ANTT propõe audiência pública para revisar Resolução dos Pisos Mínimos do Transporte de Cargas

Objetivo é aprofundar estudos dos custos operacionais e adequações metodológicas. Audiência pública será no dia 7/11 e as contribuições poderão ser enviadas entre 23/10 e 22/11 Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, nesta quinta-feira (17/10), a abertura de nova audiência pública para revisar a Resolução nº 5.867/2020, que define as regras e coeficientes dos pisos mínimos para o transporte rodoviário de cargas no Brasil.  O período de contribuições será de 23 de outubro a 22 de novembro de 2024. Essa audiência faz parte do sétimo ciclo regulatório de revisão ordinária da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC), estabelecida pela Lei nº 13.703/2018. A pauta foi deliberada e aprovada por unanimidade durante a 993ª Reunião de Diretoria Colegiada (ReDir). O relator do processo foi o diretor da ANTT, Felipe Queiroz. A sessão híbrida da audiência pública, conduzida pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), será realizada no dia 7 de novembro de 2024, das 14h às 18h. Acontecerá no auditório da sede da ANTT em Brasília, com capacidade para 350 pessoas, com transmissão ao vivo pelo canal da ANTT no Youtube. Todos os documentos e orientações relacionadas à audiência pública estarão disponíveis a partir do dia 18 de outubro no portal da ANTT, por meio do Sistema ParticipANTT.  A Resolução nº 5.867/2020, que está em vigor, estabelece os critérios para a determinação dos pisos mínimos de frete com base no quilômetro rodado, considerando o número de eixos carregados dos veículos. Esses pisos mínimos visam garantir uma remuneração justa aos caminhoneiros, refletindo os custos operacionais totais do transporte, especialmente os relacionados ao combustível.  Conforme previsto na Lei nº 13.703/2018, a ANTT deve atualizar semestralmente os coeficientes dos pisos mínimos, em janeiro e julho, utilizando como referência os custos operacionais e, em particular, a oscilação dos preços do diesel, que, ao subir mais de 5%, demanda uma atualização extraordinária. Desde a publicação da resolução, a ANTT tem revisado esses valores em ciclos regulatórios, que envolvem análises detalhadas, consultas ao mercado e participação social por meio de audiências públicas e consultas públicas. Problemas identificados  A SUROC identificou dois principais problemas na aplicação da Resolução nº 5.867/2020. O primeiro diz respeito à consideração exclusiva do óleo diesel S10 como referência para calcular os custos de combustível. Embora o S10 seja amplamente utilizado, muitos veículos de carga ainda utilizam o diesel S500, que tem um custo diferente, o que não é refletido na metodologia atual. Contudo, conforme a análise de impacto regulatório, optou-se por manter somente o óleo Diesel S10 na metodologia. O segundo problema está relacionado à fiscalização da política de pisos mínimos quando o emitente do documento que caracteriza a operação de transporte omite o valor da prestação do serviço de transporte rodoviário remunerado de cargas, resultando em dificuldades na fiscalização e em um aumento no número de recursos de autuação que a agência precisa analisar. Ciclos regulatórios anteriores Desde a entrada em vigor da Política Nacional de Pisos Mínimos, em 2018, a ANTT já realizou seis ciclos de revisões ordinárias, com participação de agentes de mercado, entidades setoriais e sociedade civil. As últimas atualizações da tabela de frete mínimo foram realizadas em julho de 2024, com base na aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas a nova revisão proposta busca um aprofundamento nos estudos dos custos operacionais e adequações metodológicas. Participação social e impacto A audiência pública tem o objetivo de incentivar a participação social e promover a transparência, coletando sugestões da sociedade e dos agentes do setor de transporte de cargas, buscando aprimorar as regras estabelecidas pela resolução vigente.  A decisão final sobre a revisão da Resolução nº 5.867/2020 deverá ser tomada antes de 20 de janeiro de 2025, em cumprimento ao disposto na Lei nº 13.703/2018. A revisão é de extrema importância para o setor de transporte de cargas, que depende de um equilíbrio entre remuneração justa aos transportadores e o controle de custos para contratantes. “O processo de revisão regulatória da ANTT, embora técnico e complexo, é fundamental para garantir a adequação das normas às realidades do mercado de transporte de cargas. Os novos coeficientes propostos devem ser mais justos e refletir os reais custos do transporte, sobretudo em relação ao combustível, que é um dos principais componentes do frete”, explicou o diretor da ANTT e relator do processo, Felipe Queiroz. Assista, na íntegra, à transmissão da 993ª Redir Fonte: gov.br – Assessoria Especial de Comunicação – AESCOM ANTT/ Foto: Divulgação / AESCOM ANTT

Com a presença do Secretário Nacional de Segurança Pública, NTC&Logística promove encontro com foco no combate ao roubo de cargas em São Paulo

Ontem, 17 de outubro de 2024, a subsede da NTC&Logística em São Paulo sediou o “Encontro Nacional de Segurança no Transporte RODOVIáRIO de Cargas”, um evento que reuniu autoridades públicas, lideranças do setor e representantes das entidades associadas para discutir os avanços na segurança e as medidas para combater o roubo de cargas no Brasil. Com um olhar voltado para o fortalecimento das parcerias público-privadas, o Encontro teve como foco a busca de soluções para esse problema que impacta diretamente a economia nacional. O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, enfatizou a relevância desse trabalho contínuo: “Esse evento reforça nossos esforços para continuar buscando soluções para combater o roubo de cargas, um mal que afeta todo o setor e a economia do país. Estamos empenhados em retomar atividades mais frequentes e reativar o Comitê Gestor da POLíTICA Nacional de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas. Agradeço a presença do secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, suas contribuições serão de grande importância para a melhoria do enfrentamento do roubo de cargas em todo o Brasil”. Rebuzzi também destacou a importância de trabalhar em conjunto com as autoridades e ouvir os representantes das diferentes regiões do Brasil para encontrar medidas eficazes de combate a essa modalidade criminal. Presente no evento, o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, apresentou dados sobre as ações de sua pasta e agradeceu à NTC&Logística pela iniciativa: “Estamos comprometidos em continuar trabalhando em conjunto com os órgãos competentes para evitar que o roubo de cargas se agrave. A cooperação com o setor privado é essencial, e os números que apresentamos hoje mostram o impacto desse trabalho”. Sarrubbo comprometeu-se a intensificar os esforços para apoiar as empresas de transporte no enfrentamento desse crime. O vice-presidente de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, ressaltou a gravidade do problema para o setor: “As empresas sofrem severamente com o roubo de cargas, e os investimentos em segurança são elevados. Agradeço a presença do secretário e de todos os representantes de entidades de todo o Brasil que contribuíram para o sucesso deste evento”. Mira salientou que, além de altos custos, o roubo de cargas afeta a competitividade das empresas e compromete o ambiente de negócios. O evento também contou com a participação do vice-presidente da CNT, Flávio Benatti, que elogiou a diretoria da Associação pela iniciativa: “Esses debates são fundamentais para o desenvolvimento de um ambiente de negócios mais seguro no transporte rodoviário de cargas. A troca de experiências e o engajamento das entidades mostram a força do nosso setor em enfrentar desafios tão sérios”. Durante as atividades, o assessor de Segurança da NTC&Logística, coronel Mauro Ricciarelli, apresentou um panorama dos números alarmantes relacionados ao roubo de cargas no Brasil. Segundo Ricciarelli, apenas em 2024, o prejuízo gerado por esses crimes já ultrapassou mais de 900 milhões de reais, com base em levantamentos junto a órgãos públicos. Além disso, o diretor jurídico da NTC&Logística, Marcos Aurélio Ribeiro, fez uma explanação sobre os projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que visam endurecer as punições para esse tipo de crime, salientando a importância de uma legislação mais rigorosa para coibir os roubos. Os representantes de entidades de todo o Brasil tiveram a oportunidade de fazer perguntas ao secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, e sugerir medidas que possam ser implementadas com base nas realidades e desafios de cada região. Esse diálogo foi essencial para que as ações de combate ao roubo de cargas sejam ajustadas às necessidades específicas de diferentes partes do país. O “Encontro Nacional de Segurança do Transporte Rodoviário de Cargas” foi encerrado com uma reunião de trabalho, na qual representantes das entidades presentes discutiram os próximos passos e propuseram medidas concretas para enfrentar o roubo de cargas em suas respectivas regiões. Esse diálogo entre os profissionais do setor e as autoridades públicas ratificou o compromisso da NTC&Logística no sentido de continuar liderando iniciativas que fortaleçam a segurança no TRC e protejam o patrimônio das empresas e de toda a cadeia logística do país. Fonte: NTC&Logística

FIT 2024: A importância da sucessão planejada para a perenidade dos negócios

A troca de gerações é um momento delicado para empresas familiares. O tema foi abordado em profundidade na quarta edição do Fórum ITL de Inovação do Transporte “Sucessão não é um evento – é um processo”, ensina Ana Silvia Resende, sócia da Alma Consultoria. Especialista em governança, negócios familiares e planejamento sucessório, ela conduziu a palestra magna do FIT, o Fórum ITL de Inovação do Transporte, realizado em 9 de outubro, na sede do Sistema Transporte, em Brasília (DF).  O tema é de especial interesse do setor de transporte, constituído, em sua maior parte, por empresas de origem familiar. Para o público do FIT, Ana Silvia deu uma verdadeira aula sobre a dinâmica envolvida nessa transição entre gerações. “Muitas vezes, a gente pensa na mudança do CEO como uma ‘troca de rei’, mas é muito mais complexo do que isso.”  Segundo ela, há três pilares que não podem ser negligenciados: A parte patrimonial – como será a transferência dos ativos?  A liderança executiva – como será a sucessão de papéis? A transferência de competências – como se dará? Cada um desses pontos se desdobra em outras perguntas, que, serão respondidas no plano de sucessão. O objetivo é blindar a empresa da confusão que se instala quando uma liderança falece de forma inesperada. Quando existe uma preparação prévia, a família consegue viver o luto pela pessoa e o impacto ao negócio é minimizado. Por isso, o planejamento de sucessão deve ser feito precocemente. “Se você quer passar o negócio para os seus filhos, comece hoje. Não importa a idade deles. Quanto mais tempo você tiver para planejar, melhor”, aconselha a especialista.  Se tudo der certo, o sênior, no auge de sua experiência, vai passar o bastão gradualmente para um sucessor que desponta. Essa passagem merece cuidado especial. Ana Silvia Resende recomenda: o aspirante a líder precisa ter oportunidades para mostrar competência; o processo tem de ser claro e transparente; deve-se contratar ajuda externa para garantir a imparcialidade; não tentar “clonar” o líder atual; deve-se considerar a transição para externos, caso não haja familiares aptos. O sucedido também pede um tratamento diferenciado, para que a saída não seja sentida como uma perda e seu conhecimento do mercado não seja desperdiçado. Com frequência, ele ingressa no Conselho Administrativo. Pode-se preservar sua sala, por exemplo. “Essa pessoa deve mapear as atividades de interesse fora do negócio e desenhar o seu segundo ato”, pondera a consultora. Ana Silvia Resende ressalta que membros familiares podem ter diferentes papéis no sistema da empresa familiar. Uns podem ser apenas acionistas, outros se tornam membros das instâncias de governança. Finalmente, há aqueles de perfil executivo, que vão tocar o negócio no dia a dia. Essa distribuição de funções deve atender a diferentes necessidades: do negócio, da família e do indivíduo. Para ilustrar os fluxos de informação e facilitar a implementação da governança, a professora gosta do chamado “Modelo das 4 salas”, difundido pela Escola de Negócios de Harvard. Nele, nós temos: A Sala dos Acionistas; A Sala do Conselho de Administração; A Sala da Gestão. Os acionistas informam o Conselho. O Conselho informa o CEO. Porém, todas as salas se comunicam com: A Sala da Família. “Outra coisa que faz uma diferença brutal é estabelecer uma política de trabalho familiar. Ali você deixa claro qual é o critério de ingresso — e, também, o de saída. Para quem está entrando, ajuda muito a saber o que é esperado. Isso esvazia uma quantidade de conflitos que você nem imagina”, garante. “Por fim, é importante dizer que os desafios das famílias empresárias são muito similares, mas as soluções são únicas, pois cada família tem sua cultura e a individualidade das pessoas deve ser considerada”, conclui. Painel reuniu empresários Durante o FIT, a temática dos negócios familiares se desdobrou no painel “Governança e sucessão familiar: desafios e soluções”, mediado pela diretora adjunta do ITL, Eliana Costa. Nessa etapa, foram compartilhados cases bem-sucedidos de transportadoras. Ricardo Vaze, diretor de Governança e Jurídico do Grupo Águia Branca, mostrou a evolução da governança da empresa ao longo dos anos, colocando como marco inicial a criação de cinco holdings familiares, em 1987. “Foi nessa ocasião que os fundadores doaram suas ações para a segunda geração, cujos membros eram jovens”, relembrou.  Sucessivamente, foram instalados: o Conselho de Administração (1993); o Conselho Vix (2007); o Conselho de Acionistas (2014); entre outras estruturas de governança. Vaze compartilhou, ainda, a estrutura do Programa Trainee, dedicado à formação das novas gerações de acionistas. Por sua vez, o desenvolvimento dos membros plenos da segunda e da terceira gerações (projeto Gerações em Movimento) se dá com o apoio da consultoria Cambridge Family Enterprise Group. “Recomendo ter alguém independente, que possa olhar de fora”, pontuou.  A trajetória de governança do Grupo JCA é bem particular e foi remontada pelo diretor-presidente da empresa, Gustavo Rodrigues. Executivo profissional, ele não é membro da família fundadora, mas conheceu de perto o patriarca e acompanhou intuito dele de levar a cabo um plano de sucessão. Porém a iniciativa foi interrompida bruscamente, com o falecimento do líder em um acidente.  “Construímos uma declaração de propósitos logo após a passagem do fundador. Ele tinha a estratégia empresarial de forma inata. Eu acompanhei esse processo de transição e, posso dizer, é muito importante se preparar”, destacou Rodrigues. Em seguida, ele compartilhou um modelo de diagnóstico do negócio para a governança, aprendido na IESE Business School. Consiste em três linhas de ação: Estratégia (fundamentos, objetivos corporativos, posicionamento no mercado, inovações e crescimento etc.). Estrutura (organização interna, cultura organizacional, fluxos de comunicação, sistema de controle etc.). Governança (engajamento e alinhamento dos acionistas, políticas de governança, responsabilidade social, sucessão etc.). Thiago Santos, diretor de Estratégia Corporativa do Grupo Unimar, lembrou que, ao olhar a base do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 90% das empresas brasileiras são familiares, sendo que apenas 30% alcançam a terceira geração. E explicou que a estrutura atual da companhia, sob uma holding controladora (Unigroup), é, por si só, um exemplo de governança.  “Não sou membro da família, sou fruto de um programa de novos talentos, que culminou na criação do Comitê de Gestão, em 2015.

NTC&Logística promove Encontro Nacional de Segurança no TRC com foco no combate ao roubo de cargas e fortalecimento das parcerias público-privadas

Evento reúne representantes de entidades para discutir os avanços na segurança do transporte RODOVIáRIO de cargas Hoje, 17 de outubro de 2024, a subsede da NTC&Logística em São Paulo sedia o Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). O evento contará com a participação de autoridades públicas, lideranças do setor e representantes da área de Segurança das entidades associadas, com o objetivo de debater os principais desafios, estratégias e inovações para aumentar a proteção das operações de transporte rodoviário de cargas no Brasil. Desde 1998, a NTC&Logística tem envidado esforços para promover a segurança no transporte rodoviário de cargas, consolidando-se como uma das principais entidades a atuar nessa área. Ao longo dos anos, a Associação tem trabalhado incansavelmente para desenvolver e implementar iniciativas que visam combater o roubo de cargas, um dos maiores desafios enfrentados pelo setor. Por meio de parcerias entre o setor público e privado, a entidade tem colaborado diretamente com órgãos governamentais, como a Secretaria Nacional de Segurança Pública, além de estabelecer alianças estratégicas com empresas privadas, garantindo ações coordenadas de prevenção e mitigação de riscos. O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, reforça a importância desse trabalho contínuo: “Desde 1998, investimos em estratégias eficazes para proteger nossos profissionais e as cargas que movem a economia do país. Esse evento é uma continuidade do nosso compromisso com a segurança e com a inovação no combate ao roubo de cargas, em conjunto com nossos associados e com a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Esse é um dos temas que preocupa o transportador e toda a sociedade, por isso queremos ouvir os representantes de todo o Brasil”. O vice-presidente extraordinário de Segurança, Roberto Mira, também destaca o papel das parcerias público-privadas na construção de um ambiente mais seguro: “Temos um longo histórico de cooperação com as autoridades para minimizar os impactos dos crimes que afetam o transporte de cargas. A integração entre o setor público e privado tem sido fundamental para o sucesso dessas iniciativas, e este encontro é um marco importante para discutir os avanços e os desafios que ainda enfrentamos”. A programação do evento inclui apresentações e discussões que abordarão as melhores práticas para a segurança no transporte rodoviário de cargas, com destaque para a presença do secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, que falará sobre as ações do Ministério da Justiça e Segurança Pública no apoio ao setor. O vice-presidente da CNT, Flávio Benatti; o diretor jurídico da NTC&Logística, Marcos Aurélio Ribeiro, e o assessor de Segurança da entidade, coronel Mauro Ricciarelli, também participarão das discussões. Além das apresentações, haverá uma Reunião de Trabalho no período da tarde, na qual serão delineados os próximos passos para fortalecer ainda mais as iniciativas de segurança no TRC. Essa troca de informações e experiências entre os profissionais do setor é fundamental para o aprimoramento das estratégias de combate ao roubo de cargas. Este evento corrobora a liderança da NTC&Logística na promoção de um transporte rodoviário de cargas mais seguro e eficiente, reafirmando o compromisso de trabalhar em parceria com o governo e a iniciativa privada para enfrentar os desafios atuais e futuros da segurança no setor. Fonte: NTC&Logística

Inflação no setor de transporte vem desacelerando em 12 meses, enquanto óleo diesel registra deflação após dois meses de alta

A evolução do IPCA foi analisada pela CNT e está no Boletim de Conjuntura Econômica de outubro, divulgado nesta terça-feira (15) O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do grupo de transporte registrou alta de 0,14%, enquanto o índice geral subiu 0,44% em setembro deste ano. Embora a inflação do setor de transporte tenha apresentado aumento, esse valor ficou abaixo do índice geral. No acumulado do ano, o cenário foi inverso. O indicador acumulado em 12 meses para o setor caiu de 4,53%, em agosto, para 3,22%, em setembro. Divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA é um dos mais relevantes índices de inflação do país. Os dados estão no Boletim de Conjuntura Econômica de outubro, publicado nesta terça-feira (15) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). No caso do óleo diesel, o desempenho foi mais favorável do que o do transporte em geral. O acumulado de 12 meses fechou setembro em -0,91%, após ter atingido 18,14% em julho. Essa deflação ocorreu após cinco meses consecutivos de alta, sendo o último percentual negativo registrado em março, -1,25%. O volume de serviços, mensurado pela PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), apresentou redução de 0,4% em agosto, comparada ao mês anterior, tanto no geral quanto no setor de transporte. Segundo a amostragem do IBGE, apesar do resultado negativo, a queda no volume de serviços de transporte foi menor que a de julho (-1,5%). Um dado de destaque na PMS de agosto é o aumento de +0,4% no volume de serviços no segmento de transporte terrestre. Acesse o Boletim de Conjuntura Econômica – Outubro 2024 Por Agência CNT Transporte Atual

Empresários do transporte conhecem a perspectiva da indústria chinesa e visitam o maior porto do mundo

Missão Internacional do Sistema Transporte reúne, em Xangai, cerca de 40 empresários e executivos do setor Na China, o ecossistema de inovação é marcado, sobretudo, por uma estreita colaboração entre o setor público e a iniciativa privada, motivo pelo qual a indústria do país asiático vem se consolidando entre os principais players do mercado mundial.  Subsidiado pelo governo, o setor de transporte chinês tem se tornado cada vez mais competitivo. E isso se deve, principalmente, ao forte investimento do Estado no desenvolvimento de tecnologias avançadas e de uma infraestrutura eficiente para apoiar o crescimento econômico e sustentável. Essa é a perspectiva de executivos egressos da CEIBS (China Europe Business School) que participaram, nessa terça-feira (15), do segundo dia de atividades da Missão Internacional do Sistema Transporte. Eles conversaram com os cerca de 40 empresários e executivos do setor transportador brasileiro que estão em Xangai para uma jornada de inovação. Visão do governo Para Yin Fen, representante do Comitê de Planejamento e de Desenvolvimento do governo local, Xangai se tornará, até 2035, um centro internacional de inovação econômica, financeira, comercial, marítima, científica e tecnológica.  “A cidade investe em projetos com foco nas pessoas, na eficiência, na sustentabilidade e na resiliência. O objetivo é transformá-la em uma metrópole internacional, que conta com um transporte integrado e de alta qualidade”, disse Fen, ressaltando que muito já está sendo feito em todos os modais do setor. Para contextualizar os participantes da Missão, ele compartilhou o seguinte panorama sobre Xangai: Aeroportos: Pudong e Hongqiao: 97 milhões de passageiros e 3,8 milhões de cargas movimentadas. Estratégicos para conectar a Ásia ao restante do mundo. Ferrovias: 491 quilômetros e volume médio de passageiros entre 700 mil e 800 mil. Sistema de metrô integrado a trens de alta velocidade e serviços de carga — um dos mais extensos do mundo. No trilho urbano, há 20 linhas em operação e 10 milhões de pessoas transportadas diariamente, incluindo o Maglev (trem de alta velocidade). Ônibus e rodovias: 881 quilômetros de rodovias intermunicipais e 238 de vias expressas urbanas. 4 milhões de passageiros transportados diariamente em 17 mil ônibus. Táxis: 35 mil táxis e 87 mil serviços diários de transporte de passageiro online. 2 milhões de passageiros transportados diariamente. Bicicletas compartilhadas: 607 mil bicicletas foram compartilhadas, resultando em 2,24 milhões de viagens.  Transporte verde: 1,2 milhão de veículos com energia renovável contam com 700 mil pilhas de carregamento. 90% dos ônibus (15,2 mil) usam energia renovável. “O governo chinês implementa políticas de incentivo fiscal para promover o transporte verde e a sustentabilidade da infraestrutura. O objetivo é buscar o desenvolvimento equilibrado e harmônico entre a sociedade e a economia. Por isso, a cidade investe em projetos com foco nas pessoas, na eficiência, na sustentabilidade e na resiliência”, finalizou o representante do governo de Xangai, Yin Fen. Visita técnica ao Porto de Xangai Exemplo de inovação em logística e gestão portuária, o Porto Internacional de Xangai merece um capítulo à parte, especialmente por ter recebido a visita da delegação brasileira do transporte. Os empresários e executivos viram de perto a operação e a infraestrutura de ponta, que contribuem para alçar o Porto de Xangai à posição de o mais ativo do mundo em toneladas transportadas.  Saiba mais sobre o terminal: há 14 anos consecutivos, ocupa o primeiro lugar mundial em termos de volume de carga transportada: 49,5milhões de TEUs (unidades equivalentes a vinte pés). Em 2023, a movimentação de cargas foi de 843 milhões de toneladas. Localizado às margens do rio Yangtze, conecta a logística e o transporte de mercadorias entre a China e o resto do mundo. Outro ponto de vista Líder chinês no serviço de navegação, mapeamento e informações de trânsito, a AutoNavi têm uma relação estreita com o governo chinês. “Com mais de 80 milhões de usuários, a plataforma é muito popular na China por entender melhor o povo chinês. Ela coopera, principalmente, com os serviços públicos de viagens”, explicou Dong Zhenning, vice-presidente da AutoNavi, adquirida pela Alibaba. Comparada a outros gigantes, como o Google, a plataforma chinesa tem diferenciais: Contagem regressiva de semáforo em 80% dos cruzamentos: governo dá acesso aos dados de seus departamentos de trânsito.  Integração a serviços e aplicativos locais: transporte público, táxi e plataformas de entrega etc. Informação colaborativa veículo-estrada: ocorre no nível da faixa rodoviária (ex.: orientação de velocidade). Informação de trânsito veículo-veículo: ocorre no nível da faixa rodoviária (ex.: aviso de veículo se aproximando em cruzamento sem iluminação). Dong Zhenning explicou que, embora tenha menos usuários que o Google, a AutoNavi está cada vez mais forte. “A AutoNavi cobre 210 países e o Google, 250. Ela tem 800 milhões de usuários mensais ativos e o Google, 1 bilhão. Estamos perto. Acredito que, em dez anos, a plataforma chinesa será global”, afirmou.  Atualmente, a AutoNavi assiste a mais de 3 mil empresas logísticas. “Ela atende a 30 milhões de chamadas de planejamento e navegação de caminhões por dia”, finalizou o vice-presidente da plataforma. Por Agência CNT Transporte Atual

Contran aprova novas regras para o free flow nas rodovias do país

CNT celebra as mudanças que entrarão em vigor após a publicação no Diário Oficial da União O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou, nessa segunda-feira (14), novas diretrizes para a implantação do sistema de livre passagem (free flow) — também chamado de pedágio eletrônico — em rodovias brasileiras, reformulando a regulamentação de 2022. As mudanças, que entrarão em vigor após a sua publicação no Diário Oficial da União, visam uniformizar o funcionamento desse sistema de cobrança, com benefícios como maior prazo para pagamento da tarifa sem multas e a criação de símbolos para sinalizar praças sem cancelas. Desde 2021, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) tem participado ativamente das discussões no Executivo e no Legislativo que visam viabilizar o pedágio eletrônico. A nova resolução inclui a identificação e classificação dos veículos, além de meios de notificação e pagamento via CDT (Carteira Digital de Trânsito). A tecnologia de free flow permitirá uma cobrança proporcional ao trecho percorrido, melhorando a fluidez do trânsito, com a redução do consumo de combustível e da emissão de gases poluentes, já que evita frenagens e retomadas constantes. De acordo com o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, o free flow sempre foi uma prioridade da entidade. “Lutamos por um modelo de cobrança mais justo e eficiente para o transporte rodoviário brasileiro. Agora, o motorista pagará apenas pelos quilômetros que efetivamente percorreu, em vez de uma tarifa cheia”, destaca. Entre as principais mudanças aprovadas, estão:  a digitalização do processo de conferência das placas e da imagem dos veículos; a classificação veicular por meio de tags (equipamentos de radiofrequência); a ampliação do prazo, de 15 para 30 dias, para pagamento do pedágio sem aplicação de multas; e a centralização de dados em uma plataforma nacional, facilitando a cobrança e a notificação aos motoristas. Desafios Em caráter experimental, o modelo está em funcionamento em trechos da BR-101, que liga Santos (SP) ao litoral fluminense, e, também, na RS-122. Apesar dos avanços, a implantação do sistema pode aumentar a inadimplência nas praças de pedágio e o aumento nas multas por evasão.  Para mitigar esse problema, a CNT sugere que os veículos sem tags instaladas sejam identificados por meio de OCR (reconhecimento óptico de caracteres), o que permite que os motoristas façam o pagamento posteriormente. Também defende a importância de implementação de algum sistema de notificação do usuário, como forma de evitar a perda do prazo de quitação e a emissão de multas pelo vencimento da cobrança do pedágio. Ainda assim, Vander Costa celebra a regulamentação e ressalta que o sistema democratiza o uso das rodovias e aumenta a segurança ao identificar com precisão os veículos. “Essa medida trará não apenas mais fluidez no trânsito, mas também mais controle e eficiência nas concessões rodoviárias”, afirma. A CNT participou de diversas reuniões com a ANTT e outras entidades para oferecer contribuições na regulamentação da proposta. Na ocasião, foram apresentadas questões como a altura do pórtico, para evitar a limitação do transporte de cargas especiais por conta da altura estrutural. Por Agência CNT Transporte Atual

Regulamentação da reforma tributária começa a tramitar no Senado

Depois de acertar cronograma com Pacheco, relator da proposta na CCJ deve apresentar plano de trabalho na quarta-feira Passados mais de 90 dias da aprovação na Câmara dos Deputados, o principal projeto de lei complementar (PLP) de regulamentação da reforma tributária começará a tramitar de fato no Senado na quarta-feira (16), com a apresentação do plano de trabalho pelo relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na segunda-feira (7), Braga alinhou o cronograma com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, (PSD-MG) e com Davi Alcolumbre (União-AP), que comanda a CCJ, onde a proposta será votada. Na terça-feira (8), o relator recebeu em seu gabinete o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e Bernard Appy, secretário extraordinário da reforma tributária. Além da dupla, a reunião contou com representantes da Secretaria de Relações Institucionais (SRI). No encontro, Braga apresentou à equipe econômica o calendário, que prevê duas audiências públicas por semana para chegar com o relatório fechado na última semana de novembro. No cronograma de Braga, a votação no plenário ocorrerá, no mais tardar, na primeira semana de dezembro. Ao Valor, Appy disse estar otimista quanto à aprovação do PLP 68 ainda este ano. Comentou que é preciso respeitar o tempo político, mas sentiu boa disposição do relator em relação ao calendário. Segundo o secretário, o Ministério da Fazenda está fazendo uma “varredura” no PLP 68/24 para sugerir mudanças ao relator. Appy ressaltou, porém, que a decisão final é POLíTICA. Do ponto de vista técnico, a pasta seguirá apoiando o trabalho dos parlamentares, como foi feito durante a apreciação da emenda constitucional da reforma tributária. Foi recriado o grupo técnico com integrantes dos fiscos federal, estaduais e municipais, com especialistas em análise jurídica e em quantificação. Esses técnicos discutem, entre outros temas, a metodologia de cálculo da alíquota-padrão e das alíquotas dos regimes específicos. Na atual etapa das discussões, foi criado um grupo específico para discutir o “split payment”, que é a base tecnológica da reforma. É o sistema que vai recolher os impostos, calcular créditos e débitos, e distribuir as receitas entre União, estados e municípios. Esse grupo pretende iniciar esta semana as conversas com o setor privado. Bancos e empresas de tecnologia são os principais interlocutores. Para começar a tramitar de fato no Senado, o governo precisou retirar o regime de urgência constitucional do projeto. A ideia de aprovar em até 45 dias após a votação na Câmara contava com o apoio do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), mas teve resistência da ampla maioria dos senadores. Mesmo com o impasse, Braga alinhou com Pacheco e Alcolumbre que irá procurar Lira após a apresentação do plano de trabalho na quarta-feira (16). A ideia do senador é estabelecer uma linha direta de interlocução com a Câmara, a exemplo do que aconteceu na análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) que instituiu o novo sistema tributário, com o objetivo de construir um texto consensual entre as duas Casas. De acordo com interlocutores de Lira, a expectativa é que, assim que o texto avançar no Senado, haja uma reunião envolvendo representantes das duas Casas para corrigir eventuais divergências e alinhar um texto final para ser aprovado novamente pelos deputados ainda neste ano. Fonte: Valor Econômico (15/10/2024) – Waldemir Barreto/Agência

Delegação brasileira do transporte absorve conhecimento sobre a China digital e o ESG como estratégia de negócio

Executivos e empresários do setor participam, em Xangai, da jornada de inovação proporcionada pelo Sistema Transporte O “novo normal” da China é explicado, em parte, pela desaceleração do crescimento, pelo maior protagonismo do consumo interno e por uma economia mais equilibrada e focada em inovação. Esse é o resumo da palestra ministrada, nesta segunda-feira (14), por Jeongwen Chiang, professor da CEIBS (China Europe Internacional School), escola de negócios onde acontecem as palestras da Missão Internacional do Sistema Transporte.Aos empresários e executivos que estão em Xangai para uma jornada de inovação, Chiang apontou três motivos que diferem a China atual daquele país que, há alguns anos, vivenciava um forte crescimento (PIB de 8,15% em 2021 contra 5,24% em 2024):  Mercado:  de um rápido crescimento cheio de certezas passou para um crescimento lento com perspectivas incertas.  Competição: pela oferta de produtos considerados bons, as marcas chinesas passaram a fazer frente às internacionais até então consideradas excelentes. Desenvolvimento acelerado: com o apoio do governo, as empresas nacionais penetraram em mercados com tecnologias independentes, superando, até mesmo, concorrentes internacionais. Segundo o professor, mesmo a despeito de outros desafios, como o envelhecimento da população e a desigualdade de renda, o país se mantém como uma terra de oportunidades.   “Isso porque a escala de consumo continua a se expandir e as cadeias de suprimentos e infraestruturas do país não podem ser facilmente substituídas por outros países”, disse. Chiang se refere, por exemplo, à competitividade do ambiente digital da China, que levou a Shein a superar gigantes como a Macy’s, a Amazon e o Walmart. Em cinco anos (2019 a 2024), a plataforma chinesa aumentou em 80,7% as vendas líquidas globais, chegando à cifra de US$ 1 bilhão.De acordo com Chiang, esse e outros cases de sucesso se devem a pelo menos seis estratégias: Consumidor final conectado diretamente à cadeia de suprimentos.  Jornada do cliente como o ponto de partida. Alcance personalizado, com permissão e proteção de privacidade. Promoção da marca com cogeração de conteúdo por marcas e usuários. Transformação digital garantida pelos fundamentos de resposta ágil: pessoas, processos e organizações digitais. O case da Luckin Coffee, concorrente da Starbucks, também foi usado como exemplo. Atualmente, a maior rede de cafeteria da China conta com mais de 20 mil lojas em todo o país enquanto a americana tem apenas 7 mil. Isso se deve a táticas digitais como:  Serviço 100% online – o pedido de cada cliente ser armazenado em banco de dados. Operação baseada em dados – cada máquina de café estar conectada na nuvem. Agilidade – cada pedido ser entregue em 30 minutos. Com a população altamente conectada e sempre online, o comércio eletrônico da China é o maior do mundo. Para se ter ideia, o país responde pela maior taxa de penetração de pagamentos móveis (39,5%), à frente de países como Coreia do Sul (29,9%), Vietnã (29,1%), França (26,1%) e Reino Unido (20,3%). “Na China, a internet tem cobertura para celular em qualquer lugar, inclusive em áreas remotas. E as pessoas a usam para tudo: acessar redes sociais, fazer busca e transações pelo celular, com pagamentos eletrônicos, inclusive de tributos. Para fazer tudo o que você precisa no dia, são necessários quatro aplicativos: Alipay (pagamento digital e outros),  Wechat (pagamento digital e chat),  Baidu (ferramenta de pesquisa) e Taobao (plataforma de mercado de varejo online B2C)”, finalizou. ESG como estratégia de desenvolvimento sustentável No período da tarde, a delegação brasileira assistiu a uma palestra ministrada pelo professor Shan Hong Yu, da CEIBS, que abordou o papel crescente da agenda ESG como força de mudança para empresas de todos os setores e tamanhos.Aos participantes, ele mostrou que as práticas ambientais, sociais e de governança não contradizem o fator financeiro. De acordo com Shan, elas são, na verdade, fator chave para a criação de valor e para a resiliência das empresas.  Segundo ele, muitas empresas chinesas fazem parte da cadeia de suprimentos da Europa, motivo pelo qual a sua apresentação teve como foco as questões do ESG nesse continente.“Os dados sobre ESG não têm sentido sem a compreensão dos regulamentos. No caso da Europa, há três normas: a Taxonomia Financeira Sustentável, a SFDR e a CSRD”, disse. Taxonomia Financeira Sustentável: sistema de classificação para identificar quais atividades econômicas realizadas ou investidas podem ser ambientalmente sustentáveis, de nível verde.Para ser classificada como compatível ou consistente, ela precisa:1) contribuir de forma substancial para um ou mais objetivos ambientais, como mitigar mudanças climáticas e proteger ecossistemas saudáveis;2) não causar dano significativo aos objetivos ambientais;3) conhecer o mínimo de segurança social; e4) atender aos critérios da seleção. SFRD (Regulamento de Divulgação de Finanças Sustentáveis): focado no setor financeiro, ele trata dos requisitos de divulgação do ESG; do nível do produto de investimento; e da lavagem verde, ou seja, estratégia de marketing que visa dar às marcas uma falsa aparência de sustentabilidade sem aplicá-la na prática.  CSRD (Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa): em vigor desde janeiro de 2023, é direcionada a grandes empresas privadas ou listadas na Europa. Desde o ano passado, elas precisam emitir um relatório de ESG junto a seu relatório financeiro.Ao longo da palestra, Shan Hong Yu mostrou como integrar os princípios ESG às estratégias corporativas, tendo discorrido também sobre a forma eficaz de responder aos desafios e identificar as oportunidades do mercado. A Missão Internacional da China, em Xangai, começou no dia 10 de outubro e segue até esta sexta-feira (18). LEIA TAMBÉMSistema Transporte abre oficialmente a Missão Internacional na China Por Agência CNT Transporte Atual

Sistema transporte apresenta experiências em sustentabilidade, diversidade e inclusão na II Semana ESG da Abralog

Em São Paulo, evento reúne lideranças de várias esferas para debater questões relacionadas a ESG O diretor executivo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Bruno Batista, e a diretora adjunta do ITL (Instituto de Transporte e Logística), Eliana Costa, participaram, nesta semana, da 2ª Semana ESG da Abralog (Associação Brasileira de Logística), realizada em São Paulo (SP). As apresentações do Sistema Transporte destacaram experiências de sucesso nas áreas de sustentabilidade, diversidade e inclusão no setor. A programação incluiu palestras, painéis de debate e casos de sucesso. O evento se encerra nesta quarta-feira (16) com visitas técnicas a empresas referência em práticas ESG, como Ambev, Natura, Casas Bahia e JSL Logística. O Sistema Transporte também foi representado pela gerente executiva de Governança e Estratégia do SEST SENAT, Gabriela Rizza. O conceito ESG (sigla para Environmental, Social, and Governance) define o alinhamento das empresas às políticas de meio ambiente, responsabilidade social e governança.  No painel intitulado “Negócios Sustentáveis, a Única Solução”, nessa segunda-feira (14), Bruno Batista apresentou as iniciativas da CNT voltadas para o setor de transporte dentro do conceito de sustentabilidade. Ele destacou programas, estudos e publicações relevantes, como o Despoluir, a Série Energia no Transporte, a Análise de Grandes Riscos, o Catálogo de Práticas Sustentáveis e os Guias Rápidos do Transporte.  “O apelo do ESG nas empresas deve ser visto como estratégia de negócio que promove o desenvolvimento sustentável. Com essa visão, a Abralog conseguiu mobilizar aqui executivos de alto nível do setor pela causa”, ressaltou Bruno Batista. Também compuseram o painel líderes referências em logística, supply chain e transportes como Ramon Alcaraz, CEO da JSL; Mariana Pescatori, secretária executiva do Ministério dos Portos e Aeroportos; Silvina Mirabella, diretora-geral da EssilorLuxottica; e Cloves Benevides, subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes. O grupo foi moderado por Pedro Moreira, presidente da Abralog. Diversidade e inclusão na logística Nesta terça-feira (15), foi a vez da diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, moderar o painel “Diversidade e inclusão na logística: onde estamos e onde podemos chegar”. À Abralog, a diretora relacionou o tema social aos ganhos em produtividade e a melhorias nos resultados financeiros das empresas. “As ações de diversidade em relação às práticas de ESG devem agregar profissionais de diferentes gêneros, etnias, idades e vivências, alinhados aos propósitos da empresa, ao mesmo tempo em que auxiliam no cumprimento da sua função social”, disse Eliana Costa. A diretora lembrou que o propósito do ITL é trazer as novas ferramentas de gestão e liderança estratégica e, nesse contexto, a pauta ESG se torna extremamente importante para a mudança de mindset dos alunos. “Em 2019, as mulheres eram apenas 18% dos integrantes dos cursos do ITL e, neste ano, o percentual é de 38%. Em algumas turmas, já chega a ter 47%. Acreditamos que, por meio da educação, podemos transformar o setor de forma efetiva para um futuro mais inclusivo, diverso, sustentável e próspero”, concluiu. O painel moderado por Eliana Costa contou com a presença de Ana Paula Ordéas, gerente sênior de Operações Logísticas do GPA; Marcelo Lopes, diretor executivo de supply chain do grupo Carrefour; Jorge Feliciano, diretor executivo da JLF Consultoria Empresarial; e Janaina Schoenmaker, gerente jurídica do Metrô de São Paulo. Por Agência CNT Transporte Atual