SEST SENAT apresenta programa de acessibilidade em evento internacional

Em encontro no Chile, instituição destacou resultados do programa Rota da Acessibilidade e participou de discussões sobre corredores internacionais de carga segura. O Sistema Transporte participou da 43ª Assembleia Geral da CIT (Câmara Internacional de Logística e Transportes), realizada de 7 a 9 de outubro, em Santiago, no Chile. Representado pelo SEST SENAT, o Sistema apresentou a experiência brasileira na promoção da acessibilidade no transporte e defendeu uma agenda integrada que contemple usuários dos serviços, trabalhadores, empresas e instituições de formação profissional. Durante o encontro, a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, apresentou o programa Rota da Acessibilidade e os resultados das ações desenvolvidas no Brasil. A iniciativa reúne medidas de qualificação profissional, inclusão no mercado de trabalho, acessibilidade física e digital, melhoria do atendimento e preparação das empresas para contratar, acolher e desenvolver profissionais com deficiência. A apresentação foi baseada em um levantamento sobre experiências adotadas por países das Américas. “As experiências de outros países nos ajudam a compreender que a acessibilidade precisa acompanhar toda a jornada da pessoa”, afirmou Nicole. Segundo a diretora, além de garantir informações acessíveis, infraestrutura adequada, segurança no embarque e atendimento, é necessário assegurar condições para que pessoas com deficiência possam se qualificar, participar de processos seletivos, ingressar no mercado de trabalho e desenvolver suas carreiras no setor. Nicole destacou que, no Brasil, a legislação estabelece cotas para a contratação de pessoas com deficiência, mas o cumprimento dessa exigência não elimina, por si só, as barreiras enfrentadas por esses profissionais no mercado de trabalho. “Cumprir a cota não significa que o processo seletivo seja acessível e que a liderança esteja preparada para receber a pessoa com deficiência. É preciso que o profissional encontre oportunidades compatíveis com as suas competências e que tenha condições de crescer dentro da organização”, disse. A diretora também apresentou o Estudo de Materialidade do Setor de Transporte Rodoviário, elaborado pelo SEST SENAT. O levantamento analisou 30 temas potencialmente relevantes para o setor e identificou dez prioritários para a agenda ESG (ambiental, social e de governança). Entre os temas prioritários, quatro estão diretamente relacionados ao eixo social: saúde, segurança e qualidade de vida dos trabalhadores; formação, desenvolvimento e retenção de profissionais; qualidade e segurança no atendimento aos usuários e tomadores de serviço; e condições dignas de trabalho em toda a cadeia do transporte. Nesse contexto, a acessibilidade é tratada como uma agenda transversal, que abrange tanto a experiência dos usuários quanto a formação profissional, a empregabilidade e as condições de trabalho. Rota da Acessibilidade Desenvolvido pelo SEST SENAT, o programa Rota da Acessibilidade reúne ações de sensibilização e capacitação, identificação e superação de barreiras, promoção da acessibilidade física, digital e comunicacional, inclusão profissional e apoio às empresas. A iniciativa considera a pessoa com deficiência em diferentes etapas de sua relação com o setor de transporte, como cliente, estudante e profissional. Entre os resultados apresentados, estão 160 turmas de formação profissional para pessoas com deficiência, que somaram mais de 3.500 matrículas. Mais de 500 pessoas foram encaminhadas para oportunidades no setor. Nas ações relacionadas à Libras, à inclusão e ao atendimento humanizado, foram realizadas mais de 1.400 turmas, com mais de 50 mil matrículas. Já os serviços de saúde do SEST registraram mais de 7 mil atendimentos a pessoas com deficiência. Segurança nos corredores internacionais A segurança da cadeia logística internacional também integrou a agenda da assembleia. Durante o encontro, foi assinado um documento que institui a agenda regional “CIT – Corredores Internacionais de Carga Segura”. A resolução prevê a articulação entre países para enfrentar riscos que afetam o transporte internacional, como roubo de cargas e veículos, sequestro de motoristas, contrabando e contaminação de cargas. A participação brasileira na assembleia reuniu, assim, duas frentes estratégicas para o desenvolvimento do transporte: a promoção de ambientes mais acessíveis e inclusivos e o fortalecimento da segurança nas operações internacionais de carga.

Setor produtivo alerta para aumento da inflação, desemprego e alta no preço de produtos e serviços caso a redução da jornada de trabalho seja aprovada

CNI, CNT, CNC, CNA, CNseg e OCB consideram a discussão importante, mas manifestam preocupação com votação em período eleitoral. Tema precisa ser debatido com mais tempo. O setor produtivo brasileiro considera legítima a discussão da escala 6×1, mas manifesta preocupação com a inclusão na pauta de votações do Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, em pleno período eleitoral. A PEC prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a adoção de dois descansos remunerados por semana, proibindo a escala 6×1. As confederações empresariais alertam que o tema precisa ser debatido com tempo e cuidado, pois decisões dessa dimensão precisam levar em conta seus efeitos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais. Para as instituições que assinam esse manifesto, não há justificativa plausível para que uma matéria de tamanho impacto sobre os setores econômicos seja votada sem um amplo e aprofundado debate, especialmente em um momento marcado pela pressão das urnas. Os efeitos de uma eventual redução da jornada de trabalho serão significativos para setores como indústria, comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral, provocando aumento dos custos de produção, redução das contratações formais e a consequente pressão sobre a inflação. Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) dimensionam os impactos de uma eventual aprovação da PEC. Somente a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e resultará em uma queda de 0,7% do PIB brasileiro, equivalente a R$ 76,9 bilhões. Dados da CNI mostram também que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média caso o limite semanal de horas de trabalho seja reduzido para 40 horas semanais, impactando no aumento dos preços de compras em supermercado, por exemplo, que podem ficar 5,7% mais caras. Os produtos industrializados terão alta de 6% em média – no caso de roupas e calçados a alta de preços pode alcançar 6,6%. Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima alta da inflação de pelo menos 13%, enquanto a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta um aumento inicial de R$ 11,9 bilhões de custos com mão de obra só para o setor. Na agropecuária, a mudança ocorreria em um setor que já enfrenta forte escassez de mão de obra. Pesquisa do Cepea/Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostra que 94,8% dos produtores têm dificuldade de contratação e 88,3% já percebem impactos na produção. Nesse cenário, a redução da jornada poderá induzir a produção de alimentos que possuem menor demanda por mão de obra, pressionando assim, os preços dos produtos e ampliando os desafios para o controle da inflação no País. A essas projeções deve ser acrescido, ainda, o aumento de custos com o emprego formal decorrente da criação de um segundo dia de descanso semanal remunerado. Somente esse trecho da PEC deve acarretar outro aumento de custos com os empregos formais, estimado em 9,1%, inclusive para empresas e para o setor público, que já operam em 40 horas e 5 dias de trabalho semanais. O setor produtivo reconhece a importância da discussão sobre jornada e escala de trabalho, mas defende que eventuais mudanças no tema considerem as profundas diferenças entre setores, atividades e processos produtivos, bem como a possibilidade de adaptação da jornada por negociação coletiva e de regras de transição mais flexíveis, o que requer mais tempo para discussão. O Brasil não pode ir na contramão das economias que buscam recuperar espaço nos mercados. Precisamos ser produtivos e competitivos. Não há espaço para retroceder, especialmente nesse momento. O pós-eleição obrigará o país a fazer algumas correções de rumo que certamente impactarão a inflação e a economia brasileira. As confederações empresariais, portanto, consideram inoportuna a decisão de votar a PEC em um momento em que o debate público estará marcado pela polarização em torno do segundo turno das eleições presidenciais. Somente com maturidade e diálogo social será possível avançar na construção de um futuro do trabalho mais justo, produtivo e equitativo para todos os brasileiros. Confederação Nacional da Indústria (CNI)  Confederação Nacional do Transporte (CNT)  Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)  Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)  Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) Por Agência CNT Transporte Atual

Atualização dos Boletins Técnicos CNT já está disponível

Elaborado a partir de diversas fontes, compilado reúne dados mais relevantes para o setor em um formato prático. O compilado Boletins Técnicos CNT – setembro já pode ser baixado. Mensalmente, a publicação reúne em um só documento dados estatísticos, econômicos e ambientais, além dos principais números do Plano CNT de Transporte e Logística (2026) e da Pesquisa CNT de Rodovias (2025), entre outros.  Trata-se de uma ferramenta prática para transportadores que desejem consultar os dados mais destacados do setor.  Os Boletins Técnicos CNT também podem ser consultados pela plataforma CNT Data.

Rota da Acessibilidade debate inovação para ampliar inclusão no transporte

Encontro Nacional reúne especialistas, empresas e governo para discutir tecnologia, acessibilidade e inclusão profissional de pessoas com deficiência. A 3ª edição do Rota da Acessibilidade reuniu, nesta quinta-feira (1º), na sede do Sistema Transporte, em Brasília, representantes do setor, do governo federal e especialistas para discutir como a inteligência artificial, a tecnologia assistiva, as adaptações e as parcerias podem tornar mais acessíveis os processos seletivos, a formação profissional, os ambientes de trabalho e as operações do transporte. Na abertura do evento, a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, afirmou que a acessibilidade precisa estar integrada às práticas das organizações e não pode se restringir a eventos ou ao cumprimento de exigências legais. “A acessibilidade não pode ser uma iniciativa isolada, não pode acontecer só em eventos como esse e não tem que se limitar a uma obrigação legal. A acessibilidade precisa estar presente nos ambientes, na comunicação, na tecnologia e nas oportunidades de trabalho”, afirmou. Desde a criação do programa, o SEST SENAT realizou 160 turmas de formação profissional para pessoas com deficiência, com mais de 3,5 mil matrículas e mais de 2 mil pessoas formadas. Por meio do banco de talentos e de parcerias com empresas do setor, mais de 500 pessoas já foram encaminhadas para oportunidades de contratação. Em seguida, o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, destacou que a inclusão exige continuidade, método e compromisso institucional. “Para avançarmos nessa agenda, precisamos formar lideranças capazes de compreender que a acessibilidade não depende de uma ou outra iniciativa isolada. Ela é resultado da integração entre pessoas, sistemas e ações”, afirmou. A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, ressaltou que a discussão sobre inclusão no transporte precisa considerar toda a jornada das pessoas, desde o acesso aos sistemas de mobilidade até as condições para chegar ao trabalho e permanecer nele. “A inovação que buscamos vai além de operar a tecnologia. Por vezes é comunicar diferente, entender o que a pessoa precisa, entender as necessidades da pessoa com deficiência e se inclinar à resolução”, afirmou. Representando o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Rodrigues Nascimento, destacou a necessidade de qualificar os profissionais do transporte. Segundo ela, equipamentos e estruturas acessíveis não são suficientes quando os trabalhadores não estão preparados para utilizá-los ou prestar atendimento adequado às pessoas com deficiência. A mesa de abertura foi encerrada com a assinatura de um ACT (Acordo de Cooperação Técnica) entre o SEST SENAT e a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. O documento foi assinado por Nicole Goulart e pela presidente da Federação, Cleunice Bohn. A parceria prevê a cooperação entre as instituições em ações relacionadas à acessibilidade, à qualificação profissional, à inclusão produtiva e à criação de novas oportunidades para pessoas com síndrome de Down no setor de transporte. A programação do 3º Encontro Nacional do Rota da Acessibilidade contou com quatro painéis sobre temas como inovação e remoção de barreiras; mobilidade, tecnologia e inclusão na operação do transporte; tecnologia assistiva e autonomia no trabalho; e inteligência artificial aplicada a processos mais inclusivos. O público também participou de oficinas de Libras, atividades em espaço sensorial, vivências guiadas e ações relacionadas a recursos de autonomia e mobilidade e massoterapia. A experiência das empresas Os resultados das empresas que participam do Rota da Acessibilidade também foram apresentados durante o encontro. O gerente de sustentabilidade da Localiza, Fernando Vilela, destacou a iniciativa de capacitação em Libras, que está no segundo ano e teve rápida adesão dos colaboradores. Segundo Fernando, a formação já produziu resultados no atendimento aos clientes. Em setembro de 2026, um cliente com deficiência auditiva foi atendido em uma agência da empresa por um colaborador que havia participado do curso. “Graças à capacitação do SEST SENAT, conseguimos atender e entregar um bom produto para o cliente, que ficou supersatisfeito”, afirmou. A Localiza e o SEST SENAT também desenvolvem o programa Incentiva, voltado ao desenvolvimento de carreira de profissionais com deficiência, com foco na progressão de assistentes para funções de analistas. Segundo o gerente, a expectativa é apresentar os resultados da iniciativa nas próximas edições do encontro. A Águia Branca também apresentou resultados de ações desenvolvidas em parceria com o Rota da Acessibilidade. Segundo a gerente de Recursos Humanos da empresa, Fernanda Peroba, a companhia conta atualmente com cerca de 117 profissionais com deficiência. O auxiliar administrativo da Águia Branca João Paulo Tommasi, que é uma pessoa com deficiência, participa dessas iniciativas como promotor de eventos e atua nas ações desenvolvidas em parceria com o SEST SENAT. Para ele, a participação no Rota da Acessibilidade representou uma nova experiência profissional, ao proporcionar sua primeira viagem a trabalho para fora de Cariacica (ES). Fonte: CNT

Projeto que usa tecnologia para aumentar a segurança nas rodovias vence o InovAprendiz 2026

Uma solução de baixo custo para melhorar a comunicação e a segurança de motoristas em trechos remotos das rodovias foi a vencedora da primeira edição do InovAprendiz, competição nacional promovida pelo SEST SENAT. Desenvolvido pela equipe ConectaVia, da Unidade Operacional de Rio Branco (AC), o projeto utiliza tecnologia de rádio LoRa, microcontroladores Arduino e GPS para permitir a troca de alertas entre veículos mesmo em locais sem internet ou rede de telefonia móvel. O projeto parte de um desafio enfrentado por motoristas que trafegam por regiões com baixa ou nenhuma conectividade: o isolamento dificulta o acesso a informações sobre obstáculos e riscos no trajeto e pode atrasar a comunicação em situações de emergência. A ausência de registros digitais também pode gerar impactos para as empresas, como dificuldades na auditoria das operações e custos relacionados à burocracia física. A solução desenvolvida pelos jovens aprendizes combina rádio LoRa, GPS e microcontroladores para criar um sistema híbrido de comunicação e registro operacional. A tecnologia permite que os veículos compartilhem alertas diretamente entre si, com apoio de inteligência artificial, sem depender de conexão com a internet. O custo estimado para implantação do sistema é de R$ 327. A ConectaVia ficou em primeiro lugar na classificação nacional, seguida pelas equipes Fronteira TechFlow, da Unidade de Uruguaiana (RS), e INOVATIVAS, de Itabuna (BA). Ao todo, dez equipes chegaram à grande final e foram premiadas. Criado para estimular o protagonismo dos jovens aprendizes e aproximar a formação profissional dos desafios reais do setor transportador, o InovAprendiz mobilizou, em sua primeira edição, 95 Unidades Operacionais do SEST SENAT, 206 instrutores e 1.358 aprendizes. Lançada em fevereiro de 2026, a competição recebeu 280 inscrições, que resultaram em 245 equipes na etapa local, 149 na etapa regional e 30 classificadas para a etapa nacional. Realizado em três etapas — local, regional e nacional —, o InovAprendiz desafia os participantes a desenvolver soluções inovadoras para demandas do setor de transporte. Além de estimular criatividade e trabalho em equipe, a iniciativa permite que os jovens coloquem em prática conhecimentos adquiridos durante a formação como aprendizes. As equipes foram avaliadas por um grupo de julgadores formado por colaboradores do Departamento Executivo do SEST SENAT, da CNT e do Ministério do Trabalho. Formação para o futuro do transporte O resultado da competição também reflete o investimento do SEST SENAT na formação de jovens para o mercado de trabalho. Atualmente, mais de 26 mil aprendizes são atendidos pelas Unidades do SEST SENAT em todo o país. O número de jovens que concluíram a formação também cresceu significativamente nos últimos anos. Em 2022, foram pouco mais de 8,6 mil concluintes. Em 2025, o número ultrapassou 16,2 mil — crescimento de 88% no período. “Os números mostram a dimensão do nosso compromisso com a formação de jovens talentos e com o desenvolvimento de profissionais preparados para os desafios do setor transportador. O InovAprendiz vai além de uma competição: ele cria um espaço para que os jovens sejam protagonistas, desenvolvam soluções para problemas reais e percebam que suas ideias podem contribuir para transformar o transporte”, afirma Nicole Goulart, diretora nacional executiva do SEST SENAT. Segundo ela, a iniciativa reforça o papel da instituição na preparação da futura força de trabalho. “Somos uma das principais entidades formadoras do país e temos uma atuação estratégica ao lado das empresas na qualificação dos profissionais que vão construir o futuro do transporte. Quando vemos jovens aprendizes desenvolvendo uma tecnologia como a ConectaVia, fica evidente a importância de conectar formação, inovação e as necessidades do mercado”, destaca. Ranking de classificação Posição UF Unidade Equipe 1 AC B 38 – RIO BRANCO/AC ConectaVia 2 RS B 71 – URUGUAIANA/RS Fronteira TechFlow 3 BA B 94 – ITABUNA/BA INOVATIVAS 4 SP B 35 – RIBEIRÃO PRETO/SP Liga da Justiça 5 SP A 01 – SÃO PAULO (VILA JAGUARA)/SP MOVE 6 ES A 12 – CARIACICA/ES Altitude 6 7 PR B 13 – CURITIBA/PR Trans Tech 8 RJ CN 169 – SÃO JOÃO DE MERITI/RJ Inovamente 9 PA C 110 – PARAGOMINAS/PA ATI TEAM 10 PE B 62 – PETROLINA/PE IAprendizes 11 GO B 93 – LUZIÂNIA/GO Fênix-UTB ALG 12 MG B 75 – BELO HORIZONTE (JARDIM VITÓRIA)/MG PrognosFleet 13 SP B 30 – ARARAQUARA/SP Infobus 14 RS B 84 – PASSO FUNDO/RS Milhas Urbanas 15 SC B 73 – CHAPECÓ/SC Geração Inova 16 MG B 75 – BELO HORIZONTE (JARDIM VITÓRIA)/MG Movitech 17 GO C 120 – ITUMBIARA/GO MOVITECH 18 RJ DN 182 – TRÊS RIOS/RJ Águia Conecta 19 BA A 24 – SIMÕES FILHO/BA Nexus 20 MT B 70 – RONDONÓPOLIS/MT Phoenix 21 RJ CN 169 – SÃO JOÃO DE MERITI/RJ Mobilidade em Foco 22 PR B 13 – CURITIBA/PR Menos é Mais 23 PB B 28 – JOÃO PESSOA/PB MIT – Monitoramento Inteligente de Transporte 24 PI B 22 – TERESINA/PI EQUIPE SUNYATA 25 SP B 80 – RIO CLARO/SP Os Farofers 26 AL DN 143 – ARAPIRACA/AL Conexão Jovem 27 MS B 88 – TRÊS LAGOAS/MS Direção Estratégica 28 MG DN 156 – JOÃO MONLEVADE/MG Mobiliza + 29 PI C 108 – PICOS/PI NEXO LOG PIAUÍ 30 ES A 12 – CARIACICA/ES Check Mental Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Novo biocombustível avança para substituir diesel fóssil 

Alternativa para o transporte de cargas ganha espaço e competitividade. O Rio Grande do Sul se prepara para incluir no cardápio de biocombustíveis disponíveis no mercado produtos que, desde já, são vistos com bons olhos pelo setor de transporte de cargas. São opções renováveis para substituir o diesel fóssil sem exigir alterações nos motores já existentes. As alternativas foram discutidas no dia 3 de setembro no Campo em Debate, na Casa da RBS, na Expointer, e ganham relevância diante dos desafios de descarbonização do setor, que tem pela frente a meta de reduzir entre 50% e 67% as emissões de carbono até 2035 para, em 2050, alcançar a neutralidade.  Antes disso, porém, o segmento — responsável por 60% de toda a movimentação de cargas nacionais, com 191 mil empresas e 3 milhões de empregos gerados — precisa ampliar a escala das soluções em desenvolvimento e, ao mesmo tempo, minimizar os impactos econômicos da transição. É o que argumenta o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, ao avaliar a atual conjuntura do mercado. Para isso, segundo ele, é necessário transformar matérias-primas como soja, cereais e resíduos em energia. Cardoso cita o biodiesel, o etanol e o biometano como exemplos de combustíveis alternativos aos fósseis. No entanto, ressalva que a ampliação das misturas de biodiesel precisa ser acompanhada de muita pesquisa e de testes de certificação que garantam a qualidade e resguardem as empresas de impactos econômicos elevados. — O campo tem uma capacidade muito grande de entregar energia para a gente movimentar nossas cargas e potencializar a nossa economia — resumiu. Coube à gerente-executiva Ambiental da CNT, Érica Marcos, dimensionar o desafio em números. O principal alerta está relacionado à idade da frota nacional. Isso porque 12% dos caminhões hoje em circulação foram fabricados há mais de 40 anos, 55% já rodam há 15 anos e apenas 8% estão enquadrados na chamada fase P8, equivalente à tecnologia Euro 6, ou seja, equipados com tecnologias para mitigar os impactos ambientais. Ela explica que somente a renovação da frota reduziria em 95% alguns dos principais poluentes, mas, sozinha, não seria suficiente para promover a descarbonização. Nesse aspecto, a CNT comparou vantagens e limitações de cinco alternativas: biometano, eletromobilidade, hidrogênio, diesel verde/HVO e combustíveis sintéticos. Veículos elétricos, por exemplo, têm emissão zero, mas autonomia limitada e preço superior. O caminhão a biometano pode custar cerca de 30% mais, enquanto veículos elétricos e a hidrogênio chegam a ser 400% mais caros. — São três grandes desafios: infraestrutura, competitividade e regulação — declarou, ao avaliar os avanços que podem ser obtidos a partir de maior previsibilidade e de incentivos fiscais. Um dos produtos em processo de certificação é o BiVant, da Be8, apresentado como uma das alternativas para ampliar o uso de biocombustíveis no transporte de cargas. Segundo Jerônimo Goergen, presidente da Acebra e da Aprobio, o programa já recebeu investimento de R$ 10 milhões e envolve 16 laboratórios, 320 mil litros de biodiesel e mais de 20 equipamentos. Os testes incluem ainda os motores mais antigos em operação, em uma estratégia que busca avaliar o desempenho do combustível em diferentes condições e ampliar a segurança para sua adoção no mercado. — Sem o biocombustível, o campo brasileiro não retomará o processo de renda que lamentavelmente perdeu — complementa Goergen. Tecnologia para substituir o diesel fóssil Diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8, fabricante do BiVant, Camilo Adas explica que o produto tem potencial para substituir a totalidade do diesel poluente por uma matéria-prima renovável, sem demandar alterações nos motores já existentes. E, como cada ponto percentual adicional de biodiesel na mistura convencional reduz em até R$ 8 bilhões os subsídios associados à importação de diesel fóssil, o projeto ganha relevância. Crédito: Nani Art Club / Divulgação Por Rafael Vigna – GZH Se você não assistiu ao programa, o conteúdo completo está disponível no canal da GZH no YouTube:https://www.youtube.com/live/hbAFI93tkQA?t=132s

ANTT reajusta tabela do frete mínimo com diesel a R$ 7,33

Novos valores dos pisos mínimos de frete entram em vigor em 30 de setembro e variam conforme carga, distância, número de eixos e tipo de contratação. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reajustou a tabela do frete mínimo para o transporte rodoviário de cargas após o preço médio nacional do diesel S10 chegar a R$ 7,33 por litro. Os novos valores entram em vigor nesta quarta-feira, 30 de setembro. A atualização foi estabelecida pela Portaria SUROC nº 22, de 28 de setembro de 2026, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União nesta terça-feira, 29. Para o reajuste, a ANTT considerou o preço médio nacional do diesel S10 apurado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre 20 e 26 de setembro. O valor de R$ 7,33 substitui os R$ 6,97 por litro utilizados na atualização anterior, realizada em julho. NOVA TABELA DO FRETE MÍNIMO Os novos coeficientes estão divididos em quatro tabelas, conforme a modalidade da operação de transporte. A “Tabela A” estabelece os coeficientes para contratação da composição veicular, enquanto a “Tabela B” reúne os valores aplicáveis à contratação apenas da unidade de tração. Já as tabelas “C” e “D” apresentam os coeficientes para operações classificadas como de alto desempenho, também considerando, respectivamente, a contratação da composição veicular e apenas da unidade de tração. Os valores variam de acordo com o tipo de carga e o número de eixos do veículo. A portaria apresenta coeficientes específicos para categorias como carga geral, frigorificada ou aquecida, conteinerizada, granéis sólidos e líquidos, carga neogranel, produtos perigosos e carga a granel pressurizada. Por Camila Lucio – Mundo Logística

Governo prorroga subvenção ao diesel em R$ 2,12 por litro por 30 dias

O governo federal prorrogou por 30 dias a subvenção ao óleo diesel em R$ 2,12 por litro. A medida consta em portaria do Ministério da Fazenda publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A portaria entrou em vigor no dia de ontem (27 de setembro). A subvenção econômica ao óleo diesel A, de uso rodoviário, estava prevista no âmbito das Medidas Provisórias (MP) 1.363 e 1.391, com validade até 26/09/2026. Em nota divulgada, o Ministério da Fazenda afirmou que a portaria assegura a continuidade da subvenção para o diesel. “A iniciativa se deve à persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis”, explicou o ministério. Segundo o ministério, como a MP 1.363 perdeu sua validade em 26 de setembro, a pasta ajustou a portaria para que a partir de 27/09 o valor de R$ 2,12 por litro passe a ser estabelecido integralmente. “A alteração, portanto, não implica aumento da subvenção, mas garante a manutenção do valor total atualmente praticado, evitando sua redução com o término da vigência da MP nº 1.363/2026”, acrescentou a pasta. Nesta semana, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, havia antecipado que o governo deveria manter a subvenção ao diesel em prorrogação por 30 dias. Imagem: Emile Windal/AFP Fonte: Estadão

ANTT informa a indisponibilidade programada de sistemas

De acordo com o Comunicado da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC) da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ficarão temporariamente fora do ar os seguintes sistemas: RNTRC; CIOT; Vale-Pedágio Obrigatório; Calculadora de Frete; Sistema SCF (TRIC) e Sistema de Prova Eletrônica. Das 22h de sexta-feira (4/9) até as 23h59 de segunda-feira (7/9). A indisponibilidade abrangerá inclusive as consultas públicas relacionadas ao transporte rodoviário nacional, internacional e multimodal de cargas.  Durante os períodos de indisponibilidade, as Instituições de Pagamento Eletrônico de Frete (IPEFs) e os Fornecedores de Vale-Pedágio Obrigatório deverão utilizar os procedimentos de operação em contingência aplicáveis aos serviços de CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) e Vale-Pedágio Obrigatório. As operações realizadas em contingência deverão ser posteriormente transmitidas à ANTT, observados os prazos e procedimentos estabelecidos na regulamentação e nas orientações técnicas.

FETRANSUL promove debate sobre combustíveis alternativos no transporte de cargas na Expointer

A FETRANSUL realizou, nesta quinta-feira (3), o Campo em Debate – Combustíveis Alternativos no Transporte Rodoviário de Cargas, na Casa RBS, durante a Expointer. A iniciativa do Grupo RBS reuniu lideranças e especialistas para discutir alternativas, desafios e perspectivas da transição energética no setor. Com mediação da jornalista Giane Guerra, o encontro colocou em pauta uma questão cada vez mais presente no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC): quais fontes de energia deverão mover as frotas brasileiras nos próximos anos e quais são as condições necessárias para que essa transição seja economicamente viável, segura e sustentável. Na abertura do debate, o presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, destacou a forte conexão entre o transporte rodoviário e o agronegócio e a possibilidade de transformar essa relação também em geração de valor. Segundo Cardoso, o transporte participa de toda a cadeia do agro e o desafio é avançar na utilização de novas fontes energéticas com investimentos em testes, qualificação e garantia de qualidade e segurança para as empresas e seus clientes. A gerente executiva Ambiental da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Érica Marcos, apresentou a atuação do Sistema Transporte e os estudos desenvolvidos pela CNT relacionados aos combustíveis e à transição energética. Entre os trabalhos, destacou análises comparativas das diferentes alternativas disponíveis, considerando aspectos como custos, características e aplicabilidade para o setor, contribuindo com informações técnicas para a tomada de decisão dos transportadores. Representando a visão das empresas de transporte, Paulo Ossani, vice-presidente da FETRANSUL, abordou especialmente o desafio econômico envolvido na transição energética. Ao analisar as diferentes possibilidades de combustíveis alternativos, Ossani deu destaque ao biometano e ao seu potencial para o transporte, reforçando a necessidade de considerar a viabilidade financeira e operacional das soluções antes de sua adoção em escala. O presidente da Acerba e da AproBio, Jerônimo Goergen, concentrou sua participação nas discussões relacionadas ao biodiesel, destacando a importância dos testes e do controle de qualidade do combustível. O tema ganhou relevância no debate diante da necessidade de garantir segurança e confiança ao transportador à medida que cresce a participação dos biocombustíveis na matriz energética. Já Camilo Adas, diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8, abordou a importância de avançar na transição energética do transporte e no desenvolvimento de soluções capazes de contribuir para a redução das emissões, considerando as características e as oportunidades existentes no Brasil. O debate também contou com a participação de representantes do setor presentes na Casa RBS, entre eles Fabrício Severo Braz, presidente da Sulpetro, que contribuiu para as discussões sobre os desafios e possibilidades relacionados às novas matrizes energéticas. Também estiveram presentes no Campo em Debate lideranças da FETRANSUL e de entidades representativas do setor, entre elas Anderson Roncen, presidente do SIVECARGA e vice-presidente da FETRANSUL; os diretores Taís Lorenz e Jaime Krás Borges; Sérgio Netto, vice-presidente da FETRANSUL; Gilberto da Costa Rodrigues, diretor executivo e Paulo Ziegler, diretor de Infraestrutura. Entre biodiesel, biometano, etanol, eletrificação, hidrogênio verde e outras tecnologias, o encontro evidenciou que a transformação da matriz energética do transporte deverá passar pela convivência de diferentes soluções, levando em consideração fatores como tipo de operação, infraestrutura disponível, custo, qualidade, segurança e viabilidade econômica. A realização do Campo em Debate na Expointer reforçou ainda a relação estratégica entre transporte e agronegócio e as oportunidades de transformar a capacidade produtiva brasileira em vantagem energética, agregando valor à produção, estimulando o desenvolvimento e contribuindo para um transporte mais sustentável e competitivo. Assista o Programa completo no canal do YouTube da GaúchaZH

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