Mulheres assumem liderança em empresas de transporte de cargas e logística

Empresárias mineiras revelam trajetória no setor No setor de transporte de cargas e logística, a presença de homens é historicamente quase a totalidade nos cargos de direção. Em 2024, um levantamento do Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC) revelou que apenas 3% das mulheres ocupavam cargos de liderança, como gerentes, diretoras, conselheiras e presidentes. As empresas que participaram da pesquisa representaram um total de 53.468 colaboradores. Em contrapartida, em meio a esse cenário, mulheres têm quebrado barreiras e demonstrado garra e um novo olhar no mundo dos negócios. Muitas, inclusive, por meio de sucessão familiar. É o caso da empresária Tarsia Gonzalez, que começou sua trajetória profissional no setor aos 16 anos, em 1986, inspirada pelo pai, Tarcísio Gonzalez, imigrante espanhol que chegou ao Brasil fugido da guerra civil e que, de caminhoneiro a empreendedor, realizou o sonho de abrir sua empresa, a Transpesminas, atual Transpes, uma das maiores do segmento de logística do país, com mais de 20 filiais. De 2015 para cá, Tarsia atua como conselheira acionista da empresa e participa de todo o processo da tomada de decisões do grupo e do planejamento estratégico elaborado para os próximos dez anos. Formada em Ciências Contábeis e Psicologia, ela ressalta que sua jornada foi de muito aprendizado e de crescimento gradual. Tarsia diz que sempre foi visionária, engajada e aberta aos desafios. Com sua expertise na área financeira, ao longo dos 12 anos, foi autora de vários projetos de reestruturação e melhorias, com foco em governança e gestão humanizada de pessoas. Reestruturou o Departamento Pessoal, participou da consultoria para a implantação da cultura do programa 5S, da criação da POLíTICA de ações preventivas e conquista da certificação ISO 9000. “Isso garantiu um crescimento sustentável, com processos descritos e implantados”, destaca. Como fruto do trabalho de Tarsia, a empresa conquistou, por três vezes consecutivas, o prêmio do Guia As 150 Melhores Empresas para se Trabalhar do Brasil. Em 2014, venceu como Revelação e Melhor em Logística e como a Melhor Empresa do Setor de Serviços em 2015. O sucesso serviu de inspiração para o lançamento do primeiro livro da empresária, em 2018, ‘Apaixonados pelo Brasil, Onde Estão?’ que alerta sobre a necessidade de se criar gerações mais conectadas com a inteligência emocional, mais conscientes do seu papel de liderança e detentoras do legado daqueles que vieram antes. Já a empresária Juliana Martins iniciou a trajetória no setor aos 16 anos, quando passou a trabalhar em uma das empresas de seu pai, a Repemig-Revendedora de Petróleo Minas Gerais Ltda., hoje Grupo RP. “Passei por cada um dos setores administrativos da empresa, por exigência de meu pai”. O conhecimento na área se intensificou quando também passou a trabalhar, aos 29 anos, no SEST SENAT, como coordenadora, por dois anos e meio. Em seguida, retornou ao Grupo RP, onde assumiu a gerência administrativa. Dois anos e meio depois, o pai faleceu, e ela e os irmãos ficaram à frente da direção da empresa. Diretora comercial e administrativa até maio de 2023, Juliana integra, hoje, o conselho do Grupo RP. Segundo ela, o processo da sucessão familiar foi natural. Sobre a predominância da presença masculina no setor, Juliana diz que está havendo uma evolução muito grande. “Há 40 anos, a participação feminina era quase imperceptível, ouso arriscar dizer em torno de 1 a 2% do total de homens, então a evolução tem acontecido como em todos os setores profissionais”, diz. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg) se diz satisfeito com o crescimento da presença feminina em posições de liderança. “As mulheres têm desempenhado um papel cada vez mais estratégico no setor de transporte e logística. Valorizar a presença feminina e ampliar sua participação em cargos de liderança não é apenas uma questão de igualdade, mas também de fortalecer o setor com novas perspectivas e formas de gestão”, enfatiza. Fonte: SETCEMG (01/04/2025)

CCJ do Senado aprova projeto defendido pela CNT que endurece penas para furto e roubo de cabos e equipamentos de energia

Confederação atua para viabilizar aprovação de medida que combate crimes prejudiciais às operações ferroviárias e metroviárias A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal aprovou, por unanimidade, nessa quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 4.872/2024, que endurece as penas para furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos utilizados no fornecimento ou na transmissão de energia elétrica e telefonia. A CNT (Confederação Nacional do Transporte) teve participação ativa nas articulações para viabilizar a aprovação da proposta, atuando junto ao relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB/PI), aos membros da CCJ e ao governo federal. O projeto integra a Agenda Institucional do Transporte e Logística 2025 e tem acompanhamento direto da CNT e de suas associadas do setor metroferroviário, devido ao impacto que os recorrentes furtos e roubos desses materiais causam às operações de transporte. “O aumento desses crimes está comprometendo a mobilidade urbana, especialmente nos sistemas metroferroviários, que transportam milhões de brasileiros diariamente. O fortalecimento da segurança e a confiabilidade do serviço são fundamentais”, destacou a diretora executiva da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), Ana Patrizia Lira. Além de endurecer as punições para furto e roubo, o PL 4.872/2024 amplia as penas para aqueles que comercializam esses materiais no mercado clandestino — um dos principais fatores que fomentam essa prática criminosa. A CNT seguirá acompanhando a tramitação da proposta para garantir sua rápida aprovação e sanção. O projeto será analisado, em regime de urgência, pelo Plenário do Senado e, posteriormente, retornará à Câmara dos Deputados para revisão. Foto: Roque de Sá/Agência Senado Por Agência CNT Transporte Atual

Capacitações do ITL: Últimos dias para se inscrever na Especialização em Gestão de Finanças

Os cursos integram o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo Instituto e promovido pelo SEST SENAT O ITL (Instituto de Transporte e Logística) segue com inscrições abertas para uma série de capacitações para gestores do setor de transporte e logística. São oferecidos cursos executivos, especializações e certificações internacionais, ministrados por instituições de ensino de renome no Brasil e no exterior. Essas qualificações fazem parte do Programa Avançado de Capacitação do Transporte, promovido pelo SEST SENAT e coordenado pelo Instituto. Confira as oportunidades: Especialização em Gestão de Finanças: inscrições até quarta-feira (9/4) Encerram-se, na próxima quarta-feira (9), as inscrições para a Especialização em Gestão de Finanças, ministrada pelo Ibmec Educacional. Trata-se de uma pós-graduação lato sensu voltada a gestores financeiros de empresas de transporte. O programa tem como objetivo aprimorar a capacidade de gestão financeira das empresas de transporte, preparando os gestores financeiros para desafios cada vez mais complexos. Para isso, conta com conteúdo aderente ao contexto e às demandas que são impostas à gestão financeira das empresas do setor. O curso tem carga horária total de 370 horas, divididas entre 80% de aulas presenciais e 20% a distância. A duração da pós-graduação é de 16 meses. Saiba mais e inscreva-se. Sucessão nas Empresas Familiares do Transporte: inscrições até 23/4 O curso executivo Sucessão nas Empresas Familiares do Transporte visa aproximar as diferentes gerações familiares para alinhar visões complementares. As famílias empresárias serão apoiadas no processo de sucessão e análise do modelo de governança, visando contribuir para a perenidade de seus negócios. As inscrições estão abertas até 23 de abril. A formação, ministrada pela FDC (Fundação Dom Cabral), tem uma metodologia dinâmica e prática que incentiva a troca de experiências, proporcionando uma visão estratégica e estruturada para o futuro dos negócios. O curso aborda estratégias para um planejamento sucessório eficaz, promovendo a clareza na transição de liderança e minimizando riscos. Além disso, os participantes terão acesso a conhecimentos essenciais sobre governança corporativa, estruturação de conselhos de administração e gestão de conflitos de interesses, fortalecendo a tomada de decisão e a transparência nas empresas familiares do setor de transporte. O curso tem carga horária total de 180 horas, divididas entre 138 horas de aulas presenciais e 42 horas a distância.  Saiba mais e inscreva-se. Especialização em Gestão de Recursos Humanos: inscrições para turma de SP até 7/5 O ITL abriu inscrições, até 7 de maio, para a turma de São Paulo (SP) da Especialização em Gestão de Recursos Humanos. Trata-se de uma pós-graduação lato sensu ministrada pela FDC (Fundação Dom Cabral) e regulamentada pelo MEC (Ministério da Educação). O início das aulas está previsto para 30 de junho. A especialização é gratuita e voltada a gestores das empresas de transporte associadas ao Sistema Transporte. O objetivo é desenvolver uma postura contemporânea do setor de Recursos Humanos como articulador das mudanças para o novo mindset das organizações, que geram resultados por meio de pessoas. O currículo foi idealizado considerando o pensamento prático do mundo dos negócios. Busca, portanto, equilibrar a teoria com a prática, desenvolvendo nos participantes uma visão empreendedora e criativa. Saiba mais e inscreva-se. Certificação Internacional Aviation Management: inscrições até 7/5 Estão abertas, até o dia 7 de maio, as inscrições para a Certificação Internacional Aviation Management. O curso tem o objetivo de capacitar colaboradores de média e alta gestão das empresas aéreas brasileiras nas mais modernas técnicas de gestão e operações aéreas. Os alunos vão desenvolver as competências necessárias para enfrentar os desafios do mercado aéreo globalizado e dinâmico, contribuindo para tornar o setor mais competitivo. O diferencial da certificação é a parceria realizada com a Embry-Riddle Aeronautical University (ERAU). Ela oferece para os profissionais brasileiros o conhecimento e a expertise de uma universidade norte-americana reconhecida internacionalmente por sua excelência no ensino aeronáutico. O curso tem carga horária total de 390 horas e é composto por módulos presenciais e a distância. A modalidade presencial será realizada em oito encontros distribuídos em Brasília, São Paulo e em Daytona Beach, nos Estados Unidos. A capacitação tem duração de, aproximadamente, 14 meses. Saiba mais e inscreva-se. Por Agência CNT Transporte Atual

Agenda Institucional 2025: CNT apresenta ao Governo Federal as pautas de interesse do setor

Nova edição da Agenda Institucional Transporte e Logística detalha temas apreciados pelo Poder Executivo e que podem impactar o setor O Poder Executivo, com sua responsabilidade pela execução de políticas públicas, representa um parceiro vital para o setor transportador na busca por avanços em áreas essenciais, como infraestrutura, segurança pública, sustentabilidade, tributação e inovação tecnológica. A partir daí, surge a importância do acompanhamento institucional realizado pelo Sistema Transporte junto ao governo.  Esse trabalho constante de diálogo e defesa dos interesses do setor pode ser acompanhado com profundidade na recém-lançada Agenda Institucional Transporte e Logística 2025, que está disponível para consulta nos formatos digital e físico. A publicação faz uma seleção de temas e subtemas transversais na Administração Pública discutidos em ministérios, secretarias, agências reguladoras, empresas públicas e órgãos diversos. A seguir, exemplificamos esse panorama com três temas macro: tributação, financiamento da infraestrutura nacional e transição energética.  TRIBUTAÇÃO Após a sanção da Lei Complementar nº 214/2025, que regulamentou a reforma tributária (EC 132/2023), quais aspectos do sistema tributário nacional ainda preocupam as empresas de transporte e logística? Na verdade, apesar das vitórias garantidas pela atuação institucional do Sistema Transporte nessa seara, a carga tributária ainda é considerada muito elevada em comparação à de outros países. Por isso, as posições do setor precisam ser reiteradas junto ao governo, para avançar na pauta e não permitir retrocessos. Temas a serem acompanhados: 1. Reconhecimento legal de que os valores da folha de pagamento e os seus encargos possam ser reconhecidos como créditos para fins de apuração de PIS/Cofins. 2. Fim da incidência do IOF. 3. Não incidência do IPTU sobre imóveis e faixas de domínio vinculados a concessões de serviços públicos. 4. Transição para o novo sistema tributário de IBS e CBS, com o estabelecimento de um período claro de transição e planejamento. 5. Simplificação das obrigações tributárias acessórias. 6. Destinação obrigatória de parte da arrecadação do IVA para o financiamento de projetos de infraestrutura logística sustentável, com foco na multimodalidade. FINANCIAMENTO DA INFRAESTRUTURA NACIONAL O investimento eficaz na infraestrutura nacional é fundamental para alimentar o crescimento econômico e aprimorar a mobilidade, que atua como eixo central do desenvolvimento social. O Sistema Transporte defende a infraestrutura de transporte como pilar do progresso, buscando assegurar que os investimentos sejam dirigidos estrategicamente para aumentar a capacidade, modernizar as operações e promover eficiência energética e sustentabilidade ambiental no setor de transporte. A colaboração entre os setores público e privado emerge como um caminho crucial para realizar projetos ambiciosos que possam atender à crescente demanda da sociedade. Nesse sentido, é vital desonerar e facilitar a entrada de capital estrangeiro, bem como ampliar a parceria com a iniciativa privada para incrementar a infraestrutura de transporte e logística. Temas a serem acompanhados: 1. Eliminação dos entraves à entrada de capital estrangeiro para o investimento em infraestrutura. 2. Desoneração dos investimentos na infraestrutura de transporte e logística. 3. Promoção de um programa de parcerias público-privadas (PPPs) patrocinadas para a manutenção de rodovias, de forma a reduzir a pressão no orçamento exercida pela necessidade de constante manutenção da malha rodoviária. 4. Defesa de modelagens atrativas para estimular a participação da iniciativa privada nos Programas de Concessões Federais. 5. Garantia de que os fundos relacionados ao setor de transporte sejam utilizados exclusivamente para o desenvolvimento de suas áreas finalísticas. 6. Determinação de que as operadoras de telefonia ofereçam área de cobertura para sinal de telefone móvel de, no mínimo, 90% nas rodovias federais e estaduais. 7. Reformulação da matriz de risco dos contratos de concessão, especialmente para riscos climáticos, residuais, extraordinários, insumos, demandas, desapropriação e desocupação. TRANSIÇÃO ENERGÉTICA O setor transportador tem papel estratégico na promoção da mobilidade sustentável e na integração de soluções inovadoras que garantam um menor impacto ambiental. A adoção de combustíveis verdes, a eletrificação de frotas e investimentos em infraestrutura de recarga e abastecimento são caminhos necessários para alinhar a matriz energética brasileira às metas climáticas.  Para consolidar essa transformação, o Sistema Transporte propõe um ambiente regulatório que incentive o desenvolvimento e a utilização de combustíveis de baixa emissão, como o diesel verde, o combustível sustentável de aviação (SAF), o biometano e o hidrogênio verde. A CNT, por sua vez, desenvolve estudos que visam avaliar a viabilidade técnica das fontes alternativas de energia.  Temas a serem acompanhados: 1. Garantia da viabilidade técnica, mecânica e laboratorial e a eficiência dos biocombustíveis. 2. Liderança da agenda de transição energética no setor de transporte na COP30. 3. Garantia da abertura de linhas de crédito para o financiamento de renovação de frotas no Brasil, visando à inserção de veículos novos e tecnológicos no transporte. 4. Incentivo à multimodalidade com foco em descarbonizar o transporte global. 5. Definição de critérios específicos para o setor de transporte, no âmbito da Taxonomia Sustentável Brasileira, considerando práticas de mitigação e adaptação climática. O que é a Agenda Institucional? A Agenda contempla projetos que tramitam no Congresso Nacional, assuntos conduzidos pelo governo federal — ministérios e agências reguladoras — e ações que aguardam decisões por parte dos magistrados dos tribunais federais, como o STF (Supremo Tribunal Federal), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o TST (Tribunal Superior do Trabalho). Cada uma dessas pautas foi cuidadosamente mapeada pela equipe técnica da CNT, com a colaboração das entidades associadas e filiadas à Confederação. Acesse aqui o documento. Por Agência CNT Transporte Atual

Painel Caminhos para um Transporte Sustentável reúne especialistas em Porto Alegre

Na tarde de ontem, 02 de abril, transportadores, autoridades e entidades de classe, estiveram reunidos para debater o tema sustentabilidade no setor de transporte. O evento aconteceu no Hotel Deville em Porto Alegre e contou com quatro painéis e ao final um debate que esclareceu dúvidas do público presente. O objetivo foi atualizar o setor empresarial sobre as novas tecnologias oferecidas pela indústria de caminhões, bem como sobre o desenvolvimento de combustíveis renováveis e alternativos. Biodiesel, diesel verde e biometano, considerados os combustíveis do futuro, figuram entre as possibilidades que atendem ao objetivo de reduzir as emissões veiculares. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, deu as boas-vindas e afirmou que o setor de transporte tem consciência de seu papel na agenda da descarbonização. “Um caminhão Euro 6 emite 96% menos CO₂ do que um modelo Euro 2 ainda em circulação. Essa é uma resposta concreta, que salva vidas, gera empregos e reduz emissões. Queremos transmitir clareza sobre o que existe, o que está por vir, e quais as reais possibilidades técnicas e econômicas para avançarmos. Nenhuma solução é viável se não couber na planilha, se não for compreendida pelo mercado e, sobretudo, se não for compartilhada entre transportadores, embarcadores e consumidores, concluiu o presidente. Vander Costa, presidente da CNT – Confederação Nacional do Transporte, esteve acompanhado pelo diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira. O presidente destacou que: A CNT tem pesquisado sobre fontes alternativas possíveis que atendam ao objetivo de reduzir as emissões. É o que o setor busca. Os painéis contaram os seguintes temas e palestrantes: ‘Combustíveis Alternativos’, com Érica Marcos, gerente executiva ambiental da CNT – Confederação Nacional do Transporte; ‘Tecnologias de Veículos para Operadores e Embarcadores’, ministrada por Henry Joseph Junior, diretor de sustentabilidade e de parcerias estratégicas e institucionais da ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos; ‘Visão do Transportador X Cenário Atual e Futuro para Descarbonização’, com o palestrante Gilvani Mossoi, diretor da Transportes Cavalinho; e A visão dos revendedores sobre a matriz dos combustíveis, com João Carlos Dal´Aqua, vice-presidente da Fecombustíveis – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes e presidente da Sulpetro – Sindicato dos Postos de Combustíveis do Rio Grande do Sul, que falou sobre a Matriz de Combustíveis. O evento contou com o importante apoio do patrocinador master CNT e demais patrocinadores Suvesa e Brasdiesel (Scania), Savar (Mercedes Benz), Dipesul (Volvo), Mattana (Iveco), Grupo Apisul e Cooperativa Transpocred.

Fetransul homenageia entidades que atuaram durante enchentes no RS

O Correio do Povo foi um dos homenageados com o troféu Alma Gaúcha pelo papel da imprensa na cobertura da calamidade Com foco na atuação durante e após a enchente histórica de 2024, a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul) realizou a entrega do troféu Alma Gaúcha para homenagear 20 entidades públicas e privadas que contribuem na reconstrução do RS. Um dos congratulados com o prêmio no final da tarde desta quarta-feira foi o Correio do Povo pelo papel da imprensa na cobertura da calamidade. Além dele, outros homenageados no evento foram o secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Maneco Hassen, o secretário estadual de Logística e Transporte, Juvir Costella, que representou o governador Eduardo Leite, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e o ex-jogador Dunga, que dirige o projeto social Seleção do Bem. Ao receber o prêmio, o diretor presidente do CP, Marcelo Dantas, agradeceu em nome de toda a equipe do Correio do Povo pela honraria, destacando a atuação das equipes do veículo de imprensa durante a tragédia. Além do Correio do Povo, outros veículos também foram homenageados pela Fetransul. De acordo com o presidente da entidade, Francisco Cardoso, a imprensa teve um papel fundamental durante o período de resposta e na recuperação do Estado após a enchente de maio de 2024. “No troféu Alma Gaúcha, reconhecemos 20 pessoas e entidades que ajudaram a trazer mais dignidade ao povo gaúcho durante a tragédia. O papel da comunicação foi essencial justamente por conseguir chegar no cidadão e voluntário que atuou na linha de frente”, afirmou. A entrega da honraria finalizou a programação de um painel promovido pela Fetransul sobre os caminhos do setor para um transporte sustentável. “A ideia do troféu tem um link com este primeiro evento, no qual debatemos sobre como estamos nos comportando para agredir menos o meio ambiente. A enchente que aconteceu conosco foi uma resposta da natureza. Estamos trabalhando para poluir menos. de acordo com as tecnologias disponíveis, com os combustíveis alternativos”, finalizou Cardoso. Diretor presidente do Correio do Povo, Marcelo Dantas, recebeu a homenagem em nome do veículo de comunicação | Foto: Fabiano do Amaral Fonte: Correio do Povo

Rede Pampa é homenageada com o Troféu Alma Gaúcha, entregue pela Fetransul

O troféu homenageou aqueles que ajudaram a reconstruir o RS após as enchentes Nessa quarta-feira (2), a Rede Pampa de Comunicação, representada pelo presidente Alexandre Gadret, recebeu a homenagem do Troféu Alma Gaúcha, promovido pela Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul). A premiação foi destinada às personalidades e instituições que ajudaram a reconstruir o estado após as enchentes de maio de 2024. A empresa recebeu o prêmio pela cobertura jornalística durante a maior tragédia climática já vivida pelos gaúchos. O presidente Alexandre Gadret agradeceu a homenagem e destacou a importância da Fetransul para o RS: “uma homenagem como essa, ainda mais da Fetransul, que reúne os sindicatos que transportam a riqueza do nosso estado, que levam a indústria, levam do comércio até aos consumidores, todo esse, esse produto maravilhoso que a gente produz aqui no nosso estado. E isso nos dá muito orgulho ser reconhecido numa ocasião tão festiva como essa. E saber que o trabalho de comunicar, o trabalho de levar informação, entretenimento para a população gaúcha, especialmente nesse caso pela TV Pampa, ele é reconhecido e lembrado, até porque o trabalho nas enchentes da Rede Pampa de comunicação, ele foi muito diferenciado”. O evento também contou com o painel Caminhos para um Transporte Sustentável, que debateu novas tecnologias para reduzir a emissão de poluentes emitidos pelo setor logístico e de transportes. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, comentou sobre a importância da conscientização ambiental no setor: “nós sofremos aqui no Rio Grande do Sul o efeito de uma resposta do meio ambiente, né? A forma como nós operamos, seja na indústria ou até mesmo no transporte, e o meio ambiente deu uma resposta, porque a gente precisa repensar a forma como nós consumimos energia. Hoje nós estamos aqui promovendo um debate, trazendo sendo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), que representa os fabricantes de veículos, nos informando, dividindo aqui quais são as tecnologias já disponíveis atualmente, a tendência para o futuro”. Erica Marcos, Gerente executiva ambiental da CNT, promoveu a apresentação sobre combustíveis alternativos. Ela falou sobre as abordagens do painel, focado na redução de poluentes através de combustíveis alternativos: “nós falamos sobre as rotas tecnológicas de fontes energéticas que são alternativas às fontes fósseis para o transporte brasileiro. Então falamos da eletromobilidade, do hidrogênio renovável, do biometano, do HVO, óleo vegetal hidrotratado, então são fontes que são renováveis e que podem ser aplicadas no transporte rodoviário brasileiro. (…) Nós temos os aspectos técnicos de cada rota, de cada fonte energética, né? E elas visam o mesmo objetivo em comum, que é a descarbonização, a redução das emissões de poluentes do país. E nós temos a última meta colocada pelo Ministério do Meio Ambiente no ano passado na conferência do clima que foi realizada no Azerbaijão, que é uma faixa de redução de 57 a 69% dos gases de efeito estufa em relação ao ano base de 2005 e o objetivo é alcançar essa redução até 2035”. Com foco na redução de emissões de poluentes, o painel e a premiação foram realizados no Hotel Deville, em Porto Alegre, e contaram com a presença de lideranças do setor, além de empresários e autoridades. Fonte: O Sul / Foto: Rede Pampa

Jornal do Comércio recebe troféu Alma Gaúcha da Fetransul

Durante as enchentes, o Jornal do Comércio realizou com cobertura jornalística abrangente e informativa, mantendo a população atualizada sobre os desdobramentos da tragédia e as ações de reconstrução Com foco na reconstrução do Rio Grande do Sul, vinte entidades privadas, incluindo associações, governos e veículos de comunicação receberam, na tarde desta quarta-feira (2), o troféu Alma Gaúcha da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul). Entre os agraciados pelo trabalho realizado durante as enchentes do ano passado, está o Jornal do Comércio. Também chamado de Troféu Embaixador da Reconstrução RS, o prêmio foi entregue no Hotel Deville, às 17h. “Estamos agradecidos pelo reconhecimento de uma instituição tão importante e relevante para o Rio Grande do Sul”, celebra o diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Tumelero. Conforme a entidade, durante as enchentes, o Jornal do Comércio realizou com cobertura jornalística abrangente e informativa, mantendo a população atualizada sobre os desdobramentos da tragédia e as ações de reconstrução. Segundo o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, as enchentes são uma resposta do meio ambiente. “Como operamos veículos de carga, somos muito cobrados pela agressão ao meio ambiente. Então, entendemos que era oportuno mostrar o que estamos fazendo e reconhecermos outras instituições que se arriscaram e doaram recursos para reerguermos a economia”. De acordo com o diretor-presidente do Jornal do Comércio, o trabalho realizado durante o período de calamidade faz parte da obrigação da empresa como entidade jornalística. “A comunicação é algo super relevante e muito importante, principalmente, em uma situação onde não havia uma comunicação muito clara. Eram muitas opiniões e fake news. Então, os veículos de comunicação tiveram um papel fundamental, levamos com muita seriedade esse fato”, avalia. Após as enchentes, segundo Tumelero, o trabalho realizado pelo Jornal do Comércio ajudou a promover a economia. “No momento era necessário recompor as questões econômicas, os trabalhos e organizar o cenário. As pessoas precisavam de dinheiro e vieram muitas ideias boas. Fizemos questão de mostrar e usar de exemplo para outras atividades se promoverem também”. Ainda de acordo com ele, este é o momento de “olharmos o lado bom de tudo que aconteceu para que consigamos olhar para frente e termos energia para dar continuidade nas atividades”. Durante o período, o posicionamento foi reforçado nas páginas do jornal. Além do Jornal do Comércio, também foram completadas a Rádio Gaúcha, a TV Pampa e o Correio do Povo. A prefeitura de Porto Alegre também recebeu o troféu devido ao programa Porto Alegre Forte. Em sua fala, o prefeito Sebastião Melo reforçou que 90% da economia do Rio Grande do Sul depende do transporte. “Em nome de todas as decisões para salvar vidas, agradeço ao trabalho de vocês (Fetransul)”. Assim como a prefeitura, o governo do Rio Grande do Sul também foi agraciado com o troféu. Representando o governador Eduardo Leite, o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, destacou os investimentos do Plano Rio Grande. Antecipando a entrega do troféu, o painel “Caminho para um transporte sustentável” reuniu especialistas e lideranças do setor que debateram as soluções inovadoras para a mobilidade e sustentabilidade do Brasil. Fonte: JC – Foto: Dani Barcelos/JC

Aeromot anuncia empreendimento do setor aeronáutico em Guaíba

Em cerimônia realizada no Palácio Piratini, na tarde desta segunda, 31 de março, a Aeromot anunciou a implantação de um empreendimento do setor aeronáutico na cidade de Guaíba. Guilherme Cunha, CEO da empresa, informou que o projeto foi nomeado AeroCITI, pois reúne mais de 20 empresas, além da construção de um aeroporto. Segundo Cunha, o plano é produzir o avião Diamond DA62, um bimotor com capacidade para sete passageiros. Inicialmente serão 100 unidades. O CEO projeta ainda produzir o modelo AMT X, uma aeronave movida a etanol, 100% brasileira. Os planos da Aeromot são de que as operações tenham início em 2027. Ernani Polo, secretário de Desenvolvimento Econômico, classificou o projeto como transformador. Já o governador Eduardo Leite manifestou que o empreendimento tornará o RS referência no setor aeronáutico. Quando estiver em funcionamento pleno, vai gerar 1.500 empregos diretos. A Fetransul esteve representada no evento pelo diretor de Infraestrutura, Paulo Ziegler.

Secretaria da Reconstrução recebe 390 sugestões sobre concessão do bloco 2

A consulta pública sobre o projeto de concessão de rodovias para o bloco 2 na região do Vale do Taquari e Norte do Rio Grande do Sul recebeu 390 contribuições no período de 70 dias, segundo a Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg). A partir de agora, a equipe técnica da secretaria vai analisar as sugestões, revisar o projeto e manter o diálogo com prefeituras e entidades envolvidas com o tema. De acordo com a secretaria, o objetivo é seguir construindo, de forma conjunta, o projeto da concessão. Entidades empresariais do transporte rodoviário de cargas do Rio Grande do Sul defendem mudanças no projeto do bloco 2. Os transportadores rodoviários afirmam que a concessão de rodovias como solução à falta de investimentos em infraestrutura deve obedecer a critérios de viabilidade econômica aos usuários sem afetar o preço final dos produtos e sem afetar a competividade do Estado. Segundo a Secretaria da Reconstrução Gaúcha, os investimentos do bloco 2, localizado em uma das regiões mais afetadas pelas enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, serão de R$ 6,7 bilhões. Do montante, R$ 1,3 bilhão é via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Serão 30 anos de concessão com a iniciativa privada. Somente nos dez primeiros anos da concessão, serão investidos R$ 4,5 bilhões. • LEIA MAIS: Movimento pressiona por celeridade nas obras da BR-116, na Serra Gaúcha O chamado bloco 2 abrange 32 municípios gaúchos (17,5% da população), tem um total de 414,91 quilômetros de extensão, e é composto por sete estradas (ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324, RSC-453 e BR-470). Os recursos são necessários para realizar a duplicação de 244 quilômetros e a implementação de 101 quilômetros de terceiras faixas para ampliar a fluidez e a segurança das estradas da região. Atualmente, nenhuma das rodovias que compõem o Bloco 2 é duplicada. Outras melhorias previstas na concessão são a implementação de 323 quilômetros de acostamentos, 73 quilômetros de marginais e 43 passarelas de pedestres, entre outras medidas. Também estão previstos socorro mecânico e médico 24 horas, monitoramento por câmeras e bases de atendimento aos usuários. A modelagem conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). Depois da fase de audiências públicas que foram realizadas no mês de janeiro deste ano, será lançado o edital (previsto ainda para o primeiro semestre de 2025) e realizado leilão, na B3, em São Paulo, para definir o vencedor da licitação – cerca de 90 dias após o lançamento do edital. O critério para definir o vencedor será o de menor aporte público conjugado com o maior desconto na tarifa.  Fonte: JC – Foto: Gus Wanderlei/Divulgação/JC