Prêmio CNT de Jornalismo 2021 anuncia os finalistas

As 30 melhores reportagens e fotografias deste ano serão avaliadas por um corpo de jurados formado por jornalistas de renome e um especialista; os trabalhos concorrem ao Grande Prêmio (R$ 60 mil) e às premiações por categoria (R$ 35 mil cada) O Prêmio CNT de Jornalismo2021 já tem os seus 30 trabalhos finalistas. Para chegar a esse resultado, as reportagens e fotografias inscritas foram validadas pela Comissão Organizadora e avaliadas por um grupo de pré-selecionadores, formado por cinco jornalistas com atuação acadêmica. Essa avaliação seguiu os seguintes critérios: relevância para o setor de transporte, para o transportador e para a sociedade; qualidade editorial; criatividade/originalidade; e atualidade dos temas. As pautas abordaram aspectos do transporte, seja ele rodoviário, ferroviário, aquaviário ou aéreo – nos segmentos de cargas ou passageiros.  Os materiais se enquadram nas categorias Impresso, Internet, Fotografia e Meio Ambiente e Transporte. Além delas, as novidades desta edição são as categorias Vídeo (para reportagens e documentários veiculados na TV e em serviços de streaming) e Áudio (para matérias de rádio e podcasts). Os finalistas, agora, serão avaliados pelo corpo de jurados do Prêmio, que, neste ano, é composto por: Matheus Leitão, colunista do site da revista Veja; Patrícia Campos Mello, repórter especial e colunista da Folha de S.Paulo; Paula Scarpin, especialista em narrativa radiofônica e responsável pelo Podcast Rádio Novelo; Murilo Rocha, diretor de Jornalismo do Grupo Bandeirantes em Minas Gerais; e Edésio Lopes, professor e coordenador de cursos de pós-graduação no IPOG e colaborador na IDP engenharia.  O trabalho com a maior nota receberá o Grande Prêmio CNT de Jornalismo no valor de R$ 60 mil. Os ganhadores das demais categorias recebem, cada um, R$ 35 mil. O resultado final será divulgado no mês de novembro. Finalistas ÁUDIO – A luta por sobrevivência do Brasil que anda de moto Tércio Saccol, Vos.social – A vida pede carona Juliana Contaifer, Portal Metrópoles – Balada segura: mortes em acidentes de trânsito caem 29,1% em uma década no RS Eduardo Rodrigues Paganella, Rádio Gaúcha – Falta de planejamento precariza transporte público no Brasil Rene da Silva Almeida, Agência Radioweb – Trabalhadoras do transporte público Gabriela Mayer, BandNews FM FOTOGRAFIA – A rota do tráfico humano na fronteira da Amazônia: rodovias que separam o sonho do pesadelo Rafaela Feliciano da Silva, Portal Metrópoles – Firme e forte Domingos Peixoto, Jornal Extra – Tecnologia antiviral deve sobreviver à covid-19 Werther Santana, Estado de S. Paulo – Transportando vacinas Antonio Scorza, O Globo – Um dia após recorde de mortos, SP registra aglomerações Fábio Comerão Vieira, Portal Metrópoles IMPRESSO – Como o vírus anda Rone Fabio Carvalho Junior, Jornal Diário da Região – Corrida pelo carro voador Luciana Dyniewicz, Estado de S. Paulo – Jornada da vida Rone Fabio Carvalho Junior, Jornal Diário da Região – Pouco investimento e muita demanda Luiz Maciel de Oliveira Filho, Valor Econômico  – Vivo no trânsito Thiago Zacarias Amâncio, Folha de S.Paulo INTERNET – A rota do tráfico humano na fronteira da Amazônia: rodovias separam o sonho do pesadelo Mirelle Cristina Alves Pinheiro, Portal Metrópoles – Conexão zero estrelas: trabalhadores de aplicativos se endividam para pagar a internet Alice Cristiny Ferreira de Souza, Agência Pública – Os desafios de grávidas e cuidadores para ir e vir na cidade Anamaria Melo do Nascimento, Lunetas – Por um novo transitar Roberta Soares, Jornal do Commercio Link 1 Link 2 Link 3 Link 4 – Teleférico do Alemão, 10 anos depois Caio Sartori, Estado de S. Paulo Link 1 Link 2 Link 3 Link 4 MEIO AMBIENTE E TRANSPORTE – Arriscando a própria vida em defesa da natureza Luiz Ribeiro dos Santos, Estado de Minas Link 1 Link 2 Link 3 Link 4 – Desafios da BR-319 Fábio Diniz, Rede Amazônica (TV Globo) Link 1 Link 2 Link 3 Link 4 – Etanol x elétricos – carros na tomada levantam debate ambiental e abrem espaço para o álcool combustível Rafaela Rodrigues Trajano Borges, Portal UOL – O que é preciso mudar para tornar as cidades mais sustentáveis Priscila Mengue, Estado de S. Paulo Link 1 Link 2 Link 3 Link 4 – Um país fora dos trilhos Renato de Souza Santos, Correio Braziliense VÍDEO – Dossiê Carajás Laura Ferla, Record TV Link 1 Link 2 – Embarcações clandestinas Daniel Paulino Mota, Record TV Link 1 Link 2 – Ônibus clandestino: o perigo no asfalto Flávia Prado Domingos da Silva, Record TV – Transamazônica 50 Anos Lígia Scalise, CNN Brasil Link 1 Link 2 Link 3 Link 4 Link 5 – Transamazônica – A Estrada sem Fim – 50 Anos Aldrich Kanashiro, Record TV Link 1 Link 2 Link 3 Link 4 Link 5 Link 6 Link 7 Link 8 Link 9 Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Proteção de dados no setor transportador foi tema de webinar promovido pelo Sistema CNT

Evento contou com a participação de especialistas e marcou o lançamento do Guia de Boas Práticas de Proteção de Dados no Setor de Transporte O Sistema CNT promoveu nesta quinta-feira, 30, um webinar para marcar o lançamento da publicação “Guia de Boas Práticas de Proteção de Dados no Setor de Transporte”. Trata-se de um volume concebido para auxiliar os transportadores no processo de adequação à Lei nº 13.709/2018. Disponibilizado em primeira mão aos participantes que se inscreveram no webinar, o guia estará amplamente disponível para download a partir desta sexta-feira, 1°, no portal da LGPD do Sistema CNT. “Este guia é mais uma aposta no sentido de sensibilizar os empresários e estabelecer padrões e protocolos para a fiel aplicação da LGPD nas empresas de transporte rodoviário, aquaviário, ferroviário e aéreo –  sejam elas de cargas ou de passageiros –, e também as de infraestrutura de transporte e logística”, celebrou o presidente do Sistema CNT, Vander Costa. Em sua fala na abertura do evento, Miriam Wimmer, diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD), elogiou a iniciativa. “Observamos com grande alegria quando uma organização grande e importante como a CNT se propõem a elaborar um guia nesses moldes. Essa é uma postura de boa-fé, responsabilidade e precaução”, disse. A diretora lembrou, ainda, que os códigos deontológicos voltados à proteção de dados são uma novidade em nosso país e ainda há muito a ser feito em termos de mecanismos de autorregulação. Como elaborador e coordenador do guia, coube ao advogado e professor Danilo Doneda entregar um exemplar físico da publicação ao presidente Vander Costa. “Esse é primeiro documento do gênero suscitado pela LGPD”, confirmou, lembrando que a lei se caracteriza por um elevado grau de abstração e que, portanto, precisa ser regulamentada e testada na prática para cumprir o objetivo final de proteger o cidadão titular de dados. Membro do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade, Doneda ministra o curso LGPD para o Setor de Transporte, com foco em alta gestão, coordenado pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística) e promovido pelo SEST SENAT. Ele também elaborou o conteúdo do curso LGPD Descomplicada, do SEST SENAT, voltado para trabalhadores de qualquer segmento do setor de transporte. Em sua participação, a advogada e professora Laura Schertel Mendes, que também integra o Conselho Nacional, parabenizou o Sistema CNT pela elaboração do guia e o considerou um farol para outros segmentos que busquem conformidade com a lei. A especialista lembrou que o art. 50 da legislação prevê a possibilidade de a ANPD homologar códigos de conduta. “Há um caminho longo a se explorar no âmbito da chamada regulação por incentivos ou relação responsiva – e este guia é um primeiro passo para isso”, destacou. Na ocasião, Paula Corrêa, CEO da Viação Águia Branca, narrou a experiência da empresa, que começou a sensibilizar seus quadros sobre a temática ainda em 2019. “Encaramos a lei como uma oportunidade de sermos mais transparentes com os nossos clientes e colaboradores. E o momento não poderia ser mais adequado, já que vivemos uma forte transformação digital”, afirmou. “Este é um material que servirá de apoio, de consulta e que será amplamente utilizado por nós”, concordou Antônio Augusto Pereira, diretor administrativo e financeiro da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). Membro do Grupo de Trabalho para Elaboração do Guia de Boas Práticas, Pereira compartilhou o case de uma das associadas da Abear, que precisou passar por uma ampla revisão de procedimentos e contratos em nome da conformidade legal. Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Entidades realizam levantamento estatístico inédito sobre acidentes com produtos perigosos

Desde a sua criação em 1999 pela então Secretaria de Transporte, a Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos no Estado de São Paulo busca obter dados estatísticos dos acidentes que acontecem no setor. A Associação Brasileira de Transporte e Logística (ABTLP), que compõe o grupo desde a sua criação, sempre foi procurada para fornecer essas informações, mas até então ninguém as possuía de maneira consolidada. Cada instituição, como Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual, Defesa Civil, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), entre outras, mantinham seus dados separadamente, às vezes com conceitos distintos de acidente. Com muito esforço, a comissão de estudos, composta por representantes das instituições citadas anteriormente, tendo em vista a Resolução ST nº 5/1999 e Resolução SLT nº 9/2015, desenvolveu uma planilha de acidentes que está sendo preenchida pela ARTESP, pelo Comando do Policiamento Rodoviário de São Paulo (PMRV), pela CETESB e pelo Pró-Química, obtendo assim os dados estatísticos das ocorrências (acidentes e incidentes) no transporte rodoviário de produtos perigosos no Estado de São Paulo. Foi elaborado também um manual para o preenchimento da planilha de acidentes, oferecido também às instituições pelo coordenador da comissão, coronel Gilberto Tardochi da Silva. O primeiro resultado extraído da análise dos dados apontou um total de 939 ocorrências, tendo a média de 78,25 ocorrências por mês. O número é elevado se considerarmos a premissa de que todo acidente é evitável. Acidentes são descritos como um evento definido ou uma sequência de eventos fortuitos e não planejados que dão origem a uma consequência específica e indesejada, em termos de danos humanos, materiais ou ambientais. Os exemplos incluem colisões, abalroamentos, capotamentos, avarias em tanques, válvulas ou linhas que provocaram (ou poderão provocar) vazamento do produto transportado, dentre outros. Incidentes, por sua vez, são definidos como um evento indesejável e inesperado que, no entanto, não resulta em danos às pessoas, ao meio ambiente ou ao patrimônio. Os exemplos incluem ocorrências do tipo pane seca, avaria mecânica, pneu furado, quebra de para-brisa, dentre outros. Segundo o levantamento realizado pela comissão de estudos, os combustíveis lideram os acidentes nas estradas. O produto perigoso com maior incidência é o etanol (ONU 1170) com 18,1%, seguido do óleo diesel (ONU 1202) com 12,6% e da gasolina (ONU 1203) com 4,6%, perfazendo um total de 35,3%.  A Rodovia Governador Mario Covas (Rodoanel – SP021) apareceu em destaque no resultado de 2020, com 12,3% das ocorrências; na sequência, a Rodovia Castelo Branco (SP280), com 11,25%. De acordo com coronel Tardochi, a ideia dessa apuração qualificada vem sendo desenvolvida há mais de 3 anos. “Já existia uma estatística que antes não era qualificada, porém não tínhamos dados como o tipo de caminhão e o tipo de produto. Agora ela é bastante específica”. Cada um dos cerca de 3000 produtos classificados como perigosos pela Organização das Nações Unidas (ONU) possui sua própria característica e afeta de forma diferente o meio ambiente. O transporte de produtos perigosos é uma atividade totalmente regulamentada que envolve diversos agentes e não só a empresa de transporte. Um acidente no deslocamento desses produtos alcança responsabilidades nas esferas administrativa, civil e criminal. Dependendo do dano causado, pode acarretar obrigações de reparação, indenização ou compensação. “O bem mais importante é a vida; não só a do motorista, mas também da comunidade que vive no entorno, pois as ocorrências causadas no transporte de produtos perigosos podem causar contaminação do lençol freático, de captação de água, do solo e até do ar, podendo levar a óbitos”, afirma Tardochi. Com a utilização da planilha de acidentes, as instituições dispõem da mesma ferramenta, facilitando assim a obtenção dos dados, que por sua vez poderão ser mais bem analisados pela comissão. Além disso, está previsto também o desenvolvimento de um aplicativo para dinamizar ainda mais os dados. “O foco da Comissão de Estudos é conhecer os locais onde estão acontecendo os acidentes e buscar sugestões para diminuir a incidência naquela região, independentemente do número. O importante é buscar aprimorar a captação das respostas enviadas pelos fornecedores de dados para que não sejam comprometidas as informações e a análise”, explica a assessora técnica da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (ASSOCIQUIM), Gloria Benazzi. Atualmente, esses dados estão sendo apurados somente no Estado de São Paulo, local de origem da comissão de estudos, mas esse primeiro levantamento está servindo de piloto. “Estamos testando e analisando para ver se tudo funciona corretamente para futuramente realizarmos essa pesquisa em nível nacional. Nesse caso, conseguiríamos identificar pontos onde há uma incidência maior de acidentes com produtos perigosos, permitindo-nos analisar com maior precisão o perfil da via por onde está sendo transportado aquele produto, como a quantidade e o equipamento, ou se existe um problema de construção naquele local”, completa o vice-presidente da ABTLP, Sérgio Sukadolnick, que também é coordenador da Subcomissão de Estudos da Região da Baixada Santista. Esses levantamentos estatísticos serão bastante explorados principalmente a partir deste ano, quando serão apurados mensalmente pela Comissão de Estudos. “Eu gostaria de prestar os meus agradecimentos e as minhas homenagens à equipe que atua nesta comissão de estudos, que existe há mais de 20 anos e que é tão importante para a análise e para a prevenção de acidentes neste segmento. Fui muito bem acolhido, e eles são os agentes que merecem o prestígio desta grande caminhada que é o transporte rodoviário de produtos perigosos”, finaliza o coronel Tardochi. A equipe da ABTLP é responsável pela compilação dos dados, apresentação dos gráficos e finalização do relatório. “Esse levantamento é importante para o setor e para as empresas porque tem o intuito de prevenir”, ressalta o presidente da ABTLP, José Maria Gomes. Confira o relatório completo do levantamento estatístico em: https://drive.google.com/file/d/1ssSpY1s5eV0VdQwolkePwTlg-W6zwBYE/view. Fonte: ABTLP