Governo do RS divulga revisão do projeto de concessão do Bloco 2 de rodovias

Em reunião com autoridades e entidades do Vale do Taquari e entidades empresariais, o governador do RS, Eduardo Leite, apresentou na noite de ontem (09/06) a nova versão do projeto de concessão de rodovias denominado Bloco 2, que abrange 415 quilômetros de rodovias do Vale do Taquari, parte da Serra e do Planalto Gaúcho.  O novo estudo revisou inúmeros aspectos do projeto com o objetivo de reduzir a tarifa base para o leilão. Entre outras medidas, o governo acrescentou mais R$ 200 milhões de aporte do FUNRIGS, que se somam aos R$ 1,5 bilhão antes previstos. As providências adotadas viabilizaram uma redução do custo de R$ 0,23/km para R$ 0,19/km, podendo ser ainda de R$ 0,18/km caso as prefeituras concordem em isentar o ISS da arrecadação da futura concessão. 

O governador reiterou que as dificuldades orçamentárias tornam imprescindível a opção pela concessão de rodovias como forma de viabilizar os investimentos nas mesmas, O bloco 2 terá 174,5 quilômetros de duplicações e 72,5 quilômetros de terceiras pistas, em melhorias previstas para serem executadas no primeiro decênio da concessão de trintas nãos. Eduardo Leite deseja realizar o leilão entre outubro de novembro deste ano, e acredita na possibilidade de uma redução de até 20% na tarifa base do pregão.

Lideranças regionais expressaram reconhecimento pelo empenho do governo em melhorar o projeto, porém pediram um prazo para analisar esta revisão. Entre outras iniciativas, as entidades da região contrataram uma empresa especializada para medir o VDM das rodovias e se certificar do potencial de arrecadação do bloco.

A Fetransul esteve representada na reunião por seu presidente, Francisco Cardoso, e pelos diretores Betina Kopper e Paulo Ziegler. A Federação igualmente está analisando os novos parâmetros trazidos pelo governo do RS. Desde a divulgação da primeira versão do estudo a Fetransul tem trabalhado em conjunto com as entidades do Valo de Taquari para que a concessão reflita com eficiência as necessidades de infraestrutura e, ao mesmo tempo, tenha tarifas de pedágio condizentes e módicas. Na etapa anterior a Federação encaminhou suas contribuições ao secretário de Parcerias e Reconstrução, Pedro Capeluppi.

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