Governo do RS presta esclarecimentos sobre concessão do Bloco 2

Após deputados estaduais gaúchos manifestarem insatisfação com a nova proposta do governo Eduardo Leite (PSD) de concessão do chamado Bloco 2 de rodovias, que compreende estradas localizadas nas regiões do Vale do Taquari e Norte, o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, compareceu a uma audiência pública na Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização da Assembleia Legislativas nesta quinta-feira (10) para prestar explicações sobre o modelo. A pasta comandada por Capeluppi é a responsável por desenvolver o edital da concessão. A reunião iniciou com o secretário apresentando os principais pontos da proposta e desenvolvendo uma argumentação em defesa do novo modelo. O projeto de concessão do Bloco 2 reduziu o preço da tarifa de pedágio, anteriormente em R$ 0,23 por quilômetro rodado, para R$ 0,19, podendo chegar a R$ 0,18 no caso de os municípios da região aceitarem uma proposta do Executivo de isentar a cobrança do Imposto de Serviços de Qualquer Natureza (ISS) da tarifa. A maior tarifa prevista, conforme apresentou Capeluppi, seria em trecho da ERS-130 em Encantado, que custaria cerca de R$ 5,66, com uma redução que chega a R$ 4,37 em caso de isenção do ISS. Já a mais barata é em parte da ERS-130 no município de Arroio do Meio, com R$ 2,17 considerando a cobrança do imposto e R$ 1,68 com a isenção. Para defender o modelo, Capeluppi citou pesquisas da Confederação Nacional do Transportes (CNT) que apontam para uma má qualidade nas estradas gaúchas. “Uma das constatações sempre trazida nesses estudos é que ocorrem custos operacionais em razão da má qualidade das nossas rodovias. Esses estudos mostram ainda que no Rio Grande do Sul essa qualidade das rodovias é ainda pior que em outros estados, e essa má qualidade e esses custos operacionais maiores acabam repassados para a população”, argumentou o secretário. O titular da pasta de Reconstrução, para embasar que a concessão traria melhorias qualitativas nas rodovias do Bloco 2, citou os investimentos realizados pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) no último anos como muito inferiores aos previstos na proposta do governo. “Entre 2019 e 2025, o Daer investiu R$ 39 milhões em terceiras faixas e duplicações, e R$ 282 milhões na ERS-118. Nos primeiros cinco anos que nós estamos prevendo no Bloco 2, são R$ 386,5 milhões em duplicações e terceiras faixas e R$ 1,8 bilhão de investimentos de recuperação da malha existente e qualificação desta malha”, afirmou Capeluppi. Participou da reunião, além de deputados estaduais gaúchos, o diretor da Fetransul, Paulo Ziegler, que apontou inconsistências nesta revisão do modelo apresentado pelo Piratini. Para Ziegler, as concessões de rodovias são muito adotadas por governantes brasileiros, mas o resultado, na avaliação do representante da entidade, é de onerações ao Estado. “De forma geral, a opção de você financiar infraestrutura através de pedágios é extremamente onerosa. Em geral, de cada um real que o usuário paga, é abaixo de 40 centavos o que efetivamente se destina ao uso da rodovia para manutenção ou para fazer expansões de capacidade ou terceiras pistas. O resto se traduz em impostos, custos e lucro financeiro, então isso mostra uma eficiência ruim para este modelo que o país adota, e o Brasil é campeão mundial de rodovias concedidas”, disse o diretor. Ao tratar especificamente do bloco 2, Ziegler criticou as mudanças propostas ao projeto apresentado anteriormente. A fim de reduzir a tarifa de 0,23 centavos por quilômetro rodado, que foi amplamente criticada por parlamentares, inclusive da base governista, o governo propôs um aumento do aporte público de R$ 200 milhões – de R$ 1,3 bilhão, passou para R$ 1,5 bilhão -, com recursos do Funrigs, fundo criado para concentrar valores a serem destinados à reconstrução do Estado após as cheias de maio de 2024. Acrescentando o investimento da concessionária que vencer a licitação, o total investido chega a R$ 4,3 bilhões nos 30 anos de concessão. Outra mudança com o objetivo de reduzir as tarifas é a redução de melhorias previstas. “Redução de 28% nas melhorias, como uma forma de racionalização em busca de um custo (de pedágio) menor. Porém, a tarifa só foi reduzida em 17%. Há uma desproporção entre a racionalização dos investimentos, que é aceitável pensar, e a redução da tarifa, que passou de R$ 0,23 centavos (por quilômetro rodado) para R$ 0,19. Há um descompasso aí”, disse Ziegler, ao comparar o projeto anterior apresentado pelo governo e o novo. Fonte: Bolívar Cavalar – Jornal do Comércio / Foto: Nathan Oliveira/Divulgação/JC
Projeto de concessão do Bloco 2 ameaça custo logístico do Vale do Taquari e Norte do RS

O projeto de concessão de rodovias do Bloco 2 foi apresentado em janeiro de 2025. Tratou-se da retomada de uma proposta em curso desde 2022, que foi retirada de pauta frente ao malogro da concessão do Bloco 3, ocorrido mediante um leilão sem concorrência, e sem descontos na tarifa base do pregão. Os novos estudos apresentados em janeiro deste ano são mais completos, refletindo as necessidades das rodovias do Vale do Taquari, parte de Serra Gaúcha e do Norte do RS. Porém o projeto novamente esbarrara no elevado custo do empreendimento. A tarifa base para leilão foi estabelecida em R$ 0,23/km, para rodovias de pista simples. Quando duplicadas, teriam lançamento do um acréscimo de 30%. Audiências públicas na região propiciaram um diálogo construtivo que levou a Secretaria de Parcerias do RS a promover uma nova revisão do projeto. E a última versão do Bloco 2 racionalizou investimentos, estabeleceu gatilhos que permitirão avanços quando necessário, e, ao mesmo tempo, promoveu uma redução de 17% da tarifa referência de leilão que passou a ser R$ 0,19/km para pistas simples. A tarifa base do pedágio para o leilão desafia a busca de um consenso. A mobilização das autoridades e representações municipais da região, entidades empresariais, inclusive do transporte rodoviário de cargas, sinaliza a insatisfação com o reprojeto do Bloco 2. Basicamente é possível constatar-se que houve uma redução de 28,5% na extensão da malha rodoviária a ser duplicada e de 30% na de terceiras pistas, sendo que estas são as duas maiores rubricas de investimentos do projeto. Juntas, estas reduções representam R$ 670 milhões. A este valor se somam R$ 200 milhões do Funrigs, adicionados pelo Governo do RS. A soma do contingenciamento de investimentos e o maior aporte do Fundo de Reconstrução colocam a tarifa base em R$ 0,14/km. A constatação é de que a redução proposta pelo Executivo Estadual não guarda proporcionalidade, sendo ainda um projeto muito oneroso. Outro fator crítico de grande relevância é o VDM, que necessita ser aferido com exatidão, pois é um balizador da tarifa referência para o pregão. Através do VDM investidores e usuários podem mensurar o potencial de receita do empreendimento, equalizando as tarifas e dimensionando os investimentos. É mister que o poder concedente apure e revise estas informações, garantindo a precisão desta informação. Outro aspecto importante é ter presente que o projeto de concessão do Bloco 2 é o primeiro de todos a estabelecer um fracionamento da cobrança do pedágio em distâncias médias de 20 quilômetros a cada pórtico, na modalidade de livre passagem (freeflow). Trata-se de um modelo inovador, considerado mais justo, pois aumenta a base de arrecadação e diminui o custo de cobrança. Esta combinação de efeitos constitui em fator de redução da tarifa, que precisa ser considerado no cálculo para leilão. A região abrangida pelo Bloco 2 há quatro anos dedica-se ao estudo desta concessão. Há convergência de que esta é uma alternativa para prover os recursos necessários para a infraestrutura rodoviária, porém há o cuidado necessário para que este empreendimento seja conduzido com sucesso. Trata-se de um contrato de três décadas, prorrogáveis por mais cinco anos, que vai permear nove outros governos. E como tal, tendo reajustes anuais e um contrato a ser cumprido, precisa ser justo com os usuários, sob pena de penalizar o custo logístico da região. O pedágio caro inibe novos investimentos, tal como acontece no Sul do RS. Os R$ 1,5 bilhão do Funrigs aportados no Bloco 2 é um valor suficiente para duplicar 176 quilômetros de rodovias, ou seja, mais do que o total previsto no reprojeto. Se este recurso for aplicado separadamente de uma concessão, é possível reduzir o projeto de investimentos da concessão para patamares significativamente menores, resultado em tarifas inferiores a R$ 0,10/km. A mistura de recursos públicos com investimentos privados dificulta discernir a potencialidade econômica deste aporte de R$ 1,5 bilhões. Como os estudos do Bloco 2 já estão todos parametrizados, pode-se inicialmente fazer este investimento antes de implementar a concessão, adiando o leilão em três ou quatro anos. Levando-se em consideração que estudos e audiências públicas não esgotaram as questões relacionadas à concessão das rodovias do Bloco 2, é fundamental que o Poder Público não dê o assunto por resolvido. Assembleia Legislativa, com parte de base aliada incluída, lideranças regionais e usuários não desistiram de buscar o melhor projeto, pois o futuro de longo prazo está em jogo. Não se pode trocar dois ou três meses de açodamento por um desfecho inadequado que persistirá 30 anos. O leilão do Bloco 3, da Serra Gaúcha, ensinou que a pressa conspira para o fracasso. IMAGEM: Paulo Loffeda / Zignet
FETRANSUL reforça compromisso com a reconstrução do RS e participa de reunião do Plano Rio Grande

A FETRANSUL marcou presença na reunião do Conselho do Plano Rio Grande, realizada na manhã desta quinta-feira (10/7), no Palácio Piratini, em Porto Alegre. O encontro, conduzido pelo governador Eduardo Leite e com a presença do vice-governador Gabriel Souza, secretários de Estado e integrantes do Comitê Científico, teve como pauta a apresentação de avanços nas ações de dragagem, desassoreamento e batimetria de corpos hídricos, além de um balanço das iniciativas de reconstrução do Estado após os eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul. O diretor da FETRANSUL, Jaime Kras Borges, esteve representando a entidade e dialogou diretamente com o governador e o vice-governador, colocando a entidade à disposição para contribuir com o Plano Rio Grande, especialmente no eixo estratégico de logística em situações de desastres climáticos. “Estamos prontos para colaborar na construção de soluções que garantam maior agilidade, integração e resposta em momentos críticos, como os que vivemos recentemente”, afirmou Jaime. Saiba mais sobre as tratativas da reunião: https://planoriogrande.rs.gov.br/leite-destaca-compromisso-com-atuacao-responsavel-e-transparente-durante-reuniao-do-conselho-do-plano-rio-grande
Carazinho recebe mais uma ação do MOTORISTA DE FUTURO

Na manhã do dia 10 de julho, o MOTORISTA DE FUTURO foi realizado na unidade do SEST SENAT em Carazinho com alunos da Escola Estadual Érico Veríssimo. O Programa tem como objetivo principal a atração e sensibilização dos jovens com a profissão motorista. A ação é realizada pela FETRANSUL, tendo como principal parceiro o SEST SENAT e o apoio da Transpocred. Nesta edição, contou também com o apoio do sindicato filiado SINDICAR. Até o momento mais de 3.500 alunos de escolas públicas no Rio Grande do Sul participaram do Programa em 13 cidades do RS, incluindo Porto Alegre, Lajeado, Estrela, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Eldorado do Sul, Passo Fundo, Uruguaiana, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, Santa Rosa e Carazinho. Na oportunidade, o presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, o presidente do SINDICAR, Moisés Santos e o diretor da unidade do SEST SENAT, Eder Dalberto deram as boas-vindas aos alunos e falaram sobre a importância da profissão. COMO A AÇÃO ACONTECE: Orientações: Durante a visita guiada, os jovens foram recepcionados no SEST SENAT pelas equipes e assistiram a uma explanação da Instrutora Carine Carvalho Silva Bohn, sobre as atividades do motorista profissional e sua importância para a sociedade. Na sequência, participam de uma palestra com o tema “Iniciando no Mercado de Trabalho”, oferecida pelo Progrid Transpocred e conduzida pelo coach, Thiago Pianezzer que compartilhou orientações práticas, reflexões sobre comportamento profissional e estratégias para inserção e desenvolvimento no ambiente corporativo. A palestra teve como objetivo preparar os jovens para os desafios do início da carreira, estimulando atitudes proativas, autoconhecimento e foco em resultados. Experiência na prática: Após o bate-papo, os jovens estiveram acompanhados do Instrutor Alexandre Teixeira e conheceram o simulador de direção, uma tecnologia de ponta a serviço da qualificação profissional para o transporte, e vivenciam a experiência com o caminhão. O instrutor de motorista, Vilson Pedro Chapuis, da empresa TW Transportes, explicou aos alunos sobre as funcionalidades do veículo e deu seu valioso depoimento sobre a experiência da profissão para os jovens. Esta edição contou pela primeira vez com um Mini Truck disponibilizado pela empresa Cavalinho Transportes, que proporcionou uma experiência ainda mais realista da profissão. Gabrielle Moraes, supervisora corporativa de comunicação e coordenadora do projeto Mini Truck, Jeferson Scudiero, motorista interno e coordenador técnico do Projeto e Adenilson Giacometti, motorista monitor e instrutor, acompanharam a ação e deram suporte aos alunos. A FETRANSUL agradece a todos que fazem o MOTORISTA DE FUTURO acontecer. Nesta edição, agradecemos especialmente à empresa Glória, que ofereceu o transporte gratuito aos alunos, e à TW Transportes, que gentilmente disponibilizou um de seus veículos para a ação. JUNTE-SE AO MOTORISTA DE FUTURO!Entre em contato:51) 99872-0864comunicacao@fetransul.com.brAssista AQUI o vídeo com os principais registros do Programa Saiba mais: https://www.fetransul.com.br/motorista-do-futuro/
Fetransul participa de audiência pública sobre concessão do Bloco 2 de rodovias

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul reuniu, na quinta-feira (10), deputados da base do governo e da oposição em uma audiência pública promovida pela Comissão de Serviços Públicos, com foco na concessão das rodovias que integram o chamado Bloco 2. O encontro contou com a presença de parlamentares, além de representantes da AGERGS, entidades empresariais e comunitárias e do secretário de parcerias do RS, Pedro Capeluppi. A Fetransul foi representada pelo diretor de Infraestrutura, Paulo Ziegler, que destacou a preocupação do setor com os valores propostos para a tarifa de pedágio e a necessidade de rever o modelo atual. Segundo Ziegler, a revisão apresentada pelo governo até o momento não conseguiu atingir o objetivo de estabelecer uma tarifa de leilão compatível com a realidade econômica e a competitividade do transporte. “Há uma meta de se alcançar uma tarifa de R$ 0,14 por quilômetro, mas o projeto atual ainda está distante desse patamar”, pontuou. Como alternativa, o diretor sugeriu que o governo do Estado direcione R$ 1,5 bi do Fundo Estadual de Reconstrução (FUNRIGS) diretamente para obras de recuperação nas rodovias do Bloco 2 antes da concessão. A medida, segundo ele, permitiria uma redução significativa nos valores futuros das tarifas, tornando a concessão mais eficiente e acessível para a população e o setor produtivo. A audiência pública foi proposta pelo deputado estadual Miguel Rossetto (PT) e evidenciou consenso entre parlamentares da base e da oposição quanto à necessidade de ajustes no modelo de concessão proposto pelo Executivo.
FETRANSUL e SINDICAR promovem diálogo sobre o futuro do TRC Gaúcho em Carazinho

Na tarde desta quarta-feira, 9 de julho, a FETRANSUL e o SINDICAR promoveram o 7º Encontro do Transporte Rodoviário de Cargas, reunindo empresários, lideranças e representantes de entidades ligadas ao setor. Com uma programação técnica e abrangente, o evento foi palco para o debate dos principais desafios e oportunidades enfrentados pelas transportadoras. As discussões também abordaram as transformações em curso nos âmbitos trabalhista, regulatório e tributário, que vêm impactando diretamente as empresas. O evento foi aberto com as boas-vindas do presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, e do presidente do SINDICAR, Moisés Santos. Em sua fala, Cardoso destacou o trabalho contínuo da Federação em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), ressaltando o alinhamento entre as pautas e os temas abordados no encontro. Ele também reforçou o compromisso da FETRANSUL em acompanhar de perto as mudanças legislativas e tributárias, atuando de forma proativa em defesa dos interesses das empresas do setor. “Este evento é de extrema importância para os nossos associados e empresas parceiras, pois oferece informação qualificada, promove a troca de experiências e fortalece o setor como um todo. Agradecemos à FETRANSUL e aos apoiadores pela realização e pelo empenho em proporcionar um encontro tão relevante para o transporte rodoviário de cargas”, destacou Moisés Santos. A programação contou com três palestras técnicas, focadas em assuntos estratégicos para o transporte rodoviário de cargas: Reforma Tributária, com Dr. Fernando Massignan, assessor jurídico da FETRANSUL: a apresentação abordou os principais impactos das mudanças no sistema tributário para o setor. Dr. Massignan destacou a necessidade de as empresas revisarem contratos, estruturas de custo e créditos acumulados, a fim de se adaptarem ao novo cenário fiscal. Programa Trânsito Livre, com André Mendes, coordenador do Grupo Setorial de Transportes da Secretaria da Fazenda (SEFAZ): a palestra detalhou o funcionamento do programa, uma iniciativa da Receita Estadual que isenta veículos de transportadoras previamente credenciadas da parada obrigatória em postos fiscais no Rio Grande do Sul. O objetivo é simplificar e agilizar o trânsito de mercadorias, além de incentivar a conformidade tributária no Estado. ADI 5322 – Impactos nas Empresas de Transporte, com Dra. Raquel Caleffi, assessora jurídica da FETRANSUL: a palestrante esclareceu os aspectos jurídicos e os efeitos práticos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a jornada de trabalho do motorista profissional, destacando as implicações diretas para as transportadoras. Os participantes tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre os temas apresentados e contribuir com reflexões importantes para o setor. A 7ª edição do Encontro do TRC Gaúcho que contou com o importante apoio do SEST SENAT e Transpocred, foi um sucesso de público e evidenciou a força da união entre entidades, empresários e profissionais na busca por um transporte rodoviário de cargas mais eficiente, competitivo e sustentável.
6º Encontro do TRC Gaúcho em Santa Rosa foi realizado pela FETRANSUL e SINTRALOG

Empresários, lideranças e representantes de entidades ligadas ao transporte rodoviário de cargas se reuniram ontem, 08 de julho, em Santa Rosa para participar do 6º Encontro do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), promovido pela FETRANSUL e pelo SINTRALOG (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Santa Rosa). O evento consolidou-se como um espaço estratégico para a troca de experiências, o fortalecimento de parcerias e o debate de temas cruciais para o futuro do setor. Com uma programação técnica, o encontro abordou os principais desafios e oportunidades enfrentados pelas transportadoras gaúchas, além de discutir as transformações em curso nos ambientes trabalhista, regulatório e tributário. O encontro teve início com as boas-vindas do presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, e do presidente do SINTRALOG, André Bizarro. Em sua fala, Cardoso destacou a relevância dos temas abordados, especialmente diante das mudanças jurídicas e tributárias que afetam diretamente as empresas de transporte. Ele ressaltou o comprometimento da Federação em acompanhar e atuar frente a essas transformações, sempre em defesa do setor. O presidente também agradeceu o apoio essencial do SEST SENAT e o engajamento do SINTRALOG, que foram fundamentais para a realização do evento. A programação contou com três palestras focadas em assuntos centrais para o transporte de cargas: • Programa Trânsito Livre – Apresentado por André Mendes, coordenador do Grupo Setorial de Transportes da Secretaria da Fazenda (SEFAZ), o tema detalhou o funcionamento do programa que é uma iniciativa da Receita Estadual que dispensa a parada obrigatória de veículos de transportadoras, previamente credenciadas, em postos fiscais do RS. Os objetivos são simplificar e agilizar o trânsito de mercadorias e incentivar a conformidade tributária no Estado. • ADI 5322 – impactos nas empresas de transporte, foi tema da exposição da Dra. Raquel Caleffi, assessora jurídica da FETRANSUL. Ela esclareceu os aspectos jurídicos e os efeitos práticos da decisão para o setor na jornada de trabalho do motorista profissional. • Reforma Tributária – Abordada pelo Dr. Fernando Massignan, também assessor jurídico da FETRANSUL, foram apresentados os principais impactos no setor de transporte rodoviário de cargas. As empresas precisarão revisar contratos, estrutura de custos e créditos acumulados para se adaptar ao novo cenário. Os participantes tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre os temas apresentados e contribuir com reflexões importantes para o setor. Odailson Eder , secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Tecnologia de Santa Rosa esteve presente e também falou durante o evento, ressaltando a importância do setor de transporte para o desenvolvimento regional. Durante o evento, o presidente do SINTRALOG, André Bizarro, apresentou um vídeo institucional com as instalações do Centro Logístico de Santa Rosa, destacando o avanço das obras e a estrutura do empreendimento, viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada. Na ocasião, Bizarro ressaltou que o projeto nasceu de um antigo sonho dos empresários do setor de transporte da região, agora transformado em realidade graças à mobilização e articulação do SINTRALOG. “O Centro Logístico foi um esforço coletivo, que exigiu planejamento, união e perseverança. Ver esse projeto sair do papel e tomar forma é motivo de grande orgulho”, afirmou o presidente. Ele também enfatizou a importância estratégica do empreendimento para a economia local, destacando o impacto positivo na geração de empregos, arrecadação de impostos e fortalecimento da cadeia logística regional. O sucesso da 6ª edição do Encontro do TRC Gaúcho evidencia a força da união entre entidades, empresários e profissionais em busca de um transporte rodoviário de cargas mais eficiente, competitivo e sustentável.
FETRANSUL e SINTRALOG visitam Centro Logístico em Santa Rosa

Representantes da FETRANSUL e do SINTRALOG visitaram, na tarde desta segunda-feira (07), as instalações do Centro Logístico de Santa Rosa. O empreendimento, resultado de uma Parceria Público-Privada, é considerado um marco para o setor de transporte e logística da região. A iniciativa começou como um sonho antigo dos empresários locais e, graças à articulação do SINTRALOG, está se concretizando com grande impacto no desenvolvimento econômico da cidade. A área de 9,6 hectares foi cedida pela Prefeitura Municipal de Santa Rosa, enquanto a infraestrutura do centro está sendo construída por 12 empresas de transporte e distribuição. As companhias estão implantando suas sedes no local com base em projetos próprios e planos de negócios que contam com apoio e incentivos municipais. A expectativa é de geração de empregos, aumento na arrecadação de impostos e o fortalecimento do setor logístico na região. Durante a visita, o presidente do SINTRALOG, André Bizarro, apresentou o projeto ao presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, destacando o empenho da entidade sindical para viabilizar a proposta e tirar o plano do papel. Cardoso elogiou o trabalho do sindicato e parabenizou a iniciativa. “É um exemplo de como o setor empresarial, em parceria com o poder público, pode transformar ideias em realizações concretas que impactam positivamente toda uma comunidade. O Centro Logístico de Santa Rosa é um avanço para o transporte de cargas”, afirmou. O novo centro deverá entrar em operação em breve, consolidando-se como referência em logística regional e fortalecendo a integração entre empresas, infraestrutura e desenvolvimento.
MOTORISTA DE FUTURO realiza ação em Santa Rosa

Na manhã desta terça-feira (08 de julho), o Motorista de Futuro foi realizado mais uma vez na unidade do SEST SENAT em Santa Rosa com alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Pedro Meinerz.A ação é realizada pela FETRANSUL em parceria com o SEST SENAT e apoio da Transpocred. Nesta edição, o sindicato filiado SINTRALOG também apoiou o evento.Até o momento mais de 3.500 alunos de escolas públicas no Rio Grande do Sul participaram do Programa, incluindo as cidades de Porto Alegre, Lajeado, Estrela, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Eldorado do Sul, Passo Fundo, Carazinho, Uruguaiana, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria e Santa Rosa.O MOTORISTA DE FUTURO tem como objetivo principal a atração e sensibilização dos jovens com a profissão motorista.Na oportunidade, o presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso e o presidente do SINTRALOG, André Bizarro deram as boas-vindas aos alunos e falaram sobre a importância da profissão.COMO A AÇÃO ACONTECE:Durante a visita guiada, os jovens foram recepcionados no SEST SENAT pelas equipes e assistiram a uma explanação do Instrutor Gilberto Minussi sobre as atividades do motorista profissional e sua importância para a sociedade. Na sequência, participaram de uma palestra com o tema “Iniciando no Mercado de Trabalho”, oferecida pelo Progrid da Transpocred e conduzida pelo coach, Thiago Pianezzer.Após o bate-papo, os jovens conheceram o simulador de direção, uma tecnologia de ponta a serviço da qualificação profissional para o transporte, e vivenciaram a experiência com o caminhão. O motorista Stefan Karpichin, da empresa 3 Marcos Transporte e Logística, explicou aos alunos sobre as funcionalidades do veículo. JUNTE-SE AO MOTORISTA DE FUTURO!Entre em contato:(51) 99872-0864comunicacao@fetransul.com.br Assista AQUI o vídeo com os principais registros do Programa Saiba mais: https://www.fetransul.com.br/motorista-do-futuro/ Prática com o simulador de direção do SEST SENAT
Reunião da Diretoria da NTC&Logística do mês de julho discute panorama financeiro, pautas estratégicas e novas ações para o segundo semestre

Encontro híbrido reuniu lideranças para tratar dos avanços da agenda institucional, balanço financeiro, ESG, mão de obra no setor e preparação para os principais eventos da entidade Foi realizada no dia 03 de junho, em formato híbrido, a Reunião Ordinária da Diretoria da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) referente ao mês de julho, sob a coordenação do presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, e com a presença do vice-presidente, Antônio Luiz Leite; do diretor financeiro, José Maria Gomes; dos conselheiros vitalícios Geraldo Vianna e Flávio Benatti; membros da diretoria, representantes de entidades associadas e convidados. A FETRANSUL esteve representada pelo presidente Francisco Cardoso, que participou da reunião de forma virtual. No início da reunião, durante as comunicações pessoais, foi dedicado um minuto de silêncio em homenagem a Sebastião Segundo Dantas, ex-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado do Rio Grande do Norte (SETCERN), falecido no último dia 27 de junho. Lembrando o comprometimento de Sebastião Segundo Dantas com as causas do setor, sempre junto à NTC&Logística, o presidente Eduardo Rebuzzi ressaltou a trajetória do estimado empresário, sua liderança e atuação em prol do Transporte Rodoviário de Cargas. Entre os primeiros itens abordados, constou a explanação da assessora executiva da presidência, Elisete Balarini, sobre os próximos eventos da entidade, incluindo o cronograma das edições do Seminário Itinerante em 2025 e os preparativos para o Congresso NTC 2024 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM, que será realizado em novembro. Foi enfatizada a agenda de reuniões com empresas associadas e parceiros comerciais, importante iniciativa da atual gestão no sentido de estreitar o relacionamento da entidade com o mercado. O presidente Eduardo Rebuzzi compartilhou, durante a reunião de diretoria, um relato sobre as audiências realizadas em Brasília, entre os dias 23 e 26 de junho, com foco no alinhamento entre a NTC, entidades governamentais e a União Internacional do Transporte Rodoviário (IRU), representada por Vincent Erard, diretor sênior de Estratégia e Desenvolvimento, e Ana Taliberti, assessora jurídica sênior de TIR/IRU. A agenda, considerada estratégica, tratou de avanços e perspectivas no âmbito do transporte internacional de cargas, reforçando a representatividade da Associação em pautas internacionais. Após o relato do presidente Rebuzzi, o vice-presidente Antonio Luiz Leite e o conselheiro vitalício Flávio Benatti destacaram a relevância do tema e a importância do trabalho que vem sendo desenvolvido pela entidade na ampliação do diálogo internacional e na integração logística. Na sequência, José Maria Gomes, diretor financeiro da entidade, e Fernando Silva, coordenador operacional, apresentaram o status financeiro da NTC&Logística com os dados do fechamento de maio, trazendo uma análise detalhada das contas e apontamentos para garantir o equilíbrio orçamentário da entidade. A “Aliança Nacional pela Segurança Logística” foi o assunto discorrido pelo vice-presidente extraordinário de Segurança, Roberto Mira, e pelo consultor de Segurança, Dr. Waldomiro Milanesi – o lançamento oficial da iniciativa, o processo de desenvolvimento, os objetivos e as ações previstas para os próximos meses. Eles acentuaram a importância dessa mobilização e do trabalho conjunto que será empreendido com entidades parceiras, visando fortalecer as estratégias de combate ao roubo de cargas e promover um ambiente logístico mais seguro em todo o país. Na oportunidade, também foi destacado que o 2º Encontro Nacional de Segurança no TRC será realizado no dia 27 de agosto, em São Paulo, como parte das ações estratégicas da NTC&Logística para aprofundar o debate e fomentar valores e diretrizes a serem priorizados. Sinalizando a relevância do alinhamento com as boas práticas e com a agenda sustentável global, especialmente no que diz respeito à redução de emissões, a vice-presidente extraordinária da Pauta ESG, Joyce Bessa, informou os progressos alcançados por meio das atividades realizadas e a contribuição da NTC&Logística como parceira técnica das transportadoras nesse processo de adaptação. Na ocasião, também anunciou a nova parceria firmada entre a NTC&Logística e a empresa Domani Global, especializada em soluções voltadas à agenda ESG, com destaque para a elaboração de relatórios estratégicos e indicadores de sustentabilidade. A parceria reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento do setor, oferecendo suporte técnico e ampliando o acesso a ferramentas que facilitam a transição para modelos de negócio mais sustentáveis, em consonância com a visão da NTC&Logística sobre a importância do tema. Os trabalhos da COMJOVEM foram apresentados pelo coordenador nacional, André de Simone: as ações recentes da Comissão, os eventos regionais e o planejamento das próximas atividades. Coube destaque à Campanha de Doação de Sangue COMJOVEM Salva Vidas, que contabiliza, desde 2017, mais de 4 mil doações em todo o Brasil. Ato de cidadania e solidariedade que ocorre, anualmente, nos meses de junho, julho e agosto, a Campanha mobiliza os Núcleos Regionais da COMJOVEM, entidades e todo o setor. Na área trabalhista, o assessor jurídico, Dr. Narciso Figueirôa Junior, expôs atualizações sobre as negociações coletivas no TRC em 2025 e detalhou os desdobramentos da audiência pública sobre o tempo de direção, realizada na Câmara dos Deputados. Os debates no Fórum do Transporte e os projetos que tramitam no Congresso relacionados à segurança no setor foram os temas desenvolvidos pelo diretor jurídico, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro. As articulações políticas e institucionais em Brasília foram relatadas por Edmara Claudino, assessora de Relações Institucionais. A assessora jurídica, Dra. Gil Menezes, apresentou os dados iniciais da pesquisa inédita sobre a escassez de mão de obra no TRC, com proposições de soluções práticas, e tratou da validação do MDF-e conforme a Nota Técnica 2025.01. Assessor técnico, o engenheiro Lauro Valdívia atualizou os presentes sobre a pesquisa em andamento para o CONET (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que ocorrerá em agosto, e anunciou a criação do Comitê de Seguros, como parte integrante do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE). A reunião contou, ainda, com o registro de outros assuntos de interesse do setor, e foi encerrada com a ratificação da NTC&Logística como protagonista nas principais discussões referentes ao Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. NTC&Logística