Rede Pampa é homenageada com o Troféu Alma Gaúcha, entregue pela Fetransul

O troféu homenageou aqueles que ajudaram a reconstruir o RS após as enchentes Nessa quarta-feira (2), a Rede Pampa de Comunicação, representada pelo presidente Alexandre Gadret, recebeu a homenagem do Troféu Alma Gaúcha, promovido pela Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul). A premiação foi destinada às personalidades e instituições que ajudaram a reconstruir o estado após as enchentes de maio de 2024. A empresa recebeu o prêmio pela cobertura jornalística durante a maior tragédia climática já vivida pelos gaúchos. O presidente Alexandre Gadret agradeceu a homenagem e destacou a importância da Fetransul para o RS: “uma homenagem como essa, ainda mais da Fetransul, que reúne os sindicatos que transportam a riqueza do nosso estado, que levam a indústria, levam do comércio até aos consumidores, todo esse, esse produto maravilhoso que a gente produz aqui no nosso estado. E isso nos dá muito orgulho ser reconhecido numa ocasião tão festiva como essa. E saber que o trabalho de comunicar, o trabalho de levar informação, entretenimento para a população gaúcha, especialmente nesse caso pela TV Pampa, ele é reconhecido e lembrado, até porque o trabalho nas enchentes da Rede Pampa de comunicação, ele foi muito diferenciado”. O evento também contou com o painel Caminhos para um Transporte Sustentável, que debateu novas tecnologias para reduzir a emissão de poluentes emitidos pelo setor logístico e de transportes. O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, comentou sobre a importância da conscientização ambiental no setor: “nós sofremos aqui no Rio Grande do Sul o efeito de uma resposta do meio ambiente, né? A forma como nós operamos, seja na indústria ou até mesmo no transporte, e o meio ambiente deu uma resposta, porque a gente precisa repensar a forma como nós consumimos energia. Hoje nós estamos aqui promovendo um debate, trazendo sendo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), que representa os fabricantes de veículos, nos informando, dividindo aqui quais são as tecnologias já disponíveis atualmente, a tendência para o futuro”. Erica Marcos, Gerente executiva ambiental da CNT, promoveu a apresentação sobre combustíveis alternativos. Ela falou sobre as abordagens do painel, focado na redução de poluentes através de combustíveis alternativos: “nós falamos sobre as rotas tecnológicas de fontes energéticas que são alternativas às fontes fósseis para o transporte brasileiro. Então falamos da eletromobilidade, do hidrogênio renovável, do biometano, do HVO, óleo vegetal hidrotratado, então são fontes que são renováveis e que podem ser aplicadas no transporte rodoviário brasileiro. (…) Nós temos os aspectos técnicos de cada rota, de cada fonte energética, né? E elas visam o mesmo objetivo em comum, que é a descarbonização, a redução das emissões de poluentes do país. E nós temos a última meta colocada pelo Ministério do Meio Ambiente no ano passado na conferência do clima que foi realizada no Azerbaijão, que é uma faixa de redução de 57 a 69% dos gases de efeito estufa em relação ao ano base de 2005 e o objetivo é alcançar essa redução até 2035”. Com foco na redução de emissões de poluentes, o painel e a premiação foram realizados no Hotel Deville, em Porto Alegre, e contaram com a presença de lideranças do setor, além de empresários e autoridades. Fonte: O Sul / Foto: Rede Pampa
Jornal do Comércio recebe troféu Alma Gaúcha da Fetransul

Durante as enchentes, o Jornal do Comércio realizou com cobertura jornalística abrangente e informativa, mantendo a população atualizada sobre os desdobramentos da tragédia e as ações de reconstrução Com foco na reconstrução do Rio Grande do Sul, vinte entidades privadas, incluindo associações, governos e veículos de comunicação receberam, na tarde desta quarta-feira (2), o troféu Alma Gaúcha da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul). Entre os agraciados pelo trabalho realizado durante as enchentes do ano passado, está o Jornal do Comércio. Também chamado de Troféu Embaixador da Reconstrução RS, o prêmio foi entregue no Hotel Deville, às 17h. “Estamos agradecidos pelo reconhecimento de uma instituição tão importante e relevante para o Rio Grande do Sul”, celebra o diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Tumelero. Conforme a entidade, durante as enchentes, o Jornal do Comércio realizou com cobertura jornalística abrangente e informativa, mantendo a população atualizada sobre os desdobramentos da tragédia e as ações de reconstrução. Segundo o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, as enchentes são uma resposta do meio ambiente. “Como operamos veículos de carga, somos muito cobrados pela agressão ao meio ambiente. Então, entendemos que era oportuno mostrar o que estamos fazendo e reconhecermos outras instituições que se arriscaram e doaram recursos para reerguermos a economia”. De acordo com o diretor-presidente do Jornal do Comércio, o trabalho realizado durante o período de calamidade faz parte da obrigação da empresa como entidade jornalística. “A comunicação é algo super relevante e muito importante, principalmente, em uma situação onde não havia uma comunicação muito clara. Eram muitas opiniões e fake news. Então, os veículos de comunicação tiveram um papel fundamental, levamos com muita seriedade esse fato”, avalia. Após as enchentes, segundo Tumelero, o trabalho realizado pelo Jornal do Comércio ajudou a promover a economia. “No momento era necessário recompor as questões econômicas, os trabalhos e organizar o cenário. As pessoas precisavam de dinheiro e vieram muitas ideias boas. Fizemos questão de mostrar e usar de exemplo para outras atividades se promoverem também”. Ainda de acordo com ele, este é o momento de “olharmos o lado bom de tudo que aconteceu para que consigamos olhar para frente e termos energia para dar continuidade nas atividades”. Durante o período, o posicionamento foi reforçado nas páginas do jornal. Além do Jornal do Comércio, também foram completadas a Rádio Gaúcha, a TV Pampa e o Correio do Povo. A prefeitura de Porto Alegre também recebeu o troféu devido ao programa Porto Alegre Forte. Em sua fala, o prefeito Sebastião Melo reforçou que 90% da economia do Rio Grande do Sul depende do transporte. “Em nome de todas as decisões para salvar vidas, agradeço ao trabalho de vocês (Fetransul)”. Assim como a prefeitura, o governo do Rio Grande do Sul também foi agraciado com o troféu. Representando o governador Eduardo Leite, o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, destacou os investimentos do Plano Rio Grande. Antecipando a entrega do troféu, o painel “Caminho para um transporte sustentável” reuniu especialistas e lideranças do setor que debateram as soluções inovadoras para a mobilidade e sustentabilidade do Brasil. Fonte: JC – Foto: Dani Barcelos/JC
Audiência Pública discute fiscalização do tempo de direção e descanso de motoristas e a precariedade da infraestrutura rodoviária

No dia 1º de abril de 2024, a Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal realizou uma audiência pública para debater a aplicação da Lei 13.103/2015, que regula o tempo de direção e descanso dos motoristas profissionais, frente à grave falta de infraestrutura de pontos de repouso nas rodovias do país. O encontro teve como objetivo avaliar a viabilidade da norma e buscar soluções para melhorar a fiscalização e ampliar locais de descanso adequados. O debate foi solicitado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), por meio do requerimento REQ 11/2025-CI. Durante a audiência, destacou-se a dificuldade enfrentada pelos caminhoneiros para cumprir a legislação diante da carência de pontos de parada e a insegurança nas rodovias brasileiras. A precariedade e escassez dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) foi um dos principais pontos discutidos. Atualmente, poucos estabelecimentos possuem certificação adequada para garantir condições dignas aos motoristas, com requisitos mínimos de higiene, segurança e conforto. Em 2022, o Ministério da Infraestrutura certificou apenas 20 novos PPDs em rodovias de seis estados, um número considerado insuficiente para atender à demanda nacional. Uma pesquisa conduzida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, revelou que os motoristas reivindicam banheiros com chuveiros de água quente, áreas de descanso adequadas e maior segurança nos pontos de parada. Outro fator crucial apontado na audiência foi a condição precária da malha viária brasileira. Em 2022, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) identificou 2.610 pontos críticos nas rodovias brasileiras que representam falhas graves na infraestrutura. O gerente executivo trabalhista da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Frederico Toledo Melo, ressaltou a necessidade de aprimorar a regulamentação para garantir maior segurança jurídica a transportadores e agentes fiscalizadores. Já o coordenador-geral de Segurança Viária da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Jeferson Almeida Moraes, destacou a importância da padronização dos procedimentos de fiscalização para evitar interpretações divergentes e assegurar uma aplicação eficiente da legislação. Diante dos desafios apresentados, os encaminhamentos da audiência pública incluíram a Revisão das normas que geram insegurança jurídica na fiscalização e a Proposição de uma nova audiência na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados para aprofundar o debate sobre a regulamentação dos PPDs e melhorias na fiscalização. A audiência contou com a participação de autoridades e representantes do setor. A Confederação Nacional dos Transportes esteve representada por Frederico Toledo Melo, Gerente Executivo Trabalhista da CNT O debate ressaltou a necessidade urgente de investimentos na infraestrutura rodoviária, priorizando a ampliação e adequação dos PPDs, além de medidas para tornar a fiscalização mais justa e eficiente. A audiência demonstrou que, sem infraestrutura adequada, o cumprimento da Lei 13.103/2015 se torna inviável, prejudicando tanto motoristas quanto a segurança nas rodovias do país.
Aeromot anuncia empreendimento do setor aeronáutico em Guaíba

Em cerimônia realizada no Palácio Piratini, na tarde desta segunda, 31 de março, a Aeromot anunciou a implantação de um empreendimento do setor aeronáutico na cidade de Guaíba. Guilherme Cunha, CEO da empresa, informou que o projeto foi nomeado AeroCITI, pois reúne mais de 20 empresas, além da construção de um aeroporto. Segundo Cunha, o plano é produzir o avião Diamond DA62, um bimotor com capacidade para sete passageiros. Inicialmente serão 100 unidades. O CEO projeta ainda produzir o modelo AMT X, uma aeronave movida a etanol, 100% brasileira. Os planos da Aeromot são de que as operações tenham início em 2027. Ernani Polo, secretário de Desenvolvimento Econômico, classificou o projeto como transformador. Já o governador Eduardo Leite manifestou que o empreendimento tornará o RS referência no setor aeronáutico. Quando estiver em funcionamento pleno, vai gerar 1.500 empregos diretos. A Fetransul esteve representada no evento pelo diretor de Infraestrutura, Paulo Ziegler.
Secretaria da Reconstrução recebe 390 sugestões sobre concessão do bloco 2

A consulta pública sobre o projeto de concessão de rodovias para o bloco 2 na região do Vale do Taquari e Norte do Rio Grande do Sul recebeu 390 contribuições no período de 70 dias, segundo a Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg). A partir de agora, a equipe técnica da secretaria vai analisar as sugestões, revisar o projeto e manter o diálogo com prefeituras e entidades envolvidas com o tema. De acordo com a secretaria, o objetivo é seguir construindo, de forma conjunta, o projeto da concessão. Entidades empresariais do transporte rodoviário de cargas do Rio Grande do Sul defendem mudanças no projeto do bloco 2. Os transportadores rodoviários afirmam que a concessão de rodovias como solução à falta de investimentos em infraestrutura deve obedecer a critérios de viabilidade econômica aos usuários sem afetar o preço final dos produtos e sem afetar a competividade do Estado. Segundo a Secretaria da Reconstrução Gaúcha, os investimentos do bloco 2, localizado em uma das regiões mais afetadas pelas enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, serão de R$ 6,7 bilhões. Do montante, R$ 1,3 bilhão é via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Serão 30 anos de concessão com a iniciativa privada. Somente nos dez primeiros anos da concessão, serão investidos R$ 4,5 bilhões. • LEIA MAIS: Movimento pressiona por celeridade nas obras da BR-116, na Serra Gaúcha O chamado bloco 2 abrange 32 municípios gaúchos (17,5% da população), tem um total de 414,91 quilômetros de extensão, e é composto por sete estradas (ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324, RSC-453 e BR-470). Os recursos são necessários para realizar a duplicação de 244 quilômetros e a implementação de 101 quilômetros de terceiras faixas para ampliar a fluidez e a segurança das estradas da região. Atualmente, nenhuma das rodovias que compõem o Bloco 2 é duplicada. Outras melhorias previstas na concessão são a implementação de 323 quilômetros de acostamentos, 73 quilômetros de marginais e 43 passarelas de pedestres, entre outras medidas. Também estão previstos socorro mecânico e médico 24 horas, monitoramento por câmeras e bases de atendimento aos usuários. A modelagem conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). Depois da fase de audiências públicas que foram realizadas no mês de janeiro deste ano, será lançado o edital (previsto ainda para o primeiro semestre de 2025) e realizado leilão, na B3, em São Paulo, para definir o vencedor da licitação – cerca de 90 dias após o lançamento do edital. O critério para definir o vencedor será o de menor aporte público conjugado com o maior desconto na tarifa. Fonte: JC – Foto: Gus Wanderlei/Divulgação/JC