FETRANSUL manifesta posicionamento sobre o Projeto Natureza (CMPC)

O Rio Grande do Sul vive um momento decisivo de reconstrução e retomada do crescimento econômico após os severos impactos das enchentes de 2024. Esse processo exige mais do que recuperação — exige confiança, previsibilidade e a capacidade de atrair e reter investimentos estruturantes. Nesse contexto, a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) manifesta sua preocupação com a recomendação de suspensão do processo de licenciamento do Projeto Natureza, da CMPC. Trata-se de um dos maiores investimentos privados em curso no Estado, com potencial relevante de geração de empregos, dinamização das cadeias produtivas e aumento da competitividade logística do Rio Grande do Sul. Para o setor de transporte rodoviário de cargas, projetos dessa magnitude representam: • aumento da movimentação de cargas industriais e florestais; • geração de novas rotas logísticas; • fortalecimento da infraestrutura e da integração com portos e mercados internacionais; • estímulo direto à atividade econômica em diversas regiões do Estado. A FETRANSUL reconhece a importância do rigor técnico e do cumprimento integral da legislação ambiental. O respeito aos marcos legais e às instituições é condição essencial para o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo, é fundamental garantir segurança jurídica e previsibilidade aos investimentos. A postergação ou interrupção de projetos estruturantes gera impactos imediatos na economia, afeta cadeias produtivas e compromete a imagem do Estado perante investidores nacionais e internacionais. O Rio Grande do Sul precisa sinalizar com clareza que é um ambiente confiável para investir, produzir e gerar empregos. A FETRANSUL confia nas instituições e defende que o processo seja conduzido com base técnica, transparência e responsabilidade, assegurando que decisões dessa magnitude considerem não apenas os aspectos ambientais, mas também os impactos econômicos e sociais para o futuro do Estado. Desenvolvimento e sustentabilidade não são opostos — são caminhos que precisam avançar juntos. FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul Sindicatos Filiados  SETAL – Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Carga e Logística da Fronteira Oeste do RS SETCERGS – Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul SETCESUL – Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas do Extremo Sul SETNOROESTE – Sindicato das Empresas de Logística e Transporte de Carga Nacional e Internacional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul SETRACAP – Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Planalto SINTRALOG – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Santa Rosa SINDIBENTO – Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Bento Gonçalves e Região SINDICAR – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Carazinho e Região SINDISAMA – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística de Santa Maria SINDITRANSPORTES – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas Nacional e Internacional de Santana do Livramento/RS SINDIVAR – Sindicato das Empresas de Logística e Transporte Rodoviário de Cargas de Vacaria SIVECARGA – Sindicato das Empresas e Veículos de Cargas de Caxias do Sul  *Coluna da FETRANSUL publicada no Jornal do Comércio em 02/04/2026

Formação de condutores mobiliza Sistema Transporte em debate na Câmara

Audiência sobre mudanças no CTB destacou a importância de aprimorar o processo de formação de condutores para reduzir acidentes e promover a segurança no trânsito O Sistema Transporte apresentou uma análise detalhada sobre a escassez de motoristas profissionais no Brasil, durante audiência pública para discutir mudanças no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). O debate, que tratou das alterações propostas pelo PL nº 8.085/2014, evidenciou o déficit de condutores como um dos principais desafios do setor e destacou a importância de iniciativas estruturadas de formação e qualificação profissional de qualidade para ampliar a oferta de mão de obra e promover maior segurança no trânsito. A sessão foi realizada no dia 25 de março, na Câmara dos Deputados, em Brasília. De acordo com a gerente de Desenvolvimento Profissional do SEST SENAT, Roberta Diniz, que representou o Sistema Transporte na audiência, a falta de condutores qualificados representa um risco concreto ao crescimento econômico e à segurança viária no país.  “Para enfrentar esse cenário desafiador, o SEST SENAT vem ampliando, de forma estruturada, suas iniciativas, com destaque para o Mais Motoristas, que oferece vagas gratuitas para a mudança de categoria da habilitação e está integrado à Escola de Motoristas Profissionais, voltada à qualificação de condutores já experientes. Adicionalmente, a instituição passou a contar com autorização para realizar a formação de condutores profissionais com a oferta da mudança de categoria da CNH, ampliando, de forma consistente, a capacidade de entregar mais motoristas para o setor”, explicou Roberta. Segundo a gerente, essas iniciativas atuam de forma complementar, contribuindo tanto para a formação de novos condutores, com a celeridade que o setor demanda, quanto para o aprimoramento das competências de quem já atua no transporte, promovendo maior segurança viária. Durante a audiência, o relator da proposta, o deputado federal Aureo Ribeiro (SOLIDARIEDADE/RJ), informou que deve apresentar um texto alternativo após avaliar as contribuições recebidas. O PL nº 8.085/2014 sugere tornar obrigatória a prática de direção em vias públicas durante a formação de condutores, bem como discute sobre a modernização do processo de CNH, custos de habilitação e a segurança no trânsito.  A matéria é analisada por comissão especial focada na reforma do CTB. O debate ocorre em um contexto marcado tanto pelo déficit crescente de mão de obra no transporte brasileiro — especialmente entre motoristas, função estratégica para a operação logística e de mobilidade — quanto pelos avanços regulatórios recentes, como a nova resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que instituiu a CNH do Brasil. Para a CNT, a insuficiência de mão de obra já figura entre os principais entraves ao crescimento do transporte no país, com impactos diretos sobre a produtividade e a qualidade dos serviços. Nesse contexto, o Sistema Transporte reforça a importância de debates que favoreçam a adoção de políticas públicas capazes de democratizar o acesso à formação, facilitar a progressão profissional e ampliar a permanência de trabalhadores nas atividades de transporte. Por Agência CNT Transporte Atual

SEST SENAT amplia a formação de mulheres motoristas no país

Em parceria com a JSL, o programa Mulheres na Direção contribui para a inclusão feminina e renovação da mão de obra no transporte O SEST SENAT tem intensificado sua atuação na formação de mulheres para o setor de transporte, contribuindo para ampliar a presença feminina em uma área ainda predominantemente masculina. Por meio de parcerias com empresas do setor, a instituição oferece capacitação técnica e prática voltada à condução de veículos pesados e à operação de outros equipamentos logísticos. Um dos exemplos é o programa Mulheres na Direção, realizado em parceria com a JSL, que desde 2021 vem formando novas profissionais para a empresa e o mercado. Ao longo desse período, já foram realizadas 16 edições, sendo que uma está em andamento, e mais de 250 mulheres foram contratadas para atuar em diferentes operações da empresa em todo o país. A preocupação com a diversidade de gênero na JSL surgiu a partir da constatação de que havia um número muito reduzido de mulheres atuando como motoristas carreteiras. Diante desse cenário, foi desenvolvido um projeto-piloto para capacitar mulheres para a função. Com o sucesso da ação, a empresa ampliou o projeto e, já na segunda edição, firmou uma parceria com o SEST SENAT para conduzir a formação dessas profissionais. Atualmente, o processo começa com a seleção de mulheres em situação de vulnerabilidade social e financeira. Em seguida, elas passam pela Escola de Motoristas Profissionais, do SEST SENAT, na qual recebem capacitação técnica e preparação para o mercado. Após a formação, elas passam por um processo seletivo dentro da própria JSL. Segundo Daniella de Melo, especialista em Desenvolvimento Humano e Organização da empresa, a parceria com o SEST SENAT contribui para tornar esse processo ainda mais objetivo. “O SEST SENAT já conhece bem a realidade da empresa e o tipo de profissionais que buscamos. Isso faz com que a seleção seja mais assertiva, olhando para a formação e o potencial de cada candidata”, afirma. Durante o período de formação, a JSL oferece uma bolsa educacional às participantes, garantindo suporte para que possam se dedicar ao curso. Embora o foco inicial tenha sido a formação de motoristas carreteiras, a iniciativa já se expandiu para outras funções, como operadoras de empilhadeira, motoristas de ônibus e mecânicas. Para Daniella, investir na diversidade de gênero é também uma forma de transformar o ambiente de trabalho. “Quando você trabalha a diversidade de gênero, torna o ambiente mais humano, acolhedor e inovador. As diferenças não são ameaças, mas, sim, oportunidades, pois homens e mulheres se complementam. A mulher ocupa esse espaço por mérito, porque é capaz de entregar um bom trabalho”, destaca. Para o diretor executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, “iniciativas voltadas à qualificação profissional feminina são fundamentais não só para promover inclusão, mas também para contribuir para a renovação da mão de obra no transporte. Ao investir na formação de mulheres, o SEST SENAT reforça seu papel como agente de transformação social e de desenvolvimento do setor”. O programa Mulheres na Direção já percorreu diversas regiões do país. Em 2025, a iniciativa expandiu sua atuação ao chegar, pela primeira vez, ao Pará, ampliando o acesso à capacitação em novas localidades. Por Agência CNT Transporte Atual