT sobre a discussão da jornada 6 x 1 Fonte: CNT

Propostas de alteração da jornada de trabalho e possível extinção da escala 6×1

A Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul – FETRANSUL acompanha com atenção o debate nacional sobre eventuais mudanças na legislação trabalhista relacionadas à jornada de trabalho, especialmente as propostas que tratam da extinção da escala 6×1 e da redução da carga horária semanal. O setor de transporte rodoviário de cargas reconhece a importância do equilíbrio entre qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade e desenvolvimento econômico. Entretanto, mudanças estruturais dessa magnitude exigem análise técnica aprofundada, transição responsável e diálogo amplo com todos os setores produtivos. O transporte rodoviário é um setor essencial para a economia brasileira e, em especial, para o Rio Grande do Sul, onde responde por parcela predominante da movimentação de cargas e da integração econômica regional e nacional. Alterações abruptas na jornada de trabalho podem gerar impactos relevantes sobre custos operacionais, produtividade, competitividade das empresas e, consequentemente, sobre o custo logístico do país. O ordenamento jurídico brasileiro também reconhece a negociação coletiva como instrumento legítimo de construção de soluções equilibradas nas relações de trabalho. Nesse sentido, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal, reforçam o papel dos acordos e convenções coletivas como mecanismos fundamentais para adequação das regras trabalhistas às realidades setoriais, respeitando a proteção ao trabalhador e a sustentabilidade das atividades econômicas. O setor também enfrenta atualmente um cenário estrutural de escassez de mão de obra qualificada, especialmente em atividades operacionais e de transporte. Mudanças abruptas na organização da jornada podem ampliar esse desafio, afetando diretamente a capacidade de atendimento das cadeias produtivas, o abastecimento da população e a continuidade de serviços essenciais. Por isso, previsibilidade regulatória e transições estruturadas são fundamentais para garantir estabilidade no emprego formal, segurança operacional e sustentabilidade econômica do setor. A FETRANSUL entende que: 1. Mudanças devem ser baseadas em evidências técnicas e econômicasÉ fundamental avaliar impactos setoriais, produtividade do trabalho, custo Brasil e competitividade internacional. 2. Setores com operação contínua exigem tratamento diferenciadoO transporte de cargas opera em regime ininterrupto, atendendo cadeias industriais, exportações, abastecimento urbano e operações logísticas estratégicas. 3. Transições devem ser graduais e acompanhadas de políticas de produtividadeEventuais mudanças precisam considerar modernização tecnológica, qualificação profissional e melhoria da infraestrutura logística nacional. 4. O debate deve preservar segurança jurídica e previsibilidade regulatóriaMudanças estruturais no mercado de trabalho impactam investimentos, planejamento operacional e geração de empregos formais. 5. Competitividade do Brasil deve ser prioridade estratégicaO país já enfrenta desafios relevantes relacionados a custo logístico, infraestrutura e carga tributária. Alterações na jornada devem considerar esse contexto macroeconômico. Alterações estruturais na jornada de trabalho possuem potencial de impactar a estrutura operacional das empresas, podendo gerar ajustes logísticos, reconfiguração de escalas e aumento de custos operacionais. Esses efeitos podem se refletir na formação de preços dos serviços e, por consequência, nas tarifas de frete e nos custos logísticos das cadeias produtivas. A FETRANSUL reforça sua disposição permanente para contribuir com o debate institucional, apresentando dados técnicos, estudos setoriais e propostas que conciliem desenvolvimento econômico, sustentabilidade social e fortalecimento do ambiente produtivo. O transporte rodoviário de cargas é parte da solução para o crescimento do Brasil. O equilíbrio entre proteção ao trabalhador e viabilidade econômica das empresas é essencial para garantir empregos, investimentos e competitividade ao país. Francisco Cardoso Presidente

FETRANSUL participa do Encontro da Rede de Comunicadores do Sistema Transporte

A FETRANSUL participou do Encontro da Rede de Comunicadores do Sistema Transporte, realizado no dia 4 de fevereiro, na sede do Sistema Transporte, em Brasília (DF). O evento reuniu comunicadores de entidades do transporte de todo o país. A Federação esteve representada pela coordenadora de comunicação, Indiara Teixeira. A abertura do evento foi conduzida pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que destacou a importância do encontro como um espaço estratégico para consolidar uma comunicação integrada e articulada no setor. Na sequência, o evento contou com a participação de Valter Souza, diretor de Relações Institucionais da CNT; Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT; João Victor, diretor executivo do ITL; Eliana Costa, diretora adjunta do ITL; e Nicole Goulart, diretora nacional do SEST SENAT. Os diretores apresentaram informações e dados sobre os trabalhos realizados pelo Sistema Transporte e reforçaram a importância do auxílio das entidades para a divulgação. Durante o encontro, a atuação da FETRANSUL foi mencionada em razão do engajamento e do trabalho desenvolvido em parceria com o Sistema Transporte. A coordenadora Indiara Teixeira destacou o papel estratégico dos comunicadores. “Somos responsáveis por multiplicar a informação e levá-la até os empresários da nossa região. Dessa forma, contribuímos para um setor mais fortalecido e competitivo.” O encontro contou com a palestra “Imagem e reputação institucional”, com Vania Bueno, especialista em comunicação corporativa e gestão de reputação, que abordou a importância da construção de uma imagem sólida, coerente e alinhada aos valores institucionais. Também foi realizado o Momento Prêmio CNT de Jornalismo, com a apresentação da iniciativa que valoriza o jornalismo e reconhece reportagens que evidenciam a relevância do transporte para o desenvolvimento do país. Na sequência, a palestra “Comunicação em rede como ativo estratégico”, com Rodrigo Caetano, destacou o papel da comunicação colaborativa como ferramenta essencial para ampliar o alcance das mensagens e fortalecer a imagem do setor. O evento foi encerrado com a Apresentação da Gerência Executiva de Comunicação, que trouxe a exposição dos fluxos de divulgação, processos de alinhamento e diretrizes para a integração das entidades na comunicação do Sistema Transporte. A FETRANSUL reafirma seu compromisso com o Sistema Transporte, atuando de forma técnica e estratégica na construção de soluções para o desenvolvimento do setor.

Nova plataforma CNT Data amplia acesso a informações estratégicas do transporte

Ferramenta centraliza informações técnicas e estudos da CNT em formato moderno e acessível para facilitar a consulta, a análise e o compartilhamento de dados do setor O CNT Data foi lançado oficialmente como a nova plataforma de dados e inteligência voltada à consolidação, organização e ampliação do acesso às informações estratégicas do setor de transporte. Em um ambiente digital integrado, a ferramenta reúne mais de 600 publicações da Confederação, distribuídas em painéis interativos, estudos técnicos e indicadores atualizados, com foco em agilidade, confiabilidade e facilidade de uso para empresários, gestores públicos, pesquisadores, jornalistas e demais públicos interessados. Criado para se tornar a principal fonte de referência sobre dados do transporte no país, o CNT Data conta com atualização contínua das informações e uma infraestrutura digital segura e estável, preparada para altos volumes de acessos. Disponível no endereço data.cnt.org.br, o portal concentra conteúdos organizados de forma clara, com navegação intuitiva e experiência orientada ao usuário. Entre os principais diferenciais estão os novos painéis interativos, desenvolvidos com tecnologias e recursos avançados de visualização. As ferramentas permitem acompanhar indicadores de forma dinâmica, utilizar mapas georreferenciados, , além de compartilhar conteúdos diretamente nas redes sociais. O ambiente também incorpora mecanismos de avaliação, que estimulam a participação dos usuários e contribuem para o aprimoramento contínuo da plataforma. As publicações técnicas da CNT passaram por um processo de modernização e agora podem ser consultadas diretamente na tela, sem necessidade de download. Os estudos contam com recursos de busca por palavras-chave, localização automática de termos, diferentes opções de impressão, zoom e navegação facilitada, ampliando a usabilidade e o acesso à informação. Todo o ecossistema do CNT Data está organizado em uma página centralizada, estruturada por botões informativos que destacam indicadores de alto impacto para o setor. A disposição dos conteúdos permite localizar rapidamente temas como infraestrutura, logística, transporte, mobilidade urbana, segurança viária, sustentabilidade e desempenho econômico, entre outros. Além de qualificar o acesso aos dados, a plataforma foi concebida para evoluir constantemente. O CNT Data já está preparado para incorporar, de maneira progressiva, serviços baseados em inteligência artificial, capazes de interagir com o usuário, responder a perguntas específicas e gerar recortes personalizados de informações sobre o transporte. Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, a nova ferramenta representa um avanço na democratização e na qualificação do acesso aos dados do setor. “Reunimos, em uma única plataforma, dados confiáveis, atualizados e apresentados de forma clara, para apoiar empresários, gestores públicos, pesquisadores e a sociedade na tomada de decisões. É uma ferramenta que reforça o nosso compromisso com a inovação, a transparência e o apoio ao desenvolvimento do transporte”, destacou. O CNT Data já está disponível para todos os usuários, via cadastro prévio, por meio do link: https://data.cnt.org.br Por Agência CNT Transporte Atual

Fetransul participa da 8ª edição do Anuário de Investimentos do RS produzido pelo Jornal do Comércio

A 8ª edição do Anuário de Investimentos do Rio Grande do Sul, produzido pelo Jornal do Comércio, foi apresentada nesta quarta-feira (28), no auditório do CIEE-RS, no Centro Histórico de Porto Alegre. A Fetransul esteve representada pelo diretor José Cincos, reforçando seu compromisso com iniciativas que impulsionam o desenvolvimento econômico e a atração de investimentos para o Estado. Neste ano, a divulgação do Anuário contou com um painel mediado pelo editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling, com a participação do CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, e do CEO da Tellescom Semicondutores, Ronaldo Aloise Júnior. Kolling explicou a importância do projeto. “Havia um debate sobre a atração de investimentos no Rio Grande do Sul, mas faltava um indicador que reunisse o volume total investido a cada ano. Existiam apenas dados parciais, como os do Fundopem. Neste levantamento, mapeamos 401 investimentos, mais de um por dia, até chegar ao valor final”, destacou. Fotos: Evandro Oliveira e Fabiola Correa

Fetransul participa da comemoração aos 90 anos do SETCESP

A comemoração dos 90 anos do Setcesp aconteceu no dia 26 de janeiro em São Paulo e reuniu executivos, empresários, autoridades e representantes do transporte rodoviário de cargas de diferentes regiões do país. A Fetransul esteve representada pelo diretor Jaime Krás Borges e parabeniza o SETCESP, sua diretoria e equipe pelos 90 anos de história, marcados por uma trajetória de dedicação, excelência e relevantes serviços prestados em prol do fortalecimento do setor de transporte. Fundada em 1936, a entidade representa empresas da Grande Região Metropolitana de São Paulo junto a órgãos governamentais e regulatórios. Além de relembrar marcos institucionais, o encontro também foi um espaço para o debate de desafios atuais do setor, como segurança, sustentabilidade, modernização da frota e integração modal. No discurso de abertura do cerimonial, o presidente do Conselho Superior e de Administração, Marcelo Rodrigues, relembrou que o sindicato nasceu em um período no qual o transporte rodoviário de cargas ainda se estruturava como atividade econômica. E acompanhou a industrialização do país se consolidando como atividade essencial ao desenvolvimento nacional. “Representamos um setor que, muitas vezes, só é lembrado quando para, mas que trabalha diariamente para o Brasil avançar”, destacou Rodrigues ao afirmar que em crises econômicas, instabilidades políticas, períodos de inflação, escassez de crédito e, mais recentemente, durante a pandemia do Covid-19, o transporte rodoviário de cargas continuou com suas operações. “Seguimos garantindo abastecimento das cidades com medicamentos, alimentos, insumos industriais e tudo aquilo que mantém a sociedade funcionando. Essa resiliência não nasce do acaso”, complementou. Além de Rodrigues, também realizaram um breve pronunciamento, o atual vice-presidente da FETCESP (Federação das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região) e ex-presidente do SETCESP; Urubatan Helou, o secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo, Gilberto Kassab; o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa, a senadora Margareth Buzetti e o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Com informações do SETCESP