CNT defende flexibilização de normas para auxiliar transportadoras do RS

A trágica situação em que vive a população do Rio Grande do Sul em razão das chuvas foi a pauta principal da reunião do Conselho Nacional de Turismo, que tem a CNT (Confederação Nacional do Transporte) como membro no biênio 2024-205, em vista de sua expertise no transporte de passageiros, locação de veículos e infraestrutura — áreas fundamentais para o desenvolvimento do turismo. Realizada a distância nessa segunda-feira (13), com abertura do ministro do Turismo, Celso Sabino de Oliveira, a reunião contou com representantes de entidades de vários setores e órgãos públicos. É o caso do secretário de Turismo do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Rodriguez Júnior, que falou da situação com preocupação, já que, segundo ele, a demora na reestruturação do estado trará um prejuízo imensurável para o setor turístico. Representando a CNT, participou do encontro a gerente de Relações com o Poder Executivo, Danielle Bernardes, que, além de solidariedade, registrou a apreensão da entidade sobre as condições em que a população do estado tem vivido. “Por isso, o Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) se colocou ao lado das famílias afetadas, agindo institucionalmente com a CNT à frente das articulações e, também, por meio do SEST SENAT, que disponibiliza sua rede e seus serviços”, disse.  No que se refere ao turismo, Danielle Bernardes contextualizou como as chuvas afetaram os modais do transporte aéreo, rodoviário e ferroviário de passageiros, além das locadoras de veículos. “Para a CNT, é necessário que o governo tenha estratégias de flexibilização de normas para auxiliar na recomposição das empresas transportadoras do Estado nesse momento delicado”, finalizou a gerente. Por Agência CNT Transporte Atual Foto: Agência Brasil

Nota aos Gaúchos e Brasileiros

Porto Alegre, 15 de maio de 2024. Prezados Gaúchos e Brasileiros, Neste momento difícil, nossos pensamentos e corações estão com todos os que foram afetados pelas enchentes devastadoras em nosso amado estado do Rio Grande do Sul. É com pesar que testemunhamos o sofrimento e as dificuldades enfrentadas por tantas famílias. Estamos enfrentando uma situação desafiadora, mas também estamos unidos em solidariedade para trazer alento às famílias necessitadas. Reconhecemos a generosidade e a colaboração de todos que têm oferecido ajuda e apoio durante este período difícil. Diante da magnitude da crise e das limitações, compartilhamos orientações da Defesa Civil e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Convidamos a todos a consultarem a lista de produtos prioritários identificados pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, disponível no seguinte link: https://sosenchentes.rs.gov.br/doacoes-em-geral . Essa lista inclui itens essenciais que estão em maior demanda e que serão de grande ajuda para atender às necessidades imediatas das comunidades afetadas. Contribuir com esses produtos prioritários é uma maneira prática e eficaz de oferecer suporte às famílias e indivíduos que estão enfrentando dificuldades após as enchentes. Toda a ajuda é bem-vinda, e encorajamos aqueles que já têm um pedido ou destino acertado para suas doações a continuarem enviando-as. Cada gesto de solidariedade faz a diferença e é fundamental para ajudar nossas comunidades a se recuperarem dessa tragédia. O Estado do Rio Grande do Sul criou um canal exclusivo para orientar doações de cargas acima de 1 tonelada. Desde segunda-feira (13/5), o número 0800 205 5151 será o canal para orientar aqueles que quiserem fazer doações nacionais de carga superior a 1 tonelada (mil quilos) para contribuir com os municípios gaúchos atingidos pelas enchentes. Gostaríamos de enfatizar que essas formas de apoio são igualmente valiosas e fundamentais para ajudar as comunidades a se recuperarem dessa tragédia. Reiteramos nosso compromisso de continuar cooperando e trabalhando juntos para superar essa adversidade e reconstruir nossas vidas e comunidades. Juntos, somos mais fortes e sairemos dessa situação ainda mais unidos e resilientes. Agradecemos a solidariedade de todos e pedimos que continuem mantendo as famílias afetadas em seus pensamentos e orações. Atenciosamente, Francisco Carlos Gonçalves Cardoso Presidente Interino

SETAL realiza ação em prol dos desabrigados pela enchente em Uruguaiana

No dia 11 de maio, o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Carga e Logística da Fronteira Oeste do RS (SETAL), realizou a entrega de lanches e presentes nos abrigos de Uruguaiana onde estão as famílias desabrigadas pela enchente do Rio Uruguai. A ação ocorreu em conjunto com a Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) e apoio do SEST SENAT. As entidades reforçaram a ajuda dos colaboradores e voluntários que doaram do seu tempo para fazer acontecer. O sindicato filiado ao Sistema Fetransul está atuando na sua região e buscando parcerias que possam auxiliar nas demandas do setor e da comunidade uruguaianense.

Badesul paralisa pagamento de dívidas financiadas por empresas afetadas pelas enchentes

O Badesul Desenvolvimento, agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), está atuando em várias frentes para minimizar os prejuízos provocados pelas enchentes que atingem o Estado desde o início de maio. Uma delas é a paralisação temporária do pagamento de dívidas financiadas por empresas afetadas pelo desastre meteorológico. A outra é a possibilidade de contratação de uma linha de crédito emergencial, por parte dos municípios, para recuperar a infraestrutura das cidades. “Precisamos ser sensíveis ao cenário atual, que é de resiliência e posterior reconstrução do Rio Grande do Sul. Por isso, entendemos que esse tempo a mais para as pessoas se organizarem é fundamental e de extrema importância”, pondera o titular da Sedec, Ernani Polo. O secretário enfatiza ainda que a pasta está focada no desenvolvimento de ações para auxiliar trabalhadores que perderam seus empregos e também na reconstrução dos municípios atingidos pelo desastre. Segundo o presidente do Badesul, Claudio Gastal, as primeiras ações voltadas para mitigação dos danos provocados pelas enchentes devem estar disponíveis ainda esta semana. “Estamos finalizando os trâmites necessários para ampliar o prazo de pagamento das parcelas de operações não equalizáveis realizadas por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, ou seja, aquelas que possuem indexador Selic ou TLP”, adianta.  Gastal reforça ainda que está sendo avaliada a possibilidade de oferecer contratos stand still, cuja quitação das parcelas é prorrogada, para os clientes que obtiveram crédito por meio do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), do Ministério do Turismo, do Finep/Inovacred e das linhas do segmento de crédito rural. Badesul Emergencial Outra alternativa que estará disponível em breve é o Badesul Emergencial, ofertado durante a pandemia do Covid-19. Segundo o presidente da agência de fomento, os recursos próprios do Badesul serão disponibilizados aos municípios atingidos pelos alagamentos para amortização das parcelas. “Além disso, estamos à disposição para conversar sobre cada caso em particular”, reforça Gastal, reiterando o compromisso do órgão com os empresários e o poder público na missão de combater os danos provocados pelas enchentes.  Texto: Ascom BadesulEdição: Secom RS

Governo terá de contratar empresas de logística para gerenciar doações

A força do trabalho voluntário na fase de resgate, organização de abrigos e manejo de doações produziu neste início de maio um cenário que não tem como se manter pelo tempo necessário à reconstrução do Rio Grande do Sul. Empresas de logística ajudaram a organizar os centros de distribuição de doações, que são tocados por voluntários, com a participação da Defesa Civil, do Exército e de órgãos do governo.  A pergunta necessária e que precisa ser respondida imediatamente é: e quando os voluntários voltarem à rotina do trabalho, das aulas, dos compromissos em geral? Quem cuidará dos abrigos? Quem cuidará da linha de montagem de cestas básicas, da separação das doações, da entrega dos medicamentos, da organização dos kits de higiene e limpeza?  A resposta, qualquer pessoa que entenda minimamente de logística dará com pequenas variações no texto: é preciso organização profissional. É romântico imaginar que Estados e municípios terão esses batalhões de voluntários por muito tempo.  Podem determinar aos servidores, com base nos decretos de calamidade, que assumam o posto dos voluntários, mas a maioria tem suas tarefas. Os que podem ser deslocados precisarão de um treinamento, por mais rápido que seja, para fazer tarefas braços que hoje estão quase automatizadas.   Os voluntários que ajudam o governo a pensar na logística necessária trabalham em um dos prédios da antiga CEEE que virou QG do governo com o Centro Administrativo alagado. Foi para lá que se mudou o secretário de Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini, coordenador dos oito centros de distribuição montados no Estado para receber doações, organizá-las e endereçar para quem precisa.  Dos conselheiros, Santini ouviu que uma operação desse tipo não se monta em 30 dias. Isso significa que, quando começarem a rarear os voluntários, não será possível simplesmente fazer uma contratação emergencial. O governo terá de alugar galpões  para acomodar produtos que hoje estão em Centros de Distribuição de empresas, cedidos sem ônus para o Estado. Quando essas empresas voltarem a operar, precisarão dos espaços.  Com o decreto de calamidade, o governo tem condições de fazer uma licitação emergencial para contratar empresas com expertise em logística, mas talvez seja necessário separar o processo em diferentes fases. O CD montado nos galpões da antiga CEEE (veja vídeo abaixo) está repleto de doações, boa parte ainda não catalogadas, mas com voluntários trabalhando da manhã à noite na organização. Eles são poucos e as doações não param de chegar: há caminhões vindo de todos os Estados do Brasil, aviões pousando na Base Aérea de Canoas e nas cidades maiores que têm aeroporto, navios da Marinha e pessoas organizando contribuições que chegam de carro e são armazenadas em espaços que logo ficam lotados. Por Rosane de Oliveira – GZH Foto: Eduarda Costa / Agencia RBS

PRF informa liberação de trecho na BR-290

A Polícia Rodoviária Federal informou na manhã de hoje (15), a liberação da BR-290 km 105 em Eldorado do Sul. Reforçando a Rota precária para emergência, abastecimento, socorro, serviços públicos e outras viagens estritamente necessárias para Eldorado do Sul, Guaíba, fronteira, sul e centro do Estado. A PRF deixa alguns alertas para os veículos: Dirigir com atenção redobrada e velocidade reduzida devido à grande quantidade de animais soltos que perambulam pelas cidades e rodovias. Usar a rodovia em extrema necessidade. A rota é precária pois a rodovia está danificada em vários pontos e ainda há acúmulo de água. Os veículos devem acessar a ponte nova do Guaíba, tanto para ir ao interior quanto para voltar. Veículos de pequeno e grande porte passam de Porto Alegre até Guaíba e sul do Estado (ida e volta).” pela BR 116. Somente caminhões passam de Eldorado do Sul em direção ao interior pela BR 290 (ida e volta). De Guaíba em direção ao sul do Estado (BR 116) e do acesso a Charqueadas/ entroncamento RS 401 em direção à fronteira (BR 290) a rodovia está normal. Fonte: Assessoria de Imprensa PRF Continue acompanhando as atualizações em tempo real, através do mapa interativo da situação das rodovias federais e estaduais do Rio Grande do Sul. https://bit.ly/4ahoPia Acesse também as rotas disponíveis: https://bit.ly/4ds8oSN

PRF informa liberação de trecho

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), informou no início da tarde de hoje (14) que a BR-386, km 292 e km 325 (de Pouso Novo a Marques de Souza) está totalmente liberada para a passagem de todos os tipos de veículos. Descritivo: No local, houve queda de barreira e rachaduras no asfalto. Após a realização dos trabalhos de recuperação promovidos pelas equipes da concessionária responsável, foi possível liberar o fluxo de veículos com segurança. Fonte: Assessoria de Imprensa PRF

Bloqueio da rota precária entre Porto Alegre e Eldorado do Sul (ambos os sentidos)

A PRF alerta que, devido ao nível da água dos rios Jacuí e Guaíba, a partir das 18h desta terça (14), a rota precária será totalmente bloqueada em ambos os sentidos na BR-290 entre o km 95 (pontes do Guaíba) e 130 (entroncamento com a RS 401/ Charqueadas). O trânsito entre Guaíba e Eldorado do Sul se manterá liberado enquanto o nível da água permitir. De Guaíba em direção ao sul do Estado (BR-116) e do acesso a Charqueadas/ entroncamento RS 401 em direção à fronteira (BR-290) a rodovia está normal. A liberação ocorrerá quando a água baixar e o DNIT confirmar a segurança das rodovias. Fonte: Assessoria de Imprensa PRF

Chuva ainda causa bloqueios em rodovias da Serra

Mais um ponto que entrou na lista de bloqueios é o km 83 da RS-020, entre São Francisco de Paula e Taquara, na região da comunidade de Rodeio Bonito.  Esse trecho, até então, era uma das alternativas possíveis para deslocamento entre Serra e Capital. Diante do bloqueio, a alternativa mais viável é: saindo Caxias do Sul a Carlos Barbosa, pela BR-470 e RS-446. De lá, ir até São Leopoldo, descendo a Serra pela RS-122. De São Leopoldo, pela RS-239, ir até Taquara e, pela RS-020, em Taquara, seguir por Gravataí, Cachoeirinha até chegar em Porto Alegre. As autoridades reforçam que os motoristas devem evitar viagens desnecessárias. O trânsito nas rodovias é prioridade para veículos de emergência e chegada de mantimentos aos atingidos. Continue acompanhando as atualizações em tempo real, através do mapa interativo da situação das rodovias federais e estaduais do Rio Grande do Sul. https://bit.ly/4ahoPia Acesse também as rotas disponíveis: https://bit.ly/4ds8oSN Com informações da Gaúcha ZH. Foto GZH

A pedido da ANTT, países fronteiriços flexibilizam regras de transporte com origem e destino ao RS

As consultas quanto à possibilidade de entrada no país de veículos com donativos recebem tratamento prioritário. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), como Organismo de Coordenação Nacional dos Acordos de Transporte Terrestre Internacional, tem se somado aos esforços governamentais para facilitar os fluxos de pessoas e de bens de origem e destino para o Estado do Rio Grande do Sul. A permanente interlocução com os países fronteiriços e demais organismos brasileiros tem permitido atuar imediatamente na adequação das regras aplicáveis ao transporte de cargas e de passageiros. Como resultado disso, a pedido da ANTT, a Argentina suspendeu, por 30 dias, a exigência de licença especial para os veículos zero quilômetro, em razão da queda do sistema do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (DETRAN/RS), que impossibilitou a emissão da referida licença. Além disso, o Uruguai flexibilizou os pontos de ingresso e saída de seu território. Acima de tudo, as consultas quanto à possibilidade de entrada no país de veículos com donativos recebem tratamento prioritário, conforme já determinado pela Portaria DG nº 112/ 2024.  A ANTT agradece as medidas concretas e o espírito de solidariedade dos vizinhos sul-americanos e segue vigilante para agir prontamente frente à atual situação de emergência.  Assessoria Especial de Comunicação – AESCOM ANTT Foto: Shutterstock