RS entra em bandeira preta amanhã, mas TRC segue sendo atividade essencial

Com a decisão de suspender temporariamente a cogestão regional, a partir deste sábado (27/2), e de antecipar a vigência do mapa da 43ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado também para sábado, todas as regiões do Rio Grande do Sul deverão seguir os protocolos de bandeira preta pelo menos até 7 de março. As medidas foram anunciadas pelo governador Eduardo Leite nesta quinta-feira (25/2), diante do crescimento exponencial de contágio de coronavírus e do pico de internações em leitos hospitalares, o que já levou ao esgotamento de UTIs em algumas regiões. A intenção da bandeira preta do Distanciamento Controlado é instituir o alerta máximo e reforçar a necessidade de cumprimento dos protocolos e das regras sanitárias. Não é o mesmo que decretar lockdown, medida mais extrema que foi adotada em alguns Estados e em outros países, mas impõe medidas mais rígidas para conter a circulação do vírus. A suspensão geral de atividades das 20h às 5h, em todo o Estado, determinada na segunda-feira (22/2), também será mantida pelo menos até as 5h do dia 2 de março. O governo do Estado ainda estuda a prorrogação da medida. O que muda nas regiões em bandeira preta Mesmo com o decreto que institui a bandeira preta, os serviços essenciais à manutenção da vida, como assistência à saúde humana e assistência social, seguem operando com 100% dos trabalhadores e atendimento presencial. O TRC é considerado atividade essencial, conforme consta no CAPÍTULO V , que trata DAS ATIVIDADES E SERVIÇOS ESSENCIAIS. O setor é citado da seguinte forma: serviços de transporte, armazenamento, entrega e logística de cargas em geral. Restaurantes nas estradas podem funcionar porque são considerados fundamentais para os motoristas e viajantes. A bandeira preta permite o ensino presencial em escolas de Ensino Infantil e em turmas de 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. O restante dos anos escolares, assim como Ensino Superior, só podem funcionar de forma remota. A exceção é o atendimento individualizado e sob agendamento para atividades práticas essenciais para conclusão de curso de Ensino Médio Técnico concomitante e subsequente, Ensino Superior e pós-graduação da área da saúde (pesquisa, estágio curricular obrigatório, laboratórios e plantão), e Ensino Médio Técnico subsequente, Ensino Superior e pós-graduação (somente atividades práticas essenciais para conclusão de curso: pesquisa, estágio curricular obrigatório, laboratórios e plantão). O decreto de segunda-feira também incluiu a autorização expressa de atividade presencial de equipe mínima de funcionários nos diferentes níveis de ensino exclusiva para a manutenção do acesso à educação (por ex.: entrega de material). No serviço público, apenas áreas da saúde, segurança, ordem pública e atividades de fiscalização atuam com 100% das equipes. Demais serviços atuam com no máximo 25% dos trabalhadores presencialmente. Nos serviços em geral, restaurantes (à la carte ou com prato feito) podem funcionar apenas com tele-entrega e pague e leve, e 25% da equipe de trabalhadores. Essa definição também vale para lanchonetes, lancherias e bares. Salões de cabeleireiro e barbeiro permanecem fechados, assim como serviços domésticos. O comércio atacadista e varejista de itens essenciais, seja na rua ou em centros comerciais e shoppings, pode funcionar de forma presencial, mas com restrições – respeito a um distanciamento maior entre as pessoas. O comércio de veículos, o comércio atacadista e varejista não essenciais, tanto de rua como em centros comerciais e shoppings, ficam fechados. Cursos de dança, música, idiomas e esportes também não têm permissão para funcionar presencialmente. No lazer, ficam proibidos de atuar parques temáticos, zoológicos, teatros, auditórios, casas de espetáculos e shows, circos, cinemas e bibliotecas. Demais tipos de eventos, seja em ambiente fechado ou aberto, não devem ocorrer. Academias, centros de treinamento, quadras, clubes sociais e esportivos também devem permanecer fechados. As áreas comuns em condomínios prediais, residenciais e comerciais ficam fechadas. No caso de academias situadas em condomínios, o atendimento pode ser feito de forma individualizada ou entre coabitantes. Os serviços de manutenção predial, por exemplo, podem permanecer funcionando. Locais públicos abertos, como parques, praças, faixa de areia e mar, devem ser utilizados somente para circulação, respeitado o distanciamento interpessoal e o uso obrigatório e correto de máscaras. É proibida a permanência nesses locais. Missas e serviços religiosos podem operar sem atendimento ao público, com 25% dos trabalhadores, para captação de áudio e vídeo das celebrações. Bancos, lotéricas e similares podem realizar atendimento individual, sob agendamento, com 50% dos funcionários. No transporte coletivo municipal e metropolitano de passageiros, é permitido ocupar 50% da capacidade total do veículo, com janelas abertas. FONTE: Governo RS e assessoria de imprensa da FETRANSUL
Ação do Bem 2021 reúne doações em apoio ao Acre

O Acre enfrenta uma enchente histórica nos últimos dias. Com as fortes chuvas que ocorreram nos últimos dias, o nível dos rios se elevaram perigosamente no estado causando inundações em diversos municípios. Devido às circunstâncias, a NTC&Logística por meio da COMJOVEM iniciou mais uma ação de contribuição com o tradicional projeto anual da entidade, que é a Ação do Bem. Neste primeiro semestre, vamos unir nossas forças para que possamos ajudar a população do Acre com itens de primeira necessidade, sendo a mais preocupante, que é a água potável, diante disso contamos com a colaboração de quem puder, em apoio à “Vakinha Online”, seja doando ou nos ajudando a divulgar. Segue o Link para doações: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/acao-do-bem-2021 Vale ressaltar que todas as doações, bem como o destino do dinheiro arrecadado será acompanhado pela NTC&Logística por meio da área de comunicação e relações públicas, que estão em contato com o Ministério Público do Acre, a fim de que todos os nossos esforços cheguem com segurança para os que mais precisam. Mais informações de como doar de outra maneira, entre em contato pelo e-mail: comjovem@ntc.org.br Fonte: NTC&Logística
Fluxo de pesados fecha janeiro de 2021 4,0% acima do nível pré-crise
Nova edição do Radar CNT do Transporte também indica que a contração da atividade econômica no ano passado será menor do que se estimava O fluxo de veículos pesados (caminhões e ônibus) fechou janeiro de 2021 com um nível 4,0% acima do registrado antes da pandemia da Covid-19. Já o tráfego de leves (carros, motocicletas e caminhonetes) recuou 12,7% em relação à referência pré-crise. No acumulado de 2020, o fluxo de veículos nas rodovias pedagiadas do Brasil caiu 13,1%, influenciado mais fortemente pela redução do tráfego de leves (-16,9%) do que de pesados (-1,1%). De acordo com a análise da Confederação Nacional do Transporte, na nova edição do Radar CNT do Transporte, as viagens e o lazer das famílias se mostraram mais sensíveis à crise sanitária; enquanto o abastecimento de bens para produção e consumo se mostrou mais resiliente. Os dados de fluxo são do índice ABCR, estruturado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias. Contração da atividade econômica O Radar CNT do Transporte também indica que a atividade econômica brasileira recuou 4,05% em 2020, conforme o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central – considerado o sinalizador do PIB (Produto Interno Bruto). Esse resultado é menor do que o esperado pelo mercado no auge da crise, que projetava queda de 6,6%. Segundo a publicação, a trajetória mensal do IBC-Br mostra que a economia brasileira fechou dezembro de 2020 com um patamar 1,4% abaixo do pré-crise da Covid-19. Já o volume de serviços de transporte no Brasil, especificamente, caiu 7,7% em 2020. As atividades mais afetadas foram o transporte aéreo (-36,9%) e o transporte terrestre (-11,5%). Acesse aqui a íntegra do Radar CNT do Transporte Fonte: Agência CNT Transporte Atual
Prioridade para vacinação anima setor de transporte

Empresários do setor de transporte de carga estão com boas expectativas para os negócios em 2021. Porém, plano de vacina deve ser mais ágil Empresários do transporte estão animados com a vacinação contra a covid-19. Embora digam que o plano de vacinação não seja muito claro e ocorra em ritmo lento, as transportadoras planejam fazer novos investimentos. Nesse sentido, estimam que 2021 será um ano bom para o segmento. A inclusão dos profissionais do transporte no grupo prioritário da vacinação colabora com o otimismo. Segundo o Ministério da Saúde, o cronograma ainda será definido. E a Confederação Nacional de Transporte (CNT) ofereceu as 157 unidades do Sest/Senat para serem pontos de vacinação. No entanto, o setor sabe que os impactos da crise sanitária na economia mundial serão sentidos por muito tempo. Dessa forma, o empresariado acredita que o cenário econômico de 2021 será ditado pela covid-19. E claro, pela postura do governo no enfrentamento à pandemia. Transporte contabilizou bons resultados em 2020 Seja como for, as perspectivas positivas são baseadas nos resultados de 2020. O setor de transporte sofreu com a queda de 45% do volume transportado em abril do ano passado. Mas rapidamente os negócios foram retomados. Em 2020, o setor de transportes movimentou cerca de R$ 480 bilhões. Os dados fazem parte da pesquisa Anual de Serviços (PAS), Isso inclui armazenagem e serviços. O valor equivale a 6,4% do PIB nacional. O setor movimenta 65% das mercadorias que circulam pelo País e contabilizou esses resultados em um ano considerado ruim. Desafios logísticos Assim, a chegada da vacina traz boas oportunidades para o setor. Porém, os desafios também são grandes. A opinião é da advogada e presidente executiva do Sindicato das Empresas do Transporte de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp), Ana Jarrouge.. “Como o Brasil tem dimensões continentais, levará alguns meses até que todos estejam vacinados. Logo, isso reflete diretamente na retomada completa das atividades empresariais. Bem como no volume de carga. Ou mesmo no tipo de transporte utilizado e no comportamento do consumidor”, diz. Segundo Ana, a vacinação será essencial para que as empresas retomem a confiança na economia. Dessa forma, poderão voltar a fazer investimentos. “Tudo vai depender da velocidade da aplicação das vacinas. E também da capacidade de produção do imunizante”, diz. Investimentos no transporte CEO da Flash Courier, Guilherme Juliani (abaixo) viu seu negócio de logística ganhar ainda mais importância em 2020. Além disso, a operação ficou mais pulverizada. Ou seja: parece um contrassenso em um ano marcado pela crise. Porém, a quarentena favoreceu a empresa. Segundo Juliani, as pessoas perceberam que é simples fazer compras pela internet. “Criaram confiança nessa operação. Logo, entenderam a importância do transporte no processo”, diz. Dessa forma, Juliani acredita que, com a vacina, esse comportamento será mais intenso. Segundo ele, isso ocorrerá porque a economia vai voltar a crescer. Ou seja: haverá maior consumo, o que será bom para o setor de transporte. Sem plano de vacina, investimentos ficam parados Em 2020, a Flash Courier cresceu 130%. Assim, 98% das operações são B2C (para o consumidor final) e o foco são produtos bancários e farmacêuticos. Para 2021, a empresa deve crescer 50%. Nesse sentido, ampliará as operações para mais seis Estados. Segundo Juliani, isso será possível graças aos investimentos de R$ 25 milhões feitos em 2021 na compra de uma esteira inteligente. Com o equipamento, a empresa reduziu o tempo para separar as mercadorias. Assim, conseguiu agilizar as operações. No entanto, as incertezas no plano de vacinação atrasaram o início da operação. Tanto a instalação quanto os ajustes têm de ser feitos pelas equipes da fabricante da esteira, que é chinesa. Mas a crise sanitária vem atrapalhando as viagens ao País. “Acreditamos que em dois meses será possível concluir as adequações”, diz Juliani. Agora, estamos trabalhando com a esperança de que a vacina melhore muito o cenário atual”. Crescimento do PIB depende da vacinação CEO da Simas Log, Daniel Simas (abaixo) diz que o resultado da economia em 2021 dependerá da política de distribuição da vacina. Ou seja, para o executivo a imunização está lenta. Além disso, ele afirma que as novas variantes da doença podem ser uma ameaça à economia se o governo não agir rapidamente. “Apesar de o transporte estar retomando as atividades e empresas estarem crescendo, há um ponto de atenção. A recuperação da economia vai depender muito do setor de commodities.” Ou seja, a movimentação desse segmento está ainda bem abaixo dos níveis antes da pandemia. Com certeza a retomada depende da vacina. Porque o distanciamento social afugenta investimentos e consumo”, diz Simas. Seja como for, em 2020 a Simas viu seu resultados dobrarem em relação ao projetado. Ou seja, o crescimento foi de 90% ante 2019. Dessa forma, para 2021 a empresa prevê um crescimento mais tímido. Porém, segundo o executivo, a atividade econômica em geral deve sofrer menos na comparação com a primeira onda da doença. Assim, Simas acredita que o empresariado será estimulado a promover investimentos e gerar empregos. “Acredito que o PIB deva crescer apenas 1%. Mas isso dependerá do cenário mundial. E os juros têm de ficar baixos. Mesmo assim, a economia vai melhorar a partir do segundo semestre. Ou seja: quando mais gente estiver imunizada”. Expansão dos negócios Nesse sentido, a Simas Log fará investimentos de R$ 20 milhões. A empresa, que faz transporte e armazenagem de insumos da área de saúde e medicamentos, vai abrir mais três centros de distribuição. As novas unidades serão no Amazonas, Pará e São Paulo. “Já operamos nessas regiões. Porém, especialmente no Norte a logística é complexa. Acima de tudo por causa da pouca infraestrutura. Por isso, decidimos ampliar nossa presença nessas regiões. Todas estão demandando transporte”. Com a vacina, empresa buscará novos clientes O Grupo Rodovico atua há 18 anos no agronegócio. Assim, tem presença nas regiões Norte e Sul transportando produtos agrícolas. Ou seja: mais precisamente, grãos e fertilizantes. Em 2020, a empresa não sofreu impactos econômicos por causa da pandemia. Ao contrário, registrou alta de 55% no volume transportado. Logo, o
Governo deve assinar contrato de concessão da RSC-287 em junho

O contrato de concessão da RSC-287 deve ser assinado até 17 de junho. O prazo de 90 dias úteis após a homologação do leilão será cumprido, garantiram os diretores do grupo espanhol Sacyr em reunião com o governador Eduardo Leite. Até lá, a concessionária deverá cumprir trâmites legais, além de encaminhar processos ambientais para a construção de novas praças de pedágio e para as obras a serem realizadas ao longo dos 204 quilômetros concedidos, de Tabaí a Santa Maria, sendo a principal delas a duplicação de todo o trecho. Fonte: JC
PGFN regulamenta transação de tributos não pagos em 2020

Na última quinta-feira (11/2) foi publicada uma portaria da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional que regulamenta a adesão à transação de tributos federais não pagos devido aos efeitos da crise de Covid-19. A operação é válida para tributos inscritos em dívida ativa vencidos entre março e dezembro do último ano. “Esse tipo de transação traz possibilidade de concessão de desconto na multa e juros, de acordo com o grau de recuperabilidade do crédito tributário e capacidade de pagamento do contribuinte. É como se a transação excepcional tivesse sido prorrogada, mas desta vez em relação aos débitos que tiveram seu vencimento entre março e dezembro de 2020”, aponta a advogada Ilse Salazar Andriotti, sócia da área tributária do escritório RMMG Advogados. Henrique da Silveira Andreazza, sócio do escritório Assis Gonçalves, Kloss Neto e Advogados Associados, explica que a negociação de dívidas tributárias pode ocorrer desde a Medida Provisória nº 899/2019, convertida na Lei nº 13.988/2020: “A referida legislação estabelecia dois tipos de transação: a individual, em que o contribuinte negociaria diretamente com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional; e a por adesão, nos casos de ‘relevante e disseminada controvérsia jurídica’, cabendo ao Ministro da Economia propor as condições para adesão”, indica ele. A nova Portaria 1.696 da PGFN trata deste segundo caso. Ela não cria nenhuma nova modalidade de transação, mas permite que os débitos vencidos entre março e dezembro sejam incluídos em uma das categorias já existentes. Uma delas foi estipulada pela Portaria PGFN nº 742/2018, que estabeleceu critérios para o negócio jurídico processual (NJP), para dívidas que são objeto de execução fiscal. “Não se prevê aí nenhum desconto, apenas se possibilita, mediante negociação direta com a PGFN, o parcelamento do débito, bem como a liberação ou substituição de eventuais garantias, ou a dação de bens para fazer frente ao devido”, destaca Andreazza. A celebração depende do interesse da Fazenda Nacional. Outra opção é a transação excepcional disciplinada pela Portaria PGFN nº 14.402/2020, que prevê adesão por meio de pagamento de entrada e descontos de até 100% de juros, multas e encargos legais, bem como parcelamento em até 133 parcelas. Já a Portaria PGFN nº 18.731/2020 estabeleceu transação excepcional voltada para microempresas e empresas de pequeno porte aderentes ao Simples Nacional. Segundo Andreazza, “a transação prevê uma entrada correspondente ao pagamento mensal de 0,334% do valor consolidado do débito por 12 meses, e o restante parcelado em até 133 vezes, com redução de até 100% dos juros, multas e encargos legais, conforme a qualificação da recuperabilidade do crédito, a ser definida pela Fazenda Nacional, de acordo com critérios previstos na mesma portaria”. Fonte: Conjur
Imposto de importação é zerado para mais de 530 produtos

Através da Resolução GECEX nº 155/2021, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, alterou para zero por cento as alíquotas do imposto de importação incidentes sobre os bens de capital que menciona na condição de Ex-tarifários. Ao todo, foram mais de 530 produtos que tiveram a redução da alíquota de importação para zero. Segundo o ME, o objetivo é fortalecer o combate à Covid-19, incentivar a retomada econômica do País e auxiliar a produção industrial e do agronegócio. Entre os equipamentos estão: monitores, respiradores, oxímetros e equipamentos médicos para combater a Covid-19; bens de capital e insumos para produção industrial e agronegócio; impressoras 3D, robôs e equipamentos de informática. Confira a listagem completa dos produtos clicando aqui. Fonte: ABTI
Confira o que muda com o novo decreto do Governo do RS

No dia de ontem, 22 de fevereiro o Governo do Estado do Rio Grande do Sul divulgou o decreto Nº 55.766, que determina a aplicação das medidas sanitárias segmentadas de que trata o art. 19 do Decreto nº 55.240, de 10 de maio de 2020, que institui o Sistema de Distanciamento Controlado para fins de prevenção e de enfrentamento à epidemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19) no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, reitera a declaração de estado de calamidade pública em todo o território estadual. O governo manteve o modelo de cogestão em funcionamento, permitindo aos municípios adotarem protocolos da bandeira inferior àquela em que se encontram. No entanto, vale para todo o Estado a restrição de atividades comerciais e de serviços, bem como a aglomeração de pessoas em locais públicos ou privados, das 20h às 5h. Abaixo, entenda as regras que passam a valer a partir do dia de hoje (23): Quais são as regiões em bandeira preta com cogestão? Todas as regiões em bandeira preta estão no sistema de cogestão: são as regiões de Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Taquara. Das 21 regiões do Estado, apenas as regiões de Guaíba e Santa Maria, que estão na bandeira vermelha, não possuem protocolos próprios e devem seguir as regras estabelecidas pelo Estado. Todas as demais podem aplicar, até a próxima rodada, as regras da bandeira imediatamente mais branda. A prefeitura de Porto Alegre, por exemplo, classificada em bandeira preta, já anunciou que vai adotar as restrições da cor vermelha. Em São Leopoldo, por outro lado, a prefeitura optou por seguir a cor determinada pelo governo do Estado e informou que vai agir mediante as regras da bandeira preta. Na cor vermelha estão as regiões de Bagé, Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Guaíba, Ijuí, Pelotas, Santa Rosa, Santa Maria, Santo Ângelo e Uruguaiana. Que restrições de circulação são comuns a todo o Estado? O governo gaúcho definiu que atividades noturnas em geral estão suspensas em todo o Rio Grande do Sul entre as 20h e as 5h. A medida é aplicada em todas as regiões, independentemente da cor da bandeira vigente. Um decreto com a alteração nos horários foi publicado ainda nesta segunda (22), e vale a partir de terça. O que pode e o que não pode funcionar? Estabelecimentos que operem com atendimento ao público e não sejam essenciais devem permanecer fechados das 20h às 5h. As exceções são farmácias, hospitais e clínicas médicas, postos de combustíveis, serviços de veterinários, assistência social e atendimento à população vulnerável. Locais que funcionem exclusivamente fazendo telentrega também podem funcionar à noite.Não é autorizada a permanência de clientes que ingressaram antes do horário de fechamento. Portanto, o público já não é mais permitido a partir das 20h – com exceção dos supermercados, que podem concluir o atendimento até no máximo 21h. Estão vedados “festas, reuniões ou eventos, formação de filas e aglomerações de pessoas nos recintos ou nas áreas internas e externas de circulação ou de espera, bem como nas faixas de areia das praias, calçadas, portarias e entradas dos prédios e estabelecimentos, públicos ou privados, durante o horário compreendido entre as 20h e as 5h”. Fica suspenso o funcionamento das 20h às 5h dos seguintes estabelecimentos:• restaurantes (exceto tele-entrega);• bares e pubs (exceto tele-entrega);• lojas;• centros comerciais;• supermercados (fecham as portas às 20h, mas poderão concluir atendimento até 21h);• cinemas;• teatros;• auditórios;• casas de shows e de espetáculos;• circos;• quaisquer atividades que realizem atendimento ao público, com ou sem circulação significativa de pessoas. Como ficam as aulas?Mesmo nas regiões em bandeira preta, atividades presenciais de ensino foram liberadas pelo governo do Estado para a Educação Infantil e no 1º e no 2º anos do Ensino Fundamental. Os demais níveis seguem proibidos apesar do modelo de cogestão, que não altera regras da área da educação. Com informações da GaúchaZH
Presidente do SETCERGS concede entrevista ao Anuário Digital da NTC&Logística

Sérgio Gabardo, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul – SETCERGS concedeu entrevista ao Anuário da NTC&Logística. A edição digital do anuário 2020-2021 relata o período de pandemia e vislumbra os acontecimentos que estão por vir.Confira: TENHO UMA FAMÍLIA EM CASA E UMA FAMÍLIA AINDA MAIOR NA MINHA EMPRESA “É esse ambiente que eu desejo para o SETCERGS.” O novo presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística do Rio Grande do Sul (SETCERGS), Sérgio Mário Gabardo, é um empresário conhecido e respeitado em todo o país por seu trabalho no setor do transporte rodoviário de cargas. Nascido em 8 de dezembro de 1956 em Nova Bassano, no interior gaúcho, está acostumado a trabalhar muito, algo que sempre fez desde muito jovem. Sua empresa, a Transportes Gabardo, tem atuação no Brasil e na América Latina, com foco principal no transporte de automóveis. Apesar de ter alcançado o sucesso profissional, é um homem simples, com muitos amigos. Tem o hábito de ter frutas e balas em cima da mesa e miniaturas de carros e caminhões espalhadas pelo escritório na matriz, em Porto Alegre. É o tipo de chefe que liga para um colaborador quando descobre que ele está com algum problema. Aos 64 anos de idade, Gabardo foi eleito para ser o presidente do SETCERGS em 2021 e 2022. Nesta entrevista, o empresário fala um pouco sobre sua trajetória, sua empresa, os desafios e oportunidades que vieram em 2020, mesmo com a pandemia, e também o que espera poder realizar em sua gestão no sindicato. Senhor Gabardo, conte um pouco da sua história no transporte rodoviário de cargas. Eu sou um agricultor, sempre fui e vou continuar sendo. Em 1981, fui fazer vestibular em Porto Alegre, passei para a faculdade de Direito, mas não consegui concluir porque não tinha dinheiro. Aí, apareceu um transporte para São Paulo, pois eu tinha o meu caminhão agrícola. Era um transporte de bancos de ônibus, para a montadora Miura. Fui falar com o responsável, e ele aceitou me dar a carga. Saí no fim da tarde de uma quinta-feira e cheguei na sexta-feira. Parei só para abastecer. Cheguei lá, descarreguei os bancos e aconteceu um episódio engraçado: o cliente disse que era a primeira vez que não tinha chegado nenhum banco rasgado! Ele ligou para o fabricante dos bancos para me elogiar. Então, essa história foi muito boa porque daí eu tive a oportunidade de começar a carregar outras coisas também. Depois de um tempo, eu comprei um caminhão da Miura. Tive que vender muita coisa, carro, televisão, mas consegui financiar. Foram doze anos que eu trabalhei transportando carros para eles. Com o fim da Miura, começaram a aparecer os carros importados, mas ninguém sabia transportar carro importado. Então, eu comecei. Comprei mais um caminhão e em seguida tive que comprar mais. Ao que o senhor atribui o sucesso da sua trajetória e da sua empresa, a Transportes Gabardo? A virtude foi ter contratado pessoas melhores do que eu para me ajudar a fazer a minha empresa, a Transportes Gabardo, que foi oficialmente fundada em 1989. No primeiro caminhão, tinha o nome da empresa e o telefone da minha casa! Depois, começamos a comprar mais caminhões e a contratar motoristas que deram muito certo. Hoje, a gestão da empresa é feita por ex-motoristas, incluindo eu. A empresa cresceu por causa das pessoas, porque são elas que fazem a empresa forte e sadia. Os meus colaboradores me ensinam a ser melhor. E outro ponto muito importante: crescemos falando a verdade e sendo transparentes com os nossos clientes. Se precisar, eu ainda pego o caminhão e dirijo. Até faço questão! Que avaliação o senhor faz de 2020, um ano tão difícil para todos e também para o setor dos transportes? Quando a pandemia e todos os problemas começaram, eu refleti muito. Tinha certeza de que precisava seguir trabalhando, pois tenho muitos colaboradores que dependem da empresa. O foco da nossa transportadora era e ainda é o transporte de automóveis e de veículos. Só que essa demanda tinha parado totalmente, então eu tive que pensar em uma alternativa: transportar máquinas agrícolas. Fiz contatos e ligações e deu certo. Então, entramos nesse ramo também e passamos a transportar máquinas agrícolas para toda a América Latina. Também conseguimos ampliar o transporte de caminhões para a Argentina, com 150 cargas por mês, garantindo o emprego de muitos colaboradores. Também tivemos, claro, que dar férias para muita gente, o que foi autorizado por medida provisória do governo federal. Conversamos com todos os colaboradores. Fizemos reuniões e palestras virtuais para explicar as mudanças e fomos muito transparentes ao dizer que as pessoas teriam que se adaptar ao novo sistema de trabalho. Ninguém pode administrar uma empresa sem uma estabilidade emocional e familiar. Transmitimos a mensagem de que seria um ano de nos ouvir e de nos respeitar mais, porque o ano não seria fácil. Perdemos um colega para a covid-19, que foi algo muito triste para todos. Trouxemos médicos para orientar nossos colaboradores sobre os protocolos de saúde. Tinha que ser o ano do entendimento, da compreensão e da ajuda, para que sobrevivêssemos. Foi um ano de muitas preocupações, mas, graças a Deus, terminamos 2020 agradecendo, porque conseguimos ter um ano maravilhoso. Com tudo isso, nossa empresa se tornou mais humana. Estamos mais unidos, mais fortes e mais preparados. Como o senhor acha que será 2021? Tem uma frase que diz que “mar calmo não faz marinheiro bom”. Acho que 2021 pode ser um ano de muito crescimento para as transportadoras. Não sabemos ao certo como vai ser, mas com certeza também vai depender muito de nós mesmos. O segredo é se preparar. E o que é se preparar? Em primeiro lugar, é preparar as pessoas que estão com a gente. Fazer o nosso colaborador forte, feliz. Fazer o bem para receber o bem. Se você fizer o outro melhor, você não perde, você ganha. Todos ganham. O
CNT apresenta sugestão para redução do preço do óleo diesel

A Confederação propõe que seja diminuído o nível de biodiesel no insumo – medida essa que já foi adotada em outras ocasiões. A CNT apresentou, nesta semana, ao governo federal, uma sugestão para reduzir, de imediato, o preço do óleo diesel, que vem registrando sucessivos aumentos nos últimos dias. A Confederação propõe que seja diminuído o nível de biodiesel no insumo – medida essa que já foi adotada em outras ocasiões. Atualmente, a mistura de biodiesel no diesel vendido no Brasil é de 12%. A demanda atual encontra-se maior do que a produção, o que contribui para o aumento do custo do combustível. Em relação a um eventual impacto na questão das emissões de poluentes, a CNT reforça que isso não acontecerá, uma vez que o país já utiliza, no diesel, percentual de biodiesel superior ao que vem sendo utilizado nos Estados Unidos e na Europa. Fonte: Agência CNT Transporte Atual