Câmara aprova projeto que tipifica o crime de domínio de cidades com emenda sugerida pela CNT

Sugestão acatada pelo relator estabelece que utilização de veículos de transporte público no bloqueio de vias será considerado crime hediondo e terá a pena aplicada em dobro A Câmara dos Deputados aprovou nessa terça-feira (21) o Projeto de Lei (PL) 4.499/2025, que cria o crime de domínio de cidades – caracterizado pela obstrução de vias e ataques coordenados por organizações criminosas. O texto, que agora segue para análise do Senado, altera o Código Penal e a Lei de Crimes Hediondos, prevendo pena de 18 a 30 anos de reclusão para os envolvidos, com a possibilidade de duplicação da pena. Atendendo a uma solicitação da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o relator da proposta, deputado Capitão Alberto Neto (PL/AM), incluiu a utilização dos veículos e instalações de serviços de transporte público em ações criminosas no artigo que estabelece o agravamento da pena e a possibilidade que ela seja aplicada em dobro. De acordo com a gerente executiva do Poder Legislativo, da CNT, Andrea Cavalcanti, a medida atende a uma preocupação do setor, já que facções e criminosos têm utilizado ônibus e outros veículos para bloquear vias e erguer barricadas durante ataques, colocando em risco motoristas, passageiros e o patrimônio das empresas, além de prejudicar as operações de transporte que ficam deficitárias com a perda de veículos. O projeto, de autoria do deputado Coronel Assis (União/MT), busca combater a crescente sofisticação das ações de quadrilhas, que envolvem bloqueios de rodovias, ataques a instituições financeiras e violência contra forças de segurança e civis. A matéria será enviada para a deliberação do Senado Federal. Por Agência CNT Transporte Atual
No 12º Encontro ATP, CNT defende plano logístico de longo prazo com equilíbrio entre modais

Evento reuniu representantes do poder público e da iniciativa privada em um dos principais fóruns de discussão do setor portuário O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, destacou a urgência de um plano nacional de logística de longo prazo que garanta a continuidade dos investimentos em infraestrutura e promova o equilíbrio entre os modais de transporte. A fala foi proferida durante o 12º Encontro ATP (Associação de Terminais Portuários Privados), realizado nessa quinta-feira (23), em Brasília. Em sua fala, Valter Souza ressaltou que a logística brasileira precisa deixar de ser tratada como política de governo e passar a ser encarada como política de Estado, com metas e compromissos de longo prazo que ultrapassem gestões e assegurem a continuidade dos projetos de infraestrutura. “A nossa logística está precisando de investimentos concretos em infraestrutura. Temos que fazer um pacto de garantia entre os setores público e privado, para que os projetos desenhados atualmente pelo governo sejam, de fato, implantados. Logística não é projeto de governo, mas, sim, de Estado”, defendeu. Atualmente, a maior parte das cargas no Brasil ainda segue por rodovias, o que, segundo Valter Souza, evidencia o desequilíbrio entre os modais e encarece a logística nacional. Ele lembrou que, enquanto, nos Estados Unidos, a soja percorre em média 80 km por rodovia até os portos, no Brasil o trajeto chega a 720 km, tornando o transporte cerca de 30% mais caro do que quando ocorre pelas ferrovias ou hidrovias. O diretor da CNT defendeu ainda a construção de um “pacto pela infraestrutura”, liderado por setores produtivos, como o transporte, a agricultura e a indústria. “Esses setores devem se unir a nós, da infraestrutura e do transporte, para ter um plano que assegure investimento contínuo. Se isso não acontecer, daqui a dez anos, poderemos estar aqui, novamente, com os mesmos gargalos”, observou. Para Valter Souza, a inovação tecnológica e a integração entre modais são caminhos essenciais para transformar o sistema logístico brasileiro em um vetor de desenvolvimento sustentável. A CNT, segundo ele, continuará trabalhando para inserir o tema na agenda pública e contribuir com propostas que consolidem uma política nacional de infraestrutura logística duradoura e estável. O evento, consolidado como um dos principais fóruns de discussão do setor portuário, reuniu autoridades e representantes do poder público e da iniciativa privada sob o tema “A inovação como indutora do desenvolvimento portuário”, enfatizando o papel da modernização e da transformação tecnológica no crescimento do setor. O diretor-presidente da ATP, almirante Murillo Barbosa, destacou, na abertura do evento, que os 12 anos de atuação da Associação foram marcados por diálogo, transparência e sustentabilidade, valores que consolidaram a Entidade como referência no setor portuário. Segundo ele, o tema escolhido para essa edição complementa essa trajetória. “Vivemos um tempo em que a inovação deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade. Desde os novos modelos de gestão até o uso de inteligência artificial, tudo está transformando a forma como operamos e gerimos os portos. Precisamos usar essa força para tornar a ATP ainda mais relevante e protagonista no desenvolvimento do setor”, afirmou. O diretor da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Alber Vasconcellos, também ressaltou o papel da inovação como força motriz do desenvolvimento portuário. Segundo ele, inovar significa buscar novas ideias para resolver problemas já conhecidos, aprimorar processos e aproveitar melhor as ferramentas regulatórias existentes. Ele citou como exemplo o programa Navegue Simples, lançado pelo governo federal para simplificar e modernizar procedimentos no setor. “Quando falamos em inovação, estamos nos referindo a encontrar novas soluções para desafios antigos. Antes de pensar em novas leis, é importante avaliar como aprimorar as regulamentações que já temos e o que ainda precisamos colocar em prática”, observou. Alber Vasconcellos reforçou, ainda, a importância de alinhar a infraestrutura portuária com os demais modais de transporte, especialmente ferrovias e hidrovias. Também participaram do painel de abertura a secretária executiva adjunta do MPor (Ministério de Portos e Aeroportos), Thairyne Oliveira; a diretora da SNP (Secretaria Nacional de Portos), Rebecca Silva; o subchefe de Assuntos Marítimos do Estado-Maior da Armada da Marinha do Brasil, almirante Marcos Alves da Silva; e o secretário especial do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) da Casa Civil da Presidência da República, Marcus Cavalcanti. O grupo reforçou, em diferentes perspectivas, a importância da integração entre governo, setor produtivo e Forças Armadas na construção de uma agenda de inovação e investimento sustentável para o sistema portuário brasileiro. Por Agência CNT Transporte Atual
Sistema Transporte participa de Seminário Internacional Brasil-Espanha de Direito do Trabalho

Evento discutiu desafios da economia digital e comparou legislações do Brasil e da Espanha O Sistema Transporte marcou presença no Seminário Internacional Brasil-Espanha de Direito do Trabalho, realizado nesta semana, na Faculdade de Direito da Universidad Complutense de Madrid (UCM). O evento reuniu ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho), magistrados, juristas e acadêmicos do Brasil e da Espanha para debater os impactos das novas tecnologias nas relações laborais. Com o tema “Novas Tecnologias e Relações de Trabalho”, o seminário abordou questões centrais para o futuro do trabalho, incluindo novas formas de contratação por meio de plataformas digitais, o uso da inteligência artificial e do controle algorítmico, o teletrabalho e o direito à desconexão, além da proteção de dados e dos desafios da negociação coletiva na era digital. A programação também trouxe reflexões sobre assédio e violência no ambiente de trabalho, além de um comparativo regulatório entre Brasil e Espanha, com destaque para a Lei Rider e a reforma trabalhista espanhola. O encontro contou com palestras de ministros do TST e de professores das principais universidades espanholas, como Universidad de Huelva, Universidad de Oviedo, Universidad Pablo de Olavide e Universidad Carlos III de Madrid. Participaram do Seminário o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa; e o gerente de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT, Frederico Toledo Melo. A CNT foi uma das instituições patrocinadoras do evento. Para Vander Costa, a participação reforça a importância do diálogo internacional diante dos desafios da transformação tecnológica. “O Sistema Transporte apoia a academia na discussão dos novos temas das relações de trabalho, especialmente aqueles que podem impactar diretamente o nosso setor, como o trabalho por aplicativo e as transformações trazidas pela economia digital”, destacou. A presença do Sistema Transporte no Seminário integra a estratégia institucional de fortalecer a atuação em agendas internacionais voltadas à inovação, regulação e promoção do trabalho decente no setor. Por Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT anuncia soluções para aumentar a acessibilidade no setor de transporte

Instituição lança Manual de Boas Práticas de Acessibilidade e cursos especializados traduzidos em Libras O SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) apresentou duas novas iniciativas para fortalecer a inclusão no setor de transporte: o Manual de Boas Práticas de Acessibilidade e cursos especializados EaD com tradução em Libras. Os lançamentos foram anunciados durante o evento “Rota da Acessibilidade: do acesso à participação plena”, realizado nessa quarta-feira (22), na sede do Sistema Transporte, em Brasília. As novidades reforçam o protagonismo da CNT, do SEST SENAT e do ITL (Instituto de Transporte e Logística) na promoção da acessibilidade e da igualdade de oportunidades no transporte brasileiro. O Manual de Boas Práticas de Acessibilidade foi desenvolvido como um guia prático para orientar profissionais do Sistema Transporte e das empresas do setor na aplicação da Política de Acessibilidade, com foco em atitudes inclusivas, respeito e equidade. O material reúne conceitos fundamentais sobre deficiência e capacitismo, dicas de comportamento e linguagem inclusiva, orientações específicas para diferentes tipos de deficiência, princípios do desenho universal e símbolos de acessibilidade. Também apresenta recomendações de atendimento acessível, como adaptar a comunicação, respeitar a autonomia das pessoas e eliminar expressões preconceituosas no dia a dia. A outra novidade é a inclusão de tradução em Libras nos cursos especializados oferecidos pela EaD do SEST SENAT, ampliando o acesso à qualificação profissional para motoristas surdos ou com deficiência auditiva. A iniciativa assegura condições de aprendizado igualitárias no setor de transporte e reforça o compromisso da Instituição com a inclusão. Entre as opções, estão cursos de formação de 50 horas nas áreas de transporte coletivo de passageiros, escolar, de produtos perigosos, de emergência e de cargas indivisíveis, além de versões de atualização com 16 horas de duração, voltadas à reciclagem de conteúdo. As formações são oferecidas online, permitindo que cada aluno acompanhe as aulas no seu ritmo. Com a novidade, o SEST SENAT busca atender a uma demanda crescente por cursos acessíveis e adaptados às necessidades de diferentes públicos. A inclusão da tradução em Libras garante que a formação profissional alcance um público mais amplo, contribuindo para a empregabilidade e valorização dos trabalhadores no setor de transporte. Atualmente, os cursos especializados estão disponíveis a distância apenas em alguns estados, já que a oferta depende da regulamentação de cada Detran. Rota da Acessibilidade O objetivo do evento “Rota da Acessibilidade: do acesso à participação plena” foi promover a troca de experiências, apresentar boas práticas em acessibilidade e fomentar o diálogo sobre caminhos para a construção de um transporte cada vez mais inclusivo. Para o diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, o evento marca uma nova etapa. “Este evento é um passo significativo para o Sistema Transporte. A Rota da Acessibilidade representa a materialização do nosso compromisso com a inclusão, indo além da adaptação de estruturas físicas para garantir oportunidades reais de participação.” Entre as entregas do programa para 2025, estão: A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, destacou a importância da iniciativa. “O transporte é um direito de todos. Com esse programa, mostramos que a acessibilidade significa garantir igualdade de condições para usuários e trabalhadores, fortalecendo um setor mais humano e inclusivo.” O diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, ressaltou que a acessibilidade deve ser entendida de forma ampla. “A acessibilidade vai muito além de rampas e elevadores. Ela é o direito de cada pessoa participar plenamente da vida social, cultural e econômica. Esse programa traz essa visão para dentro do setor de transporte.” Representando o governo federal, a diretora executiva interina da Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência, Isadora Rodrigues Nascimento, elogiou o trabalho do Sistema Transporte. “Programas como a Rota da Acessibilidade demonstram que o Brasil está avançando em direção a uma sociedade mais inclusiva. A participação das pessoas com deficiência precisa ser plena, e iniciativas assim reforçam o papel do setor de transporte nesse processo.” Já o coordenador de Inclusão do Comitê Paralímpico Brasileiro, Antônio José Ferreira, lembrou que o transporte acessível também é essencial para a prática esportiva. “O transporte acessível é condição essencial para que pessoas com deficiência possam estudar, trabalhar e praticar esportes. A parceria entre o CPB e o SEST SENAT amplia a perspectiva de cidadania e de participação plena.” Por Agência CNT Transporte Atual
CNT e CNTTT apresentam proposta de emenda constitucional para fortalecer a segurança jurídica nas relações de trabalho do transporte

Iniciativa propõe reconhecer convenção coletiva como instrumento de regulamentação para categorias essenciais, como a de transporte de cargas e passageiros A CNT (Confederação Nacional do Transporte) e a CNTTT (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres) apresentaram, de forma conjunta, uma proposta de texto para a PEC nº 22/2025, que tramita no Congresso Nacional. O documento foi encaminhado à liderança do Partido dos Trabalhadores no Senado, e propõe a inclusão, na Constituição Federal, de um dispositivo que reconheça a convenção coletiva como instrumento legítimo para a regulamentação de condições específicas de trabalho em categorias do transporte de cargas e passageiros. A proposta tem o objetivo de aprimorar as relações laborais, fortalecer a segurança jurídica e valorizar o diálogo entre empregadores e trabalhadores do setor. O texto sugere que a Constituição passe a prever expressamente a possibilidade de convenções coletivas estabelecerem condições diferenciadas de trabalho, respeitando as particularidades operacionais de atividades que exigem regimes especiais de jornada, descanso e remuneração. Entre os pontos previstos na minuta está a autorização para que leis ou convenções coletivas definam regras específicas sobre jornada de trabalho e escalas, fracionamento de intervalos, descanso semanal, regimes de prontidão e sobreaviso, além de critérios específicos de remuneração para períodos de espera e tempo à disposição. A proposta também assegura que tais acordos respeitem os direitos fundamentais do trabalhador e busquem o equilíbrio entre proteção laboral e eficiência operacional. A justificativa encaminhada ao Senado destaca que a proposta é fruto de consenso entre empregadores e trabalhadores e está em consonância com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) no Tema 1.046, que reconheceu a validade da negociação coletiva para ajuste de condições laborais. A PEC visa, portanto, dar respaldo constitucional à atuação sindical e reduzir interpretações divergentes que hoje geram insegurança jurídica. De acordo com o ofício conjunto assinado pela CNT e pela CNTTT, a proposta não reduz direitos, mas moderniza a regulamentação para garantir segurança jurídica e viabilidade econômica, sem comprometer a proteção ao trabalhador. A flexibilização é essencial para garantir o equilíbrio entre eficiência operacional e direitos trabalhistas, permitindo que o ordenamento jurídico acompanhe a evolução do mercado e as necessidades da sociedade contemporânea. Acesse aqui o documento na íntegra. Por Agência CNT Transporte Atual
Terceira convocação do Programa Mais Motoristas libera mais de 6 mil vagas

As instituições selecionadas receberão, a partir dessa sexta-feira (24), por e-mail, orientações sobre prazos e procedimentos para indicar os candidatos que vão participar da iniciativa O SEST SENAT divulga, nesta quinta-feira (23), o resultado da terceira convocação do Edital nº 0001/2025, que faz parte do Programa Mais Motoristas. Nessa etapa, serão liberadas mais de 6 mil vagas para a formação de novos profissionais do transporte rodoviário. As instituições selecionadas receberão, a partir dessa sexta-feira (24), por email, orientações sobre prazos e procedimentos para indicar os candidatos que vão participar da iniciativa. Essa indicação é obrigatória e garante a vaga dos motoristas no Programa. Para facilitar o andamento das etapas, o SEST SENAT também preparou um manual com o passo a passo que deve ser seguido pelas instituições participantes. As inscrições válidas que não foram contempladas nessa chamada permanecerão na lista de espera para as próximas convocações, de acordo com os critérios estabelecidos e a disponibilidade de vagas. A quarta convocação está prevista para janeiro de 2026. Com o Programa Mais Motoristas, o SEST SENAT reforça seu compromisso de ampliar a qualificação de profissionais e contribuir para a segurança nas estradas e o fortalecimento do setor de transporte. Para saber mais informações, procure a unidade operacional mais próxima. Clique aqui e confira a lista dos selecionados Veja as orientações de indicação e inscrição
Estação do Desenvolvimento será realizada na Green Zone da COP30 e amplia programação de painéis sobre transporte e sustentabilidade

Espaço sediará mais de 20 painéis sobre descarbonização, inovação e transição energética no setor A Estação do Desenvolvimento, iniciativa do Sistema Transporte na COP30, ganhou um novo e importante endereço. Agora, ela estará localizada na Green Zone, espaço oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém (PA), em novembro. A mudança representa um avanço estratégico, permitindo ampliar a programação de painéis e a visibilidade dos debates, além de oferecer mais oportunidades de diálogo entre governo, empresas, academia e sociedade civil sobre os desafios e as soluções para a descarbonização do transporte e o desenvolvimento sustentável no Brasil. Com a nova estrutura, a Estação do Desenvolvimento passa a reunir uma programação ainda mais diversificada, que contempla discussões sobre mobilidade urbana sustentável, biocombustíveis, descarbonização de frotas, inovação tecnológica, financiamento verde, governança e transição energética. As atividades serão realizadas ao longo de todo o evento e incluem painéis técnicos, rodas de conversa e apresentações em formato TED. Entre os destaques, estão debates sobre temas como: Ao reunir mais de 70 painéis temáticos e ações, a Estação do Desenvolvimento se consolida como um dos principais polos de debate técnico sobre a agenda climática dentro da COP30, reforçando o papel do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) como articulador de conhecimento e promotor da sustentabilidade no setor. Novos patrocinadores e parceiros embarcam na Estação A Gol Linhas Aéreas passa a integrar o time de patrocinadores da Estação do Desenvolvimento, iniciativa do Sistema Transporte na COP30. Além da companhia de aviação, também entra como patrocinador a ClickBus, plataforma digital brasileira especializada na venda online de passagens rodoviárias. A Eletra, líder no mercado brasileiro de ônibus elétricos, chega para promover a descarbonização do setor a partir da eletrificação. As companhias se juntam ao MoveInfra – movimento que reúne os seis principais grupos de infraestrutura do país –, à Abac (Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem) e à ATP (Associação de Terminais Portuários Privados). Já no campo das parcerias, quem chega para fornecer energia é a MWM/Tupy, com geradores da Loxam/A Geradora. A gigante global de mídia TikTok marcará presença no espaço, com ativação e ações de visibilidade junto a influenciadores da plataforma. Iris e GIST Impact trazem sua expertise para potencializar negócios sustentáveis. O evento conta ainda com o apoio institucional da Abani, Childhood, IOE, Instituto Ethos, CEBDS e Slocat Partnership. A correalização é feita em parceria com o Ministério das Cidades, o Ministério de Portos e Aeroportos e o Ministério dos Transportes. Por Agência CNT Transporte Atual
CNT propõe agenda de longo prazo para ampliar investimentos e reequilibrar a matriz logística

Encontro do MoveInfra reuniu lideranças públicas e privadas em torno de propostas estruturantes e da assinatura do pacto pela infraestrutura Durante o evento “Infraestrutura em Movimento: desafios para transformar o Brasil”, realizado nessa quarta-feira (22), em Brasília, o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, destacou a importância de um pacto nacional de longo prazo para garantir recursos e transformar a matriz logística do país. O encontro, promovido pela MoveInfra, reuniu autoridades institucionais, empresários e especialistas para debater os rumos da infraestrutura brasileira. A programação incluiu painéis temáticos, entrevistas e a assinatura do Pacto pela Infraestrutura Brasileira, que une oito associações do setor em torno de quatro propostas legislativas prioritárias até 2026. Em sua participação no painel de abertura, que tratou da convergência entre investimentos públicos e privados, Valter Souza ressaltou a necessidade de ampliar os aportes no setor. “Os investimentos públicos em infraestrutura evoluíram na forma de entrega, mas ainda estão abaixo do necessário. Precisamos recuperar a capacidade de investimento e garantir previsibilidade”, afirmou. O diretor também chamou a atenção para a necessidade de diversificar a matriz de transporte no país. “Não podemos continuar transportando dois terços da carga por caminhão e 90% dos passageiros por ônibus. Isso eleva os custos, impacta a indústria e aumenta a poluição”, alertou. Valter Souza destacou ainda o protagonismo da CNT na articulação por avanços legislativos e institucionais, como a PEC da Transição, e anunciou que a Estação do Desenvolvimento será o espaço do Sistema Transporte na COP30, em Belém (PA). “Queremos frete mais barato, menos poluição e garantia de aportes pelos próximos dez anos, independentemente de transições entre governos”, concluiu. O painel contou também com a participação do secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro; do diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Guilherme Sampaio; do secretário executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé França; do secretário executivo do Ministério das Cidades, Hailton Madureira; e do diretor de Relações Institucionais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Roberto Muniz. O debate foi moderado pelo jornalista Daniel Rittner e abordou temas como fortalecimento das agências reguladoras, licenciamento ambiental, concessões e novas fontes de financiamento para mobilidade e logística. O evento foi aberto pelo CEO do MoveInfra, Ronei Glanzmann, que destacou o otimismo do setor com relação aos investimentos em curso. “O Brasil está investindo R$ 280 bilhões em infraestrutura, e a previsão para 2026 é de R$ 300 bilhões em todos os modais de transporte e energia. Os leilões estão acontecendo, e temos uma agenda forte pela frente”, afirmou. Após a assinatura do Pacto pela Infraestrutura Brasileira, Ana Patrízia, diretora executiva da ANP Trilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), falou em nome da Aliança pela Infraestrutura e ressaltou o caráter colaborativo da iniciativa. “A Aliança nasce do reconhecimento de que a infraestrutura é essencial para o desenvolvimento do país e a melhoria da vida dos brasileiros. Queremos modernizar o marco legal, garantir segurança jurídica, acelerar o licenciamento e proteger ativos estratégicos, com cooperação e apoio entre os setores público e privado e a sociedade, para que a infraestrutura seja, de fato, uma política de Estado”, afirmou. O encerramento contou com palestra do economista Marcos Lisboa sobre os desafios macroeconômicos para o crescimento sustentável. O evento teve apoio da EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Motiva, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo, além de parceria da CNN Brasil e da Agência iNFRA. O diretor adjunto nacional do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Vinicius Ladeira, também acompanhou os debates. Por Agência CNT Transporte Atual
Presidente da Petrobras defende segurança energética e transição sustentável no 10º Fórum CNT de Debates

Encontro promovido pelo Sistema Transporte reuniu lideranças públicas e empresariais para discutir financiamento verde, biocombustíveis e metas climáticas A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, foi uma das principais vozes da 10ª edição do Fórum CNT de Debates, realizado nesta quinta-feira (23), na sede do Sistema Transporte, em Brasília. O evento reuniu lideranças públicas, empresariais e especialistas para debater os caminhos da descarbonização do transporte e o fortalecimento da agenda climática nacional, com especial atenção às soluções energéticas do setor. A abertura foi conduzida pelo fundador do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e ex-presidente da CNT, Clésio Andrade, que destacou a importância do transporte como agente estruturante na transição energética e no desenvolvimento sustentável do país. “A transição energética é, sem dúvida, um dos maiores desafios e, ao mesmo tempo, uma das maiores oportunidades da nossa geração. O setor de transporte tem um papel central nessa transformação”, afirmou. Ele também ressaltou que o Brasil tem condições únicas para avançar simultaneamente em segurança energética, segurança alimentar e redução de emissões. “Esse é o grande diferencial do Brasil e o que nos coloca em uma posição única para liderar a transição energética de forma justa, equilibrada e competitiva”, completou. Durante sua participação, Magda Chambriard detalhou os desafios da transição no Brasil e reforçou o compromisso da Petrobras com a oferta de combustíveis mais limpos e com o desenvolvimento sustentável do setor. “Não há bem-estar social sem segurança energética. E não há bem-estar social se destruirmos o meio ambiente. Essas coisas têm que andar juntas”, afirmou. Ela ressaltou que a estatal responde por 31% da energia primária consumida no país e pretende manter esse protagonismo com produtos cada vez mais renováveis. A executiva destacou ainda avanços tecnológicos da Petrobras na produção de combustíveis de baixo carbono, como o diesel coproduzido com 10% de conteúdo vegetal, cuja estabilidade “é tão elevada que só pode ser diferenciada do diesel fóssil por meio de teste de carbono-14”. Magda mencionou que a empresa disponibilizou bunker com 24% de conteúdo renovável para a COP30 e vem ampliando sua oferta de produtos sustentáveis, com foco na redução das emissões de escopo 3. Segundo ela, a venda direta para regiões agrícolas e o fortalecimento de parcerias B2B são estratégias prioritárias para garantir competitividade, eficiência logística e acesso a soluções energéticas mais limpas. Na sequência, o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, apresentou as estratégias da companhia para ampliar a oferta de combustíveis renováveis e fortalecer a integração com o setor agroindustrial. “A vocação do Brasil para a transição energética está na sinergia entre o agro e a indústria de óleo e gás. A logística é a cola que une essas forças e permite que a Petrobras avance com soluções de menor custo e maior eficiência”, afirmou. Schlosser destacou ainda a expansão de polos de venda direta, especialmente no Centro-Oeste e no Matopiba, onde o crescimento do consumo de diesel é o dobro da média nacional. A cerimônia de abertura reuniu lideranças políticas de destaque, como o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) e a ex-senadora Kátia Abreu, que enfatizaram a relevância da articulação entre o setor público e a iniciativa privada para acelerar a transição energética no transporte, reforçando o compromisso conjunto com soluções sustentáveis e políticas integradas voltadas à descarbonização da mobilidade. Entre os principais momentos da programação, dois painéis se destacaram. O primeiro, O Brasil e a Transição Energética no Transporte, reuniu representantes do governo e da Petrobras para discutir políticas públicas, metas climáticas e o papel estratégico do transporte na redução de emissões. A condução ficou a cargo de Vinicius Ladeira, diretor do Sistema Transporte e líder do projeto Transporte e a COP30, e contou com a participação de Aloisio Lopes Pereira de Melo (Ministério do Meio Ambiente), Luciana Costa (BNDES), George Yun (Ministério dos Transportes) e Raquel Campos Coutinho (Petrobras). O segundo painel, Soluções Tecnológicas e Inovação para a Descarbonização, abordou alternativas como biocombustíveis avançados, diesel verde, eletrificação e hidrogênio, destacando caminhos viáveis para uma mobilidade mais limpa e eficiente. Participaram Cynthia Ruas Vieira Brayer (ANTT), Igor Calvet (Anfavea), Francisco Mazon (Viação Santa Cruz), Marcos Vilela Ribeiro (Bravo Serviços Logísticos) e Rodrigo Abramof (Petrobras). Sobre o evento O Fórum CNT de Debates é uma iniciativa da CNT que promove encontros corporativos para discutir temas estratégicos do setor, como segurança pública, inovação, intermodalidade e políticas públicas. Criado há seis anos, o evento reúne autoridades, especialistas e representantes da iniciativa privada para propor soluções que impactam a infraestrutura e a logística do país. As edições têm se consolidado como espaço de diálogo entre o setor produtivo e o poder público. O evento também integra a agenda preparatória do Sistema Transporte para a COP30, com foco em temas como descarbonização e infraestrutura sustentável. A décima edição teve o patrocínio de entidades como a Dunlop, Embarca, Fepasc (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina) e Abralog (Associação Brasileira de Logística). Por Agência CNT Transporte Atual
FETRANSUL participa do lançamento da Pedra Fundamental do AeroCITI em Guaíba

Na manhã desta quinta-feira (23), o presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, participou do lançamento da Pedra Fundamental do AeroCITI – Aerocentro Integrado de Tecnologia e Inovação, realizado em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Também estiveram presentes o vice-presidente do SETCERGS, Marcelo Dinon, e o assessor institucional da FETRANSUL, Jerônimo Goergen. O evento reuniu autoridades municipais, estaduais e federais, além de representantes de universidades, entidades empresariais e executivos do setor aeronáutico. O presidente Francisco Cardoso destacou a importância do projeto. “O AeroCITI simboliza o avanço da multimodalidade no transporte, integrando modais que se complementam e fortalecem a eficiência logística do país. O transporte aéreo tem papel estratégico na conectividade e no desenvolvimento econômico, e iniciativas como essa ampliam a capacidade do Rio Grande do Sul de atrair investimentos e gerar conhecimento tecnológico de ponta”, afirmou Cardoso. O lançamento marca o início do plano de expansão da Aeromot, que prevê a criação de um ecossistema voltado à pesquisa, desenvolvimento tecnológico, capacitação profissional, mobilidade aérea e indústria aeronáutica. Durante a cerimônia, foram anunciados novos acordos de cooperação entre a empresa e seus parceiros estratégicos, consolidando o AeroCITI como um centro de referência em inovação e colaboração tecnológica. Sobre o AeroCITICom 58 anos de trajetória voltada à inovação, a Aeromot lidera a implantação do Aerocentro Integrado de Tecnologia e Inovação (AeroCITI), um polo de infraestrutura industrial aeronáutica sediado em Guaíba (RS). Concebido com base nos princípios de uma aerotrópole sustentável, o complexo integrará fábrica de aeronaves, hub de inovação, centros de logística e manutenção, além de infraestrutura aeroportuária com função regional. Localizado a apenas 23 quilômetros do Aeroporto Internacional Salgado Filho (Porto Alegre), o espaço também poderá atuar como alternativa operacional ao aeroporto da capital. A primeira fase do projeto prevê investimento de R$ 200 milhões, de um total estimado em R$ 3 bilhões ao longo das demais etapas, com a geração de cerca de 1.500 empregos diretos.