Entidades avaliam como positiva a proposta de subvenção do diesel

O governo do Rio Grande do Sul confirmou na segunda-feira (30) que adotará a estratégia de subvenção do diesel, proposta pelo governo federal, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com o objetivo de conter a alta no preço do petróleo. A medida se soma a outros planos de auxílio aos estados frente ao crescente aumento no valor dos combustíveis, sobretudo do diesel. O subsídio tem caráter provisório de 2 meses, com custo estimado de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão de responsabilidade do governo federal e o restante dos estados que aderirem à proposta, conforme a proporção devida do uso dos combustíveis. O economista David Fialkow, Professor de Economia da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre e ex-diretor do Banrisul, avalia que a decisão é acertada por não impactar tanto o orçamento dos Estados, além de ser mais simples do ponto de vista legal: “A alteração nas alíquotas de ICMS envolveria questões tributárias complexas que poderiam exigir unanimidade no conselho fazendário (Confaz), o que geraria problemas legais e burocráticos“, explica o professor de Economia da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre. Outro ponto importante destacado por Fialkow é o potencial de combate à inflação em cascata que a estratégia proporciona, uma vez que “como o combustível afeta diversas cadeias produtivas (insumos e produtos finais são transportados), o subsídio ajuda a evitar uma inflação geral”. O economista ainda acrescenta que manter o preço do combustível menos elevado possibilita que os estados compensem o gasto com o subsídio arrecadando mais através do crescimento da produção e do PIB. Fialkow menciona que o Rio Grande do Sul, em especial, terá “uma grande vantagem” com a subvenção, considerando a época de colheita das safras de arroz e soja, que teriam impacto no preço de revenda com o aumento do custo dos transportes. A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul) também avaliou a medida como positiva. De acordo com nota enviada pela entidade, “a decisão reforça a relevância do tema e a necessidade de atuação coordenada entre os entes federativos diante da volatilidade dos preços dos combustíveis, que afetam diretamente a economia e os custos logísticos.” No entanto, a Federação também defende que, por tratar-se de uma medida temporária, “é fundamental avançar na construção de soluções estruturais”, como por exemplo “revisão da carga tributária sobre o diesel, especialmente no CONFAZ; mais previsibilidade no preço dos combustíveis; e condições para que o setor opere com equilíbrio econômico.” Isso, segundo a organização, permite que o transporte opere com estabilidade para continuar garantindo o abastecimento e a competitividade da economia. Já o Sulpetro ― entidade que representa os postos de combustíveis do RS ― informa que o setor aguarda uma definição de adesão, por parte das distribuidoras, à fixação do preço do diesel pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em nota, a entidade diz que “o segmento varejista de combustíveis somente poderá tomar conhecimento sobre o eventual efeito sobre o preço do produto a partir da adesão de produtores e importadores à subvenção”.  Fonte: Jornal do Comércio Foto: YURI CORTEZ/AFP/JC

Transportadoras temem falta de diesel e repassam alta do preço a fretes: “Tem subido toda semana”

Fetransul também avalia o biodiesel e o biometano como alternativas aos combustíveis fósseis Preocupado com a alta no preço dos combustíveis desde a guerra no Irã, o presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), Francisco Cardoso, chega a temer até escassez de diesel e gasolina caso o conflito não arrefeça.  — Se faltar combustível, vai implicar em atrasos de viagens e reprogramação de coletas — diz, sinalizando que empresas do setor já estão renegociando fretes e contratos para repassar os custos. — Tem aumentado toda semana. Em entrevista ao programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha, Cardoso destacou a importância de mais testes para certificação e redução no custo para viabilizar o biodiesel como alternativa aos combustíveis fósseis. Produtores do biocombustível trabalham para elevar a mistura de 15% para 17%. O presidente da Fetransul também lembrou do potencial do biometano como alternativa, podendo ser usado em veículos movidos a gás natural. Clique e escute abaixo a entrevista completa: Fonte: GZH – Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br) Foto: Lucas Kloss / ALRS

25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas reforça legado e projeta o futuro do setor em Brasília. Faça já sua inscrição!

Evento celebra 25 edições desde 1999 e reúne lideranças para debater os principais desafios e caminhos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil No dia 6 de maio de 2026, às 8h30, será realizada, em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. Consolidado como um dos mais importantes fóruns de discussão do setor, o Seminário chega à sua edição comemorativa de 25 realizações, marcando uma trajetória iniciada em 1999, sempre pautada pelo diálogo institucional e pela construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. A iniciativa é promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e conta com o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte). Ao longo de sua história, o evento tem desempenhado papel fundamental na aproximação entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço de pautas estratégicas e para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas como pilar do desenvolvimento econômico e social do país. Nesta edição, os debates estarão centrados em temas de alta relevância para o setor, como a aplicação prática da Lei nº 14.599/2023, no que se refere a seguro de cargas – com foco na insegurança jurídica e nos conflitos interpretativos –, e a análise da Lei nº 13.703/2018, que institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, abordando seus desafios regulatórios, entraves jurídicos e impactos no mercado. Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esta edição carrega um significado especial por simbolizar a continuidade e pertinência do Seminário ao longo de décadas. “Celebrar a 25ª edição deste Seminário é reconhecer a força de um espaço que, desde 1999, promove o diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao longo dessas edições, acompanhamos transformações importantes e contribuímos ativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao trazer, para o centro de debates, temas sensíveis como o seguro de cargas e o piso mínimo de frete, esta edição ratifica nosso compromisso com a segurança jurídica, a previsibilidade e o equilíbrio nas relações do setor, além da construção de um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e sustentável para a atividade” – enfatiza Rebuzzi. A edição de 2026 reafirma o empenho das entidades organizadoras em dar continuidade a esse legado, promovendo debates consistentes e alinhados às demandas do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Faça sua inscrição aqui. Programação Preliminar 09h00 às 10h00 | Solenidade de Abertura Composição da Mesa (convidados) l  Deputado Federal Hugo Motta – Presidente da Câmara dos Deputados (a confirmar) l  Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes l  Deputado Federal Gilberto Abramo – Autor do requerimento para realização da 25ª edição do Seminário l  Renan Filho – Ministro dos Transportes (a confirmar) l  Vander Costa – Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) l  Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística l  Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT 10h00 às 11h00 | 1º Painel Tema: Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática Abordagem Insegurança jurídica, conflitos interpretativos e seus reflexos para os transportadores Presidente da Mesa l  Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes Coordenação l  Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística Palestrantes convidados l  Alessandro Serafin Octaviani Luis – Superintendente da SUSEP l  Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística 11h00 às 12h00 | 2º Painel Tema: Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas Abordagem Entre a regulação e a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas: análise das distorções interpretativas, entraves jurídicos e reflexos no mercado Presidente da Mesa l  Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes Coordenação l  Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística Participação a convite l  Luiz Fux – Ministro do Supremo Tribunal Federal (a confirmar) Palestrantes convidados l  Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT 12h00 | Encerramento Realização ●  Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados Apoio ●  NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística Apoio Institucional ●  Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística) ●  FuMTran – Fundação Memória do Transporte Apoio Logístico ●  Brasspress Fonte: NTC&Logística

Análise realizada pela CNT mostra que veículos mais novos operam em alta intensidade

Estudo revela padrão real de uso da frota e reforça importância da gestão eficiente. Dados podem reduzir custos, melhorar segurança e orientar decisões O transporte rodoviário brasileiro ganha, pela primeira vez em mais de uma década, um retrato detalhado da circulação de caminhões e ônibus no país. Os números mostram o ritmo dessa operação: um caminhão pesado pode percorrer pouco mais de 100 mil quilômetros no primeiro ano de vida, evidenciando o papel estratégico da atividade para a economia nacional. O dado faz parte do estudo “Transporte em Foco – Quanto rodam os veículos pesados no Brasil?”, da CNT, divulgado nesta segunda-feira (30). A publicação analisa dados que abrangem mais de 1,4 milhão de avaliações veiculares ambientais realizadas entre 2022 e 2025, cobrindo 207.827 veículos pesados em todo o Brasil. A pesquisa utiliza informações reais do Despoluir, maior iniciativa ambiental privada do setor de transporte no país, para traçar curvas inéditas de utilização da frota. Essa ferramenta é essencial para entender como caminhões e ônibus performam com o passar dos anos. Os resultados confirmam que o transporte rodoviário opera em um nível elevado de atividade, especialmente nos primeiros anos dos veículos. Ao se observarem as curvas elaboradas, nota-se que caminhões pesados, por exemplo, começam sua trajetória com cerca de 106 mil quilômetros rodados por ano, enquanto ônibus urbanos chegam a ultrapassar 75 mil quilômetros anuais no início da operação. Esse volume de uso reflete a centralidade do setor na logística brasileira. Atualmente, o modal rodoviário responde por cerca de 65% das cargas e 95% dos passageiros transportados no país. Mais do que um dado operacional, o levantamento pode ser utilizado como um instrumento para a tomada de decisões, contribuindo com a avaliação econômica de ativos, a gestão da manutenção periódica e a alocação adequada dos veículos, adaptando o uso conforme a idade e o tipo de operação dos caminhões e ônibus. Um dos principais achados do estudo é o comportamento da frota ao longo da vida útil. De forma geral, os veículos mais novos concentram maior volume de uso, com uma redução gradual conforme envelhecem. No caso dos caminhões pesados, por exemplo, a quilometragem anual diminui de aproximadamente 106 mil quilômetros, no primeiro ano, para cerca de 74 mil quilômetros, no sexto ano, observando a curva de intensidade de uso, seguindo em queda mais suave nos anos seguintes. Mesmo diante desse cenário, os dados mostram que unidades mais antigas continuam ativas e produtivas, muitas vezes sendo realocadas para operações de menor distância ou funções de apoio. Esse comportamento evidencia tanto a capacidade de adaptação das empresas e o aproveitamento eficiente dos ativos ao longo do tempo quanto a necessidade brasileira de promover maiores incentivos em renovação de frota. A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, destacou que o estudo também traz impactos diretos para a gestão das empresas e para a sustentabilidade do setor. “Ao entender, com mais precisão, como os veículos são utilizados ao longo da sua vida útil, o transportador consegue planejar melhor a manutenção, evitar falhas, reduzir custos e até diminuir emissões. Esses dados permitem decisões mais eficientes no dia a dia da operação, desde a escolha do tipo de operação até o momento ideal de renovar a frota, com ganhos econômicos e ambientais para todo o setor”, afirmou. Frota pesada ultrapassa 1,8 milhão de quilômetros ao longo da vida útil Outro ponto relevante do estudo é que, com base nas curvas de uso da frota, um caminhão pesado pode acumular mais de 790 mil quilômetros rodados já no décimo ano de vida e ultrapassar 1,8 milhão de quilômetros ao longo de 30 anos de operação, evidenciando a longa vida operacional desses veículos no Brasil. Já no transporte de passageiros, um ônibus urbano pode atingir cerca de 640 mil quilômetros acumulados em dez anos, mesmo com uma redução gradual do ritmo de utilização ao longo do tempo. Atualmente, somente o transporte autônomo de cargas tem mais de 769 mil veículos, dotados de 22 anos de idade, em média. Com isso, as informações apresentadas no estudo revelam que o setor de transporte opera com ativos de altíssima longevidade e desgaste, o que torna o planejamento baseado em dados de uso real um diferencial competitivo cada vez mais relevante. Com base nos resultados, a CNT defende o planejamento da renovação de frotas, com metas tecnicamente embasadas que considerem não apenas a idade dos veículos, mas também seu nível real de utilização em diferentes categorias. Também destaca a importância de estimular a manutenção preventiva e preditiva, orientada por dados, e ampliar a transparência no mercado de veículos usados, com referências mais precisas de quilometragem por idade, contribuindo para decisões mais seguras na compra, venda e avaliação de ativos. Acesse o estudo na íntegra aqui Por Agência CNT Transporte Atual

FETRANSUL acompanha agenda de parcerias e concessões do Governo do RS no Palácio Piratini

O governador Eduardo Leite apresentou, na manhã desta segunda-feira (30/3), no Palácio Piratini, a agenda “O Rio Grande Tá Diferente: Parcerias em Ação”, destacando o balanço e as perspectivas das parcerias público-privadas (PPPs) no Rio Grande do Sul. O evento, que contou com a presença do vice-governador Gabriel Souza, anunciou novos projetos de concessões e parcerias que devem somar cerca de R$ 20,7 bilhões em investimentos nos próximos anos. A FETRANSUL esteve presente no evento, representada por seu presidente, Francisco Cardoso, acompanhando de perto as iniciativas que impactam diretamente a infraestrutura e o ambiente de negócios do Estado, especialmente no setor de transporte e logística. A carteira de projetos abrange diversas áreas estratégicas, incluindo rodovias, saneamento, saúde, educação e infraestrutura administrativa, além de iniciativas como concessões de loterias e novos equipamentos públicos. O governo também destacou que as privatizações e concessões já realizadas e em execução representam aproximadamente R$ 46,1 bilhões em investimentos, reforçando a capacidade do Estado de ampliar e qualificar serviços essenciais à população.

A Reputação

A construção de uma marca é uma atividade que se desenvolve diariamente nas organizações empresariais. Ela demanda planejamento e perseverança, e este esforço inclui as pequenas ações de rotina. O dia-a-dia da organização expressa muito da “personalidade” da empresa. Como num grande lego, as peças precisam se encaixar. No mundo corporativo a marca é uma bandeira que precisa estar sempre hasteada, num ponto em que todos os colaboradores possam enxergá-la.   A pesquisa anual Marcas de quem Decide, empreendida pelo Jornal do Comércio, suscita uma importante reflexão às empresas do RS. Ser lembrado e ser preferido é o estado da graça para as organizações que figuram neste levantamento. E por certo, não deixam margem a acomodações. Antes pelo contrário, reafirmam o caminho percorrido e renovam o desafio sempre presente. Existe uma palavra que considero central, quando escrevemos sobre marcas. Refiro-me à reputação. Este é um predicado subjetivo das grandes marcas. Certos produtos ou serviços podem até não serem os seus preferidos de alguns, mas quando as marcas possuem notória reputação, o reconhecimento se coloca acima de qualquer outro questionamento. No setor de Transporte e Logística do RS existem inúmeras empresas com destaque. A maneira como esta atividade se interrelaciona com o comércio, a indústria e a agricultura fazem dele uma extensão dos mesmos. E no mundo dos negócios, todos sabemos que a Logística é um tema estratégico. Trata-se de ter o produto no local e na hora certa. Disse decorre o intrínseco envolvimento de nossa atividade com a construção das marcas, não apenas das nossas organizações. Nossa atividade, por outro lado, desenvolve-se no contexto B2B, o que leva o setor, ainda que muito conhecido, a não ocupar as primeiras colocações entre as marcas mais consumidas, pelo ponto de vista desta pesquisa do Jornal do Comércio. O nosso papel é o da integração de mercados. Trata-se de uma atribuição essencial para o sucesso da vida econômica de nosso Estado. Estamos diuturnamente presentes na construção das marcas preferidas e lembradas, fazendo desta atribuição também o desenvolvimento das nossas.   Francisco Carlos Gonçalves CardosoPresidente da Fetransul – Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul Foto: TÂNIA MEINERZ/JC *Artigo publicado no Caderno Marcas de Quem Decide – Jornal do Comércio – 30/03/2026

Audiência Pública clama pela retomada da duplicação da BR 290

A Câmara de Vereadores de Butiá sediou na tarde de ontem, 26 de março, uma audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa da Duplicação da BR-290. O movimento é liderado pelos deputados federais Pompeo de Mattos e Afonso Hamm e visa assegurar que os quatro lotes de obras definidos pelo DNIT desde 2014 tenham continuidade. O trecho em obras se estende de Eldorado do Sul a Pantano Grande. Presentemente o trabalho está parado.  O superintendente regional do DNIT, Hiratan Pinheiro da Silva, explicou que o empreendimento tem um custo estimado em R$ 1,2 bilhões. Dos quatro lotes, o número 1 foi cancelado. O lote 2 será retomado, enquanto o 3 avançou 40%, e o 4 está 85% concluído (mais próximo a Pantano Grande). Segundo ele, seis quilômetros de lote 3 serão entregues em abril. E o lote 4 será concluído até a metade do ano. O superintendente também fez uma apresentação completa dos projetos de melhorias da BR 290 em todo o percurso até Uruguaiana, salientando que presentemente, além destes lotes, a rodovia recebe manutenção das pistas de rolagem. Ao fim, Hiratan da Silva comunicou que durante o segundo semestre o lado brasileiro da ponte Internacional de Uruguaiana será totalmente reabilitado. Prefeitos e vereadores da região e de cidades lindeiras à rodovia estiveram presentes na reunião. As demandas foram enfáticas pela retomada das obras e a dificuldade de recursos. Paulo Ziegler, diretor de Infraestrutura da FETRANSUL, destacou a importância do trabalho da Frente Parlamentar, assinalando que a BR 290 é um corredor logístico fundamental para o Mercosul e para toda a economia no centro-sul do RS. Lembrou que no seu primeiro terço, a rodovia tem um VDM de 11 mil veículos, encontrando-se totalmente defasada em termos de capacidade viária. Registrou ainda, que tendo como referência de origem a capital do RS, todas as demais regiões do estado têm rodovias federais duplicadas ou em vias de expansão dos trechos duplicados. “No caso da BR 290, o governo federal está em débito não somente com o RS, mas com o Mercosul, pois o Brasil assumiu compromisso com a Argentina para se dispor de vias duplicadas entre Buenos Aires e São Paulo”, acrescentou Ziegler. Por fim, o representante dos transportadores alertou que a lentidão das obras está se misturando com a provável concessão da BR 290, em fase de estudos pelo Ministério dos Transportes, o que poderá implicar no abandono dos investimentos, deixando a conclusão das duplicações para o futuro vencedor da concessão, a exemplo do que está acontecendo com a Rota Portuária do Sul (BR 116 – SUL). O público presente à Audiência Pública aguarda com expectativa que, independente das injunções apresentadas, o DNIT consiga ao menos entregar os lotes 3 e 4, desde que o orçamento previsto seja disponibilizado conforme planejado.      

Fiscalização do transporte estende-se ao embarcador (contratante do frete)

Piso mínimo de fretes mede o custo, não é uma tabela A FETRANSUL informa que a Medida Provisória nº 1.343/2026 e sua regulamentação pela ANTT, por meio das Resoluções nº 6.077 e nº 6.078, ambas de 24 de março de 2026, estabeleceu que a fiscalização da atividade deixa de atuar predominantemente após a realização do transporte, e passa a ocorrer de forma prévia, no momento da contratação do frete, por meio de sistemas integrados e análise de dados. A nova regulamentação determina que todas as operações de transporte devem ser registradas previamente, sem exceção, por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), com geração gratuita. Esta medida, na prática, estabelece: O novo modelo também define mecanismos de bloqueio operacional: Além disso, a regulamentação prevê multas de maior impacto que podem alcançar valores milionários, além de medidas administrativas e restrições operacionais, que podem incluir a limitação ou suspensão do direito de contratar transporte, com base em critérios de reiteração definidos pela ANTT, podendo atingir o registro no RNTRC. (Registro de Transportador). A medida amplia a responsabilidade de toda a cadeia logística, especialmente para o embarcador, que passa a ter responsabilidade legal na formação do valor do frete e no cumprimento das regras. Ele também passa a estar sujeito a penalidades relevantes em caso de descumprimento, incluindo multas elevadas e possíveis restrições à contratação de novas operações. Importante destacar que o piso mínimo de frete não é uma tabela de fretes, mas sim de uma referência mínima de custo operacional. O piso não é o valor final da contratação, pois não contempla integralmente tributos, seguros, gestão, pedágios e margem das operações. Além disso, o mecanismo de reajuste do piso mínimo, baseado nos preços médios do diesel divulgados pela ANP, não tem refletido com a mesma velocidade as variações observadas nas bombas de abastecimento, podendo gerar defasagens entre o custo real das operações e os valores de referência. O novo regime legal impõe às empresas maior rigor na formação dos preços de frete, maior controle das operações e adequação imediata aos requisitos regulatórios. A FETRANSUL acompanha a implementação das medidas e seguirá contribuindo para a construção de um ambiente regulatório equilibrado, que preserve a competitividade, a segurança jurídica e a previsibilidade das relações no setor. FETRANSULFederação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do SulMarço de 2026

Reunião da Diretoria da NTC&Logística do mês de março discute cenário econômico, segurança e agenda estratégica do setor

Encontro reuniu lideranças para discutir temas prioritários do Transporte Rodoviário de Cargas, com foco em custos operacionais, segurança, legislação e planejamento institucional Foi realizada, nesta quinta-feira (26), de forma híbrida, a reunião da Diretoria da NTC&Logística, conduzida pelo presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, com a participação do vice-presidente Antonio Luiz Leite; do diretor financeiro, José Maria Gomes; dos conselheiros vitalícios Flávio Benatti e José Hélio Fernandes; membros da diretoria e representantes de entidades associadas de todo o País. A pauta do encontro contemplou desde questões administrativas até análises aprofundadas do cenário econômico, político e operacional que afetam o setor. Ao iniciar a reunião, o presidente Eduardo Rebuzzi teceu comentários sobre compromissos recentes em Brasília e em São Paulo, onde foram realizados encontros com focos centrais para o desenvolvimento do setor. A agenda de eventos da entidade foi apresentada por Elisete Balarini, assessora executiva da Presidência, que pontuou os próximos encontros promovidos pela NTC&Logística, com ênfase nos fixados para o mês de maio, como o 16º Congresso Técnico Olhar Empresarial, no dia 5, além do 25º Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas e do 5º Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, no dia 6. Na oportunidade, a vice-presidente extraordinária da Pauta ESG, Joyce Bessa, destacou os resultados e o impacto da realização do primeiro evento carbono neutro promovido pela NTC&Logística, durante o Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM. Entre os principais resultados da iniciativa, evidenciou-se a compensação das emissões de CO₂, com o plantio de aproximadamente 180 a 200 árvores, que serão mantidas por um período de 20 anos. Um evento carbono neutro é aquele que realiza o cálculo, a redução e a compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas durante sua realização, garantindo, assim, um impacto ambiental neutro. O diretor financeiro, José Maria Gomes, e o coordenador operacional, Fernando Silva, conduziram a apresentação do status financeiro da entidade, com os dados de fechamento de janeiro de 2026, propiciando uma visão atualizada da saúde econômica da instituição. O relato da Coordenação Nacional da COMJOVEM foi conduzido pelo coordenador nacional, Hudson Rabelo, que abordou a entrada de novos associados, os resultados do primeiro trimestre e a participação em reuniões e eventos, especialmente a primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante, realizada em Recife, no dia 19 de março. Também foi feita menção ao mês dedicado às mulheres, com reconhecimento às lideranças femininas que atuam nas coordenações dos Núcleos da COMJOVEM em todo o Brasil. O cenário internacional e seus reflexos no setor foram analisados pelo diretor jurídico, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro; pela assessora jurídica, Dra. Gil Menezes, e pelo assessor técnico da entidade, engo Lauro Valdivia, com destaque para os impactos da guerra no Oriente Médio, a Medida Provisória nº 1343/2026, o piso mínimo de frete e o aumento do diesel, entre outros pontos. As questões trabalhistas e regulatórias foram explanadas pelo assessor jurídico da NTC&Logística, Dr. Narciso Figueirôa Junior, que tratou da PEC da Redução de Jornada (Fim da Escala 6×1) e das alterações na NR-1, com base no Manual Interpretativo do Ministério do Trabalho e Emprego, além da realização do 5º Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas. O relato da área de segurança coube ao especialista em segurança e delegado de polícia, Waldomiro Milanesi, incluindo o relatório sobre roubo de cargas referente a 2025; a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) no programa Carga Segura e iniciativas da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Encerrando os relatos, o vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos, José Hélio Fernandes, e a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino, expuseram atualizações da área, salientando a atuação da entidade junto aos poderes públicos e pautas de interesse do setor. O encontro foi finalizado com a abertura para outros assuntos, reforçando o compromisso da NTC&Logística em atuar de forma estratégica e integrada, acompanhando de perto os desafios e oportunidades do setor e promovendo o alinhamento entre suas lideranças em temas fundamentais para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Fonte: NTC&Logística