Afrânio Kieling participa do SEST SENAT Summit
O evento que aconteceu nos dias 15 e 16 de agosto no Teatro Santander, em São Paulo (SP), contou com especialistas de renome nacional e internacional que debateram o futuro do transporte no Brasil, novas tecnologias e tendências de mercado. O encontro abordou sobre como pensar o futuro do transporte no Brasil diante dos diversos desafios econômicos, geopolíticos, sociais e tecnológicos. Direcionado a executivos e líderes de empresas de logística e de transporte, o evento contou com 20 palestras ministradas por especialistas, como Carlos Van de Weijer, diretor-gerente do Eindhoven AI System Institute (EAISI), na Eindhoven University of Technology.; David Roberts, expert em disrupção e Inovação, da Singularity University; Marina Cançado, especialista em negócios e investimentos ESG-Impacto; e Carlos Piazza, fundador da CPC, empresa focada em negócios digitais, tecnologias disruptivas, aceleração digital e seus impactos na sociedade. O Presidente do Sistema Fetransul e do Conselho Regional do SEST SENAT no RS, destaca a importância do encontro para o setor. “Precisamos estar preparados e acompanharmos as tendências, inovações e novas tecnologias que já estão revolucionando o transporte e a logística. O Sistema Transporte está de parabéns pela iniciativa e por oportunizar conhecimento e experiência em prol do desenvolvimento do nosso setor”, conclui Os conteúdos foram divididos nas trilhas o Futuro do Mercado e o Futuro das Tecnologias e abordado sob a ótica ESG, relativa à sustentabilidade ambiental, social e à governança corporativa. Também estiveram em pauta temas atuais e urgentes para o setor, como os desafios e as soluções para a mobilidade inteligente em áreas urbanas; a inteligência artificial no transporte; o blockchain e a identidade digital aplicados aos meios de pagamento; as cidades digitais e interconectividade; e o impacto da inovação aberta. No eixo mercado, foram discutidos temas como a eficiência energética no transporte frente à demanda global pela descarbonização e por novas fontes de energia limpa; as novas configurações da cadeia de suprimentos, que, para garantir a sustentabilidade do negócio durante a pandemia da covid-19, migrou de estruturas globalizadas para regionalizadas; e o impacto da economia GIG, que já estabelece novas relações de trabalho, com atividades sob demanda, prestação de trabalhos temporários ou de curto prazo.
SEST SENAT SUMMIT: Segurança nas estradas e, principalmente, na internet
A importância da inteligência artificial nas empresas de transporte aliada à preocupação sobre a segurança cibernética é debatida no segundo dia de evento Segurança é inerente ao setor de transporte e é sempre o foco dos transportadores de cargas e passageiros, independentemente do modal. E essa preocupação deve ir além das estradas e alcançar todo o âmbito digital das empresas, já que a segurança cibernética pode atuar de forma estratégica na customização de serviços, garantir a satisfação dos clientes, além de proteger suas rotas físicas, pois os criminosos podem usar o meio digital para obter vantagens nos ataques em rodovias. Diante da importância desse assunto, “Cibersegurança: confiabilidade e estratégia para customização de serviços” foi o tema da palestra de abertura do segundo dia do SEST SENAT Summit – Transporte-se para o futuro. O evento reúne, até esta quarta-feira (16), centenas de líderes e executivos das maiores empresas de transporte do Brasil no Teatro Santander, em São Paulo (SP). Cláudio Martinelli, diretor geral da Kaspersky para América Latina, reforçou que, muitas vezes, a segurança cibernética é vista apenas como uma defesa contra vírus e ataques, mas a realidade é que as fraudes de informação são um problema estrutural que vem crescendo em níveis alarmantes. “A segurança digital é um habilitador da segurança física. Não devemos entender esse tipo de segurança como um custo, e sim como um potencial gerador de lucros. Quando eu evito um risco e tenho que gastar menos dinheiro com escolta ou seguro, estou tornando meu negócio mais produtivo. E a segurança digital é um habilitador dessa redução de custos para as empresas”, afirmou Martinelli. Na prática, Martinelli alerta que os criminosos também vão atrás do meio digital para obter vantagens em seus ataques: “Por exemplo, um criminoso, sabendo a rota do veículo, consegue se preparar com um bloqueio em uma estrada, porque ele sabe que a carga vai passar por aquela rodovia, em uma determinada hora, com tal quantidade de carga. Isso é um ganho para o criminoso. A gente tem que estar preparado para administrar com bastante segurança os dados de que temos posse”. A segurança tem que ser parte fundamental de um sistema de transformação digital. O diretor geral da Kaspersky para América Latina definiu três pilares sobre como implantar a cibersegurança de forma mais robusta aos sistemas de transporte e logística: inteligência: capacidade para reconhecer o inimigo e criar a solução ideal para o seu sistema; treinamento: treinar os colaboradores é fundamental, pois diminui as chances de golpes; solução: se tem inteligência e gente bem treinada, é possível colocar uma ferramenta de proteção digital e elas serão bem aplicadas. Abertura O segundo dia do evento começou com a participação da diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart. “Este evento é muito mais valioso pelo networking gerado e pelos insights que os líderes levarão para dentro das empresas. Este é um evento em um novo formato e faz parte das celebrações pelos 30 anos do SEST SENAT, e queremos que o tempo investido aqui possa ser revertido em muitas iniciativas de sucesso nas empresas”, enfatizou a diretora. Também participaram da abertura do segundo dia Bruno Batista, diretor executivo da CNT (Confederação Nacional do Transporte); João Victor Mendes, diretor executivo do ITL (Instituto de Transporte e Logística); Vinicius Ladeira, diretor adjunto do SEST SENAT; Fernanda Rezende, diretora adjunta da CNT; e Eliana Costa, diretora adjunta do ITL. Por Agência CNT Transporte Atual
Inscreva-se para 4º Encontro do TRC Gaúcho em Santana do Livramento
No dia 04 de setembro o 4º Encontro do TRC Gaúcho irá reunir lideranças do transporte e painelistas especialistas no setor. O evento será realizado às 14h no Hotel Rivera Casino & Resort e as inscrições são gratuitas. INSCREVA-SE AQUI: https://bit.ly/3QKsEWS
Com atuação da CNT, projeto que delimita responsabilização solidária das locadoras é aprovado na Câmara
O PL nº 2.464/2019 esclarece pontos do Código Civil e corrige distorção na aplicação da extensão de responsabilidade das locadoras A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, nessa terça-feira (15), o projeto de lei nº 2.464/2019. A proposta busca delimitar a responsabilidade solidária das locadoras sobre os danos causados por terceiros provenientes de negligência, imprudência, imperícia ou mediante conduta dolosa. A redação atual do Código Civil não deixava essa disposição tão clara, o que poderia levar à interpretação dúbia. A CNT (Confederação Nacional do Transporte) atuou pela aprovação da matéria, por entender que essa é uma demanda legítima das locadoras de veículos, representadas pela Abla (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis) e Fenaloc (Federação Nacional das Locadoras de Veículos). Ambas são entidades que compõem a base da Confederação. O relatório do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) foi aprovado com parecer terminativo, ou seja, sem a necessidade de passar pelo Plenário da Câmara — exceto se houver recurso. A matéria havia sido proposta pelo ex-deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) e acrescenta o inciso VI ao art. 932 do Código Civil (lei nº 10.406/2022). O objetivo, segundo o ex-deputado, é a responsabilização do locador de bens móveis quando houver dano causado pelo locatário quando agir com dolo ou culpa no ato da entrega do bem locado. Correção A gerente executiva de Relações com o Poder Legislativo, Andrea Cavalcanti, explica que o projeto corrige uma distorção. O tema da responsabilidade civil das locadoras já foi tratado na súmula nº 492/1969 do STF, que tornou as locadoras responsabilizadas de maneira objetiva e solidária e contrariou o Código Civil. “Aprovada no passado com base em precedentes específicos, a súmula não espelha a realidade atual do cenário das locadoras. O seu conteúdo ainda é aplicado de maneira descriteriosa até hoje, o que prejudica o mercado e a atividade do setor”, explica a gerente. A Abla destacou em nota técnica que a antiga súmula do STF não segue a lógica de reconhecimento de responsabilidade solidária, a qual deveria ocorrer somente quando comprovada a culpa efetiva das locadoras. Em três precedentes, a Associação demonstrou alguns fatores comuns para a aplicação, como a inobservância, pela locadora, do dever de diligência e cautela — muitos dos quais fogem ao controle das empresas. O PL nº 2.464/2019 agora cumprirá o prazo para apresentação de recurso para votação pelo Plenário. Caso não seja apresentado recurso assinado por 52 deputados, a matéria passará por uma nova votação na CCJC para aprovação da redação final do projeto. Assim que aprovado, seguirá para análise do Senado Federal. Por Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT Summit: Novas tendências de mercado sob a perspectiva do ESG
Descarbonização, riscos socioambientais e economia GIG permearam o debate no primeiro dia do evento, realizado em São Paulo As demandas atuais e urgentes da sociedade e do mundo corporativo pautaram o primeiro dia do SEST SENAT Summit, realizado no Teatro Santander, em São Paulo (SP), nessa terça-feira (15). O futuro do mercado foi amplamente analisado, debatido e prospectado sob a ótica ambiental, social e de governança, os três eixos do ESG. Confira, a seguir, os principais pontos: Descarbonização e fontes de energia limpa “Todas as companhias e industrias serão transformadas pela transição para um mundo net zero”. Com uma frase de Larry Fink, CEO da BlockRock, a maior gestora de investimentos do mundo, a especialista em negócios e investimentos ESG-Impacto, Marina Cançado, iniciou a palestra, enaltecendo a necessidade de um conjunto de soluções para que as empresas façam a sua parte. Ela se refere “às soluções que combinem as de curto prazo com as de alto potencial, aquelas que levarão anos para serem desenvolvidas em escala”. Como as empresas podem começar a adesão à Política Net zero? Com a Jornada da Descarbonização, constituída por três etapas: diagnóstico: inventário de emissões; definição da ambição climática: metas e governança; e plano de ação: estratégias e ações de compensação, redução e neutralização. Após apontar que a maior parte das emissões de gases do efeito estufa (GEE) no âmbito global se deve à queima de combustíveis fósseis e que o Brasil é o sexto maior emissor do mundo — sendo o setor de transporte o terceiro maior responsável pelas emissões do país —, Cançado assinalou a importância de soluções climáticas baseadas na ciência, destacando a importância de: destravar o valor do hidrogênio verde, uma das principais apostas para descarbonizar o transporte de carga pesada e aviação; investir na eletrificação de carros, de ferrovias e até de ferrovias de cargas; investir na maior inserção dos biocombustíveis. Marina Cançado também falou sobre a importância de se ter um olhar financeiro para as soluções climáticas, já que uma parte considerável do capital de risco no mundo está no setor de transporte. “Existem inúmeras soluções para a descarbonização e a eficiência energética, que podem gerar redução de custos significativa ao longo das próximas décadas”, finalizou. Gestão de risco e responsabilidade socioambiental no transporte Já o diretor de sustentabilidade do grupo Ambipar, Rafael Tello, ressaltou a necessidade de as organizações entenderem quais questões ambientais, sociais e de governança podem trazer riscos para as empresas. De modo geral, ele elencou os principais: Na parte ambiental, as mudanças climáticas.“O setor de transporte precisa trabalhar os desafios de reduzir as emissões e preparar os seus negócios para adaptação às mudanças climáticas, tomando cuidado com os ativos, com a operação e a cadeia de valor”. Na parte social, a segurança na oferta dos serviços e dos trabalhadores. Na parte de governanças, a transparência.“As empresas precisam mostrar o que têm feito, como podem evoluir para que possamos gerar mais valor para a sociedade”. Tello destacou, também, que, considerando a sua responsabilidade social, as empresas precisam desenvolver os seus negócios, promovendo resiliência e gerando impactos positivos para as pessoas. As oportunidades da economia GIG no mercado do transporte Como lidar com as novas relações de trabalho, demarcadas por trabalhadores sem vínculo, que prestam serviços para vários demandantes e fazem jornadas esporádicas? “O jeito de pensar essa nova economia nos leva a refletir sobre novos negócios”, disse Luis Peixoto, chief of information da Movida, que apresentou, no SEST SENAT Summit, o case de sucesso Moover. “Nós já tínhamos parceria com a Uber, a 99 e a Lady Driver (que aluga veículos para motoristas de aplicativo). Daí, começaram a chegar ao Brasil os furgões elétricos e percebemos um novo modelo de negócio”, contou. A Moover (antes conhecida por Movida Cargo) passou a usar a sua força para fomentar a parceria com grandes empresas, como Mercado Livre, Westwing, Amazon, para as quais foram desenvolvidos dois modelos de negócios com a sua frota de veículos elétricos: aluguel de veículos disponibilizados para os agregados das parceiras; e a disponibilidade das tarifas de aluguel fechada com a Moover para os agregados. A neurociência a favor da mudança de mindset e do desenvolvimento de habilidades “Em um mundo em constante transformação, as pessoas sabem que precisam mudar (seus modelos de pensamento), mas não o fazem por não se sentirem seguras”. Foi assim que a neurocientista Carla Tieppo, da Singularity University, explicou o principal motivo pelo qual as lideranças de empresas devem propiciar um ambiente seguro para que os colaboradores desenvolvam um mindset flexível, ou seja, a capacidade de estarem abertos a novos modelos de pensar, que repercutirá, assim, na tomada de decisões e no desenvolvimento de habilidades. Nesse contexto, Tieppo abordou como a neurociência — que é baseada em estudos sobre como o cérebro funciona e influencia o desenvolvimento de comportamentos — pode ajudar as empresas a equalizarem a relação entre o comportamento humano e a performance do colaborador. “Ela pode apoiar no entendimento de mecanismos que permitem a adaptação às mudanças”. Para isso, a neurocientista apontou dois aspectos importantes a serem considerados: a aprendizagem pelo modelo: “quando vejo alguém que atinge o resultado que eu quero atingir, eu modelo essa pessoa e essa é a melhor forma de aprender, realizando o mesmo comportamento para atingir o mesmo resultado”; e a importância dos erros: “se estou aprendendo por modelos, eu ainda não sei fazer. Então, a chance de errar aumenta muito. Ainda se está testando. O erro está ligado ao aprendizado”. Mais palestras no SS Summit O segundo dia do SEST SENAT Summit, que acontecerá nesta quarta-feira (16), dará continuidade a novas palestras sobre o futuro do mercado. Entre os temas, estão: as novas configurações da cadeia de suprimentos; o impacto da transformação digital nos modelos de negócio; a geração Z e a ressignificação do trabalho; e retomada do crescimento do transporte. Saiba mais detalhes na página do evento. Fonte: CNT
Audiência debaterá projeto da não periculosidade dos tanques com capacidade superior a 200 litros
PL nº 1.949/2021 estava na pauta de votações do Senado, mas acabou retirado para rodada prévia de debates com especialistas A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal aprovou um requerimento extrapauta para a realização de audiência pública com o objetivo de debater o projeto de lei nº 1.949/2021. A proposição estabelece a não caracterização como perigosas as atividades ou operações que envolvam exposição às quantidades de inflamáveis contidas em tanques de combustíveis originais de fábrica e suplementares O REQ 62/2023–CI, de autoria da senadora Augusta Brito (PT-CE), pretende convidar especialistas do setor para aprofundar os desdobramentos da proposta. O PL 1.949/2021 estava na pauta de votações da Comissão dessa terça-feira (15), mas foi retirado para realização da audiência pública. O relator do projeto, senador Carlos Viana (Podemos-MG), detalhou melhor a matéria durante a reunião. O parlamentar explicou que a ideia é retirar a insalubridade apenas dos motoristas que dirigem veículos com tanques acima de 250 litros — o que não deve afetar as regras para o transporte de cargas perigosas e inflamáveis. Necessidade de atualização Viana destacou que o tema da insalubridade dos combustíveis é antigo, mais precisamente de 1943, e que necessita ser atualizado em razão da evolução tecnológica dos caminhões. “Antes, havia caminhões que levavam até 250 litros de óleo diesel no tanque, mas agora as empresas estão fabricando carretas para longa distância, com 500 litros no tanque”, explicou. “As empresas conseguem comprar mais barato na origem e evitam abastecimento no meio do caminho, e isso já vem de fábrica, com os selos de garantia e segurança, observadas as regras que temos na fabricação dos caminhões”, concluiu Carlos Viana. Embora os tanques estejam maiores, veículos modernos possuem dispositivos de segurança muito mais aprimorados do que aqueles fabricados na metade do século passado. Além disso, a mudança na regra afeta apenas os tanques de combustíveis utilizados para consumo dos veículos de carga, de transporte coletivo de passageiros, de máquinas e equipamentos (certificados pelo órgão competente) e os equipamentos de refrigeração de carga. Posicionamento da CNT A CNT (Confederação Nacional do Transporte) acompanha a tramitação do projeto e se posiciona favoravelmente à aprovação, por entender que há maior segurança jurídica para as empresas. Segundo a gerente executiva de Relações com o Poder Legislativo, Andrea Cavalcanti, hoje, a norma regulamentadora (NR) 16.6.1 já estabelece que as quantidades de inflamáveis contidas nos tanques de consumo próprio dos veículos não devem ser consideradas para a contagem das operações de transporte de inflamáveis. Essa regra já existe, e foi estabelecida para diferenciar quem transporta combustível de quem utiliza o combustível no transporte. “O PL busca reafirmar o que já está previsto na norma regulamentadora, deixando a CLT mais transparente. Por isso, entendemos que estabelece uma maior segurança jurídica para as empresas que estão em constante renovação das suas frotas e possuem tanques com maior capacidade de armazenamento, que trazem segurança e previsibilidade nas viagens”, conclui Andrea. Sobre o projeto Em agosto do ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o projeto. Como a tramitação ocorre em caráter conclusivo, o PL seguiu direto para o Senado Federal. O parecer apresentado pelo senador Carlos Viana é pela aprovação na integra do texto da Câmara dos Deputados. Após sua aprovação pela CI, a matéria seguirá para sanção presidencial. O autor do projeto de lei nº 1.949, de 2021, é o ex-deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC). Fonte: CNT
ANTT reajusta tarifa de pedágio na MSVia (BR-163/MS)
Novos valores entram em vigor a partir de 18/8. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, no Diário Oficial da União desta terça-feira (15/8), a Deliberação nº 249/2023, que aprova o reajuste da Tarifa Básica de Pedágio (TBP) do trecho explorado pela Concessionária MSVia. O reajuste indicou o percentual positivo de 16,82%, correspondente à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O artigo 2º aprova, em consequência, com efeito econômico-financeiro a partir da data-base de reajuste contratual de 10 de junho de 2023, a Tarifa Básica de Pedágio reajustada, após arredondamento, nas praças de pedágio: P1 (Mundo Novo); P2 (Itaquiraí/Naviraí); P3 (Caarapó); P4 (Rio Brilhante); P5 (Campo Grande); P6 (Bandeirantes/Rochedo/Jaguari); P7 (São Gabriel do Oeste/Camapuã); P8 (Rio Verde de Mato Grosso) e P9 (Pedro Gomes/Sonora), na forma da tabela anexa. A deliberação entrará em vigor a partir da zero hora do dia 18 de agosto de 2023. Confira abaixo a tabela completa de tarifas: Fonte: ANTT
SEST SENAT SUMMIT: O futuro do setor de transporte passa pelas soluções digitais
No primeiro dia do evento, em São Paulo, palestrantes falaram sobre o futuro das tecnologias aplicadas ao transporte As tecnologias, de uma forma geral, têm evoluído radicalmente e entregado para a população cada vez mais dados e informações para ajudar na tomada de decisões. Nos próximos dez anos, muitas das decisões econômicas estarão nas mãos da geração millenial, acostumada ao mundo digital e, por isso, pouco resistente às inovações tecnológicas. Para apresentar e demonstrar, na prática, de que forma essas tecnologias impactam o setor de transporte brasileiro, uma das trilhas de palestras do SEST SENAT Summit discorre a respeito do futuro das tecnologias. O evento reúne centenas de líderes e executivos das maiores empresas de transporte do Brasil no Teatro Santander, em São Paulo (SP), até esta quarta-feira (16). No primeiro dia, os palestrantes mostraram que as tecnologias exponenciais não são só sobre tecnologia, mas também sobre os impactos que elas têm na sociedade. Nas últimas décadas, foi possível ver inúmeras disrupções ocorrerem, não pelo aprimoramento dos caminhões e automóveis, mas sim pela mudança do modelo do modal. A mensagem dos palestrantes para os empresários é de que eles já conhecem a teoria e precisam ter visão de futuro para que o transporte seja apenas beneficiado com os impactos da tecnologia. “Nós já vimos, no passado, acontecer a disrupção de mercados inteiros por causa de uma falta de visão, no qual olhavam para o passado para projetar o futuro. O que eu vim trazer é que podemos nos antecipar às mudanças. Os algoritmos estão sendo compartilhados por todo mundo; a diferença está na capacidade de uso dos dados, isso sendo influenciado pelo mercado consumidor e pelas legislações”, explicou Leandro Mattos, faculty global da Singularity University e CEO das sci-techs CogniSigns e Stimully. Leandro reforçou a importância do big data aplicado à tomada de decisão no transporte. Segundo ele, quando os dados são utilizados de forma eficaz podem beneficiar a sociedade e impactar a análise e tomada de decisão. Na mesma linha de pensamento de Leandro, prosseguiu Eduardo Ibrahim, global faculty da Singularity University, que mostrou como a utilização de tecnologias exponenciais tem se tornado fundamental para estratégias empresariais bem-sucedidas, reestruturando a economia, os negócios e a sociedade. Dentro desse contexto, o blockchain e a identidade digital estão causando um impacto significativo, descentralizando os meios de pagamento e proporcionando maior segurança e comodidade para os clientes. “Blockchain já é uma realidade e, mais cedo ou mais tarde, vai estar em todas as empresas. Do mesmo jeito que uma empresa hoje tem um banco de dados e organiza seus dados à sua maneira, ela vai começar a organizar em blockchain, criar valores tokenlizados dentro da sua rede e transacionar esses valores entre seu setor e com o governo. O governo que, como estamos vendo também, faz essa interface entre blockchain privado e blockchain governamental, com a iniciativa do Drex, o real digital”, explica Eduardo Ibrahim. Evolução Todas essas novas tecnologias – que impactam o setor transportador – passam por ciclos de inovações e os empresários precisam ficar atentos para saber a evolução de cada um e quando devem utilizá-la. Para isso, Pedro Fogolin, executive partner na empresa de consultoria Gartner, apresentou o Hype Cycle, uma ferramenta da Gartner em que é possível fazer o acompanhamento de inovações devido à expectativa do público em geral sobre aquela inovação. “Essa expectativa reflete diretamente em investimentos, em evolução da tecnologia, em mais pessoas utilizando da tecnologia e aplicando essa tecnologia. Os empresários costumam acompanhar o hype cycle, que é o ciclo de inovação de alguma tecnologia, justamente para ver quando eles vão investir e quando eles vão entrar, e eles usam também para comparar várias tecnologias e ver qual delas realmente vai vingar no futuro”, explica Pedro Fogolin. O executivo alertou os transportadores sobre os movimentos que estão acontecendo na relação da tecnologia de inteligência artificial com a redução da pegada de carbono – metodologia criada para medir as emissões de gases causadores do efeito estufa: “O empresário do transporte no Brasil tem que estar atento a isso, pois é quase que mandatório nos próximos anos, ter um controle da pegada e carbono e ter esforços para redução da mesma.” Para alguns especialistas que estiveram no evento, essa realidade de “dataficação”, em que as interações e os processos do mundo real se tornam profundamente interligados com os dados digitais, é um momento de transição. “É uma oportunidade gigante: você pode encarar essa transição como uma ameaça ou como uma oportunidade de crescer, porque não existe ainda uma fórmula pronta e quem for inteligente vai começar a perceber oportunidades únicas que não haviam antes”, afirmou o professor na Universidade de Stanford, Ram Rajagopal. O professor explorou, em sua palestra, como a sociedade se tornou “dataficada” e como essa mudança tem implicações profundas desde o planejamento da infraestrutura de transporte até a forma como as pessoas se deslocam e vivenciam a cidade. Ao explorar os desafios atuais que surgem desse fenômeno, os participantes puderam desvendar uma visão sobre o futuro da infraestrutura das cidades. Segundo dia de evento Nesta quarta-feira (16), acontece o segundo dia do SEST SENAT Summit com mais uma rodada de palestras a respeito do futuro do transporte. Conheça a programação e acompanhe a cobertura completa aqui na Agência CNT de Notícias. Fonte: CNT
SEST SENAT SUMMIT: A indústria de transportes deve ser transformada pelas novas tecnologias
Primeiro dia do evento, realizado em São Paulo, debate os desafios e oportunidades do futuro do transporte Pensar a transformação e os caminhos futuros é cada dia mais importante, dada a rapidez com que a tecnologia transforma o mundo. No setor de transporte, os impactos dessas mudanças podem ser ainda maiores e, por isso, repensar as estratégias de negócio e os padrões de consumo e produção são de suma importância para gestores. Diante desse cenário, centenas de líderes e executivos das maiores empresas de transporte do Brasil participam, no Teatro Santander, em São Paulo (SP), nestas terça e quarta-feiras, do SEST SENAT Summit – Transporte-se para o futuro. A abertura do evento ficou a cargo do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa. Em sua fala, ele reforçou que essa é uma oportunidade única para poder reunir, num mesmo lugar, executivos e líderes de grandes empresas de logística e de transporte do Brasil, além de entidades que representam o setor. “Convidamos a todos vocês para pensar no futuro dos transportes e da mobilidade, bem como aprofundar discussões estratégicas para a nossa atividade com temas e especialistas de renome. Também é um ótimo momento para estruturar novas estratégias de mercado, sempre com foco em práticas de ESG, de modo a garantir um futuro mais sustentável”, destacou Vander Costa. Ainda segundo o presidente do Sistema Transporte, o ideal é largar na frente, sob risco de a mudança chegar por imposição dos clientes ou dos governos: “Grandes transformações regulatórias estão a caminho e o desafio para o setor não é trivial”. O transporte de amanhã O futuro do transporte, os panoramas, desafios e oportunidades foi o tema de uma das palestras da plenária inaugural do evento. Carlo van de Weijer, expert da Singularity University em futuro dos transportes e diretor-geral do Instituto de Sistemas de Inteligência Artificial na Universidade de Tecnologia de Eindhoven, foi o responsável por falar sobre o que o amanhã reserva para o transporte e a mobilidade urbana. “Temos que nos reinventar. A mobilidade é um propósito em si. Construir mais cidades ou mais vias para resolver o congestionamento é igual soltar o cinto para aliviar os efeitos da obesidade. Tem que apertar mais para lembrar que existe o problema. A cidade não precisa de carros autônomos, mas precisa que as pessoas usem ônibus e bicicleta”, destacou. Com uma abordagem estratégica, Van de Weijer frisou que, apesar da imprevisibilidade que acompanha a disrupção, existem algumas regras fixas que permitem a preparação para ela. Para o expert, este é um momento crucial para se atualizar, entender e adaptar-se às transformações que estão moldando o futuro do transporte. Uma das principais mudanças apontadas pelo especialista é em relação aos combustíveis alternativos aos fósseis, de forma que o transporte fique mais sustentável e as empresas atendam aos pilares do ESG (Environmental, Social and Government). “A Idade da Pedra não terminou por falta de pedra, mas por encontrarmos algo melhor — assim como a era dos combustíveis fósseis vai acabar antes do fim do petróleo. Estou convencido de que precisamos inovar para superar os problemas. O que é sustentável será o melhor, então, ninguém vai querer voltar atrás. O Brasil é um país de pessoas inteligentes e muitos recursos, e tem um enorme potencial para produzir energia barata a partir de fontes sustentáveis”, detalhou o especialista. Em relação aos combustíveis alternativos, ele delineou as perspectivas de futuro: “A condução elétrica por bateria assumirá a mobilidade rodoviária para a maior parte, porque será muito mais barata a longo prazo.” Ainda pensando no panorama do futuro do transporte, Carlo van de Weijer elencou três aspectos relacionados ao impacto da digitalização na mobilidade: veículos inteligentes — não necessariamente autônomos, porém mais seguros e mais confortáveis; gestão inteligente de tráfego — há muito a ganhar com ferramentas de planejamento mais inteligentes e digitais; logística e carregamento inteligente — melhores maneiras de lidar com a forma como os veículos e a infraestrutura são usados atualmente. Acompanhe a cobertura completa do evento no Instagram @agenciacnt. Saiba mais: SEST SENAT Summit reunirá especialistas de renome nacional e internacional para debaterem o futuro do transporte no Brasil Fonte: CNT
Petrobras anuncia aumento de R$ 0,41 no preço da gasolina e de R$ 0,78 no diesel
O preço médio passará a ser de R$ 2,93 por litro para a gasolina e de R$ 3,80 para o diesel nas distribuidoras a partir desta quarta-feira (15). A Petrobras anunciou nesta terça-feira (15) um aumento no preço da gasolina e do diesel para as distribuidoras, válido a partir desta quarta-feira (16). O litro da gasolina terá uma alta de R$ 0,41, chegando a R$ 2,93. O litro do diesel vai subir R$ 0,78, passando a R$ 3,80. Em nota, a Petrobras destaca que o “o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda”. Apesar das altas, a companhia diz que até aqui, em 2023, a variação acumulada nos preços dos combustíveis apresenta uma redução de R$ 0,15 por litro para a gasolina e de R$ 0,69 por litro para o diesel. Fonte: g1