Metrópoles vence o Grande Prêmio CNT de Jornalismo 2025 com série fotográfica sobre desabamentos de pontes no Brasil

É apenas a segunda vez que um trabalho em fotojornalismo conquista o Grande Prêmio na história da premiação, que também registrou um marco inédito com veículos cearenses vencendo três categorias na mesma edição O Metrópoles conquistou o Grande Prêmio CNT de Jornalismo 2025 com o trabalho “Um Brasil que desmorona: desabamentos de pontes atrasam o país”, assinado pelo fotojornalista Breno Esaki. A série de imagens mostra, com força e sensibilidade, os impactos do descaso com a infraestrutura de pontes no Brasil, retratando as perdas humanas, sociais e econômicas provocadas pela falta de investimentos em manutenção. É apenas a segunda vez que um trabalho em fotojornalismo conquista o Grande Prêmio na história da premiação, que também registrou um marco inédito com veículos cearenses vencendo três categorias na mesma edição. Na categoria Áudio, o prêmio foi para a jornalista Thayane Ribeiro, da Rádio BandNews BH, com a série “No meio do caminho”, que traz relatos emocionantes de moradores que vivem às margens de rodovias e trilhos em Belo Horizonte (MG) e precisam deixar suas casas para dar lugar a grandes obras de mobilidade urbana. O vencedor da categoria Comunicação Setorial foi o Sindiônibus (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará), com a terceira temporada do podcast “De Ponto a Ponto”, que aborda o transporte coletivo em Fortaleza sob diferentes perspectivas, destacando seu papel para a mobilidade, inclusão e qualidade de vida da população. Em Fotojornalismo, o prêmio foi concedido a Domingos Peixoto, do jornal O Globo, pelo ensaio “Tempo perdido”, que denuncia o sucateamento da Supervia e a realidade enfrentada pelos passageiros, que convivem diariamente com superlotação e insegurança. Na categoria Meio Ambiente e Transporte, a vencedora foi Theyse Santana, do Diário do Nordeste, com a reportagem “Na contramão do clima: fuga de passageiros enfraquece ônibus de Fortaleza e incha vias públicas com transportes individuais”. O trabalho mostra os impactos ambientais do crescimento do transporte individual e a urgência de políticas que fortaleçam o transporte coletivo sustentável. O prêmio de Multiplataforma foi para William Cardoso, do Metrópoles, com o especial “Mete marcha: gamificação coloca entregadores do iFood em risco”, que revela como a lógica de pontuação da plataforma pressiona entregadores a assumir riscos e enfrentar jornadas exaustivas. A reportagem combina textos, vídeos, fotos e um minidocumentário que expõem as consequências dessa dinâmica sobre a saúde e segurança dos profissionais. Na categoria Texto, o vencedor foi Cláudio Ribeiro, do Jornal O Povo (CE), com a série “Como age a quadrilha que despacha cocaína pelo Pecém há 6 anos”, que investiga a atuação de um grupo criminoso envolvido no tráfico internacional de drogas por portos cearenses. O trabalho detalha as operações e a estrutura da organização criminosa, evidenciando os desafios da segurança no transporte marítimo. Já em Vídeo, o prêmio foi para Carlos de Lannoy, da TV Globo, com “Emendas derretem no asfalto”, reportagem que mostra como emendas parlamentares destinadas à infraestrutura acabam desperdiçadas em obras inacabadas ou mal executadas. O caso de uma estrada na Bahia cujo asfalto recém-inaugurado derrete sob o sol ilustra, de forma contundente, as falhas de gestão e fiscalização. Edição de 2025 Com o tema “Jornalismo que abre novas rotas”, a 32ª edição do Prêmio CNT de Jornalismo reconhece trabalhos que exploram novas abordagens e narrativas sobre o transporte brasileiro, valorizando a investigação, a criatividade e o compromisso com o interesse público. Os trabalhos foram avaliados por André Basbaum (EBC), Flávio Ferreira (Folha de S.Paulo), Laurindo Ferreira (Sistema Jornal do Commercio), Paulo Nassar (Aberje) e Suzana Kahn Ribeiro (COPPE/UFRJ). O Grande Prêmio CNT de Jornalismo oferece o valor de R$ 60 mil, e cada categoria premiada recebe R$ 35 mil. A solenidade de premiação será realizada em 10 de dezembro, no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil), em Brasília. Por Agência CNT Transporte Atual

Reforma Tributária do Consumo – RTC – Obrigatoriedade ao DTE automática a partir de 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, todas as empresas deverão utilizar, obrigatoriamente, o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) como canal oficial de comunicação com a Receita Federal. Isso significa que todas as notificações, intimações e avisos fiscais serão enviados por meio eletrônico, através da Caixa Postal do Portal e-CAC. Essa mudança está amparada pela Lei Complementar nº 214/2025 e pelo Decreto nº 70.235/1972, que estabelece a ciência presumida das comunicações enviadas por esse canal. Por que isso é importante?  – A leitura das mensagens no DTE será considerada como ciência oficial da comunicação.  – A ausência de acesso à Caixa Postal não impede o início de prazos legais e pode gerar penalidades.  – O DTE traz mais agilidade, segurança e transparência na relação entre o fisco e o contribuinte. O que você precisa fazer?  – Acesse regularmente sua Caixa Postal no Portal e-CAC.  – Mantenha seus dados cadastrais atualizados.  – Estabeleça uma rotina de verificação das mensagens recebidas. Lembre-se: manter-se informado é essencial para evitar surpresas e garantir o cumprimento das obrigações fiscais com tranquilidade. Conte com a Receita Federal para uma comunicação mais moderna e eficiente. Em caso de dúvidas, consulte seu contador ou acesse  Receita Federal — Receita Federal. Fonte: Gov.br

Estação do Desenvolvimento encerra primeiro dia com debates sobre transição energética, sustentabilidade e inclusão

Painéis debatem a logística como vetor de integração regional, a importância das concessões sustentáveis e os desafios da transição justa no setor de transporte A Estação do Desenvolvimento, espaço do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) na COP30, encerrou seu primeiro dia de atividades com uma série de painéis que reforçaram o protagonismo do setor na agenda climática global. As discussões abordaram o papel do transporte na transição energética, a importância das concessões sustentáveis e os caminhos para garantir que essa transformação ocorra de forma justa e inclusiva. Ao longo do dia, representantes do governo, da iniciativa privada e de organismos internacionais se reuniram para debater como o transporte pode contribuir de maneira decisiva para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e do Brasil. Entre os participantes, prevaleceu um consenso: a urgência de equilibrar eficiência logística, inclusão social e responsabilidade ambiental – um compromisso reafirmado pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. No painel “OIT Brasil apresenta: desafios da transição justa no Brasil”, mediado pelo oficial nacional da OIT, Raoní Vale, o presidente Vander Costa destacou que a COP30 deve ser um marco na transformação da matriz de transporte brasileira, impulsionando soluções sustentáveis e práticas integradas. Ele ressaltou que a transição energética só será efetiva se considerar todo o ciclo de geração e consumo de energia, e não apenas a substituição de tecnologias. “A transição energética não pode ser focada unicamente em um ponto. É preciso olhar para toda a cadeia, da produção ao consumo, para alcançar uma emissão neutra de carbono”, afirmou. O presidente lembrou que a discussão sobre sustentabilidade, antes centrada no futuro, já se tornou uma questão imediata. “Costumávamos dizer que precisávamos proteger o planeta para nossos filhos. Hoje, precisamos protegê-lo para nós mesmos”, completou. Vander Costa observou que a tecnologia para veículos elétricos já é uma realidade no país, especialmente para curtas distâncias, mas alertou que o impacto positivo depende da origem da energia utilizada. “De nada adianta eletrificar a frota se a energia que carrega essas baterias não for limpa”, ressaltou. Ele também defendeu o fortalecimento da produção nacional de biocombustíveis sustentáveis, como o etanol e o biogás, e o uso de áreas degradadas para o cultivo de biomassa, “sem derrubar uma árvore a mais”. Segundo ele, essa estratégia pode unir recuperação ambiental, produção agrícola e captura de carbono. O presidente reforçou ainda que uma transição justa deve colocar as pessoas no centro do processo, com foco na qualificação profissional. “Com o aumento da frota elétrica, é fundamental requalificar os profissionais da manutenção automotiva. Mecânicos que conheciam o motor a combustão precisam estar preparados para trabalhar com veículos elétricos”, destacou. Vander lembrou que o SEST SENAT já está promovendo cursos voltados à mobilidade elétrica, à manutenção digital e ao desenvolvimento de software, acompanhando as mudanças tecnológicas do setor. O debate contou também com a presença do diretor do Escritório da OIT no Brasil, Vinicius Pinheiro, que ressaltou a necessidade de manter as pessoas no centro das políticas climáticas. Segundo ele, a COP30 marca um novo momento na agenda global, em que as discussões sobre o clima deixam de ser apenas ambientais e passam a integrar dimensões sociais e econômicas. “A transição justa significa gerar empregos decentes e não deixar ninguém para trás. Essa é a marca da COP brasileira”, afirmou. A enviada especial da presidência da COP30 para os direitos humanos e a transição justa, Denise Dora, destacou que a adaptação às novas formas de produção e energia também exige garantias legais e proteção social. “A transição não pode ser apenas tecnológica, ela precisa ser ética. Não é porque uma energia é limpa que ela é automaticamente justa. É preciso garantir que ninguém perca direitos no processo de mudança”, disse. Denise alertou ainda que, sem diálogo e planejamento, as novas cadeias produtivas correm o risco de reproduzir desigualdades históricas. Também participou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que defendeu a presença ativa dos trabalhadores nos espaços de decisão sobre a transição energética. “A transição justa precisa garantir trabalho decente e sustentável, especialmente na Amazônia, onde a informalidade ainda é alta”, afirmou. Soluções logísticas para o desenvolvimento regional O painel “Soluções logísticas para o desenvolvimento regional”, mediado pela gerente executiva Governamental da CNT, Danielle Bernardes, destacou a integração entre modais e os investimentos em infraestrutura resiliente como pilares do desenvolvimento nacional. “Discutir a logística na Amazônia e no Brasil é fundamental. A eficiência logística é um pilar para o desenvolvimento regional, capaz de integrar territórios, reduzir desigualdades e fortalecer a competitividade do nosso país”, afirmou. O diretor-secretário do Sindarpa, Edivaldo Maués Carvalho Neto, reforçou que a navegação fluvial é vital para a Amazônia, onde muitos municípios só são acessíveis por rios. “A navegação fluvial aqui é uma necessidade. Existem cidades que só são acessadas pelos rios, transportando alimentos, combustível, materiais escolares e produtos básicos. Além do papel logístico, a navegação tem uma função social enorme, garantindo o abastecimento e a sobrevivência de inúmeras comunidades ribeirinhas”, afirmou. O vice-presidente da Fetramaz, Daniel Bertollini, destacou que a multimodalidade já faz parte da rotina logística na Amazônia, mas o avanço depende de investimentos estruturais e políticas de longo prazo. “A Amazônia tem rios navegáveis, mas ainda carece de infraestrutura resiliente. Precisamos de dragagem permanente, de licenças ambientais que permitam avançar e de projetos estratégicos, como a Ferrogrão, que simplesmente não saem do papel”, afirmou. Ele lembrou que as limitações de navegabilidade em rios como o Amazonas, o Madeira e o Tapajós reduzem a competitividade da região. “As hidrovias são um eixo de desenvolvimento sustentável, mas precisamos de mais investimentos e planejamento para garantir operação durante todo o ano e reduzir nossa dependência do transporte rodoviário”, completou. O diretor de crédito do Banco da Amazônia, Roberto Schwarts, apresentou números que reforçam a importância do financiamento de longo prazo. “Nos últimos cinco anos, contratamos cerca de R$ 5 bilhões em crédito para logística e transportes, e nossa programação é chegar a R$ 8 bilhões nos próximos quatro anos”, afirmou. Segundo ele, investir em multimodalidade gera benefícios ambientais e econômicos,

Últimos dias para participar da pesquisa nacional da NTC&Logística sobre os salários dos motoristas de caminhão

Levantamento conduzido pelo DECOPE busca retratar a realidade da remuneração dos profissionais do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país A NTC&Logística, por meio do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas. O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas. Segundo o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações enviadas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais. As empresas interessadas em participar podem responder à pesquisa por meio do formulário disponível neste link: https://forms.gle/DAg5pT52mhQqiPRM6  Fonte: NTC&Logística

CS Rodovias Mercosul inicia concessão do Centro Unificado de Fronteira São Borja–Santo Tomé a partir de dezembro

Nova administradora assume operação, modernização e manutenção do CUF e da Ponte Internacional, com atualização das tarifas e nova metodologia de cobrança A Concessionária CS Rodovias Mercosul SPE S.A. anunciou que assumirá, a partir de 2 de dezembro de 2025, a gestão do Centro Unificado de Fronteira (CUF) São Borja–Santo Tomé e da Ponte Internacional que liga o Brasil à Argentina. A empresa foi a vencedora da Concorrência nº 01/2025 promovida pela Comissão Mista Argentino-Brasileira (COMAB). Com o início da nova fase da concessão, a CS Rodovias Mercosul reforça o compromisso de manter e aprimorar os serviços já existentes, assegurando continuidade operacional, eficiência logística, qualidade no atendimento e segurança nas operações aduaneiras. O objetivo é transformar o CUF em uma referência de integração fronteiriça e excelência operacional, com adoção de novas práticas de gestão, tecnologia e infraestrutura. A partir da mesma data, entrará em vigor a nova tabela de serviços e tarifas aplicáveis às operações no local. Os valores serão reajustados anualmente, conforme o Consumer Price Index (CPI) dos Estados Unidos, e convertidos mensalmente em Reais (BRL) e Pesos Argentinos (ARS), conforme previsto no contrato de concessão. A concessionária também apresentou uma nova metodologia de cobrança, que inclui fechamento semanal, validação dos relatórios pelos clientes em até três dias úteis e emissão de notas fiscais ou faturas com prazo de pagamento de até 15 dias corridos. O objetivo é garantir transparência, controle e simplificação dos processos administrativos. De acordo com a empresa, canais dedicados serão mantidos para esclarecimentos, suporte operacional e tratativas comerciais, reforçando o compromisso com um relacionamento transparente e colaborativo. Para mais informações e acesso às tabelas completas de serviços e tarifas, clique aqui e faça o download do documento em PDF. Fonte: NTC&Logística, com informações da CS Rodovias Mercosul

Estação do Desenvolvimento: o transporte no coração da COP30

Hub marca o protagonismo do setor na principal conferência sobre o clima. Abertura contou com o presidente do Sistema Transporte, ministros de Estado de autoridades diversas Pela primeira vez na história das Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, o setor de transporte brasileiro ocupa posição de destaque com um espaço próprio e inteiramente dedicado ao tema. A Estação do Desenvolvimento abriu suas portas nesta segunda-feira (10), em Belém (PA), simbolizando um marco inédito de protagonismo, diálogo e compromisso com um futuro de mobilidade mais sustentável. Instalada na Green Zone – a área da COP onde atuam a sociedade civil, empresas, ONGs, instituições e o público em geral –, a Estação do Desenvolvimento é uma iniciativa do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) e se consolida como um grande hub de conhecimento e soluções, com uma programação intensa de painéis, debates e ativações ao longo das próximas duas semanas. O espaço ocupa 500 m² e abriga uma arena de debates com capacidade para até 60 pessoas, preparada para receber autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo. Esse momento histórico foi ressaltado pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, durante a cerimônia de abertura. “Hoje, estamos aqui para conversar sobre alternativas que possam fazer o setor avançar com segurança, racionalidade e menor emissão de gases de efeito estufa”, afirmou. Em seu discurso, Vander Costa destacou que o Brasil tem um legado consolidado na busca pela descarbonização e pela eficiência energética no transporte. Ele relembrou marcos fundamentais dessa trajetória, como o Proálcool, criado em 1975, e o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), iniciado em 1986. “Não há necessidade de inventar a roda. O Brasil já tem soluções”, pontuou o presidente. Ele também defendeu a renovação de frotas como estratégia essencial para alcançar uma redução significativa das emissões no transporte de cargas e passageiros. A abertura do espaço reuniu autoridades de alto nível, entre elas os ministros de Estado Renan Filho (Transportes), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Jader Filho (Cidades). Também participaram Jorge Viana, presidente da Apex-Brasil; Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A.; e Rodrigo Favetta, diretor financeiro do Pacto Global no Brasil. O ministro Jader Filho destacou os recentes investimentos do PAC em mobilidade urbana e reforçou o papel estratégico do transporte coletivo. Ele lembrou que um único ônibus tem potencial para retirar de circulação cerca de 50 veículos individuais, contribuindo para a redução do tráfego e das emissões. Em linha semelhante, o ministro Silvio Costa Filho fez uma analogia entre modais, destacando a eficiência da navegação interior: “Vinte e cinco barcaças navegando por nossos rios equivalem a aproximadamente 500 caminhões a menos trafegando em nossas rodovias, o que abre outra via para a redução de emissões em nossa matriz de transporte”, disse. E completou: “O que precisamos é de um grande plano logístico nacional, para avançar a multimodalidade. A COP30 deixará um legado civilizatório para o nosso país.” O ministro dos Transportes, Renan Filho, enfatizou o compromisso do governo federal com o desenvolvimento sustentável da região amazônica: “Para que a gente possa desenvolver a Amazônia com inteligência, com sustentabilidade, nós temos que fazer a infraestrutura. O presidente Lula tem esse compromisso. E o nosso Ministério tem o compromisso de fazer com que a infraestrutura do país seja a prioridade para o desenvolvimento”, afirmou. Infra S.A. e CNT firmam parceria inédita Durante o evento, foi formalizada a assinatura do protocolo de intenções entre a Infra S.A. e a CNT para a implementação e o desenvolvimento do Programa Melhorar. A parceria tem como objetivo promover o intercâmbio de informações e experiências entre as instituições, resultando na elaboração de um relatório técnico com propostas de aprimoramento do programa. O Programa Melhorar busca consolidar uma política pública de transporte sustentável voltada à redução de emissões, ao incentivo à inovação tecnológica e ao fortalecimento de uma logística mais limpa e competitiva. A iniciativa reforça o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população. O programa também prevê a criação de uma rede nacional de postos de avaliação veicular, credenciados e supervisionados pela Infra S.A., responsável por monitorar emissões de poluentes, consolidar dados e emitir certificações ambientais, o Selo Melhorar. “Com esse entendimento, estamos trabalhando para cuidar do combustível que usamos, cuidar da qualidade do ar, cuidar do planeta”, celebrou Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A. Uma iniciativa colaborativa A Estação do Desenvolvimento é uma iniciativa do Sistema Transporte, correalizada pelos ministérios dos Transportes, de Portos e Aeroportos e das Cidades, e conta com uma ampla rede de patrocinadores, apoiadores e parceiros estratégicos. Os patrocinadores são: Moveinfra, Abac (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem), ATP (Associação de Terminais Portuários Privados), Eletra Industrial, Gol Linhas Aéreas e Clickbus. A iniciativa tem o apoio de: Pacto Global – Rede Brasil, Abani (Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior), Instituto Ethos, Slocat Partnership, Childhood, OIT (Organização Internacional do Trabalho) e CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável). Além disso, conta com os parceiros estratégicos MWM Motores e Geradores, Loxam – A Geradora e TikTok. Por Agência CNT Transporte Atual

Francisco Cardoso participa do programa Conexão Rural

No dia 8 de novembro, o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, participou do programa Conexão Rural, apresentado por Alex Soares. Durante a entrevista, foram destacados pontos sobre o setor de transporte rodoviário de cargas e a economia gaúcha. Entre os temas abordados, Cardoso destacou a importância do investimento em infraestrutura das rodovias. Também tratou sobre o impacto do aumento do biodiesel no preço final dos combustíveis. Outro ponto enfatizado por Cardoso foi a valorização dos motoristas profissionais, destacando a relevância das paradas de descanso. O presidente também foi questionado sobre o Piso Mínimo de Frete e outros assuntos. A participação reforçou o compromisso da Fetransul em representar os interesses do transporte rodoviário e contribuir com o debate sobre o futuro da logística e da mobilidade no país. Confira o recorte da entrevista na íntegra: https://drive.google.com/drive/folders/1vxAuNhxzeDxboOMj4zVsk_Hhn4FXxhuT?usp=sharing

CNT propõe soluções para gargalos logísticos no Frotas & Fretes Verdes 2025

Promovido pelo Instituto Besc, o seminário contou com a participação de representantes do setor para discutir estratégias de inovação e sustentabilidade no transporte O Ibesc (Instituto Besc de Humanidades e Economia) realizou, na quinta-feira, 6, em São Paulo (SP), a 14ª edição do Seminário Internacional Frotas & Fretes Verdes. Reconhecido por fomentar o diálogo entre os setores público e privado, o Instituto atua na articulação de propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável do país, com foco em infraestrutura, logística, transporte, energia e meio ambiente. O evento, sediado na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), reuniu lideranças empresariais, autoridades públicas e especialistas e contou com uma programação dedicada à discussão de temas como financiamento verde, mobilidade sustentável e transição energética. Representando a CNT, a gerente executiva governamental Danielle Bernardes participou do painel “Desafios Estruturais na Cadeia Logística, Políticas Públicas, Regulação e Financiamento Verde”. Em sua apresentação, compartilhou um diagnóstico da infraestrutura rodoviária nacional, com base na Pesquisa CNT de Rodovias. Danielle alertou para os impactos econômicos da má conservação das vias, como o aumento dos custos operacionais e os prejuízos causados por acidentes. “O estado precário de grande parte da malha rodoviária compromete a eficiência logística, eleva o custo do transporte e reduz a competitividade do setor”, afirmou. Ao apresentar propostas para enfrentar os principais gargalos logísticos do país, Danielle Bernardes destacou a necessidade de ampliar os investimentos públicos em infraestrutura, fortalecer parcerias público-privadas e incentivar a atuação de organismos internacionais no financiamento de projetos estratégicos. “É fundamental que o Brasil avance em soluções estruturantes e sustentáveis para garantir uma logística eficiente e segura”, destacou. Ela também reforçou o papel do Sistema Transporte, como interlocutor na formulação de políticas públicas voltadas à qualificação profissional, à modernização da malha viária e à promoção da inovação no setor. O painel contou ainda com a participação de Edson Dalto (BNDES), Marisa Barros (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Governo de São Paulo) e Ricardo Portolan (Marcopolo), sob mediação de Ramon Alcaraz, CEO da JSL. Por Agência CNT Transporte Atual

FETRANSUL participa da última edição de 2025 do Mapa Econômico do RS

No dia 6 de novembro, o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, e o diretor de Infraestrutura, Paulo Ziegler, participaram da terceira temporada de eventos regionais do projeto Mapa Econômico do RS, promovido pelo Jornal do Comércio, no Centro de Convenções da Fiergs. O encontro reuniu lideranças políticas e empresariais para debater os desafios e as oportunidades das Regiões Metropolitana, Vale do Sinos e Litoral Norte. Nesse sentido, os principais indicadores estaduais mapeados no projeto do Jornal do Comércio foram apresentados pelo editor-chefe, Guilherme Kolling. Francisco Cardoso parabeniza a iniciativa e destaca a relevância do evento, ressaltando que a análise dos dados apresentados oferece uma visão mais concreta e abrangente da economia gaúcha, contribuindo para a formulação de estratégias mais assertivas para o desenvolvimento do setor. De acordo com Guilherme Kolling, a série de reportagens e a análise de dados do Mapa Econômico mostram que a economia gaúcha tem se transformado em dois grandes eixos: a inovação e a sustentabilidade. Kolling mostrou uma série de iniciativas para exemplificar, como a transformação da biorrefinaria, a produção de plástico verde no Polo Petroquímico de Triunfo, a instalação de parques eólicos na Região da Fronteira e de fábricas de semicondutores na Região Metropolitana de Porto Alegre. “A economia do Rio Grande do Sul está se transformando em direção à inovação e à sustentabilidade. Esse é um processo antigo, mas nos últimos anos ele está tendo uma aceleração”, acrescentou Kolling.  Kolling também chamou a atenção para os efeitos de eventos extremos do clima sobre a economia gaúcho. Foram quatro estiagens nos últimos seis anos, além da enchente de 2024, gerando um impacto negativo no Produto Interno Bruto (PIB). Enquanto a economia brasileira se manteve relativamente estável, com poucas variações, a do Rio Grande do Sul teve intensa instabilidade, registrando abruptas mudanças a cada ciclo. “Evidentemente, isso afeta a vida de todo mundo, mas também tem um efeito econômico, inclusive sobre o PIB gaúcho”, destacou. Nesse aspecto, o editor-chefe do JC ressaltou a perda de participação do Estado no PIB brasileiro: em 2019, o Rio Grande do Sul representava 6,5% da economia brasileira, percentual que chegou a 5,9% em seus piores momentos — entre 2022 e 2023 — e que, em 2024, teve uma leve recuperação, chegando a 6,02%, ainda distante de uma retomada completa. Observando o copo “meio cheio”, Kolling destacou uma oportunidade de desenvolvimento econômico relacionada ao desafio da questão climática: a irrigação, voltada à resiliência do setor agropecuário diante das sucessivas estiagens que afligiram o território gaúcho recentemente. “A irrigação é um tema central para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, assim como o desafio climático, que deve estar na agenda de todos nos próximos anos”, acrescentou o jornalista. Junto a isso, ele ressaltou as 90 oportunidades de desenvolvimento observadas pelo Mapa Econômico do RS em 2025 entre as regiões do Estado. “Ao fazer o mapeamento das cadeias produtivas gaúchas, nós vemos novas oportunidades, ou seja, desdobramentos dessas atividades que já existem, que podem seguir desenvolvendo o Rio Grande do Sul, ou então novos projetos. O bom é que  em todas as regiões do Rio Grande do Sul existem grandes projetos que podem sair do papel e alavancar esse desenvolvimento econômico”, destacou. Entre eles, destaca-se a ampliação da construção civil em Passo Fundo, com mais de 100 prédios sendo erguidos simultaneamente. A isso, na Região Norte, somam-se projetos de industrialização de grãos — como a implantação da Soli3, em Cruz Alta — e o setor de biocombustíveis, que crescerá com a nova planta de produção de etanol e glúten vital da Be8, o que inclui o desenvolvimento de novas variedades de trigo e triticale para abastecê-la enquanto matérias-primas. Alguns dos projetos já haviam sido mapeados como oportunidades em 2023, na primeira edição do Mapa Econômico do RS, e, desde então, saíram do papel. Na Região Sul, por exemplo, foi identificada a possibilidade de o Estado receber uma nova fábrica de celulose. “Vocês podem dizer, bom, mas desde 2003-2004 já se falava do projeto da Stora Enso, da Votorantim Celulose e Papel (VCP) para a parte Sul do Estado. Mas esses projetos estavam adormecidos, ninguém mais falava nesse assunto. E em 2023, ouvindo produtores rurais, prefeitos e o setor florestal, vimos que havia uma expectativa muito grande de uma nova fábrica de celulose, que estava amadurecendo esse projeto e que acabou saindo em 2024 com o anúncio da CMPC, maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul”, explicou Kolling. Na Serra Gaúcha, que tem uma sólida indústria metalmecânica, a expansão do enoturismo é apontada como grande oportunidade de desenvolvimento, aliando o agro na produção de uvas, a indústria na fabricação de vinhos, espumantes e sucos de uva, além do setor de serviços, movimentando turismo, hotelaria e gastronomia. A Região Central avança na indústria de bebidas e alimentos, especialmente no Vale do Taquari. A Região Metropolitana, tema do último capítulo do Mapa Econômico do RS de 2025, se destaca em complexos de inovação e parques tecnológicos. Entre as iniciativas que estão avançando, está o projeto da Tellescom para uma fábrica de semicondutores em Cachoeirinha, que atuará amplamente na área já explorada pelo Ceitec, em Porto Alegre, e a “cidade dos Data Centers“, da Scala Data Centers, que se instalará entre Eldorado do Sul e Guaíba. Como desafios, além da questão climática, Kolling destacou a queixa em todas as regiões sobre a dificuldade de preenchimento de postos de trabalho formais pela mão de obra gaúcha, especialmente a qualificada. E, mais do que isso, a retenção de talentos no Estado frente a um cenário de perda populacional e estagnação demográfica esperado para os próximos anos. “Dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, 289 perderam população entre 2010 e 2022. A população do Estado teve um crescimento residual, graças às grandes e médias cidades. As pequenas perderam mais população ainda. E acho interessante mencionar que somente três das 28 microrregiões gaúchas tiveram um crescimento populacional de dois dígitos no período”, pontuou Kolling, citando o Litoral, Hortênsias e Vale do Taquari. O editor-chefe ainda explicou a metodologia utilizada pelo Mapa Econômico do RS a partir da divisão do Estado em cinco macrorregiões. A partir disso, são utilizados dados

Análise da Tramitação da PEC 22/2025 – Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional

A Proposta de Emenda à Constituição nº 22, de 2025, conhecida como PEC 22/2025, foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. A proposta institui, no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional, abrangendo os segmentos de cargas e passageiros. O objetivo é assegurar infraestrutura mínima para o cumprimento das normas de segurança viária e trabalhista, especialmente por meio da criação de locais de repouso e descanso adequados para motoristas profissionais, empregados ou autônomos. Etapas de Tramitação da PEC 22/2025 1. Aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado A PEC 22/2025 foi aprovada na CCJ do Senado, com parecer favorável do relator Senador Esperidião Amin. Essa etapa analisa a constitucionalidade, juridicidade e mérito da proposta. O texto aprovado incorpora emendas e define que o Poder Executivo será responsável por regulamentar os critérios técnicos e logísticos relacionados à infraestrutura rodoviária. 2. Votação em Plenário do Senado Federal Após a aprovação na CCJ, a PEC segue para o Plenário do Senado, onde precisa ser votada em dois turnos. Cada turno exige o apoio mínimo de três quintos dos senadores (49 votos favoráveis). 3. Análise pela Câmara dos Deputados Uma vez aprovada no Senado, a proposta é encaminhada à Câmara dos Deputados. Na Câmara, o texto passa por nova análise de admissibilidade e mérito pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, por uma Comissão Especial criada especificamente para debater o tema. 4. Votação em dois turnos no Plenário da Câmara A proposta é então votada em dois turnos no Plenário da Câmara dos Deputados, exigindo também três quintos dos votos favoráveis em cada turno. Se houver qualquer modificação no texto, a PEC retorna ao Senado para nova apreciação. 5. Promulgação da Emenda Constitucional Caso aprovada nas duas Casas sem alterações, a PEC é promulgada pelo Congresso Nacional em sessão conjunta, passando a integrar o texto da Constituição Federal como Emenda Constitucional. A promulgação é o ato formal que confere validade e vigência ao novo dispositivo constitucional. 6. Regulamentação pelo Poder Executivo Mesmo após a promulgação, a efetiva aplicação do novo artigo 139 do ADCT depende de um Ato do Poder Executivo, conforme previsto no §2º do texto aprovado. Esse ato deverá definir os critérios técnicos e logísticos para a classificação de trechos rodoviários e a suficiência da infraestrutura de locais de repouso e descanso. 7. Aplicabilidade Prática Somente após a regulamentação pelo Poder Executivo é que as disposições relacionadas à não penalização dos motoristas e à possibilidade de fracionamento do descanso interjornada terão aplicabilidade efetiva. Enquanto isso, continuam vigentes as normas atuais previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na Lei nº 13.103/2015, conhecida como Lei do Motorista. Conclusão A PEC 22/2025 representa um avanço relevante ao reconhecer as condições reais do transporte rodoviário profissional e a necessidade de infraestrutura adequada nas estradas brasileiras. No entanto, a proposta ainda está em tramitação no Congresso Nacional e não possui aplicabilidade imediata. Somente após a aprovação definitiva nas duas Casas Legislativas, a promulgação e a regulamentação pelo Poder Executivo, é que as novas regras poderão produzir efeitos concretos.