Segunda edição do CONET&Intersindical 2025 destaca integração nacional do TRC em Bento Gonçalves

A NTC&Logística realizou ontem (21), no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves (RS), o primeiro dia de atividades da segunda edição de 2025 do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado – CONET. O evento, que tem a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) como entidade anfitriã e o apoio dos Sindicatos filiados à federação, reuniu especialistas e lideranças para análise e debate das tendências econômicas, custos, tarifas e desafios do Transporte Rodoviário de Cargas em âmbito nacional. Após a apresentação do Grupo The Allpagartas, que entoou o Hino Nacional e o Hino do Rio Grande do Sul, teve início a solenidade oficial de abertura do CONET&Intersindical. A mesa de autoridades foi formada por Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística; Francisco Cardoso, presidente da FETRANSUL; André de Simone, coordenador nacional da COMJOVEM; Diogo Siqueira, prefeito de Bento Gonçalves; Gilmar Sossella, secretário estadual de Trabalho e Desenvolvimento Profissional do Rio Grande do Sul; Juarez José Piva, secretário de Desenvolvimento Econômico de Bento Gonçalves, e Felipe Camozzato, deputado estadual, representando também a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (ALRS). Grupo The Allpagartas O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, abriu oficialmente a quarta edição do CONET&Intersindical de sua gestão, ressaltando a força econômica e a exemplar atuação das empresas do setor na região Sul. “É com grande alegria que realizamos esta edição do CONET&Intersindical em Bento Gonçalves, cidade marcada pela pujança de sua gente e pela exemplar atuação das empresas de Transporte Rodoviário de Cargas, que têm alcance nacional e internacional”, afirmou Rebuzzi. O presidente da NTC&Logística destacou o caráter histórico do evento, que há décadas reúne empresários, lideranças e autoridades do TRC em diferentes regiões do país. “O CONET&Intersindical é reconhecido como o mais importante evento de integração nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, sempre prestigiando as diversas regiões do Brasil e fortalecendo a representatividade do nosso setor”, completou. Ao agradecer a presença das lideranças e entidades anfitriãs, o dirigente reforçou a importância da união institucional. “A NTC&Logística se fortalece por caminhar ao lado de federações, associações e sindicatos de todo o país, defendendo e valorizando as empresas que atuam nesse estratégico setor da economia nacional”, disse. Em sua finalização, Rebuzzi reafirmou o compromisso da entidade com o setor. “Ratifico o compromisso de tratar, com dedicação e empenho, todos os temas pertinentes ao Transporte Rodoviário de Cargas. Contamos com a participação de todos, com sugestões, demandas e apoio, para seguirmos fortalecendo a representatividade do nosso setor e o desenvolvimento da economia nacional”. Em seguida, as autoridades e lideranças presentes à mesa fizeram suas manifestações, salientando a importância do encontro para o setor e trazendo diferentes visões sobre os desafios e as oportunidades do Transporte Rodoviário de Cargas. O presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, registrou a alegria de receber o CONET&Intersindical em sua base e a importância do Transporte Rodoviário de Cargas para o desenvolvimento econômico não apenas do estado, mas de todo o país. “É uma grande satisfação receber em nossa casa um evento da relevância do CONET&Intersindical, que reúne lideranças de todo o Brasil em torno dos principais debates do setor. O TRC é fundamental não apenas para a economia do Rio Grande do Sul, mas para o crescimento de todo o país, sendo o elo que conecta a produção nacional aos mercados e garante competitividade para os diversos segmentos. Esta também é uma oportunidade para reforçarmos a representatividade do setor e, juntos, escrevermos mais um capítulo da história do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”. Em prosseguimento, o coordenador nacional da COMJOVEM, André de Simone, destacou o fortalecimento da Comissão, que hoje reúne 27 núcleos em todo o país e conta com 51 empresas associadas à NTC&Logística, registrando 15 novas adesões desde o início da gestão. “Esse crescimento é fruto de um trabalho intenso para ampliar o associativismo e reforçar a representatividade da juventude empresarial no Transporte Rodoviário de Cargas. Também buscamos impulsionar a evolução tecnológica do setor e, nesse sentido, o projeto Frota Advisor, criado há dois anos para conectar empresas e motoristas a fornecedores confiáveis, será lançado em breve, trazendo uma solução prática e inovadora para os desafios das estradas. Além disso, temos orgulho do impacto social da nossa Comissão, especialmente com a campanha ‘COMJOVEM Salva Vidas’, que em 2025 já soma 400 doações de sangue, contribuindo de forma efetiva para quem mais precisa”. O deputado estadual Felipe Camozzato (Novo), representando a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, enfatizou a relevância do Transporte Rodoviário de Cargas para a economia gaúcha, a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura e os entraves causados pela burocracia e pelo excesso da carga tributária ao desenvolvimento da iniciativa privada. “O Transporte Rodoviário de Cargas é vital para o Rio Grande do Sul, mas sofre com o peso do chamado ‘Custo Brasil’, que corresponde a 20% do PIB, sendo 13% apenas em logística. Para mudar esse cenário, precisamos investir em infraestrutura com planejamento de médio e longo prazo, garantindo responsabilidade fiscal e aproveitando parcerias público-privadas. Também é urgente enfrentar a burocracia, o excesso de tributos e a insegurança jurídica que travam a iniciativa privada e limitam a geração de empregos. Não se trata de ideologia, mas de princípios básicos: respeito à propriedade privada, cumprimento de contratos e valorização de quem produz. Só assim conseguiremos construir um ambiente de negócios mais competitivo, capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável do nosso estado e do país”. Em seu discurso, o secretário estadual de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, assinalou os avanços do mercado de trabalho no Rio Grande do Sul e a importância de alinhar resultados a políticas públicas sustentáveis. “Os dados do Caged mostram que o Rio Grande do Sul gerou mais de 63 mil novos postos de trabalho formais recentemente. No primeiro semestre deste ano, já superamos em 13 mil o total registrado em 2023. Esse resultado é fruto do esforço de quem acredita no estado: os empreendedores, empresários e trabalhadores, que fazem a economia girar. Nosso

Comunicado da FETRANSUL – CONET & Intersindical 2025

Bento Gonçalves, 21 de agosto de 2025 O transporte rodoviário de cargas segue sendo o pilar da logística brasileira. Ele garante o abastecimento, a circulação de riquezas e o funcionamento da economia com capilaridade, flexibilidade e agilidade inigualáveis. No entanto, o setor vem sendo sufocado por uma série de dificuldades estruturais, operacionais e regulatórias que comprometem sua sustentabilidade. Segundo a pesquisa do DECOPE/NTC apresentada neste CONET, a defasagem média acumulada do frete chega a 10,3%, sendo 8,6% para carga fracionada e 11,1% para carga lotação. Essa diferença entre os valores pagos e os custos efetivos demonstra a dificuldade histórica de recompor margens. Ao mesmo tempo, os custos operacionais continuam pressionados por fatores como a transição da reoneração da folha de pagamento, o aumento da mistura de biodiesel (que impacta a manutenção da frota), IOF elevado e a taxa Selic ainda em 15%. Além disso, poucos transportadores conseguiram repassar os custos impostos pela Lei 14.599/23, que criou a obrigatoriedade de contratação de duas novas apólices de seguro. Apenas 10% obtiveram o devido ressarcimento. Diante desse cenário, a FETRANSUL reforça que: – É imprescindível respeitar o Piso Mínimo de Frete Nacional. A ANTT deve iniciar imediatamente a fiscalização eletrônica dos valores contratados pelos embarcadores. – Nenhum frete deve ser aceito abaixo do custo real da operação, sob pena de comprometer a renovação de frota, a segurança e a legalidade do serviço. – Os custos financeiros, resultantes dos longos prazos de recebimento, precisam ser reconhecidos e negociados junto aos embarcadores. – Componentes tarifários como Frete-Valor, GRIS, TSO e taxas gerais devem ser integralmente praticados e cobrados, sob risco de inviabilização econômica das empresas. – O respeito às leis vigentes deve ser assegurado: limite de tempo para carga e descarga, pagamento do pedágio pelo embarcador e contratação do seguro pelo transportador com os custos devidamente repassados. – A valorização da profissão de motorista é essencial. Defendemos a criação de uma legislação específica para jornadas de longa distância, que reconheça as particularidades da atividade e assegure dignidade e condições adequadas de trabalho. – Precisamos avançar na criação de políticas públicas para renovação de frota, com foco na redução da idade média dos veículos e na adoção de tecnologias mais seguras, eficientes e sustentáveis. – É indispensável que embarcadores e destinatários invistam em infraestrutura de apoio adequada: estacionamentos para caminhões, áreas de convivência e banheiros para homens e mulheres. Da mesma forma, o poder público precisa ampliar e qualificar os Pontos de Parada e Descanso (PPDs) em rodovias federais e estaduais por todo o Brasil. O setor exige respeito, equilíbrio e segurança jurídica. A sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas é vital para toda a cadeia logística e para o Brasil. Seguiremos mobilizados. E em movimento.

Comunicado CONET de agosto de 2025

Pesquisa NTC&Logística Adverte: ESTABILIDADE DE CUSTOS NÃO RESOLVE DEFASAGEM DO FRETE Apesar de um início de ano com custos estáveis e um mercado relativamente aquecido, o setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) não conseguiu reverter a defasagem acumulada no valor do frete nos últimos anos. Uma recente sondagem do DECOPE/NTC aponta uma defasagem média de 10,3% no TRC. Essa defasagem é de 8,6% para o transporte de carga fracionada, onde cargas de múltiplos clientes são compartilhadas no mesmo veículo, e de 11,1% para carga lotação, na qual a carga de um único embarcador ocupa toda a capacidade do veículo. A persistência dessa diferença entre o frete recebido e os custos apurados pela NTC&LOGÍSTICA demonstra a dificuldade em recuperar as perdas acumuladas ao longo do tempo. A complexidade da cobrança do frete, com seus diversos componentes tarifários e taxas complementares, imposta pela dificuldade operacional, também é prejudicial. Muitos contratantes ainda não remuneram adequadamente o transportador pelos serviços prestados, pelas situações anormais e pelos serviços adicionais específicos. Tais situações acarretam custos adicionais que deveriam ser cobertos por componentes tarifários básicos, como Frete-Valor, GRIS (Gerenciamento de Risco), TSO (Taxa de Seguro Obrigatório) e outras generalidades, que são de vital importância para a saúde financeira da empresa. Um exemplo notável são os novos custos impostos pela Lei 14.599/23 aos transportadores de carga, tornando obrigatória a contratação de duas novas apólices de seguro, com apenas 10% tendo conseguido o ressarcimento neste caso específico. Perspectivas para o Segundo Semestre: um cenário desafiador O ano começou com forte pressão sobre os custos, devido ao início do processo de transição da reoneração da folha de salários, uma taxa de juros (Selic) em patamar muito elevado de 15,0%, o aumento da adição do Biodiesel ao Diesel elevando o custo de manutenção dos veículos e o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), entre outros fatores. Por fim, a elevada taxa de juros no país obriga o transportador a manter atenção na concessão de prazos, que representam um custo financeiro elevado. Este custo deve ser repassado aos contratantes, considerando a negociação da forma de pagamento em cada caso. Importante ressaltar que as planilhas referenciais de custos do DECOPE/NTC não incluem o custo financeiro. Bento Gonçalves, 21 de agosto de 2025. Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística NTC&LOGÍSTICA Fonte: NTC&Logística

Programa Pampa Debates é transmitido direto do CONET&Intersindical em Bento Gonçalves

O Programa Pampa Debates, da TV Pampa, foi transmitido nesta quinta-feira (21) diretamente do CONET&Intersindical, em Bento Gonçalves, reunindo importantes lideranças do setor de transporte e representantes do governo do Rio Grande do Sul.Participaram do debate Gabriel Souza, vice-governador do RS; Francisco Cardoso, presidente da FETRANSUL; Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística; Jefferson Cristiano, gerente executivo de Estatística e Pesquisa da CNT; Roberta Diniz, gerente executiva do SEST SENAT; e Jerônimo Goergen, ex-deputado federal e atual assessor institucional. A mediação ficou a cargo do vice-presidente da TV Pampa, Paulo Sérgio Pinto. O encontro trouxe reflexões relevantes sobre o desenvolvimento do transporte e da logística no país. Entre os destaques, Eduardo Rebuzzi abordou o piso mínimo do frete e a atuação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na fiscalização. Ele ressaltou que a defasagem média das tarifas de frete chega a 10,3% e destacou a medida que entrará em vigor a partir de outubro, quando a ANTT passará a fiscalizar os embarcadores com base no cruzamento de informações do MDF-e, que reúne dados da Nota Fiscal e do Conhecimento de Embarque. Francisco Cardoso, presidente da FETRANSUL, enfatizou a importância das lideranças presentes no programa, que atuam em defesa do setor, e destacou a relevância da Pesquisa CNT de Rodovias que apresenta dados importantes a respeito da infraestrutura rodoviária. “Levamos confiança de que o nosso setor está atento a todas as dificuldades e está trabalhando”, afirmou. Outro tema de grande relevância discutido foi a busca por mão de obra qualificada de motoristas profissionais e a valorização da categoria, com destaque para o Programa Mais Motoristas, do SEST SENAT, que custeia integralmente o processo de mudança de categoria da CNH (para C, D ou E) e oferece formação especializada na Escola de Motoristas Profissionais ou em cursos homologados pela instituição. Além desses, outros assuntos estratégicos para o futuro do setor também foram debatidos. Assista ao programa na íntegra: https://www.youtube.com/c/PampaDebates

FETRANSUL homenageia empresário Ladair Michelon em encontro de lideranças em Bento Gonçalves

Na noite de quarta-feira (20), a FETRANSUL prestou uma homenagem especial ao empresário Ladair Michelon, referência nacional no setor de transporte rodoviário de cargas. A solenidade ocorreu em Bento Gonçalves e reuniu lideranças empresariais de todo o país que participam do Conet&Intersindical, evento promovido pela NTC&Logística nos dias 21 e 22 de agosto, tendo a Federação como entidade anfitriã. A cerimônia contou com a presença do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, do prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, do prefeito de São Marcos, Volmir Rech, além do presidente da NTC, Eduardo Rebuzzi, presidentes de federações, sindicatos, associações, empresários e demais lideranças do setor. Durante a homenagem, o presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, destacou a trajetória de Ladair Michelon e sua contribuição para o desenvolvimento do transporte no Brasil: “Os transportadores gaúchos reconhecem o pioneirismo e o espírito empreendedor deste filho de São Marcos que conduziu a Rodoviário Michelon, uma das maiores empresas de transporte rodoviário de cargas da história do país. Com determinação e inovação, a companhia teve papel de protagonismo nacional e no Mercosul. Visionário, Ladair Michelon também foi fundamental na introdução e popularização do bitrem no Brasil, ampliando a eficiência logística. Sua destacada atuação no meio associativo, participando de entidades como ABTI, ABTF e NTC&Logística, reforça o legado de quem iniciou como motorista e se consagrou como um dos grandes nomes do transporte brasileiro.” A homenagem marcou o encontro, reforçando a importância de reconhecer lideranças que ajudaram a transformar o setor de transporte no Brasil.

FETRANSUL participa do lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Indústria de Defesa e Segurança

A FETRANSUL esteve representada pelo presidente Francisco Cardoso na tarde desta segunda-feira (18), durante o lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Indústria de Defesa e Segurança, realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Gustavo Victorino, tem como propósito debater, propor e apoiar ações voltadas ao fortalecimento da indústria de defesa no Estado, estimulando políticas públicas, atração de investimentos e a integração entre poder público, iniciativa privada e instituições de pesquisa. De acordo com o parlamentar, a expectativa é realizar de três a quatro reuniões anuais, que servirão como espaço para a coleta de demandas e formulação de propostas a serem encaminhadas ao poder público. A Frente também pretende alertar as autoridades sobre a importância estratégica da indústria de defesa e segurança, destacando-a como vetor de desenvolvimento econômico e geração de empregos qualificados. Cardoso destaca a importância da frente parlamentar. “Parabenizo o deputado Gustavo Vitorino pela iniciativa de instalar esta Frente Parlamentar. A indústria de defesa e segurança é estratégica para o país: protege a sociedade, gera empregos de qualidade e impulsiona inovação. Como representante do setor de transporte e logística, destaco que não se trata apenas de infraestrutura segura, mas também do papel fundamental que a logística exerce no funcionamento dessa indústria, seja no abastecimento de insumos, seja no transporte de seus produtos até os destinos estratégicos. Uma cadeia logística eficiente, ágil e segura é parte indissociável do fortalecimento da indústria de defesa e, consequentemente, da soberania nacional. Que esta Frente seja um espaço de união entre o poder público, a indústria e a logística, para transformar segurança em desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, conclui o presidente. Foto: BRENO BAUER/JC

ANTT abre pesquisa para revisão do Piso Mínimo de Frete

Objetivo é reunir dados reais que irão subsidiar a próxima revisão dos valores. Formulário pode ser preenchido até o dia 2/9 A estrada fala e a ANTT quer ouvir. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acaba de lançar uma nova pesquisa online para ouvir diretamente transportadores e profissionais do transporte rodoviário de cargas. O objetivo é reunir dados reais que irão subsidiar a próxima revisão dos valores do Piso Mínimo de Frete. O formulário já está disponível e pode ser respondido até 2 de setembro. São apenas cinco minutos de preenchimento, mas cada resposta faz diferença: é a oportunidade de contribuir para que as regras reflitam a realidade de quem vive o dia a dia nas estradas. Instituído pela Lei nº 13.703/2018, o piso mínimo do frete garante remuneração mínima aos transportadores, protegendo condições justas de trabalho e evitando distorções no mercado. Para que essa política pública continue atualizada, é fundamental combinarmos estudos técnicos, análises de mercado e, sobretudo, a participação social — que agora se dá tanto pela tomada de subsídios já realizada quanto pela nova pesquisa aberta. Essa iniciativa integra o 8º ciclo regulatório da Resolução ANTT nº 5.867/2020, que define os critérios técnicos e coeficientes utilizados para calcular o valor mínimo por quilômetro rodado, por eixo carregado. O processo é contínuo e inclui consultas, tomadas de subsídios, estudos técnicos e pesquisas de mercado, sempre com foco na transparência, no diálogo e na construção coletiva de soluções. >>> Para participar, basta acessar aqui e preencher o formulário <<< Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT Fonte: ANTT – Foto: Divulgação / Comunicação ANTT

SEST SENAT Summit: como liderar o processo de transformação digital nas empresas

Especialistas mostram que o caminho para a inovação e digitalização dos negócios passa pela cultura, liderança humana e capacidade de ver o que ninguém vê Uma imagem aparentemente simples despertou a curiosidade do público na palestra de encerramento do SEST SENAT Summit 2025. Na tela, uma figura em preto e branco, com manchas escuras dispersas sobre um fundo claro. “O que vocês veem?”, provocou Amy Webb, futurista multipremiada e referência nas previsões apresentadas nos últimos anos, no festival SXSW (South by Southwest). Ninguém identificou de imediato que se tratava de uma vaca. A metáfora serviu como ponto de partida para uma reflexão sobre como interpretamos o mundo, lemos os sinais e, muitas vezes, deixamos de perceber o óbvio até que seja tarde demais. “A maior infraestrutura da logística não são as estradas; são as pessoas que fazem tudo acontecer”, ressaltou Amy Webb. Para ela, o maior desafio atual não está na escassez de tecnologia, dados ou inovação, mas, sim, na incapacidade de “reperceber” – conceito que define a habilidade de identificar sinais em meio a ruídos, conectar padrões aparentemente desconexos e enxergar o todo onde muitos só veem fragmentos. “Os pontos pretos da imagem são os dados que temos. Os espaços em branco são as incertezas, o que não sabemos, mas que pode definir nosso futuro. Quando a incerteza cresce, nosso cérebro se fixa nos problemas. Paramos de ver os espaços em branco. E perdemos a imagem completa”, explicou. Em momentos de crise, destacou ela, é justamente essa visão ampla que se torna mais escassa e que pode ser decisiva para salvar uma empresa, uma cadeia de suprimentos ou até mesmo uma cidade. A logística e o transporte no Brasil enfrentam um cenário de pressão cada vez maior, com trânsito caótico, eventos climáticos extremos e expectativas de entrega imediata. Segundo a especialista, o setor ainda permanece preso a uma lógica ultrapassada, voltada ao curto prazo, resistente a mudanças e pouco preparada para antecipar riscos. “A rede logística foi planejada para um tempo mais simples, com clima previsível e demanda estável. No entanto, estamos sob estresse há um tempo, e ainda não criamos mecanismos para ver a próxima crise antes que ela chegue”, alertou. Os sinais, segundo ela, já são visíveis. As enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul, em 2024, são prova disso. Mas, assim como na imagem da vaca, muitos continuam focando apenas nos pontos pretos (os problemas imediatos) e deixam de perceber o contexto mais amplo, explicou Amy. O Ever Given e a lição que ignoramos Em 2021, o navio Ever Given encalhou no Canal de Suez, causando prejuízos estimados em US$ 10 bilhões por dia ao comércio global. Segundo a futurista, as informações sobre a rota da embarcação estavam dispersas em sistemas diferentes, sem integração, por isso ninguém conseguiu conectar os pontos a tempo. “Ver o problema tarde demais é a mesma coisa que não vê-lo”, alertou. Para ela, o Brasil enfrenta situação semelhante, com dados fragmentados, sistemas isolados e decisões tomadas no escuro. Para mostrar que a mudança é possível, Amy citou um exemplo inusitado: a trajetória da Nintendo. Fundada em 1889, muito antes da era dos videogames, a empresa japonesa começou como fabricante de cartas de baralho para a elite. Ao longo de mais de um século, atravessou o fim do feudalismo, a modernização do Japão, duas guerras mundiais, a chegada da televisão e a revolução digital. Em cada virada histórica, não resistiu à mudança, e sim a antecipou. Por exemplo: “A Nintendo não sobreviveu, em todos esses anos, por sorte. Sobreviveu porque soube se reperceber antes dos outros. E, hoje, lidera não por tradição, mas, sim, por capacidade de enxergar o novo contexto antes que ele se torne evidente”, afirmou Webb. Segundo a futurista, o erro mais comum, em tempos de incertezas, é tentar planejar o futuro como se fosse o passado. “Modelos lineares de planejamento, com metas fixas e cronogramas rígidos, são perigosos quando o cenário muda rápido”, disse. Como alternativa, ela apresentou o conceito do Cone do Tempo, que propõe pensar no curto e no longo prazos, simultaneamente. A ideia é usar uma estrutura que mede o grau de certeza e mapeia ações, em vez de simplesmente marcar a passagem do tempo em trimestres ou anos. Por isso, ela defende que “os líderes precisam pensar em dois tempos, ou seja, ao mesmo tempo, resolver o agora e preparar o depois”. Como estimular a mentalidade digital Para Aline Carvalho, diretora de Gente e Pessoas da Norsul, o maior entrave da transformação digital no transporte não está nas máquinas nem nos softwares, mas, sim, nas pessoas. “Quando a gente fala que as empresas estão mudando devagar, estamos falando da gente”, provocou ao abrir seu workshop no SEST SENAT Summit. O diagnóstico é que muitas empresas do setor ainda operam com práticas herdadas da Era Industrial (1800-1960), quando eficiência, previsibilidade e controle eram valores centrais. Hoje, porém, o mundo já avançou da Era Digital para a chamada Era Pós-Digital, na qual adaptabilidade, colaboração e capacidade de navegar na incerteza são essenciais. Carvalho apresentou seis estratégias que facilitam a adoção de uma mentalidade compatível com os tempos atuais: 1 – Confiança corajosa Mais do que empatia, trata-se de criar um ambiente onde conversas difíceis sejam possíveis, sem punir quem traz más notícias. Isso exige transparência radical, segurança psicológica e capacidade de sustentar conflitos de forma produtiva. 2 – Fim da cultura do herói Na Era Digital, o líder não pode ser a figura central que concentra decisões e protagonismo. É necessário redistribuir responsabilidades e permitir que as equipes ganhem autonomia para agir com rapidez e inteligência. 3 – Superar o apego ao conhecido A previsibilidade é confortável, mas a transformação digital exige abertura ao desconhecido. Resistir a novos processos e ferramentas é natural, mas precisa ser trabalhado como parte da estratégia. 4 – Mais perguntas, menos respostas Em um ambiente de mudanças rápidas, a pressa por respostas definitivas pode ser um erro. Líderes digitais cultivam curiosidade ativa e fazem perguntas que conectam diferentes áreas e perspectivas.

ANTT promove 1º Encontro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas

Evento será realizado em 2 de outubro de 2025, na sede da Agência, em Brasília ANTT realizará, no dia 2 de outubro de 2025, das 9h às 18h, o 1º Encontro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas – Diálogos com a ANTT, reunindo governo, especialistas e representantes do setor para debater questões estratégicas e o futuro do transporte de cargas no Brasil. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cooperação entre o regulador e os protagonistas do segmento, promovendo um diálogo transparente e a construção conjunta de políticas públicas voltadas à segurança, à eficiência logística e à sustentabilidade. Durante o evento, serão debatidos projetos estratégicos da Agência com foco na modernização do setor, no aumento da competitividade e na redução de impactos ambientais. Os participantes também terão espaço para apresentar demandas e contribuir com sugestões. O encontro marca um passo histórico na relação da ANTT com o setor, consolidando um ambiente de confiança e colaboração para impulsionar o transporte rodoviário de cargas no país. Serviço – Save the Date Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT

Presidente da Fetransul participa do SEST SENAT Summit

A edição 2025 do SEST SENAT Summit foi realizada nos dias 12 e 13 de agosto, em São Paulo, com o tema “Inovação em Movimento: O Transporte na Era Digital”. O encontro anual, promovido pelo Sistema Transporte e voltado a líderes do setor, teve como objetivo discutir o futuro do transporte no Brasil, com foco em inovação, transformação digital e inteligência artificial. Francisco Cardoso, presidente da Fetransul, representou a entidade e compartilhou insights do evento: “A inteligência artificial está remodelando setores inteiros, do transporte à engenharia, e pode gerar ganhos de eficiência sem precedentes. Especialistas como Jonathan Brill e Sandor Caetano, palestrantes do encontro, ressaltaram que o maior desafio não é tecnológico, mas cultural e estratégico. É preciso direcionar a IA com propósito claro, foco em resultados e preparação das equipes para essa nova era”, destacou Cardoso. A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, acompanhado dos diretores do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e do ITL (Instituto de Transporte e Logística). Também participaram do momento inicial o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza; a diretora executiva interina da CNT, Fernanda Rezende; o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes; e a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa. Vander Costa ressaltou que o evento é um momento de conexão, troca de informações e provocações com o objetivo de compartilhar experiências, fomentar a inovação e debater a digitalização, um fenômeno que, como destacou, já é parte do presente, e não apenas do futuro. “A realidade está mudando rapidamente. Aqui, queremos refletir sobre o que acontecerá nos próximos cinco ou dez anos. Não é só uma questão econômica, mas também cultural, ligada a costumes e hábitos. Precisamos discutir o uso das tecnologias, que podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal. Por isso, é fundamental distinguir o que realmente contribui para o desenvolvimento social e empresarial.” A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, fez um breve histórico das edições anteriores do evento, destacando que a curadoria foi construída coletivamente, a partir do feedback dos participantes. “Nosso objetivo é criar uma rede de relacionamento forte, um networking de alta qualidade. Não existe empresa forte em um setor fraco. Este evento é um investimento para fortalecer e desenvolver as empresas de vocês.” A representatividade do público e o potencial de aprendizado entre diferentes segmentos foram ressaltados pelo diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira. “Hoje contamos com representantes de todos os modais, o que nos permite entender as diversas formas pelas quais a transformação digital impacta o setor de transporte.”