Confederação defende integração regional e segurança regulatória para estimular investimentos e empregos
A CNT avaliou, nessa terça-feira (31/3), a evolução do ambiente de negócios na América Latina e no Caribe. O cenário é marcado por transformações econômicas, desafios institucionais e crescente complexidade regulatória, fatores que afetam diretamente a capacidade de investimento e a geração de empregos formais. A análise ganha ainda mais relevância diante do papel de destaque do Brasil, uma das maiores economias da região, na dinâmica produtiva e no desenvolvimento social.
O tema foi discutido durante a 356ª reunião do Conselho de Administração da OIT (Organização Internacional do Trabalho), ocasião em que a OIE (Organização Internacional dos Empregadores) promoveu encontro com a participação da diretora regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Ana Virginia Moreira Gomes. Entre os pontos debatidos, estiveram os desdobramentos da Declaração de Punta Cana e o plano de implementação para 2026–2027, que prevê ações voltadas ao fortalecimento do diálogo social, à promoção do trabalho decente, ao apoio às empresas sustentáveis e ao incentivo à formalização do emprego.
Na avaliação da CNT, o atual contexto regional exige atenção redobrada. A instabilidade política em parte dos países da América Latina e do Caribe, as mudanças frequentes nas regras regulatórias e as pressões econômicas comprometem a competitividade das empresas e a previsibilidade necessária para novos investimentos. O gerente de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT, Frederico Melo, destacou: “O setor produtivo precisa de estabilidade e clareza regulatória para planejar investimentos e gerar empregos de qualidade. Sem segurança jurídica, a competitividade das empresas fica comprometida e o desenvolvimento sustentável da região se torna mais difícil”.
Segundo Frederico, a CNT tem acompanhado ativamente as discussões internacionais, em articulação com a OIE e com outras entidades representativas, contribuindo para a construção de posições técnicas alinhadas às necessidades do setor produtivo. Nesse contexto, ganha relevância o fortalecimento da coordenação entre empregadores da região, ampliando a efetividade do diálogo social e assegurando que as políticas públicas estejam conectadas às realidades econômicas e produtivas dos países. Instrumentos como os PTPD (Planos de Trabalho por País), desenvolvidos no âmbito da OIT, são considerados estratégicos para direcionar a cooperação técnica internacional e garantir maior aderência das iniciativas às prioridades nacionais.
“A CNT defende que crescimento econômico, inclusão social e geração de empregos de qualidade caminhem juntos. A atuação internacional da entidade busca contribuir para o fortalecimento do diálogo social, a valorização das empresas como agentes de desenvolvimento e a construção de soluções sustentáveis para os desafios do mundo do trabalho”, avaliou.
Por Agência CNT Transporte Atual



