ANTT disponibiliza calculadora de fretes

A ferramenta auxilia transportadores e embarcadores no cálculo do frete A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disponibiliza para a sociedade a calculadora de fretes, ferramenta para auxiliar os transportadores e embarcadores na obtenção dos valores dos pisos mínimos de frete. A calculadora, de acordo com a Resolução ANTT n° 5.867/2020, estabelece as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos, referentes ao quilômetro rodado na realização do serviço de transporte rodoviário remunerado de cargas, por eixo carregado, instituído pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, Lei n°13.703/2018. Para utilizar a ferramenta, os interessados devem informar as características da operação de transporte e do veículo, o tipo de carga e a distância a ser percorrida. Acesse a calculadora de fretes. Fonte: gov.br

Proposta determina que DNIT informe com 72 horas de antecedência qualquer interdição em rodovias

Autor alega que fechamento de vias federais afeta população e empresas O Projeto de Lei 4488/21 determina que, exceto nos casos de emergência, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deverá informar com 72 horas de antecedência qualquer interdição em rodovias federais. A proposta em análise na Câmara dos Deputados insere esse dispositivo na Lei 10.233/01, que trata, entre outros pontos, das atribuições do Dnit. A autarquia deverá valer-se dos meios de comunicação e da sinalização viária para anunciar à população o tempo de uma interrupção intermitente ou a data da desinterdição. “Quando se trata da interdição de vias terrestres, a informação é essencial, pois isso afeta o cotidiano da população e o funcionamento da indústria, do comércio e dos serviços”, disse o autor da proposta, deputado Hildo Rocha (MDB-MA). O parlamentar afirmou ainda que o Código de Trânsito Brasileiro já prevê a obrigatoriedade de aviso à população sobre a interrupção da livre circulação nas vias com 48 horas de antecedência, seguida da indicação de trajetos alternativos. “O prazo atual do CTB é mais adequado a vias municipais. Para rodovias federais é necessário uma maior antecipação, a fim de prevenir motoristas que podem, por exemplo, ser surpreendidos na volta de uma viagem”, comentou Rocha. Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei Fonte: Câmara dos Deputados / Foto: Paulo Sérgio/Agência Câmara

Em dois meses, 22ª TranspoSul tem 80% dos espaços comercializados

Marcada para junho, feira de transporte e logística é a maior do sul do Brasil Os resultados comerciais da 22ª TranspoSul estão surpreendendo a organização do evento. Pouco mais de dois meses após o lançamento, quase não há mais estandes livres: 80% dos espaços já têm expositores definidos. “Estamos, inclusive, com carência de espaços para expositores que querem áreas maiores”, informa Roberto Machado, diretor de Gestão do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística do RS (SETCERGS), que promove a feira. A TranspoSul reúne novidades tecnológicas dos maiores fabricantes de caminhões, pneus, distribuidores de combustíveis e fornecedores do ramo de implementos do país. Para Machado, o sucesso se deve à retomada dos negócios e à falta que o mercado sentiu do evento. “Por causa da pandemia, passamos dois anos sem realizar a feira. Assim, quando anunciamos o retorno, nossos parceiros foram rápidos em reservar os espaços.” Começa agora uma nova fase na comercialização. É a venda da TranspoSul Experience, área destinada para que empresas que nunca participaram do evento tenham a oportunidade de expandir sua marca; e da TranspoSul Connect, com estandes para startups e empresas de tecnologia. A feira acontece de 13 a 16 de junho de 2022 no pavilhão de eventos da FIERGS, em Porto Alegre.

SEST SENAT lança curso de formação de mulheres para o transporte de cargas

Como parte da campanha pelo Dia Internacional da Mulher, o SEST SENAT lança, nesta quinta-feira (3), um edital exclusivo para a formação de mulheres motoristas. O treinamento faz parte da Capacitação Especializada para a Segurança na Operação do Transporte de Cargas. O curso gratuito permite a formação de motoristas para atuar com veículos truck e/ou articulados. A capacitação é uma oportunidade para mulheres que têm Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria C, D ou E. O projeto é realizado em parceria com a Fabet.  As inscrições estão abertas até o dia 18 de março. Clique aqui para ver o edital. O curso vai formar motoristas profissionais altamente capacitadas e dar a elas o treinamento necessário para concretizarem o sonho de cruzar as rodovias de norte a sul do país. A iniciativa do SEST SENAT contribui para fortalecer o transporte e o transformar em um setor cada vez mais inclusivo e igualitário. O curso acontecerá na unidade da Fabet localizada em Mairinque (SP) e tem a carga horária de 112 horas em período integral, durante 12 dias consecutivos. Dividido em oito módulos, a capacitação conta com uma etapa de atividades práticas supervisionadas, com aplicação de conceitos de segurança e direção econômica. A matrícula e o curso serão custeados pelo SEST SENAT, e os valores relativos à alimentação, ao deslocamento e à hospedagem serão de responsabilidade das alunas. Para participar da Formação de Mulheres para o Transporte de Cargas – veículos truck e/ou articulados é preciso preencher os pré-requisitos:  – Ser mulher; – Ter ensino fundamental completo (desejável ensino médio completo); – Ter CNH na categoria C, D ou E; – Não estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir; – Não ter experiência formal como motorista, registrada em carteira de trabalho. Serão oferecidas 56 vagas, distribuídas em quatro turmas, com início previsto para abril de 2022. Turma 1: de 4 a 15 de abril Turma 2: de 18 a 29 de abril Turma 3: de 9 a 20 de maio Turma 4: de 30 de maio a 10 de junho As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até 18 de março, no site do SEST SENAT: https://www.sestsenat.org.br/formacao-mulheres

SEST SENAT lança campanha de valorização à mulher

A Formação de Mulheres para o Transporte de Cargas é uma oportunidade exclusiva para mulheres que têm Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria C, D ou E e que querem se tornar motoristas do transporte de cargas e conduzir caminhões país afora.O curso, ministrado pela Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte), vai formar profissionais altamente capacitadas e dar a elas a confiança necessária para concretizar o sonho de cruzar as rodovias de norte a sul do país. Essa é uma das maneiras em que podemos contribuir para fortalecermos o transporte e o transformarmos em um setor cada vez mais inclusivo e igualitário. Quem pode participar do curso O curso é exclusivo para mulheres que atendam aos seguintes pré-requisitos: Ter ensino fundamental completo (desejável ensino médio completo). Ter CNH na categoria C, D ou E. Não estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir. Não ter experiência formal como motorista, registrada em carteira de trabalho. Como funciona o curso O curso acontecerá na unidade da Fabet localizada em Mairinque/SP e tem a carga horária de 112 horas em período integral, durante 12 dias consecutivos. Dividido em oito módulos, ele conta com uma etapa de atividades práticas supervisionadas, com aplicação de conceitos de segurança e direção econômica. Serão oferecidas 56 vagas, distribuídas em quatro turmas, com início previsto para abril de 2022. Turma 1: de 4 a 15 de abril. Turma 2: de 18 a 29 de abril. Turma 3: de 9 a 20 de maio. Turma 4: de 30 de maio a 10 de junho. A matrícula e o curso serão custeados pelo SEST SENAT, e os valores relativos à alimentação, ao deslocamento e à hospedagem serão de responsabilidade das alunas. Edital e inscrições Chegou a hora de você se tornar uma motorista profissional do transporte rodoviário de cargas e transformar o setor do transporte junto com o SEST SENAT. Antes de se inscrever, baixe aqui o edital para conhecer todos os detalhes  Inscreva-se aqui 

CNT participa do Fórum Brasileiro de Transporte Aquaviário

Evento debateu perspectivas e desafios da navegação interior no país Nesta quinta-feira (24), a Fenavega (Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária) promoveu, em Manaus (MA), o Fórum Brasileiro de Transporte Aquaviário. Sediado na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, o evento teve a participação de diversos players do setor. A CNT (Confederação Nacional do Transporte) foi representada por seu presidente, Vander Costa.  Entre os temas debatidos no encontro, destacaram-se: a necessidade urgente de desburocratizar o setor; a proibição de afretamento de embarcações estrangeiras na navegação interior da região amazônica; e a formação de profissionais para o setor pelas escolas de formação do Sistema S.  Em sua fala,  Vander Costa ressaltou a necessidade de se criar uma cadeia logística integrada. “O modal hidroviário, isoladamente, não é capaz de acessar os pontos de origem e de destino final dos produtos e passageiros transportados, demandando integração com outros modos de transporte. Para que a multimodalidade seja uma realidade, o Sistema CNT tem buscado, de maneira incansável, a desburocratização, a segurança jurídica e a efetivação de uma infraestrutura adequada”, afirmou. O presidente da Fenavega, Raimundo Hollanda, também citou a melhoria da infraestrutura como uma pauta prioritária do modal. “Temos 60 mil quilômetros de rios e só navegamos em 18 mil. Tudo com muita dificuldade, com condições de navegação diferentes em cada hidrovia. Hoje, nossa prioridade é a situação da hidrovia Tietê-Paraná, que não tem possui investimentos e está praticamente parada. É preciso que o governo federal disponibilize os recursos necessários”, destacou.  Ainda durante o encontro, foi empossada a nova diretoria do Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Estado do Amazonas), com a presença do novo presidente da entidade, Galdino Alencar Júnior.  Também participaram do fórum: Lilian Schaeffer, vice-presidente executiva do Syndarma (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima); Luiz Felipe Antunes de Gouveia, presidente do Sindporto (Sindicato Rural de Porto dos Gaúchos); Luiz Fernando Resano, diretor-executivo da Abac (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem); Marcelo Neri, presidente da Fenamar (Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima); e Carlos Augusto Cordovil, diretor da Abrabunker (Associação Brasileira de Bunker). Fonte: Agência CNT Transporte Atual

SEST SENAT ganha reforço na formação de motoristas

Caminhão doado pela Scania será utilizado na Escola de Motoristas e em treinamentos para empresas transportadoras Em cerimônia realizada nesta quinta-feira (24), o SEST SENAT recebeu da Scania Latin America, a título de doação, um caminhão Scania  R450 A6x4, ano 2017/2018. O evento ocorreu na fábrica da Scania, em São Bernardo do Campo (SP).  O veículo será utilizado na formação de condutores do projeto Escola de Motoristas Profissionais e para treinamentos específicos junto às empresas de transporte do Oeste Paulista. Havendo disponibilidade, será usado também por outras unidades operacionais do SEST SENAT na região.  A iniciativa da montadora vai propiciar um incremento na preparação e capacitação de mão de obra para empresas do setor, sobretudo os profissionais que transportam cana-de-açúcar, principal cultura local. “É a nossa contribuição para o fomento da educação de profissionais fundamentais para o desenvolvimento do Brasil”, destacou durante a entrega do veículo, o presidente e CEO da Scania Latin America, Christopher Podgorski.  Para o diretor-adjunto do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, foi gratificante estreitar o relacionamento da instituição com a Scania e conhecer as suas principais lideranças.  “Somos os responsáveis pela qualificação dos profissionais que utilizam os produtos  da montadora e, por isso, precisamos desses equipamentos para treinar a mão de obra de uma forma adequada”, pontua o diretor, enfatizando que com a doação desse veículo Scania de última geração  a frota de caminhões da entidade  ganha um reforço que possibilitará um aumento do número de atendimentos. De acordo com supervisor do Conselho Regional de São Paulo do SEST SENAT, Luís Rafael Cardieri Marchesi, há uma deficiência de motoristas profissionais no mercado,    tendo em vista que os Centros de Formação de Condutores se limitam apenas a formar e não a treinar os motoristas, ocasionando assim uma dificuldade para as empresas de transportes recrutarem condutores preparados. “Nós, do SEST SENAT no estado de São Paulo e no Brasil, temos a Escola de Motoristas Profissionais onde são realizados treinamentos práticos em ônibus e caminhões, que aperfeiçoam e capacitam os condutores. Daí a importância de termos esses veículos, juntamente com os simuladores de direção já disponíveis em nossas Unidades, para formar profissionais aptos a atender o setor transportador”, explica Rafael.  O presidente da FETCESP (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo) e vice-presidente do Conselho Regional de São Paulo do SEST SENAT, Carlos Panzan, ressalta que a doação desse caminhão Scania é muito importante para o setor transportador, que vem sofrendo com a escassez de mão de obra, principalmente de motoristas. “Precisamos qualificar da melhor forma possível os profissionais do volante e, nesse sentido, esse veículo será de grande valia”.  O gestor da Unidade Operacional de Assis, Erik Cabrini Abrão, também salienta que a iniciativa da Scania vai possibilitar o desenvolvimento de treinamento e formação de motoristas para o setor canavieiro, que tem uma grande carência na contratação de motoristas. “Além disso, estamos prospectando um aumento de 50% do volume de atendimento da Escola de Motoristas”.  Durante o evento de entrega do caminhão Scania, os convidados  puderam conhecer um pouco da história da montadora e do próprio veículo, além de visitarem as modernas e impecáveis instalações da fábrica,  de ondem saem diariamente  centenas de ônibus e caminhões  dotados de alta tecnologia. Sobre a Escola de Motoristas Profissionais O projeto Escola de Motoristas Profissionais do SEST SENAT tem como objetivo promover a capacitação e a atualização de condutores habilitados nas categorias D ou E.  A inciativa visa aumentar a empregabilidade, a qualidade dos serviços prestados à sociedade e a segurança no trânsito. As aulas são teóricas e práticas, realizadas em simuladores, caminhão ou ônibus, e executadas por meio de manobras e circuitos de condução nas condições reais encontradas nas rodovias.   Os cursos, gratuitos e alinhados às exigências do mercado de trabalho, são destinados aos motoristas do setor de cargas e de passageiros, maiores de 21 anos, com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria D, para motoristas do setor de passageiros; e na categoria E, para cargas. Além disso, os candidatos devem residir na área de abrangência da circunscrição regional de trânsito correspondente à Unidade Operacional do SEST SENAT na qual  deseja se inscrever. Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Agronegócio tem superávit de US$ 7,7 bilhões em janeiro deste ano

Exportações do setor cresceram 57,5% em relação a janeiro de 2021 A balança comercial do agronegócio brasileiro apresentou saldo positivo, em janeiro deste ano, de US$ 7,7 bilhões. As exportações do setor cresceram 57,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, com resultado em valor de US$ 8,8 bilhões, enquanto as importações caíram para US$ 1,1 bilhão, queda de 15,5% na mesma comparação. A balança comercial total, que inclui todos os setores, além da agricultura, os resultados apontam déficit de US$ 214,4 milhões. As informações foram divulgadas hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na análise dos últimos 12 meses, a alta foi de 23,1% nas exportações agrícolas e de 16,7% nas importações, o que contribuiu para o saldo da balança comercial do agronegócio de US$ 108,5 milhões nesse período. Segundo os pesquisadores do Ipea responsáveis pelo estudo Ana Cecília Kreter, Fábio Servo e Rafael Pastre, janeiro é um mês tradicionalmente com menos embarques para o agronegócio. Entretanto, o patamar atingido pelo setor em janeiro de 2022 superou não só o desempenho de janeiro de 2021, como ficou 37,1% acima de janeiro de 2019, no período pré-pandemia, quando o país exportou US$ 6,4 bilhões. Complexo soja Dos US$ 3,2 bilhões a mais exportados em janeiro deste ano, o complexo soja, que inclui soja em grão, farelo de soja e óleo de soja, representou US$ 1,6 bilhão, com incremento, respectivamente, de 5.223,9%, 44,7% e 1.974% nos valores exportados por esses produtos, frente a 2021. Segundo o Ipea, os altos percentuais podem ser explicados pelo aumento na quantidade exportada: 4.853,6% somente a soja em grão. Os pesquisadores destacaram também que o preço médio da soja segue numa trajetória de crescimento no mercado internacional desde o ano passado. Por isso, “como janeiro é um mês de entressafra do grão para o Brasil, qualquer incremento nos embarques impacta de forma mais acentuada no crescimento do valor e do volume”, relata o estudo. A China foi o principal destino da soja em grão brasileira. O mercado chinês importou em janeiro US$ 991,6 milhões do Brasil, devido ao estoque insuficiente interno para atender a demanda doméstica e a evolução crescente da pecuária chinesa. Já a Índia, que apresentava até então uma participação marginal na compra de óleo de soja do Brasil, aumentou os embarques do produto, com importação de US$ 188,6 milhões em janeiro de 2022. Em igual mês de 2021, os indianos não haviam importado esse item. A exportação de carne bovina subiu 46,2% em valor e 25,7% em volume, em janeiro deste ano. O milho, que teve a comercialização prejudicada pela quebra na segunda safra do grão em 2021, começou o ano com aumento de 45,6% em valor e 16,5% em quantidade. A carne de frango também mostrou expansão de 42,8% no valor exportado frente a janeiro de 2021. O Brasil, que é o maior exportador mundial dessa proteína animal, embarcou US$ 181 milhões a mais em janeiro deste ano, o que também contribuiu para o bom desempenho do setor. Importações Ao contrário das exportações, o país importou US$ 202,2 milhões a menos que no ano passado, o que corresponde a uma queda de 15,5% no total de produtos do agronegócio adquiridos do exterior. Das 15 commodities (produtos agrícolas e minerais comercializadas no mercado externo) acompanhadas pelos pesquisadores do Ipea, 12 apresentaram queda na quantidade importada em janeiro e nove no valor, frente ao mesmo mês do ano passado. O trigo continuou liderando a pauta de produtos importados, com US$ 138,4 milhões, revelando retração de 10,7%. O estudo do Ipea identifica, porém, que a queda na quantidade importada de trigo (-22,1%) reflete a boa safra brasileira em 2021. Assim como os produtos da pauta de exportação, a maior parte das importações apresentou alta nos preços médios em janeiro de 2022 frente a 2021. Com exceção do café, do açúcar e do algodão, os demais produtos da pauta de exportação acompanhados pelo Ipea apresentaram crescimento em valor e em quantidade na comparação com janeiro do ano passado. Mesmo assim, os embarques nos próximos meses dependerão da safra atual. “Os impactos do fenômeno climático La Niña e a produção dos principais países concorrentes do Brasil serão determinantes também para o desempenho da balança comercial do agronegócio em 2022”, sinalizaram os pesquisadores do Ipea. Fonte: Agência Brasil

Petrobras diz que manterá política de preços atrelada ao mercado externo

O preço do petróleo passou por forte volatilidade na semana passada, com a invasão da Rússia à Ucrânia. Na quarta-feira, 23, o preço do barril do óleo tipo Brent chegou a ultrapassar os US$ 105, mas depois acabou recuando. Na sexta-feira, 25, fechou em US$ 94,12, diante das perspectivas de que as sanções de aliados ocidentais à Rússia fossem poupar o setor de energia do país. Mas tudo isso ainda é muito incerto. Essa volatilidade deve afetar o preço dos combustíveis no País. Mas a Petrobras diz que isso não deve abalar a determinação de manter seus preços atrelados aos do mercado internacional. O argumento é de que, se não acompanhar as cotações do petróleo e dos derivados, o mercado brasileiro de combustíveis e o abastecimento interno poderão ser afetados, como afirmou o diretor de Comercialização e Logística da estatal, Cláudio Mastella, em teleconferência com analistas para detalhar o lucro recorde de 2021. A Petrobras utiliza o Preço de Paridade de Importação (PPI) para definir os reajustes dos valores da gasolina e óleo diesel em suas refinarias. Por essa política, os preços internos deveriam subir em linha com a valorização das cotações do petróleo e dos seus derivados nos principais mercados mundiais de negociação, como o do Golfo do México, nos EUA, e o de Londres. Além da commodity, também pesam no cálculo da estatal o câmbio e custos de importação. Isso porque os principais concorrentes da empresa, atualmente, são os importadores e o objetivo da Petrobras é manter seus preços próximos aos deles. Já há algum tempo, na verdade, a cotação vem subindo, por conta das tensões geopolíticas provocadas pela ameaça de invasão russa. Mesmo assim, os preços no Brasil permanecem inalterados desde o dia 12 de janeiro. A posição da empresa é complexa, já que a manutenção do PPI e os efeitos sobre os preços internos repercutem mal entre os consumidores e afetam diretamente a ambição do presidente da República, Jair Bolsonaro, de vencer as eleições deste ano. “Temos observado a elevação dos preços nas últimas semanas e, em paralelo, o dólar foi desvalorizando. Com esses dois movimentos, em contraposição, a gente pôde manter nossos preços (inalterados)”, afirmou Mastella, acrescentando que, na quinta-feira, 24, em particular, a volatilidade foi maior e a empresa estava “observando” o mercado para avaliar possíveis reajustes. A visão do executivo é de que, mesmo com as turbulências internacionais, a Petrobras é competitiva e se mantém alinhada ao mercado externo, ao mesmo tempo em que evita repassar aos consumidores as volatilidades conjunturais das cotações. Um dos motivos para a estatal manter o PPI é o interesse em atrair investidores para as refinarias à venda. O receio é que, se atender à reivindicação de Bolsonaro de congelar os preços dos combustíveis para aliviar a inflação, vai afugentar empresas que teriam interesse no negócio, mas não querem participar de uma atividade comandada pelo governo. Fonte: O Estado de São Paulo Foto: Edifício sede da Petrobras / Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Comissão de Jovens Empresários e Executivos (COMJOVEM) à frente do transporte de cargas

Networking sólido e ações inovadoras são grandes vantagens para a progressão do segmento Em um mundo cada vez mais dependente da tecnologia, os jovens tornam-se a peça-chave para acompanhar toda essa evolução e para enfrentar os desafios de diferentes campos de atuação, com preparo adequado e mais eficiente. Com esse objetivo, e pensando na mudança constante que o setor de transporte enfrenta, foi fundada há mais de 14 anos a Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas (COMJOVEM), pertencente à NTC&Logística. Os 24 núcleos, espalhados por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Pará, Bahia e Porto Alegre, contam com cerca de 500 integrantes, que representam mais de 400 empresas. Juntos, se dedicam em prol de uma inserção mais ativa nas entidades sindicais, o que impulsiona o desenvolvimento do segmento mais importante para a economia do país, além de contar com uma educação de transporte para os sucessores que acompanham o mercado de trabalho.  Acompanhando esse projeto, há o Instituto COMJOVEM de Desenvolvimento Mercadológico, um desdobramento da comissão que tem como intuito propor novos modelos de atuação e novas tecnologias de acordo com o mercado, sendo um multiplicador de ideias criativas e inovadoras. Para Luiz Gustavo Nery, diretor comercial do Grupo Rodonery e coordenador do instituto, é muito gratificante ver o quanto os empresários têm lutado para que o setor tenha transformações. “O transporte rodoviário de cargas (TRC) tem evoluído com o passar do tempo e, enquanto membro da comissão e do instituto, consigo acompanhar isso mais de perto. Ano passado tivemos um grande projeto mentorado por nós, o Projeto NTC COMJOVEM, cujo foco é a fomentação de ideias disruptivas criadas dentro dos núcleos para melhorias do setor, e o que posso afirmar é que foi um sucesso”, comenta o executivo.  O desenvolvimento de um networking sólido, que agrega de forma direta o cotidiano dos executores, é uma grande vantagem para a progressão do ramo. Responsável por mais de 65% de tudo aquilo que é transportado pelo país, o transporte rodoviário de cargas precisa estar, ano após ano, empenhado em soluções mais ágeis, eficazes e inovadoras. “Possuímos um papel muito importante para o setor e tenho certeza de que estamos só começando. Temos muitos projetos em mente para desenvolver neste ano de 2022, mas certamente o principal será evoluir com o Projeto NTC COMJOVEM e trazer ainda mais conteúdo de relevância, afinal o mercado não para e as tecnologias estão cada vez mais potentes, então precisamos acompanhar à risca. Além disso, esperamos voltar com encontros e eventos presenciais para que haja uma troca mais intensa entre os empresários, colher assim resultados melhores. Estamos todos juntos nessa”, finaliza o coordenador. Sobre Luiz Gustavo Nery: Diretor Comercial do Grupo Rodonery Transportes, empresa fundada em 2010, Luiz Gustavo Nery é graduado em Comércio Exterior pela Universidade Positivo de Curitiba e pós-graduado em Negócios Internacionais pela FAE Centro Universitário. Além disso, é Coordenador do Instituto COMJOVEM de Desenvolvimento Mercadológico e Diretor de Contêineres e Portos no SETCEPAR. Fonte: Mostra de Ideias