Fórum ITL de Inovação do Transporte trouxe discussão sobre consequências sociais da transformação digital

A relação entre conectividade e desenvolvimento humano foi abordada na mesa de encerramento do evento Realizado na quarta-feira (9), o primeiro FIT – Fórum ITL de Inovação do Transporte trouxe um amplo panorama sobre novas tecnologias e conectividade nas rodovias brasileiras. Após três exposições mais focadas em aspectos regulatórios e tecnológicos, o evento se despediu com o painel “Conectividade nas rodovias e o desenvolvimento humano e social”, mediado pela diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart. O fórum é uma iniciativa do ITL (Instituto de Transporte e Logística), ligado à Confederação Nacional do Transporte, e contou com o patrocínio da Huawei, multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações. Na ocasião, Goulart comentou o impacto dos processos de digitalização na natureza dos serviços e atendimentos prestados pelo SEST SENAT, o que exige grande resiliência institucional. “A pandemia nos forçou a ofertar produtos por meio digital. A conectividade com os nossos clientes é um desafio à parte, dada a mobilidade diferenciada deles. Sabemos que o impacto com as novas tecnologias é visto com preocupação por parte da população, haja vista a possibilidade de extinção de postos de trabalho. Porém, o SEST SENAT acredita firmemente que outras tantas oportunidades surgirão – e nós esperamos estar preparados para capacitar essas pessoas”, afirmou.   O debatedor Sergio Paulo Gallindo, presidente Executivo da Brasscom, prosseguiu o raciocínio, demonstrando a alta demanda do mercado por novos talentos. A entidade, que representa 86 grupos empresariais do ramo de tecnologia, aposta na geração de empregos relacionados a inteligência artificial, internet das coisas, blockchain, segurança da informação, realidade virtual, robótica, redes sociais, análise de dados e impressão 3D. Segundo ele, a crescente busca por esses profissionais “dá confiança de que o Brasil tem vocação para tecnologia e isso não é algo setorial, mas que perpassa todas as atividades econômicas”. Em sua participação, Érika Azevedo, representante Latam da Connected Places Catapult, apresentou um extenso portfólio de projetos tecnológicos. A Catapult é uma aceleradora de inovação do Reino Unido voltada para o desenvolvimento de cidades, transporte e lugares. “Com isso, vamos desde o aeroporto até a pracinha, desde que o projeto contribua para o bem-estar da população local. A inovação existe para beneficiar o usuário”, defendeu. A agência apoia várias ações no Brasil, com destaque para o trabalho de melhoria ambiental na cidade de São Paulo, iniciado no ano passado. Outra frente de trabalho promissora são as digital roads (rodovias inteligentes). “A ideia é usar a conectividade para melhorar as condições das rodovias e a conexão entra elas, transformando a experiência do passageiro, que terá uma viagem mais fluida”, antecipou. Coube a Janc Lage, diretor de Tecnologia e Inovação no Grupo Águia Branca, encerrar o evento com um histórico da jornada de digitalização da empresa, atuante nos ramos de passageiros, logística e comércio. “Desde 2008, a gente se desafia a pegar todo o know-how de fazer transporte com segurança e a transformar isso de forma tecnológica, com uma base de dados cada vez mais ampla”, contou. Nesse processo, eles alimentaram o sistema com milhares de horas de filmagem de viagens, que foram assistidas por olhos humanos e, depois, por robôs, o que garantiu a robustez dos algoritmos. Mais recentemente, implantaram um score de dirigibilidade. “A gente foi caminhando gradualmente para conseguir mapear o que estava sendo feito, assim como os reflexos sobre o comportamento humano, tanto dos nossos clientes quanto de nossos colaboradores. Isso trouxe um grande aprendizado e, a partir dele, fomos tentando embarcar algumas tecnologias. A principal lição é interagir com o cliente, tanto para melhorar os produtos quanto para tirar fricção dos processos”, compartilhou. Assista aos debates no canal da CNT no YouTube Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Presidido por representante da CNT, Codefat lança seu primeiro planejamento estratégico

O anúncio foi feito em evento virtual nessa quarta-feira (9) Em evento virtual realizado nesta quarta-feira (9), o Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) – presidido pelo conselheiro representante da CNT – lançou o primeiro Planejamento Estratégico do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), desde a sua criação, em 1990. O evento contou com a participação de Luis Felipe Batista, secretário do Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência, além do representante da CNT, dos demais conselheiros e convidados. O Codefat é um órgão colegiado de caráter tripartite e paritário, composto por representantes dos trabalhadores, dos empregadores e do governo, que atua como gestor do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Parte dos recursos do FAT destina-se ao pagamento de abono salarial, seguro-desemprego e ao investimento em programas sociais, com foco no aprimoramento e na qualificação do trabalhador. A aplicação desses recursos é fiscalizada pelos órgãos de controle do governo. Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Nova portaria do DER-SP limita a 60t a capacidade de carga (lotação) das CVC com prancha carrega tudo de 6 ou mais eixos

É o que determina o item 3.3.5.1.1. (vide abaixo) da Portaria 138/2021 do DER/SP publicada em 21/12/2021, que passou a viger desde 02/02/2022, para mais informações clique no link abaixo:  http://200.144.30.104/der/portarias/webportarias/HTML/PRT138-21.ASP A decisão do Governo Doria vai aumentar mais uma vez o custo São Paulo, em especial para as empresas que produzem itens com peso acima de 60t no Estado.  Item 3.3.5.1.1. da Portaria 138/2021 do DER/SP: para pranchas de seis eixos o peso líquido máximo (peso da carga) permitido é de 60 toneladas, observado o item 3.3.5. desta Norma. Para o presidente da LOGISPESA, Eng.º João Batista Dominici, essa regra, além de reduzir mais ainda a competitividade das industrias que produzem no estado de São Paulo, causar enormes prejuízos, em especial às pequenas transportadoras e aos fabricantes (nacionais) desses equipamentos, constitui flagrante ilegalidade, especialmente porque entra em contradição com a própria norma e com o parágrafo 1º do Art. 101 do CTB. “Vamos pedir explicação ao secretário estadual de transportes, ao superintendente do DER, assim como ao governador João Doria sobre as razões para decisões estapafúrdias como essa”, completa Dominici, presidente da Logispesa. Fonte: LOGISPESA

Com a presença do Ministro da Infraestrutura, SETCESP realiza a cerimônia de posse da nova diretoria

O evento marcou oficialmente Adriano Depentor como presidente do Conselho Superior e de Administração da entidade e apresentou os demais integrantes nova da diretoria Na noite de ontem (08), aconteceu a cerimônia solene de posse da nova diretoria do SETCESP para a gestão 2022-2024. O evento realizado de forma híbrida, com transmissão pelo canal do SETCESP no YouTube, contou com a presença de vários presidentes de instituições, empresários, autoridades e políticos do setor. Entre eles, Carlos Panzan, presidente da FETCESP (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo) que em seu discurso destacou a indicação de Adriano Depentor ao cargo de presidente, como algo extremamente assertivo. O mesmo foi ressaltado pelo presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte & Logística), Francisco Pelucio, e ambos reiteraram que a nova gestão do SETCESP contará com o apoio total de suas entidades. Flávio Benatti,  vice-presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), lembrou a história do SETCESP, “esse sindicato pode ser considerado  o embrião do transporte rodoviário de cargas no país”, ele recordou que o SETCESP foi fundado por empresários do transporte de cargas que procuravam uma solução, para escoar a produção de café ao Porto de Santos. “O SETCESP foi o grande organizador da Federação aqui em São Paulo, propiciou também a criação de outros sindicatos extremamente pujantes do estado, sua importância é imensurável. É uma entidade que reuniu e reúne grandes líderes”, afirmou Benatti. Na sequência, o deputado Federal Vanderlei Macris (PSDB), apontou que o SETCESP é uma entidade a qual aprendeu a admirar e desejou muito sucesso ao novo presidente. Assim também fez Alexandre Trunkel, Secretário Adjunto de Mobilidade e Trânsito da Cidade, ao suceder a Macris. Com a palavra o Ministro da Infraestrutura (MInfra), Tarcísio Gomes Freitas, disse estar honrado em “participar dessa passagem de bastão daquele que é o maior sindicato patronal da América Latina”.  Na ocasião o Ministro se dispôs a construir uma agenda em conjunto com o setor e apontou algumas mudanças já feitas pela pasta como a flexibilização da pesagem de caminhões e a criação do DT-e (Documento Eletrônico de Transporte). “Estamos conduzindo um programa de concessão que é bastante ambicioso, do início de 2019 até agora, 125 leilões de concessões foram realizados. Vamos começar a perceber essa mudança quando estes investimentos começarem a se materializar. Posso afirmar sem medo de errar, que o Brasil terá em breve uma infraestrutura de melhor qualidade, e no caso das rodovias, essas serão bem mais modernas. Só na rodovia Dutra serão R$15 bilhões de investimento”, informou o comandante do MInfra. Passagem de gestão Chamado ao palco, o ex-presidente do SETCESP, Tayguara Helou, relembrou as conquistas mais recentes da entidade como a permissão da circulação do VUC, a emissão do comprovante eletrônico de entrega e a criação do IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas). Ele também agradeceu o apoio das outras entidades e dos colaboradores, enquanto ocupou o cargo como presidente. “O SETCESP sempre teve muita sinergia entre as gestões, e ela continua porque o nosso objetivo sempre será defender o transportador buscando uma melhor mobilidade e soluções inteligentes. Adriano (Depentor), eu sei que você, está mais do que preparado, para o que vier pela frente, eu mesmo, sempre aprendi muito com você”, afirmou. Em um gesto simbólico, Helou entregou a Depentor a chave do SETCESP, um ato indicando a passagem do comando da entidade. “Me sinto completamente honrado em receber essa chave, sempre transitei pelas entidades e vi muitos empresários discursando, mas nunca imaginei estar aqui”, contou Depentor, bastante emocionado. Ele continuou, “o Tayguara (Helou) deixou a régua bastante alta, pelo brilhante trabalho que desenvolveu, mas tem um detalhe, também ficou fácil, porque essa entidade está muito estruturada”. Em seu discurso, o novo presidente da casa, reforçou que permanecerá lutando pelas bandeiras do setor como a extinção do roubo de cargas e a diminuição da burocracia fiscal e tributária, em defesa da inserção das mulheres no setor de transportes, além da busca constante pelo equilíbrio entre o capital e o trabalho. E aproveitou também para mencionar sua gratidão pela empresa na qual começou, a Jamef Encomendas Urgentes. “Nós vivemos o transporte de cargas 24 horas por dia. Às vezes o cidadão nem nota, mas o remédio, a roupa e o alimento e tudo mais que ele necessita, passou pelo caminhão para chegar até ele. Carregamos as riquezas deste país e a razão do SETCESP existir são os empresários do setor, por isso conto com vocês para fazer uma gestão compartilhada, que atenda a demanda de todos” declarou o presidente do SETCESP. Ao final foram chamados ao palco integrantes da gestão 2022-2024. Veja abaixo a composição da nova diretoria: Presidente do Conselho Superior e de Administração: Adriano Depentor. Vice-presidentes: Marcelo Rodrigues, Roberto Mira, Antônio Luiz Leite, Cesar Francisco Pelucio e Hélio José Rosolen. Secretários gerais: Marinaldo Barbosa dos Reis, Barbara Pereira Calderani e Ramon Peres Martinez Garcia de Alcaraz. Tesoureiros:  Altamir Filadelfi Cabral, Gylson Ribeiro da Silva e Celso Rodrigues Salgueiro Filho. Membros do Conselho Fiscal: Thiago Menegon, José Maria Gomes, Luis Felipe Machado, Paulo Estevam Scremim, Antonio Tiburcio de Santana Neto e Armando Masao Abe; Conselho Superior: Rui César Alves, Urubatan Helou, Francisco Pelucio, Manoel Sousa Lima Jr. e Tayguara Helou. Fonte: SETCESP

CIC Serra articula novas proposições para o edital de concessão do Bloco 3 de rodovias

Sistema Fetransul apoia mudanças no projeto de concessões Sob a coordenação da CIC Serra, entidade que congrega as Associações Comerciais e Industriais da Serra Gaúcha, o CIC Bento Gonçalves sediou na tarde de ontem, 09 de fevereiro, o evento Diálogo pelas Concessões, cujo objetivo foi debater as o edital publicado pelo Governo do RS, que busca privatizar um conjunto de rodovias da região, denominado de Bloco 3. O encontro foi apoiado pelo Sistema Fetransul, Federasul, entidades empresariais e comunitárias da região. Contou com a presença de deputados estaduais e prefeitos de cidades envolvidas neste sistema rodoviário. O Sindibento, sindicato empresarial que integra a Fetransul, também esteve representado no evento por seu presidente Fernando Marini. Elton Gialdi, presidente da CIC Serra, deu as boas-vindas ao público que lotou o auditório, destacando a importância de instar o governo a rever as condições propostas no edital. Afrânio Kieling, presidente do Sistema Fetransul, reiterou que o setor de transporte e logística apoia o emprego de capital privado para os investimentos em infraestrutura, porém revelou atenção para que isso seja feito com o devido cuidado, e que se busque tarifas justas aos usuários. O presidente da FEDERASUL, Anderson Trautman Cardoso, assinalou que “é preciso equilíbrio e um debate construtivo que melhore a competitividade das empresas, pois assim geraremos emprego, renda e mais desenvolvimento para o nosso Rio Grande”. Já o deputado estadual Tiago Simon, que tem liderado as iniciativas de discussão do tema no âmbito da Assembleia Legislativa, destacou que o assunto não tem matiz político ou partidário. Ele reconheceu que as rodovias da região da Serra Gaúcha não estão à altura da economia local. Por outro lado, enfatizou a necessidade de uma revisão do modelo de concessões para se alcançar uma ação mais equilibrada mediante uma tarifa de pedágio mais condizente com o mercado. Paulo Ziegler, da Comissão de Infraestrutura da Fetransul, apresentou informações da conformação econômica do projeto do Bloco 3, evidenciando que se trata de um plano muito oneroso à sociedade serrana, pois a partir de uma arrecadação bruta de R$ 14,1 bilhões, os investimentos resultarão em somente R$ 3,4 bilhões, ou 24% do montante total. Ao final de exposição, encaminhou sugestões que podem tornar o programa viável a um custo mais acessível. O evento resultará num documento subscrito pelas entidades presentes com propostas a serem encaminhadas ao governo do RS visando tornar o edital/concessão mais eficientes do ponto de vista econômico, bem como mais ajustado para um contrato de 30 anos. As Entidades tomarão a inciativa de entregar este documento também ao presidente da Assembleia Legislativa.

Reforma tributária é a solução para retomar produção de veículos, diz Anfavea

Presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, falou à CNN sobre medidas que deveriam ser adotadas para conter a queda na produção de veículos Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (7), o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, comentou sobre algumas medidas que deveriam ser adotadas para conter a queda na produção de veículos, que apresentou 27,4% de queda em janeiro contra o mesmo mês do ano passado. Divulgado nesta segunda-feira (7) pela Anfavea, associação que representa as montadoras, o balanço aponta o pior janeiro em 19 anos para a produção da indústria automotiva. A queda soma 145,4 mil unidades entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Na comparação com dezembro, a queda foi de 31,1%. “Em janeiro temos outros elementos, chuvas muito fortes que causaram o fechamento de concessionárias, temos também a variante Ômicron que afetou com menos gente circulando nas lojas, menos gente atendendo nas concessionárias e nas montadoras”, disse Moraes. “A gente comparou com outros países e aconteceu que o Japão, França, Coreia do Sul e Itália também tiveram quedas, ou seja, é um efeito que estamos enfrentando, é um desafio e esperamos que a gente consiga melhorar gradativamente a partir de fevereiro e março”, acrescentou o presidente do setor. Sobre o declínio na oferta de carros populares pela montadoras nos últimos anos, o presidente da Anfavea destacou o crescimento no nível de exigência do consumidor em relação aos veículos. “Temos que oferecer carros com redução de consumo, índices adicionais de segurança, redução de poluentes, o carro é outro produto, não dá mais para vender carro sem retrovisor, com câmbio manual, banco de plástico, o consumidor também quer um carro tecnológico,isso é um desafio”, afirmou. Para tornar o mercado mais atrativo, Luiz Carlos Moraes afirmou que uma reforma tributária seria a solução para aumentar a demanda. “Como a gente pode oferecer um produto que o consumidor quer e com condições atrativas? Eu só vejo isso com uma reforma estrutural na reforma tributária, que a gente tenha um sistema tributário mais aceitável, que a gente possa ter produtos mais competitivos no ponto de vista do consumidor em termos de preços”, concluiu. Fonte: CNN

PEC nº 01/2021 é aprovada no Senado

A proposta estabelece que pelo menos 70% dos recursos obtidos com outorgas onerosas de obras e serviços de transporte sejam reinvestidos no próprio setor A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 01/2021 foi aprovada nessa quarta-feira (9), em votação em dois turnos no Plenário do Senado Federal.  De autoria do senador Wellington Fagundes (PL/MT), o texto insere o artigo 175-A na Constituição Federal de 1988 e estabelece que pelo menos 70% dos recursos obtidos com outorgas onerosas de obras e serviços de transporte sejam reinvestidos no próprio setor. A CNT elogia a aprovação e reforça a importância da disponibilidade desses recursos em um contexto em que o orçamento federal destinado a obras de infraestrutura recua ano após ano. “É fundamental termos recursos destinados para garantir uma infraestrutura adequada para que a economia do país possa ser retomada e os nossos produtos sejam competitivos. Sem esses  recursos, poderíamos sofrer consequências danosas aos diversos modais do transporte e ao desenvolvimento do país”, afirma Vander Costa, presidente da CNT. A Confederação ressalta, ainda, que a PEC íntegra a Agenda Institucional da CNT e é resultado de um amplo diálogo promovido pela FRENLOGI (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura) com o objetivo de sanar a insuficiência de investimentos públicos em infraestrutura. O presidente da FRENLOGI, senador Wellington Fagundes, agradeceu o apoio da CNT na construção da proposta e destacou a importância da destinação dos recursos para melhorar a qualidade da infraestrutura de transporte no país e garantir melhores condições para o escoamento da produção nacional.

Conectividade nas rodovias foi tema do Fórum ITL de Inovação do Transporte

Com participação de grandes nomes, evento trouxe visões sobre o uso da tecnologia 5G e a implantação do sistema free flow, entre outros assuntos Nesta quarta-feira (9), o ITL (Instituto de Transporte e Logística), ligado à Confederação Nacional do Transporte, realizou a primeira edição do FIT – Fórum ITL de Inovação do Transporte sobre o tema “Novas tecnologias e conectividade nas rodovias brasileiras”. Os trabalhos foram abertos pelo presidente do Sistema CNT, Vander Costa, que destacou o protagonismo da instituição ao subsidiar um debate de interesse nacional. “Acreditamos que o avanço da conectividade nas rodovias brasileiras representará um marco histórico para o setor e para a sociedade. O que precisamos, agora, é saber quais tecnologias estão disponíveis no Brasil e o que pode ser feito em nome de rodovias mais modernas”, afirmou o presidente.  Em sua intervenção, o ministro Marcos Cesar Pontes, de Ciência, Tecnologia e Inovações, ponderou que a busca por inovação favorece todos os modais do transporte, mas que o rodoviário tende a ser beneficiado em dois níveis fundamentais: “A tecnologia vem para ajudar o transportador tanto em segurança da operação, coibindo roubo de cargas e malfeitos (security), quanto em redução de acidentes e controle de riscos (safety)”. Também presente na abertura, o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura (MInfra), Marcelo Sampaio, elencou os esforços da pasta em prol da conectividade de um setor que esteve off-line até recentemente. Ele relembrou o fato de que o leilão do 5G, em novembro de 2021, vincula R$ 39,8 bilhões do total arrecadado a investimentos para ampliar a infraestrutura e a conectividade no Brasil. Comentou, ainda, o fato de que os novos contratos de concessão contemplam, necessariamente, o sistema free-flow – o sistema eletrônico de livre passagem em pedágios, instituído pela Lei n.º 14.157/2021. “O 5G talvez seja o maior tema em telecomunicações nos últimos anos”, corroborou Arthur Coimbra de Oliveira, secretário de Telecomunicações, que representou o Ministério das Comunicações no evento. O secretário comentou a forte sinergia entre os setores de comunicação e transporte, existente desde os tempos em que o marechal Cândido Rondon (1865-1958) determinou a instalação de linhas telegráficas e a abertura de estradas durante a chamada Marcha para o Oeste. Benefícios da tecnologia O professor Sérgio Myssior, da Fundação Dom Cabral, introduziu o primeiro painel da tarde, cujo mote foi: “Modernização das rodovias a serviço do setor de transporte – Caminhos para o transporte conectado”. Ele propôs uma reflexão sobre as dimensões da mobilidade, que incluem espaço urbano, acessibilidade e atividades econômicas. E provocou: “A imobilidade urbana causa doenças, perda da qualidade de vida nas cidades e prejuízos de R$ 11 bilhões ao ano para a economia brasileira”. “As novas tecnologias podem, sim, tornar o trânsito mais eficiente, com uma série de benefícios. Por exemplo, a solução 5G ajudará veículos de emergência a sinalizar, automaticamente, que uma pista precisa estar liberada”, ilustrou. Segundo palestrante do painel, Marcello da Costa, Secretário Nacional de Transportes Terrestres do Minfra, enfatizou que “a tecnologia cabe em todo o ciclo de projetos em infraestrutura”, citando desde a modelagem BIM (building information modeling) até o uso de drones para a aferição topográfica. Com relação ao free-flow, ressaltou que “o sistema induzirá uma justiça tarifária maior, com cobrança por quilômetro rodado e aumento na quantidade pagantes, o que tende a diminuir a tarifa individual”. O secretário também falou sobre o advento da pesagem dinâmica, “o que prolongará a vida útil do pavimento e beneficiará a segurança viária”. Gerente de Contas para o Setor de Transporte da Huawei Brasil (patrocionadora do evento), João Felipe Palma explicou a opção da empresa pela tecnologia wi-fi, em vez da LTE. “Especificamente para o uso em rodovias, a Huawei entende que a tecnologia que mais faz sentido é a wi-fi, pois permite a conexão em movimento até 120 km/h. Se o motorista precisar de ajuda, a concessionária tem condições de saber exatamente a localização do veículo, enquanto que, por LTE, o condutor teria de ligar antes para um 0800”, detalhou no painel, que foi conduzido pela diretora adjunta do ITL, Eliana Costa.  Questões regulatórias Mediado por Valter Souza, diretor de Relações Institucionais da CNT, o segundo painel do fórum abordou a “Estrutura regulatória para adoção de novas tecnologias no setor de transporte – Oportunidades e Desafios”. Na oportunidade, o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Rafael Vitale comentou o desafio da autarquia, que precisa compatibilizar avanço tecnológico e regulamentação. “Qualquer inovação tecnológica deve ser pensada para servir o usuário, daí a importância deste fórum. Há demandas urgentes, como oferecer cobertura wi-fi e colocar o free-flow em prática. Para tanto, temos pensado em contratos com cláusulas flexíveis, possa ser observadas e cobradas pela performance – e não pelas especificidades.” Marco Aurélio Barcelos, diretor presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) aproveitou a oportunidade para lançar a seguinte provocação: “As exigências que são feitas a título de facilidade tecnológica não devem travar um determinado modelo. O ‘como’ pode ficar datado rapidamente e um exemplo clássico disso é o termo ‘wi-fi’. Por isso, somos a favor do não engessamento das especificidades técnicas”. Ele classificou o free-flow como um “divisor de águas” e recomendou: “Precisamos estar alertas para que possamos nos valer do que há de melhor em termos tecnológicos, que é o que hoje já funciona e viabiliza o fluxo livre de veículos. E o que é? A tecnologia sedimentada no mercado das operadoras de pagamento”. Em sua fala, o presidente da Conexis Brasil Digital, Marcos Ferrari, fez um amplo retrospecto da atuação das operadoras de telecomunicações frente às exigências regulatórias e constatou que o edital do 4G foi cumprido com sucesso, embora com grandes disparidades regionais. “O que o leilão do 5G trouxe de diferente? A obrigação de conectar 2.349 trechos de rodovias, totalizando 35.784 quilômetros”, salientou. Segundo ele, os benefícios das estradas conectadas são muitos e vão desde a garantia de comunicação em caso de acidentes até o monitoramento cargas.  Fluxo garantido No terceiro painel do encontro foi discutido o tema “Inovações nas rodovias brasileiras – O sistema

Empregos no transporte de cargas crescem 18,1% em 2021 no Brasil

O número de empregos no setor de transporte de cargas cresceu 18.1% em 2021. Isso na comparação com 2020. As empresas fizeram 617.720 contratações e 522.982 demissões. Ou seja, o saldo positivo foi de 94.738 novos postos de trabalho. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) compilados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). De acordo com o levantamento, o segmento de transporte rodoviário puxou o bom resultado. Conforme os dados da CNT, de janeiro a dezembro de 2021, essas empresas contrataram 438. 546 profissionais. Por sua vez, houve 84.436 demissões. Seja como for, o saldo positivo foi de ´´41.685 postos de trabalho. Na análise por região, o Sudeste se destacou. E somou a criação de 54.010 postos de trabalho em 2021. Em seguida, aparece a região Sul, com 11.324 contratações. Depois, vem o Nordeste com 11.324 novos empregos. Já no Centro-Oeste foram contratadas 7.090 pessoas. Por fim, no Norte do Brasil foram abertas 3.721 vagas. Transporte de passageiros foi o que mais demitiu As empresas de transporte rodoviário de passageiros estão em crise desde o início da pandemia. Houve uma grande retração no número de viajantes. Sobretudo no segmento de turismo. E, com a queda no número de viagens, caiu também a oferta de empregos. De acordo com os dados do Caged, as empresas que atuam em operações urbanas são as que mais sofreram em 2021. Assim, de janeiro a dezembro foram contratadas 66.997 pessoas. Porém, fizeram 90.908 demissões. Como resultado, o saldo ficou negativo em 23.812 postos de trabalho. As companhias do setor de transporte rodoviário de longas distâncias apresentaram situação parecida. Ao longo de 2021, fizeram 24.750 contratações e dispensaram 27.371 profissionais. O único que apresentou resultado positivo foi o segmento de transporte rodoviário por fretamento. Isso tem a ver com a volta gradual do trabalho presencial. Por causa da necessidade de manter o distanciamento, as empresas tiveram de colocar mais veículos para transportar o mesmo número de passageiros. Assim, houve 43.390 contratações e 36.719 demissões. Ou seja, o saldo positivo foi de 6.671 postos de trabalho. Fonte: Estadão – Foto: Divulgação: Mercedes-Benz

RS começa o ano como o principal exportador de calçados do País

No primeiro mês deste ano, as fábricas brasileiras embarcaram 14 milhões de pares Em janeiro, o principal estado exportador do Brasil foi o Rio Grande do Sul. No mês, as fábricas gaúchas embarcaram 3,4 milhões de pares, que geraram US$ 44,7 milhões, altas de 47,2% e de 64,3%, respectivamente, ante o primeiro mês de 2021. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), no primeiro mês deste ano, foram embarcados pelas indústrias brasileiras 14 milhões de pares, que geraram US$ 101,2 milhões, incrementos tanto em volume (+43,8%) quanto em receita (+66%) em relação ao mesmo mês de 2021. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8). Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o indicador reflete a recuperação já registrada no segundo semestre do ano passado. “Os fornecedores de calçados brasileiros, com o encarecimento dos fretes internacionais, principalmente da Ásia, estão no radar dos principais compradores internacionais com maior proximidade geográfica, especialmente dos Estados Unidos e América Latina”, avalia. Segundo ele, a tendência, no entanto, é que o incremento arrefeça ao longo do ano em virtude da base de comparação mais fortalecida, especialmente a partir do segundo trimestre. “De toda forma, existe uma perspectiva de incremento em torno de 5% nos embarques em 2022”, acrescenta. O principal destino internacional do calçado verde-amarelo em janeiro foi os Estados Unidos, que respondeu por mais de 25% do total gerado com os embarques. No primeiro mês do ano, os norte-americanos importaram 1,75 milhão de pares por US$ 25,87 milhões, incrementos tanto em volume (+85%) quanto em receita (+93,6%) em relação ao mês correspondente do ano passado. No segundo posto entre os importadores de calçados brasileiros aparece a Argentina, para onde foram exportados 778 mil pares que geraram US$ 6,65 milhões, altas tanto em volume (+50,6%) quanto em receita (+75,6%) em relação a janeiro de 2021. O terceiro principal destino do produto foi a França. Em janeiro, as fábricas brasileiras exportaram para lá mais de 758 mil pares, pelos quais foram pagos US$ 5,5 milhões, incrementos tanto em volume (+49,2%) quanto em receita (+14,3%) em relação ao mesmo período do ano passado. Fonte: JC