O aumento de 25,28% no IPVA dos caminhões inibe a atividade econômica e afugenta o investimento no RS
O anúncio do aumento de 25,28% no valor do IPVA para os caminhões, agrava a situação atual das empresas de transporte rodoviário de cargas, que já padecem com os aumentos acumulados do diesel, superiores a 50%, apenas em 2021. A verdade é que os governos estão arrecadando bem mais do que o previsto, em decorrência do aumento dos combustíveis e veículos. É possível inferir, que de alguma forma, os governos passaram a ser “sócios” na distribuição de lucros da Petrobras e distribuidoras de combustíveis e agora também, das montadoras de veículos. Na iniciativa privada, a premissa para o aumento de preços está ligada essencialmente à variação dos custos e na lei da oferta e da procura. Já o Estado, deveria basear-se somente no aumento de seus custos, tendo como teto a inflação, que este ano deverá atingir os 10% e não os 25,28%. Este aumento de arrecadação pode até parecer bom para o governo, porém afeta diretamente a competitividade das empresas, ocasiona perda de competividade, reduz a atividade econômica, configurando um cenário de estagnação. Ao situar-se no extremo Sul do Brasil, nosso Estado tem custo logístico maior que outras unidades da Federação. Tal fato onera nossos produtos industrializados e o agronegócio. E também explica porque inúmeras empresas estão migrando para o Sudeste. Portanto, a sobrecarga tributária farta a máquina pública, mas sufoca nossa economia, em movimento cujo resultado a longo prazo será o inverso do esperado. Cada vez mais empresas de transporte e logística emplacam seus caminhões em outros estados, para reduzir seus custos. Vamos arrecadar menos, porque cobramos demais! Este será um dos legados do atual Governo do RS, que se elegeu prometendo reduzir a alíquota do ICMS sobre a gasolina, e só o fará no último ano de seu mandato, após ter batido todos os recordes de arrecadação, em decorrência da elevação do preço do combustível. É inevitável pensar que os índices aplicados ao IPVA buscam compensar a redução da alíquota do ICMS sobre combustíveis.
IPVA 2022 terá aumento médio de 22,33% no RS

Caminhões estão entre os mais afetados pela elevação A coluna de Giane Guerra em GZH publicou, nesta quinta-feira (18), informação sobre as perspectivas de aumento no IPVA no estado. A coluna teve acesso à tabela oficial da Fipe. Ela traz as médias a partir dos preços registrados no mercado em outubro. O valor a ser pago em IPVA do Rio Grande do Sul terá um aumento médio de 22,33% para 2022. A maior alta será para caminhões, de 25,28%. Já para automóveis de passeio, a elevação será de 21,63%. De acordo com a colunista, não houve alteração nas alíquotas do imposto, mas, sim, uma elevação nos preços usados no cálculo. A tabela da Fipe traz o preço de mercado e é usada de referência para vários negócios além do cálculo do IPVA. Médias por tipo de veículos: Automóveis: +21,63% Caminhonetes e Utilitários: +23,54% Caminhões: +25,28% Ônibus e Microônibus: +14,48% Motos e Similares: +23,13% Motor – Casa: +10,03% Os prazos e condições de desconto costumam ser divulgados pela Receita Estadual no início de dezembro. Leia aqui a reportagem completa, em GZH. Fonte: SETCERGS
Os impactos das decisões do STF na Área Trabalhista serão abordados em live com juiz Marlos Melek na TV NTC
Na próxima semana, dia 26, a partir das 16h, o Juiz Federal do Trabalho, Dr. Marlos Melek irá comentar sobre os impactos das decisões do STF na área trabalhista, para os associados da NTC&Logística. A transmissão será na TV NTC, no canal do YouTube da entidade, e contará com a participação do presidente, Francisco Pelucio que fará a abertura e a mediação do assessor jurídico da entidade, Narciso Figueirôa Júnior. A participação do Juiz é de grande relevância, Marlos Melek foi membro da Comissão de Redação da Reforma Trabalhista e defendeu o texto da lei na Câmara e no Senado. Ele Iniciou sua caminhada trabalhando com carteira assinada, foi empresário, empregando direta e indiretamente mais de 2 mil pessoas. Hoje é Juiz Federal do Trabalho. A sua participação é de grande importância, anote na sua agenda e fique por dentro. Acesse aqui Fonte: NTC&Logística
Aula organizada pelo SEST SENAT sobre liderança ágil e transformação digital atrai gestores de todo o país
A sessão especial integra os conteúdos do Digital Hub do SEST SENAT e foi ministrada pelo professor Luis Lobão Com as rápidas mudanças pelas quais o mundo vem passando, muitos paradigmas empresariais ficaram para trás e os gestores precisam abraçar as tecnologias como meio e forma de modelar seus negócios. Por isso, é preciso que líderes estejam atentos e atualizados sobre as novidades e necessidades do mercado. Pensando nisso, o SEST SENAT criou o Digital Hub, uma plataforma de conexões exclusiva para executivos e gestores do transporte. E, de forma inédita, na tarde desta quinta-feira (18), foi realizada uma sessão premium online, aberta ao público, com o professor Luis Lobão. O professor falou sobre ferramentas de gestão que podem apoiar a transformação digital nas empresas. “As organizações têm que trabalhar com base em três grandes pilares: adaptabilidade estratégica, liderança ágil e governança horizontal e flexível. Não é uma questão mais de transformação digital. Mas sim, de aceleração digital”, destacou Lobão. Mais do que ferramentas e artefatos, os gestores precisam de uma liderança com pelo menos cinco competências, segundo enumera o especialista: fluência digital, capacidade de fazer e aprender com o experimento, ser analítico, capacidade de utilizar os dados para tomada de decisão, criar futuros viáveis e capacidade de continuar aprendendo. A próxima sessão premium será em dezembro e vai falar sobre liderança produtividade e equipe de alto desempenho. Digital Hub O Digital Hub é uma rede de conexões na qual é possível ter acesso a conteúdos desenvolvidos pelos grandes nomes da gestão de negócios, especialistas e pesquisadores reconhecidos internacionalmente. A plataforma leva o selo HSM – instituição referência em educação corporativa no Brasil –, e oferece interação e compartilhamento de boas práticas para que os executivos possam trilhar novas experiências e lapidar seus conhecimentos. Entre os grandes nomes nacionais e internacionais que foram especialmente selecionados pela sua relevância para participar da plataforma, estão Peter Diamandis, Pascal Finetti, Yuval Harari, Luís Lobão, Brené Brown, Dora Kaufman e Gabrielle Teco. São vídeos, podcasts, entrevistas e artigos sobre gestão, liderança, tendências, tecnologia, estratégia e negócios. Os conteúdos são divididos nas seguintes categorias: Produtividade e Equipes de Alto Desempenho; Gestão Eficiente e Ágil; Tendências e Visão de Negócios; e Gestão Financeira e Visão Sistêmica. Dentro da plataforma, há ainda o Fórum de Experiências, um espaço voltado ao compartilhamento de ideias, práticas e cases. Os interessados em acessar a plataforma podem preencher o formulário pelo link https://forms.office.com/r/KqCDm3CUkv Fonte: Agência CNT Transporte Atual
CCJ aprova proposta que prorroga desoneração da folha de pagamento até 2023
O projeto beneficia 17 setores da economia; proposta segue para análise do Senado A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) projeto de lei que prorroga até 31 de dezembro de 2023 a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia, considerados de uso mais intensivo de mão de obra. Pelas regras atuais, as empresas beneficiadas podem optar pelo pagamento das contribuições sociais sobre o faturamento somente até o fim deste ano. Os setores são: calçados, call center, comunicação, confecção/vestuário, construção civil, empresas de construção e obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, TI (tecnologia da informação), TIC (tecnologia de comunicação), projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas. A proposta tramitou em caráter conclusivo e, portanto, poderá seguir para a análise do Senado, a menos que haja um recurso para a votação pelo Plenário. No último dia 11, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo federal vai prorrogar por mais dois anos (até 2023) a desoneração da folha de pagamento das empresas dos mesmos 17 setores. O Projeto de Lei 2541/21, dos deputados Efraim Filho (DEM-PB) e Dagoberto Nogueira (PDT-MS), foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Freitas reduziu o período de prorrogação previsto no projeto, de cinco para dois anos. O objetivo foi evitar que a proposta seja vetada pelo presidente Jair Bolsonaro. Pelo mesmo motivo, disse o relator, não foram incluídos novos setores entre os beneficiados com a desoneração. “Se dependesse apenas da nossa vontade, do relator, do autor do projeto e de vários membros da comissão, outros setores de fato seriam incluídos, mas o compromisso com o Orçamento é imenso, então nesse sentido estamos apenas prorrogando os 17 setores inicialmente contemplados”, explicou Marcelo Freitas. ImportaçãoO projeto aprovado altera legislação sobre temas tributários (Lei 12.546/11). O texto aumenta também em um ponto percentual a alíquota de Cofins-Importação para um conjunto de produtos, de forma a equilibrar os custos entre bens produzidos no Brasil e no exterior. Em 2020, o Congresso Nacional aprovou o aumento da Cofins-Importação nos itens que concorrem com a produção dos setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamentos. No entanto, ao sancionar a Lei 14.020/20, Jair Bolsonaro vetou esse ponto, e o Congresso manteve a decisão. Naquela ocasião, Bolsonaro também vetou a prorrogação, até o próximo dia 31 de dezembro, da desoneração da folha de pagamentos para os mesmos 17 setores. O Congresso, no entanto, derrubou o veto. CustoSegundo o governo, a desoneração até o final deste ano custará R$ 10 bilhões aos cofres públicos. O mecanismo permite que as empresas paguem alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta em vez de 20% sobre a folha de salários. Segundo os setores beneficiados, a medida permite a manutenção de 6 milhões de empregos. O texto aprovado estabelece que um ato do Poder Executivo deverá definir mecanismos de monitoramento e de avaliação do impacto da desoneração da folha de pagamentos sobre a manutenção dos empregos. O Psol votou contra a proposta na CCJ. Segundo a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), a proposta deveria exigir contrapartida das empresas. “Qual o impacto do que o Estado deixa de arrecadar? Porque é muito simples dizer que se desonera sem fazer o debate econômico do quanto se deixa de arrecadar inclusive para financiar políticas sociais, geração de emprego, distribuição de renda. E mais: deveria ter uma cláusula no projeto exigindo a manutenção dos 6 milhões de postos de trabalho”, afirmou. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) também fez críticas ao projeto. “Nós não podemos favorecer setores identificáveis, setores específicos, porque quando fizemos isso nós diluímos o custo desses setores beneficiados para todo o sistema. Por outro lado, o voto ‘não’ [à proposta] também é errado, o Estado deu a bengala e agora vai chutar em época de pandemia, vai provocar desemprego?”, disse. Já o autor, Efraim Filho, defendeu a proposta e ressaltou o acordo feito com o governo. “Quebramos as resistências do Ministério da Economia, na compreensão de que é momento de não pensar em arrecadação, mas de pensar em gerar empregos, numa política pública que o governo já sinalizou que acolhe como sendo prioridade para 2022”, explicou. “Ao aumentar a carga tributária sobre o emprego, o resultado seria demissão em massa. Mais de 500 mil demissões eram esperadas segundo avaliação dos setores, porque ninguém aguenta mais tanto imposto sobre os seus ombros. E qual seria o resultado dessas demissões? O governo teria que arcar com seguro desemprego, com novos auxílios”, complementou Efraim Filho. Reportagem – Paula BittarEdição – Ana Chalub Fonte: Agência Câmara de Notícias
ANTT publica Manual de Procedimentos de Fiscalização do Transporte rodoviário internacional de cargas (TRIC)
Documento busca padronizar procedimentos de fiscalização do TRIC Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, por meio da Deliberação nº 358/2021, o Manual de Procedimentos de Fiscalização do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC). O objetivo do documento é estabelecer critérios e padronizar procedimentos relativos ao TRIC e implementar políticas e regular ou supervisionar as atividades de prestação de serviços de transportes exercidas por terceiros no âmbito da esfera de atuação e atribuições da ANTT. Dessa forma, a ANTT, por meio desse manual, promove a transparência permitindo acesso às informações aos entes regulados e à sociedade em geral. Confira o manual na íntegra clicando aqui. Fonte: ANTT
Câmara Interamericana de Transportes agora é Câmara Internacional da Indústria de Transportes
A 33ª Assembleia Geral Ordinária da CIT realizada em Montevidéu, Uruguai, no último 8 e 9 de novembro de 2021, foi marcada por uma programação diferenciada e de importantes decisões. Membros filiados à Câmara, do Brasil e das Américas, foram recebidos na sede da Associação Latino-americana de Integração – ALADI, pelo secretário-geral, Sérgio Abreu Bonilla e o Subsecretário de Desenvolvimento e Espaço do Livre Comércio, George Ney de Souza Fernandes. Muito além do acordo de cooperação que ambas organizações mantêm há quase duas décadas, ALADI agora é oficialmente um membro associado, com assento permanente na CIT. A agenda da câmara trouxe como principal proposta a alteração do Estatuto Social; a aprovação unânime viabiliza a atuação e o relacionamento com entidades, universidades e governos de países de outros continentes, até então limitado ao continente americano. Ainda, a atualização do conceito para a indústria do transporte aumenta a dimensão da agenda que poderá avançar em áreas como a inovação tecnológica. A CIT agora é Câmara Internacional da Indústria de Transportes. No cenário político, a Assembleia contou com a presença de ilustres personalidades, a seguir o Senador da República Federativa do Brasil Nelson Trad Filho, o Deputado Federal Celso Russomanno e o Deputado Afonso Antunes da Motta, que foram condecorados com a Medalha de Ordem do Mérito Interamericano de Transportes (OMITRans), pelo Secretário-Geral da CIT, Paulo Vicente Caleffi (Deputado Federal do RS). Personalidades da Argentina, Brasil, Colômbia e Panamá também foram homenageadas em reconhecimento à importante contribuição ao setor de transportes: Guillermo Werner, Maria Cecilia Anan, Antonio Marques Dos Santos, Ana Paula Motta Cardoso, Martinho Ferreira de Moura, Nidia Hernández, Fredy Camilo García Moreno e Julio Reyes Solis Tovar; sendo todos membros da Câmara Interamericana de Transportes. Por último, CIT parabeniza as entidades que tiveram a aprovação do ingresso ao quadro de filiados, a seguir: (IBL) Instituto Brasil Logística; (FECAM SP) Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Estado de São Paulo; (FETAC MG) Federação dos Caminhoneiros Autônomos de cargas do estado de Minas Gerais; (CONFTAC) Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas, todos do Brasil e por último, da Colômbia, a (ACC) Asociación Colombiana de Camioneros Nacional. Confira na íntegra a Resolución 01/2021 – 33ª Asamblea General Ordinaria Fonte: CIT Américas
SEST SENAT e OEI assinam acordo de cooperação técnica
Entendimento entre as entidades visa promover medidas de enfrentamento à crise de segurança no setor de transportes nacional O SENAT (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e a OEI (Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura) firmaram, nesta quarta-feira (17), um acordo de cooperação técnica. As partes foram representadas, respectivamente, por Vander Costa, presidente dos Conselhos Nacionais do SEST e do SENAT e da CNT (Confederação Nacional do Transporte), e por Mariano Jabonero, secretário geral da OEI. A cerimônia de assinatura ocorreu no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa. O acordo visa concretizar as ações previstas pelo projeto “Segurança pública e transporte: caminhos para o Brasil”, cujo objetivo é promover medidas de enfrentamento à crise de segurança no setor de transportes nacional. Em seu escopo, o projeto incentivará a criação e o fortalecimento de políticas públicas, além da capacitação de agentes setorais. Está prevista, ainda, a formação de redes de cooperação, nas esferas pública e privada, em âmbito nacional e sul-americano. Na ocasião, Vander Costa falou sobre a importância do compartilhamento de dados para a construção de políticas públicas e afirmou que o Sistema CNT trabalhará junto ao Congresso Nacional e ao Poder Executivo para efetivar as diretrizes que resultarão do trabalho em conjunto com a OEI. Presente no evento, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, elogiou o entendimento entre as entidades e comentou o cenário atual de segurança pública, cuja complexidade, frequentemente, extrapola as fronteiras nacionais. Prestigiaram a cerimônia o ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann; o diretor da OEI no Brasil, Raphael Callou; a diretora da OEI em Portugal, Ana Paula Laborinho; a diretora executiva do SEST SENAT, Nicole Goulart; o professor do IDP e vice-presidente do Fórum de Integração Brasil-Europa, José Roberto Afonso; entre outros. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
CNI: indústrias de pequeno porte vão investir mais em sustentabilidade
Nove em cada 10 pequenas indústrias têm ações contra desperdício A maioria das indústrias de pequeno porte (55%) tem intenção de investir mais nos próximos dois anos na implementação de ações sustentáveis, para uma transição para a economia de baixo carbono. Para outras (37%) os recursos devem ficar no mesmo patamar dos atuais e apenas 4% afirmaram que esse investimento deve ser reduzido. Os dados são de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o Instituto FSB que avaliou a visão dessas indústrias sobre a sustentabilidade. Segundo a entidade, em alguns quesitos, as indústrias de pequeno porte estão avançadas. Mesmo em meio à pandemia de covid-19 e à crise econômica, 20% dos pequenos negócios industriais aumentaram o investimento nesse tipo de ação. Ações para evitar o desperdício de energia e de água já são adotadas por 90% e 89% das empresas desse porte, respectivamente. Já a gestão de resíduos sólidos é uma realidade em 85% dos negócios. De acordo com a pesquisa, três em cada quatro (76%) executivos afirmam que o setor industrial, considerando o ambiente de negócios no Brasil hoje em dia, enxerga o tema sustentabilidade como uma oportunidade. E para quase um terço deles a agenda de sustentabilidade envolve mais oportunidades do que riscos. Apenas 22% afirmaram que há mais riscos que oportunidades ou só riscos. Para a CNI, os dados mostram que as indústrias de pequeno porte estão atentas à importância da implementação de ações concretas de sustentabilidade em seus processos produtivos, alinhadas à estratégia levada pela entidade para a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), que aconteceu de 1º a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia. Nesse sentido, a CNI, destaca que não há mais espaço para a “falsa divergência” entre desenvolvimento e conservação do meio ambiente. Para 16% dos executivos consultados, o financiamento a ações sustentáveis e a conscientização da sociedade deveriam ser prioridades do governo. Para 71% dos representantes das pequenas indústrias do Brasil, cabe ao poder público, além de controlar, estimular as empresas para que sigam as regras ambientais. Razões para investimentos Os dois principais motivos que levam indústrias de pequeno porte a investir em sustentabilidade são a reputação junto à sociedade e aos consumidores (40%) e o atendimento às exigências regulatórias, também com 40% das respostas. A redução de custos, com 36%, e o aumento da competitividade, com 34%, completam a lista de itens que mais estimulam os empresários a adotarem a agenda sustentável. Do outro lado, a falta de cultura voltada para o tema (46%) e a falta de incentivos do governo (45%) são apontados como os principais entraves. A pesquisa mostra ainda que apenas 36% dos pequenos industriais já teve, como fornecedor, alguma exigência de certificado ou ação ambientalmente sustentável como critério de contratação por parte dos clientes. O índice é ainda mais baixo (24%) quando a análise recai sobre a exigência por parte das pequenas indústrias de critérios sustentáveis para a contratação de fornecedores. O percentual de empresas que já deixaram de vender algum produto por não ter alguma certificação ou seguir alguma ação de sustentabilidade exigida pelo mercado cai pela metade: 12%. Entraves De acordo com a CNI, apesar dos indicadores positivos, 79% dos entrevistados admitem que estão pouco ou nada familiarizados com a sigla ESG (do inglês environmental, social and governance) usada para designar ações de sustentabilidades com base nos pilares ambiental, social e de governança. “Mesmo pouco ou nada familiarizados com o tema, 81% dos líderes empresariais dizem que o ESG é importante ou muito importante”, diz a pesquisa. Em termos de estrutura organizacional, apenas 21% das empresas têm uma área formal para lidar com o tema sustentabilidade. Dessas, pouco menos da metade, 10% do total das empresas pequenas, dá autonomia financeira a essa área. Outro ponto de atenção para a CNI diz respeito à estratégia e ao estabelecimento de metas de sustentabilidade: apenas 22% das empresas entrevistadas afirmam ter metas. O Instituto FSB Pesquisa entrevistou, por telefone, executivos de 500 empresas industriais de pequeno porte, em quantitativo proporcional em todos os estados brasileiros. As entrevistas foram realizadas entre 13 e 27 de outubro de 2021. Devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%. A pesquisa completa está disponível na página da CNI. Fonte: Agência Brasil Foto: José Paulo Lacerda
Palestra CNT sobre macroeconomia destaca o cenário econômico atual
A necessidade de maior atenção com a trajetória inflacionária é um desses panoramas A Confederação Nacional do Transporte (CNT) promoveu, na quinta-feira, 11, palestra sobre a análise conjuntural econômica no Brasil e no mundo. O cenário macroeconômico foi apresentado pelo especialista em economia internacional e mercado financeiro Luís Suzigan. No âmbito global, a abordagem incluiu o crescimento econômico dos países desenvolvidos, o comportamento da inflação e aspectos geopolíticos no médio prazo. Sobre o contexto nacional, Suzigan considerou a dinâmica de inflação e juros, as perspectivas de crescimento econômico e as incertezas envoltas no cenário macroeconômico e político brasileiro. “O risco inflacionário é o tema mais quente nos mercados globais e noticiários mundiais”, ressaltou. O especialista acrescentou que todo esse panorama pode influenciar a redução do estímulo monetário e um possível aumento dos juros internacionais, o que afeta os países emergentes, como o Brasil. Levando em conta um cenário em médio prazo, há questões relacionadas aos desdobramentos em decorrência dos ciclos políticos, em especial às mudanças na China a partir de 2023, e os riscos geopolíticos associados a esses fatores. “O que está acontecendo agora e deve seguir por mais uma década é uma realocação de cadeias de suprimentos”, destacou. Para o especialista, a preocupação das economias dos diversos países é com a inflação. “São níveis de inflação de dois dígitos que não se viam desde a década de 1970 e 1980, nos Estados Unidos”, exemplifica. Essa trajetória inflacionária já é observada no Brasil e tem sido respondida principalmente com aumento da taxa Selic. Pelos cálculos de Suzigan, a média dos juros deve voltar para patamar mais próximo dos 6% no final do próximo ano, percentual em que estava entre 2010 e 2011. “O país tem liderado essa alta na América Latina. A normalização de políticas monetárias já começa a ocorrer também na Inglaterra e no Canadá”, pontuou. Outro ponto destacado pelo economista foram os desafios climáticos. “Acompanhamos a COP26 (26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que ocorreu em Glasgow, na Escócia. “É o momento para colocar uma visão sobre o que há de risco e oportunidade para o Brasil”, pontuou. As metas mundiais que visam energias mais limpas têm sua parcela de peso na inflação. “Vários países estão buscando fazer essa transição. Isso tem custo e mantém a inflação pressionada”, enfatizou. Suzigan acredita que os riscos de recessão no Brasil são limitados. Lembra que fatores sazonais, como a seca, contribuem para que a inflação fique mais alta e causam repercussão nos alimentos e energia. “Isso pode influenciar em alguns setores, o transporte é um deles”, alertou. A seguir, algumas das perguntas respondidas por Luís Suzigan, durante a palestra promovida pela CNT O transporte tem enfrentado duas questões que impactam economicamente o setor: o congestionamento logístico e a crise hídrica. Existe alguma perspectiva de superação desse cenário no curto ou médio prazos? O congestionamento logístico pode se resolver em duas questões. Primeiro, com o fim da pandemia e o pleno funcionamento de vários portos e modais que trabalham sob restrições, principalmente na China e na Ásia. A outra questão é a regularização de insumos. A falta de peças afetou alguns setores, mas a oferta vai, gradativamente, ser restabelecida. Já o fator energético é mais complicado de ser solucionado. Embora seja sazonal, a trajetória climática tem sido adversa. Os extremos climáticos prejudicam o transporte. Por exemplo, altas temperaturas influenciam na qualidade do asfalto das rodovias e esses problemas vão ficar cada vez mais frequentes. O setor precisa repensar a matriz energética. Esse é um ponto de destaque para médio e longo prazos. Como o segmento do transporte rodoviário urbano de passageiros, um dos mais afetados pela crise sanitária, pode sofrer menos impacto, tendo em vista questões como o aumento do preço do diesel e a correção salarial? No curto prazo é complexo. A transição energética deve tornar a demanda um pouco menor do que é agora. Se houver uma melhora no ambiente fiscal e político, isso pode ficar mais fácil. Financiamento subsidiado para transformar a frota mais ambientalmente sustentável é uma alternativa. A longo prazo, essa medida pode se reverter em uma situação favorável. Que lição que a gente pode tirar desse choque atual de aumento do preço dos combustíveis? Não vejo o controle de preços interno de combustíveis como sendo uma solução para evitar repasses maiores de custos energéticos. Por mais que tenhamos uma oferta de petróleo interna significativa, nossa capacidade de transformá-lo em produto final é limitada. O que pode nos ajudar é um mercado menos volátil no câmbio. Esse desalinhamento é fruto de alguns descontroles macroeconômicos – principalmente na questão fiscal –, políticos e da baixa produtividade da economia. Esse longo período marcado por recessões e baixo crescimento que o país tem vivido há quase uma década pode afetar nossas possibilidades futuras de recuperação? O Brasil deveria estar crescendo muito mais do que está, mas não investe, então a insegurança é muito grande. A capacidade de investimento do Estado caiu praticamente a zero. Se o próprio governo não investe, como vai convencer uma empresa privada estrangeira a investir alto no país em projetos de infraestrutura? O investimento público também é importante para dar essa segurança ao ambiente de negócios. Outra questão estrutural fundamental é o investimento em educação, que geraria melhoras em longo prazo. Ou seja, falta no Brasil tanto investimento em infraestrutura física quanto em social, e isso sempre dependeu e vai continuar dependendo muito da capacidade de investimento do governo. Assim, é preciso uma revisão do arcabouço fiscal do Estado e um pensamento estratégico um pouco mais focado, para que esses investimentos destravem nosso potencial e possamos ocupar um espaço maior como potência regional. Fonte: Agência CNT Transporte Atual