NTC&Logística realiza hoje, em Brasília, a entrega da 37ª Medalha de Mérito do Transporte NTC

Evento marca o aniversário de 62 anos da entidade e o Dia do Transportador Rodoviário de Cargas, reconhecendo personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do setor A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realiza hoje, 17 de setembro de 2025, em Brasília (DF), a solenidade de entrega da 37ª Medalha de Mérito do Transporte NTC, uma das mais tradicionais e prestigiadas honrarias do setor. O evento também celebra os 62 anos da entidade e o Dia do Transportador Rodoviário de Cargas, data que enaltece a importância da atividade para a economia e para a sociedade brasileira. Criada em 1984, a Medalha é concedida anualmente a pessoas físicas e jurídicas que se notabilizaram por relevantes serviços prestados ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e à logística nacional. A escolha dos homenageados é feita pelo Conselho Superior da NTC&Logística, em reconhecimento ao trabalho e à dedicação das personalidades que transformam e fortalecem o setor. Neste ano, serão agraciados: “Hoje é um dia muito especial para a NTC&Logística e para o Transporte Rodoviário de Cargas. Celebramos os 62 anos da entidade, comemoramos o “Dia Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas” e faremos a entrega da Medalha de Mérito do Transporte NTC a personalidades que fizeram e fazem a diferença no setor. É um momento de reconhecer, mas também de reafirmar a nossa missão de fortalecer a atividade que movimenta o Brasil. Em nome da diretoria da NTC&Logística, parabenizo todos os homenageados desta edição e agradeço pela contribuição de cada um à nossa história”, destacou Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística. Fonte: NTC&Logística
Governo federal deve aportar recursos na malha ferroviária do Sul

Situação da logística regional foi debatida em evento em Porto Alegre nesta terça-feira Com a concessão ferroviária da Malha Sul vencendo em 2027, a perspectiva mais provável é da relicitação do contrato desse ativo que hoje é administrado pela empresa Rumo. Contudo, mesmo que outra companhia privada assuma essa função, a expectativa é que o governo federal faça um vultoso investimento nessa estrutura para torná-la atrativa economicamente ao mercado. A Malha Sul engloba cerca de 7,2 mil quilômetros de ferrovias situados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Devido à sua importância e proximidade do fim do contrato, um grupo de trabalho foi formado por representantes do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Infra S.A. (empresa pública de infraestrutura) para analisar o futuro dessa concessão. A diretora de Projetos e Obras da Secretaria Nacional de Transportes Ferroviários, Maryane da Silva Figueiredo, detalha que a atividade trará subsídios para que as instituições ligadas ao poder concedente possam tomar suas decisões. Ela adianta que o relatório do grupo sobre o tema deverá ser divulgado ainda neste ano, provavelmente nas próximas semanas. A tendência, atualmente, é que a Malha Sul seja relicitada, em vez de uma eventual prorrogação de contrato com a Rumo. Outra hipótese que ganha força é que a concessão seja fracionada em dois ou três segmentos de ferrovias. Porém, independentemente de a malha ser dividida ou não, Maryane adianta que o levantamento feito até agora aponta que o governo federal deverá ter que investir um montante bilionário para recuperar a estrutura ferroviária da região, que já sofria com o desgaste do tempo e ainda foi afetada pela enchente que atingiu o Rio Grande do Sul no ano passado. “Para que o (investidor) privado assuma uma malha com atratividade”, argumenta a diretora de Projetos e Obras da Secretaria Nacional de Transportes Ferroviários. Maryane participou ontem do evento “Série de Debates: Logística no Brasil”. A iniciativa, promovida pelo Valor Econômico e pela Editora Globo, foi realizada no Novotel, em Porto Alegre. Outro palestrante do encontro foi o coordenador do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Ricardo Portella. O dirigente lembra que a malha ferroviária no Rio Grande do Sul foi implantada no tempo do Brasil Império, para transportar gado. Ou seja, é uma malha antiga, que apresenta dificuldades como, por exemplo, a velocidade que os trens podem se movimentar. “A velocidade é de 12 km/h, um maratonista de araque pode correr do lado (do trem)”, critica o integrante da Fiergs. Uma sugestão apresentada por Portella é que seja feita uma nova linha férrea dentro do Estado, ligando o Porto do Rio Grande à região de Santa Maria e, posteriormente, às proximidades de Cruz Alta e Passo Fundo, para se conectar mais adiante com o restante da malha férrea do País. Essa ferrovia, mais moderna, permitiria que os trens transitassem a cerca de 80 km/h. O representante da Fiergs salienta que o Rio Grande do Sul se encontra na “ponta” do Brasil, afastado do principal centro de consumo nacional, que é o Sudeste. Por isso, ele frisa que a logística é um tema essencial para o Estado. “O setor não pode viver de espasmos orçamentários”, sustenta Portella. Ele defende que o segmento logístico precisa atuar com a constância da disponibilidade de recursos e previsibilidade. O professor do Departamento de Engenharia de Produção e Transporte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Luiz Afonso Senna, também defende a necessidade de planejamento de longo prazo. Ele adverte que o País e o Rio Grande do Sul não estão avançando nessa área. Senna ressalta que, mesmo antes das enchentes, o Estado enfrentava dificuldades com a sua infraestrutura. “O grande desafio não é reconstruir, é mudar o patamar (da área logística)”, comenta o professor. Plano Estadual de Logística de Transportes deve ser finalizado neste ano A elaboração do novo Plano Estadual de Logística de Transportes (Pelt), que tem como objetivo apontar as prioridades e necessidades de investimentos em infraestrutura de transporte no Rio Grande do Sul, deve ser concluída ainda em 2025. A informação é do presidente da Infra S.A., Jorge Bastos. A empresa pública federal foi contratada no ano passado pelo governo gaúcho, por R$ 4,46 milhões, para realizar a tarefa. Bastos ressalta que o Estado e a Região Sul do País, como um todo, representam uma importante contribuição para o Brasil quanto à questão socioeconômica. Ele cita a relevância de setores como o agronegócio, indústria química, biodiesel, entre outros. O representante da Infra S.A. admite que há gargalos que precisam ser solucionados em todos os modais viários da região: rodoviário, ferroviário e hidroviário. Apesar desses obstáculos, ele defende que é preciso promover a intermodalidade. Entre as ações que podem contribuir para aprimorar o transporte no País, Bastos indica a construção do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050. “É um planejamento de Estado, não de governo, que deve atravessar gestões”, afirma o dirigente. No caso dos planos envolvendo o Rio Grande do Sul, o diretor de Infraestrutura da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), Paulo Ziegler, argumenta que as enchentes de 2024 demonstraram que o Estado precisa de vias alternativas para aumentar sua resiliência em casos de comprometimento de infraestrutura. Ele cita que o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) deve destinar cerca de R$ 3 bilhões para a recuperação da infraestrutura gaúcha, a serem empregados em medidas como a restauração de pontes e o desassoreamento das hidrovias. Por sua vez, o diretor de Infraestrutura e Manutenção da Fraport Brasil, Cassio Gonçalves, recorda que o aeroporto de Porto Alegre ficou fechado por aproximadamente cinco meses e meio devido à catástrofe climática. Segundo ele, as concessões de complexos como esse precisam ter segurança jurídica e agilidade para reagirem a situações semelhantes que, provavelmente, voltarão a acontecer no futuro. Jefferson Klein/Especial/JC
FETRANSUL participa de debate sobre Infraestrutura e Logística no Brasil

O diretor de Infraestrutura da FETRANSUL, Paulo Ziegler, foi um dos painelistas do encontro Série de Debates – Logística no Brasil, realizado na manhã do dia 16 de setembro, em Porto Alegre. O evento, promovido pelo Valor Econômico e pela Editora Globo, reuniu lideranças e especialistas para discutir os desafios e as perspectivas da infraestrutura de transporte no País, com foco especial no Rio Grande do Sul. A programação contou com dois painéis principais: Infraestrutura e Desenvolvimento Regional: Desafios do Sul do Brasil e Reconstrução e Resiliência: O Caso do Rio Grande do Sul Além de Ziegler, participaram do encontro: Maryane da Silva Figueiredo, diretora de Projetos e Obras da Secretaria Nacional de Transportes Ferroviários; Ricardo Portella, coordenador do Conselho de Infraestrutura da FIERGS; Luiz Afonso Senna, professor da UFRGS; Cassio Gonçalves, diretor de Infraestrutura e Manutenção da Fraport Brasil; e Jorge Bastos, presidente da Infra S.A. O diretor de Infraestrutura da FETRANSUL destacou: “A iniciativa editorial do Valor Econômico estabeleceu um balanço sobre as ações públicas para a recuperação da infraestrutura logística do RS após as enchentes de 2024. Verifica-se que houve avanços esperados e que ainda estamos em uma fase de transição para um novo patamar, quando estruturas resilientes poderão preservar rodovias, pontes, ferrovias e o sistema hidroviário do Estado.” Durante sua participação, Jorge Bastos afirmou que a elaboração do Plano Estadual de Logística de Transportes (PELT) deverá ser concluída até 2025, com o objetivo de definir prioridades e necessidades de investimento em infraestrutura no RS. Ele também reforçou a importância de setores estratégicos para a economia nacional, como o agronegócio, a indústria química e o biodiesel, além de defender a promoção da intermodalidade como caminho para aprimorar a logística brasileira. Em junho deste ano, a FETRANSUL foi anfitriã de uma das edições do Plano Nacional de Logística (PNL), quando apresentou ao Ministério dos Transportes as principais demandas e gargalos do setor no Rio Grande do Sul. O PNL 2050, em construção, foi citado como um instrumento estratégico de Estado, capaz de orientar o desenvolvimento logístico brasileiro de forma sustentável e independente de gestões de governo. A FETRANSUL trabalha pela busca de soluções que garantam o desenvolvimento e competitividade ao transporte rodoviário de cargas e à logística.
FETRANSUL homenageia Guilherme Theo Sampaio em sua posse na ANTT

Na manhã da terça-feira, 16 de setembro, Anderson Roncen, vice-presidente da FETRANSUL e presidente do Sivecarga, representou a Federação na cerimônia de posse de Guilherme Theo Sampaio como Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O ato ocorreu em Brasília e reuniu lideranças do setor de transportes, além de autoridades políticas. A nomeação de Sampaio foi aprovada pelo Senado Federal em 20 de agosto. Desde fevereiro, ele vinha exercendo interinamente a função de Diretor-Geral da Agência. Na ANTT desde 2021, já atuou também como chefe de gabinete da presidência da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Na ocasião, a FETRANSUL entregou a Sampaio uma placa de homenagem em reconhecimento à sua trajetória dedicada ao setor de transportes. A Federação reafirma seu compromisso em seguir trabalhando em parceria pelo fortalecimento e desenvolvimento desta atividade que move o Brasil.
ANTT lança site e abre inscrições para o 1º Encontro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas – TRC

Evento será realizado em 2 de outubro, em Brasília, e reunirá empresários, entidades e governo em um espaço de diálogo inédito Contagem regressiva para o 1º Encontro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas – TRC, que acontece no próximo 2 de outubro de 2025, no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. Além de abrir inscrições, a ANTT lançou o site oficial do evento, que já está no ar com a programação, detalhes dos painéis e informações práticas para os participantes, como a inscrição online. A iniciativa reforça o compromisso da Agência com a transparência, a acessibilidade e o diálogo permanente com transportadores e empresários do setor. O encontro será um marco para aproximar a Agência dos agentes que movimentam a economia do país. A programação traz discussões sobre temas estratégicos como o panorama do transporte rodoviário de cargas, a escassez de motoristas, os avanços na fiscalização e a descarbonização. A proposta é construir soluções conjuntas para os desafios atuais e fortalecer um ambiente regulatório mais moderno e eficiente. “O lançamento do site e a realização do encontro simbolizam um novo tempo para o transporte rodoviário de cargas. É a oportunidade de dialogar, ouvir e avançar juntos em soluções que realmente façam a diferença”, destacou o diretor da ANTT, Amaral Filho. O evento é organizado pela ANTT em parceria com o Sistema Transporte — CNT, SEST SENAT e ITL — e contará com painéis temáticos, credenciamento e momentos de integração entre os participantes. Acompanhe, ao vivo, à transmissão do I Encontro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas – TRC Serviço 1º Encontro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas – TRC >>> Site do evento: Clique aqui para acessar <<< >>> INSCREVA-SE AQUI! <<< Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT Foto: Divulgação / Comunicação ANTT
SEST SENAT celebra mais um ano de compromisso com o transporte e o Brasil

Saúde, qualificação e acolhimento para trabalhadores e a sociedade em geral fortalecem o setor e transformam vidas em todo o país Neste domingo (14), o SEST SENAT comemorou 32 anos de atuação dedicada a transformar vidas e fortalecer o setor de transporte em todo o Brasil. Desde a sua criação, a Instituição se consolidou como referência nacional em saúde, qualidade de vida, qualificação profissional, esporte, cultura e lazer – sempre com o compromisso de cuidar de quem se move o país. Ao longo dessa trajetória, milhões de trabalhadores do transporte e seus familiares já foram atendidos em mais de 170 unidades operacionais da rede, que oferecem serviços acessíveis, de qualidade e com tecnologia de ponta. Entre os destaques estão os atendimentos especializados em odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia; cursos presenciais e cursos de capacitação; e espaços de esporte e lazer que promovem bem-estar e hábitos saudáveis. Também se destacam os projetos alinhados à agenda ESG, com foco em sustentabilidade e responsabilidade social. Neste ano, a celebração ganha ainda mais destaque com a campanha institucional estrelada pelo cantor Daniel. Com o mote “Tem sempre um SEST SENAT perto de você”, a iniciativa valoriza a saúde, qualificação e acolhimento, reforçando o papel da Instituição no desenvolvimento nacional e na vida dos trabalhadores do transporte, de suas famílias e da sociedade em geral. “O SEST SENAT nasceu com a missão de cuidar das pessoas que estão por trás do volante, das cargas e dos passageiros. Hoje, celebramos uma trajetória marcada pela inovação, pelo cuidado e pelo compromisso com toda a sociedade”, afirma a diretora executiva nacional, Nicole Goulart. Mais do que comemorar o passado, o aniversário é um convite a olhar para o futuro. O SEST SENAT segue firme em sua missão de valorizar os trabalhadores, apoiar as empresas do setor e contribuir para um transporte cada vez mais eficiente, humano e sustentável. É uma história construída junto com quem faz o Brasil se mover e que continua acelerando rumo ao futuro. Fonte: SEST SENAT
Sistema Transporte realiza segunda reunião ordinária de 2025 em Brasília

Encontro reuniu dirigentes, empresários e conselheiros para analisar resultados, promover transparência e debater a agenda estratégica do setor O Sistema Transporte promoveu, nessa terça-feira (9), a segunda reunião ordinária dos Conselhos do ano. O encontro foi realizado no auditório da sede da instituição, em Brasília (DF), e reuniu o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, o ex-presidente Clésio Andrade, além de diretores das três casas do Sistema, presidentes das Seções e representantes do setor privado. A pauta incluiu a apresentação do balanço das principais ações e projetos desenvolvidos no trimestre pelas entidades do Sistema Transporte, assim como a análise e aprovação das contas do período. O encontro também reforçou o espaço de diálogo com os conselheiros, que puderam contribuir para a definição da agenda estratégica do setor. Durante a abertura, Vander Costa destacou que os avanços do setor estão diretamente ligados aos investimentos públicos e privados em infraestrutura, que impulsionam tanto o desenvolvimento econômico quanto a agenda ambiental. “Na COP30, apresentaremos estudos que comprovam como rodovias de qualidade reduzem emissões, diminuem o consumo de combustível e geram benefícios concretos para toda a sociedade”, afirmou. CNT O diretor de Relações Institucionais, Valter Souza, apresentou um balanço das pautas acompanhadas desde junho, destacando a aprovação do PL 79/2020, que amplia a contribuição ao SEST SENAT para empresas portuárias e aéreas, após intensas negociações com a Marinha e a Anac. Também ressaltou avanços em projetos como o PL 6461/2019, sobre a retirada do motorista da base de cálculo, o PL 125/2019, que incorporou sugestões da CNT no Código de Defesa dos Contribuintes, e o PLP 92/2024, relativo à cobrança do ISS. Segundo ele, “o avanço do PL 79/2020 é uma vitória importante para o Sistema Transporte, fruto de muito diálogo, e seguimos firmes na defesa de medidas que tragam mais conforto e benefícios às empresas que já compõem o Sistema”. No Executivo, a CNT acompanha o desenvolvimento Estudo de Regulação e Governança da Navegação Interior, defendendo que o estímulo ao transporte hidroviário resulte em ganhos concretos. Também estão no radar o Plano Nacional de Logística 2050, a nova composição das agências reguladoras (ANTT, ANP, ANAC e ANTAQ), o julgamento do Tema 1232 no STF, que já tem maioria à não inclusão de uma empresa do mesmo grupo econômico no polo passivo de uma execução trabalhista, e o Plano Clima, no qual a entidade atua por meio da Coalizão para a Descarbonização dos Transportes. Representando a Diretoria Executiva, a diretora executiva Fernanda Rezende apresentou o balanço trimestral das ações da CNT. Entre os destaques estão a Série Especial Economia – Investimentos em Transporte, que mostrou o impacto direto no PIB a cada 1% de aumento nos investimentos no setor; e a série sobre combustíveis, que analisou o mercado de QAV e seus efeitos na competitividade do transporte aéreo. Ela também abordou o assunto do “tarifaço” e o seu potencial impacto no setor e reforçou: “nosso trabalho tem sido constante para oferecer análises de qualidade e ampliar o diálogo sobre os principais temas que afetam o transporte brasileiro”. Mapa Sindical Representando a Diretoria de Relações Institucionais, o gerente executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais, Frederico Toledo, apresentou o Mapa Sindical do Transporte, nova ferramenta disponível no site da CNT que organiza e facilita o acesso às informações sobre a base sindical do setor. O recurso permite consultar federações e sindicatos por cidade, com links diretos para endereços, modais, contatos e sites. “Nosso objetivo é dar mais transparência às entidades que compõem a base da CNT e simplificar o entendimento do mundo sindical para os transportadores”, afirmou. SEST SENAT A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, apresentou um balanço dos avanços recentes da instituição, destacando a inauguração de novas unidades, como as de Guarapuava (PR), Primavera do Leste (MT), Lucas de Rio Verde (MT) e Novo Hamburgo (RS), além de outras três que ainda serão inauguradas. Em sua fala, reforçou a importância do Projeto Renova que já entregou 4 obras e está executando sete reformas e 78 projetos executivos. Entre as iniciativas inovadoras, ressaltou-se a implementação de laboratórios digitais de próteses em Minas Gerais, com novas unidades previstas para Paraná e São Paulo, o uso de óculos de realidade virtual para conscientização sobre segurança no trânsito e a ampliação de atendimentos digitais, que já somam mais de 658 mil interações via chatbot. A instituição foi reconhecida pela qualidade no atendimento com indicação entre as 10 melhores empresas em sua categoria pelo Prêmio Reclame Aqui 2025. Além da expansão na infraestrutura, Nicole Goulart destacou programas de inclusão e capacitação, como as feiras Emprega Transporte, que ofertaram mais de 4 mil vagas em 60 edições, e o programa Mais Motoristas, com mais de 13 mil CNHs entregues, além da atualização de 49 cursos de formação. Premiações como destaques no selo GPTW (Great Place to Work) em diversos estados e a participação em eventos como o Conarh e o SEST SENAT Summit, ambos em São Paulo, reforçam a consolidação da marca. “O SEST SENAT avança com expansão para novas unidades, mais tecnologia para saúde e educação, e importantes reconhecimentos, que atestam a qualidade do serviço que prestamos”, afirmou a diretora. ITL A diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, apresentou os resultados do instituto em 2025, com ênfase na formação de gestores e na ampliação das atividades educacionais. De janeiro a setembro, foram realizadas 11 turmas, incluindo certificações internacionais, cursos executivos e especializações, totalizando 429 gestores matriculados, 275 certificações emitidas e 193 empresas beneficiadas. A Rede Alumni do Transporte também ganhou força com um evento nacional em Brasília, reunindo mais de 150 participantes e premiando projetos inovadores por meio do Prêmio Inova Transporte. Eliana ressaltou ainda iniciativas de diversidade, inclusão e fortalecimento de lideranças femininas no setor, como o encontro Mulheres no Transporte, com mais de 200 participantes, e o lançamento do projeto “Nós, elas e todo mundo”, em parceria com o SEST SENAT. Para o próximo semestre, estão previstas novas turmas de cursos executivos, a estreia da capacitação em Gestão de Ativos e a realização do 5º
Biometano é alternativa inteligente para descarbonizar transporte, afirma presidente do Sistema Transporte

Segundo Vander Costa, o setor de transporte pode avançar na agenda climática com a aplicação de alternativas diversificadas e investimento na multimodalidade No seminário “Logística Verde para Impulsionar um País mais Competitivo e Descarbonizado”, promovido pelo Poder360, pelo MoveInfra e pela Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) nessa quarta-feira (10), em Brasília, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, ressaltou que o setor precisa adotar múltiplas soluções para avançar na agenda da descarbonização, destacando o biometano como uma alternativa eficaz a médio prazo. No painel “Descarbonização da frota pesada brasileira: o papel do gás natural e do biometano”, Vander Costa afirmou que transformar o gás metano em combustível traz ganhos ambientais relevantes. “É um ganho para o meio ambiente a retirada do gás metano que seria emitido para a atmosfera, refiná-lo e utilizá-lo como combustível”, disse. Ele destacou ainda que a coleta de lixo pode se tornar uma fonte estratégica para esse aproveitamento, com investimentos viáveis em usinas, além de ressaltar que a solução é mais rápida do que a eletrificação, que depende de infraestrutura mais robusta. O presidente também apontou que a renovação da frota é essencial. Segundo ele, “um caminhão novo emite até 95% menos poluentes do que um veículo de mais de dez anos de uso”. Reforçou, contudo, que não há uma solução única para o desafio da descarbonização. “Para nós, políticas públicas devem considerar diferentes caminhos. São vários nichos de atuação, e precisamos explorar todos eles”, afirmou. Entre as propostas, Vander Costa defendeu investimentos em transporte público de qualidade e em multimodalidade, lembrando que o debate sobre emissões não deve se restringir a caminhões e ônibus. “A CNT está finalizando um inventário de emissões de carbono do setor de transporte para obter dados mais consistentes. Os resultados desse levantamento serão apresentados na COP30, como contribuição para o debate global sobre sustentabilidade”, anunciou. Descarbonização e infraestrutura em foco Além do presidente Vander Costa, o painel contou com José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES; Artur Watt Neto, diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis); e Guilherme Mattos, diretor comercial da Edge, que trouxeram diferentes perspectivas sobre os caminhos para a descarbonização do transporte. O presidente da Abdib, Venilton Tadini, destacou que, embora a malha rodoviária brasileira seja extensa, sua densidade e sua qualidade ainda são baixas. Defendeu a ampliação e melhoria das estradas como forma de reduzir custos e emissões no curto prazo, mas alertou que os avanços só ocorrerão se o orçamento público refletir essa estratégia e se houver políticas que estimulem a multimodalidade. No painel, José Luis Gordon, diretor do BNDES, afirmou que a agenda verde é hoje prioritária para o governo e que o Brasil vem se consolidando como hub global nesse campo, atraindo empresas de 14 países interessadas em desenvolver tecnologias ligadas ao etanol e ao biometano. Investimento público Em outro momento do evento, George Santoro, secretário executivo do Ministério dos Transportes, lembrou que projetos ferroviários exigem alto volume de investimento e não se viabilizam apenas com capital privado. Defendeu maior aporte público e ressaltou que, assim como os 15 leilões de rodovias previstos para este ano, o país precisa avançar também em concessões ferroviárias para atender às demandas do agronegócio. Agenda sustentável A CNT reforça seu compromisso com a sustentabilidade ao integrar a Coalizão para a Descarbonização dos Transportes, iniciativa que reúne entidades empresariais, especialistas e instituições acadêmicas em busca de soluções para reduzir emissões e ampliar a eficiência do setor. Nesse contexto, lidera o projeto da Estação do Desenvolvimento, espaço interativo e educativo que estará presente na COP30, em Belém (PA), promovendo o debate sobre inovação, transição energética e práticas sustentáveis no transporte brasileiro, conectando sociedade, poder público e setor produtivo em favor de um futuro mais limpo e competitivo. Por Agência CNT Transporte Atual
Na Câmara dos Deputados, CNT defende ação firme e responsabilização no comércio de produtos roubados

Tema foi discutido durante audiência pública, com destaque para o Projeto de Lei nº 1.743/2025, que estabelece regras gerais de proteção do consumidor contra a receptação de cargas roubadas ou furtadas A participação da CNT foi um dos destaques da audiência pública realizada nessa quarta-feira (10), na CVT (Comissão de Viação e Transportes) da Câmara dos Deputados. O debate tratou do Projeto de Lei nº 1.743/2025, que estabelece regras gerais de proteção ao consumidor contra a receptação de produtos furtados ou roubados em estabelecimentos comerciais. O evento foi proposto pelo deputado Mauricio Neves (PP/SP), autor da proposição e presidente da Comissão. Segundo dados do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), mais de sete mil ocorrências foram registradas entre janeiro e setembro de 2024. A proposta em questão busca responsabilizar não apenas os autores dos crimes, mas também os agentes que sustentam esse mercado ilícito, com foco na proteção ao consumidor e à livre concorrência. A CNT ainda analisa o impacto do projeto e sua aplicabilidade efetiva dentro do sistema de logística do país. Representando a CNT, o diretor de Relações Institucionais, Valter Souza, reforçou a necessidade de medidas mais rigorosas contra a receptação de cargas. Ele defendeu a suspensão e o perdimento do CNPJ de quem atua na receptação e venda de carga roubada, como forma de desestimular a pratica e fortalecer a segurança jurídica no setor de transporte. “Quem recebe a carga roubada é o principal beneficiado. É fundamental penalizar o receptor, como forma de desarticular esse mercado ilícito”, afirmou. O diretor também destacou os avanços trazidos pela Lei nº 14.599/2023, que transferiu a responsabilidade do seguro da carga para o transportador. Segundo ele, “essa mudança reduziu os índices de sinistros e trouxe mais equilíbrio à relação contratual entre embarcador e transportador”. Valter abordou ainda os impactos da criminalidade em outros modais. No aquaviário, organizações criminosas atuam no desvio de combustíveis na região amazônica, gerando prejuízos estimados em R$ 500 milhões por ano. Quanto aos setores ferroviário e metroviário, alertou para o roubo de cabos elétricos, com mais de 1.700 ocorrências registradas em 2023, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Outro ponto levantado foi o histórico de ataques a ônibus como forma de represália por ações policiais. “Temos mais de 20 anos de estatísticas sobre ônibus queimados em protestos violentos. É um fenômeno que precisa ser enfrentado com inteligência e articulação institucional”, destacou. Por fim, o diretor reiterou o apoio da CNT à PEC da Segurança Pública, que propõe um modelo de gestão inspirado no SUS (Sistema Único de Saúde), com diretrizes nacionais e autonomia dos estados. “Precisamos de políticas públicas estratégicas e perenes para enfrentar os desafios da segurança no transporte”, concluiu. O tema integra a Agenda Legislativa da CNT para 2025, que reúne as principais propostas acompanhadas pelo Sistema Transporte no Congresso Nacional. Entre elas, está o PL 6.260/2019, que prevê o cancelamento do CNPJ de empresas criadas para facilitar ou ocultar crimes de receptação. Apenas em 2024, o país enfrentou mais de 10 mil casos de roubos de cargas. O problema permanece em 2025, com 2.223 registros até março e perdas que totalizam R$ 1,217 bilhão. Participações técnicas Para o deputado Mauricio Neves, o próximo passo é aprimorar o texto legislativo. “Apresentei esse projeto com o objetivo de criar um código identificador que permita rastrear o produto desde a indústria até o ponto de venda, envolvendo a sociedade civil e as forças policiais como forma de coibir a receptação.” Ele ressaltou a importância de avançar no tema: “Espero que esta discussão nos permita construir um texto robusto, que possa ser levado à relatora para garantir um avanço significativo no enfrentamento ao comércio de cargas roubadas.” Além da CNT, participaram da audiência o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite; o diretor adjunto de Relações Institucionais, do Procon/SP, Robson Santos; o coordenador de Áreas Especializadas de Combate ao Crime, da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Francisco Rodrigues de Oliveira Neto; representantes da CNTA, da NTC&Logística e da Anatc; e autoridades estaduais e parlamentares. Por Agência CNT Transporte Atual
Segue para sanção presidencial projeto que redefine regra tributária para serviços de guincho e guindaste

A proposição que integra a Agenda Institucional do Transporte põe fim à guerra fiscal entre municípios e garante maior segurança jurídica para empresas de cargas pesadas e indivisíveis A Câmara dos Deputados aprovou, nessa terça-feira (9), o PLP (Projeto de Lei Complementar) nº 92/2024, que define a regra de incidência do ISS (Imposto sobre Serviços) para atividades de guincho, guindaste e içamento. Pelo texto, o imposto será devido no município onde o serviço for executado. A proposta segue agora para a sanção presidencial. Após o recebimento da redação aprovada pelo Congresso Nacional, o presidente da República terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar, total ou parcialmente, a medida. A CNT atuou em parceria com o Sindipesa (Sindicato Nacional das Empresas de Transporte e Movimentação de Cargas Pesadas e Excepcionais) durante a apresentação, tramitação e votação do projeto. O relator da proposta, deputado Joaquim Passarinho (PL/PA), afirmou que a medida corrige uma distorção histórica e ajuda a encerrar a “guerra fiscal” entre municípios, que disputavam a arrecadação do tributo. Segundo ele, a mudança também elimina a insegurança jurídica que afeta empresas prestadoras desses serviços, especialmente no transporte pesado e na movimentação de cargas. A proposição, destacou, está alinhada à reforma tributária e evitará distorções durante o período de transição do Sistema Tributário Nacional. Alteração na Lei Complementar nº 116/2003 O PLP nº 92/2024 altera a Lei Complementar nº 116/2003, que regulamenta a cobrança do ISS, de competência municipal. No caso dos serviços de guincho, o texto estabelece que a tributação se aplica ao transporte intramunicipal, ou seja, dentro dos limites de um mesmo município. A atualização busca dar mais clareza à regra tributária e assegurar tratamento uniforme em todo o país. Com informações da Agência Câmara de Notícias Por Agência CNT Transporte Atual