SEST SENAT Summit: na era da inteligência artificial, o diferencial está no que é humano

Palestra e experiências de empresas de transporte mostraram que habilidades humanas são diferenciais competitivos no processo de transformação digital. A verdadeira vantagem competitiva diante da inteligência artificial está no que é exclusivamente humano: imaginação, pensamento crítico e humor. Esse foi o ponto central da palestra “Os impactos da transformação digital e da IA generativa na cultura organizacional e na experiência de colaboradores e clientes”, ministrada por Paula Marques, diretora de Business Transformation na Nova SBE Executive Education. O evento ocorreu nesta quarta-feira (13), em São Paulo, durante o segundo dia do SEST SENAT Summit. Segundo a palestrante, a tecnologia sempre transformou a humanidade – e foi, ao mesmo tempo, moldada por ela – desde a invenção da roda até a chegada da inteligência artificial. O desafio agora é compreender como essas ferramentas redefinem nossa identidade e a forma como trabalhamos. Paula lembrou que, no passado, as organizações eram estruturadas em rígidas hierarquias, nas quais o conhecimento e as decisões ficavam concentrados no topo. A transformação digital, porém, horizontalizou o acesso à informação, descentralizou a tomada de decisões e abriu espaço para a diversidade de pensamento e para a segurança psicológica. “Hoje não temos medo de dizer que não entendemos ou de compartilhar erros, e isso acelera inovação e aprendizado”, afirmou. Ela também destacou a mudança na forma de encarar o trabalho: antes, o cargo definia a pessoa; agora, o que importa é seu portfólio de habilidades. Empresas como a Delta Airlines e o porto italiano de Gioia Tauro já mapeiam competências para aproveitar melhor os talentos e organizar o trabalho com mais eficiência. Para Paula, líderes devem deixar de focar apenas em corrigir fraquezas e passar a ampliar os pontos fortes e as paixões de seus times. A palestrante alertou que nem tudo deve ser automatizado. Muitas soluções digitais fracassam por tentar substituir processos que exigem presença humana. Nesse sentido, apontou que a imaginação – a capacidade de criar futuros possíveis –, o pensamento crítico, que ajuda a decidir o que automatizar, e o humor, que acelera o aprendizado e humaniza relações, são ativos essenciais na era da IA. “Não se trata de competir com as máquinas no que elas já fazem melhor, mas de usar a tecnologia para ampliar o que nos torna únicos”, concluiu. Casos de sucesso no transporte “Como grandes empresas do transporte estão avançando na transformação digital e no uso da IA nos seus negócios” foi o tema de um painel que reuniu, também no segundo dia do evento, quatro líderes do setor para apresentar experiências de inovação. Mediado pela diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, o debate mostrou soluções que podem inspirar outras empresas. “Aprendemos muito com o que vemos fora do Brasil, mas aqui temos muito a aprender com o que se faz no nosso país. Por isso convidamos empresários para dividir conosco essas experiências de sucesso em transformação digital”, destacou Nicole na abertura. O CEO do Grupo JSL, Ramon Alcaraz, apresentou o “JSL Digital”, plataforma voltada para aumentar eficiência, conectividade e visibilidade na cadeia logística. Usando inteligência artificial, a solução otimiza desde a contratação e rastreamento até a comprovação de entrega e pagamento, reduzindo deslocamentos ociosos. O projeto, em fase de implementação, será expandido para operações de empresas adquiridas pela JSL. “O que queremos oferecer ao mercado é eficiência operacional, com redução de custos, escalabilidade, visibilidade em tempo real e inteligência de dados. Entendemos que a digitalização vai ser o grande salto para o futuro, e o nosso projeto é um passo para isso”, afirmou. Alexei Korb, CTIO do Grupo Unidas, apresentou o “Iris”, programa de transformação digital criado em 2022, após a fusão entre Ouro Verde e Unidas. Composto por 14 projetos para substituir, eliminar ou integrar sistemas, o programa deve concluir as duas últimas iniciativas ainda este ano. “Estamos criando o futuro da companhia, preparando para inovação e adaptação ágil aos novos tempos do mercado. A transformação digital é uma transformação de negócios e cultural, pois mexe com toda a forma de pensar da companhia”, disse Korb. Representando o Mercado Livre, Frederico Rezeck, diretor sênior de Transporte, explicou como é operar logística em uma empresa “nascida digital”. O modelo combina dados e IA para promover melhorias contínuas e fortalecer a cultura de inovação, com equipes multidisciplinares que integram tecnologia, produto, transporte regional e operações. A companhia trabalha com roadmaps anuais e sprints trimestrais para manter a agilidade. “Operar a logística em uma empresa nascida digital significa ter processos, sistemas e culturas diferentes de empresas que migram para o digital. A gente encara a tecnologia não como ferramenta, mas como um motor que impulsiona nossa companhia”, afirmou. Por fim, o CEO do Grupo JCA, Gustavo Rodrigues, apresentou o uso de inteligência artificial no apoio à precificação em contexto de tarifa desregulamentada. Batizado de “Wilson”, inspirado na bola de vôlei do filme Náufrago, o algoritmo começou a ser desenvolvido em 2019 e já mostra resultados: no primeiro semestre de 2025, as rotas precificadas exclusivamente pela IA tiveram desempenho 20% superior às definidas com intervenção humana. “Passamos por uma jornada de dois anos aprendendo, compartilhando nossas dúvidas e avanços. Se nós tivéssemos trazido apenas a tecnologia, os resultados não seriam os mesmos”, ressaltou. Leia também SEST SENAT Summit: quando mentalidade, IA e cultura se unem para reinventar o transporte SEST SENAT Summit: fator humano e segurança definem a nova era digital do transporte SEST SENAT Summit: como a IA generativa vai remodelar empresas e o transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT Summit: quando mentalidade, IA e cultura se unem para reinventar o transporte

No encerramento do primeiro dia do SEST SENAT Summit, especialistas mostram que a verdadeira inovação nasce da combinação entre mentalidade de crescimento, criatividade e colaboração. O setor de transporte e logística vive uma transformação profunda, impulsionada pela inteligência artificial, por novas formas de pensar e pela urgência de repensar o que significa inovar. O que conecta todas essas reflexões é uma pergunta central: como preparar empresas e pessoas para um futuro que já começou, mas ainda não é visível para todos? O diretor executivo da Stockholm School of Entrepreneurship, Rasmus Rahm, lança uma provocação incômoda: “Por que algumas pessoas conseguem transformar ideias em realidade, e outras não?” Segundo ele, a resposta não está no talento, mas, sim, na mentalidade. Inspirado pelas pesquisas da psicóloga Carol Dweck, Rahm encerrou o primeiro dia do SEST SENAT Summit 2025 mostrando que a diferença entre quem inova e quem se paralisa está na crença de que habilidades podem ser desenvolvidas. “Crianças que falham, mas dizem ‘não sei como, mas quero aprender’, têm o mindset certo. Empresas que punem o erro matam a inovação”, afirmou. Para Rahm, o empreendedorismo não é um cargo nem um projeto isolado, mas, sim, um método de criação de valor. É um processo em que indivíduos interagem com oportunidades que, muitas vezes, ainda não existem. “Oportunidades não estão lá fora, prontas para serem encontradas. Elas surgem da percepção, da criatividade e da coragem de enxergar o invisível”, explicou. O equilíbrio que quase ninguém consegue Essa ideia de explorar o novo foi reforçada por Mauricio Bueno, cofundador da Weme, que provocou o público ao mostrar uma caixa de papelão transformada em robô por seus filhos. “Por que nós, adultos, não pensamos assim? Porque o novo é desconfortável”, disse. Para ele, um dos maiores desafios das empresas é equilibrar exploration (busca por ideias novas) e exploitation (otimização do que já existe). Hoje, o que vivemos já não é mais “transformação digital”, mas, sim, evolução digital, e em um ritmo sem precedentes. Enquanto a Netflix levou 3,5 anos para atingir 1 milhão de usuários, o ChatGPT alcançou esse número em apenas cinco dias. “A adoção de tecnologia nunca foi tão rápida”, alertou. Bueno observou que as empresas que usam a IA (inteligência artificial) costumam estar em três estágios: uso incremental, que é a melhoria de processos com automação; desenvolvimento de novos produtos e experiências, como a personalização baseada em dados; e criação de novos modelos de negócios, como um banco 100% no WhatsApp para empresas. Apesar dos ganhos – aumento de 63% na receita e redução de 44% nos custos –, 80% dos projetos de IA falham. “Isso ocorre porque não entregam valor real. Tecnologia por tecnologia não funciona. O design, aqui, é tudo: não é a tela do app, é a solução para um problema real”, concluiu. A maturidade digital das cadeias de suprimento Se Rahm e Bueno falaram do “como” inovar, Ana Blanco, CEO da Accenture no Brasil, trouxe o diagnóstico de onde estamos e para onde precisamos avançar. Em uma pesquisa com 50 empresas brasileiras, a Accenture mapeou quatro estágios de maturidade digital nas cadeias de suprimento: A maioria das empresas ainda está no estágio “Agora”, mas há surpresas: setores como bens de consumo, tradicionalmente vistos como mais avançados, estão atrás de serviços públicos, como fornecimento de água e energia, em que a criticidade exige maior maturidade digital. Já a América Latina, de forma geral, segue atrás do restante do mundo. As empresas mais avançadas investem até 7% da receita em digitalização e automação. E já utilizam a IA em áreas como compras inteligentes, com predição de custos e gestão de riscos, e logística ágil, com otimização contínua da malha logística por IA. O ponto de encontro: cultura, criatividade e colaboração A tecnologia, sozinha, não transforma nada. O que realmente muda o jogo é a cultura. Esta é a verdade que atravessa todas as transformações do século 21: investir em IA, automação ou plataformas digitais não garante inovação. O fator decisivo é o ambiente em que essas tecnologias são aplicadas. Nesse sentido, a IA não deve ser vista como ameaça, mas, sim, como aliada, não para substituir, mas, sim, para liberar as pessoas para o que elas fazem de melhor: imaginar, criar, cocriar. “Se você quer inovar, não basta ter um plano de negócio”, disse Rahm. “Você precisa de um método. E esse método começa com a coragem de articular uma ideia, mesmo quando ela ainda é invisível.” O recado final de Rahm é claro: o futuro não será escrito por quem tem o melhor plano, mas, sim, por quem tem a melhor mentalidade. Leia também SEST SENAT Summit: fator humano e segurança definem a nova era digital do transporte SEST SENAT Summit: como a IA generativa vai remodelar empresas e o transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT Summit: fator humano e segurança definem a nova era digital do transporte

Avanço tecnológico reduz tempo de inovação, mas reforça a importância do equilíbrio entre cibersegurança e o papel das pessoas na tomada de decisões A transformação digital no setor de transporte está avançando em um ritmo sem precedentes. Se antes as inovações levavam décadas para se consolidarem, hoje o ciclo médio caiu para dez anos, e a tendência é reduzir ainda mais, para cinco ou até três anos. Essa velocidade impõe a necessidade urgente de compreender e garantir o uso seguro das novas tecnologias. A avaliação foi feita pelo diretor de Tecnologia da CyberArk Latam, Claudio Neiva, durante a palestra “Cibersegurança na era da transformação digital e da IA no transporte”, realizada nessa terça-feira (12), no primeiro dia do SEST SENAT Summit 2025, em São Paulo (SP). Segundo Neiva, a segurança da informação deixou de ser um assunto restrito à área técnica para se tornar uma questão estratégica, capaz de impactar diretamente a sustentabilidade dos negócios. Um incidente pode gerar perdas financeiras relevantes e até responsabilização criminal. O especialista lembrou que, a partir de 2014, com a popularização da computação em nuvem, as empresas passaram a prototipar e testar soluções tecnológicas em ritmo acelerado. A IoT (Internet das Coisas), antes considerada um conceito distante, já está integrada a áreas como veículos autônomos e sistemas de monitoramento no transporte, que produzem grandes volumes de dados e abrem novas oportunidades de negócios. Nesse cenário, a IA (inteligência artificial) tem papel central, processando informações e apoiando decisões estratégicas. Apesar disso, ressaltou Neiva, a IA não substitui o fator humano, especialmente diante de “decisões ambíguas”, situações que não têm resposta única ou puramente baseada em dados e que exigem julgamentos complexos envolvendo ética, contexto social e valores humanos. Ele também alertou para o uso malicioso da tecnologia. Cibercriminosos, mesmo sem conhecimento técnico avançado, já utilizam a IA para executar ataques cada vez mais sofisticados. “O aumento da complexidade tecnológica cria uma grande superfície de ataque, ampliando os pontos vulneráveis que podem ser explorados, o que torna imprescindível que as empresas adotem estratégias para garantir a segurança e, sobretudo, a resiliência.” Segundo ele, a segurança absoluta não existe, mas é essencial estar preparado para detectar, responder e se recuperar rapidamente de incidentes, reduzindo ao máximo seus impactos. Para isso, as organizações precisam alinhar-se a regulamentações, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), e investir tanto em governança e cultura organizacional quanto no uso estratégico das tecnologias. Ele ressaltou que o modelo tradicional de confiança, baseado na localização física e na hierarquia corporativa, tornou-se insuficiente no ambiente digital. Hoje, vigora o conceito de “confiança zero” (zero trust), no qual a identidade digital de cada dispositivo, usuário ou sistema é o elemento central. Nesse modelo, todo acesso a dados deve ser rigorosamente controlado e limitado ao mínimo necessário para a execução de cada função. O palestrante citou exemplos já presentes no setor de transporte, como o uso intensivo de dispositivos com GPS, veículos elétricos conectados por 5G e drones. No entanto, observou que a ausência de regulamentação específica no Brasil ainda freia a adoção de inovações, como táxis aéreos, comuns na China, ou frotas totalmente autônomas. Neiva concluiu que a segurança da informação deve ser incorporada desde a concepção de qualquer processo inovador, protegendo todo o ecossistema, inclusive a cadeia de suprimentos, e garantindo que o transporte evolua de forma sustentável, confiável e segura. Neurociência e inteligência artificial A tomada de decisão é um processo profundamente emocional, e entender essa dimensão é essencial para integrar a inteligência artificial de forma humana e eficaz. Essa foi a mensagem central da palestra “Como usar a neurociência e a IA na tomada de decisão”, ministrada pela neurocientista e CEO da Ilumne, Carla Tieppo, na qual ela abordou os desafios que a tecnologia e as tensões do mundo atual impõem ao cérebro humano e às nossas escolhas diárias. A partir do conceito de “superciclo tecnológico”, definido por Amy Webb, que combina biotecnologia, computação quântica, inteligência artificial, robótica e Internet das Coisas, Carla Tieppo destacou que perdemos o monopólio da inteligência e do desempenho. Hoje, humanos e máquinas competem nesse quesito em um cenário complexo de tensões globais, como crises econômicas, mudanças climáticas, disputas geopolíticas e dilemas pessoais, como a pressão pelo desempenho constante e a incerteza do futuro. Nesse contexto, a palestrante chamou a atenção para a síndrome BANI (sigla em inglês para Fragilidade, Ansiedade, Não Linearidade e Incompreensibilidade), que define a sociedade atual, na qual o cérebro humano é o mesmo há 50 mil anos, portanto encontra dificuldades para lidar com a velocidade e complexidade dos desafios modernos. “O nosso cérebro funciona com predição e redundância, mas, sob pressão contínua, perde a capacidade criativa que o mundo atual exige.” Reforçando essa ideia, a neurocientista apresentou o experimento “Iowa Gambling Task”, que revela como as emoções guiam nossas decisões. Por isso, a qualidade dessa tomada de decisão está diretamente ligada ao equilíbrio emocional do indivíduo. Outro ponto relevante da palestra foi a discussão sobre a “síndrome da solidão” e a dificuldade crescente de convívio social, que afetam negativamente o ambiente de trabalho e o potencial coletivo. Ela alertou que a competição individualista em busca de ganhos rápidos pode minar a colaboração e a inovação, desafios que só serão superados com ambientes que despertam novamente o desejo humano de se conectar e criar juntos. Por fim, Carla Tieppo defendeu a necessidade de um “superciclo humano” em que a criatividade, curiosidade, adaptabilidade e flexibilidade cognitiva serão as principais forças para agregar valor. Essas são algumas capacidades que a IA, que não tem dores nem desejos humanos, não pode substituir. Além da inteligência artificial, a racionalidade humana deve saber levar as emoções para onde elas fazem a diferença, preservando o que há de mais humano na tomada de decisões. “No fim, o que importa é que nossa racionalidade leve as emoções aonde elas precisam”, concluiu. Veja tambémSEST SENAT Summit: como a IA generativa vai remodelar empresas e o transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual
DAER celebra 88 anos

Em evento realizado em sua sede, o DAER celebrou ontem, 11 de agosto, 88 anos de atividades. O Departamento é o segundo mais antigo do Brasil, antecedido apenas pelo DER/SP. A comemoração contou com a presença do secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, que destacou a importância da instituição para o RS. Já o diretor geral, Luciano Faustino, lembrou que ao longo de sua história o órgão formou a engenharia rodoviária do estado. Ele destacou que o DAER está incumbido da reconstrução da infraestrutura atingida pelas enchentes, em valores que somam R$ 2,4 bilhões. Faustino também mencionou o programa de acessos municipais, que é a iniciativa em curso de maior vulto em termos de rodovias estaduais. Fazendo uma análise histórica, o diretor observou que o DAER deixou de ser um órgão construtor de estradas, convertendo-se num gestor de contratos com a iniciativa privada, com os mesmos propósitos. O último ato do evento foi a implantação do Comitê de Equidade, iniciativa que estimula políticas de inclusão na autarquia. A Fetransul, que integra o Conselho Rodoviário do DAER, esteve representada na solenidade por seu diretor de Infraestrutura, Paulo Ziegler.
Rio Grande do Sul tem a CNH mais cara do Brasil

O Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional como o estado com a primeira habilitação mais cara do país. De acordo com levantamento divulgado pelo Ministério dos Transportes no dia 6 de agosto, o custo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria AB (carro e moto) chega a R$ 4.951,35. A diferença nos valores entre os estados é confirmada pela pesquisa Perfil do Condutor Brasileiro, realizada pelo Instituto Nexus. O estudo aponta que 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação, sendo que 32% afirmam não ter tirado a CNH devido ao alto custo. Além disso, 80% consideram o valor cobrado caro ou muito caro, e 66% dizem que o preço não condiz com o serviço entregue. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o SEST SENAT desenvolvem iniciativas para reduzir os custos de formação de condutores. Um exemplo é o Programa Mais Motoristas, que conta com a participação de empresas inscritas em todo o país e oferece vagas gratuitas para obtenção da CNH. As próximas convocações do Programa Mais Motoristas estão previstas para agosto e outubro de 2025, ampliando a oportunidade de acesso à CNH para novos beneficiários. A falta de mão de obra de motoristas profissionais é um desafio que afeta diretamente o setor de transporte. Nesse cenário, a FETRANSUL atua com projetos voltados à atração de jovens, como o Programa Motorista de Futuro, e mantém alinhamento com as ações do Sistema Transporte, fortalecendo a formação e a inserção destes profissionais.
Inscrições abertas para o Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM

Evento itinerante chega ao estado de São Paulo e reunirá lideranças do transporte de todo o país. As inscrições estão abertas para o Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM. O evento, que reúne empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil, será realizado no Club Med Lake Paradise, em Mogi das Cruzes (SP), entre os dias 27 e 30 de novembro de 2025. Realizado pela NTC&Logística, em conjunto com a COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística, o Congresso consolidou-se como um ambiente propício para a troca de conhecimentos, networking e desenvolvimento de parcerias estratégicas. Representantes de federações e sindicatos do setor de todo o país reúnem-se com os Núcleos Regionais da Comissão para discutir as perspectivas do setor, participar de atividades de interesse empresarial e celebrar conquistas alcançadas. A programação oficial constará de painéis de discussão, palestras de motivação, workshops como ferramentas de aprendizagem teórica e prática, e outras experiências produtivas. Na programação de lazer, os participantes terão a oportunidade de desfrutar das belezas naturais e aproveitar as comodidades oferecidas pelo Club Med Lake Paradise. O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, ressalta: “Esse é um dos grandes eventos de relevância promovidos pela entidade, assim como todos os outros que realizamos com o compromisso de contribuir com o desenvolvimento do setor. É um espaço que proporciona importantes trocas de experiências, fortalecimento das relações institucionais e discussões sobre os principais temas que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas. Convido todos os empresários, executivos e jovens lideranças a se organizarem para estar conosco neste encontro. A participação de cada um faz a diferença para o presente e o futuro do nosso setor”. Faça já sua inscrição aqui Fonte: NTC&Logística
SEST SENAT participa do CONARH 2025 com soluções inovadoras para gestão de pessoas

Instituição leva ao maior evento de RH da América Latina um portfólio de serviços em capacitação, bem-estar, empregabilidade e ESG O SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) participará, pela primeira vez, do CONARH – o Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, considerado um dos maiores eventos de recursos humanos do mundo. Em sua 51ª edição, o encontro acontece de 19 a 21 de agosto de 2025, no São Paulo Expo, reunindo líderes, gestores e profissionais para discutir tendências, inovações e desafios na área de gestão de pessoas. Com o mote “Tem sempre um SEST SENAT para o seu negócio”, a Instituição levará ao evento um portfólio completo de soluções em capacitação, bem-estar, empregabilidade e ESG, reforçando seu papel como parceiro estratégico na gestão de pessoas não apenas para empresas do transporte, mas também para todos os setores da economia. O objetivo é mostrar como os 32 anos de experiência da Instituição no desenvolvimento de talentos, no cuidado com equipes e na promoção de resultados sustentáveis podem contribuir para organizações que buscam aprimorar seus processos de gestão de pessoas e potencializar sua performance. “Queremos mostrar aos gestores de RH que nossa capilaridade e nosso conhecimento em desenvolver pessoas estão à disposição de todo o mercado”, afirma Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT. O estande da Instituição no CONARH será um espaço multifuncional, pensado para gerar conhecimento e conexões. Além de área para atendimento comercial, haverá: A programação de conteúdo do SEST SENAT trará temas contemporâneos como: O ponto alto da participação do SEST SENAT no evento será a presença de Carolina Losicier – mestre em Gestão e Responsabilidade Social Corporativa e especialista em Marketing – no palco principal do CONARH, no dia 20 de agosto, às 17h55, para ministrar a palestra magna “Segurança Psicológica de Propósito: uma ponte entre valores e vivências”. Sobre o SEST SENAT O SEST SENAT é uma instituição nacional voltada à promoção da qualidade de vida e ao desenvolvimento profissional. Com mais de 170 unidades em todo o Brasil, oferece serviços de saúde, bem-estar, capacitação e qualificação profissional, beneficiando trabalhadores do transporte e a sociedade em geral. Assessoria de Imprensa do SEST SENAT Priscila F. Castro imprensa@sestsenat.org.br (61) 99558-8245 Por Agência CNT Transporte Atual
Com atuação da CNT, STF forma maioria contra inclusão de empresa do mesmo grupo em condenação trabalhista

Resultado consolida posição defendida pela Confederação e estabelece parâmetros para responsabilização de grupos econômicos O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria, nesta quinta-feira (7), para fixar o entendimento de que empresas de um mesmo grupo econômico não podem ser incluídas diretamente na fase de execução de uma condenação trabalhista se não participaram da etapa inicial do processo. A decisão consolida um rito que garante maior previsibilidade e segurança jurídica às empresas, resultado de um debate que contou com a participação ativa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) desde outubro de 2024. O posicionamento foi firmado no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 1.387.795, com repercussão geral reconhecida (Tema 1.232). A CNT participou do processo como amicus curiae, defendendo que não se pode responsabilizar empresa que não participou do processo de conhecimento, assegurando o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Esse entendimento, segundo a Confederação, preserva o equilíbrio entre a proteção trabalhista e a estabilidade necessária para a atividade econômica. “A decisão do STF prestigia a segurança jurídica”, declarou o gerente executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT, Frederico Toledo. Na análise de seis ministros, incluindo o relator, ministro Dias Toffoli, a inclusão na fase de execução só deve ocorrer em situações excepcionais, como em casos comprovados de abuso ou fraude, por exemplo, quando há encerramento da pessoa jurídica para evitar responsabilidades. A maioria também acatou proposta do ministro Cristiano Zanin para aperfeiçoar o texto do voto. Origem do processo O processo teve origem em recurso da Rodovias das Colinas S.A., que contestou decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) autorizando sua inclusão na execução de sentença, sem participação na fase de conhecimento. Em 2023, o relator determinou a suspensão nacional de processos semelhantes até a definição do tema pelo STF. Por Agência CNT Transporte Atual
CNT lança terceira edição do Atlas CNT do Transporte 2025

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) acaba de lançar a terceira edição do Atlas CNT do Transporte, edição 2025, uma ferramenta estratégica indispensável para compreender a infraestrutura e a logística de transporte no Brasil. A publicação reúne dados atualizados e mapas interativos para análise de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, com recortes regionais e por modal. Inclui ainda informações sobre concessões, duplicações, intermodalidade, pontos críticos e sustentabilidade, além de destacar a recuperação do transporte aéreo e os avanços na navegação interior e cabotagem, reforçando o impacto do marco legal ferroviário. Confira AQUI o Atlas CNT do Transporte 2025 na íntegra
Sistema Transporte e Ministério de Portos e Aeroportos firmam acordo para atuação em projetos de sustentabilidade e cuidado com o trabalhador

Acordo prevê participação do Ministério na COP30, ações de saúde nos portos e a produção de dados e estudos técnicos nos setores portuário e hidroviário O Sistema Transporte e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) assinaram, nesta terça-feira (6), em Brasília, um novo Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com foco na promoção da sustentabilidade e da saúde nos portos brasileiros. A iniciativa marca mais um passo importante para alinhar o setor de transportes às metas globais de descarbonização, ampliar o cuidado com os trabalhadores e inserir os portos nacionais nas discussões da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que ocorrerá em novembro, no Brasil. A parceria prevê ações conjuntas como realização de estudos, oficinas temáticas, produção de subsídios técnicos e atividades de mobilização voltadas à regulação, governança e transição energética nos setores hidroviário e portuário. O ACT também fortalece o compromisso do Brasil com uma matriz de transportes mais sustentável e eficiente. Durante a cerimônia, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou a importância estratégica do acordo: “Com a participação oficial do MPor na Estação do Desenvolvimento, somamos esforços para dar visibilidade às iniciativas dos setores portuário e aeroportuário diante dos desafios da agenda climática.” A Estação do Desenvolvimento – Transporte, Infraestrutura e Sustentabilidade será o espaço oficial do Sistema Transporte na COP30, com áreas temáticas dedicadas a portos, hidrovias e aviação. O objetivo é apresentar boas práticas, discutir desafios e levar as experiências brasileiras ao debate internacional sobre transição energética. Vander Costa também ressaltou a relevância do modal aquaviário para a redução de emissões. “É preciso investir em hidrovias e promover a multimodalidade como caminho para ganhos econômicos e ambientais. O setor aquaviário tem papel essencial na construção de uma matriz de transportes mais limpa.” Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a assinatura do acordo representa um marco na integração entre governo e setor produtivo para uma agenda moderna e sustentável. “Esse pacto é um avanço significativo, que dialoga desde o fortalecimento da saúde do trabalhador à governança, à sustentabilidade e à qualificação profissional. Estamos muito felizes em assinar esse acordo e queremos que ele se torne referência para futuras concessões e para uma agenda alinhada aos princípios de ESG”, disse. Saúde nos Portos: mais atendimento, mais cuidado Além da agenda climática, o ACT amplia políticas públicas voltadas à saúde dos trabalhadores portuários. Um dos compromissos firmados é a expansão do programa Saúde nos Portos, iniciativa do SEST SENAT que leva atendimentos em saúde, orientação social e acolhimento a profissionais que atuam nos portos e motoristas de cargas. Ao longo de 2025, a meta é atender cerca de 1.200 trabalhadores em 10 portos. A partir de 2026, o número será ampliado para 20 portos por ano, alcançando 1.500 profissionais anualmente, totalizando 3.000 atendimentos até 2027. A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, reforçou o impacto social da iniciativa. “Nossa expectativa é ampliar significativamente os atendimentos e transformar vidas. Enquanto aguardam carga e descarga, esses trabalhadores têm acesso a serviços essenciais de saúde, qualificação e acolhimento”, disse. O acordo fortalece a capacidade de planejamento e articulação do setor portuário, avança na consolidação dos princípios ESG e posiciona o Brasil na vanguarda da infraestrutura verde e da integração de modais. A cerimônia de assinatura do ACT foi prestigiada por Adriano Miranda, diretor-presidente Substituto da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e George Santoro, secretário executivo do Ministério dos Transportes. Pelo Sistema Transporte, estavam presentes Valter Sousa, diretor de Relações Institucionais CNT; Fernanda Rezende, diretora Executiva Interina da CNT; Vinicius Ladeira, diretor adjunto nacional do SEST SENAT; Danielle Bernardes, gerente Executiva Governamental da CNT; e Maria Carolina Noronha, assessora governamental da CNT. Já pelo Ministério de Portos e Aeroportos, estavam presentes Thairyne Oliveira, secretária Executiva Adjunta; Alex Ávila, secretário Nacional de Portos; Dino Antunes, secretário Nacional de Hidrovias e Navegação; Ana Bonfim, diretora da Secretaria de Portos. Por Agência CNT Transporte Atual