Empresa Gaúcha de Rodovias altera cálculo das tarifas de pedágio
Medida entra em vigor na quinta-feira (5/8) e reduz em 10% valor para veículos de passeio Desconto contempla cerca de 80% dos usuários que circulam pelas praças da EGR A partir de amanhã (5/8), veículos de passeio pagarão 10% menos no valor do pedágio em oito das 12 praças da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). A medida integra um alinhamento tarifário promovido pelo órgão público para padronizar a cobrança conforme o modelo adotado em todo o país. O desconto entrará em vigor nas praças com tarifa básica atual a partir de R$ 7 e contempla cerca de 80% dos usuários que passam pelas cancelas da EGR. A mudança se aplica aos pedágios de Boa Vista do Sul e Cruzeiro do Sul (ambos na RSC-453), Flores da Cunha (ERS-122), Gramado (ERS-235), Santo Antônio da Patrulha (ERS-474), São Francisco de Paula (ERS-020), Três Coroas (ERS-115) e Viamão (ERS-040). Segundo o diretor-presidente da EGR, Marcelo Gazen, o objetivo é aderir ao sistema já praticado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Assim, caminhões pagarão o valor da tarifa básica multiplicado pelo número de eixos do veículo. “São alterações necessárias para termos critérios bem definidos de cobrança e, ao mesmo tempo, equilibrarmos os valores pagos pelos condutores de veículos de passeio”, explicou Gazen. “Dessa forma corrigiremos distorções, e nossas praças de pedágio irão obedecer ao modelo tarifário aplicado em todo o Brasil.” Como ficarão as novas tarifas: Fonte: Ascom SeltFoto: Arquivo EGR
Tecnologia garante mais segurança e melhora o fluxo nas estradas
Câmeras com inteligência artificial, cabines de autoatendimento e pagamento por aproximação otimizam viagens As rodovias brasileiras não são as melhores e as mais modernas no mundo, mas aos poucos algumas tecnologias estão sendo disponibilizadas aos motoristas, principalmente em trechos administrados pela iniciativa privada. A inteligência artificial (IA) é uma das apostas para tornar as viagens mais seguras e confortáveis. Essa tecnoloiga permite identificar padrões e envia um alerta para a central quando surge alguma situção de risco na estrada. “Estamos utilizando há algum tempo o Detecção Automática de Incidentes (DAI ). É uma solução que, através da inteligência artificial aplicada em câmeras, identifica possíveis anomalias no tráfego, como veículos trafegando na contramão e pedestres caminhando em trechos indevidos”, destaca William Silva, coordenador de Desenvolvimento de Sistemas da EcoRodovias. De acordo com Luiz Eduardo Ritzmann, superintendente de tecnologia da concessionária Arteris, a IA faz o monitoramento das câmeras que estão espalhadas ao longo das rodovias, fazendo com que as pessoas tenham o trabalho de dar mais atenção apenas aos incidentes mais graves que ocorrem no dia a dia, como no caso de animais caminhando nas pistas. Normando Nakata, superintendente de desenvolvimento e inovação do Grupo CCR, afirma que a empresa utiliza os mecanismos de inteligência dos softwares para fazer uma maior integração entre os dados gerados pelos sensores rodoviários e os veículos que passam diariamente pelas estradas. Fonte: D24am / Foto: Divulgação/Arteris
Brasil quer chegar a 2030 com 30% de combustíveis renováveis
Atualmente, 25% dos combustíveis usados no país são renováveis O Brasil atualmente a segunda posição no que se refere à produção de biodiesel no mundo e é o maior produtor de etanol vindo da cana de açúcar, afirmou o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Coelho, em entrevista ao programa A Voz do Brasil. Segundo ele, nossa matriz energética e de transporte é uma das mais limpas do mundo. Cerca de 25% do combustível que utilizamos é proveniente de fontes renováveis e a meta é de chegar a 2030 com uma participação de 30%. “Isso é único no mundo”. Um dos responsáveis por esse incremento será o programa Combustível do Futuro. Lançado em abril deste ano, ele tem como objetivo aumentar a participação de combustíveis renováveis e de baixo teor de emissões na nossa matriz e desenvolver tecnologias veiculares nacionais. “O Brasil avançou muito nos veículos Flex Fuel, na utilização dos biocombustíveis. Nesse período de transição energética temos de desenvolver ainda mais essa tecnologia veicular.” Outro objetivo é desenvolver novos biocombustíveis: “Estamos olhando pra frente e vendo novos combustíveis que possam ser inseridos na nossa matriz energética, na nossa matriz de transportes”, disse. De acordo com Coelho, o mercado de biocombustíveis já é uma realidade no transporte de cargas com o uso do biodiesel. Outras opções são o diesel verde, que já vem sendo usado na Europa, o gás natural e o biometano. Segundo ele, a ideia é, por meio do meio do Combustível do Futuro, desenvolver opções para o setor aéreo e aquaviário. No caso da aviação, será utilizado o bioquerosene de aviação. O programa Combustível do Futuro também traz estímulos para que operadores de Petróleo e Gás Natural invistam em pesquisa e desenvolvimento. Acompanhe a entrevista completa: https://youtu.be/ipcaVD7GkEc Fonte: Agência Brasil
DNIT restringe trânsito de caminhões e ônibus na ponte sobre o Arroio Bossoroca – BR-290/RS
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) alerta os usuários da BR-290/RS que, a partir das 12 horas desta terça-feira (03), o tráfego de caminhões e ônibus será totalmente bloqueado na ponte sobre o Arroio Bossoroca, localizada no km 353,9, entre o entroncamento com a BR-392/RS e o município de Vila Nova do Sul. A intervenção é necessária para a execução de serviços de manutenção da ponte e a restrição de tráfego visa atender a questões de segurança para usuários da rodovia e colaboradores. O bloqueio total para veículos pesados deve permanecer em vigor por um período de 20 dias. Até a conclusão dos trabalhos, o DNIT sugere como rota alternativa para quem se desloca no sentido Porto Alegre-Uruguaiana e vice-versa, a BR-392/RS e a BR-158/RS, passando por Santa Maria. Outra opção são as BR-153/RS, BR-293 e BR-158, via municípios de Caçapava do Sul, Bagé e Dom Pedrito até o retorno à BR-290/RS. Caminhoneiros que se deslocam de Uruguaiana em direção ao Porto de Rio Grande devem seguir pelas BR-158/RS, BR-293/RS e BR-392/RS. Para veículos leves, o fluxo permanece com bloqueio parcial, com trânsito em meia pista, orientado por um semáforo. O DNIT alerta que a sinalização dos bloqueios foi reforçada em todos os municípios da região e que não será permitido, em nenhuma hipótese, o tráfego de caminhões e ônibus na ponte sobre o Arroio Bossoroca. A ação conta com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Coordenação-Geral de Comunicação Social – DNIT Fonte: DNIT
Atividade na indústria gaúcha cresce 17,6% no primeiro semestre
IDI-RS volta a subir após três meses de queda, aponta pesquisa da Fiergs O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nessa segunda-feira (2) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), voltou a crescer em junho, na comparação com maio, feito o ajuste sazonal. Após três meses de queda, subiu 0,6%. Embora o nível de atividade acumule baixa de 1,7% no acumulado desde janeiro, aparece 4,2% acima do nível anterior ao da pandemia, em fevereiro de 2020. “Tivemos um primeiro semestre bastante difícil, marcado por medidas de fechamento e abertura da economia, acompanhando a dinâmica da pandemia. Durante o período, a economia contou com menos estímulos governamentais e a indústria continuou enfrentando problemas de escassez e altas expressivas nos preços de insumos e matérias-primas”, explica o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. O dirigente reforça que a conjuntura favorável ao agronegócio impulsionou a extensa cadeia produtiva do segmento metalmecânico do RS, amenizando a situação. Entre os componentes do IDI-RS, apenas as compras industriais caíram em junho, um recuo de 1,1% na comparação com maio. O resultado no mês foi puxado pelo faturamento real, aumento de 3,9%, pelas horas trabalhadas na produção, 2,1%, e pela utilização da capacidade instalada-UCI, com mais 2,1 pontos percentuais, atingindo 82,4% em junho. Os indicadores de mercado de trabalho do setor também cresceram no período: emprego, 0,5%, pelo 13º mês seguido, e a massa salarial real, 0,3%. Na comparação com o ano passado, as taxas em 2021 também subiram, mas continuam influenciadas pelas baixas bases de comparação. O IDI-RS cresceu 18,5% em junho e 17,6% no acumulado do primeiro semestre, taxa recorde, ambos relativamente ao mesmo período de 2020. Comparativamente a 2019, os aumentos foram de 6,4% e de 4,9%, respectivamente. Sob a ótica dos indicadores no acumulado dos primeiros seis meses de 2021, comparativamente a igual período de 2020, a decomposição do IDI-RS mostra que as principais influências foram dadas pelas compras industriais (+43%), pelas horas trabalhas na produção (+20,4%) e pelo faturamento real (+18,8%). A UCI aumentou sete pontos percentuais, com média de 81,8% no período, enquanto o emprego e a massa salarial cresceram, nessa ordem, 5,6% e 3,2%. “Para o segundo semestre, a tendência é positiva em um contexto de abertura mais ampla das atividades, recuperação econômica global e menores dificuldades na cadeia de suprimentos”, reforça o presidente da Fiergs. O primeiro semestre de 2021 também foi de expansões disseminadas em termos setoriais. Entre os 16 pesquisados, o único com queda na atividade foi o de máquinas e materiais elétricos, recuo de 1,9%. As maiores contribuições para o resultado global vieram de máquinas e equipamentos, com elevação de 37,4%, de veículos automotores (22,2%) e de produtos de metal (32,1%). Destaque igualmente para os desempenhos da metalurgia (32,7%), de móveis (22,7%), de têxteis (25%) e de vestuário e acessórios (19,4%). Fonte: Jornal do Comércio
Sanções relativas a LGPD já podem ser aplicadas
Desde 1º de agosto, descumprimento de preceitos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais pode ensejar advertências, multas e outras sanções administrativas Em vigor desde setembro do ano passado, a LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (lei nº 13.709/2018) passa a produzir todos os seus efeitos neste mês de agosto. Até então, haviam sido adiados os efeitos do capítulo VIII da lei, no qual se prescrevem atos de fiscalização e a aplicação de sanções administrativas, incluindo multas pecuniárias, diante de infrações à norma. Antecedeu essa nova etapa da proteção de dados em nosso país a realização, por parte da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), de audiência pública, nos dias 15 e 16 de julho, para tratar dos mecanismos de fiscalização a serem adotados. As propostas encaminhadas por membros da sociedade civil serão agora consolidadas. O teor da regulamentação, porém, já pode ser conhecido no site da autoridade (https://www.gov.br/anpd/pt-br). “Em linhas gerais, a autoridade não tem intenção de aplicar multas em um primeiro momento. Será um trabalho de conscientização, em que a autoridade entrará em contato com as empresas e solicitará a alteração de processos. Em caso de reincidência, preverá a sanção devida”, esclarece Fred Maranhão, chefe de Segurança da Informação do SEST SENAT e encarregado de Proteção de Dados Pessoais (DPO) do Sistema CNT. Maranhão explica que essa orientação da ANPD não exclui a aplicação de multas resultante de denúncias. “Outro ponto divulgado é a intenção de fazer a fiscalização com base em temas definidos a cada dois anos, a partir de janeiro de 2022”, acrescenta. Segundo ele, adentraremos um período de consolidação da figura do encarregado de dados, que as empresas devem constituir para prestar assistência aos titulares de dados que se sintam lesados em seus direitos. “A principal orientação para empresários do transporte, neste momento, é a de se pautar pela transparência. Quando solicitar o preenchimento de um cadastro, sempre explique o que vai ser feito com os dados, qual será o tratamento. A lei não proíbe a comunicação de dados – ela apenas exige a transparência com o usuário”, reforça Maranhão. Sistema CNT disponibiliza material e treinamento para o setor O Sistema CNT está desenvolvendo um conjunto de iniciativas para apoiar os transportadores no desenvolvimento de medidas para a proteção de dados pessoais, esclarecer os principais aspectos teóricos e práticos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e suas aplicações nos diferentes modos de transporte. O trabalho que o Sistema CNT está desenvolvendo tem três vertentes: sensibilização, capacitação profissional e aplicação. Isso inclui a realização de eventos, o desenvolvimento de material informativo e a oferta de cursos de capacitação. Veja aqui o site especial que o Sistema CNT preparou sobre a LGPD para orientar as empresas do setor de transporte. Conheça o curso executivo LGPD para o Setor de Transporte para gestores de empresas transportadoras ofertado pelo ITL. Conheça o curso LGPD Descomplicada para trabalhadores do setor, ministrado pelo SEST SENAT. Pesquisa identificou ponto de atenção O Sistema CNT está confeccionando um manual de boas práticas em tratamento e proteção de dados pessoais com foco no setor de transporte. Nesse processo, contou com a participação de entidades afiliadas, representando os vários modais. O Setcesp (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região) e a Fetcesp (Federação das empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo), juntamente com o IPTC (Instituto Paulista de Transporte de Cargas), deram uma importante contribuição ao realizar uma pesquisa sobre o tema com empresários do setor. Os dados foram coletados por meio de questionários aplicados entre 1º e 9 de abril. Foram colhidas 128 respostas (121 delas foram validadas), que ajudam a traçar um panorama do atual estágio de adequação do setor aos preceitos da LGPD. Chama a atenção o fato de que 39% das empresas afirmaram ter iniciado o processo, sendo que a maior parcela ainda está nos estágios preliminares e intermediários da adequação. Uma minoria afirmou ter concluído os estágios necessários à conformidade. “Como mostra a pesquisa, o setor de transporte rodoviário de cargas precisa se atentar à implantação de processos e adquirir clareza quanto à aplicabilidade da LGPD dentro das atividades diárias do segmento”, ressalta Ana Carolina Jarrouge, presidente-executiva do Setcesp. “Preocupa o fato que, das 61% das empresas que declararam não terem iniciado qualquer processo de adequação em abril de 2021, 5% sequer entenderam que precisariam se adequar.” “Sabemos o quão complexa é a adequação à LGPD e podemos afirmar que sim, todas as empresas de transporte, por menor que sejam, manipulam de alguma forma, ou em algum momento, dados pessoais”, continua. A presidente conclama todos os empresários do TRC a procurar especialistas na área de proteção de dados pessoais a fim de obterem um diagnóstico de suas atividades. “O ‘projeto’ de adequação é complexo, moroso e interdisciplinar. Ele envolve muitos atores e, inclusive, a alta administração. As penalidades são altas e a demora para iniciar esse processo pode trazer grandes prejuízos, não só financeiros, mas principalmente à imagem das empresas”, adverte. “Nossa pesquisa mostrou que as empresas ainda não estão em um nível de conhecimento e entendimento da lei como a gente deveria estar”, reforça Fernando Zingler, diretor-executivo do IPTC. “É bem necessário que todos os empresários estejam atentos aos novos conceitos que a lei traz e como eles podem fazer a proteção de dados pessoais dentro das empresas, porque essa é uma tendência não apenas nacional, mas internacional nos últimos anos”, salienta. “É muito importante que o transporte, tanto o de cargas quanto o de passageiros, esteja preparado para verificar seus processos e ver se estão em conformidade com a lei”, conclui. Fonte Agência CNT Transporte Atual