No dia 13 de novembro, a FETRANSUL, com apoio de seus sindicatos filiados, participou da II Conferência Nacional do Trabalho – Etapa Estadual, que reuniu representantes do governo, empregados e empregadores.
A etapa gaúcha tratou de temas como segurança jurídica nas negociações coletivas, mercado e futuro do trabalho, políticas públicas de emprego, trabalho e renda e seus mecanismos de financiamento, além de proteção e inclusão produtiva diante das transformações tecnológicas. O debate reforçou o papel do Estado na promoção do emprego digno e do desenvolvimento social. A etapa nacional está prevista para março de 2026.
A FETRANSUL integrou a bancada patronal representando a CNT – Confederação Nacional do Transporte, juntamente com FIERGS, FECOMÉRCIO, FEHOSUL, FARSUL e FENAVAL.
Dentro dos temas e limites estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, as entidades patronais apresentaram propostas voltadas à valorização da negociação coletiva, com ênfase na prevalência do negociado sobre o legislado; publicidade de direitos coletivos e individuais; fortalecimento da efetividade e governança tripartite do SINE; qualificação profissional; governança baseada em evidências e melhor articulação dos recursos do FAT; estímulo à inovação e à qualificação na era da Inteligência Artificial (IA); e segurança jurídica para o trabalho autônomo.
Essas propostas foram analisadas em conjunto com as apresentadas pelas bancadas dos empregados e do governo. Entre as propostas patronais, foram levadas ao plenário, para votação tripartite, aquelas relacionadas à prevalência do negociado sobre o legislado, à governança tripartite do SINE, à promoção da inclusão e reinserção no mercado formal de trabalho e à segurança jurídica do trabalho autônomo.
Embora tais propostas não tenham recebido votos favoráveis da bancada dos empregados, todas seguirão para a Conferência Nacional, em março de 2026, na qual a FETRANSUL participará como delegada. Propostas das bancadas dos empregados e do governo também serão encaminhadas para a etapa nacional.
A etapa regional realizada no Rio Grande do Sul foi a primeira do país a contar com maior número de delegados por bancada. A representação patronal preencheu integralmente as 65 vagas com direito a voz e voto. As bancadas dos empregados e do governo participaram, respectivamente, com 61 e 46 delegados.



