Agenda 2021: transporte busca novos modelos de negócio e formas de ofertar serviços

Após um primeiro dia em que os debates giraram em torno de novos marcos regulatórios, logística 4.0, alto desempenho, inovação e competitividade, o segundo dia do webinar Agenda 2021 avançou na reflexão sobre o futuro do transporte, abordando a importância da mentalidade estratégica, da transformação digital aplicada ao setor e da definição de modelos de negócios em tempos de mudanças e novos conceitos. Clique aqui para assistir ao segundo dia do webinar Promovido pelo Sistema CNT (Confederação Nacional do Transporte, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte e Instituto de Transporte e Logística), o evento teve transmissão ao vivo pelo canal do SEST SENAT no YouTube. Um dos palestrantes do segundo dia, Marcos Leão, professor da FDC (Fundação Dom Cabral), citou que, para ter mentalidade estratégica, qualificação e alto desempenho, as empresas precisam, primeiramente, saber em qual contexto estão inseridas. “Todas as incertezas que vieram com os acontecimentos globais fizeram com que os modelos e estratégias que estavam sendo desenvolvidas não tenham mais a mesma eficácia. Todas as mudanças trazem uma nova ordem. Ou seja, começamos a desconstruir e reconstruir a percepção dos negócios.” Leão ainda enfatiza que essa nova ordem se baseia em seis premissas. “Temos a distorção o espaço tempo, onde uma empresa surge e ocupa uma grande abrangência; o encurtamento do ciclo de vida do negócio, que está intimamente ligado ao ciclo de um produto ou de um mercado; modelos de negócios que são copiados e trazem um esgotamento competitivo; ressignificação da compreensão real do negócio; convergência entre setores e negócios distintos, onde áreas e elementos diferentes possam trazer eficiência e a desconstrução dos modelos que trouxeram novos conceitos e atuações.” Já quando a questão é a transformação digital aplicada ao transporte e mudanças logísticas, que teve uma grande aceleração durante a pandemia, o CEO da HSM, Reynaldo Gama, fala que inovar é um processo contínuo para a disrupção. “Melhorar o que já existe e, depois, você cria algo novo, que trará a disrupção. Podemos criar algo e transformar aquilo que fazíamos em obsoleto. Muitas empresas estão sempre inovando. O ponto é como criar algo novo.” Reynaldo Gama ainda lembra que é preciso trabalhar a inovação dentro das empresas e não ter medo de arriscar. “É um fator cultural muito importante e é preciso ter um apetite pelo risco. Não adianta eliminá-los. Temos que aprender a conviver e nos adaptarmos a ele.” Sobre os desafios do setor de transporte, Gama cita entre outros a intermodalidade, como atuar com vários modelos de negócios e a eficiência das frotas. “São desafios que trazem junto grandes possiblidades.” E dentro de tantas transformações, é preciso saber negociar. Sobre como agir nesse novo mundo e como desenvolver estratégias efetivas o diretor da Do It! Brasil, Thomas Brieu, fala que, quando inovamos, também negociamos ideias. “Estamos negociando o tempo todo. E hoje vamos ter cada vez mais conflitos devido as questões culturais, de gerações e das diversidades que encontramos no ambiente de trabalho. Isso pode ser uma boa causa se conseguirmos transformar os conflitos em inovação e diálogo. Para que isso aconteça é preciso escutar.” Brieu ainda lembra que a solução está na “mistura das cabeças e na inteligência coletiva”. “Negociar é ver como lidamos com as nossas diferenças. É a comunicação produtiva. Lidar com as diferenças é preciso respeitar a diferença. Colocar o outro no palco e fazer a ponte entre os paradoxos.” O segundo dia do webinar também contou com um debate, com a participação da diretora-executiva Nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; do diretor do ITL (Instituto de Transporte e Logística), João Victor Mendes; da presidente da Tora Transportes, Janaína Fagundes; dadiretora da Viação Águia Branca, Paula Barcellos; e do representante da STC Internacional, Daniel Breda. No evento online, também foram apresentadas as principais iniciativas que serão desenvolvidas pela CNT, pelo SEST SENAT e pelo ITL para empresas e lideranças do transporte em 2021. fonte: Agência CNT Transporte Atual
SEST SENAT disponibiliza unidades em todo o país, para a campanha de vacinação contra a covid-19

O SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) colocou à disposição das autoridades de saúde as suas 157 unidades operacionais em todo o país, para auxiliar nas ações de imunização contra a covid-19. Por meio de ofícios encaminhados ao Ministério da Saúde, aos governos estaduais e municipais, o Sistema CNT disponibilizou essas estruturas a fim de que sejam utilizadas como pontos de vacinação para permitir a descentralização das ações e, assim, contribuir para a facilitação do acesso às doses e reduzir a possibilidade de aglomerações. “Neste momento, a atuação compartilhada é fundamental, por isso estamos disponibilizando toda a estrutura física e a expertise do SEST SENAT. Além de proteger a população e preservar vidas, a imunização ampla é a única garantia de que o país retomará rapidamente a via do crescimento econômico”, afirma o presidente do Sistema CNT, Vander Costa. Além das estruturas físicas, o SEST SENAT também oferece às autoridades de saúde toda a sua experiência em campanhas de conscientização para orientar adequadamente a população sobre os benefícios coletivos da vacina. Por Agência CNT Transporte Atual
Venda de caminhões inicia o ano em leve crescimento
O ritmo de vendas de caminhões começou o ano um pouco mais animado do que aquele observado há doze meses, como mostra o primeiro balanço do exercício de 2021 divulgado pela Fenabrave, na terça-feira, 2, com base nos dados do Renavam. No mês passado, os emplacamentos no segmento somaram mais de 7,2 mil unidades, volume 1,1% superior registrado no mês do ano passado, quando os emplacamentos chegaram a pouco mais de 7,1 mil caminhões. As entregas, no entanto, arrefeceram em relação ao desempenho que o mercado vinha apresentado no fim do ano passado. Entre dezembro e janeiro, os licenciamentos recuaram 24,6%, o que se traduziu em 2,3 mil caminhões a menos. Segundo a Fenabrave, ao mesmo tempo em que a indústria de caminhões encara momento difícil, praticamente sem estoque para atender à demanda, o transporte de commodities e a liquidez de recursos para financiamentos preservam os negócios em alta. “Os caminhões, como os demais segmentos, vêm enfrentando a escassez de peças e componentes, como pneus, que limitam a oferta. Observamos que a demanda permanece aquecida, tanto pelos resultados das commodities, quanto pela boa oferta de crédito”, avaliou em nota Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave. “Já se trabalha com a programação de entrega de alguns modelos para o mês de junho.” Ônibus – Mas enquanto as vendas de caminhões iniciam trajetória ascendente, o mercado de ônibus segue em forte retração. “O segmento foi o mais atingido pelos efeitos da pandemia. As restrições de circulação e cancelamento de viagens afetaram muito as empresas do setor, desmotivando a compra de novas unidades”, observou Assumpção Júnior. Em janeiro, os licenciamentos de ônibus chegaram a pouco mais de 1,3 mil unidades, quedas de 38,6% em relação ao desempenho do mesmo mês do ano passado, de 2,1 mil emplacamentos, de 14,6% no confronto com dezembro de 2020, quando registrou 1,5 mil ônibus negociados. Com as vendas de ônibus em declínio, o mercado total de pesados encerra o primeiro mês em baixa de 8%. Foram 8,5 mil caminhões e ônibus emplacados em janeiro ante 9,3 mil unidades de um ano atrás. Fonte: Auto Indústria
Coordenação nacional da Comjovem realiza primeira reunião do ano com os núcleos da comissão

No dia 02 de fevereiro aconteceu a primeira reunião com os coordenadores de núcleos da COMJOVEM de todo o Brasil, a fim de passar informações sobre a nova composição das atividades e metas a serem realizadas em 2021. Com a participação de representantes de todas as regiões de atuação da comissão, o coordenador André de Simone, juntamente com seus vices, Joyce Bessa e Geovani Serafim puderam passar informações importantes e conversar sobre os desafios dessa nova etapa. Durante o encontro virtual que contou a presença de mais de 40 pessoas, foram abordados os seguintes temas: Metas 2021; Reforço na participação nas entidades; Eventos da NTC&Logística e COMJOVEM; Projeto COMJOVEM; Apresentação da composição dos padrinhos de cada núcleo. Também foi apresentado a Missão, Visão e Valores da comissão, que ficou assim: MISSÃO Atrair e desenvolver o jovem empresário e executivo do transporte para assumir novas lideranças e transformar o transporte rodoviário de cargas (TRC), bem como sua empresa. VISÃO Criar tendências e inovação no segmento rodoviário de cargas. VALORES Inovação – Formar parcerias para desenvolvimento de tendências no setor. União – Trabalhar em conjunto para criar resultados que beneficiam a todos, em vez de apenas aproveitar o resultado do trabalho desenvolvido pelos demais. Solidariedade – Utilizar nossos recursos para auxiliar em ações sociais e emergenciais. Resultado – Implementar ações que busquem sempre beneficiar o máximo de integrantes da COMJOVEM. Inspirar – Inspirar jovens para participar da transformação do setor. Desenvolvimento – Capacitar jovens para assumir lideranças e de novas pessoas para entrar no setor. De Simone falou da importância do encontro e também de iniciar o ano com novas perspectivas e desafios. “A COMJOVEM sempre foi sinônimo de transformação e inovação e esse é o nosso desafio para que esse ano seja ainda melhor para todo o setor. As metas, projetos e novos posicionamentos que vamos adotar nesta etapa, alinhados com a presidência da NTC&Logística, com certeza irão contribuir para a construção de um TRC melhor, além de evidenciar a nossa força”, ressalta. Participaram também da reunião, a assessora da COMJOVEM, Kamyla Pereira e o assessor de comunicação e imprensa da entidade, Rodrigo Bernardino. Fonte: NTC&Logística
SINDICAR participa de solenidade aos 90 anos de Carazinho

No dia 25 de janeiro, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Carazinho e Região – SINDICAR – SINDICAR participou da Sessão Solene em comemoração aos 90 anos da cidade de Carazinho. O encontro que aconteceu no Centro de Eventos do Recanto São Vicente de Paulo, foi uma iniciativa do Poder Executivo e Legislativo. Moisés Knopf dos Santos, presidente do sindicato, teve a oportunidade de reforçar o trabalho da entidade em prol do transporte e também junto a comunidade carazinhense junto as lideranças presentes. O SINDICAR além de atuar na defesa das empresas de transporte e logística também apoia ações de responsabilidade social e está inserido em projetos que visam a saúde e qualidade de vida. Moisés afirma que “é importante a participação do sindicato junto as ações do município, temos o maior orgulho de poder trabalhar junto ao poder público e contribuir com nossa cidade”, concluí.
Webinar Agenda 2021 do Sistema CNT aborda novas ações para o transporte

Evento apresentou principais ações da CNT, do SEST SENAT e do ITL para o ano e reuniu especialistas e empresários do transporte para debater desafios e oportunidades Em momentos de dificuldades e de grandes transformações é preciso pensar diferente, rever a rota e traçar um novo caminho, com novas ideias e ações. É preciso entender o que está acontecendo e, principalmente, ter a confiança do caminho a seguir. Hoje, esse horizonte guarda novas tecnologias, novos conceitos, formatos e modelos. Para dar um panorama sobre o momento atual do setor de transporte, o Sistema CNT (Confederação Nacional do Transporte, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte e Instituto de Transporte e Logística) promoveu, nesta terça-feira (2), o primeiro dia do webinar Agenda 2021. O evento, que teve transmissão ao vivo pelo canal do SEST SENAT no YouTube, abordou temas como modelos regulatórios, tributação no contexto da logística 4.0, inovação e competitividade, além de debate, com participação de empresários e representantes de entidades do setor. Segundo o presidente do Sistema CNT, Vander Costa, o objetivo do evento é provocar e debater o que está programado para esse ano pós-pandemia. “Já aprendemos muito desde o começo da pandemia e a tecnologia veio para acelerar o nosso processo. Precisamos pensar no que temos que fazer antes de tomarmos decisões. Assuntos como a reforma tributária, que está vindo de uma forma diferente do que pensávamos, ainda precisam ser resolvidos. Mas estamos otimistas. Precisamos avançar no debate para fazer que o Brasil tenha um crescimento sustentável com o aumento do emprego e renda. E isso só virá com reformar estruturantes. E o momento é propício para isso”, disse. Um dos palestrantes do primeiro dia, Edson Machado, professor do IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), que falou sobre inovação e competitividade, destacou que o mundo pós-pandemia será ainda mais incerto. “O mundo está mudando e isso traz um desconforto. Isso acontece a cinco bilhões de anos e mudar faz parte de todas as nossas evoluções. Saímos do mundo VUCA (volátil, incerto, completo e ambíguo, na sigla em inglês), e passamos para um mundo BANI, onde vamos vivenciar um mundo pós-pandemia frágil, ansioso, não linear e incompreensível”. Machado ainda ressaltou que o mundo está tentando novas possibilidades, com uma comunicação rápida, clara e em menos tempo. “Não vamos mais tomar decisões com opiniões e sim com dados. Quanto melhor o dado, melhor a decisão.” No caso da logística, Edson Machado cita que o setor terá grandes pontos de investimento e inflexões e que é preciso ter uma boa gestão financeira. “Na gestão de carga, frota e entrega já temos o 5G e localização em tempo real. O lado financeiro tem que trabalhar em duas pontas. Reduzir o custo e ampliar a receita. Para isso, é preciso capacitar o colaborador e rever processos. Também é preciso revisitar o produto e olhar o retorno do cliente. E por último é preciso ter uma gestão de mudança. É preciso mudar na velocidade do mundo”. O caso da aviação Depois, foi a vez de tratar de modelos regulatórios e da sua contribuição para a inovação, com o diretor-executivo da Embry-Riddle Aeronautical University, Israel Treptow, que citou que a indústria aérea é sujeita a externalidades, por isso precisa se manter competitiva para superar causas que estão fora de seu alcance. “Para isso é preciso inovar. As empresas mais preparadas passaram melhor pelas crises. Também é preciso seguir o tripé da sustentabilidade, que corresponde aos resultados de uma organização medidos em termos sociais, ambientais e econômicos. O social refere-se ao tratamento do capital humano de uma empresa ou sociedade. O ambiental, ao capital natural de uma empresa ou sociedade; e o financeiro é resultado econômico positivo de uma empresa”. Sobre a regulação no Brasil, Treptow cita que, no país, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vem fomentando a indústria com uma regulação participativa. “Os players são chamados e tentam coordenar os esforços da melhor maneira possível. Muito da nossa regulação é cópia da legislação americana, com estímulo a inovação, competitividade e liberdade tarifária, e por isso nossa indústria é uma das que mais inovam no país”. Para o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Eduardo Sanovicz, a inovação é o outro nome da aviação. “Durante a crise tudo que teve em termos de inovação tecnológica e de novos protocolos foi feito pelo setor aéreo. De reconhecimento facial a utilização de robôs. Isso nos mostra o tamanho do desafio que temos para voltarmos a trazer impactos positivos na economia. A aviação é sensível a economia e ainda vivemos números negativos. A partir de julho e agosto com uma vacinação de grande parte da população deveremos ter um crescimento”. Porém, Sanovicz, citou que temas como judicialização, aviação regional e o preço do combustível ainda continuam sendo questões importantes para o setor resolver. “Precisamos alinhar o nosso sistema regulatória ao modelo internacional, que nos permita ofertar o que o concorrente oferece ao redor do mundo”. Tributação e inovação O webinar também falou sobre a tributação no contexto da logística 4.0, com o sócio-fundador da Finance Consultoria, José Roberto Afonso. Durante sua fala, ele citou que o Brasil teria uma logística muito mais eficiente, acessível, barata e competitiva se soubéssemos utilizá-la de maneira eficaz, sem “irracionalidades tributárias”. “No nosso caso a tributação é o oposto da inovação. Quando olhamos para os Estados Unidos, podemos ver como a logística está atrelada ao seu crescimento. No caso do Brasil, o sistema tributário se preocupa apenas em arrecadar. Ele prejudica o empresário e o trabalhador. ” Afonso salientou que o sistema tributário do mundo não está preparado para as mudanças que estão ocorrendo na sociedade. “Temos a automação e uma parcela grande da população que não quer ter um local fixo de trabalho. São os nômades digitais, que trazem junto várias questões tributárias. Novas tecnologias e novos processos trazem muitas vantagens para o setor de transporte. Tanto na questão da agilidade como para as atividades tributárias. O setor de transporte tem muito para ensinar com sua
Investimento realizado em infraestrutura de transporte no Brasil vem caindo, mostra levantamento da CNT

Nova edição do Conjuntura do Transporte traz um panorama dos investimentos em infraestrutura de transporte realizados pelos setores público e privado em 2020 Os investimentos em infraestrutura de transporte vêm diminuindo ano após ano no Brasil. A escassez de recursos orçamentários da União, somada ao potencial ainda não explorado para a participação do capital privado, compromete a manutenção, a modernização e a ampliação de ativos em larga escala. Essa limitação atinge os diversos tipos de infraestrutura de transporte – rodoviária, ferroviária, aeroviária e aquaviária –, segundo o levantamento Conjuntura do Transporte, divulgado hoje (dia) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). “A retomada dos investimentos públicos e privados em infraestrutura de transporte é fundamental para alavancar o crescimento econômico nesse momento de crise. Ganhos em eficiência logística promovem todos os setores produtivos. Além disso, obras voltadas ao transporte são muito intensivas no uso de mão de obra, reduzem o desemprego e fortalecem a economia local”, enfatiza o presidente da CNT, Vander Costa. Em que pese os investimentos cadentes e as dificuldades contingenciais ocasionadas pela pandemia da covid-19, o levantamento da CNT identifica o esforço do governo federal em destravar gargalos em infraestrutura. O MInfra (Ministério da Infraestrutura) mantém um plano de trabalho que prioriza a realização de leilões (concessões e arrendamentos portuários), além da renovação antecipada de concessões, como ocorreu no modal ferroviário. Para reverter a tendência de queda de investimentos em infraestrutura de transporte, apontada no estudo, a CNT defende um plano de ação baseado em duas linhas complementares: primeiro, na aceleração de novos programas de concessão; e, segundo, na recomposição da capacidade do Estado como investidor, buscando-se formas de financiamento do investimento público no atual contexto de restrição fiscal. O documento Conjuntura do Transporte – Investimentos em Infraestrutura pode ser baixado aqui Veja, a seguir, alguns aspectos abordados pela publicação, de acordo com o tipo de infraestrutura. Infraestrutura rodoviária A infraestrutura rodoviária brasileira divide-se em duas realidades. Uma é a da malha rodoviária gerida com recursos públicos – modelo predominante, cujos ativos se depreciam com a decrescente dotação orçamentária. Ilustrativo dessa carência é o fato de que em 2020, aplicou-se em toda a malha rodoviária federal menos do que se aplicava somente em manutenção dez anos atrás. Investimento público federal em rodovias em 2020 caiu 2,3% em relação a 2019, sendo: -1,5% em adequação -15,0% em construção + 0,6% em manutenção Em 2020, o total investido pelo Governo Federal em rodovias foi de R$ 6,74 bilhões – valor que, descontada a inflação, é 31,7% menor do que o que se investia apenas em manutenção em 2010 (R$ 9,87 bilhões) A malha concessionada também experimenta situação complexa, com parte das concessionárias enfrentando dificuldades relacionadas à queda de demanda e a problemas de modelagem para aquelas da 3ª etapa. Em decorrência desse quadro, os investimentos também recuaram. Investimento das concessionárias de rodovias em 2019 caiu 17,4% em relação a 2018 O total investido pelas concessionárias de rodovias em 2019 foi R$ 5,47 bilhões, menor valor da última década Infraestrutura ferroviária O modelo de operação das ferrovias brasileiras tem como base as concessões. Atualmente, praticamente todas as ferrovias de carga são concessionadas, sendo a malha pública residual. No caso do setor privado, a queda de investimentos está relacionada à etapa de execução dos atuais contratos, que estão vencendo. No caso do setor público, o investimento é comprometido pela escassez de recursos. Investimento das concessionárias de ferrovias em 2019 caiu 26,4% em relação a 2018 O total investido pelas concessionárias no ano foi R$ 3,51 bilhões, configurando a quarta queda consecutiva desde 2016 Investimento público federal em ferrovias em 2020 caiu 36,9% em relação a 2019 O total investido pelo Governo Federal no ano foi R$ 364,10 milhões, sendo R$ 300,83 milhões na FIOL Em um futuro próximo, o cenário pode se modificar, uma vez que o governo federal reconhece o potencial das ferrovias na logística de escoamento da produção brasileira de grãos. O plano para a ampliação da malha ferroviária prevê maior participação da iniciativa privada. Dois exemplos dessa visão para o modal são a construção da Ferrogrão e da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). Infraestrutura aeroviária A infraestrutura aeroviária brasileira é ampla e possui boa conectividade. A administração dos aeroportos começou a ser oferecida à iniciativa privada em 2011 e, hoje, essas instalações respondem pela maior parte dos embarques e desembarques realizados nos principais aeroportos do país. Também se mostrou acertada a opção pelas concessões em blocos, em vez da modelagem ativo por ativo, inicialmente adotada. A parte concessionada da infraestrutura recebe investimentos de modo satisfatório e o leilão referente à 6ª rodada de concessões aeroportuárias já tem data marcada: 7 de abril de 2021. Investimento das concessionárias de aeroportos em 2019 cresceu 3,3% em relação a 2018 O total investido pelas concessionárias no ano foi R$ 1,87 bilhão Enquanto isso, a parte que ainda cabe à Infraero registra um momento de forte contingenciamento. Investimento da Infraero em aeroportos em 2020 caiu 32,9% em relação a 2019 O total investido pela Infraero no ano foi R$ 318,35 milhões, menor valor da última década Infraestrutura aquaviária A infraestrutura aquaviária compreende basicamente as hidrovias e os portos públicos e privados. Para os padrões internacionais, a conectividade dos portos nacionais às redes globais de transporte marítimo é considerada regular. Contudo, os serviços portuários brasileiros ainda enfrentam dificuldades, o que prejudica a competitividade das exportações nacionais e representa um entrave ao desenvolvimento econômico. Com o objetivo de levantar recursos privados para investimentos no setor, o governo federal tem a intenção de privatizar as Companhias Docas. Para se ter uma ideia das dificuldades enfrentadas pela estatal, em 2020, as Docas realizaram investimentos na ordem de R$ 26,3 milhões – o menor aporte da última década. Segundo o MInfra, as concessões portuárias previstas até 2022 deverão alavancar ao menos R$ 6,74 bilhões em investimentos, considerando 19 arrendamentos de terminais e 4 desestatizações. Investimento das Companhias Docas em 2020 caiu 59,1% em relação a 2019 O total investido pelas companhias em 2020 foi R$ 26,30 milhões, menor valor da última década Com relação aos terminais privados, a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) não divulga os investimentos atuais. Contudo, a partir dos levantamentos da
CNT espera que novos presidentes do Senado e da Câmara contribuam para tirar o Brasil da crise

A CNT (Confederação Nacional do Transporte), por meio do seu presidente, Vander Costa, parabeniza os novos presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e espera que o Congresso Nacional priorize, neste ano, as pautas essenciais para a retomada do desenvolvimento do Brasil, como as reformas tributária e administrativa. A Confederação também se compromete a trabalhar, incansavelmente, junto aos novos presidentes, para ampliar os necessários investimentos em infraestrutura de transporte. A pandemia da covid-19 deixou clara a importância do transporte para o Brasil não parar. E o setor será fundamental para a retomada da economia do país no pós-crise. Para isso, é preciso criar as condições para a atração de investimentos nessa área, por meio da diminuição do Custo Brasil, da modernização de marcos regulatórios, do fomento à multimodalidade e do saneamento das contas públicas. É importante lembrar que estamos vivendo uma segunda onda da pandemia da covid-19 e que os efeitos da crise econômica persistem. Nesse sentido, confiamos na capacidade de liderança e na habilidade política do senador Rodrigo Pacheco e do deputado Arthur Lira para conduzir, com celeridade, as decisões emergenciais do Parlamento com vistas a garantir a sustentabilidade financeira das empresas e a manutenção de empregos, dar início a um novo ciclo de desenvolvimento e contribuir para a melhoria da vida de todos os brasileiros. Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Índice de acidentes nas rodovias cai, mas número de vítimas fatais se mantém em 2020

Painel CNT de Acidentes é atualizado com dados de 2020; foram mais de 5,2 mil vidas perdidas nas rodovias federais brasileiras no ano passado Nas rodovias federais brasileiras em 2020, foram 63.447 acidentes – queda de 5,9% em relação a 2019 (67.427). O número de mortes no ano passado, por sua vez, foi de 5.287, uma redução de 0,8% na comparação com 2019 (5.332), indicando que, embora tenha havido menos acidentes, eles foram mais letais. Esses dados constam do Painel CNT de Consultas Dinâmicas de Acidentes Rodoviários, que foi atualizado, nessa quinta-feira (28), com os números de 2020. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal. No painel, é possível realizar pesquisas interativas sobre números gerais e, também, filtrar e cruzar informações com as ocorrências entre 2007 e 2020. Acesse o Painel CNT de Acidentes Rodoviários Baixe o arquivo com os principais dados no Brasil e por UF A rodovia com o maior número de acidentes, ao longo do ano passado, foi a BR-101, onde foram contabilizadas 8.715 ocorrências. Em relação ao número de mortes, a BR-116 pode ser considerada a rodovia que mais mata. Somente em 2020, foram 690 vidas perdidas nessa via. O custo estimado de todos os acidentes em rodovias federais foi de R$ 10,22 bilhões. O presidente da CNT, Vander Costa, comenta que os índices de acidentes, especialmente os com vítimas fatais, revelam a necessidade de investimentos efetivos em infraestrutura rodoviária, na formação dos condutores e na ampliação de campanhas educativas com foco na segurança no trânsito. “Reduzir o número e a gravidade dos acidentes rodoviários é promover o transporte no país, com benefícios claros à economia e à sociedade. Assim, desenvolver ações voltadas à melhoria das condições viárias, à capacitação dos motoristas e à segurança veicular são a melhor estratégia para a superação desse grave problema” Vander Costa ressalta, ainda, a importância da disponibilização dos dados de acidentes no Brasil. “O trabalho de fiscalização, levantamento e sistematização das informações relacionadas aos acidentes nas rodovias brasileiras realizado pela Polícia Rodoviária Federal é fundamental para nortear as ações de redução de acidentes, além de demonstrar o compromisso do órgão com a transparência de dados tão importantes.” Confira alguns dados do Painel CNT de Acidentes Rodoviários – Brasil registrou 14 mortes nas rodovias federais a cada dia em 2020 – O tipo mais frequente de acidentes com vítimas é a colisão – 54,8 % das mortes ocorreram aos finais de semana – sexta-feira (14,6%), sábado (17,8) e domingo (22,4%) – 81,8% dos mortos em acidentes são do sexo masculino – Foram 81 acidentes com vítimas a cada 100 km de rodovia federal no Brasil em 2020 – BR-116 e BR-101 são as que mais matam no Brasil – Sudeste e Sul concentram os maiores índices de acidentes com vítimas – Rodovias do Nordeste são as que mais matam no Brasil – Minas Gerais é campeã em número de mortes e de acidentes nas rodovias federais – Distrito Federal registra cinco vezes mais acidentes por 100 km do que a média nacional – Maranhão, Tocantins, Bahia, Piauí e Alagoas registram os acidentes mais graves – Rodovias do Paraná concentram mais mortes de ciclistas – Nordeste é a região com maior número de mortes de motociclistas Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Participe da pesquisa Mercado no Ano de 2020

A NTC&Logística juntamente com a ANTT, estão realizando uma pesquisa com as empresas de transporte de carga para verificar a situação econômica do TRC no ano de 2020. Diante dos fatos acusados pela maior crise dos últimos tempos, agravada no último ano com a redução das atividades, fechamento do comércio e a diminuição da produção de insumos em diversas áreas, queremos saber de que forma o transporte foi atingido. As questões são todas de múltipla escolha e podem ser respondidas em poucos minutos. ?Acesse aqui:https://cutt.ly/FhDERwP Fonte: NTC&Logística