Inventário da CNT revela: automóveis respondem por 48,25% das emissões do transporte

FETRANSUL defende modernização da frota de caminhões e políticas de mobilidade mais eficientes

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou o primeiro Inventário Nacional de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte, com dados inéditos e detalhados sobre o perfil emissor de todos os modais. O estudo mostra que o modo rodoviário concentra 92,89% das emissões do setor, mas revela um dado fundamental: os automóveis leves são, isoladamente, a principal fonte, respondendo por 48,25% de todas as emissões do transporte em 2023.

A mudança nos padrões de uso dos veículos leves, impulsionada pelo avanço do e-commerce, dos aplicativos de entrega e da mobilidade individual, tem ampliado o impacto climático dessa categoria, reforçando a necessidade de políticas públicas que estimulem transporte coletivo eficiente e soluções logísticas profissionais.

No transporte de cargas, os caminhões aparecem como o segundo maior grupo emissor, mas com uma agenda clara de transformação. A evolução tecnológica, especialmente com a chegada dos modelos Euro 6, permite uma redução de até 95% das emissões de poluentes locais (material particulado e NOx) e uma redução significativa na pegada de carbono por tonelada transportada, representando um caminho concreto e imediato para reduzir emissões no Brasil.

A FETRANSUL reforça que o setor de transporte de cargas tem contribuído de forma contínua para a redução de emissões, por meio da modernização da frota, da adoção de tecnologias mais limpas, da eficiência operacional e do uso crescente de alternativas energéticas. Para que esses avanços ganhem escala e gerem impacto nacional, o setor precisa estar apoiado por políticas públicas estruturantes, como:
– programas permanentes de renovação de frota,
– incentivo à transição energética,
– investimentos em infraestrutura rodoviária,
– e maior integração entre modais para elevar a eficiência logística do país.

O inventário da CNT é um marco técnico que oferece ao Brasil uma base sólida para orientar decisões públicas e privadas rumo à descarbonização. Para o Rio Grande do Sul, que depende majoritariamente do transporte rodoviário, o estudo reforça a importância de discutir o tema com dados, técnica e responsabilidade.

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