Parceria do ITL com a FGV garante 15% de desconto em graduações para comunidade do transporte
Tarifa especial vale para trabalhadores do setor, seus filhos e cônjuges, e para os colaboradores do Sistema Transporte Trabalhadores do transporte, seus filhos e cônjuges contam, agora, com desconto de 15% em cursos de graduação online tecnológica da FGV (Fundação Getulio Vargas). A tarifa especial é fruto de uma parceria firmada entre o ITL (Instituto de Transporte e Logística) e a FGV, estendendo-se para colaboradores do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL). A iniciativa faz parte dos convênios estabelecidos pelo ITL com instituições de renome, visando proporcionar à comunidade do transporte acesso a uma formação de alta qualidade, complementando os serviços já oferecidos pelo Sistema Transporte por meio do SEST SENAT e do ITL. Gestão Comercial, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira, Logística, Marketing e Processos Gerenciais são alguns dos cursos oferecidos pela FGV com preço especial. As inscrições para o próximo vestibular são gratuitas e podem ser feitas até 26 de dezembro, exclusivamente pela página da parceria, no site da FGV: https://graduacao-online.fgv.br/itl
Transporte internacional rodoviário passará a contar com a Rota Bioceânica
Um cenário com possibilidades mais viáveis no comércio internacional e nos negócios vem sendo destacado nas alamedas do transporte de cargas, principalmente com a expectativa relacionada à criação da Rota Bioceânica. A rodovia terá a capacidade de ligar os oceanos Atlântico e Pacífico, no Chile, ao Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul (MS), como ponto de partida do Brasil. O Corredor Bioceânico, que inclui uma ponte internacional, estradas e alfândegas, pode encurtar em duas semanas a distância nas exportações brasileiras, especialmente para a Ásia. Pensando no impacto na movimentação de produtos para o estado do Mato Grosso do Sul, grande produtor de grãos, o corredor significará uma redução de 25% a 30% em seus custos na hora de escoar a produção segundo dados do governo do estado. Danilo Guedes, presidente da ABC Cargas – empresa com especialidade no transporte internacional de cargas –, destaca a importância do desenvolvimento do setor na exportação e na importação das mercadoria entre os países: “Sem dúvida, a Rota Bioceânica vai agilizar e diminuir os custos de muitas empresas que exercem esse tipo de atividade, além de causar um impacto positivo na nossa economia”. Para ajudar na desburocratização, o Brasil vem se mostrando forte aliado no desenvolvimento da modernização e da agilidade dos processos relacionados ao transporte de cargas. Um grande exemplo disso é a participação efetiva no transporte internacional rodoviário (TIR). De acordo com a Organização Mundial do Transporte Rodoviário (IRU), o TIR demonstrou reduzir os tempos de transporte e os custos em até 80% e 38%, respectivamente. É um sistema de trânsito único global que pode agilizar os procedimentos nas fronteiras, algo que pode auxiliar no trânsito entre os países componentes do Mercosul. Assim, no último mês, houve um encontro no Mato Grosso do Sul (MS) realizado pela IRU com diversas lideranças governamentais e do setor de transporte e logística de vários países do Mercosul em que puderam debater esse sistema na Rota Bioceânica. Danilo, um dos participantes e organizador do movimento junto à Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), pondera o benefício que essa utilização trará para o Brasil e consequentemente para a América do Sul. “A emissão do Carnet TIR agilizará o trânsito aduaneiro de carga destinada a terceiros mercados. Essa experiência poderá ser replicada em outros corredores, assim como o Bioceânico. O Brasil tem carga destinada a terceiros, então quando ingressar no corredor possibilitará a exportação de carne bovina para a China por meio de um porto chileno. São boas alternativas”. Essa movimentação destinada à desburocratização dentro do setor decorre devido a uma maior insistência das empresas que competem nesse setor por um trabalho mais ágil, seguro e moderno. Com isso, empresários do segmento acreditam que o Brasil precisa estar em constante relacionamento com outros países para que o desenvolvimento seja ainda maior no transporte internacional de cargas. “Tenho visto um maior interesse pela logística e pela redução de tempo dentro do setor. Rapidez e segurança são fatores importantes na escolha da rota. O passo mais importante para que o Brasil possa desenvolver ainda mais o seu papel no transporte rodoviário internacional é aderir e implementar o sistema TIR. O mesmo se aplica aos seus países vizinhos: alguns já aderiram ao TIR, mas é necessário que a implementação seja feita. Além disso, é necessário digitalizar totalmente os procedimentos de trânsito e de transporte de mercadorias”, finaliza o executivo. Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
Vencedores do Prêmio Inova Transporte fazem imersão em Boston
Até sexta-feira (17), egressos do ITL vivenciam programa com foco em inovação nos negócios Um grupo de ex-alunos do ITL (Instituto de Transporte e Logística) está em Boston, nos EUA, para participar da Experiential Study Trip. Com roteiro idealizado pela FDC (Fundação Dom Cabral), a viagem reúne vencedores de destaque do 1º Prêmio Inova Transporte, conferido em março, durante o primeiro encontro da Rede Alumni. Com foco em inovação nos negócios, a programação começou na segunda-feira (13) e segue até sexta-feira (17). A Rede Alumni é uma iniciativa do Programa Avançado de Capacitação do Transporte (coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT) cujo objetivo é “reaquecer” os laços da comunidade acadêmica nascida ao redor dos cursos, das especializações e das certificações internacionais do portfólio do ITL. Voltadas para líderes e gestores, as capacitações são gratuitas e contemplam os diferentes modos do transporte. Na cidade norte-americana, sob supervisão do professor Adriano Amui, da FDC, a comitiva realiza visitas a campi notórios, como o da Harvard Business School, o do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e o da Babson College, e assiste a palestras e seminários diversos. Entre os temas tratados na imersão, estão “Empreendedorismo, jornada e geração de valor” e “Negociação em cenários complexos, ambíguos, plurais e globais”. Os egressos em questão foram reconhecidos pelo Projeto Aplicativo “Modelo colaborativo que promova geração de valor para empresas do setor metroferroviário brasileiro”. Trata-se de um estudo, realizado no âmbito da Especialização em Gestão de Negócios, que propõe um intercâmbio de conhecimentos entre as organizações CPTM, Metro, MRS, VLI e RUMO, sempre buscando soluções convergentes. Por Agência CNT Transporte Atual
Eduardo Rebuzzi é eleito presidente da NTC&LOGÍSTICA para o quadriênio 2024-2027
Aconteceu ontem (16), Assembleia Geral Eleitoral, na sede da entidade em Brasília e na subsede em São Paulo, onde ficou definida a nova diretoria da entidade para o quadriênio 2024-2027. O empresário Eduardo Rebuzzi, foi eleito presidente, junto ao vice na chapa, Antônio Luiz Leite. Na ocasião, além da diretoria, foram eleitos os integrantes do Conselho Fiscal e do Conselho Superior da entidade para o mesmo período. Confira a seguir a composição DIRETORIA (CHAPA ÚNICA) PRESIDENTE: EDUARDO REBUZZI VICE-PRESIDENTE: ANTÔNIO LUIZ LEITE VICE-PRESIDENTE DE TRANSPORTE: ROBERTO MIRA VICE-PRESIDENTE DE LOGÍSTICA: IRANI BERTOLINI DIRETOR FINANCEIRO: JOSÉ MARIA GOMES DIRETOR: JOSÉ ALBERTO PANZAN DIRETOR: OSWALDO VIEIRA CAIXETA JÚNIOR DIRETOR: JOSÉ MARCIANO DE OLIVEIRA ALTAMIR FILADELFI CABRAL VICENTE APARÍCIO Y MONCHO HÉLIO JOSÉ ROSOLEN CARLOS PANZAN PAULO AFONSO RODRIGUES DA SILVA LUSTOSA CONSELHO FISCAL CONSELHO SUPERIOR (CHAPA ÚNICA) Membros Efetivos ANTONIO LUIZ LEITE JOSÉ MARIA GOMES DANILO GUEDES JOÃO BRAZ NAVES JULIO EDUARDO SIMÕES IRANI BERTOLINI PAULO SÉRGIO RIBEIRO DA SILVA ROBERTO RAIMUNDO DEXHEIMER Membros Suplentes GEOVANI ANTUNES SERAFIM PRISCILA HERTEL ZANETTE RAFAELA COZAR GISLAINE ZORZIN GERIN Fonte: NTC&LOGÍSTICA Fonte Imagem: NTC&LOGÍSTICA
Governo do RS anuncia proposta de aumento da alíquota do ICMS para 19,5%
Alíquota básica praticada hoje é de 17%. Governador Eduardo Leite afirma que preços do gás e dos combustíveis, como gasolina e diesel, não devem ser afetados. Projeto de lei deve ser protocolado na Assembleia Legislativa ainda nesta quinta-feira (16). O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), anunciou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16) a proposta de aumento para 19,5% da alíquota básica do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS) no estado a partir de 2024. O percentual praticado hoje é de 17%. O aumento, segundo o governador do estado, não deve atingir preços do gás e dos combustíveis, como gasolina e diesel. A proposta de Leite contraria uma das suas propostas de campanha, que previa não só que impostos não aumentariam, mas que eles seriam reduzidos. Leite afirma que o projeto de lei (PL) deve ser protocolado na Assembleia Legislativa (AL) nesta quinta, pois é o último dia de prazo para que o PL seja votado ainda este ano – até o recesso, sem convocação extraordinária entre o Natal e o Ano Novo. Para a lei vigorar em 2024, o PL precisa ser aprovado pela AL (a aprovação depende do apoio da maioria simples entre os 55 parlamentares) e ser sancionado pelo governador até o dia 31 de dezembro deste ano. Se isso ocorrer, o aumento só entra em vigor 90 dias após a publicação da lei. Durante a coletiva, Leite disse que, se mantiver o ICMS em 17% durante o período de transição de governos, o Estado vai perder com a reforma tributária, que tramita no Congresso Nacional, nos próximos anos. “A redução do ICMS aprovada em 2022 pelo Congresso Nacional derrubou as alíquotas de combustíveis, energia e comunicação de forma artificial, unilateral e forçada”, disse Leite, alegando que o Governo Federal compensou os estados apenas pelas perdas do ano passado. Além disso, ele explicou que ter uma alíquota baixa de ICMS vai reduzir os valores que a União terá de compensar nos próximos anos. No caso do Rio Grande do Sul, a perda seria de R$ 4 bilhões anuais. Fonte: Por João Pedro Lamas e Jonas Campos, g1 RS e RBS TV Fonte Imagem: RBS TV/Reprodução
Últimos dias para se inscrever no Congresso NTC 2023 – XVI Encontro Nacional da COMJOVEM no Rio Grande do Norte
Já estamos na última semana antes do Congresso NTC 2023 – XVI Encontro Nacional da COMJOVEM. O evento, que vai reunir empresários do transporte de cargas de todo o Brasil e será realizado no Resort Vila Galé, localizado em Touros, no Rio Grande do Norte, entre os dias 23 e 26 de novembro, é que promete mais uma vez ser um dos maiores acontecimentos do setor. A organização do evento está preparando diversas atrações para que você possa aproveitar ao máximo a oportunidade de estar com os principais nomes do transporte de cargas do Brasil. As vagas são limitadas, não deixe para a última hora. As inscrições se encerram no dia 22 de novembro ou até quando tiverem vagas, e você não pode ficar fora do maior evento do transporte de cargas. Programe-se e participe do evento, não deixe para a última hora. Faça sua inscrição aqui e use o PROMOCODE: NTC2023 https://www.portalntc.org.br/eventos/congresso-ntc-2023-xvi-encontro-nacional-da-comjovem/ Confira a programação do evento 1º DIA (23 – QUINTA)15h00 – Check-in18h00 – Coquetel19h00 – Cerimônia20h00 – Festa TruckPag 2º DIA (24 – SEXTA)09h00 – One Man ShowPalestrante: Mauricio Dollenz, comediante10h15 – Coffee break no espaço de exposição10h35 – Ações conjuntas da PRF com a NTCPalestrante: Antonio Fernando Miranda Ex-Superintendente da PRF SP11h35 – Almoço no restaurante do hotel14h00 – COM ELAS: Conectando Corações: a arte da comunicação não violentaPalestrante: Gabriela Sayago, psicóloga e pedagoga, com especializações em psicologia positiva, neuropedagogia e terapia cognitivo comportamental.15h00 – Futebol COMJOVEM18h00 – Festa Luau Mercedes-Benz 3º DIA (25 – SÁBADO)09h00 – A Importância do Sonho na Vida de Qualquer ProfissionalPalestrante: Gustavo Borges, nadador olímpico. Com quatro medalhas olímpicas e 19 pan-americanas, é exemplo de motivação e foco dentro e fora das piscinas.10h15 – Coffee break no espaço de exposição10h35 – Transformação empresarial dentro do TRCPalestrante: Ramon Alcaraz, presidente da JSL11H35 – Resultado gameficação12h00 – Almoço no restaurante do hotel15h00 – Gincana / Beach tenis21h00 – Festa CarnaVolks 4º DIA (26 – DOMINGO) 12h00 – Check Out O Congresso NTC 2023 – XVI Encontro Nacional da COMJOVEM é uma realização da NTC&Logística por meio da COMJOVEM. O evento tem como entidades anfitriãs a FETRANSLOG e o SETCERN, e o núcleo anfitrião, COMJOVEM Nordeste. Conta com o patrocínio da Alper Cargo, American Corretora de Seguros, Consórcio Guerra, Endered, Fenatran, Iveco, Mercedes-Benz, Omnilink, Speed Max Pneus, Transpocred, TGID, TOTVS, TruckPag e Volkswagen Caminhões e Ônibus. O apoio logístico da BRASPRESS e o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) e da FuMTran. FONTE/IMAGEM: NTC&LOGÍSTICA
Missão Singapura: a atividade transportadora e as consequências das mudanças climáticas
Transportadores brasileiros debatem a participação no setor nas emissões de gases do efeito estufa e projetam ações futuras para compensar os efeitos colaterais ume atividade econômica essencial O transporte reponde, anualmente, por 200 milhões de toneladas de emissões de gases do efeito estufa no Brasil. Esse cenário já preocupa os consumidores e há pressão social para a redução delas. Tal realidade, no entanto, seria uma espécie de efeito colateral de uma atividade econômica valiosa e essencial. Por esse motivo, o transporte “não deixará de poluir, mas pode adotar medidas para a redução das emissões de carbono e de compensações”. Essa é a avaliação de Karl Schmedders, professor do IMD (International Institute for Management Development), durante o segundo dia do programa acadêmico da Missão Internacional do Transporte – Singapura 2023, nessa terça-feira (14). Ficou a cargo aportar importantes insumos a respeito do ESG (ambiental, social e governança) no transporte. Focado no aspecto ambiental, Schmedders, de maneira pragmática, traçou um panorama sobre a questão das mudanças climáticas hoje, no mundo. Segundo ele, há enorme consenso científico sobre as alterações climáticas provocadas pelo homem: O agravamento dos desastres ambientais convencerá mais pessoas das alterações climáticas. Os tomadores de decisões políticos influentes em alguns países/instituições poderosos acreditam na ciência. Regulamentações mais rigorosas se tornarão politicamente viáveis em muitas jurisdições. Novos riscos e oportunidades para as empresas. Os executivos visionários devem incorporar possíveis prejuízos e transições políticas nas estratégias das suas empresas. À luz desse “senso comum”, Karl Schmedders instou os participantes da Missão Internacional do Transporte a refletirem sobre como as mudanças climáticas afetam as suas empresas; de que maneira elas são impactadas pelas regulamentações ambientais; ou se, até agora, ignoraram as preocupações climáticas. Aqui, algumas das indagações e conclusões dessa discussão: As mudanças climáticas afetam a atividade transportadora, especialmente quando ocorrem desastres naturais que danificam as infraestruturas de transporte. No Brasil, faltam incentivos para a transição energética. Necessitamos de um programa em âmbito nacional de renovação da frota de caminhões no país. O transporte não pode ser todo verde e zerar as emissões de gases do efeito estufa amanhã; isso vai levar tempo. Podem ser adotadas ações para compensar as emissões. As empresas devem se engajar mais na questão da regulamentação ambiental e conversar diretamente com os governos. É preciso que órgãos internacionais assumam o compromisso de uma regulamentação ambiental em escala mundial, a qual todos os países terão de cumprir, a fim de evitar desequilíbrios comerciais. O dinheiro da arrecadação no crédito de carbono deve ser reinvestido na sociedade a fim de aplacar problemas sociais. Compensação No mundo, atualmente, há diversas discussões sobre precificarão do mercado de carbono. O professor Karl Schmedders explica que, em geral, esses debates envolvem dois modelos possíveis: tributação sobre emissões de carbono ou ETS – também conhecidos como Sistemas de Comércio de Emissões. Nesse caso, as empresas negociam “direitos de emissão” que permitem emitir uma tonelada de CO2e. Segundo o professor Karr, uma autoridade central, geralmente um governo – regional, nacional ou supranacional – determina um máximo ou um limite absoluto de emissões dentro do ETS e os direitos de emissão são distribuídos entre os setores empresariais cobertos, geralmente de maneira gratuita ou por meio de leilões, pela quantidade de emissões equivalente ao limite. Tecnologia a serviço da mobilidade Fora do campus do IMD, a delegação de transportadores brasileiros realizou visita técnica ao SMRT Corporation Ltd, provedora de serviços de transporte público de Singapura. De acordo com Tan Kuan PENG, presidente de engenharia do SMRT, o principal negócio da empresa é gerenciar e operar serviços ferroviários. “Isso é complementado pelos nossos serviços de ônibus, táxi e aluguel de veículos particulares. A SMRT está comprometida em fornecer um serviço seguro, confiável e confortável para nossos passageiros.” Por dia, são mais de 2 milhões (40% da população) de singapurenses que utilizam os trens dessa empresa, que também dispõe de linhas de ônibus e soluções de transporte individual. Atuando com subsídios governamentais para operar, a empresa se vale da inteligência artificial, da tecnologia e de um vasto banco de dados para oferecer melhores serviços e diferentes soluções aos clientes e segurança. Como seu braço tecnológico, Strides, um dos primeiros operadores mundiais de redes ferroviária, o SMRT foi um dos pioneiros na criação de sistemas sem condutor, fazendo a transição de uma tecnologia para outra, implementando extensões plurianuais que interligam e integram infraestruturas, sistemas e operações verdes e castanhas, com impacto mínimo às operações e às viagens suburbanas. A missão Organizada pelo Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), a Missão Internacional de Singapura possibilita que, até o próximo dia 18 de novembro, uma delegação de empresários e gestores das maiores transportadoras do Brasil frequente o campus do IMD em Singapura, bem como realize visitas estratégicas a empresas e órgãos singapurenses. Por Agência CNT Transporte Atual
Missão Singapura: Estado da arte de um país visionário que planeja as suas próximas gerações
Em visitas técnicas e encontros, empresários brasileiros conhecem de perto a cultura de planejamento e de visão de futuro dos singapurenses A Ásia deve representar 50% do PIB global e 40% do consumo até 2040. No continente, Singapura já exerce papel de destaque, sendo um hub comercial e o segundo país mais conectado do mundo, atrás apenas de Países Baixos (ou Holanda). A informação foi dada pelo vice-presidente executivo do Comitê de Desenvolvimento Econômico de Singapura (EDB Singapore), Choo Heng Tong, que realizou uma visita à delegação brasileira da Missão Internacional do Transporte, nessa quarta-feira (15). No campus do IMD (International Institute for Management Development), Choo Heng Tong detalhou a dinâmica de funcionamento da economia singapurense. Ele explicou que o comitê é a agência do governo que planeja e executa a estratégia de desenvolvimento econômico e industrial. Eles respondem por 30% do PIB no país – o restante refere-se ao setor de serviços. De acordo com Choo Heng Tong, o PIB per capita de Singapura é de U$ 80 mil, inserindo o país na quinta posição em relação à renda anual por habitante. No Brasil, para efeito de comparação, o PIB per capita é U$13 mil. O vice-presidente afirma que Singapura possui uma economia diversifica e resiliente às crises. 22% do PIB vem de manufatura, 14% do setor financeiro e seguros, 10% do transporte e armazenagem e 19% do comércio. “Para um país pequeno, para cada setor que trabalhamos, escolhemos um com potencial de crescimento que nos permita liderar de alguma forma, para que possamos atingir um nível de excelência tenhamos crescimento e oportunidades de liderança”, disse. Mas o que Singapura oferece na área de negócios? Ao falar da proposta de valor do país, Choo Heng Tong elencou os seguintes aspectos: Mão de obra barata ficou para trás como estratégia de crescimento Agora busca-se um ambiente de negócios bom, no qual há previsibilidade para os investidores Força de trabalho bem formada e treinada Conexão com o mercado global Abertura para pessoas talentosas, um lugar seguro O vice-presidente destacou que Singapura possui nove zonas de negócios livres localizadas perto de portos e aeroportos para facilitar o comércio e distribuição de cargas. De acordo com ele, 99% das declarações de movimentação de cargas são processadas em, no máximo, 10 minutos. No campo das soluções de mobilidade, o país dispõe de um ecossistema diverso de atores (players). “Não é um país com histórico na indústria automotiva, pois não tem um mercado representativo. Mas o mercado de carros elétricos é outra realidade e, por isso, o país passou a investir nesse mercado e a Hyundai montou indústria no território singapurense.” Atualmente, já há 26 mil pontos de carga de veículos elétricos no país. “Uma área da cidade está reservada para veículos autônomos. Uma das preocupações é como esses automóveis vão parar em cruzamentos, dar segurança aos usuários. As universidades investem nesse tipo de pesquisa”, disse o vice-presidente do comitê econômico. Cultura familiar O Comitê Econômico também ressaltou que muitas empresas em Singapura são familiares e, por essa razão, o órgão se preocupa com esse tipo de negócio na política de desenvolvimento do país. “Um dos aspectos que interessa muito as empresas familiares é a preservação do legado. Nesse sentido, há diversas maneiras que as empresas adotam: investir em startups estratégicas para o negócio principal da empresa (para o business core), fomentar pesquisa e inovação com parceiros, fomentar o crescimento de outros países na região do Sudeste Asiático.” Há aproximadamente 1100 empresas familiares instaladas em Singapura. Houve um crescimento recente desse tipo de empresa no país nos últimos anos. Essas empresas recebem suporte do comitê de desenvolvimento econômico e da autoridade monetária do país. Outro patamar de eficiência e excelência Os empresários brasileiros da Missão Internacional do Transporte foram até o Porto de Singapura, também nessa quarta-feira (15), e tiveram um encontro com representantes da PSA (Port Singapore Authority). Trata-se de um dos principais hubs logísticos da Ásia e maior terminal em movimentação de contêineres do mundo. Por ano, o porto tem uma movimentação média de 36 milhões de TEUs (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés – ou seis metros). Para se ter uma dimensão dessa capacidade, o maior porto do Brasil, o de Santos, em 2022, movimentou 5 milhões de TEUs. O hub asiático está conectado a 600 portos em 120 países ao redor do mundo. A PSA é uma operadora portuária que atua em todos os continentes. Segundo os representantes da autoridade, eles estão automatizando boa parte da operação do porto em Singapura, em função da falta de mão de obra, com utilização de carros autônomos e guindastes automáticos. Na parte ambiental, toda a operação do porto é elétrica, sem utilização de combustível fóssil. Mesmo com o porto tendo sido inaugurado em 2021, o grupo já iniciou a construção do novo terminal, o Porto de Tuas, em nova área, projetado para 2040, com capacidade para operar simultaneamente 66 berços. O plano é chegar a 65 milhões de TEUs até 2040. O terminal funciona como um hub para as cadeias de suprimento – as mercadorias passam um tempo nele armazenadas quando necessário. Ao todo, são 8.000 pessoas empregadas, garantindo que o terminal funcione 24h por dia, sete dias por semana. No final dos anos 1960, a PSA era parte da autoridade portuária de Singapura. Até 1997, só havia o Porto de Singapura. Foi, então, que decidiram expandir investimentos para a parte nordeste da China. Estão na mão de um acionista, um fundo de investimentos soberano, de propriedade do governo de Singapura. É o acionista majoritário. Recentemente decidiram avançar para outras atividades, como redes ferroviárias para transporte de cargas, armazenamento em contêineres e depósitos especializados. Planejamento para uso da terra No final do dia, a delegação foi até a sede da LTA (Land Transport Authority), autoridade do transporte terrestre. Os representantes do órgão explicaram aos empresários brasileiros que existem um sistema integrado de transporte terrestre de Singapura. O transporte público (trens) é o modo mais utilizado, com transporte por trens, e
Confira a Live sobre Inovação e Tecnologia, temas discutidos no Executive Program SEST SENAT
Na tarde de hoje (14), os representantes do Sistema Fetransul que participaram do Executive Program SEST SENAT, fizeram um bate-papo sobre os insights de tecnologia e inovação. O presidente Afrânio Kieling, vice-presidente Glademir Zanette e as diretoras Thaís Bandeira e Taís Lorenz, destacaram os principais pontos, entre eles os painéis que abordaram sobre Mudança de Mindset, Inteligência Artificial, Neurociência, Cibersegurança e Segurança nos Transportes, o Futuro da Mobilidade e dos Transportes, entre outros temas. Com o objetivo de compartilhar o conteúdo transmitido durante o evento, o Sistema Fetransul está disponibilizando as palestras do Executive Program. Acesse e faça o download. Não conseguiu assistir a LIVE em tempo real? Assista a gravação AQUI.
Missão Singapura: O foco da transformação digital deve ser o cliente
Delegação de empresários do transporte brasileiro teve acesso a estudos de caso sobre transformação digital e debateu os desafios dos negócios familiares O primeiro dia do programa acadêmico da Missão Internacional do Transporte – Singapura 2023 foi de imersão no campus do IMD (International Institute for Management Development). Misiek Piskorski, professor de estratégia digital do Instituto, buscou desmistificar o processo de transformação digital nas empresas. Segundo ele, o cenário empresarial do mundo moderno está sendo moldado por uma nova realidade, baseada em tecnologia e dados. De acordo com ele, é um fator crucial conhecer a fundo os clientes e entender como eles funcionam. Nesse contexto, ele ressaltou que acompanhar os processos de transformação digital se tornou uma questão de sobrevivência para organizações de todos os tamanhos e setores. “Diante das rápidas mudanças no mercado e das crescentes expectativas dos clientes, a capacidade de se adaptar e inovar se tornou mais crucial do que nunca.” Piskorski detalhou o estudo de caso da gigante farmacêutica Bayer que, a partir do momento em que comprou a Monsanto, multinacional de agricultura e biotecnologia, conseguiu elevar o seu patamar no que diz respeito à transformação digital dos seus processos. A partir dessa experiência e daquilo que definiu como tripé ‘sensores, plataformas e aplicativos’, Piskorski listou os seguintes conselhos para as empresas: O máximo de dados possíveis é importante para entender o que está acontecendo com o consumidor. Por esse motivo, é relevante ter diferentes fontes de dados. Não é preciso fazer tudo sozinho: tenha parceiros para auxiliar nesses processos. O professor afirmou que as empresas de transporte devem diversificar seu portfólio de produtos. Ele apresentou o caso da Grab, o Uber de Singapura. A empresa concede empréstimos para motoristas e usuários, com análise de risco do crédito baseado no perfil de cada um, como nota do motorista e do usuário no aplicativo, rotas mais percorridas e como o motorista reage a incentivos econômicos. Também citou os casos de marketplace do Alibaba e Aliexpress. Negócios familiares Na segunda sessão do dia, a professora Marleen Dieleman, ao falar das lições asiáticas, explicou que, quando o assunto é inovação nos negócios familiares, a maioria das famílias empreendedoras possui uma vasta gama de empresas que abrangem diferentes indústrias, o que altera consideravelmente a dinâmica. Ela explica que outras famílias venderam o negócio original e são investidores ativos ou filantropos. Portanto, pode não haver nenhum negócio legado. “A intrincada dinâmica de grandes agrupamentos ligados por laços de parentesco ainda é em grande parte inexplorada pelos estudiosos das empresas familiares. Assim, vimos a necessidade de expandir a literatura sobre empresas familiares para o domínio do que chamamos de ‘famílias empresárias”, afirmou Marleen. Segundo a professora, negócios familiares podem permanecer à frente se eles tiverem os níveis corretos de governança. “Mas é fundamental que essas empresas encarem as suas lacunas antes que elas se tornem obstáculos”, disse. A missão Organizada pelo Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), a Missão Internacional de Singapura possibilita que, até o próximo dia 18 de novembro, uma delegação de empresários e gestores das maiores transportadoras do Brasil frequente o campus do IMD em Singapura, bem como realize visitas estratégicas a empresas e órgãos singapurenses. Por Agência CNT Transporte Atual