Distribuidoras de combustíveis pedem suspensão do mandato do biodiesel por 90 dias

As maiores distribuidoras de combustíveis do País pediram na quarta-feira (12), que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), suspenda por 90 dias a obrigação de mistura de biodiesel no diesel B comercializado em postos de abastecimento, até que a agência tenha condições de fiscalizar o mercado a contento. O pedido foi formalizado esta tarde junto à ANP pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) na forma de um requerimento administrativo. Integram o Sindicom Vibra, Raízen e Ipiranga, além de Shell, TotalEnergies, YPF, Castrol, Iconic, Moove e Petronas Lubrificantes. A justificativa legal para o requerimento estaria na própria Lei 13.033/2014, segundo a qual a ANP pode dispensar excepcionalmente a adição mínima obrigatória de biodiesel ao diesel, considerando “critérios de aplicabilidade, razoabilidade e segurança do abastecimento nacional de combustíveis”. O Sindicom argumenta que a suspensão da mistura obrigatória se encaixaria no princípio de razoabilidade previsto na lei em função do atual contexto do mercado, atravessado por fraudes. Confira a explicação completa na matéria divulgada pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis): https://bit.ly/4hzNeTw
Fetransul participa da solenidade de posse da nova Diretoria do Setcergs

Na noite de quarta-feira (12), Francisco Cardoso, presidente da Fetransul, esteve presente na solenidade de posse da nova diretoria do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) para o biênio 2025/2026. O evento, realizado em Porto Alegre, contou com a participação de empresários do setor de transporte, além de lideranças estaduais e nacionais. A Fetransul parabeniza a nova gestão e deseja sucesso, especialmente ao presidente Delmar Abarello. “Reiteramos nosso compromisso em colaborar com o Setcergs, com o objetivo de fortalecer o setor de transporte no Estado, impulsionar a melhoria contínua e promover avanços que favoreçam o desenvolvimento e a competitividade das empresas de transporte”, destaca Cardoso. Estrutura da Diretoria Empossada Presidência Delmar Albarello Vice-presidente Marcelo Dinon Superintendência de Operações de Transporte e Logística Rodrigo Michelon – SuperintendenteBetina Kopper – DiretoraCarlos Schneider – Diretor Superintendência Institucional Eduardo Richter – SuperintendenteMarcelo Garcez – DiretorGustavo Kras – Diretor Superintendência de Gestão e ESG Leandro Bortoncello – SuperintendenteFábio Nicaretta – DiretorEduardo Silveira – Diretor Superintendência de Comunicação e Marketing Gustavo Afonso Bernardini – SuperintendenteCarlos Mahler – DiretorMarcus Couto – Diretor Superintendência de Relações do Trabalho Andressa Scapini – SuperintendenteSérgio Neto – Diretor
Fetransul participa de Reunião da Seção de Cargas da CNT

O Sistema Transporte realizou, nesta quarta-feira (12), Reuniões Ordinárias das Seções da CNT. Francisco Cardoso, presidente da Fetransul, participou da Reunião da Seção II – Transporte Rodoviário de Cargas, realizada no edifício sede da CNT em Brasília e esteve acompanhado de Glademir Zanette, presidente do Setnoroeste e da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) e vice-presidente da Fetransul. A Pesquisa Índice CNT de Confiança do Transportador foi uma das pautas abordadas. Em abril, terá início a 6ª rodada, com apoio da Fetransul, no Rio Grande do Sul, envolvendo empresas do transporte rodoviário de cargas. O objetivo é acompanhar a evolução da percepção dos empresários em relação às condições macroeconômicas e às perspectivas para a atividade empresarial que desempenham. O projeto Conexão Legal foi apresentado durante o encontro. O curso de 40 horas será 100% online e estará disponível na plataforma digital do SEST SENAT. Serão abordados 26 temas, agrupados em 7 módulos: Controle de jornada e pagamento de horas extras; Responsabilidade subsidiária em contratos; Adicional de periculosidade e insalubridade; Fracionamento de intervalos; Responsabilidade objetiva do empregador; Desoneração da folha de pagamento; e Gestão de contratos e relações trabalhistas. A Fetransul divulgará o link para inscrição assim que estiver disponível. A Diretoria de Relações Institucionais da CNT e os representantes das Seções discutiram as prioridades para a atuação junto aos Três Poderes no trimestre. Foram debatidas estratégias sobre programas governamentais, ações políticas e projetos de lei de interesse dos diferentes modais de transporte. Entre os temas abordados, destacou-se a regulamentação de pontos essenciais da reforma tributária (Lei Complementar nº 214/2025), como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS). O impacto das alíquotas nos modais de transporte foi um tema recorrente nas discussões, sendo apresentado pela gerente do Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti. Outro assunto em pauta foi a estratégia de atuação do setor de transporte na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Após uma participação destacada na edição anterior, em Baku, Azerbaijão, o Sistema Transporte se prepara para uma atuação ainda mais robusta na próxima edição, que ocorrerá em Belém, Pará. Vinicius Ladeira, diretor executivo nacional interino do SEST SENAT, participou das Seções para detalhar a estratégia do setor de transporte para a COP30. “Com a Coalização pela Descarbonização do Transporte, já assumimos um papel protagonista nas discussões, mas temos planos ainda mais ambiciosos para este ano”, afirmou. A descarbonização no transporte, será tema do evento promovido pela Fetransul no dia 02 de abril, em Porto Alegre, no qual a CNT estará presente. O encontro abordará combustíveis renováveis e alternativos, e inclui a indústria de caminhões e a tecnologia agregada aos veículos, visando à redução das emissões veiculares. Com informações do Sistema Transporte
Sistema Transporte lança a Agenda Institucional Transporte e Logística 2025

Publicação mapeia, nos três poderes, temas considerados estratégicos para o setor de transporte O Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) lançou, nesta quarta-feira (12), a nova edição da Agenda Institucional Transporte e Logística. A publicação detalha programas e ações governamentais, propostas de legislações e ações dos tribunais com repercussão nas empresas de transporte. O documento apresenta um resumo de cada ação e o posicionamento do setor sobre os temas estratégicos: “apoiamos”, “ressalvas” ou “não apoiamos”. Os três Poderes da República foram contemplados, por isso há assuntos de grande impacto para a sociedade, inclusive com reflexo direto sobre os passageiros e usuários dos serviços de transporte e logística. “Construída em parceria com as entidades de base, a Agenda mapeia pautas fundamentais para o desenvolvimento do setor, sem deixar de abordar tanto temas recorrentes quanto novas questões, demonstrando o compromisso do Sistema com a evolução e a inovação em um cenário dinâmico e desafiador”, ressalta o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. Quais são os projetos de destaque? Todos os assuntos contidos na publicação serão acompanhados pelas equipes da CNT, do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e do ITL (Instituto de Transporte e Logística), além das federações, das associações e dos sindicatos, ao longo de 2025. Conheça algumas das propostas mais relevantes: Poder Legislativo Poder Executivo Poder Judiciário O que é a Agenda Institucional? A Agenda contempla projetos que tramitam no Congresso Nacional, assuntos conduzidos pelo governo federal — ministério e agências reguladoras — e ações que aguardam decisões por parte dos magistrados dos tribunais federais, como o STF (Supremo Tribunal Federal), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o TST (Tribunal Superior do Trabalho). Cada uma dessas pautas foi cuidadosamente mapeada pela equipe técnica da CNT, com a colaboração das entidades associadas e filiadas à Confederação. A seleção de temas leva em conta a importância para a melhoria do ambiente de negócios no país, o desenvolvimento do setor e os impactos socioeconômicos. Isso se reflete em macroproposições, como a reforma administrativa e o financiamento da infraestrutura nacional, e em questões mais específicas, como o processo que trata do tanque superior a 200 litros, que acabou virando lei após o trabalho da CNT junto ao Parlamento. Acesse aqui o documento. Por Agência CNT Transporte Atual
Fetransul prestigia entrega do Troféu Brasil Expodireto

No dia 9 de março, a Fetransul foi representada por Moisés Santos, presidente do Sindicar, sindicato filiado à Fetransul, durante a solenidade do Troféu Brasil Expodireto. O evento, realizado em Carazinho, marcou o início da programação da 25ª Expodireto Cotrijal, que ocorre de 10 a 14 de março em Não-Me-Toque. Organizado pela Rede Pampa em parceria com a Cotrijal, a cerimônia homenageou lideranças, empresas e entidades gaúchas e nacionais do setor agropecuário que se destacaram por suas contribuições à evolução do campo e ao fortalecimento do Rio Grande do Sul. A Fetransul parabeniza todos os homenageados e deseja sucesso à feira, considerada uma das maiores do agronegócio internacional. Confira os homenageados desta edição: Agroindústria Familiar: The Intenso LaticíniosJovem Produtora Rural: Nicole Reimann ArdenghiProdutor Rural: Zilmar José Fagundes da LuzProdução Animal: Universidade de Vermont nos Estados UnidosIndústria de Máquinas e Implementos Agrícolas: Kuhn do Brasil S.A.Armazenagem: Kepler e Weber Industrial S.A.Tecnologia e Pesquisa: GDM Genética do Brasil S.A.Inovação: Corteva AgriscienceParceiro Comercial: Bianchini S.A.Destaque Internacional: República da ÍndiaSustentabilidade: Yara Brasil S.A.Instituição Financeira: Banco do BrasilFertilizantes e Corretivos: Fertilizantes PiratiniProteção de Cultivos: BASF – BrasilDesenvolvimento Rural: Vilson CovattiGestão Ambiental: Marjorie KauffmannAtividade Pública: Clair KuhnCooperativismo: Roberto RobriguesPersonalidade Nacional: Luiz Fernando Cirne LimaPersonalidade Parlamentar: Pedro WestphalenPersonalidade do Agro Nacional: Eduardo LogemannLiderança Parlamentar Gaúcha: Pepe VargasSuperação: Eduardo LeiteHomenageado Especial: Nei César Manica Foto de capa: Moisés Santos, presidente do Sindicar, Ronaldo Nogueira, deputado federal e Nei César Manica, presidente da Cotrijal. foto: Expodireto Cotrijal
Francisco Cardoso reúne-se com o presidente da CNT em Brasília

O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, reuniu-se na terça-feira (11) com o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, em Brasília, para tratar de assuntos relacionados ao setor de transporte. Durante o encontro, os presidentes discutiram a inauguração da unidade do SEST SENAT em Novo Hamburgo, prevista para o dia 3 de abril. Trabalhadores do transporte e comunidade irão contar com cursos profissionalizantes; promoção da saúde, com atendimentos em odontologia, nutrição, psicologia e fisioterapia e a atividades esportivas, culturais e de lazer. Cardoso também falou sobre o evento promovido pela Fetransul, que acontecerá no dia 2 de abril em Porto Alegre, com painéis sobre o tema “Caminhos para um transporte sustentável”. A programação abordará combustíveis renováveis e alternativos, a indústria de caminhões e as tecnologias agregadas aos veículos, com foco na redução das emissões veiculares. Além disso, o presidente da Fetransul mencionou a cerimônia de entrega do Troféu Alma Gaúcha, que premiará personalidades e instituições que se destacaram por suas iniciativas durante e após as inundações que afetaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024. A CNT, que estará presente no evento, ministrará um dos painéis com o tema “Combustíveis Alternativos”. O presidente Vander Costa também marcará presença, prestigiando o evento, que reunirá lideranças do setor no Rio Grande do Sul, empresários do segmento, autoridades públicas, além de entidades e pessoas que se destacaram por suas ações voltadas à reconstrução do Estado. As lideranças também discutiram a priorização da renovação da frota. Os caminhões Euro VI, por exemplo, podem reduzir em até 96% as emissões de CO2, contribuindo significativamente para a sustentabilidade do setor.
SEST SENAT e CNJ firmam parceria para qualificação e inserção profissional de mais de 5 mil jovens em acolhimento institucional

O acordo expande nacionalmente o Projeto Impulsiona, que promove a inclusão social por meio da capacitação e empregabilidade O SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) firmaram, nesta terça-feira (11), um acordo de cooperação técnica para expandir, em nível nacional, o Projeto Impulsiona. A assinatura ocorreu durante a sessão ordinária do plenário do CNJ e representa um avanço na inclusão social e na qualificação profissional de pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo aquelas sob medidas protetivas. O projeto – desenvolvido pelo SEST SENAT – tem como objetivo capacitar mão de obra para o setor de transportes, promovendo empregabilidade, saúde e qualidade de vida. Por meio do acordo, os beneficiados terão acesso gratuito aos serviços oferecidos pela instituição, ampliando suas oportunidades de inserção no mercado de trabalho. A solenidade contou com a presença do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; do presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso; e do corregedor nacional de Justiça, Mauro Luiz Campbell Marques. A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, também participou do evento. Em sua fala, Vander Costa ressaltou que o Sistema Transporte acredita no poder das oportunidades concretas para transformar a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Este acordo é um passo importante para a promoção da inclusão social, especialmente para jovens em processo de desinstitucionalização e egressos do acolhimento institucional. Mais do que uma iniciativa de responsabilidade social, o setor de transporte enxerga essa ação como uma estratégia essencial para o fortalecimento da própria atividade. Inserir novos talentos qualificados significa garantir um setor mais eficiente, inovador e sustentável”, afirmou. O trabalho com o CNJ O CNJ terá um papel estratégico na ampliação do Projeto Impulsiona, atuando em parceria com os Tribunais de Justiça de todo o país. A iniciativa se soma ao Programa Novos Caminhos, já conduzido pelo CNJ, que busca oferecer suporte e novas perspectivas a jovens que deixam instituições de acolhimento. Com isso, o Projeto Impulsiona, desenvolvido pelo SEST SENAT, reforça esse compromisso ao oferecer qualificação profissional, promoção social e inserção no mercado de trabalho. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, mantido pelo CNJ, mostram que quase 33.800 crianças e adolescentes vivem em instituições ou famílias acolhedoras no Brasil. Desse total, cerca de 10 mil têm mais de 14 anos e podem ser beneficiados por programas de capacitação e empregabilidade, como o de jovens aprendizes. De acordo com o ministro Luís Roberto Barroso, a expectativa é de que o acordo com o SEST SENAT beneficie 5.750 jovens acolhidos institucionalmente em dez estados do país. As ações contemplarão toda a estrutura de serviços do SEST SENAT, incluindo atendimentos de saúde – com serviços de odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia –, além de atividades de esporte, lazer e cultura, voltadas ao bem-estar e à integração social. O projeto também terá um forte foco na qualificação profissional, preparando esses jovens para ingressarem no mercado de trabalho com mais oportunidades e perspectivas. “Iniciativas como esta reforçam nosso compromisso com a construção de um país mais justo e inclusivo, oferecendo novas oportunidades a jovens que, muitas vezes, enfrentam o desafio da transição para a vida adulta sem a rede de apoio necessária”, afirmou o ministro. O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Luiz Campbell Marques, ressaltou que a parceria representa um avanço significativo na promoção de melhores condições de vida para essa população, ampliando oportunidades e fortalecendo a inclusão social. “Estamos aqui para fortalecer essa rede de proteção e oferecer suporte multidimensional, para que esses jovens possam trilhar caminhos seguros e promissores”, disse. O acordo entre o CNJ e o SEST SENAT terá vigência de 24 meses a partir da data de publicação, podendo ser renovado por períodos sucessivos de 12 meses, até o limite máximo de 60 meses. Projeto Impulsiona Lançado pelo SEST SENAT em 2024, o Projeto Impulsiona tem como objetivo promover a inclusão social e a qualificação profissional de pessoas em situação de vulnerabilidade. A iniciativa oferece capacitação para jovens em situação de acolhimento institucional, mulheres vítimas de violência doméstica e pessoas com deficiência, ampliando suas oportunidades no mercado de trabalho. Além do acordo firmado com o CNJ, o Impulsiona já conta com outras duas parcerias estratégicas: uma com o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) e outra com a Fenapaes (Federação Nacional das Apaes), reforçando seu compromisso com a transformação social por meio da educação e da empregabilidade. Por Agência CNT Transporte Atual
Deputado Pompeo de Mattos encaminha PL para suspender multas em pedágios free flow

Foi encaminhado à Câmara dos Deputados o PL 752/2025, de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). A normativa tem como objetivo a suspensão da aplicação de multas por não pagamento de pedágio em sistema de livre passagem (free flow) por 24 meses, bem como perdoar multas aplicadas nos últimos 12 meses e determinar a implementação de um sistema unificado de pagamento. Nos termos do projeto, as concessionárias de rodovias que adotarem o sistema de livre passagem (free flow) deverão, previamente à implementação da cobrança, desenvolver e disponibilizar um sistema unificado de pagamento eletrônico, acessível a todos os usuários. O sistema unificado deverá permitir a consulta e o pagamento de tarifas de pedágio em um único ambiente digital, independentemente da concessionária responsável pelo trecho rodoviário. O descumprimento desta disposição implicará na suspensão da cobrança do pedágio, até que o sistema esteja plenamente operacional e acessível aos motoristas Ademais, fica suspensa pelo período de 24 meses a aplicação de multa por evadir-se da cobrança pelo uso de rodovias e vias urbanas para não efetuar o seu pagamento, ou deixar de efetuá-lo na forma estabelecida, contados a partir da publicação das disposições deste projeto, caso se torne Lei. As infrações cometidas nos 12 meses anteriores à publicação das disposições deste projeto, caso se torne Lei, serão anuladas e as penalidades a elas associadas, revogadas. A matéria aguarda despacho do presidente da Câmara dos Deputados. > Acompanhe o projeto: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2485900 Fonte Imagem: Reprodução/CCR RioSP
A novela do biodiesel: entre a bomba e a gôndola

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) apertou o freio de mão e manteve a mistura de biodiesel no diesel em 14%, adiando o aumento para 15% que entraria em vigor em março. O motivo? Conter a alta dos preços dos alimentos. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o objetivo é aliviar o bolso do consumidor no supermercado, já que boa parte do biodiesel vem da soja, matéria-prima que pesa na inflação. A matemática é simples: quanto mais biodiesel, maior o custo do diesel na bomba. O combustível renovável é menos poluente, mas também mais caro que seu primo fóssil. E essa conta vai continuar subindo: a lei 14.993/2024 prevê um aumento anual de 1% na mistura até chegar a 20% em 2030. Mas o CNPE tem a prerrogativa de decidir o percentual dentro da faixa de 13% a 25%, o que significa que essa escalada pode ser reavaliada a qualquer momento. Diesel Verde: a nova estrela da descarbonização? Enquanto o biodiesel enfrenta seus dilemas, o diesel verde — também chamado de HVO (Óleo Vegetal Hidrotratado) — ganha espaço na conversa. O CNPE deverá definir anualmente a participação mínima obrigatória desse combustível na matriz brasileira, levando em conta fatores como oferta, impacto no preço final e competitividade no mercado internacional. Mas calma, diesel verde e biodiesel não são a mesma coisa. O biodiesel é um éster de ácidos graxos, feito a partir da reação de óleos ou gorduras com um álcool. Já o diesel verde, apesar de também vir de óleos vegetais e animais, é um hidrocarboneto parafínico obtido por hidrotratamento, podendo ser usado diretamente em motores diesel sem adaptações. A Petrobras já entendeu o recado e anunciou que vai transformar a Refinaria Riograndense em uma biorrefinaria, produzindo diesel verde e SAF (Sustainable Aviation Fuel, o combustível sustentável de aviação). A decisão reforça o potencial do Rio Grande do Sul nessa corrida pela descarbonização — um mercado que não para de crescer. E o futuro do transporte? A discussão não se resume apenas a misturas e porcentagens. O aumento gradual do biodiesel pode trazer desafios mecânicos, tanto nos motores quanto nas bombas de abastecimento. Antes de seguir aumentando a mistura de forma automática, seria prudente realizar novos testes para garantir que a evolução é realmente sustentável. Além disso, outras soluções já estão na pista. Caminhões movidos a biometano e GNV ganham espaço, enquanto a eletrificação avança nas curtas distâncias. E tem mais novidade por vir: a partir de 2026, o Brasil começará a adicionar 1% de biometano ao GNV, com aumento progressivo até atingir 10%. O futuro do transporte sustentável não tem uma única estrada. O biodiesel, o diesel verde, o biometano e os veículos elétricos fazem parte desse ecossistema. A questão não é apenas qual será o combustível dominante, mas sim como todas essas opções podem coexistir para garantir eficiência, competitividade e, claro, um planeta mais limpo.
Fetransul: mistura de biodiesel se mantém em 14%

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) suspendeu temporariamente em 18 de fevereiro o aumento da mistura do biodiesel ao diesel para 15% (B15), previsto para vigorar a partir de março deste ano. Neste contexto, persiste a mistura de 14% do biodiesel ao diesel. A justificativa para a suspensão foi conter o aumento do preço dos alimentos. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o foco é que o preço seja mais barato na gôndola do supermercado, pois boa parte da produção do biodiesel vem da soja. Apesar de ser menos poluente e renovável, o biodiesel é mais caro que o diesel, combustível fóssil. Quanto maior o teor de biodiesel no diesel, mais alto fica o preço na bomba. Segundo a lei 14.993, de 2024, o biodiesel deve ser acrescentado ao diesel derivado de petróleo em um ponto percentual de mistura, anualmente, a partir de março de 2025, até atingir 20% em março de 2030. Cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definir o percentual da mistura, que poderáficar entre 13% e 25%. Desde março de 2024, o biodiesel é misturado ao diesel de origem fóssil no percentual de 14%. Diferença entre biodiesel e diesel verde Quanto ao Programa Nacional do Diesel Verde (PNDV), o CNPE deve determinar anualmente a quantidade mínima de diesel verde a ser adicionado ao diesel vendido ao consumidor final. Para definir o volume mínimo na mistura, o conselho deverá analisar as condições de oferta de diesel verde, incluídas adisponibilidade de matéria-prima, a capacidade e a localização da produção, o impacto da participação mínima obrigatória no preço ao consumidor final, e a competitividade nos mercados internacionais do diesel verde produzido no Brasil. O diesel verde costuma ser confundido com o biodiesel, que também é um combustível limpo, mas com propriedades distintas. O biodiesel é um éster de ácidos graxos, obtido a partir da reação de óleos ou gorduras com um álcool. Já o diesel verde, apesar de também ser obtido a partir de óleos ou gorduras, é um hidrocarboneto parafínico produzido a partir de diversas rotas tecnológicas, como hidrotratamento de óleo vegetal e animal, e que pode ser utilizado em motores do ciclo diesel sem adaptações. A Petrobras anunciou este mês que está transformando a Refinaria Riograndense numa planta que produzirá combustíveis a partir de óleos vegetais, resultando no diesel verde e no SAF (combustível sustentável de aviação). A decisão traduz a potencialidade do RS nesta marcha pela descarbonização. Outras alternativas podem compor visão ambiental Ainda que apenas cinco anos nos separem de 2030, ano previsto para as metas hoje estabelecidas, o uso crescente de misturas poderá ocasionar problemas em motores diesel, tanto quanto já apresentou nas bombas de abastecimento. Novos testes deveriam confirmar se há segurança para elevar a mistura de 14para 15%, e sobretudo, se a linearidade de subir um porcento ao ano é verdadeiramente sustentável. Outra forma de se analisar os objetivos da atual legislação, são as demais alternativas que se colocam no mercado, especialmente com veículos movidos a biometano, GNV e mesmo os elétricos. Em outra variável dos esforços pela descarbonização, a partir de 2026 o Brasil vai adicionar 1% de biometano ao GNV. Este percentual será acrescido gradualmente, até atingir os 10% do volume. Coluna do Jornal do Comércio – 06/03/2025