O Governo do RS realizou nesta terça, 25 de novembro, na prefeitura de Gravataí, uma das quatro audiências públicas de apresentação do projeto de concessão rodoviária do bloco 1. Coube ao secretário Pedro Capellupi explicar o contexto nacional em que se insere esta iniciativa do governo estadual, assim como explanar os investimentos para duplicar 213 quilômetros de estradas e as tarifas base que devem ser aplicadas nos 24 arcos de pedagiamento eletrônico.
O evento lotou o auditório da prefeitura. As manifestações oscilaram entre o apoio e críticas. O deputado estadual Miguel Rossetto entende que o projeto não tem sentido logístico, sugerindo que outras alternativas sejam analisadas, entre elas, a aplicação direta dos recursos do FUNRIGS, antes da concessão. O deputado alertou que o pedágio fracionado a cada 20 km traz problemas aos municípios, pois muitos usuários vão procurar desvios por ruas internas das cidades, evitando este custo adicional.
Darcy Zottis, diretor da Federasul e líder do movimento que defendeu com êxito o não pedagiamento da RS 118, lembrou que esta rodovia representa apenas 2% dos investimentos a serem feito no bloco 1. Ele sustenta que o projeto pode e deve ser melhorado, salientando ainda, que a RS 118 até poderia ser retirada do bloco, como forma de afastar a discussão sobre vantagens auferidas nesta parte de região metropolitana.
Paulo Ziegler, diretor de Infraestrutura da Fetransul, avalia que o projeto tem um conjunto importante de melhorias para as rodovias, porém, tal como nos blocos 2 e 3, esbarra no alto custo do pedágio. Outro aspecto que precisa ser melhor analisado é o fracionamento da cobrança em pequenos trechos, pois está afastando o conceito rodoviário da cobrança de pedágios. A Fetransul, dentro do prazo aberto para as consultas da sociedade, fará documento explicitando suas sugestões para o aperfeiçoamento do projeto.





