Mulheres no transporte de cargas: como elas estão revolucionando?
Executivas do setor debatem iniciativas e realizações que tem impulsionado as empresas em que atuam O segmento de transporte de cargas tem sido ocupado nas últimas décadas, majoritariamente, por personalidades masculinas. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contabilizou quase 2,3 milhões de trabalhadores no setor em âmbito nacional. No entanto, apenas 17% são mulheres. Em contrapartida, a presença feminina tem sido ampliada nos cargos de liderança de forma geral. A pesquisa mais recente realizada pelo International Business Report da Grant Thornton apontou que 34% dos cargos de diretoria executiva são ocupados por pessoas do sexo feminino no Brasil, 5% acima da média global. É importante destacar as inovações e melhorias que líderes femininas têm proporcionado às organizações. De acordo com o McKinsey Study, organizações que possuem mais mulheres na liderança obtêm um resultado operacional 48% maior em relação à média da indústria e um crescimento no faturamento de 70%. Na última quarta-feira (01), executivas do segmento de transporte de cargas compartilharam algumas de suas grandes realizações em suas trajetórias profissionais durante a segunda edição do IT Talks Conference 2021. O evento foi realizado de forma totalmente on-line e gratuita, com duas horas de duração. Ana Jarrouge, presidente executiva do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região (SETCESP), atua no setor há mais de 20 anos e percebe a predominância masculina, principalmente nas entidades de classe. Visando uma maior inserção feminina no transporte de cargas, Jarrouge criou o movimento Vez & Voz – Mulheres no TRC em parceria com o SETCESP. “O intuito do movimento é apoiar e incentivar todas as mulheres, não só aquelas que já estão dentro do setor. Queremos mostrar que o segmento está aberto para a diversidade e para inclusão e, com isso, atrair mais mulheres”, explica. Crescendo dentro do transporte rodoviário de cargas (TRC), Gislaine Zorzin, diretora administrativa e de novos negócios da Zorzin Logística, conta que atualmente 90% das posições estratégicas da transportadora são ocupadas por mulheres. “A criação que meu irmão e eu recebemos do meu pai sempre foi igualitária e sem distinção de gêneros, de modo que levamos esse comportamento para a empresa. Colocamos as pessoas nas posições de acordo com suas competências, e por acaso hoje o nosso quadro tem uma maioria feminina”, aponta Zorzin. Quando a atual diretora da Ouro Negro Transportes, Priscila Zanette, assumiu a liderança, havia apenas 5 mulheres na companhia. Hoje, a empresária relata que 30% do quadro de funcionários é composto por mulheres. Além de trazer mais personalidades femininas para a transportadora, a gestão de Zanette tem priorizado uma profissionalização maior dos processos. “Depois que eu assumi a empresa e minhas irmãs vieram trabalhar conosco, tivemos uma gestão mais profissionalizada por meio de números e reuniões de resultado. Além do mais, acredito que, por nós mulheres sermos mais detalhistas, no momento da tomada de decisão conseguimos observar diversos pontos e ter uma assertividade maior”, afirma. A paixão pelo transporte de cargas foi descoberta por Thaís Bandeira há 14 anos, quando iniciou sua carreira no segmento e decidiu que seria uma grande executiva da área. Hoje, enquanto sócia proprietária da Kodex Express, busca se manter atualizada e tornar a transportadora cada vez mais tecnológica. “O nosso objetivo é trazer tecnologias que deem a conveniência do multicanal. A inteligência artificial vem para dar uma celeridade e também proporcionar mais conforto aos clientes”, conta. Trazendo uma bagagem anterior do segmento industrial, Rafaela Cozar, head de gestão e inovação na Roda Brasil Logística, destaca a importância em saber ouvir e aprender antes de iniciar qualquer projeto de inovação. “Não adianta olharmos apenas por um lado: precisamos da pluralidade. Quando eu desconstruí todos os meus conceitos, como se não soubesse de nada, e fui para o pátio entender de fato o que era um caminhão, eu pude agregar a minha experiência anterior ao setor”, explica Cozar. Além de participar da mediação do debate durante o segundo bloco, Joyce Bessa, head de gestão estratégica, finanças e pessoas na TransJordano, compartilhou alguns de seus maiores aprendizados. “Buscando o autoconhecimento, entendi que eu posso fazer mais e realizar mais transformações, mas para isso tive que me conhecer mais e estar disposta a transformar para fazer novas coisas e obter resultados diferentes”, aponta Bessa. Além de ser a incentivadora do evento, a Mercedes-Benz contribuiu com a presença da Ebru Semizer, gerente sênior de marketing de caminhões da Mercedes-Benz. “É importante lembrarmos sempre que diversidade só traz benefícios, já que trabalhamos a empatia e estamos em contato com diferentes perspectivas. A nossa empresa tem o compromisso de ouvir cada voz das estradas e isso também inclui a voz feminina”, afirma Semizer. Fonte: SEGS Foto: Divulgação
Decreto do Governo Federal transforma Denatran em Secretaria Nacional de Trânsito

Medida que altera regimento do Ministério da Infraestrutura foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 08 de setembro O Governo Federal publicou nesta quarta-feira, 08 de setembro de 2021, o decreto que promove mudanças estruturais importantes no Ministério da Infraestrutura. O destaque é a mudança do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), elevado à categoria de Secretaria Nacional de Trânsito. O Denatran é o órgão máximo executivo do Sistema Nacional de Trânsito, com autonomia administrativa e técnica, e jurisdição sobre todo o território brasileiro. Além dessa mudança no sistema de trânsito, o decreto faz mudanças em cargos em comissão e funções de confiança, alterando o Decreto nº 9.660, de 1º de janeiro de 2019, que dispõe sobre a vinculação das entidades da administração pública federal indireta. As assessorias de Assuntos Parlamentares e de Assuntos Institucionais são transformadas em assessorias especiais de Assuntos Parlamentares e de Assuntos Institucionais. O governo federal afirmou na segunda-feira, em comunicado anterior à publicação, que as alterações promovidas pelo decreto não implicam aumento de despesa. Com a criação da Secretaria Nacional de Trânsito (SNT), o Minfra fica com cinco secretarias, a saber: Secretaria Nacional de Aviação Civil; Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários; Secretaria Nacional de Transportes Terrestres; e Secretaria de Fomento, Planejamento e Parcerias. Passam a fazer parte da SNT o Departamento de Gestão da Política de Trânsito; Departamento de Segurança no Trânsito; e Departamento de Regulação e Fiscalização. COMPETÊNCIAS DA SECRETARIA NACIONAL DE TRÂNSITO Pelo decreto publicado nesta quarta-feira (08), a Secretaria Nacional de Trânsito passa a ser o órgão máximo executivo de trânsito da União, cabendo-lhe exercer as competências estabelecidas no art. 19 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 – CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Este artigo do CTB define todas as incumbências do órgão máximo de trânsito, como cumprir e fazer cumprir a legislação de trânsito e a execução das normas e diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; supervisionar e coordenar o controle e a fiscalização da execução da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; articular-se com os órgãos dos Sistemas Nacionais de Trânsito, de Transporte e de Segurança Pública; estabelecer procedimentos sobre a aprendizagem e habilitação de condutores de veículos, a expedição de documentos de condutores, de registro e licenciamento de veículos; expedir a a Carteira Nacional de Habilitação, os Certificados de Registro e o de Licenciamento Anual mediante delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal; organizar e manter o Registro Nacional de Carteiras de Habilitação – RENACH; organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores – RENAVAM; dentre outras competências. Cada Departamento da Secretaria Nacional de Trânsito terá as seguintes atribuições: Departamento de Gestão da Política de Trânsito: I – administrar, propor e atualizar as funcionalidades dos sistemas informatizados de responsabilidade da Secretaria; II – fornecer aos órgãos e às entidades do Sistema Nacional de Trânsito – SNT informações sobre registros de veículos e de condutores, de modo a manter o fluxo permanente de informações com os demais órgãos do referido Sistema; III – analisar os pedidos de autorização de órgãos e entidades públicos, privados ou sem fins lucrativos, de acesso aos sistemas e subsistemas informatizados da Secretaria; IV – acompanhar os processos de cadastramento de veículos por parte das montadoras e fabricantes, diretamente no Registro Nacional de Veículos Automotores – Renavam, e dos importadores independentes, por meio da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Economia; V – controlar a liberação das séries numéricas dos Certificados de Registro e Licenciamento de Veículos e da Carteira Nacional de Habilitação; VI – apoiar os demais Departamentos na formulação e na identificação de requisitos técnicos para os sistemas e subsistemas a serem desenvolvidos para a Secretaria; VII – organizar e coordenar reuniões periódicas com os coordenadores responsáveis pelos sistemas informatizados de responsabilidade da Secretaria, junto aos órgãos e às entidades integrantes do SNT, a fim de verificar necessidades de implementações e adequações dos sistemas à regulação; VIII – estabelecer a comunicação entre os órgãos e as entidades integrantes do SNT, de modo a promover a troca de dados e informações eletrônicas; IX – elaborar anuário estatístico de trânsito; X – analisar e manifestar-se sobre as propostas de integração de sistemas externos aos sistemas administrados pela Secretaria; XI – coordenar as câmaras temáticas do Contran relacionadas à sua área de atuação; XII – propor acordos de cooperação técnica e parcerias com órgãos e entidades da administração pública, entidades privadas, organizações sem fins lucrativos e organismos internacionais, com vistas ao aperfeiçoamento das ações inerentes à administração dos sistemas da Secretaria, à estatística, à gestão e ao planejamento de trânsito; XIII – representar a Secretaria nos assuntos relacionados aos sistemas, à estatística, à gestão e ao planejamento de trânsito em agendas nacionais e internacionais; XIV – supervisionar a implementação de projetos e programas relacionados com sistemas, estatística, gestão e planejamento de trânsito, com vistas à uniformidade de procedimento; XV – cumprir e fazer cumprir outras determinações estabelecidas pelo Secretário; XVI – administrar: a) o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito – Funset, b) a cota-parte do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres – DPVAT; e c) os demais recursos destinados à Secretaria; XVII – coordenar a administração da arrecadação de multas e dos repasses de que tratam o § 1º do art. 320 da Lei nº 9.503, de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro, e a legislação sobre arrecadação de multas de trânsito; XVIII – acompanhar, fiscalizar, orientar e controlar a aplicação dos recursos repassados pela Secretaria a outros órgãos da administração pública estadual, municipal e distrital, a entidades privadas e sem fins lucrativos e a organismos internacionais, além de analisar as respectivas prestações de contas; XIX – analisar os pedidos para fins de credenciamento e atuação de entidades interessadas em arrecadar multas de trânsito e demais débitos relacionados a veículos, de acordo com a legislação; XX – acompanhar políticas, programas, planos e projetos priorizados pela Secretaria e realizar a avaliação física e financeira desses instrumentos;
CNT convida empresas do TRC a participar da primeira pesquisa sobre o perfil empresarial do segmento
O levantamento inédito será feito por telefone, com foco nos representantes do modal A Confederação Nacional do Transporte (CNT) inicia nesta quarta-feira, 8, a coleta de informações junto às empresas que operam o serviço de transporte rodoviário de cargas (TRC). Trata-se da Pesquisa CNT Perfil Empresarial, que busca ouvir os representantes para a identificação de características e perspectivas do segmento. Os empresários vão responder a pesquisa por telefone. As informações recolhidas serão de uso interno, exclusivo e restrito da CNT e somente serão publicadas de forma agregada, não permitindo a identificação individualizada das empresas participantes. A coleta ocorre até 24 de setembro. Empresário do transporte rodoviário de cargas, participe! Sua opinião é importante para que a CNT possa apresentar ao país a relevância do transporte para o desenvolvimento nacional e permitirá ampliar as estratégias da Confederação de apoio ao desenvolvimento do setor. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
CEOs do transporte explicam como restrições decorrentes da pandemia afetaram o transporte internacional

Segundo levantamento da Fundação Dom Cabral, em 2018 o Brasil utilizava 75% das rodovias para escoar a produção. O mesmo estudo mostrou que, entre 2001 e 2016, a frota de caminhões aumentou 84,3% (de 1,5 milhão para 2,6 milhões). O país também faz fronteira com outros nove países da América do Sul, e 31 unidades da Receita Federal Brasileiras realizam fiscalizações entre elas. Realizar o transporte rodoviário de carga internacional possui muitos desafios, como a falta de constância devido à variação cambial, e a política, já que o mercado está sempre em constante mudanças, fazendo com que não haja estabilidade. André Rufatto, sócio diretor da Rufatto Transportes, transportadora especializada em transporte internacional, acredita que a principal característica desse segmento é a burocracia exigida nas diferentes culturas, pois cada país tem suas particularidades e costumes que afetam as empresas e as atividades diárias dos colaboradores. Para Rufatto, atuar nesse segmento durante a pandemia foi desafiador, pois cada país lidou de uma maneira diferente. “O fato de os motoristas estarem em constante movimento gerava uma cautela nas fábricas, que resultou em maiores dificuldades para os motoristas. Na Rufatto Transportes, passamos por muitas dificuldades com veículos parados em barreiras sanitárias locais, que por muitas vezes levavam dias até que a fiscalização confirmasse que se tratava de serviço essencial para liberar a passagem”. Na maior parte do tempo, as fronteiras permaneceram abertas apenas para motoristas de veículos de carga, porém, devido a protocolos de combate à covid-19 terem sido adotados de maneiras diferentes entre os países sul-americanos, aconteceram episódios de retenções de motoristas nesses locais, como no Chile. Lá, a validade do teste de covid era de três dias, resultando em um cenário em que os motoristas que partiam do Brasil deviam atravessar a Argentina dentro desse período, pois caso não conseguissem enfrentariam uma longa fila de espera para a realização de um novo exame. Diante desse contexto, medidas foram tomadas e acordos propostos, como explica Danilo Guedes, diretor da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) e presidente da ABC Cargas, transportadora que também atua internacionalmente. “Em conjunto com o Ministério de Relações Exteriores, a ANTT propôs acordos e protocolos sanitários para serem aplicados em todas as fronteiras e países participantes do Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre (ATIT), além de intervenções pontuais como repatriação de motoristas e aumento do prazo de validade dos testes PCR”. Assim, devido aos acordos e ao avanço da vacinação, foi facilitado o acesso às fronteiras. “A expectativa é de que a partir de outubro as fronteiras para turistas passem a funcionar gradativamente, mas a exigência de exame de covid deve permanecer por um longo tempo ainda”, conclui Danilo. Buscando soluções para lidar com os desafios impostos pela pandemia ao transporte internacional de cargas, nos últimos dias foi realizada uma reunião virtual do grupo do Mercosul para debater esse e demais assuntos. Estiveram presentes empresários e entidades de países sul-americanos, como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. A NTC&Logística e a ABTI representaram o Brasil nesse encontro. Danilo, que além de diretor da ABTI também é vice-presidente para assuntos internacionais da NTC, participou dessa reunião. Segundo ele, “a iniciativa desse encontro foi muito importante para que se busque soluções para os graves problemas que assolam nossa atividade comercial de abastecimento do Mercosul. E, em que pese não ter sido possível analisar toda a pauta, foi priorizado o que há de mais urgente para o momento”. Fonte: Blog do Caminhoneiro
Inscrições abertas para o Seminário Itinerante de Belém. Participe
Na próxima semana, acontecerá mais uma edição do Seminário Itinerante, desta vez sediado na cidade de Belém/PA no dia 16 de setembro. Promovido pela NTC&Logística há 17 anos, o evento tem como objetivo promover aproximação entre os associados e a atualização técnica, fornecendo oportunidade de novos negócios aos transportadores da região, sempre contando com uma programação diversi?cada, através de temas ligados a tecnologia, gestão de frotas, além de insights e muito networking. O evento será realizado de maneira 100% presencial, obedecendo todos os protocolos de segurança e aberto para todos os empresários da região que contribuem para um TRC cada vez mais forte. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO EVENTO 09h30 Abertura André de Simone – Coordenador Nacional da COMJOVEM Geovani Serafim – Vice-coordenador Nacional da COMJOVEM Ricardo Filho – Coordenador do Núcleo da COMJOVEM Belém Francisco Pelucio – Presidente da NTC&Logística Irani Bertolini – Presidente do Fetramaz Daniel Bertolini – Presidente do Sindicarpa Momento Parceiros NTC Comunicados especiais LGPD: Uma nova realidade Palestra ministrada por Narciso Figueirôa Jr. – Assessor Jurídico da NTC&Logística Comunicados especiais Sistema Tarifário e o Mercado de Transporte Rodoviário de Carga Palestra ministrada por Lauro Valdivia – Assessor Técnico da NTC&Logística Inovação e Tecnologia na Logística Palestra ministrada por Luiz Fernando Rodrigues – Mendes Gestão Empresarial 12h00 Encerramento Inscreva-se e adquira o seu ingresso gratuitamente em: https://www.sympla.com.br/seminario-itinerante-belem__1310005 O evento é uma realização da NTC&Logística e a COMJOVEM com o apoio das entidades anfitriãs, o SINDICARPA, FETRAMAZ e o núcleo da COMJOVEM em Belém, apoio institucional da CNT (Confederação Nacional do Transporte), do SEST SENAT e do ITL (Instituto de Transporte e Logística) e a FUMTRAN, com o patrocínio da Iveco e da Mercedes-Benz.
Metroplan lança Selo de Fretamento Legal
Na última quinta-feira, 02 de setembro, Afrânio Kieling, presidente do Conselho Regional do SEST SENAT no Rio Grande do Sul e do Sistema Fetransul, esteve presente no lançamento do Selo de Fretamento Legal que aconteceu na unidade do SEST SENAT em Porto Alegre. O projeto foi desenvolvido pela Metroplan com a finalidade de, através do selo de identificação do veículo, esclarecer ao usuário que a empresa transportadora tem a segurança, a qualidade e atende aos requisitos de estar realizando uma viagem dentro das exigências legais. A identificação visual do FRETAMENTO LEGAL é um passo em direção ao transporte seguro de passageiros. A consulta ao QR-CODE permite que o próprio passageiro verifique a legalidade do veículo em que está embarcando. Além disso, o trabalho de fiscalização é facilitado, uma vez que a consulta é realizada diretamente ao sistema da METROPLAN, diminuindo a necessidade de papeis no interior do veículo. A identificação visual do FRETAMENTO LEGAL coíbe o transporte clandestino e convida os prestadores do serviço de fretamento a embarcarem junto com a METROPLAN no caminho da segurança ao usuário, qualidade da viagem e certeza de se chegar ao destino. Estiveram presentes no evento o Secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato, Superintendente da Metroplan, José Sperotto, Diretor de Transportes Metropolitanos da Metroplan, Francisco Horbe, Diretor de Transportes Rodoviários do Daer, Lauro Hagemann, presidente da Anttur, Jaime José da Silva, o vice-presidente, Emerson Imbronizio, presidente da Aturs, Carina Porto da Silva Girondo, vice-presidente, Joaquim Cavalheiro, presidente em exercício da Fetergs, Sérgio Tadeu Pereira, presidente do Setergs, Fabiano Rocha Izabel, presidente da RTI, Hugo Fleck, presidente da Agpm, Ernani Kahmann, Ceo da Marcopolo, James Bellini, diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e Marketing, Ricardo Portolan, Gestor Comercial Mercado Interno, Alexandre Cervelin e o diretor presidente da comercial Buffon Combustíveis e Transportes, Rosélio Buffon entre outras lideranças do transporte. Com informações da Metroplan
Ordem e Progresso

O Sistema FETRANSUL, representando as empresas de Logística e Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul, atento aos desdobramentos que se avizinham com a celebração dos 199 anos da Independência do Brasil, vem de público expressar que a liberdade de manifestação, desde que ordeira e pacífica, é um direito inerente de todos os brasileiros, independente de sua visão ideológica. Os empresários deste setor econômico tão relevante para o desenvolvimento da Nação, clamam pelo equilíbrio e respeito entre os poderes constituídos, pois a harmonia é fundamental para a manutenção da ordem constitucional. O Sistema FETRANSUL olha para a Constituição do Brasil e constata que ninguém está acima da Lei, e que os poderes são constituídos para prover ordem ao País. E nossa visão é de que é primordial que cada um dos três poderes deve atuar estritamente dentro de suas atribuições. Por fim, lembramos que a essência da democracia deve ter por premissa maior a garantia dos direitos individuais. Que o dia da Pátria, a ser comemorado amanhã, sirva de inspiração ao PATRIOTISMO tão necessário para a construção de um Brasil melhor para todos os Brasileiros. Porto Alegre, 06 de setembro de 2021 Afrânio Rogério Kieling Presidente do Sistema FETRANSUL
Afrânio Kieling acompanha visita do vice-presidente na Expointer
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, visitou hoje, 06 de setembro, a 44ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Acompanhado pela secretária da Agricultura do RS, Silvana Covatti, e do vice-governador, Ranolfo Vieira Jr., bem como de lideranças do setor agropecuário, Mourão percorreu a feira a partir da pista central. O presidente do Sistema Fetransul, Afrânio Kieling e o assessor Parlamentar da Federação, Paulo Mazzardo, a convite da FEBRAC – Federação Brasileira de Criadores de Animais de Raça participaram do almoço que recepcionou o vice-presidente no parque de exposições. O vice-presidente lembrou de outras oportunidades em que já estivera na Expointer, ressaltando que ela só pode ter o retorno do público graças ao programa de vacinação do País.
Entenda como o setor de transportes está se movendo rumo à descarbonização
Caminhão R 410 da Scania, modelo similar ao adquirido pela Reiter Log e que é movido a gás natural ou biometano como alternativa ao diesel – Divulgação A eletrificação do setor de transportes vem crescendo mundo afora, mas deve demorar até se popularizar. Além da questão tecnológica em si, a transição esbarra em problemas como os custos de produção —um caminhão elétrico pode custar o triplo da versão equivalente a diesel—, reciclagem das baterias dos veículos e a infraestrutura de carregamento dos países. Enquanto o processo não ganha escala, empresas do setor apostam em outras formas de descarbonização. Acompanhando o movimento ESG, que preconiza boas práticas ambientais, sociais e de governança, algumas companhias têm apostado nos biocombustíveis e na criação de peças mais leves e sustentáveis —sem necessariamente tirar a eletrificação do radar. A Reiter Log, empresa gaúcha de logística, anunciou recentemente a compra de 124 caminhões Scania movidos a gás natural ou biometano, como alternativa ao uso de diesel. Com um investimento superior a R$ 100 milhões, a companhia passa a ter uma das maiores frotas a gás do Brasil, o que ajuda a diminuir não só sua própria pegada ambiental, mas a de seus clientes também. A transportadora continua operando com alguns veículos a diesel, mas agora passa a oferecer uma opção de frete com menos emissão de carbono. Segundo a companhia, a nova frota marca a aplicação do conceito ESG nos serviços de logística que disponibiliza. O desafio ainda é o preço. Caminhões a GNV custam cerca de 30% a mais em relação aos modelos a diesel. De acordo com a Reiter Log, a ideia é mostrar para os clientes que a alternativa não configura um novo custo logístico, mas um projeto de sustentabilidade. Por outro lado, pode haver redução nos gastos com abastecimento, a depender do preço do combustível nos estados. Em agosto, o valor médio do metro cúbico do GNV em São Paulo era de R$ 3,34, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). No mesmo mês, o diesel foi comercializado por R$ 4,61. Com base nas médias de consumo divulgadas pela Scania, o caminhoneiro vai gastar R$ 1.502 com reabastecimentos para percorrer 1.000 quilômetros em um veículo movido a diesel. No caso do GNV, o custo da mesma viagem cai para R$ 1.336. O gás natural pode ser gerado a partir do biometano, com aproveitamento de rejeitos agrícolas e lixo. Outra alternativa é o HVO, sigla em inglês para óleo vegetal hidrotratado, alternativa que está sendo desenvolvida pela Mercedes-Benz. Segundo a fabricante alemã, essa opção pode ser utilizada em qualquer tipo de motor a combustão. Sua molécula sintética é igual à do diesel comum e também pode ser produzida a partir de gordura animal. Além do uso de combustíveis menos poluentes, reduzir o peso dos veículos pode ajudar a cortar emissões no setor de transporte. É o que tem feito a Randon, fabricante de implementos rodoviários, como carrocerias, reboques e autopeças para ônibus e caminhões. Em agosto deste ano, a companhia anunciou que está desenvolvendo novos produtos em materiais compósitos (que combinam diferentes tipos de materiais, como fibras e resinas), por meio da marca Fras-le. Esses itens substituem alguns tradicionalmente fabricados em aço. Segundo a empresa, o uso desses produtos pode reduzir em até 65% o peso de alguns componentes, o que contribui com a pegada de carbono dos caminhões. “Carregar menos peso permite a um veículo aumentar sua carga e isso diminui a quantidade de CO2 emitido por tonelada transportada”, explica César Ferreira, diretor de inovação das Empresas Randon. O primeiro projeto é um suporte de para-lamas, peça que sustenta a cobertura da roda de semirreboques. De acordo com Ferreira, já existem outros dez projetos sendo desenvolvidos com materiais compósitos, num processo de alinhamento do portfólio da companhia à agenda ESG. Segundo o diretor, a necessidade de fazer veículos mais leves sempre foi importante no setor automotivo, mas tornou-se ainda mais latente em um contexto de eletrificação. Um dos grandes desafios dos automóveis elétricos é o peso do conjunto de baterias. Ainda que o motor seja menor, um carro ou caminhão com essa fonte de energia acaba sendo mais pesado do que um a combustão, o que se torna um problema para a autonomia do veículo. A percepção de que o tema afetaria todo setor de transportes foi um dos motivos que levou Randon a investir nos materiais compósitos como alternativa ao aço. “A eletrificação é uma questão temporal, ela vai acontecer”, diz Ferreira. É o que também antecipa a Basf, gigante do setor químico que possui um departamento de materiais voltado para o segmento de transportes. Para Jefferson Schiavon, diretor de soluções para transportes do negócio de materiais de performance da Basf, a perspectiva de eletrificação da mobilidade já é antiga, o que surpreende é a aceleração desse processo nos últimos anos. “Hoje a gente vê, principalmente na Europa, vários países com metas de circulação de veículos só elétricos a partir de certa data, como Paris em 2030 e na Alemanha a partir de 2050”, comenta. Uma das apostas da companhia são os plásticos de engenharia. Diferentemente do plástico convencional, o material é voltado para aplicações que exigem resistência a diferentes condições —mecânicas e térmicas, por exemplo— podendo substituir componentes de alumínio e aço. Segundo Schiavon, a Basf tem desenvolvido peças em plástico de engenharia com foco no mercado de elétricos, justamente porque a leveza é determinante para a performance desses veículos. “O plástico traz exatamente o benefício da substituição de metais para diminuir não só o peso, mas todo o processo produtivo”, afirma. De acordo com Fernando Ribeiro, gerente sênior de desenvolvimento técnico de materiais de performance da Basf, a fabricação de uma peça de plástico é mais rápida e simples, o que permite emitir menos carbono no processo de produção em relação aos metais. “Para um componente que iria levar dois quilos de alumínio, eu preciso só de um quilo de plástico, porque as necessidades são diferentes. Então eu tenho um balanço positivo para o plástico, já que ele emite menos na cadeia produtiva”,
Com apoio da CNT, Senado Federal aprova a criação do Documento Eletrônico de Transporte
Medida Provisória segue, agora, para sanção presidencial O Senado Federal aprovou, nessa quarta-feira (1º), a criação do DT-e (Documento Eletrônico de Transporte). A ferramenta substituirá cerca de 90 documentos necessários para emissão em uma viagem de origem e destino. O DT-e também poderá ser usado como meio de comprovação de renda. O texto é fruto de um amplo diálogo com o setor transportador, capitaneado pela CNT. Agora, a Medida Provisória 1.051/2021, sob forma do Projeto de Lei de Conversão 16/2021, segue para sanção presidencial. Durante o debate da MP, a CNT defendeu que a unificação de documentos respeite as peculiaridades dos modais transportadores e as legislações específicas de cada modelo de transporte. Outro importante ponto é o modelo tributário nacional, o qual determina recolhimentos específicos para a União, para os estados e para os municípios, em cada etapa do transporte, sendo todos obrigatórios para o transporte das cargas. Para a Confederação, a criação do Documento de Transporte Eletrônico não pode gerar mais um custo para os transportadores, que já operam com um custo extremamente elevado. Por fim, o documento único deve cumprir o papel de documentação de transporte, não se equivalendo ao pagamento pelo serviço prestado, respeitando, assim, as atuais regras para o pagamento na prestação de serviços. Confira as principais inovações da MP 1.051/2021: – Garantia de aplicação do DT-e no transporte de carga em todos os modais: rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo e dutoviário; – Previsão de estabelecimento de prazo para a extinção de documentos físicos (impressos em papel) para as operações de transporte de cargas: serão gradualmente substituídos por digitais/eletrônicos; – Alterado e ampliado o rol de critérios para dispensa do DT-e; – Ênfase no respeito aos sigilos da informação, “(…) asseguradas a segurança dos dados e o sigilo fiscal, bancário e comercial das informações contempladas”; – Ampliação do rol de atores que podem gerar o DT-e; – Redução do limite máximo do valor de multa em geral; estabelecimento de limite máximo do valor de multa para o modo rodoviário; inseridas prescrições para notificações e aplicações de multas; – Restringidas as hipóteses de titularidade da conta em que o transportador autônomo de cargas (TAC) receberá os pagamentos de fretes; – Autorizada a possibilidade de o TAC contratar pessoa jurídica para administrar seus direitos relativos à prestação de serviços de transporte; – Prevista anistia das multas relativas ao piso mínimo aplicadas até 31/05/21; – Constituída multa pelo não pagamento do vale-pedágio; – Crédito presumido de Cofins para transportadores; – Inclusão do Canal Verde na operação do DT-e – a iniciativa da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) conta com 77 pontos de leitura de passagens dos caminhões, via OCR, onde é feita a fiscalização dos veículos. Com informações do Ministério da Infraestrutura