De 25 a 29 de outubro SEST SENAT realiza mobilização em todo o país
O mundo, cada vez mais, exige um transporte sustentável, eficiente e econômico. E o Sistema CNT trabalha nesse mesmo sentido de conscientizar o setor transportador a respeito da importância da sustentabilidade. Por isso, uma nova mobilização nacional do SEST SENAT será realizada entre os dias 25 e 29 de outubro. A ação vai levar técnicos e especialistas das unidades ao encontro dos motoristas e dos demais profissionais do transporte, inclusive dos gestores das empresas, para falar sobre a importância de o setor ser mais sustentável. O objetivo é fazer com que eles entendam que a sustentabilidade é uma responsabilidade e precisa ser praticada no dia a dia do trabalho. Durante as abordagens, serão apresentados o Despoluir – Programa Ambiental do Transporte, desenvolvido pela CNT e pelo SEST SENAT e o Programa de Aperfeiçoamento para a Eficiência Energética, com cursos certificados internacionalmente. As ações serão realizadas em empresas, postos de combustíveis, postos da Polícia Rodoviária Estadual e Federal, unidades do SEST SENAT e nos principais locais de trânsito e parada desses profissionais. Sobre o Despoluir O Despoluir é uma iniciativa da CNT e do SEST SENAT que busca orientar as empresas sobre medidas estratégicas para a superação de desafios e a geração de ganhos, considerando, conjuntamente, os três pilares da sustentabilidade: ambiental, social e econômico. O programa estimula e defende um transporte cada vez mais limpo, eficiente e sustentável. Uma das linhas de ação do Despoluir é a avaliação veicular ambiental. Os transportadores atendidos que estiverem com seu veículo dentro dos padrões de emissão de poluentes, recebe o Selo Despoluir. Em 14 anos, o programa já atendeu mais de 55 mil transportadores e realizou + de 3,3 milhões de aferições veiculares. Veja detalhes aqui. Eficiência Energética O Programa de Aperfeiçoamento para Eficiência Energética do SEST SENAT oferece cursos gratuitos, com metodologia inovadora e certificação internacional que preparam os profissionais do transporte para esse desafio. As capacitações ensinam as práticas mais adequadas para diminuir o consumo de combustível e o desgaste dos veículos e, assim, elevar a produtividade e reduzir custos operacionais e impactos ambientais da atividade transportadora. Veja aqui os cursos ofertados.
Bolsonaro sanciona lei que eleva tolerância no excesso de carga em caminhões
Presidente também anunciou que o governo federal concederá uma ajuda aos caminhoneiros autônomos diante da alta no preço do diesel Proposta de ajuda aos caminhoneiros autônomos não agradou a parte da categoria O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou, nesta sexta-feira (22) uma lei que aumenta de 10% para 12,5% a tolerância para o excesso de peso por eixo de ônibus de passageiros e de caminhões de carga sem a aplicação de multas ou penalidades. O texto resulta da aprovação, pelo Congresso, de projeto de conversão de medida provisória editada pelo Poder Executivo. Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência justifica a sanção: “É importante e atende a reivindicação de caminhoneiros, tendo em vista que grande parte das multas esbarram no limite de tolerância para o excesso de peso por eixo ora ajustado dentro da razoabilidade e proporcionalidade exigida”. Ontem (21), Bolsonaro anunciou que o governo federal concederá uma ajuda aos caminhoneiros autônomos diante da alta no preço do diesel. Segundo o presidente, cerca de 750 mil caminhoneiros deverão receber a ajuda do governo federal. Bolsonaro, no entanto, não deu detalhes de como o auxílio acontecerá. “Os números serão apresentados nos próximos dias. Vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão ajuda para compensar aumento do diesel”, disse. Nas últimas semanas, grupos de caminhoneiros têm se articulado para uma nova paralisação diante da alta no preço diesel. “Fazemos isso porque é através deles que as mercadorias e alimentos chegam aos quatro cantos do Brasil. São momentos difíceis, mas ninguém vai ficar para trás”, disse o presidente. Reação do mercado O mercado financeiro, que já reagia à ameaça do fim do teto de gastos, intensificou já na própria quinta-feira o temor de risco fiscal após a declaração de Bolsonaro logo após a declaração do presidente. Hoje, o mau humor no mercado continua, com e olho no cenário doméstico, com a debandada da Economia e a crise fiscal no Brasil. O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram demissão ontem, junto com dois outros secretários adjuntos. Crítica dos caminhoneiros A proposta de ajuda aos caminhoneiros autônomos não agradou a parte da categoria, como os representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). “O caminhoneiro não quer esmola, quer dignidade. Para as petroleiras (dão) um trilhão, para o caminhoneiro humilhação”, disse o diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer. Já o presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), Plínio Dias, disse defender outra pauta, a da “sobrevivência da categoria”. “O governo não poderá nos ajudar para sempre”, afirmou Dias. (Com informações do Estadão Conteúdo) Fonte: CNN / Foto: Freepik/aleksandarlittlewolf
ANTT abre consulta pública sobre pisos mínimos de frete

Contribuições podem ser enviadas a partir do dia 2/11 A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou, por meio do Aviso de Consulta Pública nº 1/2021, a realização de consulta pública, com o objetivo de apresentar proposta de resolução alterando a resolução vigente, que estabelece as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos. Os novos valores serão válidos para o próximo ciclo, com início em 20 de janeiro de 2022. O período para envio das contribuições será das 9 horas (horário de Brasília) do dia 2 de novembro de 2021, até as 18 horas, do dia 2 de dezembro de 2021. As informações específicas sobre a matéria e as orientações acerca dos procedimentos relacionados com a realização e participação da Consulta Pública estarão disponíveis, na íntegra, no sítio https://www.gov.br/antt/pt-br, a partir das 9 horas (horário de Brasília), do dia 2 de novembro de 2021. Informações e esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo e-mail cp001.2021@antt.gov.br. Para entender mais sobre o procedimento de consulta pública, assista a este vídeo. Participe! Os Pisos Mínimos de Frete (PMF) – A Lei nº 13.703, de 08 de agosto de 2018, que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC), determinou que compete à Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT publicar norma com os pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes, por eixo carregado, consideradas as distâncias e as especificidades das cargas definidas no art. 3º da Lei. O parágrafo 1º do artigo 5º da Lei nº 13.703/2018 estabelece que a ANTT deverá publicar nova tabela com os coeficientes de pisos mínimos atualizados, até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano, estando tais valores válidos para o semestre em que a norma for editada. Por sua vez, o parágrafo 2º do artigo 5º estabelece que na hipótese de a norma não ser publicada nos prazos estabelecidos no § 1º, os valores anteriores permanecerão válidos, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ou por outro que o substitua, no período acumulado.
Variação do diesel S10: ANTT publica novos valores dos pisos mínimos de frete
Por força da Lei 13.703/2018, ANTT deve reajustar sempre que houver oscilação de 10%, conforme índice da ANP. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, nesta quinta-feira (21/10), a Portaria nº 496/2021, com os novos valores de pisos mínimos de frete do transporte rodoviário de cargas, considerando a variação no preço do óleo diesel no mercado nacional superior a 10% (dez por cento) em relação ao preço considerado na planilha de cálculos da Política Nacional de Pisos Mínimos de Frete (PNPM). A medida é prevista no § 3º do art. 5º da Lei 13.703/2018: “Sempre que ocorrer oscilação no preço do óleo diesel no mercado nacional superior a 10% (dez por cento) em relação ao preço considerado na planilha de cálculos de que trata o caput deste artigo, para mais ou para menos, nova norma com pisos mínimos deverá ser publicada pela ANTT, considerando a variação no preço do combustível”. Nesse sentido, a Resolução ANTT nº 5.867/2020, alterada pela Resolução nº 5.949/2021, estabelece as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos, referentes ao quilômetro rodado na realização do serviço de transporte rodoviário remunerado de cargas, por eixo carregado. A norma utiliza, como preço de mercado, o valor do óleo diesel S10 apurado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), autarquia legalmente competente para realizar o acompanhamento de preço de combustíveis no Brasil. Em 18/10/2021, a ANP divulgou a última atualização semanal da pesquisa de preços do Diesel S10 ao consumidor, cujo valor foi de R$ 5,033 por litro como preço médio do Brasil (período de 10/10/2021 a 16/10/2021), o que resultou em um percentual de variação acumulado, desde a publicação da Resolução ANTT nº 5.949/2021, de 10,18%. Com isso, o reajuste publicado pela ANTT varia de 4,5% a 5,9%, a depender do tipo de veículo e classe de carga. Para saber tudo sobre a Política Nacional dos Pisos Mínimos de Frete (PNPM), clique aqui. Para entender as etapas de implementação, acesse aqui. Para entender melhor sobre a PNPM, assista ao vídeo do Canal ANTT no Youtube sobre como é, em regra, composto o cálculo da tabela. Fonte: ANTT
Afrânio Kieling participa do Encontro Nacional de Lideranças do SEST SENAT
Durante o dia de ontem (20), aconteceu o 1º dia do Encontro Nacional de Lideranças online do SEST SENAT. Com o slogan “Fortalecendo laços”, unidades de todo o país participaram do evento. Afrânio Kieling, presidente do Conselho Regional do SEST SENAT no RS e do Sistema Fetransul, esteve na unidade de Porto Alegre participando com a equipe. O encontro acontece de 20 a 22 de outubro. Os colaboradores estarão acompanhando palestras e treinamentos específicos para cada área de atuação.
CNPE ratifica entrada do novo modelo de comercialização de biodiesel a partir de janeiro de 2022
CNPE ratifica entrada do novo modelo de comercialização de biodiesel a partir de janeiro de 2022 Novo modelo de comercialização prevê o fim dos leilões públicos, propiciando maior liberdade aos agentes e menor intervenção estatal, mais aderente ao novo desenho do mercado de combustíveis. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ratificou, em reunião realizada nesta quarta-feira (20/10), a entrada em funcionamento do novo modelo de comercialização do biodiesel, a partir de 1º de janeiro de 2022, sem novos leilões públicos, conforme estabelecido na Resolução CNPE n° 14, de 9 de dezembro de 2020 O novo cenário do downstream, com desinvestimentos do agente dominante do segmento de refino e o ingresso de novos atores no elo primário de suprimento de derivados de petróleo, leva a necessidade de um novo modelo de comercialização de biodiesel, sem a participação do refinador de petróleo como intermediário da operação de venda do biocombustível do produtor para o distribuidor. Esse novo modelo propiciará maior liberdade para os agentes e menor intervenção estatal, mais aderente ao novo desenho do mercado de combustíveis. Nesse sentido, em fevereiro de 2020, a iniciativa Abastece Brasil iniciou os trabalhos sobre a comercialização de biodiesel, por meio do subcomitê do Novo Cenário Downstream, cujos estudos foram consubstanciados em relatório aprovado pelo Comitê Técnico Integrado para o Desenvolvimento do Mercado de Combustíveis, demais Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (CT-CB) em setembro de 2020 e submetido ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Em dezembro de 2020, o CNPE aprovou diretrizes para o novo modelo de comercialização, materializadas em sua Resolução nº 14/2020, estabelecendo também que todo biodiesel necessário para atendimento da demanda seja contratado sem a utilização dos leilões públicos. A Resolução do CNPE determinou ainda que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) promoverá a regulação do novo modelo de comercialização de biodiesel, de forma a garantir o atendimento ao percentual obrigatório. Com vistas à implementação das diretrizes emanadas pelo CNPE, a ANP aprovou, no dia 29 de abril de 2021, a proposta de funcionamento desse novo modelo, conforme a Resolução de Diretoria Colegiada nº 248/2021. Os estudos que consubstanciam o novo modelo de comercialização foram consolidados na Nota Técnica nº 10/2021/ANP, na qual a opção regulatória foi pela contratação direta entre ofertantes (produtores) e demandantes (distribuidores). Na sequência, a ANP deu início à Consulta Pública n° 12/2021, que ficou aberta no período de 14 de agosto de 2021 a 28 de setembro de 2021. Já a Audiência Pública ocorreu no dia 8 de outubro de 2021. Todas as ações e cronograma de trabalho estabelecidos conferem previsibilidade e segurança regulatória e jurídica para a entrada em vigor do novo modelo de comercialização de biodiesel em 01/01/2022. Quanto às questões tributárias estaduais, ainda em maio de 2020, o Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou tratativas junto ao Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) sobre eventual acúmulo de créditos apontado pelo setor produtivo. Desde então, o MME vem subsidiando e realizando reuniões técnicas para que o órgão adote as medidas que entender necessárias para mitigar possíveis impactos do novo arranjo tributário sem a participação do refinador de petróleo como intermediário na comercialização de biodiesel. Em que pese ser desejável os aperfeiçoamentos tributários, esses não são impeditivos para a entrada em vigor do novo modelo de comercialização de biodiesel, que trará muitos benefícios advindos de um mercado mais aberto e mais competitivo. Na reunião desta quarta-feira do CNPE, foi debatida a possibilidade de postergação dos leilões de biodiesel, sendo ratificado pelo Conselho o estabelecido pela Resolução CNPE n° 14, de 9 de dezembro de 2020. Ou seja, a entrada em funcionamento do novo modelo de comercialização em 01/01/2022, sem novos leilões públicos. Certamente, a entrada em vigor do novo modelo de comercialização beneficiará toda a cadeia do biodiesel e também os consumidores brasileiros. Dessa forma, produtores de biodiesel e distribuidores de combustíveis devem iniciar imediatamente as tratativas, de modo a estabelecer contratos de venda e compra do biocombustível, uma vez que a demanda pelo produto, a partir do início do próximo ano, já deverá ser atendida por esses contratos. Fonte: Governo Federal – Foto: Bruno Spada/MME
Minfra revisa pesos e dimensões – participe
O Ministério da Infraestrutura, por meio da plataforma Participa + Brasil, disponibilizou a Minuta de Resolução, que consolida as normas sobre os limites de peso e dimensões de veículos e combinações de veículos, inscrições de capacidades em veículos de tração, de carga e de transporte coletivo de passageiros. O texto proposto consolida 26 Resoluções do CONTRAN que tratam do tema e contempla propostas referentes a diversos temas da Agenda Regulatória da SENATRAN para o biênio 2021-2022, a saber: Revisão dos normativos sobre transporte de cargas pesadas e excepcionais e incorporação de novas combinações veiculares de carga (CVC); Revisão dos procedimentos de concessão de autorização especial de trânsito (AET); Revisão da regulamentação de pesagem de veículos; Estudo sobre 4º eixo em semirreboques; Revisão do normativo sobre placas de sinalização especial de advertência traseira em veículos de carga As contribuições podem ser enviadas de 20/10/2021 e se encerram em 22/11/2021 e depende de inscrição no Portal GOV (https://www.gov.br/pt-br) Clique aqui e acesse a minuta na íntegra. Fonte: Governo Federal
Presidente do Sistema Fetransul fala sobre o reajuste do frete para Gaúcha ZH

Afrânio Kieling conversou com a colunista de Economia Marta Sfredo nesta terca-feira, 19. Leia a reportagem abaixo: Depois de maio de 2018, quando a parada dos caminhoneiros teve apoio explícito ou disfarçado de algumas transportadoras, sempre que se fala em paralisação da categoria, surge a dúvida: é greve ou é locaute – quando são as empresas que “cruzam os braços”? Questionada por leitores qualificados, a coluna foi perguntar à Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Estado (Fetransul), que representa cerca de 20 mil empresas do segmento. – Essas entidades que estão falando em greve são dos autônomos, não tem nada a ver com entidades empresariais. São quase sempre os mesmos. As empresas não apoiam, não concordam e não aceitam – foi a resposta de Afrânio Kieling, presidente da Fetransul, “taxativa”, como ele mesmo caracterizou. Para lembrar, a coluna comparou a ameaça de parada a partir de 1º de novembro, se não houver mudança na política de preços da Petrobras e reajuste do frete a um pedido de resgate usando o país como refém. Embora não apoie a paralisação, a federação se alinha a uma das reivindicações: o reajuste da tabela de frete, diante do “absurdo” reajuste do diesel. Kieling pondera: A classe está sofrendo demais, o aumento do combustível já está em quase 41%, pelos levantamentos mais recentes. A grande maioria quer produzir, trabalhar, mas as altas no diesel, nos pneus, têm sido muito difíceis para o setor. As empresas sentem muito e têm muita dificuldade para se manter abertas e manter os empregos. Por isso, somos a favor do reajuste das tarifas. Estamos sufocados, mas isso não quer dizer que vamos parar. Conforme dados do setor, a defasagem do valor do frete para transportes rodoviários de cargas no Brasil fechou o primeiro semestre em 18,7%, quase 5 pontos percentuais acima do que já estava no final de 2020. O cálculo considera todas as pressões de custo, não apenas o diesel, mas não inclui o reajuste mais recente, de pesados 8,9%, que aditivou a tensão entre governo, Petrobras e caminhoneiros. Embora aponte “politicagem” na mobilização dos caminheiros, Kieling afirma que o problema da defasagem é “verdadeiro” e, portanto, será preciso repassar: – Tanto empresas quanto autônomos estão sofrendo. Precisamos repassar aos embarcadores (empresas que contratam frete), se não as empresas não conseguem sobreviver. Levar a movimento de greve é um ato muito extremo. Precisamos negociar, conversar. Para reajustar o preço nas refinarias, a Petrobras adota um cálculo chamado Paridade de Preços de Importação, adotado em 2016, no governo Temer. A intenção é evitar que a estatal acumule prejuízo com por não repassar aumentos de produtos que compra do Exterior, tanto petróleo cru quanto derivados, como a gasolina. A fórmula inclui quatro elementos: variação internacional do barril do petróleo — com base no tipo brent, que tem preço definido na bolsa de Londres —, cotação do dólar em reais, custos de transporte e uma margem definida pela companhia, que funciona como um seguro contra perdas. FONTE: Marta Sfredo, colunista de Economia de Zero Hora e GZH
Daer desenvolve sistema on-line para agilizar autorizações especiais de trânsito
Com testes em fase avançada, processo informatizado deve entrar em vigor no começo de 2022 Os veículos que transportam cargas especiais ou de grandes dimensões terão o trânsito em rodovias autorizado com 75 por cento mais rapidez a partir de 2022. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) – vinculado à Secretaria de Logística e Transportes – está finalizando os testes do sistema que informatizará a emissão da licença. O processo será inteiramente on-line, sem que o transportador precise se deslocar até o Daer para encaminhar a documentação. A estimativa é que a autorização especial de trânsito (AET), hoje emitida no prazo de um mês, fique pronta em apenas uma semana. “É mais um passo que estamos dando para a desburocratização do serviço público e a adequação da rotina do Estado às facilidades proporcionadas pela tecnologia”, salienta o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella. “Com esse novo sistema, agilizaremos as atividades do setor de transportes de cargas, tão importante para a economia do Rio Grande do Sul.” De acordo com o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, a expectativa é de que a emissão digital de AETs entre em vigor no primeiro trimestre. “Ao transformarmos processos físicos em digitais, estimularemos o trabalho de empresas e profissionais autônomos que necessitam de autorização para deslocar seus veículos pelas rodovias gaúchas, entre eles caminhões com cargas-vivas, especiais e de grandes dimensões”, afirma o dirigente. Por ano, o Daer expede mais de nove mil AETs – que autorizam a circulação em trechos específicos de rodovias por um período limitado. “O sistema será capaz de evitar erros iniciais e, dessa forma, os profissionais da autarquia receberão as informações completas, evitando a necessidade de solicitar revisões e complementações”, ressalta o diretor de Operação Rodoviária do departamento, Sandro Wagner dos Santos. “Além disso, os servidores que atuam no interior do estado não necessitarão mais realizar essas atividades, uma vez que serão on-line, e estarão liberados para executar outras tarefas”, acrescenta o diretor. O projeto está sendo desenvolvido pelas superintendências de Transportes de Carga (STC) e de Tecnologia da Informação (STI) do Daer, sem ônus para o Estado. As melhorias começaram a ser testadas pelo público interno em setembro e, neste mês, por engenheiros mecânicos que encaminham a documentação para a autarquia. “Já recebemos os primeiros feedbacks, e em dezembro, quando encerra esta etapa, serão implantadas as sugestões que irão qualificar o processo”, explica a superintendente da STC, Diná Fernandes. “Uma vez implantado o sistema, os requerentes irão solicitar e imprimir a AET aprovada, com validação por QR code. Esse código comprovará a regularização dos veículos e será exibido aos fiscais durante as abordagens”, finaliza a engenheira civil. Fonte: DAER – Texto: Liana Ramos Carvalho
CNT publica Transporte em Foco sobre sinalização rodoviária
O informe traz um breve histórico desse importante elemento para orientar e disciplinar o trânsito A Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou o novo informe da série Transporte em Foco. A publicação traz um histórico da sinalização rodoviária no Brasil e no mundo e relata como tudo começou, além de destacar a importância desse componente para orientar e disciplinar o trânsito de veículos e pedestres. Sua padronização – essencial num contexto de deslocamentos complexos, que ultrapassam os limites regionais – tem sido discutida em nível internacional há mais de um século, por governos e especialistas, sempre visando à segurança e à facilitação do tráfego. Esses dispositivos de comunicação estão evoluindo constantemente. A sinalização vem passando por adaptações de cores e formas ao longo dos anos e hoje envolve uma série de códigos universalmente reconhecidos. Fazem parte do grupo de sinais também os semáforos e painéis de mensagens variáveis. Estes últimos informam ao motorista, em tempo real, sobre acidentes, rotas alternativas, congestionamentos e condições climáticas, por exemplo. A origem do hábito de sinalizar as vias remete ao século 2 depois de Cristo, quando os romanos faziam marcos nas estradas para indicar a distância entre as cidades mais importantes à época. Com o advento do automóvel e a expansão da indústria automobilística, entre o final do século 19 e o início do século 20, surgiu a necessidade de regulamentar o tráfego e códigos de trânsito passaram a ser criados. A tentativa era de harmonizar a circulação viária e a relação de condutores de veículos automotores e de tração animal, além de pedestres. A partir daí, as legislações foram evoluindo de forma mais intensa, assim como a busca por padronização, uma vez que o automóvel se apresentou como um meio de transporte capaz de vencer distâncias para além das fronteiras de cada país. Diversas conferências e convenções internacionais foram realizadas até a utilização dos sistemas de sinalização atuais. As modificações propostas por esses eventos foram sendo incorporadas à legislação brasileira, que evoluiu até a publicação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1997, e dos Manuais Brasileiros de Sinalização de Trânsito, a partir de 2007. No início do século 21, o sistema de sinalização brasileiro já se encontrava praticamente consolidado, porém até hoje passa por constantes revisões, sob responsabilidade do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Um aspecto curioso da sinalização é retratado pela história do semáforo. O primeiro modelo surgiu na Inglaterra. Movido a gás, só funcionava por meio de manipulação humana e uma explosão acidental retirou o dispositivo de cena. Hoje existem equipamentos mais tecnológicos, geridos em tempo real por computadores ligados a câmeras e sensores que os fazem funcionar de acordo com o fluxo do trânsito, levando em consideração a hora do dia – são os denominados semáforos inteligentes. A edição do Transporte em Foco sobre sinalização reúne essas e outras particularidades de um dos elementos que buscam informar e orientar os usuários do sistema de trânsito. Além de contribuir para evitar acidentes e para a organização da mobilidade nas cidades e nas rodovias, a sinalização, bem como o respeito a ela, garante um trânsito mais organizado, fluido e seguro para condutores, ciclistas e pedestres. Acesse o Transporte em Foco