A FETRANSUL manifesta seu repúdio ao recente aumento do IOF anunciado pelo governo federal, medida que impacta negativamente o setor de transporte rodoviário de cargas – responsável por mais de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil.
A elevação da alíquota do IOF sobre os financiamentos às empresas, que passou de 1,88% para 3,95% do valor da operação, compromete a aquisição de caminhões, peças, pneus e outros investimentos essenciais. Isso afeta especialmente pequenas e médias transportadoras que não operam com linhas incentivadas como o FINAME, que permanece isento.
O aumento também encarece o capital de giro (adiantamento de recebíveis), ferramenta indispensável para a sustentabilidade financeira das empresas de transporte, que operam com margens apertadas e enfrentam longos prazos de recebimento. Com o crédito mais caro, a previsibilidade e a capacidade de investimento do setor ficam comprometidas.
Entre os efeitos diretos dessa medida estão: a elevação dos custos operacionais, o repasse de preços ao consumidor final e o desestímulo à renovação de frotas – em um momento em que o país deveria estar incentivando a modernização, eficiência e redução de emissões no transporte.
O aumento do IOF vai na contramão do desenvolvimento logístico e da competitividade nacional. Em vez de fomentar o investimento produtivo, a medida representa um entrave adicional à operação de milhares de transportadoras que mantêm o Brasil em movimento.
A FETRANSUL se soma a outras entidades do setor no pedido de revogação imediata da medida e reforça que o transporte precisa de crédito mais acessível, redução da carga tributária, segurança jurídica e melhoria do ambiente de negócios para continuar cumprindo seu papel essencial na economia brasileira.



