Setcesul luta por melhor infraestrutura e menores custos para transportadores da região

O transporte rodoviário de cargas enfrenta desafios que colocam em risco a competitividade da economia na Zona Sul. Na região, o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas do Extremo Sul (Setcesul) atua como representante do setor, trabalhando para conseguir melhorias na infraestrutura e políticas públicas capazes de reduzir os custos operacionais da atividade.

Para os dirigentes do Setcesul, um dos principais desafios atuais é a precariedade das rodovias. Estradas em más condições de tráfego, sinalização deficiente e falta de manutenção dificultam o escoamento da produção agropecuária e industrial. Para o diretor-executivo do Setcesul, Renato Leite, a situação compromete a segurança e gera prejuízos. “Além disso, a instabilidade nos preços dos combustíveis e a elevada carga tributária pressionam as empresas, que buscam alternativas para manter sua sustentabilidade financeira”, afirmou.

Outro fator que joga contra os transportadores da região é o custo operacional elevado pelas tarifas de pedágio cobradas no Polo Rodoviário de Pelotas. “Essa tarifa praticada nas praças da região aumenta os custos e pressiona o caixa das empresas”.

Diante das dificuldades, o Setcesul busca alternativas para modernizar o setor e auxiliar os transportadores a reduzir seus custos de operação e se tornarem mais competitivos. Entre as ações colocadas em prática, estão a negociação com órgãos públicos por melhorias viárias e a oferta de programas de capacitação para motoristas e gestores de frota. A adoção de tecnologias de rastreamento e gestão logística tem sido incentivada para aumentar a eficiência das empresas.

A integração com os setores produtivos como o agronegócio, principal responsável pela demanda de transporte de cargas na região é outro ponto considerado essencial pelos diretores da entidade. “O sindicato trabalha para fortalecer essa relação, assegurando que o transporte rodoviário continue sendo um elo vital para o desenvolvimento econômico da região”, destacou Leite.

De acordo com o diretor-executivo, é possível avançar se houver mais diálogo entre setor público e iniciativa privada. Para o Sindicato, investimentos em infraestrutura devem ser prioridade na agenda dos governos estadual e federal, principalmente em regiões produtoras. Mas enquanto não há sinais de grandes obras, o Sindicato aposta na união dos empresários para fazer pressão sobre a classe política. A expectativa é de que novas concessões rodoviárias contemplem contrapartidas que garantam manutenção e expansão de vias estratégicas. “Com políticas públicas adequadas e investimentos em infraestrutura, é possível superar as barreiras e impulsionar ainda mais a logística regional”.

O Setcesul

Fundado em 16 de novembro de 1989, o Setcesul representa o setor de transporte de cargas e logística no sul do estado negociando convenções coletivas, além de oferecer estrutura de apoio jurídico e técnico aos associados. Atua junto a órgãos públicos em temas como mobilidade urbana, tendo contribuído para o estacionamento rotativo em Pelotas e para o projeto de uma plataforma logística na cidade.

O Sindicato também busca mudanças no modelo de pedágios federais, visando mais eficiência. É um dos 13 sindicatos da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Rio Grande do Sul (Fentrasul) e participa de conselhos e eventos estaduais, levando as demandas dos empresários da região.

Atende os municípios de Pelotas, Rio Grande, Jaguarão, Capão do Leão, São Lourenço do Sul, Canguçu, Mostardas, Tavares, Pedro Osório, Herval, Santa Vitória do Palmar, São José do Norte, Lavras do Sul, Arroio Grande, Pinheiro Machado, Bagé, Piratini, Morro Redondo, Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista. A atual diretoria é composta por Egon Bonow Rutz como presidente; Rudimar Cachapuz Puccinelli como vice-presidente; Jean de Almeida Schimdt como 1º diretor financeiro; Nelson Ricardo Seus Vergara como 2º diretor financeiro; Derní Schiller Zaffalon como 1º diretor secretário e Everaldo Carvalho Born como 2º diretor secretário. O conselho fiscal é formado por Paulo Augusto Motta de Oliveira, Giorgio Mesko Goulart, José Antonio Gonçalves Dias, Leandro Alves Nunes, Rui Carlos Peter e Luis Carlos Kohler Einhardt.

Fonte: Jornal Tradição – Por Matheus Garcia

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