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Executive Program: Transformação digital: o que esperar para o transporte? - FETRANSUL

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Executive Program: Transformação digital: o que esperar para o transporte?

Inteligência artificial, robótica, impressão 3D, realidade virtual e metaverso. Empresas que não souberem navegar na nova onda digital ficarão para trás

A IA (inteligência artificial) está revolucionando o relacionamento entre as empresas e seus diferentes públicos de interesse. Automação de processos, uso de assistentes virtuais e chatbots, desenvolvimento de robôs, facilidade de produção (e redefinição) de produtos em escalas menores, criação de experiências em realidade virtual. Essas são algumas das possibilidades já disponíveis no mercado para quem deseja investir em tecnologias exponenciais. E, ao que dizem os especialistas, é apenas mais uma onda desse mar de novidades.

Para Hod Lipson, especialista em inteligência artificial, robótica e fabricação digital, a IA está em todos os lugares, mas os humanos não podem percebê-la. Isso não quer dizer que ela seja apenas mais uma funcionalidade com o objetivo de automatizar processos, longe disso.

Lipson cita o caso da Amazon One, sistema em que há automação de IA na forma de cobrança de produtos em uma loja, possibilitando o pagamento pela leitura da palma da mão dos clientes, o que vai além de um recurso para facilitar a compra. Por essa tecnologia, é possível, por exemplo, coletar dados sobre hábitos de uso dos consumidores, tais como: o que quase comprou, o que não comprou, o que comprou, o que comprou e não gostou etc. Nesse caso, a tecnologia extrapola a mera contribuição para o crescimento dos negócios da Amazon — abre-se um novo mercado de coleta de dados e venda de informações segmentadas a outras empresas.

É o que também faz a Tesla, ao coletar 2 bilhões de milhas em dados de navegação de seus clientes para alimentar seu sistema e facilitar a direção de milhares de outros motoristas que usam seus carros. E a transferência de informações é simples: basta um download a cada 24 horas para que todos tenham acesso às atualizações e novidades da ferramenta. 

“A inteligência artificial é invisível, assustadora e incrível ao mesmo tempo”, destaca Lipson, ao explicar que os verdadeiros ativos do mundo digital são os dados; e eles não estão disponíveis gratuitamente. “As empresas que coletam dados vão liderar a transformação digital. E as que não os têm precisarão comprá-los e seguir as regras das primeiras”, conclui.

Robótica e impressão 3D

Hod Lipson afirma que a robótica será parte crucial para a inovação e o desenvolvimento de novos produtos, serviços e modelos de negócio. O especialista estima que, nos próximos dez anos, o crescimento tecnológico acontecerá em uma escala inimaginável nos dias atuais. No entanto, entender a IA e saber tirar o melhor dela será fundamental para que as empresas possam se adequar ao momento. “Você não usa a inteligência artificial para fazer a mesma coisa que você já fazia. A IA é um novo parâmetro e deve ser usada como solução para novos problema.”.

Ricardo Cavallini, especialista em fabricação digital, também reforça que a IA vai além da prototipação e da fabricação de produtos. Ao apresentar a impressão 3D, o especialista destaca que sua utilização nos negócios abre novos e gigantescos mercados: protótipos, moldes e ferramentas e produtos finais. “A impressão 3D viabiliza que qualquer pessoa possa lançar um produto e partir para um novo modelo de produção ao perceber que a escala de crescimento atingiu outro patamar”, pontua.

No que tange ao setor transportador, Ricardo Cavallini exemplifica que a impressão 3D — somada a outras tecnologias exponenciais — permitirá a fabricação de uma turbina de avião com metade do peso daquela produzida atualmente pelos métodos convencionais. Não se trata apenas de facilitar a produção, mas de testar novas soluções que contribuam para a economia de combustível, a redução de gastos e o controle de sistemas focados em sustentabilidade, por exemplo.

Realidade virtual e metaverso

De acordo com Ricardo Justus, especialista em realidade virtual, as pessoas estão passando por uma grande mudança na forma como interagem com a tecnologia (o chamado spatial computing). Mas, apesar do que fazem pensar algumas empresas, o metaverso ainda não existe de fato. Para ele, essa nova realidade digital somente será possível quando for democratizada, ou seja, quando todos os indivíduos usarem óculos de realidade virtual. “Mas estamos caminhando para esse futuro”, reforça.

Justus salienta que, ao divulgar recentemente o Apple Vision Pro (com lançamento previsto para janeiro de 2024), a empresa criada por Steve Jobs abre espaço para uma nova era, em que as tecnologias exponenciais permitem a construção de mundos e a democratização de experiências que até então estavam restritas a quem podia pagar por elas: “A realidade virtual não substitui a realidade humana, mas abre um leque de possibilidades”. Ela possibilita visitar memórias antigas, simular conversas com avatares de pessoas que não estão vivas, criar experiências síncronas e conexões que fornecem sensação de realidade.

Afinal, no que as tecnologias exponenciais afetam o setor de transporte? Elas abrem a discussão sobre as mudanças necessárias e possíveis nos modelos de negócios atuais. Mas, acima disso, permitem que sejam pensados (e implantados em um futuro próximo) novos produtos e serviços. A verdade é que a forma de consumo está mudando e as empresas precisam compreender toda essa disrupção e aproveitar o momento para se perguntar: de que forma meu negócio será afetado pelas tecnologias exponenciais? O que posso adaptar no meu negócio para que toda essa transformação se reverta em algo positivo?

Executive Program

Hod Lipson, Ricardo Cavallini e Ricardo Justus foram palestrantes do Executive Program SEST SENAT, evento realizado em Embu das Artes (SP), entre os dias 1º e 4 de outubro, em parceria com a Singularity University Brazil — empresa estadunidense que oferece programas de educação executiva, incubadora de empresas e serviços de consultoria empresarial. 

Por Agência CNT Transporte Atual

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