SEST SENAT apresenta programa de acessibilidade em evento internacional

Em encontro no Chile, instituição destacou resultados do programa Rota da Acessibilidade e participou de discussões sobre corredores internacionais de carga segura. O Sistema Transporte participou da 43ª Assembleia Geral da CIT (Câmara Internacional de Logística e Transportes), realizada de 7 a 9 de outubro, em Santiago, no Chile. Representado pelo SEST SENAT, o Sistema apresentou a experiência brasileira na promoção da acessibilidade no transporte e defendeu uma agenda integrada que contemple usuários dos serviços, trabalhadores, empresas e instituições de formação profissional. Durante o encontro, a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, apresentou o programa Rota da Acessibilidade e os resultados das ações desenvolvidas no Brasil. A iniciativa reúne medidas de qualificação profissional, inclusão no mercado de trabalho, acessibilidade física e digital, melhoria do atendimento e preparação das empresas para contratar, acolher e desenvolver profissionais com deficiência. A apresentação foi baseada em um levantamento sobre experiências adotadas por países das Américas. “As experiências de outros países nos ajudam a compreender que a acessibilidade precisa acompanhar toda a jornada da pessoa”, afirmou Nicole. Segundo a diretora, além de garantir informações acessíveis, infraestrutura adequada, segurança no embarque e atendimento, é necessário assegurar condições para que pessoas com deficiência possam se qualificar, participar de processos seletivos, ingressar no mercado de trabalho e desenvolver suas carreiras no setor. Nicole destacou que, no Brasil, a legislação estabelece cotas para a contratação de pessoas com deficiência, mas o cumprimento dessa exigência não elimina, por si só, as barreiras enfrentadas por esses profissionais no mercado de trabalho. “Cumprir a cota não significa que o processo seletivo seja acessível e que a liderança esteja preparada para receber a pessoa com deficiência. É preciso que o profissional encontre oportunidades compatíveis com as suas competências e que tenha condições de crescer dentro da organização”, disse. A diretora também apresentou o Estudo de Materialidade do Setor de Transporte Rodoviário, elaborado pelo SEST SENAT. O levantamento analisou 30 temas potencialmente relevantes para o setor e identificou dez prioritários para a agenda ESG (ambiental, social e de governança). Entre os temas prioritários, quatro estão diretamente relacionados ao eixo social: saúde, segurança e qualidade de vida dos trabalhadores; formação, desenvolvimento e retenção de profissionais; qualidade e segurança no atendimento aos usuários e tomadores de serviço; e condições dignas de trabalho em toda a cadeia do transporte. Nesse contexto, a acessibilidade é tratada como uma agenda transversal, que abrange tanto a experiência dos usuários quanto a formação profissional, a empregabilidade e as condições de trabalho. Rota da Acessibilidade Desenvolvido pelo SEST SENAT, o programa Rota da Acessibilidade reúne ações de sensibilização e capacitação, identificação e superação de barreiras, promoção da acessibilidade física, digital e comunicacional, inclusão profissional e apoio às empresas. A iniciativa considera a pessoa com deficiência em diferentes etapas de sua relação com o setor de transporte, como cliente, estudante e profissional. Entre os resultados apresentados, estão 160 turmas de formação profissional para pessoas com deficiência, que somaram mais de 3.500 matrículas. Mais de 500 pessoas foram encaminhadas para oportunidades no setor. Nas ações relacionadas à Libras, à inclusão e ao atendimento humanizado, foram realizadas mais de 1.400 turmas, com mais de 50 mil matrículas. Já os serviços de saúde do SEST registraram mais de 7 mil atendimentos a pessoas com deficiência. Segurança nos corredores internacionais A segurança da cadeia logística internacional também integrou a agenda da assembleia. Durante o encontro, foi assinado um documento que institui a agenda regional “CIT – Corredores Internacionais de Carga Segura”. A resolução prevê a articulação entre países para enfrentar riscos que afetam o transporte internacional, como roubo de cargas e veículos, sequestro de motoristas, contrabando e contaminação de cargas. A participação brasileira na assembleia reuniu, assim, duas frentes estratégicas para o desenvolvimento do transporte: a promoção de ambientes mais acessíveis e inclusivos e o fortalecimento da segurança nas operações internacionais de carga.
Prêmio CNT de Jornalismo 2026 divulga 35 trabalhos finalistas

Reportagens concorrem em sete categorias e abordam temas como infraestrutura, mobilidade, logística, sustentabilidade e desenvolvimento do transporte brasileiro O Prêmio CNT de Jornalismo 2026 já tem seus 35 trabalhos finalistas. As produções, selecionadas entre as inscritas nesta edição, concorrem em sete categorias: Áudio, Comunicação Setorial, Fotojornalismo, Meio Ambiente e Transporte, Multiplataforma, Texto e Vídeo. Com o tema “Sempre em movimento”, a 33ª edição do Prêmio reconhece trabalhos jornalísticos que contribuem para ampliar o debate sobre o transporte e sua importância para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. No total, mais de 500 trabalhos jornalísticos veiculados entre 13 de agosto de 2025 e 12 de agosto de 2026 concorreram ao Prêmio. Os trabalhos finalistas abordam diferentes aspectos do setor, como infraestrutura rodoviária e ferroviária, mobilidade urbana, logística, combustíveis, meio ambiente, segurança, transporte de cargas e passageiros e os impactos do setor na vida da população. Os vencedores serão conhecidos na primeira quinzena de novembro. Conheça os 35 finalistas: Categoria: Áudio Cidade Futuro, caminhos de terra: Desafios e soluções de um DF rural que precisa transportar BandNews FM Brasília – Ivan Brandão da Silva Cavalcante Estradas: O que fazer para o sistema não colapsar? Rádio Itatiaia – Mardélio Henrique Pereira Couto O preço da estrada Jornal O Tempo – Núbya Mara da Silva Oliveira Série: Duas rodas que levam vidas Rede Clube – Globo PI – Valdi da Costa Sousa Júnior Tarifa zero: A viabilidade da proposta de Lula Folha de S.Paulo – Gabriela Costa Mayer Categoria: Fotojornalismo Pontes para o desenvolvimento O Tempo – Frederico Magno Machado da Silva Rocinha: A vida sobre duas rodas na maior favela do Brasil Agência EFE – André Coelho Rota da soja Zero Hora – Bruno Todeschini Kroth RS fora dos trilhos Zero Hora – André Ávila Safra engarrafada Reuters – Adriano Henrique Machado Categoria: Meio Ambiente e Transporte Amazônidas GloboNews – Victor Ferreira Animais na pista Fantástico / TV Globo – Marcelo Magalhães Menezes Especial Aerotrópolis O Povo – Karyne Lane Alves Gomes O Brasil sobre rodas, a fauna sob risco R7 – Mariana Alves Saraiva O futuro dos combustíveis TV Brasil – Flávia Peixoto Cardoso de Barros Categoria: Multiplataforma Comboio Escola de Ativismo – Pedro Ribeiro Nogueira Gargalos do BrasilRecord – Gabriela Coelho Patricio Guerra redesenhou a rota do diesel russo no Brasil Poder 360 – Guilherme Waltenberg Mapa: Veja quanto tempo as pessoas levam para chegar ao trabalho na sua cidade G1 – Camila da Silva RS fora dos trilhos Zero Hora – Humberto Muzell Trezzi Categoria: Texto Cargas de risco – Mapeamento das ameaças, desafios e soluções para o setor que mais transporta riquezas no Brasil Estado de Minas – Mateus Parreiras de Freitas Nordeste sem Pedágio Jornal do Commercio – Roberta Soares Os quilômetros da desigualdade: A jornada das domésticas ao trabalho no DF Correio Braziliense – Amanda da Silva Feitoza Pontes para o desenvolvimento O Tempo – Tatiana Lagôa Série de reportagens sobre a Linha 6 –Laranja Estadão – Maria Luiza Mões Corrêa Categoria: Vídeo A safra rumo ao norte Globo Rural / TV Globo – César Dassie Modo atenção – Na estrada RPC / TV Globo PR – Rafael Torquato Gesser Rio sobre rodas RJ TV / TV Globo – Chico Regueira Rota bioceânica: Brasil rumo ao Pacífico CNN Brasil – Caio Junqueira Franco Supercarreta Fantástico / TV Globo – Pedro Della Vedova Categoria: Comunicação Setorial A Questão | Podcast ABTLP Podcast ABTLP – Bruno dos Santos Benite ATP Explica aproxima os portos da sociedade ATP – Tathiane Silva Mesquita de Freitas O futuro já está com as mãos no volante ABTI – Manuel Marques de Oliveira Neto Transporte clandestino: A roleta das estradas – O mercado que ignora a segurança, desafia a fiscalização e aposta na impunidade Revista Abrati – Beatriz Lima Tavares de Macedo Virando o jogo contra o vandalismo Revista NTU – Hellen de Almeida Tôrres Avaliação final Os trabalhos finalistas serão avaliados pela Comissão Julgadora do Prêmio CNT de Jornalismo 2026, formada por cinco profissionais com experiência em jornalismo e transporte: Cynthia Castro (editora de política de O Tempo); Luiz Megale (âncora da BandNews FM); Edilene Lopes (repórter e colunista da Rádio Itatiaia); Ana Carolina Moreno (presidente da Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo); e Patricia Pacheco Bertozzi, especialista em transporte. A Comissão considerará critérios como relevância para o setor de transporte e para a sociedade, qualidade editorial, criatividade, originalidade e atualidade dos temas. O regulamento prevê ainda que o trabalho de maior pontuação entre todos os finalistas receberá o Grande Prêmio CNT de Jornalismo. Premiação O Prêmio CNT de Jornalismo 2026 distribuirá R$ 305 mil em premiações. O vencedor de cada uma das sete categorias receberá R$ 35 mil, além de troféu e certificado. O trabalho com a maior pontuação geral receberá ainda o Grande Prêmio, no valor de R$ 60 mil. Os vencedores da edição 2026 serão premiados em dezembro, durante cerimônia, em Brasília (DF). Por Aline Roriz
Saúde nos Portos registra 17,9 mil atendimentos em 2026

Programa do SEST SENAT em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos leva serviços de saúde a trabalhadores do transporte e comunidades próximas às áreas portuárias O Saúde nos Portos, desenvolvido pelo SEST SENAT, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, contabilizou 17.941 atendimentos em 2026 até o mês de setembro. A iniciativa oferece serviços de saúde, prevenção e promoção da qualidade de vida a trabalhadores do transporte e moradores de comunidades próximas às áreas portuárias. O projeto é itinerante e leva atendimentos de saúde a regiões portuárias, onde estão concentradas atividades relacionadas ao transporte e à movimentação de cargas. A programação inclui consultas médicas e de enfermagem, aferição de pressão arterial, testes de glicemia e oxigenação, exames de visão, fisioterapia, odontologia, psicologia e nutrição, além de vacinação e orientações preventivas. Os serviços são prestados por profissionais do SEST SENAT e de instituições parceiras. A comunidade do entorno também é beneficiada e tem ampliado a procura pelo programa. Do total de atendimentos realizados até setembro, 13.516 foram destinados à população em geral, o equivalente a 75,3%. Porto de Santos concentra maior número de atendimentos A Unidade Operacional de São Vicente (SP) registrou o maior número de atendimentos realizados pelo SEST SENAT no âmbito do Saúde nos Portos nacionalmente. Ao todo, foram 16.175 atendimentos no Porto de Santos. Foram realizadas ainda atividades em outras regiões do país: Macapá (AP), com 960 atendimentos; São Luís (MA), com 582; Jacareí (SP), com 164; e Belém (PA), com 60. Para o mês de outubro, estão previstas edições em Tubarão (SC), Recife (PE), Aratu (BA), Paciência (RJ), João Pessoa (PB) e Manaus (AM). Fonte: CNT – Por Da Redação
Cinco anos de estudos ajudam a mapear a transição energética do transporte

Produção técnica da CNT acompanha biometano, eletromobilidade, hidrogênio renovável, diesel verde e SAF e leva conhecimento brasileiro ao debate da COP31 Em 2021, quando a CNT lançou a primeira edição da série Energia no Transporte, o biometano abriu uma sequência de estudos dedicados a compreender como novas fontes de energia e tecnologias têm o potencial de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis no transporte. Desde então, novas alternativas entraram nessa discussão, acompanhadas de desafios próprios para sua adoção. Ao longo de cinco edições, a série acompanhou a evolução de tecnologias, mercados e marcos regulatórios e analisou vantagens, limitações e condições de uso no transporte brasileiro. Agora, esse conhecimento acumulado integra a preparação do Sistema Transporte para a COP31, que será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia. A transição energética estará entre os temas levados pela instituição ao debate internacional, a partir de uma questão que atravessa os estudos produzidos ao longo desses anos: um setor formado por modos, operações e necessidades distintas demanda diferentes caminhos para reduzir suas emissões. Desde sua criação, a série oferece às empresas do setor informações sobre fontes de energia e combustíveis alternativos, considerando aspectos ambientais, econômicos e operacionais, assim como oportunidades e desafios para a adoção. Os estudos ajudam a compreender onde essas soluções podem ser aplicadas e quais condições precisam ser consideradas pelo transportador. Uma agenda que ganhou novas fontes A trajetória começou com o biometano, biocombustível produzido a partir da decomposição da matéria orgânica dos resíduos sólidos ou de biomassas, com potencial econômico favorável no transporte rodoviário. O estudo inaugural analisou produção, regulamentação, aplicações e desempenho ambiental dessa fonte energética renovável. Em 2022, a eletromobilidade levou a discussão para o uso da eletricidade na propulsão dos veículos e para a infraestrutura necessária a esse sistema, que inclui baterias, carregadores, pontos de recarga e rede elétrica. O estudo já apontava que, embora o desenvolvimento tecnológico estivesse concentrado nos veículos leves, a eletrificação começava a alcançar também os veículos pesados. No ano seguinte, o hidrogênio renovável entrou na série como alternativa com aplicações em diferentes modos de transporte. A publicação analisou seu uso em veículos leves e pesados e aplicações potenciais nos modos aéreo, ferroviário e marítimo. O estudo mostrou ainda a relação entre o desenvolvimento dessa tecnologia e a disponibilidade de energia renovável necessária à sua produção. Em 2024, o diesel verde acrescentou outra possibilidade ao conjunto. Produzido a partir de biomassas e resíduos, o combustível apresenta características compatíveis com motores vigentes do ciclo diesel. O estudo também apontou desafios relacionados à produção em escala, à necessidade de investimentos na capacidade produtiva e de avanços regulatórios para inserir a participação desse combustível na matriz energética nacional. A edição de 2025 chegou ao transporte aéreo com o SAF (Sustainable Aviation Fuel). A publicação analisou matérias-primas, tecnologias de produção e as condições brasileiras para aumentar a oferta do combustível sustentável de aviação, além dos desafios relacionados a custos, escala industrial e regulamentação. Vistas em conjunto, as cinco edições mostram que a transição energética não ocorre da mesma maneira em todo o setor de transporte. Autonomia, distância percorrida, carga transportada, infraestrutura disponível, oferta de energia e custos pesam de forma diferente em cada operação e na escolha das tecnologias. Essa diversidade também aparece no Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transportes. Lançado em 2025, no contexto da participação do Sistema Transporte na COP30, o levantamento também integra a série Rumo à COP31 e considera as particularidades dos modos e operações. Potencial brasileiro entra nessa equação Os estudos também identificam características do Brasil que influenciam essa transição. A disponibilidade de biomassa e resíduos abre espaço para biometano, diesel verde e SAF. A presença de fontes renováveis na geração de eletricidade influencia tanto na aplicação da eletromobilidade no transporte quanto a produção de hidrogênio renovável. Isso não elimina os obstáculos. Infraestrutura de abastecimento e recarga, capacidade de produção, custo das tecnologias, disponibilidade regional dos combustíveis, financiamento e segurança regulatória aparecem, em diferentes graus, entre os desafios para a adoção dessas fontes em maior escala. Esse conjunto de diferenças sustenta a posição da CNT de que a transição energética do transporte não deve priorizar uma única fonte. As características de cada operação e as condições disponíveis em cada região precisam ser consideradas na escolha das alternativas. Para Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT, os cinco anos de estudos mostram uma evolução na forma de analisar a transição energética no transporte. “Quando iniciamos essa série, havia uma discussão muito concentrada nas características de cada combustível ou tecnologia. Ao longo desses anos, ficou cada vez mais claro que a análise precisa considerar o conjunto de fatores envolvidos na adoção de cada solução: disponibilidade da fonte, escala de produção, infraestrutura, maturidade tecnológica, custo e adequação à operação. O Brasil reúne uma diversidade de recursos energéticos e características próprias que também precisam entrar nessa análise. Não se trata de escolher uma tecnologia para todo o setor, mas de entender onde cada alternativa pode ser mais adequada e quais condições são necessárias para sua adoção”, explica. No Sistema Transporte, a sustentabilidade integra uma agenda permanente, que acompanha as mudanças do setor e os desafios associados à transição para uma economia de baixo carbono. “É esse conhecimento que queremos levar à COP31, compartilhar com outros países e conhecer as soluções que vêm sendo desenvolvidas em diferentes realidades. A transição energética está avançando rapidamente, e acompanhar essa evolução é essencial para que as decisões do setor sejam tecnicamente consistentes e compatíveis com a realidade brasileira. Em Antália, vamos apresentar uma nova edição da Série CNT Energia no Transporte, com mais uma alternativa que passará a integrar esse acompanhamento”, antecipa a gerente executiva de Sustentabilidade do Sistema Transporte, Gabriela Rizza. Rumo à COP31 Esta reportagem integra a série Rumo à COP31, que apresenta estudos, análises e iniciativas do Sistema Transporte na preparação para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia. Os
Jornada 6×1- Setor produtivo alerta para aumento da inflação e desemprego

CNI, CNT, CNC, CNA, Cnseg e OCB consideram a discussão importante, mas manifestam preocupação com votação em período eleitoral. Tema precisa ser debatido com mais tempo. A FETRANSUL se alinha com a manifestação das entidades O setor produtivo brasileiro considera legítima a discussão da escala 6×1, mas manifesta preocupação com a inclusão na pauta de votações do Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, em pleno período eleitoral. A PEC prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a adoção de dois descansos remunerados por semana, proibindo a escala 6×1. As confederações empresariais alertam que o tema precisa ser debatido com tempo e cuidado, pois decisões dessa dimensão precisam levar em conta seus efeitos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais. Para as instituições que assinam esse manifesto, não há justificativa plausível para que uma matéria de tamanho impacto sobre os setores econômicos seja votada sem um amplo e aprofundado debate, especialmente em um momento marcado pela pressão das urnas. Os efeitos de uma eventual redução da jornada de trabalho serão significativos para setores como indústria, comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral, provocando aumento dos custos de produção, redução das contratações formais e a consequente pressão sobre a inflação. Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) dimensionam os impactos de uma eventual aprovação da PEC. Somente a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e resultará em uma queda de 0,7% do PIB brasileiro, equivalente a R$ 76,9 bilhões. Dados da CNI mostram também que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média caso o limite semanal de horas de trabalho seja reduzido para 40 horas semanais, impactando no aumento dos preços de compras em supermercado, por exemplo, que podem ficar 5,7% mais caras. Os produtos industrializados terão alta de 6% em média – no caso de roupas e calçados a alta de preços pode alcançar 6,6%. Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima alta da inflação de pelo menos 13%, enquanto a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta um aumento inicial de R$ 11,9 bilhões de custos com mão de obra só para o setor. Na agropecuária, a mudança ocorreria em um setor que já enfrenta forte escassez de mão de obra. Pesquisa do Cepea/Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostra que 94,8% dos produtores têm dificuldade de contratação e 88,3% já percebem impactos na produção. Nesse cenário, a redução da jornada poderá induzir a produção de alimentos que possuem menor demanda por mão de obra, pressionando assim, os preços dos produtos e ampliando os desafios para o controle da inflação no País. A essas projeções deve ser acrescido, ainda, o aumento de custos com o emprego formal decorrente da criação de um segundo dia de descanso semanal remunerado. Somente esse trecho da PEC deve acarretar outro aumento de custos com os empregos formais, estimado em 9,1%, inclusive para empresas e para o setor público, que já operam em 40 horas e 5 dias de trabalho semanais. O setor produtivo reconhece a importância da discussão sobre jornada e escala de trabalho, mas defende que eventuais mudanças no tema considerem as profundas diferenças entre setores, atividades e processos produtivos, bem como a possibilidade de adaptação da jornada por negociação coletiva e de regras de transição mais flexíveis, o que requer mais tempo para discussão. O Brasil não pode ir na contramão das economias que buscam recuperar espaço nos mercados. Precisamos ser produtivos e competitivos. Não há espaço para retroceder, especialmente nesse momento. O pós-eleição obrigará o país a fazer algumas correções de rumo que certamente impactarão a inflação e a economia brasileira. As confederações empresariais, portanto, consideram inoportuna a decisão de votar a PEC em um momento em que o debate público estará marcado pela polarização em torno do segundo turno das eleições presidenciais. Somente com maturidade e diálogo social será possível avançar na construção de um futuro do trabalho mais justo, produtivo e equitativo para todos os brasileiros.
Setor produtivo alerta para aumento da inflação, desemprego e alta no preço de produtos e serviços caso a redução da jornada de trabalho seja aprovada

CNI, CNT, CNC, CNA, CNseg e OCB consideram a discussão importante, mas manifestam preocupação com votação em período eleitoral. Tema precisa ser debatido com mais tempo. O setor produtivo brasileiro considera legítima a discussão da escala 6×1, mas manifesta preocupação com a inclusão na pauta de votações do Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, em pleno período eleitoral. A PEC prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a adoção de dois descansos remunerados por semana, proibindo a escala 6×1. As confederações empresariais alertam que o tema precisa ser debatido com tempo e cuidado, pois decisões dessa dimensão precisam levar em conta seus efeitos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais. Para as instituições que assinam esse manifesto, não há justificativa plausível para que uma matéria de tamanho impacto sobre os setores econômicos seja votada sem um amplo e aprofundado debate, especialmente em um momento marcado pela pressão das urnas. Os efeitos de uma eventual redução da jornada de trabalho serão significativos para setores como indústria, comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral, provocando aumento dos custos de produção, redução das contratações formais e a consequente pressão sobre a inflação. Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) dimensionam os impactos de uma eventual aprovação da PEC. Somente a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e resultará em uma queda de 0,7% do PIB brasileiro, equivalente a R$ 76,9 bilhões. Dados da CNI mostram também que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média caso o limite semanal de horas de trabalho seja reduzido para 40 horas semanais, impactando no aumento dos preços de compras em supermercado, por exemplo, que podem ficar 5,7% mais caras. Os produtos industrializados terão alta de 6% em média – no caso de roupas e calçados a alta de preços pode alcançar 6,6%. Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima alta da inflação de pelo menos 13%, enquanto a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta um aumento inicial de R$ 11,9 bilhões de custos com mão de obra só para o setor. Na agropecuária, a mudança ocorreria em um setor que já enfrenta forte escassez de mão de obra. Pesquisa do Cepea/Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostra que 94,8% dos produtores têm dificuldade de contratação e 88,3% já percebem impactos na produção. Nesse cenário, a redução da jornada poderá induzir a produção de alimentos que possuem menor demanda por mão de obra, pressionando assim, os preços dos produtos e ampliando os desafios para o controle da inflação no País. A essas projeções deve ser acrescido, ainda, o aumento de custos com o emprego formal decorrente da criação de um segundo dia de descanso semanal remunerado. Somente esse trecho da PEC deve acarretar outro aumento de custos com os empregos formais, estimado em 9,1%, inclusive para empresas e para o setor público, que já operam em 40 horas e 5 dias de trabalho semanais. O setor produtivo reconhece a importância da discussão sobre jornada e escala de trabalho, mas defende que eventuais mudanças no tema considerem as profundas diferenças entre setores, atividades e processos produtivos, bem como a possibilidade de adaptação da jornada por negociação coletiva e de regras de transição mais flexíveis, o que requer mais tempo para discussão. O Brasil não pode ir na contramão das economias que buscam recuperar espaço nos mercados. Precisamos ser produtivos e competitivos. Não há espaço para retroceder, especialmente nesse momento. O pós-eleição obrigará o país a fazer algumas correções de rumo que certamente impactarão a inflação e a economia brasileira. As confederações empresariais, portanto, consideram inoportuna a decisão de votar a PEC em um momento em que o debate público estará marcado pela polarização em torno do segundo turno das eleições presidenciais. Somente com maturidade e diálogo social será possível avançar na construção de um futuro do trabalho mais justo, produtivo e equitativo para todos os brasileiros. Confederação Nacional da Indústria (CNI) Confederação Nacional do Transporte (CNT) Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) Por Agência CNT Transporte Atual
Sindibento promove palestra sobre Reforma Tributária com apoio da FETRANSUL

Encontro reuniu associados e empresários da região para discutir os impactos e as oportunidades trazidos pelo novo cenário tributário. O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de Bento Gonçalves (Sindibento) promoveu nesta manhã (06), uma palestra sobre a Reforma Tributária, reunindo associados e empresários da região em um momento de informação, atualização e preparação para as mudanças que estão transformando o cenário tributário brasileiro. A palestra foi conduzida pelo advogado Dr. Fernando Massignan, da Zanella Advogados Associados e assessor jurídico da Fetransul, que apresentou os principais pontos da Reforma Tributária, seus possíveis impactos sobre as empresas e aspectos que exigem atenção dos empresários para o planejamento e a tomada de decisões nos próximos anos. O encontro também contou com a participação do diretor executivo da FETRANSUL, Gilberto Rodrigues, do vice-presidente da FETRANSUL e vice-presidente do Sindibento, Fernando Marini, e do presidente do Sindibento, Jonathan Carrer, anfitrião do encontro. “A Reforma Tributária traz mudanças que exigem atenção, planejamento e conhecimento por parte das empresas. Apoiar momentos como este é também uma forma de contribuir para que os empresários do transporte estejam mais preparados para tomar decisões e enfrentar os desafios do novo cenário”, destaca o diretor executivo da FETRANSUL. O encontro proporcionou ainda um importante espaço de diálogo entre os participantes, permitindo a troca de experiências e o esclarecimento de dúvidas relacionadas às mudanças tributárias e aos seus reflexos para as empresas do setor.
Motorista de Futuro participa do Portas Abertas do SEST SENAT e aproxima jovens do transporte

O SEST SENAT Bento Gonçalves realizou, no último sábado (3), o Evento Portas Abertas 2026, reunindo cerca de 700 crianças e seus acompanhantes em uma tarde de atividades voltadas à saúde, ao lazer, ao desenvolvimento profissional e à integração com a comunidade. Durante o Portas Abertas, os participantes puderam aproveitar uma programação diversificada, que reuniu atividades de saúde, desenvolvimento profissional, lazer e integração com a comunidade. Entre as ações estiveram orientações com psicóloga, atendimento do Programa Proteção SEST SENAT, aferição de pressão arterial, teste de acuidade visual, além de brinquedos e atividades recreativas. O Programa Motorista de Futuro, iniciativa da FETRANSUL realizada em parceria com o SEST SENAT, esteve presente durante a ação, proporcionando aos jovens uma oportunidade de conhecer mais de perto o universo do transporte rodoviário de cargas. Os participantes puderam conhecer caminhões de perto, entrar nos veículos e aprender um pouco mais sobre o transporte e sobre a profissão de motorista. A programação contou ainda com uma atração especial: a participação da Cavalinho Transportes, que mais uma vez disponibilizou seu Mini Truck para que os jovens pudessem vivenciar a experiência de dirigir, sempre acompanhados por um instrutor. A atividade despertou a curiosidade e o entusiasmo dos participantes, permitindo que muitos tivessem um primeiro contato com a condução de um veículo de transporte de forma segura, orientada e educativa. A presença do Motorista de Futuro no Portas Abertas reforça o propósito do programa de aproximar as novas gerações do setor de transporte, apresentando a realidade da profissão de motorista e mostrando aos jovens as oportunidades que existem no segmento. Para a FETRANSUL, iniciativas como essa são importantes para contribuir com a valorização do transporte rodoviário de cargas e para despertar, desde cedo, o interesse dos jovens pelo setor. Nosso agradecimento especial ao Sindibento e às empresas Práttica Logística, Transportes Civardi e Transportes Panotcheta, que disponibilizaram seus veículos para que os jovens pudessem conhecer de perto os caminhõe. Agradecemos também à Cavalinho Transportes, que mais uma vez apoiou o Motorista de Futuro e ofereceu seu Mini Truck para proporcionar aos participantes a oportunidade de dirigir, acompanhados por um instrutor. A parceria e o envolvimento das empresas são fundamentais para tornar essa experiência ainda mais significativa para as novas gerações.
Inscrições gratuitas! SINDISAMA promove encontro sobre Piso Mínimo de Frete e Reforma Tributária

Informação, conhecimento e atualização para quem vive os desafios do Transporte Rodoviário de Cargas. INSCREVA-SE GRATUITAMENTE No dia 22 de outubro, Santa Maria receberá o encontro “Temas que movem o transporte”, promovido pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística de Santa Maria (SINDISAMA). O evento foi pensado profissionais que desejam entender melhor as mudanças que impactam diretamente a operação e a gestão das empresas de transporte. PISO MÍNIMO DE FRETE O assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia, participará de forma online para apresentar informações sobre a Tabela do Piso Mínimo de Frete, sua aplicação e os principais pontos de atenção para os transportadores. REFORMA TRIBUTÁRIA Na sequência, o Dr. Fernando Massignan, assessor tributário da FETRANSUL, estará presente para falar sobre a Reforma Tributária e os possíveis impactos das mudanças para as empresas do setor. Participe!
Atualização dos Boletins Técnicos CNT já está disponível

Elaborado a partir de diversas fontes, compilado reúne dados mais relevantes para o setor em um formato prático. O compilado Boletins Técnicos CNT – setembro já pode ser baixado. Mensalmente, a publicação reúne em um só documento dados estatísticos, econômicos e ambientais, além dos principais números do Plano CNT de Transporte e Logística (2026) e da Pesquisa CNT de Rodovias (2025), entre outros. Trata-se de uma ferramenta prática para transportadores que desejem consultar os dados mais destacados do setor. Os Boletins Técnicos CNT também podem ser consultados pela plataforma CNT Data.