Fronteira Legal! ANTT e Receita Federal unem forças para destravar o transporte entre Brasil e Paraguai

Parceria entre órgãos federais mira a regularização do transporte de cargas leves na fronteira entre as duas nações Em um movimento estratégico para desatar um nó logístico histórico na Ponte da Amizade, o Diretor da ANTT, Severino Medeiros, e o Secretário Especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, reuniram-se nesta quarta-feira (21/1), em Brasília. O encontro marca o nascimento de uma parceria robusta entre as duas maiores forças de regulação e fiscalização do país, com o objetivo de retirar da “zona cinzenta” o transporte de cargas leves (até 8 toneladas) entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. A articulação entre a Agência e o Ministério da Fazenda sinaliza que o Estado brasileiro não apenas reconhece a lacuna regulatória atual, mas está agindo com rapidez para oferecer uma estrutura jurídica sólida que substitua o improviso pela eficiência. Na reunião, também foi reforçada a importância da participação do setor privado no debate do tema. Diretor da ANTT, Severino Medeiros, destacou que a segurança jurídica é o combustível do desenvolvimento. Segundo o diretor, a criação de regras claras em conjunto com o Paraguai é fundamental para garantir a integridade dos transportadores e das mercadorias, acabando com a insegurança de quem opera na fronteira. Ao abrir diálogo com entidades do setor, o diretor posicionou a ANTT como uma facilitadora da logística internacional, buscando um modelo de operação que atenda às demandas reais do mercado sem abrir mão do controle rigoroso que a travessia exige. A parceria entre a ANTT e a Receita Federal do Brasil simboliza a união da inteligência regulatória com a eficiência aduaneira. Ao estabelecer normas precisas para os caminhões de pequeno porte, as instituições não apenas combatem a irregularidade, mas potencializam a competitividade do Brasil no comércio com o Paraguai. O alinhamento institucional entre Medeiros e Barreirinhas garante que o controle de transporte e a fiscalização tributária caminhem juntos, eliminando gargalos burocráticos e promovendo uma operação segura que beneficia diretamente o desenvolvimento e a competitividade do comércio exterior. Para o Brasil e o Paraguai, a regularização desses caminhões leves vai transformar a dinâmica econômica da região, atraindo mais investimentos e profissionalizando o setor. Ao resolver essa questão histórica, a ANTT e a RFB aumentam a segurança nacional nas fronteiras e fortalecem os laços do Mercosul, garantindo que a integração entre as duas nações seja feita sob a luz da legalidade e da eficiência operacional. O avanço das negociações nas próximas semanas deve consolidar o marco de como parcerias entre órgãos federais podem modernizar a economia, a segurança e o desenvolvimento do Brasil e do Paraguai. Fonte: Comunicação ANTT / Fotos: Álvaro Venino / Comunicação da ANTT
Radar CNT do Transporte aponta redução de pontos críticos nas rodovias brasileiras

Levantamento identificou 2.146 ocorrências em 2025, queda de 12,3% em relação ao ano anterior, indicando avanços na infraestrutura viária O número de pontos críticos, nas rodovias brasileiras, apresentou queda em 2025, de acordo com o Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2025. Elaborado a partir da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, o estudo registrou 2.146 ocorrências em todo o país, o que representa uma redução de 12,3% em relação a 2024, quando foram identificados 2.446 pontos. Os pontos críticos correspondem a situações graves da infraestrutura rodoviária que comprometem a segurança dos usuários e interferem diretamente no fluxo do tráfego. A diminuição observada neste ano reforça a percepção de que os investimentos recentes começam a produzir efeitos positivos na conservação das estradas. Os buracos grandes seguem como o principal problema mapeado, com 1.716 registros, o equivalente a mais de 80% do total. Apesar da predominância, o volume é inferior ao verificado na edição anterior da Pesquisa, o que indica avanço no tratamento dos defeitos de pavimento. Também foi observada redução em outras ocorrências de alto risco, como erosões na pista, que somaram 248 registros, e quedas de barreiras, com 82 casos. Esses problemas costumam afetar trechos com maior fragilidade estrutural e risco geotécnico. Na análise da geometria das vias, a Pesquisa CNT de Rodovias identificou 57 pontes estreitas, que permanecem como gargalos de capacidade e segurança, especialmente para o transporte de cargas. O levantamento também registrou uma ponte caída, ocorrência pontual, porém com elevado impacto logístico. Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, a tendência de queda, ainda que gradual, sinaliza uma mudança de cenário. “A redução no número de pontos críticos é um indicativo de que os investimentos começam a reverter um problema que se manteve por muitos anos nas rodovias brasileiras”, afirma. A CNT disponibiliza um painel interativo com o georreferenciamento de todas as ocorrências identificadas no estudo. A ferramenta permite consultas detalhadas por tipo de ponto crítico e localização e pode ser acessada em cnt.org.br/painel-ponto-critico Por Agência CNT Transporte Atual
ITL forma primeira turma de executivos em sucessão nas empresas familiares do transporte

Curso capacitou 36 executivos de diferentes gerações para estruturar processos sucessórios, fortalecer a governança e garantir a longevidade dos negócios do setor O Instituto de Transporte e Logística (ITL) concluiu, na sexta-feira (23/1), em Belo Horizonte (MG), a primeira turma do curso executivo Sucessão nas Empresas Familiares do Transporte, formando 36 executivos de empresas do setor de transporte e logística. A cerimônia de encerramento foi realizada na FDC (Fundação Dom Cabral), instituição responsável pela condução da capacitação. O curso foi coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT. A solenidade de encerramento da turma contou com a presença de representantes do ITL, da FDC e dos alunos da pós-graduação. Entre os participantes, destaca-se a presença de Diego Tomasi, membro da diretoria da Fetransul. A Federação parabeniza Tomasi pela dedicação ao aprimoramento profissional e parabeniza o ITL e o Sistema Transporte pela iniciativa, que contribui diretamente para o fortalecimento, a profissionalização e a longevidade das empresas de transporte e logística no Brasil. Voltado a gestores de empresas familiares de médio e grande portes, o curso representa mais um avanço do Sistema Transporte na qualificação de lideranças e no fortalecimento da governança corporativa do setor. No discurso dirigido aos formandos, a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, destacou esse ponto. “O setor transportador é vital para a economia, e a modernização dessas empresas passa por um processo de sucessão bem estruturado. Por isso, investimos na preparação de lideranças qualificadas, capazes de dar continuidade aos negócios familiares, respeitando seus legados e conduzindo as transformações necessárias”, afirmou Eliana. A troca de experiências entre os participantes é um dos grandes diferenciais o curso. As dinâmicas com os alunos criaram um ambiente de diálogo e aprendizado compartilhado, no qual executivos de diferentes gerações e empresas puderam refletir sobre desafios comuns do processo sucessório e o desenvolvimento de lideranças. Ana Paula Pedrosa, integrante da Diretoria da Transpedrosa e da terceira geração da empresa, destacou o sucesso desse tipo interação. Segundo ela, o compartilhamento de desafios entre os participantes e o aprendizado sobre a importância da escolha consciente na tomada de decisões fortaleceram sua visão sobre liderança e desenvolvimento pessoal. “Essa experiência solidificou o entendimento de que não estamos sozinhos em nossos desafios e que todos estamos em uma jornada de aprendizado contínuo. Esse momento de conexão e aprendizado foi, sem dúvida, um dos pontos altos do curso e uma lembrança que levarei comigo para sempre”, disse Ana Paula. Diego Tomasi, diretor executivo da Tomasi Logística e da segunda geração da empresa, destacou que o curso reforçou a importância do planejamento estruturado da sucessão familiar. Segundo ele, confiar apenas no talento ou na sorte não é suficiente para garantir a continuidade dos negócios. “Planejar, organizar e criar acordos entre família e acionistas é determinante para perpetuar uma empresa familiar de transporte”, disse. Para ele, o curso contribuiu para a definição mais clara dos papéis dos membros da família na empresa, na sociedade e até mesmo no âmbito familiar, além de ajudar a separar as relações pessoais das decisões empresariais. “Antes do curso não tínhamos muito bem definido o papel de cada membro da família. Tínhamos o desafio de saber dividir o que eram questões familiares e o que eram questões empresariais. Então, aprendi na prática a criar um protocolo familiar, um acordo de acionistas, um conselho. E o mais importante, já estamos colocando em prática na nossa empresa”, afirmou. Sobre o curso A formação faz parte do Programa Avançado de Capacitação do Transporte. Oferecido de forma gratuita a sucessores e sucedidos de empresas do setor, o curso promove o alinhamento entre gerações, apoia os processos de sucessão e fortalece estruturas de governança, contribuindo para a longevidade dos negócios. Com duração total de 180 horas, é organizado em quatro módulos bimestrais e conta com atividades presenciais e online. O aperfeiçoamento contempla temas estratégicos para a continuidade das empresas, como liderança, governança, gestão da mudança e inovação, sempre alinhados à identidade e aos valores das famílias empresárias. A metodologia combina fundamentos teóricos com aplicação prática, por meio de mentorias, monitorias e dinâmicas que incentivam a troca de experiências e o aprendizado conjunto entre os participantes. Com informações da Agência CNT Transporte Atual
ATENÇÃO! Empresa “SESNAT” não possui vínculo com o SEST SENAT

Informamos que a empresa SESNAT Nacional (CNPJ nº 52.370.136/0001-97) não possui qualquer vínculo com o SEST SENAT ou com o Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL). Apesar da semelhança dos nomes, trata-se de uma organização totalmente distinta, sem qualquer relação institucional ou operacional com o SEST SENAT. O SEST SENAT não envia solicitações ou cobranças de nenhuma natureza por email, Correios ou WhatsApp. Qualquer comunicação recebida nesses formatos deve ser cuidadosamente conferida. Para evitar equívocos, sempre verifique o nome e o CNPJ da instituição mencionada em qualquer correspondência, especialmente quando se tratar de cobranças. O SEST SENAT permanece à disposição para esclarecer dúvidas.
SEST SENAT e PRF ampliam parceria para saúde, segurança e campanhas educativas nas estradas

Parceria retoma Comando de Saúde Preventivo e fortalece Proteção, Mobilizações e Prevenção de Acidentes junto aos motoristas profissionais O SEST SENAT e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) firmaram, em dezembro do ano passado, um acordo de cooperação técnica para intensificar ações integradas de promoção da saúde, segurança viária e proteção social voltadas aos motoristas profissionais que trafegam pelas rodovias federais. O acordo tem vigência de 60 meses e prevê a integração de esforços para ampliar o alcance das iniciativas das duas instituições. O principal eixo da cooperação é a retomada do Comando de Saúde Preventivo, que oferece atendimentos gratuitos de saúde, orientações para a melhoria da qualidade de vida e ações educativas voltadas à redução de acidentes. As atividades utilizam a estrutura do SEST SENAT e contam com o apoio operacional da PRF para a organização e abordagem nas rodovias, com a previsão de ao menos quatro edições ao longo deste ano, em trechos estratégicos com o maior índice de acidentes com veículos pesados. O acordo também fortalece o projeto Proteção com campanhas de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, capacitação de motoristas como agentes de proteção e divulgação de canais de denúncia, como o Disque 100. A cooperação ainda amplia a atuação de outras iniciativas do SEST SENAT voltadas à segurança e ao bem-estar dos trabalhadores do transporte. Entre elas, está o Programa de Mobilizações Nacionais, que promove ações presenciais de conscientização em saúde, segurança e prevenção de acidentes em locais estratégicos onde os profissionais do setor atuam. Essas mobilizações reúnem orientações, blitze educativas, palestras e atendimentos gratuitos de saúde em diversas regiões do país, com foco na promoção de práticas seguras no trabalho e nas estradas. O acordo também potencializa o Programa de Prevenção de Acidentes, que engloba campanhas educativas para estimular atitudes seguras no trânsito e incorpora tecnologia, como experiências de realidade virtual para simulações de situações de risco, com o objetivo de conscientizar motoristas profissionais sobre os impactos de comportamentos imprudentes ao volante. A parceria amplia o alcance das iniciativas ao unir a capilaridade do SEST SENAT, presente em todo o país, à atuação da PRF nas rodovias federais. Essa integração fortalece a comunicação com o público-alvo, potencializa os resultados das campanhas e contribui para a promoção da saúde, segurança no trânsito e proteção social dos motoristas profissionais. Início das ações em 2026 A primeira agenda técnica da parceria ocorreu em 12 de janeiro e teve como foco a definição de datas e locais para a realização dos Comandos de Saúde. Participaram da reunião, pelo Sistema Transporte, a gerente executiva de Negócios da CNT, Luciana Malamin; a coordenadora de Promoção Social do SEST SENAT, Lidiane Rodrigues; e o coordenador de Relacionamento Corporativo do SEST SENAT, João Paulo Barros. Pela PRF, estiveram presentes representantes das áreas de Prevenção de Sinistros, Direitos Humanos, Educação para o Trânsito e Fiscalização. Por Agência CNT Transporte Atual
Porto de Rio Grande (RS) receberá R$ 24 bilhões para logística de exportação de celulose

Projeto prevê novos terminais, renovação da frota marítima e reforço da infraestrutura de exportação no Sul do país O Porto de Rio Grande (RS) deve ampliar a relevância na logística nacional de exportação de celulose, com investimentos estimados em R$ 24 bilhões voltados à implantação de infraestrutura portuária e à organização da cadeia de escoamento da produção. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20), durante cerimônia realizada no terminal gaúcho, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. O evento marcou a assinatura do contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP) vinculado ao Projeto Natureza, da CMPC, no Porto de Rio Grande, além da formalização de contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação da frota de apoio marítimo. O empreendimento envolve a implantação de uma nova unidade industrial de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e a estruturação da logística de exportação, integrando porto, hidrovias e transporte marítimo. Os contratos do Programa Mar Aberto somam R$ 2,8 bilhões em investimentos, destinados à construção de embarcações, com impacto direto na logística marítima e na indústria naval brasileira. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo atua para reposicionar o Porto de Rio Grande como vetor de desenvolvimento econômico. “A gente quer criar todas as condições para que esse porto volte a funcionar com toda a força possível. Porto forte significa emprego, renda, indústria funcionando e comida chegando mais barata na mesa do povo. Quando o Estado investe, a economia cresce, o Brasil exporta mais e quem trabalha sente a diferença na vida real”, declarou. INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA E CAPACIDADE DE ESCOAMENTO O Projeto Natureza deve impactar mais de 75 municípios no Rio Grande do Sul e gerar cerca de 12 mil postos de trabalho durante as obras, além de aproximadamente 1,5 mil empregos permanentes após a conclusão. Com a ampliação da produção, a expectativa é de um escoamento superior a 4,3 milhões de toneladas de celulose por ano, volume que motivou a implantação de dois novos Terminais de Uso Privado no estado, localizados em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão. No Porto de Rio Grande, o novo TUP terá capacidade para movimentar até 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano de operação, com infraestrutura de armazenagem para cerca de 194 mil toneladas e possibilidade de operação simultânea de dois navios. A operação do terminal deve gerar mais de 400 empregos diretos e cerca de 2,1 mil indiretos, além de aproximadamente 1,5 mil postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão foi assinado em 7 de janeiro de 2026. Fonte: mundologistico.com.br — por Camila Lucio Imagem ilustrativa (Foto: Shutterstock)
CNT projeta futuro sustentável para o setor a partir da reciclagem veicular do Grupo Sada

Confederação conheceu detalhes do centro de reciclagem veicular IGAR e destacou a importância de iniciativas que unem inovação e responsabilidade ambiental O setor de transporte se prepara para uma inovação de grande impacto. O projeto IGAR – Centro de Reciclagem Veicular –, desenvolvido pelo Grupo Sada em Minas Gerais, foi apresentado à CNT na última quinta-feira (15). A iniciativa, idealizada para operar em escala industrial, traz soluções para a destinação de veículos em fim de vida útil, fortalecendo a economia circular e contribuindo para a renovação da frota nacional. Com capacidade para triturar até 300 mil veículos por ano e descontaminar outros 150 mil, a planta ocupa cerca de 80 mil m² e tem pátio para 1.500 unidades. O centro está integrado à malha logística do Grupo Sada, que percorre cerca de 600 milhões de quilômetros por ano, criando oportunidades para logística reversa, redução de custos e diminuição de emissões. O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, destacou a importância da iniciativa: “O IGAR mostra como é possível transformar desafios em soluções, dando destino adequado aos veículos em fim de vida útil e fortalecendo a economia circular. A CNT reconhece sua importância e está pronta para dialogar e contribuir com ações que impulsionem o setor”, ressaltou. Durante a reunião, foram discutidos desafios regulatórios especialmente na captação de veículos e na heterogeneidade de regras entre os Detrans estaduais. Nesse contexto, foi citado o Mover (Programa Mobilidade Verde e Inovação), política industrial lançada pelo governo federal em 2024 que substituiu o Rota 2030. O programa incentiva a eficiência energética, descarbonização e reciclagem de veículos, funcionando como eixo estruturante para viabilizar a renovação da frota. A inauguração oficial do IGAR está marcada para o dia 25 de fevereiro. O projeto já havia sido destaque na COP30, durante o painel Soluções do Transporte, quando a iniciativa integrou o portfólio de exposição da CNT com um vídeo de apresentação operacional. Além de Valter Souza, participaram da reunião a gerente executiva governamental da CNT, Danielle Bernardes, e a gerente executiva de Negócios, Luciana Malamin. Pelo Grupo Sada, estiveram presentes o gerente executivo de Relações Institucionais, Diego Santos; o diretor de Gente e Gestão, Cauê Salles; a especialista em Relações Institucionais, Graciela Perotti; e o gerente de Operações da IGAR, Mark Watson. Por Agência CNT Transporte Atual
Caminhões brasileiros podem emitir até 35% menos CO₂ frente aos europeus

Um trabalho de formatura desenvolvido na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) adiciona novos elementos ao debate sobre descarbonização do transporte rodoviário. Segundo o estudo, caminhões que operam no Brasil podem alcançar desempenho ambiental superior ao de modelos europeus quando a análise considera as emissões de CO₂ por carga transportada, e não apenas o consumo absoluto de combustível. A pesquisa, conduzida pelo engenheiro mecânico Eduardo Eisenbach de Oliveira Fortes, indica que veículos pesados em operação no país emitem até 35% menos CO₂ por tonelada-quilômetro do que caminhões equivalentes que circulam na Europa. Dessa forma, o trabalho sugere que a logística brasileira, marcada por alta capacidade de carga, pode representar uma vantagem ambiental relevante. Simulação europeia adaptada à realidade brasileira Para chegar a esse resultado, Fortes aplicou de forma pioneira no Brasil a ferramenta VECTO (Vehicle Energy Consumption Calculation Tool), utilizada obrigatoriamente na União Europeia para certificar consumo energético e emissões de caminhões. No entanto, em vez de replicar o modelo europeu, o pesquisador adaptou os parâmetros do simulador às condições nacionais. Assim, o estudo incorporou rotas longas, topografia mais severa e composições veiculares com até 74 toneladas, realidade bastante distinta do limite europeu de 40 toneladas. Além disso, Fortes comparou caminhões padrão 6×4 operando em rotas típicas da Europa com o corredor logístico entre Campo Grande (MS) e o Porto de Paranaguá (PR), eixo estratégico para o escoamento da produção de grãos. “O setor de transporte de cargas responde por níveis relevantes de emissão de CO₂. Como o modal rodoviário movimenta mais de 60% das cargas no Brasil, precisamos de métricas mais precisas e aderentes à nossa realidade”, explica o autor. Capacidade de carga como fator-chave Os resultados da simulação mostram que, embora o caminhão brasileiro consuma mais combustível em termos absolutos, devido ao maior peso total, a eficiência cresce quando o consumo se dilui pela quantidade de mercadoria transportada. Enquanto o caminhão padrão europeu Euro VI emite 29,0 gCO₂/ton·km, o modelo brasileiro analisado alcança 18,8 gCO₂/ton·km. Nesse contexto, o estudo identifica a carga transportada como o principal diferencial ambiental, superando até mesmo a influência da topografia. “Mesmo com tecnologias veiculares por vezes defasadas, consequência de uma frota envelhecida, a escala de transporte no Brasil compensa ambientalmente quando avaliamos a emissão por unidade de carga”, afirma Fortes. Rigor técnico e uso de dados reais Para assegurar consistência metodológica, o pesquisador utilizou dados reais de repositórios oficiais do VECTO, além da legislação brasileira para caracterizar os veículos padrão do Brasil e da Europa. Além disso, para mapear uma rota de mais de mil quilômetros, Fortes combinou informações reais com Inteligência Artificial integrada ao Google Maps, a fim de identificar limites de velocidade ao longo do trajeto. Posteriormente, algoritmos desenvolvidos em Python processaram mais de 100 mil pontos de dados, o que elevou o nível de detalhamento da simulação. Dessa maneira, o trabalho conseguiu refletir com maior fidelidade as condições operacionais do transporte rodoviário nacional. Para o professor Marcelo Augusto Leal Alves, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP e orientador do projeto, o estudo preenche uma lacuna importante. “No Brasil, onde o transporte rodoviário domina o escoamento de cargas, a avaliação das emissões de CO₂ de caminhões é estratégica. Como o país não dispõe de uma ferramenta equivalente ao VECTO, pesquisas como essa ganham ainda mais relevância”, destaca. Desafios climáticos e frota envelhecida Embora os resultados indiquem eficiência relativa elevada, o estudo também dialoga com desafios estruturais do setor. O Brasil assumiu, no âmbito do Acordo de Paris, metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. No transporte rodoviário, os caminhões respondem por cerca de 42% das emissões do segmento, segundo o Observatório do Clima. Além disso, a idade média da frota brasileira, próxima de 12 anos, compromete a eficiência energética e reforça a necessidade de renovação tecnológica, conforme dados do Anuário CNT do Transporte. Ainda assim, o trabalho da Poli-USP demonstra que a forma de medir as emissões pode alterar significativamente a percepção sobre sustentabilidade no setor. Ao considerar a emissão por carga efetivamente transportada, a pesquisa sugere que o Brasil pode contribuir de maneira mais eficiente para as metas climáticas do que indicam análises baseadas apenas em padrões europeus. Nesse sentido, o estudo abre espaço para um debate mais técnico e ajustado à realidade do transporte pesado nacional. Fonte: Transporte Mundial
Frete mínimo atualizado: ANTT conclui revisão técnica que alinha custo real, segurança jurídica e transparência no transporte de cargas

Norma já está em vigor e redefine parâmetros que impactam diretamente caminhoneiros, transportadores e o preço dos produtos no país Com a aprovação do Relatório Final da Audiência Pública nº 08/2025, aprovado nesta segunda-feira (19/1) durante a 1024ª Reunião de Diretoria Colegiada (ReDir), a primeira do ano, a Agência encerra um processo técnico, participativo e transparente que atualiza a metodologia e os coeficientes usados no cálculo do frete mínimo por quilômetro rodado, conforme previsto na Lei nº 13.703/2018. O foco é direto: valores mais próximos da realidade do transporte, menos conflito nas contratações e mais previsibilidade para quem vive da estrada e para quem depende dela. O piso mínimo do frete não é um número abstrato. Ele influencia a renda do caminhoneiro, o planejamento das transportadoras, a logística das empresas e, no fim da cadeia, o preço que chega ao consumidor. Quando esse valor não acompanha os custos reais da operação, o desequilíbrio se espalha: insegurança jurídica, disputas comerciais e pressão sobre quem está na ponta. A revisão conduzida pela ANTT atualiza parâmetros técnicos justamente para reduzir essas distorções. O resultado é uma base regulatória mais clara, com critérios compreensíveis e alinhados à dinâmica atual do transporte rodoviário de cargas. Escuta ativa e participação efetiva O processo foi construído com ampla participação social. A Audiência Pública permaneceu aberta por 30 dias e utilizou diferentes canais de diálogo: sistema ParticipANTT, e-mail, peticionamento eletrônico, atendimento presencial e sessão pública híbrida, realizada na sede da ANTT, em Brasília, com transmissão ao vivo. Foram registradas 196 contribuições formais, que se desdobraram em 381 proposições técnicas efetivamente analisadas. Todas as manifestações — acolhidas, parcialmente acolhidas ou não acolhidas — estão disponíveis no processo, acompanhadas de justificativas técnicas, permitindo que qualquer cidadão entenda como e por que cada decisão foi tomada. O que muda na prática A resolução revisada mantém a estrutura legal já conhecida pelo setor, mas refina a metodologia e atualiza os coeficientes de cálculo, tornando o piso mínimo mais aderente aos custos operacionais reais do transporte rodoviário. Isso significa mais clareza nas negociações de frete, redução de conflitos contratuais, maior segurança jurídica para transportadores e contratantes, além de atualização periódica, conforme determina a lei. A nova norma deverá entrar em vigor dia 20 de janeiro de 2026, data prevista para a publicação semestral dos pisos mínimos, com validade para o respectivo período. Regulação que explica, não impõe Com a conclusão da Audiência Pública nº 08/2025, a ANTT reforça um modelo de regulação que prioriza informação clara, participação social e decisões técnicas bem fundamentadas. Em um setor essencial para o abastecimento do país, a previsibilidade é tão importante quanto o diálogo — e a atualização do piso mínimo do frete responde exatamente a essa necessidade. “Essa revisão busca, além de ajustar números, rever e organizar expectativas, reduzir ruídos e dar estabilidade a um mercado que move o Brasil todos os dias, de ponta a ponta das rodovias”, disse o superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), Amaral Filho. Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT Foto: Divulgação / Comunicação ANTT
SETCESUL e FETRANSUL têm reunião como deputados da base do Governo Federal

O deputado federal Paulo Pimenta e o deputado estadual Halley Lino estiveram reunidos com o presidente do SETCESUL, Egon Rutz, o vice-presidente da Fetransul, Rudimar Puccinelly, e o diretor secretário do Sindicato,Everaldo Carvalho Born. O encontro foi nesta sexta, 16 de janeiro, na sede do SETCESUL. A pauta envolveu a infraestrutura rodoviária do RS. Os transportadores mencionaram obras atrasadas na BR 285, a falta de manutenção na BR 116 no trecho entre Eldorado do Sul e Camaquã, assim como a paralização das obras duplicação das BR 290, no trecho que se aproxima a Pantano Grande. O deputado Pimenta, que vai concorrer ao Senado em outubro próximo, ao mesmo tempo que mencionou as dificuldades orçamentárias do Governo Federal, comprometeu-se em tratar estas questões com o Ministério dos Transportes. Pimenta trouxe à tona a possibilidade de estender o contrato da Ecosul enquanto não seja definida a nova concessionária da Região Sul. As lideranças do transporte foram taxativas na rejeição desta hipótese, ressaltando que o governo teve todo o tempo necessário para planejar a nova concessão num período anterior ao seu término. Puccinelly sustentou que a extensão do contrato seria um prêmio a uma empresa que, cobrando tarifas abusivas, nunca dialogou com a sociedade gaúcha, servindo-se desta situação de maneira oportunista. O vice-presidente da Federação reforçou a necessidade de que o Ministério dos Transportes aporte os recursos necessários para que o DNIT mantenha as rodovias até que a nova concessionária assuma. Por outro lado, o deputado Paulo Pimenta informou que o ministro dos Transportes, Renan Filho, visitará o RS no final de janeiro. Os transportadores solicitaram ao deputado federal que se crie a oportunidade de uma reunião com o ministro quando da sua vinda ao estado.