Audiência Pública clama pela retomada da duplicação da BR 290

A Câmara de Vereadores de Butiá sediou na tarde de ontem, 26 de março, uma audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa da Duplicação da BR-290. O movimento é liderado pelos deputados federais Pompeo de Mattos e Afonso Hamm e visa assegurar que os quatro lotes de obras definidos pelo DNIT desde 2014 tenham continuidade. O trecho em obras se estende de Eldorado do Sul a Pantano Grande. Presentemente o trabalho está parado.  O superintendente regional do DNIT, Hiratan Pinheiro da Silva, explicou que o empreendimento tem um custo estimado em R$ 1,2 bilhões. Dos quatro lotes, o número 1 foi cancelado. O lote 2 será retomado, enquanto o 3 avançou 40%, e o 4 está 85% concluído (mais próximo a Pantano Grande). Segundo ele, seis quilômetros de lote 3 serão entregues em abril. E o lote 4 será concluído até a metade do ano. O superintendente também fez uma apresentação completa dos projetos de melhorias da BR 290 em todo o percurso até Uruguaiana, salientando que presentemente, além destes lotes, a rodovia recebe manutenção das pistas de rolagem. Ao fim, Hiratan da Silva comunicou que durante o segundo semestre o lado brasileiro da ponte Internacional de Uruguaiana será totalmente reabilitado.

Prefeitos e vereadores da região e de cidades lindeiras à rodovia estiveram presentes na reunião. As demandas foram enfáticas pela retomada das obras e a dificuldade de recursos. Paulo Ziegler, diretor de Infraestrutura da FETRANSUL, destacou a importância do trabalho da Frente Parlamentar, assinalando que a BR 290 é um corredor logístico fundamental para o Mercosul e para toda a economia no centro-sul do RS. Lembrou que no seu primeiro terço, a rodovia tem um VDM de 11 mil veículos, encontrando-se totalmente defasada em termos de capacidade viária. Registrou ainda, que tendo como referência de origem a capital do RS, todas as demais regiões do estado têm rodovias federais duplicadas ou em vias de expansão dos trechos duplicados. “No caso da BR 290, o governo federal está em débito não somente com o RS, mas com o Mercosul, pois o Brasil assumiu compromisso com a Argentina para se dispor de vias duplicadas entre Buenos Aires e São Paulo”, acrescentou Ziegler. Por fim, o representante dos transportadores alertou que a lentidão das obras está se misturando com a provável concessão da BR 290, em fase de estudos pelo Ministério dos Transportes, o que poderá implicar no abandono dos investimentos, deixando a conclusão das duplicações para o futuro vencedor da concessão, a exemplo do que está acontecendo com a Rota Portuária do Sul (BR 116 – SUL).

O público presente à Audiência Pública aguarda com expectativa que, independente das injunções apresentadas, o DNIT consiga ao menos entregar os lotes 3 e 4, desde que o orçamento previsto seja disponibilizado conforme planejado.      

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