Palestra CNT sobre macroeconomia destaca o cenário econômico atual
A necessidade de maior atenção com a trajetória inflacionária é um desses panoramas A Confederação Nacional do Transporte (CNT) promoveu, na quinta-feira, 11, palestra sobre a análise conjuntural econômica no Brasil e no mundo. O cenário macroeconômico foi apresentado pelo especialista em economia internacional e mercado financeiro Luís Suzigan. No âmbito global, a abordagem incluiu o crescimento econômico dos países desenvolvidos, o comportamento da inflação e aspectos geopolíticos no médio prazo. Sobre o contexto nacional, Suzigan considerou a dinâmica de inflação e juros, as perspectivas de crescimento econômico e as incertezas envoltas no cenário macroeconômico e político brasileiro. “O risco inflacionário é o tema mais quente nos mercados globais e noticiários mundiais”, ressaltou. O especialista acrescentou que todo esse panorama pode influenciar a redução do estímulo monetário e um possível aumento dos juros internacionais, o que afeta os países emergentes, como o Brasil. Levando em conta um cenário em médio prazo, há questões relacionadas aos desdobramentos em decorrência dos ciclos políticos, em especial às mudanças na China a partir de 2023, e os riscos geopolíticos associados a esses fatores. “O que está acontecendo agora e deve seguir por mais uma década é uma realocação de cadeias de suprimentos”, destacou. Para o especialista, a preocupação das economias dos diversos países é com a inflação. “São níveis de inflação de dois dígitos que não se viam desde a década de 1970 e 1980, nos Estados Unidos”, exemplifica. Essa trajetória inflacionária já é observada no Brasil e tem sido respondida principalmente com aumento da taxa Selic. Pelos cálculos de Suzigan, a média dos juros deve voltar para patamar mais próximo dos 6% no final do próximo ano, percentual em que estava entre 2010 e 2011. “O país tem liderado essa alta na América Latina. A normalização de políticas monetárias já começa a ocorrer também na Inglaterra e no Canadá”, pontuou. Outro ponto destacado pelo economista foram os desafios climáticos. “Acompanhamos a COP26 (26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que ocorreu em Glasgow, na Escócia. “É o momento para colocar uma visão sobre o que há de risco e oportunidade para o Brasil”, pontuou. As metas mundiais que visam energias mais limpas têm sua parcela de peso na inflação. “Vários países estão buscando fazer essa transição. Isso tem custo e mantém a inflação pressionada”, enfatizou. Suzigan acredita que os riscos de recessão no Brasil são limitados. Lembra que fatores sazonais, como a seca, contribuem para que a inflação fique mais alta e causam repercussão nos alimentos e energia. “Isso pode influenciar em alguns setores, o transporte é um deles”, alertou. A seguir, algumas das perguntas respondidas por Luís Suzigan, durante a palestra promovida pela CNT O transporte tem enfrentado duas questões que impactam economicamente o setor: o congestionamento logístico e a crise hídrica. Existe alguma perspectiva de superação desse cenário no curto ou médio prazos? O congestionamento logístico pode se resolver em duas questões. Primeiro, com o fim da pandemia e o pleno funcionamento de vários portos e modais que trabalham sob restrições, principalmente na China e na Ásia. A outra questão é a regularização de insumos. A falta de peças afetou alguns setores, mas a oferta vai, gradativamente, ser restabelecida. Já o fator energético é mais complicado de ser solucionado. Embora seja sazonal, a trajetória climática tem sido adversa. Os extremos climáticos prejudicam o transporte. Por exemplo, altas temperaturas influenciam na qualidade do asfalto das rodovias e esses problemas vão ficar cada vez mais frequentes. O setor precisa repensar a matriz energética. Esse é um ponto de destaque para médio e longo prazos. Como o segmento do transporte rodoviário urbano de passageiros, um dos mais afetados pela crise sanitária, pode sofrer menos impacto, tendo em vista questões como o aumento do preço do diesel e a correção salarial? No curto prazo é complexo. A transição energética deve tornar a demanda um pouco menor do que é agora. Se houver uma melhora no ambiente fiscal e político, isso pode ficar mais fácil. Financiamento subsidiado para transformar a frota mais ambientalmente sustentável é uma alternativa. A longo prazo, essa medida pode se reverter em uma situação favorável. Que lição que a gente pode tirar desse choque atual de aumento do preço dos combustíveis? Não vejo o controle de preços interno de combustíveis como sendo uma solução para evitar repasses maiores de custos energéticos. Por mais que tenhamos uma oferta de petróleo interna significativa, nossa capacidade de transformá-lo em produto final é limitada. O que pode nos ajudar é um mercado menos volátil no câmbio. Esse desalinhamento é fruto de alguns descontroles macroeconômicos – principalmente na questão fiscal –, políticos e da baixa produtividade da economia. Esse longo período marcado por recessões e baixo crescimento que o país tem vivido há quase uma década pode afetar nossas possibilidades futuras de recuperação? O Brasil deveria estar crescendo muito mais do que está, mas não investe, então a insegurança é muito grande. A capacidade de investimento do Estado caiu praticamente a zero. Se o próprio governo não investe, como vai convencer uma empresa privada estrangeira a investir alto no país em projetos de infraestrutura? O investimento público também é importante para dar essa segurança ao ambiente de negócios. Outra questão estrutural fundamental é o investimento em educação, que geraria melhoras em longo prazo. Ou seja, falta no Brasil tanto investimento em infraestrutura física quanto em social, e isso sempre dependeu e vai continuar dependendo muito da capacidade de investimento do governo. Assim, é preciso uma revisão do arcabouço fiscal do Estado e um pensamento estratégico um pouco mais focado, para que esses investimentos destravem nosso potencial e possamos ocupar um espaço maior como potência regional. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Trabalho 4.0 é tema de mesa redonda no Fórum Jurídico de Lisboa
Necessidade de qualificação constante e possibilidade de trabalho remoto foram alguns dos assuntos abordados pelos debatedores A diretora-executiva do SEST SENAT, Nicole Goulart, participou nesta terça-feira (16) da mesa redonda “Trabalho 4.0”, realizada durante o Fórum Jurídico de Lisboa. O evento é promovido pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e pelo Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (ICJP). Na ocasião, a diretora ressaltou o empenho do SEST SENAT em prol da qualificação de mão de obra para o setor de transporte e refletiu sobre o avanço, durante a pandemia, dos cursos e dos atendimentos em saúde ofertados a distância pela entidade. “Hoje, existe uma carência de mão de obra qualificada. Percebemos que havia um gap a ser sanado e que ele poderia ser preenchido pelo Sistema S. Nesse contexto, a intenção do SEST SENAT é entregar ao mercado um trabalhador preparado, para que as empresas possam inovar e serem competitivas”, apontou. “Principalmente, ensinamos a esses profissionais como é importante aprender a aprender. Se eles não se limitarem ao mero desempenho de um cargo, poderão ser um grande diferencial para suas empresas”, completou. Nicole Goulart também destacou a atuação da instituição na oferta de serviços online que garantem um acesso facilitado. “Durante a pandemia, à exceção dos atendimentos em odontologia, todos os nossos serviços passaram também a ser ofertados de forma online. Entendemos que essa inovação veio para ficar, uma vez que o nosso cliente economiza o tempo de deslocamento até a unidade operacional e, por outro lado, consegue ter a mesma qualidade de atendimento”, destaca. Também participante do encontro, a desembargadora federal Daniele Maranhão Costa, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, mencionou que o advento da indústria 4.0 desencadeou “uma movimentação, que fez com que as estruturas tradicionais de trabalho verdadeiramente implodissem”. A desembargadora enfatizou as mudanças recentemente vividas no Judiciário brasileiro, com ênfase na lógica dos tribunais, que já trabalham com processo judicial eletrônico e, agora, caminham para a implantação do juízo 100%, em que pesem as atuais vedações da Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional) aos magistratura a distância. Em sua fala, João Zenha Martins, professor associado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, sugeriu cautela com a flexibilização das leis trabalhistas, causada pela disrupção tecnológica. “A lógica se modificou definitivamente. As pessoas não mais vão ao trabalho, mas o trabalho vais às pessoas. Devemos atentar para um conjunto dos trabalhadores que operam no setor informal, sob risco de repristinar a lógica do século 19”, alertou. O professor lembrou, ainda, que os avanços da robótica podem levar a um cenário inédito, de total impessoalidade no mundo do trabalho. “Há uma tendência que as ordens sejam emitidas de forma automática, sem comando humano”, pontou. O deputado federal Gastão Vieira (PROS-MA) apresentou números recentes sobre a baixa eficácia do letramento no país, que teria piorado durante a pandemia. “Estou convencido de que é preciso formar a mão de obra para o futuro que está vindo. Para isso, porém, teremos de melhorar consideravelmente a entrada da criança na escola, onde se dá o processo de alfabetização. Nossa distorção idade/série chega a 50%”, lamentou. O parlamentar falou sobre o crescimento do mercado informal e sobre a compressão salarial vivida no país. “Hoje, nivelou-se por baixo. Sabemos que o indivíduo de ensino superior completo disputa a mesma vaga com aquele que cursou o fundamental”, exemplificou. Os debates foram moderados pelo professor do IDP, José Roberto Afonso, que também é sócio-fundador da consultoria Finance e vice-presidente do Fórum de Integração Brasil Europa. “Quão importante é a educação para fazer o link com o futuro?”, questionou, salientando a participação dos mais jovens. “Você precisa retreinar os trabalhadores para adquirir novas habilidades, de modo a atender as novas demandas que estão postas, mas, sobretudo, precisa dar formação aos trabalhadores que estão entrando. Tem se falado em ‘habilidade’ em vez de educação – isso porque aprender a aprender será fundamental para se ter uma posição no mundo 4.0”, resumiu. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Segurança nas rodovias brasileiras ganha destaque em Fórum Jurídico de Lisboa
O tema do roubo de cargas foi destacado pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, em mesa sobre impactos da criminalidade O presidente da CNT, Vander Costa, coordenou, nessa segunda-feira (15), uma mesa redonda que debateu a questão da segurança pública durante o Fórum Jurídico de Lisboa, evento realizado pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), o ICJP (Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa) e a FGV (Fundação Getulio Vargas). Durante o debate, foram apresentados os impactos da criminalidade em diversos setores da economia e debatida a necessidade de ações conjuntas para que esse problema seja minimizado. Na abertura da mesa, o ministro do STF, Gilmar Mendes, destacou como o setor de transporte tem sofrido com o problema do roubo de cargas, um dos fatores que contribuiu para o encarecimento do Custo Brasil. De acordo com Vander Costa, a segurança é tema fundamental para o exercício da atividade transportadora. “Apesar de os números terem caído no último ano, ainda temos o grande impacto do roubo de cargas. Infelizmente, esse tipo de crime hoje tem claro envolvimento com o tráfico de armas e vem causando problemas sérios em várias regiões do país. A principal delas é o Rio de Janeiro, onde empresas têm deixado de atuar devido à falta de segurança”, relatou. No ano passado, foram registradas 14.159 ocorrências de roubos de cargas no Brasil, segundo dados da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), causando prejuízos para as empresas que chegaram a R$ 1,2 bilhão. Na última semana, o SEST SENAT realizou uma grande campanha nacional para conscientizar sobre a importância de se ter ações relacionadas ao tema. Também participaram do debate Raul Jungmann, ex-ministro da Segurança Pública do Brasil (2016-2018); Francisco-Coutinho, professor de Direito na Universidade Nova de Lisboa e doutor em Direito pela Universidade Nova de Lisboa; Danyelle Galvão, professora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa e doutora em Direito Processual pela Universidade de São Paulo; e Walfrido Warde, presidente do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa, advogado e doutor em Direito Comercial pela Universidade de São Paulo. Sistema CNT participa de debates sobre outros temas relevantes e atuais Na sexta-feira (12), o presidente da CNT, Vander Costa, representou o setor transportador no Seminário “Agronegócio Sustentável no Brasil“, que também foi realizado em Lisboa e faz parte da agenda paralela do Fórum Jurídico de Lisboa. Durante sua participação no Ciclo de Palestras “Financiando o Desenvolvimento Sustentável”, Vander Costa destacou que a CNT trabalha pela redução da emissão de poluentes. “Atualmente, o transporte é responsável por 22,9% das emissões de CO2 no país. Precisamos trabalhar para reduzir esse quadro, e essa redução é possível. Há muitos projetos interessantes com esse objetivo”, afirmou. Nesta terça-feira (16), a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, participa da mesa-redonda “Trabalho 4.0”, na qual serão discutidos os novos cenários do futuro do trabalho. A apresentação está marcada para às 14h30, horário de Portugal — 11h30, horário do Brasil. Mais informações aqui. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
CNT debate infraestrutura de baixo carbono em Lisboa
O presidente Vander Costa representou o setor transportador no Seminário Agronegócio Sustentável no Brasil O presidente da CNT, Vander Costa, representou, nesta sexta-feira (12), em Lisboa (POR), o setor transportador no Seminário Agronegócio Sustentável no Brasil. O encontro contou com o apoio da CNT, que apresentou aos participantes informações sobre a infraestrutura de baixo carbono. Durante sua participação no Ciclo de Palestras – Financiando o Desenvolvimento Sustentável –, Vander Costa destacou que a CNT trabalha pela redução da emissão de poluentes. “Atualmente, o transporte é responsável por 22,9% das emissões de CO2 no país. Precisamos trabalhar para reduzir esse quadro. E essa redução é possível. Há muitos projetos interessantes com esse objetivo”, afirmou. Segundo o presidente da CNT, a matriz brasileira de transporte ainda é rodoviária, embora com crescente participação do ferroviário. “A CNT enxerga grande potencial no modal aquaviário e apoia a multimodalidade. Ao nosso ver, a multimodalidade é o que tornará o transporte mais rápido e eficiente”. Vander Costa apresentou, ainda, os resultados colhidos pelo Despoluir, programa ambiental promovido pela CNT e pelo SEST SENAT, que é considerado o maior do gênero no Brasil. “As equipes visitam as garagens das empresas e fazem a verificação do nível de emissão de poluentes da frota. Já são mais de 3,4 milhões de aferições feitas e isso faz com que o transporte brasileiro esteja se aperfeiçoando constantemente”, disse. Vander Costa ratificou o compromisso da entidade em fomentar “smart drivers”. Hoje, cerca de 130 unidades operacionais do SEST SENAT dispõem de simuladores de direção. Está estatisticamente comprovado que o motorista que passa pelo treinamento nos simuladores passa a dirigir com mais segurança e, também, de forma mais econômica. Assim, a qualificação profissional também mitiga as emissões”, reforçou. Por fim, o tema da renovação da frota de caminhões do país foi destacado. “Os caminhões atuais têm emissão irrisória se comparadas com veículos de 10 anos atrás. Daí a importância da renovação”, concluiu o presidente. Também participaram do Ciclo de Palestras o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto; o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Marcos Troyjo; e o vice-presidente de Infraestrutura do Banco de Desenvolvimento da América Latina, Antônio Pinheiro. O seminário foi uma iniciativa da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Senado Federal, presidida pela senadora Katia Abreu (PP/TO). A abertura do evento foi realizada pelo presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e pelo ministro do STF (Superior Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Também contou com a participação do deputado Aécio Neves (PSDB/MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. O evento faz parte da agenda paralela do IX Fórum Jurídico de Lisboa. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT promove sessão premium sobre gestão ágil e transformação digital; inscrições estão abertas
De forma inédita, evento da plataforma Digital HUB será aberto ao público Estão abertas as inscrições para a Sessão Premium que o SEST SENAT promoverá sobre ferramentas de gestão ágil que podem apoiar a transformação digital nas empresas. A Sessão Premium é uma aula online que será conduzida pelo professor Luis Lobão, especialista em Planejamento Estratégico com ênfase no Crescimento. O evento ocorrerá no dia 18 de novembro, das 17h às 18h. As inscrições devem ser feitas no site: https://bit.ly/sestsenat-digital A sessão integra os conteúdos do Digital Hub do SEST SENAT, uma plataforma de conexões exclusiva para executivos e gestores do transporte. De maneira inédita, a Sessão Premium será aberta ao público de forma gratuita. Os inscritos também terão a oportunidade de integrar o Digital Hub. Na plataforma, é possível ter acesso a conteúdos desenvolvidos por grandes nomes da gestão de negócios, especialistas e pesquisadores reconhecidos internacionalmente. O serviço leva o selo HSM, referência em educação corporativa no Brasil. Entre os grandes nomes nacionais e internacionais que foram especialmente selecionados pela sua relevância para participar da plataforma, estão Peter Diamandis, Pascal Finetti, Yuval Harari, Luís Lobão, Brené Brown, Dora Kaufman e Gabrielle Teco. São vídeos, podcasts, entrevistas e artigos sobre gestão, liderança, tendências, tecnologia, estratégia e negócios. Os conteúdos são divididos nas seguintes categorias: Produtividade e Equipes de Alto Desempenho; Gestão Eficiente e Ágil; Tendências e Visão de Negócios; e Gestão Financeira e Visão Sistêmica. Dentro da plataforma, há ainda o Fórum de Experiências, um espaço voltado ao compartilhamento de ideias, práticas e cases. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
SETCEMG alerta: o negócio só é bom quando todos ganham
Há um costume no nosso setor de transporte de cargas que merece uma reflexão: O comprador de frete tem estabelecido o preço para o serviço, o prazo para pagamento e exigido ou transferido muitas outras obrigações para o transportador! Esta lógica está ou não invertida? A negociação entre as partes não existe? Na maioria das transações comerciais, quem coloca o preço na mercadoria ou nos serviços é quem está vendendo. Pense num simples corte de cabelo, ou em compras de supermercado ou na contratação de serviços de um advogado. Quem determina o preço? O mercado só baliza. No nosso setor, não é diferente. Quando compramos o caminhão, o óleo diesel, os pneus ou peças e manutenção, quem precifica são os nossos fornecedores. É claro que a negociação sempre existe nas transações comerciais. Mas, as empresas de transporte, na grande maioria dos casos, ficam reféns dos seus contratantes. É uma relação comercial desequilibrada. Na prática, o embarcador determina quanto vai pagar, quanto vai dar de reajuste nos fretes, o prazo de pagamento, além de exigir do transportador um rosário de obrigações adicionais. Como o nosso setor é muito pulverizado, ocorre um desequilíbrio comercial, tendo de um lado muitos competidores no mercado e do outro lado, os nossos clientes que, em sua maioria são grandes empresas. É como se as empresas do TRC fossem pedintes de rua. Diante deste cenário, chamamos a atenção dos empresários de transporte e também dos embarcadores para que esta relação seja mais justa e equilibrada. Para os empresários do TRC, recomendamos acreditar mais na qualidade dos seus serviços preservando assim a sobrevivência das suas empresas e do seu patrimônio. Transportar com prejuízo é a maneira mais rápida de acabar com a empresa. É verdade que temos concorrentes por todos os lados, mas será que o seu cliente trocaria a sua empresa por algum outro transportador apenas por causa do preço do frete? Não subestime a sua capacidade e a qualidade dos seus serviços! Pense: você age assim com os seus fornecedores? Para citar apenas um exemplo: você reforma pneus com qualquer reformadora? Ou avalia preço, qualidade e confiança? Atualmente, mais do que nunca e com a inflação de volta, o empresário do TRC precisa ficar muito atento à rentabilidade dos seus fretes. Nos últimos 3 anos, os preços de caminhões e carretas dobraram, o preço do óleo diesel disparou, pneus e peças também dispararam e por aí vai. Exemplos de aumentos brutais de custos não faltam. E o seu frete, subiu quanto? Você vai conseguir sobreviver? Você vai conseguir renovar a sua frota? Tudo é muito caro, são milhões de reais em jogo e o assunto merece toda a atenção do empresário! Do lado dos embarcadores, observamos no dia a dia e com muita frequência uma total falta de parceria e até mesmo falta de respeito com as empresas do TRC. A maioria dos executivos das grandes empresas estão focados em ganhar o seu bônus anual e para isto estrangulam as empresas de transporte. Eles não estão preocupados com o que vai acontecer no ano seguinte e nem respeitam os valores e princípios das empresas. Chegam ao ponto de atrasar pagamentos deliberadamente apenas para alcançarem as suas metas. Estes mesmos executivos não atendem telefonemas, não respondem mensagens e deixam as empresas de transportes à deriva. É preciso mudar as regras deste jogo! As empresas do TRC não vão conseguir sobreviver se isto não mudar! Os embarcadores estão matando as empresas. Esta conta vai chegar! A lógica da compra e venda tem que prevalecer! O negócio só é bom quando todos ganham! Se apenas uma parte ganha, a outra quebra e desaparece do mercado. O SETCEMG alerta: As transportadoras não aguentam mais estes constantes aumentos nos custos. Para a sobrevivência do setor é imprescindível o repasse imediato de todos os aumentos para o preço do frete, que lembramos é à vista. Se houver prazo para pagamento, o custo financeiro do prazo concedido mais o custo da antecipação do recolhimento dos tributos (que é praticamente à vista e recolhido antes do recebimento do serviço) deve ser acrescido ao valor do frete. Entre no site www.setcemg.org.br e fique atualizado com tudo o que acontece no setor TRC. Belo Horizonte, novembro de 2.021. Fonte: SETCEMG
Transporte Rodoviário de Cargas supera marca de 90mil vagas de emprego criadas em 2021
Contratações superiores às demissões são confirmadas pelo Painel CNT do Emprego no Transporte Superando as incertezas econômicas e mantendo o ritmo de recuperação dos impactos gerados anteriormente pela pandemia de Covid-19 (Coronavírus), o mercado de trabalho do transporte rodoviário de cargas brasileiro segue aquecido e em crescimento. Prova disso é o número maior de contratações em relação ao número de demissões. De acordo com levantamento mais recente do Painel do Emprego no Transporte, iniciativa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o segmento chegou ao final de setembro acumulando um total de 90.483 novas vagas de emprego no país. O saldo positivo é resultado das 449.481 admissões frente aos 358.998 desligamentos. O Painel do Emprego no Transporte também traz dados relevantes por regiões e estados. Dentre as cinco regiões brasileiras, o Sudeste acumulou a maior parte dos novos postos de trabalho, 50.957 vagas até setembro deste ano, seguido pela região Sul com 17.949, Centro-Oeste com 9.856, Nordeste com 8.478 e Norte 3.213 novos postos de trabalho. Já o levantamento por Estados revelou que 25 unidades federativas e o Distrito Federal registraram saldos positivos nas contratações de novos colaboradores. Apenas Roraima registrou mais demissões que admissões até o final de setembro 2021. Transporte urbano de passageiros Na contramão do transporte de cargas, o transporte rodoviário de passageiros urbanos segue demitindo mais profissionais que contratando. Segundo o Painel do Emprego no Transporte, até setembro de 2021 foram 20.470 postos de trabalho fechados, resultado das 68.520 demissões frente as 48.050 contratações. Balanço geral do setor de transportes No geral, ou seja, considerando todos os segmentos, o transporte brasileiro chegou ao final de setembro de 2021 registrando uma boa recuperação no mercado de trabalho, após encerrar 2020 demitindo mais que contratando. De acordo com o Painel do Emprego no Transporte, que se baseia nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, a diferença entre admissões (566.434) e desligamentos (491.669) de janeiro a setembro, resultou em um saldo positivo de 74.765 novos postos de trabalho. “O mercado de trabalho do transporte se mantém aquecido mesmo com a crise que o país vive. Os resultados positivos registrados pelo Painel do Emprego no Transporte mostram o empenho do transportador em manter a economia girando, apesar dos sucessivos aumentos nos insumos necessários para a operação de nossas empresas”, ressalta o presidente da CNT, Vander Costa. Fonte: Caminhões e Carretas
Folha de S.Paulo conquista o Grande Prêmio CNT de Jornalismo 2021
Série de reportagens sobre o a política de redução de velocidade nas rodovias de São Paulo conquistou a maior nota entre os jurados desta edição; em live realizada nesta quinta-feira (11), foram conhecidos os sete trabalhos vencedores deste ano Os vencedores do Prêmio CNT de jornalismo 2021 foram conhecidos nesta quinta-feira (11), durante uma live. O Grande Prêmio desta edição ficou com a reportagem “Vivo no trânsito”, de Artur Rodrigues e Thiago Amâncio, da Folha de S.Paulo. O trabalho, que garantiu uma premiação de R$ 60 mil, destrinchou e traduziu como a política de redução de velocidades na cidade de São Paulo impulsionou a queda de quase pela metade nas mortes no trânsito. A live especial contou com a participação de todos os finalistas deste ano. O presidente da CNT, Vander Costa, destacou, em mensagem em vídeo, que o Prêmio CNT induz o jornalismo de verdade, e impulsiona o desenvolvimento do setor de transporte de cargas e de passageiros. “O Prêmio CNT de Jornalismo é um dos principais projetos do Sistema CNT para a sociedade, e isso é motivo de muito orgulho para todos nós. Além disso, é uma das premiações mais tradicionais da imprensa brasileira”, disse. Os vencedores das outras categorias recebem R$ 35 mil cada um. São eles: A luta por sobrevivência do Brasil que anda de moto, de Tércio Saccol, do Vos.social, na categoria Áudio; Transportando vacinas, de Antonio Scorza, d’O Globo, na categoria Fotografia; “Como o vírus anda” e “Jornada da Vida”, de Rone Carvalho, do Jornal Diário da Região (SP), na categoria Impresso; A rota do tráfico humano na fronteira da Amazônia: rodovias separam o sonho do pesadelo, de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, na categoria Internet; “Um país fora dos trilhos”, de Renato Souza, do Correio Braziliense, na categoria Meio Ambiente e Transporte; Transamazônica 50 Anos, de Lígia Scalise, da CNN Brasil, na categoria Vídeo. O corpo de jurados da edição deste ano foi composto por: Matheus Leitão, colunista do site da revista Veja; Patrícia Campos Mello, repórter especial e colunista da Folha de S.Paulo; Paula Scarpin, especialista em narrativa radiofônica e responsável pelo podcast Rádio Novelo; Murilo Rocha, diretor de Jornalismo do Grupo Bandeirantes em Minas Gerais; e Edésio Lopes, professor e coordenador de cursos de pós-graduação no IPOG e colaborador na IDP Engenharia. Confira os trabalhos vencedores GRANDE PRÊMIO – Vivo no trânsito Thiago Zacarias Amâncio, Folha de S.Paulo ÁUDIO – A luta por sobrevivência do Brasil que anda de moto Tércio Saccol, Vos.social FOTOGRAFIA –Transportando vacinas Antonio Scorza, O Globo IMPRESSO – Como o vírus anda Rone Fabio Carvalho Junior, Jornal Diário da Região – Jornada da vida Rone Fabio Carvalho Junior, Jornal Diário da Região INTERNET – A rota do tráfico humano na fronteira da Amazônia: rodovias separam o sonho do pesadelo Mirelle Cristina Alves Pinheiro, Portal Metrópoles MEIO AMBIENTE E TRANSPORTE – Um país fora dos trilhos Renato de Souza Santos, Correio Braziliense VÍDEO – Transamazônica: 50 anos Lígia Scalise, CNN Brasil Link 1 Link 2 Link 3 Link 4 Link 5 Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Pesquisa Empregos no TRC
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística, está fazendo uma pesquisa para verificar a situação dos empregos no TRC. São apenas 6 questões. Clique AQUI e participe!
Governo simplifica, desburocratiza e consolida a legislação trabalhista infralegal
1000 normas revisadas foram transformadas em 15 atos consolidados. É a primeira vez que esse trabalho de revisão completa da legislação trabalhista é realizado. O Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o Ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, participaram nesta quarta-feira (10), da Consolidação do Marco Regulatório Trabalhista Infralegal. O evento, no Palácio do Planalto, foi o coroamento de um trabalho que revisou, desburocratizou e simplificou normas trabalhistas, preservando os direitos dos trabalhadores. Os mais de 1000 decretos, portarias e instruções normativas trabalhistas identificados desde o início do governo foram reunidos em 15 normas. Para isso, foram realizadas 10 consultas públicas, que geraram mais de 6 mil contribuições da sociedade. O ministro Onyx Lorenzoni destacou a importância dessa simplificação. “O passo de hoje é extraordinário. A decisão de estabelecermos um programa permanente de simplificação e desburocratização trabalhista vai garantir a todos aqueles que empreendem no Brasil, de que com simplicidade e com eficiência se pode transformar a vida das pessoas”, disse Lorenzoni. As normas tratam dos mais variados assuntos, como carteira de trabalho, aprendizagem profissional, gratificação de natalina, programa de alimentação do trabalhador, registro eletrônico de ponto, registro sindical e profissional, além de questões ligadas à fiscalização, como certificado de aprovação de equipamento de proteção individual. O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Dalcolmo, ressaltou a importância da simplificação para que empresas e trabalhadores possam conhecer e cumprir os normativos. “Dentro da estratégica de melhoria do ambiente de negócios e aumento da competitividade da economia brasileira, a agenda de consolidação normativa foi um dos pilares da Secretaria de Previdência e Trabalho. Esses 15 normativos serão reexaminados a cada dois anos buscando aperfeiçoamento às entregas que hoje são feitas”, destacou Essa é a primeira vez que a legislação trabalhista infralegal é completamente revisada. Várias normas infralegais que não tinham mais validade foram revogadas, como o Decreto nº 71.885, de 1973, que regulamentava a profissão de empregado doméstico e cujas disposições estavam exauridas, uma vez que essa regulamentação foi tratada pela Lei Complementar nº 150, de 2015. Outros 35 decretos sem validade já foram revogados desde 2019. Outro exemplo são as 10 portarias que tratavam de registro de ponto para controlar a jornada de trabalho. Outras 12 portarias tratavam de emissão e de registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social, com procedimentos distintos para estrangeiros, dependendo da nacionalidade. Hoje, todos os interessados podem obter a carteira de trabalho digital, bastando possuir o número de CPF. Para compreender as regras de aprendizagem profissional, por exemplo, era necessária a consulta em 30 portarias. Já para o registro sindical, eram 37 portarias. As regras para emissão de certificado de aprovação de equipamento de proteção individual estavam dispostas em 39 atos. O objetivo do trabalho desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e Previdência é que cada ato trate de temas comuns. Os quase 200 decretos identificados, por exemplo, resultaram em quatro decretos consolidados que tratam de: legislação trabalhista, convenções e recomendações da Organização Internacional do Trabalho – OIT, profissões regulamentadas e colegiados do trabalho. Essa agregação de normas tornará a legislação mais acessível e clara à sociedade e aos operadores do Direito do Trabalho, promovendo maior segurança jurídica. Houve também a simplificação e a retirada de obrigações desnecessárias ou meramente cartoriais, para desburocratizar os processos de prestação de serviços pelo Estado e de prestação de informações pelos cidadãos. O Decreto assinado prevê, ainda, a criação do Programa Permanente de Simplificação e Desburocratização Trabalhista. Assim, se possibilita o monitoramento dos atos normativos a cada dois anos, de forma que permaneçam consolidados e simplificados, evitando a antiga prática de proliferação de normas autônomas e redundantes. Fonte: GOV.BR